Conforme menagem que circula nas redes sociais, uma pessoa afirma que o
erro do último ex-presidente do país foi ele ter sido sincero e assim
desempenhado o seu governo.
Data vênia, é preciso ser sincero, para se compreender que nunca pode
ser considerado erro de alguém, nem mesmo em país com a predominância da
mediocridade da maioria da classe política, imbuída de muita desonestidade,
incompetência e irresponsabilidade.
Sob o prisma dos princípios do bom senso e da sensatez, ser sincero
condiz com a prática das melhores condutas de civilidade e respeito à dignidade
humana, com base nos princípios da verdade.
Na verdade, se houve sinceridade desse político, isso pode ter
acontecido de forma exagerada, tendo extrapolado o sentido preciso da
finalidade inerente ao espírito de sinceridade.
O que não se pode é empregar a sinceridade para agredir ninguém, fazendo
acusação sem nenhum fundamento nem consistência, exatamente por falta de
provas.
Ser sincero exige equilíbrio, tolerância e principalmente respeito aos
princípios democráticos e republicanos, de modo que o seu uso possa refletir
apenas o que for necessário, em termos se moderação e tolerância, que são o
verdadeiro sentido da sinceridade.
Os seguidores desse político precisam enxergar a realidade dos fatos,
reconhecendo que não havia a menor necessidade senão de o então presidente do
pais apenas se preocupasse em cumprir as atribuições constitucionais inerentes
ao poder Executivo, sem se imiscuir na competência de outro poder da República
e muito menos ficar agredindo e criticando ninguém, porque isso não tem nada a
ver com sinceridade, mas sim com incivilidade, ignorância, intolerância e
principalmente falta de respeito aos princípios diplomáticos e de educação.
Convém que os políticos se conscientizem sobre a importância do
aprimoramento dos princípios de civilidade e humanismo, de modo que possa
prevalecer o mútuo respeito nas relações sociais.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 15 de junho de 2026
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