Na tentativa de mostrar inocência em tudo praticado pelo último
ex-presidente do país, uma pessoa diz que muitas das ações praticadas por ele
foram transformadas em jogo sujo por seus adversários políticos.
Data vênia, o político mencionado acima não praticou qualquer erro
inocente e também não só jogou limpo.
Acredita-se piamente que todos os lances no tabuleiro desse político
foram tudo muito bem planejados, evidentemente visando à colheita de bons
frutos em seu benefício político.
Se o jogo pode ter se transformado em sujo, isso teve enorme
contribuição pessoal dele, que se imiscuiu onde havia limite constitucional
quanto à autonomia de competência institucional, quando ele resolveu cogitar
sobre fraudes em sistema de incumbência constitucional de outro poder da
República sobre assunto que ele poderia muito bem ter simplesmente solucionado
com o envio de medida legislativa para o saneamento de possíveis falhas.
Não obstante, ele preferiu criar gigantesca polêmica sobre questão
eleitoral, para mostrar o seu poder presidencial, deixando enorme flanco aberto
para futura exploração de seus potenciais adversários, aqueles mesmos que ele
preferiu cutucar com vara curta e judiar com agressões e críticas de
incompetência e omissão, quando o omisso terminou sendo ele próprio, que
poderia ter ficado calado e providenciar as medidas da sua exclusiva
competência constitucional.
Aquele político poderia sim ter jogado limpo se ele tivesse tido a
dignidade de apenas cumprir com fidelidade a liturgia prevista na cartilha do
chefe do Executivo, executando estritamente o dever do verdadeiro mandatário,
sem intervir na autonomia de outro poder da República, quando ele teria, isto
sim, jogado limpo e respeitado a competência institucional de outrem.
É preciso ficar muito claro para os seguidores cegos e fanatizados pela
ideologia que o político não errou inocentemente, mas ele incorreu em
gravíssima falha absolutamente consciente do que estava fazendo, ao agredir
integrantes de outro poder da nação, para mostrar valentia perante os seus
seguidores.
O certo é que a sua prodigiosa estratégia saiu pela culatra, quando ela
simplesmente resultou na conceituação de que ele seria enquadrado como
golpista, agressivo atentador dos princípios democráticos e potencial causador
de ameaça à estabilidade republicana.
Enfim, tudo o que teria sido muito bem planejado pelo político astuto
resultou em verdadeiro desastre, exatamente como mostram muito claramente os
fatos históricos.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 10 de junho de 2026
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