sexta-feira, 31 de julho de 2026

Judiação de animais

 Conforme vídeo postado na internet, consta a imagem de dois vaqueiros derrubando um boi, consistente no divertimento da vaquejada, que ainda se pratica especialmente no Nordeste.

A exploração de animais por pura diversão não é somente caso de irracionalidade para com espécie indefesa e controlada pelo homem, mas também de crueldade consciente, que ultrapassa os limites da insensibilidade humana de não sentir o sofrimento de quem pode ter, no caso da vaquejada, o rabo puxado e o corpo jogado no chão, como um molambo, como se isso não tivesse qualquer consequência nas estruturas físicas do animal, que até pode não ter membros quebrados, mas o impacto na areia deve ser horrível, que certamente o homem nunca se colocaria no lugar do animal, para sentir o drama de ser jogado, em alta velocidade, no chão, pasmem, por puro divertimento.

Sim, isso até poderia ser aceito como diversão, mas em tempos passados, quando eram raras ou inexistentes as múltiplas variedades de entretenimentos proporcionados ao homem com a modernidade dos tempos atuais, que se oferecem em grande vantagem do que a brutalidade consciente contra os animais.

Isso somente ainda persiste, sim, não por divertimento propriamente dito, mas por inescrupuloso interesse econômico, porque, do contrário, sem este fator lucro, a vaquejada, por exemplo, já seria apenas objeto de memória de quem insiste brutal e irracionalmente em maltratar pobres animais indefesos.

Apelam-se por que os exploradores de animais reflitam sobre a importância do respeito à dignidade de se viver sem sofrimento e sem dor física, mesmo que pelos abalos da queda no chão, porque isso é horroroso tanto para eles como seria também para o próprio homem se tivesse o mesmo tratamento.

Imagina-se que o conforto do coração do homem de modo algum se satisfaz com a alegria proporcionado pelo dinheiro, mas sim pela certeza de fazer o bem ao próximo, que pode ser um animal, que também merece viver imune às maldades causadas intencionalmente por outrem.

Acorda, Brasil!

            Brasília, em 23 de junho de 2026

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