quinta-feira, 4 de junho de 2020

Mensagens sobre o tio Dior


Por ocasião da dedicatória que fiz ao querido tio Dior, no meu 44° livro, muitas pessoas se manifestaram, em demonstração de muito carinho ao meu trabalho literário, em especial me apoiando no meu texto.
Com a finalidade de mostrar o meu agradecimento aos autores de tão ricas mensagens, bastante atenciosas, faço questão de transcrevê-las, na forma a seguir.
Espedita Vieira: “Parabéns Escritor. Você é um ser humano iluminado por Deus e abençoado. Escritor, siga em frente.”.
Minha resposta: Querida amiga Espedita Vieira, fiquei emocionado com suas palavras de carinho ao meu trabalho literário. Muito obrigado. Fique com a companhia de Deus.
Tia Maria da Conceição e Salete Fernandes: “Vinhemos agradecer pela linda e singela homenagem ao meu inesquecível in memoriam ao meu esposo Dior, como filha Salete, ficamos muito emocionadas pela dedicatória com tantas palavras bonitas, que estamos sem palavras. Obrigada e um grande abraços.”.
Minha resposta: Queridas tia Conceição e prima Salete, sabe Deus que não teria sido o próprio tio Dior, na sua sabedoria, que me inspirou a escrever um pouco sobre ele? Não duvido, porque tenho certeza de que eu não teria tanta inteligência para me expressar com essa desenvoltura (Kakaká). Fico feliz de puder ter prestado essa homenagem e espero que ela seja realmente do agrado de todos, posto que ela representa a minha visão sobre pessoa com quem convivi muito pouco, mas o suficiente para captar a sua beleza, que esparramava entre nós, familiares e amigos. Muito obrigado pelo carinho.
Tereza Fernandes: “Parabéns e aplausos a mais uma obra concluída. Que Deus continue lhe iluminando cada dia mais para que outras obras sejam concluídas. Dedicatória merecida os nosso querido conterrâneo que foi um ser humano exemplar. Bravo. Avante.”.
Minha resposta: Querida amiga Tereza Fernandes, fico feliz e agradecido pelos apoio e incentivo ao meu trabalho literário.
Úrsula Maria: “Esse meu primo é de categoria, saudável, competente e altamente inteligente. Abraços pra você”.
Minha resposta: Querida prima-irmã Ursinha, fico sem jeito para agradecer tantos elogios, que me caberia mais apropriadamente só o saudável, por realmente me sentir com razoável (ninguém pode garantir plena) saúde (Brincadeira). Muito obrigado pelo carinho.
Socorro Fernandes: “PARABÉNS amigo querido e nobre escritor! A somatória das suas palavras literárias formuladas em seus trabalhos, cada vez mais, nos vem acrescentar conhecimentos... de um modo todo especial! com seu sábio vocabulário tão rico e tão cheio de ensinamentos, experiências e muita capacidade! Brilhante, sempre serão seus propósitos... informando e transmitindo seus pensamentos claros e cheios de muita inteligência e luz. Parabéns! Sucesso! Deus te ilumine cada dia mais!”.
Minha resposta: Querida amiga Socorro Fernandes, é inevitável não se emocionar com suas palavras doces e cheias de bondade e carinho ao meu trabalho literário. Bem sei como é bom digerir o sentimento de pessoa de tão elevado nível cultural, quando avalia tão bem meu trabalho de escrever e isso me conforta em saber que ele não tem sido em vão, pois há a ressonância entre pessoas ávidas por leitura sadia e atualizada. Fico feliz que meus escritos sejam bem entendidos e aceitos e tenham correspondido às expectativas dos leitores. Recebo seus elogios, prezada amiga Socorro, como carinhoso estímulo à minha arte de escrever. Muito obrigado.
Consola Andrade: “E muita inteligência! Parabéns por tanta inspiração.”.
Minha resposta: Prezada amiga Consola Andrade, fico feliz e agradecido por seu carinho ao meu trabalho literário.
Magna Felix: “Parabéns Adalmir, por dedicação, inteligência você é um grande escritor.”.
Minha resposta: Quem me dera, querida amiga Magna. Gostaria de alcançar, pelo menos, o título de escritor, porque ainda me acho como autêntico escriba, em que pese já ter publicado tantos livros, mas não tenho o reconhecimento de nada. Muito obrigado pelo carinho.
Tereza Queiroga: “Parabéns Primo Adalmir! Pelo seu brilhante! Belo! E emocionante dedicatória! Quando vc relata tão bem a pessoa do nosso tão querido e amado que foi Tio Dior. Homem simples! Sorrisos contagiantes e um coração tão grande!!! Seu livro com certeza terá muito sucesso! Assim o desejo! Muitas bençãos! Paz e sabedoria! Bjs no seu lindo coração.”.
Minha resposta: Querida prima Tereza, digo que fiquei emocionado com tantas adjetivações que ultrapassam, em muito, meus merecimentos, fato que demonstra a bondade na interpretação de todo meu sentimento manifestado pela pessoa de nosso tio Dior, que foi realmente fiel mensageiro de Deus, por saber disseminar tanta bondade às pessoas. Fico muito agradecido a Deus, por ele ter me proporcionado este momento tão agradável de me expressar procurando dizer o que eu achava que ele foi e parece que foi realmente essa pessoa fantástica, diante da confirmação por parte das pessoas. Agradeço muito, querida prima Tereza, as suas tocantes menções elogiosas e peço a Deus que você continue prestando a sua bondade de ver em mim tantas qualidades e isso é muito bom (Kakaká).
Maria Auxiliadora: “Parabéns Escritor Adalmir Fernandes!! Que Deus o ilumine sempre!!! E que o Espírito Divino!! continue derramando muitas Bênçãos sobre as suas obras literárias que com Veemência e Sabedoria transmite sábios conhecimentos. Continue transmitindo esse seu trabalho tão rico!!!
Minha resposta: Prezada amiga Maria Auxiliadora, é com muito carinho que recebo o seu importante incentivo ao meu trabalho literário, dizendo que, sem a ajuda de Deus e do Divino Espírito Santo, eu jamais escreveria sequer uma página, mas graças às bênçãos celestiais, fico zangado (no bom sentido, porque eu não me zango com nada nessa maravilhosa vida que tenho, graças a Deus) de não ter tempo para escrever o que eu gostaria de escrever. Já venho, há muito tempo, pedindo a Deus que estique o dia por, pelo menos, mais doze horas, para possibilitar que eu me concilie com meus afazes literários, mas, com certeza, jamais serei atendido (brincadeira). Muito obrigado. Fique na companhia de Deus.
Maria Auxiliadora: “Vc é realmente um grande escritor!! Se sente bem ao escrevê-lo . Esse Dom ninguém tira . Com certeza Deus lhe deu com muito amor !! Aproveite cada momento e vou pedir ao Divino Espírito Santo que estique um pouco o tempo para que possa realizar os seus desejos!! Kkk Um grande abraço.”.
Minha resposta: Muito obrigado pelo carinho.
Eliene Queiroga: “Parabéns primo e que grande homenagem feita ao meu tão amado e querido PAI, muito agradeço pela homenagem e gratidão. Que Deus sempre te capacite assim como você é. Um forte abraço. Saudades.”.
Minha resposta: Querida prima Eliene, fico agradecido e feliz por seu carinho, em se contentar de satisfação com a homenagem ao seu amado pai, tio Dior, que procurei me concentrar na pessoa que sempre estava de bem com a vida e esse sentimento parece que ficou bem retratado no texto, que espero que ele seja emoldurado em dourado quadro e pendurado na principal parede da casa de cada descendente dele, para ser mostrado a quem entrar nela (brincadeira, pela falta de assunto). Muito obrigado.
          Brasília, em 28 de maio de 2020

quarta-feira, 3 de junho de 2020

O passado que vive...


Diante de crônica que escrevi, bem no início de maio, sobre as belezas do Sítio Canadá, localizado em Uiraúna, Paraíba, o fabuloso escritor mestre Xavier Fernandes nos brindou com expressiva mensagem, dizendo do seu memorável convívio com pessoas da minha família, cujo texto foi ficando de lado, talvez - sou obrigado a confessar - por esquecimento mesmo, por surgimento de outras matérias que foram se acumulando, mas, enfim, tudo tem a sua vez, inclusive esta formidável mensagem, que precisa ser formalizada em crônica, em homenagem ao seu ilustre autor.
Eis o aludido texto: “Caríssimo conterrâneo nobre Amigo: António Adalmir. Seu maravilhoso texto é original. Natural e realista e faz com que mergulhemos no túnel do tempo... Ao vê-lo contemplar o templo onde você nasceu. Realmente abençoado você, em ter a sorte de ter vivido a sua infância desfrutando de um ambiente tão sadio e cercado de pessoas extraordinárias, conheci muitas delas. Eu achava até que eram santas e Santos. Viviam na plenitude e na graça do Senhor. Lembro muito de Dona Úrsula, Seu Juvino seus avós. Suzete, Gesy, Zuza do Canadá... e todos os filhos dos seus avós... inclusive seu Pai Vaneir e sua Mãe Dona Dalila. Um casal referência e exemplar que constituíram uma família numerosa repleta de homens e Mulheres de bem, trabalhadores, hoje educados, dignos e de caráter, as famílias à moda antiga, como também a minha bem numerosa. O Sobrado do Canadá muito admirado por seu estilo colonial, com Capela para orações recitação do terço em família todos os dias e o Santo ofício assim nos contava Dona Úrsula e também aconteciam a celebração de missas em datas especiais. Àquele casarão com certeza proporcionou muitos momentos de felicidades e bem estar para seus donos, familiares e agregados. Assim você narrou com tanta perfeição. Tive muito contato e participei do convívio dos seus parentes quando Eles vieram morar na cidade. Ali na chamada Rua Nova Moramos vizinhos uma amizade muito próxima, eu um guri esperto fiquei logo bem entrosado com os garotos da casa que eram da minha faixa etária de Idade. Vicente Júnior galego e Juvino Neto e também a minha irmã casula Ubaldina, era amiga da mesma forma de Úrsula Neta, Filhos de Lourdes e Vicente. Todos seus Primos...  então tínhamos acesso de brincar por lá e participarmos das guloseimas processadas pelas mãos daquelas mulheres: Dona Úrsula, Ritinha, Lourdes, Maria Francisca etc... Mulheres prendadas, alta gastronomia, comidas de sabores inigualáveis, inesquecíveis a exemplo dos Fiós (sequilhos de goma) Tarecos amanteigados, bolos dos mais diversos sabores, Doces de muitos sabores, geleias, e no tempo do inverno: canjicas, pamonhas, cuscuz, Aquela casa era uma festa! Alegre! Grande fartura e cheia de bondade. Minha mãe Zeneide e minhas outras irmãs desfrutaram também de grande amizade, éramos quase uma casa só, de amizades recíprocas... Tenho saudades daquele tempo. Deixaram o Canadá pra morar na cidade... Depois mais tarde por conveniências, venderam o Canadá que hoje é de propriedade do Sr. Teodoro Figueiredo. que por sinal conservou muito bem a arquitetura original. Estão aí o sobrado bem conservado e a paisagem bonita do ambiente que é cheio de recordações e saudades... patrimônio histórico da nossa terra. Uma história a ser contada desde o Major José Fernandes. Patriarca da família até os dias atuais pelo seu Bisneto. O ilustre Antônio Adalmir Fernandes. Um forte abraço.  Em 06/05/2020.”.
Depois dessa saborosa e estonteante narrativa de puro saudosismo para mim, que me deixou embebecido  pelo resgate de história maravilhosa da minha amada família, fazendo me transportar para tempos inesquecíveis, eu não poderia deixar de agradecer ao querido irmão mestre Xavier Fernandes pela produção de texto tão provocativo da minha sensibilidade, mostrando a intimidade de muitas passagens dos meus tempos de infância.
À toda evidência, fiquei radiante de felicidade diante de expressiva mensagem, tão exuberante de fatos idênticos aos passados por mim, que me deixaram  extremamente sensibilizado e agradecido por seu texto percuciente e preciso sobre fatos e história dos meus amados e inesquecíveis familiares, detalhando momentos da vida da minha amada família, que de santa se distanciava muito, mas, em termos de pureza cristã, ali realmente existia uma família que amava a vida e valorizava o seu semelhante, em estrita harmonia com os princípios cristãos.
Fico muito feliz e agradecido por você abordar com sapiência a sua experiência com meus familiares, com o afiançamento das melhores lembranças de pessoas realmente fantásticas e especiais, com quem eu tive a felicidade de conviver por bom tempo da minha feliz infância, que não poderia ser tão maravilhosa porque tudo que é bom tem pouca duração, o suficiente para que a gente guarde no coração e na memória e não se esqueça para o resto da vida.
Isso é exatamente o que eu venho tentando fazer, lembrando com saudades os velhos e memoráveis tempos da minha infância gloriosa na casa de meus amados avos Juvino e Úrsula, esta senhora supermãe de dezoito filhos, tendo criado doze.
Deus lhe pague pelo resgate de parte da história que é muito importante para mim, porque ela confirma muito do que eu tenho procurado mostrar nas minhas crônicas, que tentam relatar momentos vividos com pessoas especiais, maravilhosas e abençoadas por Deus, que souberam valorizar muito bem o sentimento de amor cristão, na sua plenitude.
Muito obrigado pelo carinho, querido irmão mestre Xavier Fernandes, por sua gentileza. Abraço fraternal
Brasília, em 6 de maio de 2020

Sujidade da liberdade de expressão


Vem circulando nas redes sociais a mensagem com o seguinte teor, verbis: “Liberdade de expressão é poder falar dos ministros do STF, deputados, senadores ou quaisquer agentes públicos, da mesma forma que se fala do presidente. Por que contra uns é livre manifestação e democracia, e contra outros, atentado às instituições?”. Caio Coppola, jornalista.
Em princípio, é preciso se compreender, de maneira racional, inteligente e civilizada, que se falar estritamente sob os auspícios do direito da liberdade de expressão impõe-se o respeito às regras de tolerância, em especial quando for o caso das críticas às autoridades e instituições públicas, que precisam se situar no que se costuma conceituar opiniões e ideias construtivas, mas ao que parece e isso é o dar a entender, muitos confundem agressão verbal como sendo mera liberdade de expressão.
Nos países civilizados, sérios e evoluídos, em termos políticos e democráticos as pessoas têm a exata consciência do que seja realmente liberdade de expressão, que nada mais é do que uso civilizado das palavras exatamente como forma de se puder falar o que pensa, de maneira respeitosa e educada, na mesma forma em sentido recíproco, levando-se em conta o uso de mecanismo destinado ao aperfeiçoamento e à consolidação dos princípios republicano e democrático.
Nessa linha de pensamento, compreende-se perfeitamente que o princípio da liberdade de expressão somente existe nos países civilizados e evoluídos, em termos democráticos, porquanto essa riqueza de se puder pensar e dizer, de forma livre, não tem lugar nos países de regime totalitário, sob a égide do socialismo, onde inexiste a exuberância da expressão.   
Já nas republiquetas, as pessoas fazem questão de confundir liberdade de expressão com o direito de agredir verbalmente quem bem entender, não se  importado sobre as suas consequências, no caso se isso pode causar dano à imagem e à dignidade de pessoas ou instituições.
O mais grave é que essas pessoas ainda se acham injustiçadas e incompreendidas por suas atitudes irresponsáveis e levianas perante a sociedade.
Convém que as pessoas com o mínimo de civilidade compreendam que o seu direito termina exatamente quando começa o do outro e isso é princípio constitucional, que precisa ser observado nos países com o mínimo de evolução, sob pena de imperar a balbúrdia e o desrespeito à dignidade humano.
Não tem o menor cabimento que cada qual se ache no direito de dizer o que pensa, muito além da normalidade do seu direito de se expressar no âmbito da civilidade tolerável, achando que pode agredir com palavras de baixo calão e outras verbalizações impróprias, com o intuito de denegrir a imagem e a dignidade de pessoas e instituições, como se isso fosse normal, sob pretexto e amparo, pasmem, do direito da liberdade de expressão.
Causa espécie que as pessoas inteligentes são aquelas que alegam o direito da liberdade de expressão para se blindarem dos crimes de agressões e danos verbais, dando a entender que são injustiçados, ao fazerem vistas grossas para a real finalidade desse direito, que existe exatamente com a finalidade de contribuir para a construção do bem e não da difamação e de outras formas que não condizem com os princípios civilizatórios.
Urge que as pessoas tenham o mínimo de consciência no sentido de que a essa suprema liberdade é princípio sagrado que também pode ser invocado para a manifestação de ideias, pensamentos e críticas de cunho construtivo sobre determinadas situações, exatamente em harmonia com o salutar princípio garantidor do Estado Democrático de Direito, onde a individualidade da cidadania impera com os melhores ares de liberdade, respeito e aceitação, mas isso fica prejudicado quando se usa, de forma errônea, a liberdade de expressão de maneira diferente, para o fim de xingamento, esculhambação ou tentativa da sujidade da imagem de pessoas ou instituições.
Brasília, em 3 de junho de 2020

terça-feira, 2 de junho de 2020

Compartilhamento de princípios



Dias atrás, um conterrâneo de Uiraúna, Paraíba, preocupadíssimo com as crises que grassam na República brasileira e aproveitando a discussão sobre outro assunto, disse que entendia meus pontos de vista sobre os acontecimentos, mas ele adiantou outro caso preocupante, qual seja, verbis:  “(...) eu também estou (preocupado), agora que há sim uma escancarada intromissão do Celso de Melo e do Alexandre de Morais nas ações do executivo não se pode negar se dão ao disparate de querer apreender o cel do presidente. Isso é um escancarado abuso deles que se arvoram de fazer o papel do executivo do país. Não e mesmo fácil a um presidente aguentar esses ataques 24hs por dia.”.
Em resposta à aludida mensagem, eu disse que, com a devida vênia, essa questão do celular do presidente não tem o menor cabimento.
Vejam-se que o governo mandou um general fazer ameaças descabidas, completamente antecipadas e extremamente desnecessárias, que só o desgastam, por se tratar de medida intempestiva.
Ora, em qualquer órgão público, os pedidos, os recursos devem seguir os trâmites regulamentares, a exemplo do que acontece também no Supremo Tribunal Federal.
Houve a entrada naquele órgão de três pedidos de partidos, no âmbito da normalidade democrática de se recorrer aos órgãos competentes, no sentido de que fossem recolhidos os celulares do presidente do país e de um dos filhos dele.
Pois bem, a praxe da Corte diz que os pleitos desse gênero devem ser enviados previamente à Procuradoria Geral da República, ou seja, o ministro do Supremo não podia devolvê-los aos interessados nem os mandar para o arquivo, sem o devido pronunciamento desse órgão.
O ministro fez o procedimento correto, em harmonia com o figurino, mas o presidente, seus assessores, as Forças Armadas, seus apoiadores e até a mãe Joana imediatamente botaram a boca no mundo, fazendo o maior escarcéu, em violento sinal de protestos, com ameaças as mais violentas possíveis, inclusive de ruptura da democracia e das relações entre a instituições republicanas, sob perigo, inclusive, de deflagração da terceira guerra mundial, a partir do Brasil, tudo por absolutamente nada, mas a revolta foi simplesmente generalizada, sem nada que justificasse tamanha precipitação.
Vejam só o extremo do absurdo que fez, na ocasião, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, por meio da divulgação, horas depois de o pedido ser enviado à PGR, de manifesto à nação, considerando “afronta” caso o telefone celular do presidente do país fosse apreendido por ordem da Justiça, sob o alerta de que a decisão causaria, pasmem, consequências imprevisíveis, nestes termos: “O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.
O alerto do general causou enorme perplexidade e espanto, porque houve a convocação das tropas sem que houvesse qualquer motivação para tanto.
Na verdade, o que tinha havido, até aquele momento, estava absolutamente em consonância com o Regimento do Supremo, porque as demandas dirigidas àquela Corte, conforme o caso, são, necessariamente, examinadas e julgadas em estrita observância às normas internas.
Na ocasião, fiz o registro segundo o qual, no caso, o procurador-geral da República já havia se manifestado pelo arquivamento dos referidos pleitos, cabendo ao ministro acompanhar essa sugestão, porque normalmente os ministros concordam com aquele órgão ministerial.
De fato, a presunção acima se confirmou, em o que o ministro do Supremo, relator do caso em comento, determinou o arquivamento do processo pertinente, em acolhimento à sugestão oferecida pelo procurador-geral da República, que já havia se manifestado contra a apreensão em causa.
O órgão ministerial entendeu que, “como a investigação é competência do MPF, não cabe intervenção de terceiros no processo, como no caso de partidos e parlamentares.”.
Na decisão, o decano do Excelso Tribunal de Justiça brasileiro reafirmou a posição da Corte, tendo afirmado, ipsis litteris: “Torna-se essencial reafirmar, desde logo, neste singular momento em que o Brasil enfrenta gravíssimos desafios, que o Supremo Tribunal Federal, atento à sua alta responsabilidade institucional, não transigirá nem renunciará ao desempenho isento e impessoal da jurisdição, fazendo sempre prevalecer os valores fundantes da ordem democrática e prestando incondicional reverência ao primado da Constituição, ao império das leis e à superioridade político-jurídica das ideias que informam e que animam o espírito da República”.
Em conclusão, o general que se mostrou cheio de autoridade ditatorial, fazendo as mais veementes e absurdas ameaças, vai ser obrigado, agora, a pôr a sua espada entre as pernas, por ter se precipitado deseducada e grosseiramente, ao extremo, e ainda ficar com cara de tacho, diante da  assinatura de manifesto à nação completamente desnecessário, tendo ainda a irresponsabilidade de insuflar a opinião pública em se revoltar contra o Supremo, exatamente em momento em que as relações entre as instituições republicanas estavam de mal a pior, sob intenso fogo cruzado, de lado a lado.
Ou seja, quando se esperava que o general, com a sua experiência da caserna, tivesse o mínimo senso de prudência e sensatez, diante da terrível situação de animosidade entre os poderes, ele simplesmente lançou barris de combustíveis na fogueira, para aumentar sensivelmente as chamas.
Espera-se o mínimo do general, se ele tiver senso de patriotismo, no sentido de ele vir a público, agora, também por meio de nota oficial, para apresentar desculpas por sua atitude extremamente precipitada e prejudicial à paz social e à ordem pública, prometendo ser mais comedido e responsável em situações semelhantes a essa.  
Ressalte-se que os demais apoiadores do presidente, inclusive ele, vão contabilizar bastante tempo perdido e dor de cabeça com aborrecimentos e xingamentos desnecessários, agora que o caso foi encerrado, com o arquivo dos pleitos.
É lamentável que, por pouco, quase houve a eclosão de revolução institucional a troco de absolutamente de nada, o que só demonstra a urgente necessidade, não somente por parte do governo, mas também de pessoas, de paciência, calma e civilidade diante dos fatos.
Urge que o governo admita, com o máximo de urgência, a necessidade de sensatez, sensibilidade e Inteligência político-administrativas, para se encontrar mecanismos capazes de realmente liderar e coordenar políticas de segurança funcional no Palácio do Planalto, de modo que o presidente da República e seus assessores passem a avaliar, com o máximo de responsabilidade, as suas atitudes como pessoas públicas, ante a premência de moderação, tolerância e compreensão no relacionamento com as instituições públicas e privadas, os meios de comunicação e a sociedade, no âmbito do entendimento de que esse é o verdadeiro caminho para o compartilhamento das ações próprias de governo para o povo, tendo como princípios a harmonia e os bons exemplos.
Brasília, em 2 de junho de 2020

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Intervenção militar?


Com muitíssimo respeito às pessoas inteligentes que defendem a intervenção militar urgente, porque esse sentimento de pensar e defender as suas ideias se assenta normalmente no princípio democrático de entender o que seja o melhor para o país e o seu povo, evidentemente sob a convicção de que ela será a salvação da pátria amada Brasil.
Pois bem, parece que parte dos brasileiros chegou a essa simplista conclusão de que o melhor mesmo, para o país, é a ruptura da democracia, por meio do qual somente passa a funcionar a vontade militar, com o imediato fechamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e, por via de consequência, da Presidência da República, porque intervenção militar propriamente dita compreende a eliminação do Estado Democrático de Direito e passa a funcionar o regime militar de exceção, com normas próprias, sob a égide do pensamento do comandante que for liderar a transição, absolutamente sem as estruturas democráticas, porque essa ordem será imediatamente substituída pelo regime de exceção, que será ditado segundo o pensamento de algum general ou de alguns oficiais generais das Forças Armadas, onde, a partir de então, a sardinha poderá ser assada somente segundo o pensamento rigoroso da cartinha das academias, que acompanham com eles o resto da vida.     
E somente Deus tem condições de saber o verdadeiro destino dos brasileiros, inclusive daqueles que estão mais do que ávidos por intervenção militar de verdade, certamente por acharem que essa é melhor maneira para consertar as crises política, econômica, de saúde pública e outras.
Não que eu menospreze o regime militar, que nem teria motivo para isso, porque servi, como militar, com muita honra, à Força Aérea Brasileira, tendo acompanhado, não participado, ativamente do auge dos movimentos da época, por ter entrado no serviço militar no meado de 1966 e permanecido na Aeronáutica até março de 1979, e posso dizer que tenho experiência do que estou falando como pessoa que compreende perfeitamente o que seja realmente o regime militar.
É consabido que a intervenção militar teria, em princípio, a finalidade de consertar alguns pontos que não estariam se encaixando perfeitamente no sentimento de parcela de alguns brasileiros, que acham que a solução é a presença de militares no poder, para a pronta adoção das medidas de saneamento de poderes da República.
A experiência diz que, após o saneamento desses pontos carentes de reparo, os militares poderiam tomar gosto pelo poder e permanecerem ad eternum no poder, evidentemente mais do que o tempo necessário para o seu trabalho, vindo a causar enormes prejuízos aos brasileiros, que ficariam privados do usufruto do exercício da democracia plena, que é direito consagrado e defendido nos países civilizados e evoluídos, em termos políticos e democráticos, por saberem conscientemente sobre a real importância do pleno funcionamento dos poderes da República, onde o povo possa eleger normalmente seus representantes para a ocupação dos cargos públicos eletivos, tendo plena liberdade para opinar com consciência sobre as atividades da República.
É preciso que o povo tenha mais amadurecimento cívico e patriótico, para tentar se conscientizar mais amplamente sobre o que realmente significa o processo referente à intervenção militar, principalmente na dimensão que ela poderá abranger, notadamente se seu pensamento for o de ter poderes excepcionais bastantes elastecidos, com capacidade para intervir em tudo, inclusive na individualidade dos cidadãos e simplesmente ninguém poderá reclamar de absolutamente nada, tendo apenas o direito de aceitar a realidade nua e crua.
Aliás, é bem provável que muitas pessoas que defendem a intervenção militar estejam completamente despreparadas, apenas vagando no mundo da lua, cheias de sentimentos de mudanças mirabolantes na cabeça, sem atinarem exatamente para as consequências das drásticas transformações, na vida dos brasileiros, quando, a partir de então, eles já vão se preocupar em lutar pela reconquista dos direitos fundamentais do ser humano do livre, pertinente ao saudável exercício da política e da democracia.    
Urge que os brasileiros de boa vontade, no âmbito da sua responsabilidade cívica e patriótica, repensem profundamente o seu ardente desejo de intervenção militar, porque pensamento nesse sentido nada mais é do que o antídoto dos salutares princípios políticos e democráticos, que são a essência defendida pelos povos das nações imbuídas dos sentimentos de seriedade, civilidade e evolução, em termos humanitários.
Brasília, em 1° de junho de 2020

O governo está certo?


Diante de crônica que escrevi sobre a situação política do governo, o querido irmão Valnei se manifestou em defesa do presidente da República, nos seguintes termos: “Mano Adalmir, falando do  artigo que você escreveu dia 25/05/20, acerca de fatos que ocorreram em frente ao Palácio da Alvorada por parte dos simpatizantes e seguidores do presidente Bolsonaro, a imprensa local, de serem agredidos com palavras grosseiras. No meu entender o presidente tem suas razões por parte da imprensa não noticiar as coisas boas que ele fez e faz. As coisas ruins a imprensa põe em primeira página e é manchete em todos os meios de comunicação. Por que a imprensa não falava mal do Lula e nem dos filhos dele porque Lula dava dinheiro para imprensa. E agora presidente Bolsonaro não dá  dinheiro pra eles aí a imprensa pega de pau nele?
Em resposta à citada mensagem, eu disse ao querido mano Valnei que respeito a opinião dele, mas esse argumento é muito vago.
É preciso entender que, com dinheiro ou sem ele, não interessa, quanto à avaliação do governo, que sempre precisa agir com correção e, atuando assim, nunca ele será criticado.
Outro dia, um amigo me disse que eu deveria mostrar as boas realizações do governo.
Então eu disse que o presidente foi eleito com a obrigação de só fazer coisa boa e isso é desnecessário citar.
Agora, os desvios, estes sim, precisam ser apontados, exatamente para que eles possam ser corrigidos.
Posso até estar errado por pensar diferentemente das pessoas, mas, nesse caso da imprensa, há verdadeiro retrocesso de interpretação sobre os fatos.
Por que somente a Folha e a Globo criam caso com o governo?
Não importa que seja por dinheiro ou o que for, porque governo sério e competente não tem que discutir em público algo da esfera pública.
O que alguém publicar que não seja verdadeiro ou prejudicar a imagem do governo ou do presidente, discute-se, se for o caso, o fato na Justiça e não em público, ensejando, de forma absurda, que a população se envolva em algo que não deve.
Desculpe a sinceridade, mas acho que tenho mentalidade bastante retrógrada, que pensa com a lógica fora da curva, ou seja, diferente das pessoas, que sempre conseguem encontrar desculpa, muitas vezes distanciada da realidade, para justificar o injustificável.
Não pense que seja o seu caso, porque você é pessoa inteligente e está longe da mediocridade nacional.
Brasília, em 25 de maio de 2020

A capacidade presidencial de recuperação


À vista da longa experiência de dezessete meses no comando do principal cargo da República, parece ser possível que os brasileiros tenham ideia razoável quanto à avaliação sobre reais condições se o presidente está ou não à altura dos gigantescos desafios que hão de advir no futuro próximo, principalmente depois da superação da pandemia do coronavírus, que praticamente se encontra do seu ponto agudo, com a atingimento da famosa e temível curva, onde poderá acontecer dramáticas tragédias, com a perda de milhares de vidas humanas.
A verdade é que o Brasil será obrigado a encarar enormes desafios com a necessidade da reconstrução de todas as políticas, com destaque, como não pode ser diferente, para o realinhamento da economia, que já saiu da linha e precisa reencontrar os rumos da história, em que todos os esforços são buscados para a recuperação dos estragos causados com a intensa e longa  paralisação das atividades econômicas.
O que se sabe é que o acúmulo de resultados negativos não tem sido favorável ao presidente, que tem sido useiro e vezeiro ao confronto e ao debate sobre fatos nem sempre relevantes, mas com bastante perda de energia que, possivelmente, poderá fazer falta precisamente nesse momento especial, em que as experiências saudáveis poderiam contribuir para ajudar na recuperação dos prejuízos acumulados nesse período sombrio.
À frente do governo, o presidente até que poderia ter evitado uma série de estripulias e impropriedades completamente dissociada da função presidencial, ao atrair para seu colo questões de somenos importância, principalmente com a imprensa, com quem ele poderia ter sido apenas aliado e colaborador, mas, ao contrário, sempre que pôde, preferiu estar em atrito, ao seu estilo irrequieto de não levar desaforo para casa, no melhor folhetim popular, embora esse jeitão nada comedido só ajudou aos brasileiros terem a ideia de que o presidente conseguiu se distanciar bastante das suas funções de verdadeiro estadista, fato que contribui para se imaginar que ele terá muitas dificuldades para conduzir o Brasil ao lugar que ele merece e precisa.
Extremamente fiel ao seu estilo de boquirroto, como gosta de ser, o presidente foi capaz de confrontar o Estado Democrático de Direito, atacar princípios civilizatórios e democráticos, ferir ordenamento jurídico, além de ter sido acusado de desprezar a prática política, ao limitar cenário destinado ao debate das ideias democrática entre os contrários.
A verdade é que o país está mergulhado em gravíssima crise sanitária, certamente a mais aguda da sua história, com seríssimo agravamento da recessão econômica, com reflexos jamais vistos, pasmem, nos últimos cem anos, segundo as avaliações de analistas de mercado e economistas, que ainda projetam a crise, possivelmente, para os anos de 2021 e 2022.
No torvelinho de inevitáveis dificuldades de governabilidade, ainda existe enorme tensão que sido crônica entre o presidente brasileiro e o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, que somente contribui para piorar em potencial o péssimo cenário que tem todos os indicadores propícios para a formalização de convulsão social, principalmente se não houver o milagre da pacificação entre as principais autoridades dos poderes da República, no sentido do entendimento maior de que se encontra em jogo é exatamente a salvação da pátria, a redenção do Brasil e dos brasileiros, de modo que as vaidades políticas sejam deixadas em um canto, em forma de armistício, enquanto for possível a retomada da normalidade, tanto principalmente na governabilidade e como na economia, que, por enquanto estão se degenerando perigosamente, levando o país ao tenebroso abismo, que seria verdadeiro desastre jamais imaginado, quando as perspectivas eram de governo de auspiciosas mudanças.  
Essa situação caótica poderá se intensificar ainda mais caso a pandemia se prolongue por período além das previsões iniciais e que não se encontre alguma forma de conciliação entre o isolamento e à volta às atividade de trabalho, porque há o risco de demissão em massa de milhões de trabalhadores, com enorme e preocupante reflexo direito na economia, diante do maciço desemprego e do fechamento de pequenas empresas, não conseguiram se sustentar com a inevitável paralisação forçada pelo isolamento social.
À toda evidência, a configuração de quadro conjuntural bastante adverso, em todos os sentidos, contribui para vislumbrar-se que o presidente da República, pelo o que ele já demonstrou, dificilmente terá condições e equilíbrio para comandar o Brasil em situação a mais periclitante possível, porque é notório que falta na pessoa dele os requisitos essenciais de gerenciamento, capacidade de liderança e coordenação, além de conhecimentos específicos da economia, que serão indispensáveis em situação extremamente delicada do país, sem mencionar que é imprescindível haver disposição para o diálogo, a discussão de alto nível e a compreensão necessária à adoção da melhor decisão que apossa realmente atender aos interesses nacionais.
Em que pesem tempos sombrios, com muitas nuvens pesadas e carregadas de preocupações e incertezas, os brasileiros esperam e confiam que o presidente da República consiga readquirir reais condições para avaliar e dimensionar a magnitude da capacidade necessária para o enfrentamento da gigante capacidade de liderança necessária à coordenação dos ingentes trabalhos pertinentes à reestruturação e à redefinição do Estado e das políticas nacionais a serem adotadas, em especial nas áreas da economia, da saúde pública e de outras indispensáveis à recuperação dos estragos causados pelo poderoso e monstruoso coronavírus, com vistas à urgente retomada do desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
Brasília, em 1° de junho de 2020