sábado, 6 de junho de 2020

Meu partido é o Brasil

Diante de uma das minhas crônicas sobre os fatos da vida, uma atenta e distinta seguidora, de nome Socorro Fernandes, disse, em apoio ao meu trabalho literário, que “Esse cara é muito sábio!!! Genial, em todos os seus trabalhos literários! Muita sabedoria! Que a luz DIVINA ilumine sempre a tua farta inteligência!”.
Como não poderia ser diferente, muito envaidecido com palavras que vão bem além das minhas qualidades como mero repetidor das amadas palavras, eu disse que somente uma pessoa com o coração divinal diria algo tão especial e tocante sobre mim.
Fico muito agradecido por suas palavras carinhosas, em especial no que diz respeito à luz divina, que é muito importante para todos nós.
Muito obrigado querida amiga Socorro Fernandes.
Em forma de respaldo às palavras de carinho acima, o mestre Ditinho Minervino ressaltou que “Eu gosto das crônicas dele pela imparcialidade, não se ver o lado político dele, Ele elogia ou critica qualquer coisa ou pessoa independente de partido, fala tudo em cima da verdade!”.
Sensibilizado com as palavras de carinho do querido amigo Ditinho, eu disse que lamentava, de brincadeira, que ele ainda não tenha conseguido enxergar o meu lado político, que é forte, nítido e inconfundível.
Eu já deixei muito claro que o meu partido é o Brasil.
Não tenho compromisso senão com a verdade, a eficiência, a competência, a honestidade, a integridade e a responsabilidade, que são princípios cívicos indissociáveis da gestão pública e das ações civis, que condizem com o zelo com a coisa pública e privada, mas, enfim, com a intimidade da satisfação do interesse da sociedade em geral, que poderia, se quisesse, se esforçar um pouco mais para exigir de seus representantes políticos o mínimo de compromisso com a observância desses conceitos saudáveis, como forma de melhorar a sua imagem de homens públicos, tão desacreditada, na atualidade.
Muito obrigado pela confiança no meu trabalho literário.        Brasília, em 6 de junho de 2020  

sexta-feira, 5 de junho de 2020

A marca eterna da amizade...



Diante das fotografias da nobre família do senhor Odéo Fernandes, postadas por feliz lembrança de Assizinho, seu filho, aproveitei o ensejo para agradecer muitíssimo os pais de Expedido Fernandes, Seu Odéo e dona Ester, por eu considerar seu filho um dos meus anjos da guarda, pessoa que me tornei um dos maiores amigos que já tive, a ponto de, em gratidão, ter dedicado o meu 35° livro a ele, conforme o texto a seguir.
                              "DEDICATÓRIA
Este livro é dedicado, com muito carinho e enorme gratidão, ao doutor Expedito Pinheiro Fernandes (in memoriam), por ele ter sido pessoa que tive identificação aproximada da irmandade, cuja amizade foi muito proveitosa e construtiva, que teria acontecido por obra e graça de Deus, exatamente no momento crucial de minha vida, quando ele teve a percepção de enxergar a extensão das tormentosas dificuldades próprias de quem acabara de chegar em Brasília, sem lenço nem documentos. Expedito foi o amigo maravilhoso, transformado por Deus em meu especial anjo a abrir o as portas e mostrar o caminho das possibilidades e do descortinar para as oportunidades. Ele não media esforços para me ajudar naquilo que eu mais precisava quando aportei em Brasília, nos idos de 1966, com orientação e apoio no que ele podia disponibilizar em meu benefício. A minha história de vida não teria sido tão bem sucedida quanto a que consegui alcançar, evidentemente fruto de meus esforços e da ajuda de Deus e de pessoas como ele, que, sentindo o meu desespero por não ter conseguido me alistar na Aeronáutica, ele me incentivou a falar com padrinho doutor Pinheiro Rocha, que resolveu de pronto a pendência no alistamento e minha história de vida não poderia ter sido melhor, a partir disso. Expedito foi excepcional amigo e, enquanto pude, mantive amizade saudável com essa pessoa especial, que tinha o dom divino de compreender o seu semelhante e ainda procurava ajudar no que fosse preciso e possível. Sem que eu percebesse, na época, ele foi meu anjo da guarda, porque a nossa amizade foi dessas que resultaram bons e profícuos frutos, mesmo que ele também nem imaginasse que a minha história de vida poderia não ter sido tão maravilhosa como é se não fosse a expressiva contribuição prestada a mim por ele. Este momento é especial para eu dizer que o meu reconhecimento e a minha gratidão são imensos e não caberiam nas maiores bibliotecas, quanto mais em uma reduzida dedicatória como essa, para expressar o quanto Expedito Pinheiro Fernandes tinha de generosidade e de amor ao seu próximo.".
          Seu irmão Assizinho, diante dessa mensagem de reconhecimento que prestei ao querido amigo Expedito, disse “Que Deus faça resplandecer na magnitude da espiritualidade a sua gratidão, que faz ecoar os sinais do bom combate, na certeza do refletir as sombras de Platão! Agradeço e rogo as luzes celestiais a dimensão humanista do fulgor abrasivo da chama sagrada universalizada pela expressão gratidão!”.
Em resposta, eu afirmei que, graças a Deus, tenho tido a felicidade da valorização desse importante sentimento universal da gratidão, por reconhecer nesse gesto a melhor maneira de dizer como foi maravilhoso aquilo que alguém fez ou faz pelo seu semelhante.
Fico feliz em reconhecer a enorme importância do irmão e amigo Expedito na minha vida, que, imagino, em simples atitude, a minha vida ganhou o melhor empurrão que se poderia imaginar.
Sempre agradeço a Deus pela colocação desse amigo de luz no meu caminho, que foi iluminado por toda a vida.
Brasília, em 3 de junho de 2020

Que prevaleça o amor


Em vídeo que circula pelas redes sociais, uma atriz global diz, com extrema dramaticidade, que quer matar o presidente da República, cuja atitude, à luz do ordenamento jurídico, é passível de indiciamento como crime penal, por desejar, de forma declarada, assassinar alguém.
          Minha gente, a que ponto pode o ser humano chegar, ao ser alimentado pelo sentimento de puro ódio e antipatia ao seu semelhante, possivelmente decorrente do culto à ideologia.
Como explicar que alguém, com o mínimo de lucidez, possa pensar tão negativa e perversamente sobre outra pessoa, a ponto de pretender, por puro ódio, matá-la?
O que pode levar uma pessoa a se manifestar perante o público, expressando sentimento desumano, atroz e cruel de autêntica homicida, evidenciando com clareza que seja capaz de praticar monstruosidade indigna de pessoa com o mínimo de racionalidade?
À toda evidência, uma pessoa, com a índole de nítida desumanidade e insensatez, carece de cuidados especiais e tratamento psicológico urgentes, porque a sua maneira de se comportar foge completamente da normalidade do reino animal, pertencente à classe humana, que tem no seu habitat o direito de viver em contextualidade natural, onde as pessoas são respeitadas reciprocamente, mesmo que elas não se aceitem, se biquem, por questões sentimentais e ideológicas.
A atitude dessa cidadã demonstra seu estado de completo desequilíbrio mental e emociona, quando põe para fora de si todo seu sentimento de instinto selvagem, com denotação de desequilíbrio mental de destruição do seu semelhante, mesmo que houvesse algo motivador que justificasse a antipatia por alguém, mas jamais para a construção de pensamento maligno próprio das bestas feras.
É muito preocupante que o ser humano tenha atingido esse grau de loucura e o exponha com o ar de dramaticidade tamanha, a ponto de convencer sobre o que realmente sente no íntimo e não deixar a mínima margem de dúvida de que o seu sentimento é puro e verdadeiro, a evidenciar a sua real capacidade para praticar ato irracional e desumano, como o de querer matar logo o mandatário brasileiro, que não merece tamanho sacrifício.
Parece não haver qualquer dúvida de que se trata de alguma patologia da maior gravidade, que a fez odiar profundamente o seu semelhante, a ponto de seu desejo ser o de eliminá-lo, da maneira a mais cruelmente possível, posto que, do contrário, as demais pessoas teriam a mesma atitude de perseguição, mas, em princípio, somente essa cidadã foi acometida, na plena era do coronavírus, por essa ideia de muita malignidade e selvageria.
Havia até comentário na matéria de que ela teria se arrependido, possivelmente da boca para fora, diante das repercussões em condenação a pensamento tão medíocre e contrário aos princípios humanitários.
Enfim, oremos a Deus no sentido de que o Divino Espírito Santo se apodere dessa criatura e lhe conceda a serenidade, a paz, o mor e o sentimento humanitário de pacificação cristã e aceitação do seu próximo, da maneira como ele é, que precisa ser reciprocamente amado e respeitado como a si mesmo.
Brasília, em 5 de junho de 2020

Momento de Ouro?


Diante de crônica que escrevi versando sobre a precariedade da saúde pública em Uiraúna, Paraíba, logo no início do ano, uma cidadã escreveu importante comentário que me inspirou a tecer considerações sobre tema circunstanciado à sagrada obrigação do voto, como instrumento valioso quando utilizado com consciência e responsabilidade cívica.
Esta crônica estava alinhavada, aguardando a aproximação da campanha eleitoral ou, mais propriamente, da elaboração dos programas de trabalho dos candidatos, que podem perfeitamente contar com as importantes sugestões da população, que está ávida pela realização de benfeitorias nas suas localidades, sendo que muitas das quais são promessas antigas à espera da presença do político de verdade, ou seja, o cumpridor de promessas, com disposição e coragem para a efetiva  realização de obras, às vezes simples, mas de enorme importância para o bem-estar da comunidade.  
A distinta e atenta senhora escreveu preciosa mensagem, vazada nos seguintes termos:O que esperar de uns políticos que não investem na saúde!!! Na educação!!! E no bem estar do seu povo!!! Onde a única coisa que se prospera é a ganância pelo dinheiro. Nós Uiraunense temos que valorizar seu voto, tem muitos que se vendem, trocam seu voto por dinheiro, não pensam nas consequências que podem acontecer. Por isso estamos prejudicados com a falta do nosso hospital que atendia toda região principalmente os pobres onde ganhavam seus filhos não precisavam se deslocar pra Cajazeiras, Souza etc. Eu mesma ganhei minhas três filhas nesse hospital, sinto muita saudades e falta como muitos tem. Uma pena, mas infelizmente uma realidade!”.
Em resposta à valiosa mensagem, eu disse que a avaliação dessa cidadã tem muita pertinência, nos dias atuais, porque é preciso sim que o voto seja valorizado como importante instrumento democrático, principalmente quanto ao entendimento segundo o qual o poder emana do povo e, em seu nome, será exercido, quando isso é possível.
Ao que parece, isso não tem sido o caso da população de Uiraúna, que colocou e consolidou na sua cabeça que só existia um político de verdade, enquanto os demais homens públicos, mesmo demonstrando capacidade de gestão produtiva, não mereciam administrar o município, evidentemente sob a ótica do passado, quando ainda não se conhecia a triste e inadmissível realidade que veio à tona, no descortina de quadro tenebroso com o dinheiro público.
É importante que a população de Uiraúna discuta, com a participação da sociedade, as principais reivindicações da comunidade, que deverão ser objeto de pauta ampla, no sentido de que as questões essenciais possam ser apresentadas aos candidatos à Prefeitura Municipal, com a sinalização muita clara de que somente terão os votos quem se comprometer com a implementação ou defesa da efetivação das matérias elencadas por essas lideranças, evidentemente ficando alijados da aceitação popular aqueles que demonstrarem vacilo ou desinteresse em apoiá-las.
Ou seja, é de extrema importância que o plano de trabalho do futuro prefeito de Uiraúna contemple os principais projetos e ideias oferecidas pelos eleitores, em forma de prioridades, em especial, as matérias de maior prioridade, que deverão ter decisiva participação no gestão municipal, em se tratando que o governo que é do povo, que precisa compreender e encampar as reivindicações oriundas dos eleitores, que merecem ter suas reivindicações atendidas, evidentemente, sob a devida observância da margem orçamentária.
Por seu turno, ressalte-se a imperiosa necessidade da importância da alternância de poder, tanto como forma da imprescindível renovação da gestão pública e dos quadros políticos, como pelo imperioso cuidado de se evitar o conformismo e a mesmice dos costumes na administração continuada e carregada de vícios e apadrinhamentos espúrios, sempre prejudiciais à dinâmica de administrações modernas de produtividade, competência e eficiência, que precisam existir exclusivamente em benefício da população.
          É preciso que o povo de Uiraúna sinta na pele, como fogo ardente, a desgraça representada pelo deplorável acontecimento na prefeitura, para que isso sirva de importante reflexão e lição de como é preciso e urgente a alternância do poder, não aceitando a predominância de liderança única, por mais que ela demonstre credibilidade, diante da imprescindibilidade da renovação do poder, de modo a possibilitar nova forma de relacionamento da administração com os munícipes.
          Enfim, o atual momento se afigura excelente, talvez aquele considerado de ouro, por que prestes ao início da campanha eleitoral, para os eleitores de Uiraúna se unirem, de forma uníssona, para reivindicarem a construção do hospital que possa contribuir para dignificar a população, que tanto se sacrifica com o desgaste de longos deslocamentos e das precariedades no atendimento, às vezes, demorado até demais para quem sofre de doença grave, que precisa de assistência urgente, mas é preciso esperar a sua vez, diante da grande demanda.
Espera-se que haja efetiva consciência cívica do povo de Uiraúna, no sentido de aflorar na sua mentalidade nova perspectiva sobre os ideais de política participativa, em que todos criem gosto pela discussão acerca dos seus problemas e que realmente haja seu ardente interesse pelo amadurecimento quanto ao valor do seu voto, como instrumento valioso e poderoso, no momento da escolha de seus dirigentes, que devem estar em absoluta sintonia com os verdadeiros anseios da sociedade.
Brasília, em 5 de junho de 2020

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Lamentável


O presidente da República voltou a defender a facilitação do acesso às armas de fogo para a população e a criticar, com veemência, o ex-ministro da Justiça, ao dizer que ele teria agido "de forma covarde" durante a reunião ministerial do dia 22 de abril.
O presidente ainda acusa o ex-ministro de ter atuado "perfeitamente alinhado com outra ideologia" e trabalhado para dificultar a posse e o porte de armas de fogo para os "cidadãos de bem".
O mandatário brasileiro fez a seguinte afirmação, verbis: "Para vocês entenderem um pouquinho quem estava do meu lado. Essa Instrução Normativa 131 é da Polícia Federal, mas por determinação do Moro. Essa IN ignorou decretos meus e ignorou lei para dificultar a posse e porte da arma de fogo para as pessoas de bem.”.
Aproveitando a saraivada de balas atiradas contra o ex-ministro, o presidente afirmou que "Assim como essa IN (Instrução Normativa), tem uma portaria que o novo ministro revogou que, apesar de não ter força de lei, orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta, o Moro, de forma covarde, ficou calado. E ele queria uma portaria ainda, depois, que multasse quem estivesse na rua (durante a pandemia do novo coronavírus). Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era nossa. Graças a Deus ficamos livres disso".
Ao concluir o pronunciamento, o presidente do país reafirmou o que dissera na reunião do dia 22 de abril, cujo teor já foi divulgado para o público, no sentido de que "Inclusive foi o que eu disse na reunião secreta, que um povo armado jamais será escravizado, então, nós queremos o povo armado de forma legal.".
Ao deixar o governo, o ex-ministro acusou o presidente do país de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal, o que praticamente se confirmou, tendo em vista que, após a saída dele do governo, o mandatário providenciou a troca do diretor-geral daquela corporação, que, por sua vez, determinou trocas em superintendências, cuja acusação é objeto de investigação pelo Supremo Tribunal Federal.
Ao dizer, agora, que o então ministro ignorou normas constantes de decretos presidenciais e a lei sobre a regência do uso e da posse de armas, fato este que foi simplesmente silenciado por ele, na ocasião, no entendimento de que houve concordância superior, com a tácita aceitação das regras regulamentadas na mencionada instrução normativa.
O pior disso é que o presidente, ao se calar na oportunidade, passou a ser cúmplice com o ex-ministro, em clara demonstração de incompetência de não ter reclamado devida e tempestivamente, só o fazendo agora, tempos depois, para mostrar que ambos erraram e a falha maior é do presidente, porque quem cala consente e foi o que ele fez, revelando a sua  brutal deselegância, por fazer acusação sobre ato que tem a sua inegável complacência.
À toda evidência, as declarações do presidente, nesse caso, revelam, de maneira cristalina e cabal, puro desejo de vingança dele, que traduz sentimento próprio de gente que precisa se conscientizar sobre a necessidade de se medir as palavras e respeitar a dignidade do ser humano.
Ao contrário disso, o presidente fica todo tempo tentando mostrar a desqualificação profissional do ex-ministro, a ponto de chamá-lo de covarde e ainda de afirmar que “Graças a Deus ficamos livres disso”, em cristalina demonstração de desprezo por pessoa que até há pouco tempo era endeusada por ele, como símbolo de competência, integridade, coragem e moralidade, mas o afastamento dele do governo foi o suficiente para que ele virasse um de seus principais inimigos.
É preciso se resgatar aqui o tremendo esforço feito por deputada federal, mensageira nomeada pelo presidente da República, para insistir na mantença do agora “covarde” no cargo, apesar de todas as trapalhadas feitas por ele, somente reconhecidas pelo chefe dele depois que ele se exonerou por vontade própria do cargo.
Eis a seguir a maneira desesperada como a parlamentar tentou evitar a saída do ex-juiz do governo, conforme troca de mensagens entre ela e o então ministro, exatamente no dia que ele se exonerou, ou seja, até o dia que ele ainda era valorizado por sua competência e necessidade ao governo, em termos de dignidade:
Deputada: “Ministro, por favor, me ouça só um pouco
Ex-ministro: “olá
Deputada: “O Sr é muito maior que um cargo
Deputada “O Brasil depende do sr estar no MJ
Deputada: “Bolsonaro vai cair se o Sr sair
Deputada: “Entendo sua frustração
Deputada: “Pelo amor de Deus, me deixe ajudar.”
Deputada: “Vamos amanhã marcar 07h00 com o PR lá no Alvorada
Deputada: “A gente conversa e ele lhe garante a vaga no STF este ano”
Ex-ministro: “Já falei com ele hoje
Ex-ministro: “Eu não estou à veda”.
A impressão que fica, depois de interpretar, de sã consciência, apelos tão fortes e eloquentes como os lidos acima, inclusive oferecendo, como barganha, importante cargo no Supremo Tribunal Federal, que somente um governo fraco, incompetente e irresponsável teria condições de implorar na manutenção dos seus quadros de um dos principais assessores, aquele que tem a incumbência de cuidar das políticas públicas da Justiça e Segurança Nacional, pessoa que agora a desqualificada e considerada de “covarde” e desidiosa, que deixava de ser fiel cumpridor das suas obrigações funcionais.
Não fica bem para o príncipe da República tentar, em toda oportunidade, desmascarar a pessoa que já foi considerada a principal, senão uma das principais figuras do seu governo, somente porque ele lhe fez a acusação de querer interferir politicamente na Polícia Federal, que é órgão de Estado e não de governo, tendo autonomia para exercer, de forma independente, as suas atividades constitucionais e legais, evidentemente sem a ingerência política do presidente.
Ao contrário do que se possa imaginar, atitude leviano como essa não acrescenta nada à dignidade de ninguém, mas tem o condão de evidenciar a índole insincera de pessoa que prefere desvalorizar o seu semelhante, quando seria muito mais elegante se ele mantivesse para si o rancor que fica transparente, além de contribuir para mostrar o desejo de denegrir a imagem do inimigo.  
Essa maneira descuidada de comportamento do homem público é péssimo perante a sociedade, que é bastante inteligente para perceber quando alguém procura incriminar e comprometer, de maneira indevida e injusta, pessoas inimigas, a despeito de que os fatos mostram exatamente quais são as suas intenções de prejudicá-lo de alguma forma, sem perceber que os acontecimentos cuidam de mostrar a verdade que existe por trás das afirmações, que servem para desmascará-lo, de maneira implacável e vergonhosa.
Neste momento de muitas crises, não conviria que o presidente ficasse fazendo acusações insensatas, porque ele precisa muito mais é de apoio da sociedade, para o enfrentamento e a superação de tantos problemas que se avolumam no governo.
Enfim, é de descomunal deselegância, autoridade do nível presidencial chamar, nas redes sociais, ex-ministro de covarde, aparentemente sem motivo plausível a justificar tal atitude, que visa desmoralizar a imagem de pessoa que há bem pouco tempo gozava de seus melhores conceitos de respeito e admiração, a par ter também se passado por símbolo de dignidade e moralidade do governo, à vista dos exemplos de bravura, coragem e amor ao Brasil, por ter liderando a Operação Lava-Jato, tendo seu trabalho enaltecido e valorizado exatamente por quem perde a compostura para chamá-lo de covarde.
Esse imbróglio tem o perfil do presidente atordoado com seus impulsos, que engendrou a intervenção na Policia Federal, com a finalidade de proteger pessoas da família e amigos, tudo já efetivado, em seguida à saída do ministro, resultando nessa desagradável situação, com cristalina mistura entre o público e o privado e consequências absolutamente desastrosas, advindo a exoneração de importante assessor, a ponto de a deputada ter declarado que “O Sr. é muito maior que um cargo” e Bolsonaro vai cair se o Sr. sair”.
No fundo, essa história deixa lição amarga, por mostrar que o destempero e a insensatez são as piores armas do estadista, para tentar solucionar as questões por ele enfrentadas, principalmente quando elas não dizem respeito ao interesse público, como evidenciado nesse deplorável episódio.  
Por certo, não é exatamente essa a postura de autêntico estadista, que tem o dever de manter a fleuma inerente ao principal cargo da República, em sintonia com gestos e atitudes de nobreza, principalmente procurando valorizar os princípios não somente das estritas funções presidências, mas também da dignidade do ser humano, além de evitar fazer juízo de valor sobre questões que não estejam na sua área de competência constitucional.
          Brasília, em 4 de junho de 2020

Mensagens sobre o tio Dior


Por ocasião da dedicatória que fiz ao querido tio Dior, no meu 44° livro, muitas pessoas se manifestaram, em demonstração de muito carinho ao meu trabalho literário, em especial me apoiando no meu texto.
Com a finalidade de mostrar o meu agradecimento aos autores de tão ricas mensagens, bastante atenciosas, faço questão de transcrevê-las, na forma a seguir.
Espedita Vieira: “Parabéns Escritor. Você é um ser humano iluminado por Deus e abençoado. Escritor, siga em frente.”.
Minha resposta: Querida amiga Espedita Vieira, fiquei emocionado com suas palavras de carinho ao meu trabalho literário. Muito obrigado. Fique com a companhia de Deus.
Tia Maria da Conceição e Salete Fernandes: “Vinhemos agradecer pela linda e singela homenagem ao meu inesquecível in memoriam ao meu esposo Dior, como filha Salete, ficamos muito emocionadas pela dedicatória com tantas palavras bonitas, que estamos sem palavras. Obrigada e um grande abraços.”.
Minha resposta: Queridas tia Conceição e prima Salete, sabe Deus que não teria sido o próprio tio Dior, na sua sabedoria, que me inspirou a escrever um pouco sobre ele? Não duvido, porque tenho certeza de que eu não teria tanta inteligência para me expressar com essa desenvoltura (Kakaká). Fico feliz de puder ter prestado essa homenagem e espero que ela seja realmente do agrado de todos, posto que ela representa a minha visão sobre pessoa com quem convivi muito pouco, mas o suficiente para captar a sua beleza, que esparramava entre nós, familiares e amigos. Muito obrigado pelo carinho.
Tereza Fernandes: “Parabéns e aplausos a mais uma obra concluída. Que Deus continue lhe iluminando cada dia mais para que outras obras sejam concluídas. Dedicatória merecida os nosso querido conterrâneo que foi um ser humano exemplar. Bravo. Avante.”.
Minha resposta: Querida amiga Tereza Fernandes, fico feliz e agradecido pelos apoio e incentivo ao meu trabalho literário.
Úrsula Maria: “Esse meu primo é de categoria, saudável, competente e altamente inteligente. Abraços pra você”.
Minha resposta: Querida prima-irmã Ursinha, fico sem jeito para agradecer tantos elogios, que me caberia mais apropriadamente só o saudável, por realmente me sentir com razoável (ninguém pode garantir plena) saúde (Brincadeira). Muito obrigado pelo carinho.
Socorro Fernandes: “PARABÉNS amigo querido e nobre escritor! A somatória das suas palavras literárias formuladas em seus trabalhos, cada vez mais, nos vem acrescentar conhecimentos... de um modo todo especial! com seu sábio vocabulário tão rico e tão cheio de ensinamentos, experiências e muita capacidade! Brilhante, sempre serão seus propósitos... informando e transmitindo seus pensamentos claros e cheios de muita inteligência e luz. Parabéns! Sucesso! Deus te ilumine cada dia mais!”.
Minha resposta: Querida amiga Socorro Fernandes, é inevitável não se emocionar com suas palavras doces e cheias de bondade e carinho ao meu trabalho literário. Bem sei como é bom digerir o sentimento de pessoa de tão elevado nível cultural, quando avalia tão bem meu trabalho de escrever e isso me conforta em saber que ele não tem sido em vão, pois há a ressonância entre pessoas ávidas por leitura sadia e atualizada. Fico feliz que meus escritos sejam bem entendidos e aceitos e tenham correspondido às expectativas dos leitores. Recebo seus elogios, prezada amiga Socorro, como carinhoso estímulo à minha arte de escrever. Muito obrigado.
Consola Andrade: “E muita inteligência! Parabéns por tanta inspiração.”.
Minha resposta: Prezada amiga Consola Andrade, fico feliz e agradecido por seu carinho ao meu trabalho literário.
Magna Felix: “Parabéns Adalmir, por dedicação, inteligência você é um grande escritor.”.
Minha resposta: Quem me dera, querida amiga Magna. Gostaria de alcançar, pelo menos, o título de escritor, porque ainda me acho como autêntico escriba, em que pese já ter publicado tantos livros, mas não tenho o reconhecimento de nada. Muito obrigado pelo carinho.
Tereza Queiroga: “Parabéns Primo Adalmir! Pelo seu brilhante! Belo! E emocionante dedicatória! Quando vc relata tão bem a pessoa do nosso tão querido e amado que foi Tio Dior. Homem simples! Sorrisos contagiantes e um coração tão grande!!! Seu livro com certeza terá muito sucesso! Assim o desejo! Muitas bençãos! Paz e sabedoria! Bjs no seu lindo coração.”.
Minha resposta: Querida prima Tereza, digo que fiquei emocionado com tantas adjetivações que ultrapassam, em muito, meus merecimentos, fato que demonstra a bondade na interpretação de todo meu sentimento manifestado pela pessoa de nosso tio Dior, que foi realmente fiel mensageiro de Deus, por saber disseminar tanta bondade às pessoas. Fico muito agradecido a Deus, por ele ter me proporcionado este momento tão agradável de me expressar procurando dizer o que eu achava que ele foi e parece que foi realmente essa pessoa fantástica, diante da confirmação por parte das pessoas. Agradeço muito, querida prima Tereza, as suas tocantes menções elogiosas e peço a Deus que você continue prestando a sua bondade de ver em mim tantas qualidades e isso é muito bom (Kakaká).
Maria Auxiliadora: “Parabéns Escritor Adalmir Fernandes!! Que Deus o ilumine sempre!!! E que o Espírito Divino!! continue derramando muitas Bênçãos sobre as suas obras literárias que com Veemência e Sabedoria transmite sábios conhecimentos. Continue transmitindo esse seu trabalho tão rico!!!
Minha resposta: Prezada amiga Maria Auxiliadora, é com muito carinho que recebo o seu importante incentivo ao meu trabalho literário, dizendo que, sem a ajuda de Deus e do Divino Espírito Santo, eu jamais escreveria sequer uma página, mas graças às bênçãos celestiais, fico zangado (no bom sentido, porque eu não me zango com nada nessa maravilhosa vida que tenho, graças a Deus) de não ter tempo para escrever o que eu gostaria de escrever. Já venho, há muito tempo, pedindo a Deus que estique o dia por, pelo menos, mais doze horas, para possibilitar que eu me concilie com meus afazes literários, mas, com certeza, jamais serei atendido (brincadeira). Muito obrigado. Fique na companhia de Deus.
Maria Auxiliadora: “Vc é realmente um grande escritor!! Se sente bem ao escrevê-lo . Esse Dom ninguém tira . Com certeza Deus lhe deu com muito amor !! Aproveite cada momento e vou pedir ao Divino Espírito Santo que estique um pouco o tempo para que possa realizar os seus desejos!! Kkk Um grande abraço.”.
Minha resposta: Muito obrigado pelo carinho.
Eliene Queiroga: “Parabéns primo e que grande homenagem feita ao meu tão amado e querido PAI, muito agradeço pela homenagem e gratidão. Que Deus sempre te capacite assim como você é. Um forte abraço. Saudades.”.
Minha resposta: Querida prima Eliene, fico agradecido e feliz por seu carinho, em se contentar de satisfação com a homenagem ao seu amado pai, tio Dior, que procurei me concentrar na pessoa que sempre estava de bem com a vida e esse sentimento parece que ficou bem retratado no texto, que espero que ele seja emoldurado em dourado quadro e pendurado na principal parede da casa de cada descendente dele, para ser mostrado a quem entrar nela (brincadeira, pela falta de assunto). Muito obrigado.
          Brasília, em 28 de maio de 2020

quarta-feira, 3 de junho de 2020

O passado que vive...


Diante de crônica que escrevi, bem no início de maio, sobre as belezas do Sítio Canadá, localizado em Uiraúna, Paraíba, o fabuloso escritor mestre Xavier Fernandes nos brindou com expressiva mensagem, dizendo do seu memorável convívio com pessoas da minha família, cujo texto foi ficando de lado, talvez - sou obrigado a confessar - por esquecimento mesmo, por surgimento de outras matérias que foram se acumulando, mas, enfim, tudo tem a sua vez, inclusive esta formidável mensagem, que precisa ser formalizada em crônica, em homenagem ao seu ilustre autor.
Eis o aludido texto: “Caríssimo conterrâneo nobre Amigo: António Adalmir. Seu maravilhoso texto é original. Natural e realista e faz com que mergulhemos no túnel do tempo... Ao vê-lo contemplar o templo onde você nasceu. Realmente abençoado você, em ter a sorte de ter vivido a sua infância desfrutando de um ambiente tão sadio e cercado de pessoas extraordinárias, conheci muitas delas. Eu achava até que eram santas e Santos. Viviam na plenitude e na graça do Senhor. Lembro muito de Dona Úrsula, Seu Juvino seus avós. Suzete, Gesy, Zuza do Canadá... e todos os filhos dos seus avós... inclusive seu Pai Vaneir e sua Mãe Dona Dalila. Um casal referência e exemplar que constituíram uma família numerosa repleta de homens e Mulheres de bem, trabalhadores, hoje educados, dignos e de caráter, as famílias à moda antiga, como também a minha bem numerosa. O Sobrado do Canadá muito admirado por seu estilo colonial, com Capela para orações recitação do terço em família todos os dias e o Santo ofício assim nos contava Dona Úrsula e também aconteciam a celebração de missas em datas especiais. Àquele casarão com certeza proporcionou muitos momentos de felicidades e bem estar para seus donos, familiares e agregados. Assim você narrou com tanta perfeição. Tive muito contato e participei do convívio dos seus parentes quando Eles vieram morar na cidade. Ali na chamada Rua Nova Moramos vizinhos uma amizade muito próxima, eu um guri esperto fiquei logo bem entrosado com os garotos da casa que eram da minha faixa etária de Idade. Vicente Júnior galego e Juvino Neto e também a minha irmã casula Ubaldina, era amiga da mesma forma de Úrsula Neta, Filhos de Lourdes e Vicente. Todos seus Primos...  então tínhamos acesso de brincar por lá e participarmos das guloseimas processadas pelas mãos daquelas mulheres: Dona Úrsula, Ritinha, Lourdes, Maria Francisca etc... Mulheres prendadas, alta gastronomia, comidas de sabores inigualáveis, inesquecíveis a exemplo dos Fiós (sequilhos de goma) Tarecos amanteigados, bolos dos mais diversos sabores, Doces de muitos sabores, geleias, e no tempo do inverno: canjicas, pamonhas, cuscuz, Aquela casa era uma festa! Alegre! Grande fartura e cheia de bondade. Minha mãe Zeneide e minhas outras irmãs desfrutaram também de grande amizade, éramos quase uma casa só, de amizades recíprocas... Tenho saudades daquele tempo. Deixaram o Canadá pra morar na cidade... Depois mais tarde por conveniências, venderam o Canadá que hoje é de propriedade do Sr. Teodoro Figueiredo. que por sinal conservou muito bem a arquitetura original. Estão aí o sobrado bem conservado e a paisagem bonita do ambiente que é cheio de recordações e saudades... patrimônio histórico da nossa terra. Uma história a ser contada desde o Major José Fernandes. Patriarca da família até os dias atuais pelo seu Bisneto. O ilustre Antônio Adalmir Fernandes. Um forte abraço.  Em 06/05/2020.”.
Depois dessa saborosa e estonteante narrativa de puro saudosismo para mim, que me deixou embebecido  pelo resgate de história maravilhosa da minha amada família, fazendo me transportar para tempos inesquecíveis, eu não poderia deixar de agradecer ao querido irmão mestre Xavier Fernandes pela produção de texto tão provocativo da minha sensibilidade, mostrando a intimidade de muitas passagens dos meus tempos de infância.
À toda evidência, fiquei radiante de felicidade diante de expressiva mensagem, tão exuberante de fatos idênticos aos passados por mim, que me deixaram  extremamente sensibilizado e agradecido por seu texto percuciente e preciso sobre fatos e história dos meus amados e inesquecíveis familiares, detalhando momentos da vida da minha amada família, que de santa se distanciava muito, mas, em termos de pureza cristã, ali realmente existia uma família que amava a vida e valorizava o seu semelhante, em estrita harmonia com os princípios cristãos.
Fico muito feliz e agradecido por você abordar com sapiência a sua experiência com meus familiares, com o afiançamento das melhores lembranças de pessoas realmente fantásticas e especiais, com quem eu tive a felicidade de conviver por bom tempo da minha feliz infância, que não poderia ser tão maravilhosa porque tudo que é bom tem pouca duração, o suficiente para que a gente guarde no coração e na memória e não se esqueça para o resto da vida.
Isso é exatamente o que eu venho tentando fazer, lembrando com saudades os velhos e memoráveis tempos da minha infância gloriosa na casa de meus amados avos Juvino e Úrsula, esta senhora supermãe de dezoito filhos, tendo criado doze.
Deus lhe pague pelo resgate de parte da história que é muito importante para mim, porque ela confirma muito do que eu tenho procurado mostrar nas minhas crônicas, que tentam relatar momentos vividos com pessoas especiais, maravilhosas e abençoadas por Deus, que souberam valorizar muito bem o sentimento de amor cristão, na sua plenitude.
Muito obrigado pelo carinho, querido irmão mestre Xavier Fernandes, por sua gentileza. Abraço fraternal
Brasília, em 6 de maio de 2020