sábado, 6 de junho de 2020

O simbolismo antirepublicano


O presidente da República viu sua situação política se deteriorar, com muita velocidade, ao embalo da grave crise causada pelo novo coronavírus, depois que ele resolveu contrariar o contexto mundial sobre as medidas de combate ao contágio do vírus, ao se posicionar pelo isolamento social onde somente os idosos e as pessoas que têm  comorbidades ficariam de quarentena, diferentemente do que foi adotado por mais de cem países.
Essa posição conseguiu isolar o presidente dos poderes Legislativo e Judiciário, além de expressiva parte de seu governo, inclusive de ministros, forças institucionais e militares, que deixaram claro a sua sintonia com as adotadas pelo Ministério da Saúde, em defesa com o confinamento horizontal, onde toda população precisa ficar em casa pelo tempo que for necessário.
A verdade é que a reação contrária ao sentimento defendido pelo presidente aconteceu em cadeia, que contou com a junção uníssono do  Congresso Nacional, do Judiciário, dos governadores, dos prefeitos, da Organização Mundial de Saúde, de políticos quase em geral, das Forças Armadas e de expressiva maioria da população, que pretendem derrotar esse temível Covid-19.
Diante da posição defendida pelo isolamento vertical, já há manifestação da oposição pedindo o afastamento do presidente do cargo, a exemplo do que foi enviado à Procuradoria Geral da República por um ministro do Supremo Tribunal Federal, cuja petição se soma a outros cinco requerimentos fundamentos cm teor semelhante.
No âmbito do Parlamento, já foram entregues vários pedidos pretendendo o impedimento do mandatário brasileiro, sob o pretexto de que ele teria infringido, por atos e palavras que caracterizam infrações em série à “lei de responsabilidade social”, ou seja, já haveria como enquadrá-lo como incurso no crime de responsabilidade.
De acordo com o artigo 85 da Constituição Federal, “são crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentam contra a Constituição e especialmente contra: a existência da União; o livre exercício dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e dos poderes constitucionais das unidades da federação; o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; a segurança interna do país; a probidade na administração; a lei orçamentária; o cumprimento da lei e das decisões judiciais.”.
Não consta, nesse elenco, o enquadramento do explícito desprezo do presidente do país sobre as orientações emanadas dos entidades e organismos de saúde, salvo se prevalecesse a sua determinação e que, em razão dela, houvesse assombroso desastre que resultassem muitas mortes, caso em que não teria restado dúvida sobre a prática de crime contra a humanidade, à vista da afronta às orientações de especialistas de saúde e pondo em risco à vida daqueles que teriam seguido os seus conselhos.
Há que se atentar para o fato de que a preservação da democracia é o pilar que sustenta a estabilidade da sociedade, porquanto o presidente do país precisa entender que, em razão da sua tentativa de ruptura da ordem pública, socorreram contra ela manifestações da população, mostrando que a vontade dele precisa ser urgentemente repensada, para o fim de harmonizá-la ao sentimento social de maior apelo, mas não é bem isso o que está acontecendo.
Diante da reação natural às ideias do presidente, que tentava e tenta contrariar a quase unanimidade nacional e da face da Terra, em gigantesco desafio do confinamento para conter a doença, e assim minimizar perdas humanas e econômicas, ele o teria feito de caso pensado, apostando no possível caos nacional, para depois vir a se consagrar, aproveitando de maquiavélico artificio estruturado para alçá-lo como o grande salvador de nação em ruínas?
Há evidências de que,  na intenção de anunciar a interrupção do isolamento horizontal, já havia até decreto pronto - do que o presidente  já teria sido até alertado pela Justiça de que essa ideia não pode prosperar, por implicação constitucional – sob a alegação de que “infelizmente, algumas mortes ocorrerão, paciência!”.
O presidente estaria projetando seu futuro para a reeleição, que tem sido a sua cega obsessão, embora ainda falte muito mais tempo do que já gasto no poder, por ele.
Na verdade, o que complica a situação do presidente são suas palavras, normalmente ditas sem pensar, mas que põem sob questionamento o alto grau de irresponsabilidade quanto à seriedade que precisa ter a condução dos destinos do governo e do Brasil, quando, em muitos casos, elas são completamente dispensáveis.
É o caso das afirmações de “mera gripezinha, que brevemente passará” e “é preciso enfrentar o vírus como homem, pô, e não como moleque” não condizem com a liturgia do cargo de príncipe da República, que precisa valorizar o sentido das palavras presidenciais dirigidas à população, como forma segura de reafirmação da credibilidade do governo e do respeito ao ser humano, por nem todos são resistentes como ele..
Embora como comandante da nação, nada impede que ele possa sair às ruas, para contato com o povo, não fosse o momento de intensa quarentena, destinada a se reduzir ao máximo aglomerações para se evitar contágio do coronavírus, em evidente desrespeito às regras que estão em execução, além de pôr em risco os próprios seguidores, mesmo que ele, como tem dito, esteja blindado contra o temível coronavírus.
Causa espécie que o presidente tenha sido contumaz denunciador da existência da prática de “histeria” sobre o temor ao coronavírus, mas ele foi incapaz de apresentar um único argumento técnico, produzido por autoridade com credibilidade do governo ou fora dele, para simplesmente desdenhar das autoridades da saúde, inclusive do próprio Ministério da Saúde do seu governo, preferindo ir na contramão das medidas tomadas pelo resto do mundo.
A fase do presidente está tão em baixa que alguns de seus textos foram recente e simultaneamente retirados do ar pelo Facebook, Instagram e Twitter, em simultâneo, que decidiram retirar do ar, como forma de censura, sob a justificativa de que eles distorceram orientações oficiais de segurança sanitária consagradas no mundo.
Em razão do comportamento exposto pelo presidente, alguns meios de comunicação do mundo têm chamado a atenção de seus leitores para manchetes espantosas como as que foram publicadas pelo jornal britânico The Guardian, que apontou em editorial que o presidente tupiniquim representa um “perigo para os brasileiros”.
Já a revista americana The Atlantic o classificou como “o líder mundial da negação do coronavírus”, enquanto o semanário The Economist deu ao presidente a alcunha de “Bolsonero”, em referência ao estranho e polêmico imperador que teia mandado tocar fogo em Roma, e, por fim, o jornal The Washington Post” pediu abertamente em artigo, pasmem, o seu impeachment.
Por último, o presidente norte-americano não só proibiu a entrada de brasileiros nos Estados Unidos da América, com também criticou a forma como o Brasil cuidou do combate ao coronavírus, quando disse que, se aquele país tivesse acompanhado o que fez o país tupiniquim, poderiam morrer, no país de tio Sam, mais de um milhão e quinhentas pessoas.   
Não há a menor dúvida de que ser alvo de chacota global é motivo sim de muita preocupação, porque é sinal de que existe muito algo errado, no contexto da gestão pública, o que obriga que o mandatário da nação precisa rever, com o máximo de urgência, as suas atitudes como homem público que representa uma país da grandeza e da potência social e de recursos naturais e econômicos como o Brasil, de modo que o seu prestígio esteja muito bem preservado e respeitado, o que, infelizmente, não o que é o caso.
Não há a menor dúvida de que constitui desalento a forma desrespeitosa aos brasileiros e ao mundo a maneira como o presidente afronta e destrói a autoestima nacional, com o devido respeito àqueles que simplesmente ignoram esse estado de coisa, evidentemente por questão ideológica.
O mais grave no espetáculo insensato é que o mandatário se converteu em um símbolo de ameaça pública, afrontando às orientações de especialistas de saúde e pondo em risco à vida daqueles que eventualmente pensam em seguir os seus conselhos, por acharem que ele está com a razão em agir contrariamente ao padrão estabelecido pelo próprio governo e pela maioria das nações do planeta.
Na verdade, a clara instigação à desobediência civil, à vista dos seus incentivo e participação às reuniões de pessoas em manifestações de protestos são atos que não combinam com a liturgia do importante cargo presidencial, visto que seria mais condizente com ele o seu exemplo de afastamento desses movimentos, procurando aconselhar às pessoas que os evitassem, como forma do integral isolamento recomendado pelo próprio governo.
O sentido de urgente revisão de comportamento do presidente da República faz o maior sentido, principalmente porque ele precisa se conscientizar de que a nação espera dele a centralidade de sensibilidade, bom sendo, racionalidade e responsabilidade, capazes de compreender a essencialidade sobre a gestão pública, tendo como princípio a priorização da satisfação do interesse público, o que vale dizer que ele precisa governar com os anseios do povo, no seu conjunto, evitar instigar a desobediência civil, conter os ímpetos motivados por questões pessoais e sectárias, enfim, centrar esforços para se limitar ao exclusivo exercício das funções próprias de presidente da República, na forma estabelecida na Constituição Federal.
          Brasília, em 6 de junho de 2020

Também é ofício sacerdotal...


Diante de crônica da minha lavra, versando sobre a visita do principal líder da esquerda brasileira ao papa, onde a tônica eram as críticas da mídia ao pontífice, justamente por receber em seus aposentos um anticristão, que apoia ditadores sanguinários, houve quem discordasse do meu texto.
É o caso de um conterrâneo meu da cidade de Uiraúna, Paraíba, que se manifestou nestes termos: “Jesus também foi perseguido, Por fazer refeições na casa de cobradores de impostos, de se encontrar com prostitutas, de se acompanhar com um traidor e tantos outros pecadores a olhos vistos, o nosso Papa é um representante/seguidor dele, portanto... para Cristo, Assim como para o papa, não importa o pecado mas o pecador. Obrigado por me fazer meditar, e perceber como o papa é um exemplo de cristão.”.
De antemão, percebe-se claramente que há abissal diferença entre os episódios colacionados acima e as muitas atitudes do santo pontífice.
Há de se notar, sem o menor esforço, por se tratar de citações bíblicas, que aqueles pecadores que andaram e gozaram da aceitação e magnanimidade de Jesus Cristo se submeteram, respeitosamente, aos mandamentos do cristianismo, pelo arrependimento obsequioso, e se tornaram cristãos de verdade, seguindo fielmente os mandamentos pertinentes, enquanto o "todo-poderoso" brasileiros e outros esquerdistas, apesar, no caso dele, das investigações, das provas robustas e dos julgamentos pela Justiça, além de muitos processos penais contendo denúncias sobre graves irregularidades cuja autoria é atribuída a ele, ainda se julga o mais puro da face da Terra, somente se igualando, pasmem, ao Mestre Jesus Cristo.
É preciso sim se meditar, tendo por base elementos capazes de se fundamentar opiniões com justiça, com desprezo daqueles que não se aplicam aos fatos sob exame.
No caso em comento, a meu juízo, respeitando quem pensa em contrário, o pontífice não se houve como exemplo de cristão, porque, quem professa o Evangelho de Jesus Cristo, não pode valorizar quem vive em estado de pecado mortal diante da Igreja Católica, que tem como alicerce a inafastável defesa dos princípios sagrados da moralidade, da dignidade e, em especial, dos direitos humanos, com os quais estão em desarmonia o político brasileiro, condenado pela prática de crimes reconhecidos pela Justiça, poder competente para sentenciar quem comete delito, além de o mesmo ser confesso defensor de ditadores que maltratam, judiam e infernizam a vida de seres humanos.
Ao que penso, o verdadeiro cristão não pode aceitar que pessoa que não acredita em Deus, tendo vida extremamente nebulosa perante a Justiça, acolhe normalmente as ditaduras desumanas e ainda se acha que está acima das leis do país e das instituições e autoridades constituídas, não merece ser tratada com afago, muito menos pelo papa, enquanto permanecer nesse estado de nebulosidade, que não condiz com o verdadeiro cristão, que tem como dogma a imaculabilidade material, ou seja, sem pecado diante Deus.
Embora passados mais de dois mil anos, as lições maravilhosas de Jesus Cristo poderiam sim ter sido verdadeiramente aproveitadas para o aperfeiçoamento do sentimento sobre a valorização do ser humano, nesse particular relacionamento do santo papa com pessoas impiedosas que se aliam com ditadores que tiram a vida do seu semelhante, como é o caso do líder esquerdista brasileiro e muitos outros que ele tem se encontrado, sem nenhuma restrição quanto a esse fato, que poderia ser que poderia simplesmente não manter relações com esses criminosos ou, as fazendo, que procurasse condenar publicamente os casos de violência que ocorrem, com frequência, nos países socialistas, cujas práticas são contrárias aos princípios cristãos, intrinsecamente de competência missionária e evangélica do papa.
Ou seja, o santo papa precisa defender, de maneira intensa, os paradigmas e princípios humanitários como orientação divina de preservação e integridade da vida, por meio da disseminação dos sublimes sentimentos de fraternidade e amor também na consciência dos ditadores e das lideranças políticas que os apoiam normalmente, tendo em vista que aquelas lições foram sabiamente instituídas por Jesus Cristo, como ensinamento universal para a proteção do maior patrimônio do homem, que é a vida.
Deflui dessa digressão, que compete originariamente ao santo pontífice orientar e até admoestar os tiranos, ditadores e outros políticos de mentalidades atrofiadas que cometem genocídios em defesa do poder, no sentido de que seus atos cruéis, sanguinários e desumanos são contrários aos ensinamentos sacramentados por Nosso Senhor Jesus Cristo, que disseminava o amor entre os homens e principalmente o respeito à sua integridade. 
    Diante do exposto, ressalvo, humildemente, a sabedoria e a inteligência de quem pense diferentemente de mim, porque a sua evolução certamente já ultrapassa estágio que ainda me encontro ano-luz de distância, o que há de me exigir bastante meditação para a superação da minha grandiosa ignorância sobre o que seja cristianismo de verdade, que tem a compreensão de magnanimidade, sem necessidade de se sopesar aspectos questionáveis, sob o prisma da valorização dos princípios cívicos e humanos.
Brasília, em 6 de junho de 2020

Meu partido é o Brasil

Diante de uma das minhas crônicas sobre os fatos da vida, uma atenta e distinta seguidora, de nome Socorro Fernandes, disse, em apoio ao meu trabalho literário, que “Esse cara é muito sábio!!! Genial, em todos os seus trabalhos literários! Muita sabedoria! Que a luz DIVINA ilumine sempre a tua farta inteligência!”.
Como não poderia ser diferente, muito envaidecido com palavras que vão bem além das minhas qualidades como mero repetidor das amadas palavras, eu disse que somente uma pessoa com o coração divinal diria algo tão especial e tocante sobre mim.
Fico muito agradecido por suas palavras carinhosas, em especial no que diz respeito à luz divina, que é muito importante para todos nós.
Muito obrigado querida amiga Socorro Fernandes.
Em forma de respaldo às palavras de carinho acima, o mestre Ditinho Minervino ressaltou que “Eu gosto das crônicas dele pela imparcialidade, não se ver o lado político dele, Ele elogia ou critica qualquer coisa ou pessoa independente de partido, fala tudo em cima da verdade!”.
Sensibilizado com as palavras de carinho do querido amigo Ditinho, eu disse que lamentava, de brincadeira, que ele ainda não tenha conseguido enxergar o meu lado político, que é forte, nítido e inconfundível.
Eu já deixei muito claro que o meu partido é o Brasil.
Não tenho compromisso senão com a verdade, a eficiência, a competência, a honestidade, a integridade e a responsabilidade, que são princípios cívicos indissociáveis da gestão pública e das ações civis, que condizem com o zelo com a coisa pública e privada, mas, enfim, com a intimidade da satisfação do interesse da sociedade em geral, que poderia, se quisesse, se esforçar um pouco mais para exigir de seus representantes políticos o mínimo de compromisso com a observância desses conceitos saudáveis, como forma de melhorar a sua imagem de homens públicos, tão desacreditada, na atualidade.
Muito obrigado pela confiança no meu trabalho literário.        Brasília, em 6 de junho de 2020  

sexta-feira, 5 de junho de 2020

A marca eterna da amizade...



Diante das fotografias da nobre família do senhor Odéo Fernandes, postadas por feliz lembrança de Assizinho, seu filho, aproveitei o ensejo para agradecer muitíssimo os pais de Expedido Fernandes, Seu Odéo e dona Ester, por eu considerar seu filho um dos meus anjos da guarda, pessoa que me tornei um dos maiores amigos que já tive, a ponto de, em gratidão, ter dedicado o meu 35° livro a ele, conforme o texto a seguir.
                              "DEDICATÓRIA
Este livro é dedicado, com muito carinho e enorme gratidão, ao doutor Expedito Pinheiro Fernandes (in memoriam), por ele ter sido pessoa que tive identificação aproximada da irmandade, cuja amizade foi muito proveitosa e construtiva, que teria acontecido por obra e graça de Deus, exatamente no momento crucial de minha vida, quando ele teve a percepção de enxergar a extensão das tormentosas dificuldades próprias de quem acabara de chegar em Brasília, sem lenço nem documentos. Expedito foi o amigo maravilhoso, transformado por Deus em meu especial anjo a abrir o as portas e mostrar o caminho das possibilidades e do descortinar para as oportunidades. Ele não media esforços para me ajudar naquilo que eu mais precisava quando aportei em Brasília, nos idos de 1966, com orientação e apoio no que ele podia disponibilizar em meu benefício. A minha história de vida não teria sido tão bem sucedida quanto a que consegui alcançar, evidentemente fruto de meus esforços e da ajuda de Deus e de pessoas como ele, que, sentindo o meu desespero por não ter conseguido me alistar na Aeronáutica, ele me incentivou a falar com padrinho doutor Pinheiro Rocha, que resolveu de pronto a pendência no alistamento e minha história de vida não poderia ter sido melhor, a partir disso. Expedito foi excepcional amigo e, enquanto pude, mantive amizade saudável com essa pessoa especial, que tinha o dom divino de compreender o seu semelhante e ainda procurava ajudar no que fosse preciso e possível. Sem que eu percebesse, na época, ele foi meu anjo da guarda, porque a nossa amizade foi dessas que resultaram bons e profícuos frutos, mesmo que ele também nem imaginasse que a minha história de vida poderia não ter sido tão maravilhosa como é se não fosse a expressiva contribuição prestada a mim por ele. Este momento é especial para eu dizer que o meu reconhecimento e a minha gratidão são imensos e não caberiam nas maiores bibliotecas, quanto mais em uma reduzida dedicatória como essa, para expressar o quanto Expedito Pinheiro Fernandes tinha de generosidade e de amor ao seu próximo.".
          Seu irmão Assizinho, diante dessa mensagem de reconhecimento que prestei ao querido amigo Expedito, disse “Que Deus faça resplandecer na magnitude da espiritualidade a sua gratidão, que faz ecoar os sinais do bom combate, na certeza do refletir as sombras de Platão! Agradeço e rogo as luzes celestiais a dimensão humanista do fulgor abrasivo da chama sagrada universalizada pela expressão gratidão!”.
Em resposta, eu afirmei que, graças a Deus, tenho tido a felicidade da valorização desse importante sentimento universal da gratidão, por reconhecer nesse gesto a melhor maneira de dizer como foi maravilhoso aquilo que alguém fez ou faz pelo seu semelhante.
Fico feliz em reconhecer a enorme importância do irmão e amigo Expedito na minha vida, que, imagino, em simples atitude, a minha vida ganhou o melhor empurrão que se poderia imaginar.
Sempre agradeço a Deus pela colocação desse amigo de luz no meu caminho, que foi iluminado por toda a vida.
Brasília, em 3 de junho de 2020

Que prevaleça o amor


Em vídeo que circula pelas redes sociais, uma atriz global diz, com extrema dramaticidade, que quer matar o presidente da República, cuja atitude, à luz do ordenamento jurídico, é passível de indiciamento como crime penal, por desejar, de forma declarada, assassinar alguém.
          Minha gente, a que ponto pode o ser humano chegar, ao ser alimentado pelo sentimento de puro ódio e antipatia ao seu semelhante, possivelmente decorrente do culto à ideologia.
Como explicar que alguém, com o mínimo de lucidez, possa pensar tão negativa e perversamente sobre outra pessoa, a ponto de pretender, por puro ódio, matá-la?
O que pode levar uma pessoa a se manifestar perante o público, expressando sentimento desumano, atroz e cruel de autêntica homicida, evidenciando com clareza que seja capaz de praticar monstruosidade indigna de pessoa com o mínimo de racionalidade?
À toda evidência, uma pessoa, com a índole de nítida desumanidade e insensatez, carece de cuidados especiais e tratamento psicológico urgentes, porque a sua maneira de se comportar foge completamente da normalidade do reino animal, pertencente à classe humana, que tem no seu habitat o direito de viver em contextualidade natural, onde as pessoas são respeitadas reciprocamente, mesmo que elas não se aceitem, se biquem, por questões sentimentais e ideológicas.
A atitude dessa cidadã demonstra seu estado de completo desequilíbrio mental e emociona, quando põe para fora de si todo seu sentimento de instinto selvagem, com denotação de desequilíbrio mental de destruição do seu semelhante, mesmo que houvesse algo motivador que justificasse a antipatia por alguém, mas jamais para a construção de pensamento maligno próprio das bestas feras.
É muito preocupante que o ser humano tenha atingido esse grau de loucura e o exponha com o ar de dramaticidade tamanha, a ponto de convencer sobre o que realmente sente no íntimo e não deixar a mínima margem de dúvida de que o seu sentimento é puro e verdadeiro, a evidenciar a sua real capacidade para praticar ato irracional e desumano, como o de querer matar logo o mandatário brasileiro, que não merece tamanho sacrifício.
Parece não haver qualquer dúvida de que se trata de alguma patologia da maior gravidade, que a fez odiar profundamente o seu semelhante, a ponto de seu desejo ser o de eliminá-lo, da maneira a mais cruelmente possível, posto que, do contrário, as demais pessoas teriam a mesma atitude de perseguição, mas, em princípio, somente essa cidadã foi acometida, na plena era do coronavírus, por essa ideia de muita malignidade e selvageria.
Havia até comentário na matéria de que ela teria se arrependido, possivelmente da boca para fora, diante das repercussões em condenação a pensamento tão medíocre e contrário aos princípios humanitários.
Enfim, oremos a Deus no sentido de que o Divino Espírito Santo se apodere dessa criatura e lhe conceda a serenidade, a paz, o mor e o sentimento humanitário de pacificação cristã e aceitação do seu próximo, da maneira como ele é, que precisa ser reciprocamente amado e respeitado como a si mesmo.
Brasília, em 5 de junho de 2020

Momento de Ouro?


Diante de crônica que escrevi versando sobre a precariedade da saúde pública em Uiraúna, Paraíba, logo no início do ano, uma cidadã escreveu importante comentário que me inspirou a tecer considerações sobre tema circunstanciado à sagrada obrigação do voto, como instrumento valioso quando utilizado com consciência e responsabilidade cívica.
Esta crônica estava alinhavada, aguardando a aproximação da campanha eleitoral ou, mais propriamente, da elaboração dos programas de trabalho dos candidatos, que podem perfeitamente contar com as importantes sugestões da população, que está ávida pela realização de benfeitorias nas suas localidades, sendo que muitas das quais são promessas antigas à espera da presença do político de verdade, ou seja, o cumpridor de promessas, com disposição e coragem para a efetiva  realização de obras, às vezes simples, mas de enorme importância para o bem-estar da comunidade.  
A distinta e atenta senhora escreveu preciosa mensagem, vazada nos seguintes termos:O que esperar de uns políticos que não investem na saúde!!! Na educação!!! E no bem estar do seu povo!!! Onde a única coisa que se prospera é a ganância pelo dinheiro. Nós Uiraunense temos que valorizar seu voto, tem muitos que se vendem, trocam seu voto por dinheiro, não pensam nas consequências que podem acontecer. Por isso estamos prejudicados com a falta do nosso hospital que atendia toda região principalmente os pobres onde ganhavam seus filhos não precisavam se deslocar pra Cajazeiras, Souza etc. Eu mesma ganhei minhas três filhas nesse hospital, sinto muita saudades e falta como muitos tem. Uma pena, mas infelizmente uma realidade!”.
Em resposta à valiosa mensagem, eu disse que a avaliação dessa cidadã tem muita pertinência, nos dias atuais, porque é preciso sim que o voto seja valorizado como importante instrumento democrático, principalmente quanto ao entendimento segundo o qual o poder emana do povo e, em seu nome, será exercido, quando isso é possível.
Ao que parece, isso não tem sido o caso da população de Uiraúna, que colocou e consolidou na sua cabeça que só existia um político de verdade, enquanto os demais homens públicos, mesmo demonstrando capacidade de gestão produtiva, não mereciam administrar o município, evidentemente sob a ótica do passado, quando ainda não se conhecia a triste e inadmissível realidade que veio à tona, no descortina de quadro tenebroso com o dinheiro público.
É importante que a população de Uiraúna discuta, com a participação da sociedade, as principais reivindicações da comunidade, que deverão ser objeto de pauta ampla, no sentido de que as questões essenciais possam ser apresentadas aos candidatos à Prefeitura Municipal, com a sinalização muita clara de que somente terão os votos quem se comprometer com a implementação ou defesa da efetivação das matérias elencadas por essas lideranças, evidentemente ficando alijados da aceitação popular aqueles que demonstrarem vacilo ou desinteresse em apoiá-las.
Ou seja, é de extrema importância que o plano de trabalho do futuro prefeito de Uiraúna contemple os principais projetos e ideias oferecidas pelos eleitores, em forma de prioridades, em especial, as matérias de maior prioridade, que deverão ter decisiva participação no gestão municipal, em se tratando que o governo que é do povo, que precisa compreender e encampar as reivindicações oriundas dos eleitores, que merecem ter suas reivindicações atendidas, evidentemente, sob a devida observância da margem orçamentária.
Por seu turno, ressalte-se a imperiosa necessidade da importância da alternância de poder, tanto como forma da imprescindível renovação da gestão pública e dos quadros políticos, como pelo imperioso cuidado de se evitar o conformismo e a mesmice dos costumes na administração continuada e carregada de vícios e apadrinhamentos espúrios, sempre prejudiciais à dinâmica de administrações modernas de produtividade, competência e eficiência, que precisam existir exclusivamente em benefício da população.
          É preciso que o povo de Uiraúna sinta na pele, como fogo ardente, a desgraça representada pelo deplorável acontecimento na prefeitura, para que isso sirva de importante reflexão e lição de como é preciso e urgente a alternância do poder, não aceitando a predominância de liderança única, por mais que ela demonstre credibilidade, diante da imprescindibilidade da renovação do poder, de modo a possibilitar nova forma de relacionamento da administração com os munícipes.
          Enfim, o atual momento se afigura excelente, talvez aquele considerado de ouro, por que prestes ao início da campanha eleitoral, para os eleitores de Uiraúna se unirem, de forma uníssona, para reivindicarem a construção do hospital que possa contribuir para dignificar a população, que tanto se sacrifica com o desgaste de longos deslocamentos e das precariedades no atendimento, às vezes, demorado até demais para quem sofre de doença grave, que precisa de assistência urgente, mas é preciso esperar a sua vez, diante da grande demanda.
Espera-se que haja efetiva consciência cívica do povo de Uiraúna, no sentido de aflorar na sua mentalidade nova perspectiva sobre os ideais de política participativa, em que todos criem gosto pela discussão acerca dos seus problemas e que realmente haja seu ardente interesse pelo amadurecimento quanto ao valor do seu voto, como instrumento valioso e poderoso, no momento da escolha de seus dirigentes, que devem estar em absoluta sintonia com os verdadeiros anseios da sociedade.
Brasília, em 5 de junho de 2020

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Lamentável


O presidente da República voltou a defender a facilitação do acesso às armas de fogo para a população e a criticar, com veemência, o ex-ministro da Justiça, ao dizer que ele teria agido "de forma covarde" durante a reunião ministerial do dia 22 de abril.
O presidente ainda acusa o ex-ministro de ter atuado "perfeitamente alinhado com outra ideologia" e trabalhado para dificultar a posse e o porte de armas de fogo para os "cidadãos de bem".
O mandatário brasileiro fez a seguinte afirmação, verbis: "Para vocês entenderem um pouquinho quem estava do meu lado. Essa Instrução Normativa 131 é da Polícia Federal, mas por determinação do Moro. Essa IN ignorou decretos meus e ignorou lei para dificultar a posse e porte da arma de fogo para as pessoas de bem.”.
Aproveitando a saraivada de balas atiradas contra o ex-ministro, o presidente afirmou que "Assim como essa IN (Instrução Normativa), tem uma portaria que o novo ministro revogou que, apesar de não ter força de lei, orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta, o Moro, de forma covarde, ficou calado. E ele queria uma portaria ainda, depois, que multasse quem estivesse na rua (durante a pandemia do novo coronavírus). Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era nossa. Graças a Deus ficamos livres disso".
Ao concluir o pronunciamento, o presidente do país reafirmou o que dissera na reunião do dia 22 de abril, cujo teor já foi divulgado para o público, no sentido de que "Inclusive foi o que eu disse na reunião secreta, que um povo armado jamais será escravizado, então, nós queremos o povo armado de forma legal.".
Ao deixar o governo, o ex-ministro acusou o presidente do país de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal, o que praticamente se confirmou, tendo em vista que, após a saída dele do governo, o mandatário providenciou a troca do diretor-geral daquela corporação, que, por sua vez, determinou trocas em superintendências, cuja acusação é objeto de investigação pelo Supremo Tribunal Federal.
Ao dizer, agora, que o então ministro ignorou normas constantes de decretos presidenciais e a lei sobre a regência do uso e da posse de armas, fato este que foi simplesmente silenciado por ele, na ocasião, no entendimento de que houve concordância superior, com a tácita aceitação das regras regulamentadas na mencionada instrução normativa.
O pior disso é que o presidente, ao se calar na oportunidade, passou a ser cúmplice com o ex-ministro, em clara demonstração de incompetência de não ter reclamado devida e tempestivamente, só o fazendo agora, tempos depois, para mostrar que ambos erraram e a falha maior é do presidente, porque quem cala consente e foi o que ele fez, revelando a sua  brutal deselegância, por fazer acusação sobre ato que tem a sua inegável complacência.
À toda evidência, as declarações do presidente, nesse caso, revelam, de maneira cristalina e cabal, puro desejo de vingança dele, que traduz sentimento próprio de gente que precisa se conscientizar sobre a necessidade de se medir as palavras e respeitar a dignidade do ser humano.
Ao contrário disso, o presidente fica todo tempo tentando mostrar a desqualificação profissional do ex-ministro, a ponto de chamá-lo de covarde e ainda de afirmar que “Graças a Deus ficamos livres disso”, em cristalina demonstração de desprezo por pessoa que até há pouco tempo era endeusada por ele, como símbolo de competência, integridade, coragem e moralidade, mas o afastamento dele do governo foi o suficiente para que ele virasse um de seus principais inimigos.
É preciso se resgatar aqui o tremendo esforço feito por deputada federal, mensageira nomeada pelo presidente da República, para insistir na mantença do agora “covarde” no cargo, apesar de todas as trapalhadas feitas por ele, somente reconhecidas pelo chefe dele depois que ele se exonerou por vontade própria do cargo.
Eis a seguir a maneira desesperada como a parlamentar tentou evitar a saída do ex-juiz do governo, conforme troca de mensagens entre ela e o então ministro, exatamente no dia que ele se exonerou, ou seja, até o dia que ele ainda era valorizado por sua competência e necessidade ao governo, em termos de dignidade:
Deputada: “Ministro, por favor, me ouça só um pouco
Ex-ministro: “olá
Deputada: “O Sr é muito maior que um cargo
Deputada “O Brasil depende do sr estar no MJ
Deputada: “Bolsonaro vai cair se o Sr sair
Deputada: “Entendo sua frustração
Deputada: “Pelo amor de Deus, me deixe ajudar.”
Deputada: “Vamos amanhã marcar 07h00 com o PR lá no Alvorada
Deputada: “A gente conversa e ele lhe garante a vaga no STF este ano”
Ex-ministro: “Já falei com ele hoje
Ex-ministro: “Eu não estou à veda”.
A impressão que fica, depois de interpretar, de sã consciência, apelos tão fortes e eloquentes como os lidos acima, inclusive oferecendo, como barganha, importante cargo no Supremo Tribunal Federal, que somente um governo fraco, incompetente e irresponsável teria condições de implorar na manutenção dos seus quadros de um dos principais assessores, aquele que tem a incumbência de cuidar das políticas públicas da Justiça e Segurança Nacional, pessoa que agora a desqualificada e considerada de “covarde” e desidiosa, que deixava de ser fiel cumpridor das suas obrigações funcionais.
Não fica bem para o príncipe da República tentar, em toda oportunidade, desmascarar a pessoa que já foi considerada a principal, senão uma das principais figuras do seu governo, somente porque ele lhe fez a acusação de querer interferir politicamente na Polícia Federal, que é órgão de Estado e não de governo, tendo autonomia para exercer, de forma independente, as suas atividades constitucionais e legais, evidentemente sem a ingerência política do presidente.
Ao contrário do que se possa imaginar, atitude leviano como essa não acrescenta nada à dignidade de ninguém, mas tem o condão de evidenciar a índole insincera de pessoa que prefere desvalorizar o seu semelhante, quando seria muito mais elegante se ele mantivesse para si o rancor que fica transparente, além de contribuir para mostrar o desejo de denegrir a imagem do inimigo.  
Essa maneira descuidada de comportamento do homem público é péssimo perante a sociedade, que é bastante inteligente para perceber quando alguém procura incriminar e comprometer, de maneira indevida e injusta, pessoas inimigas, a despeito de que os fatos mostram exatamente quais são as suas intenções de prejudicá-lo de alguma forma, sem perceber que os acontecimentos cuidam de mostrar a verdade que existe por trás das afirmações, que servem para desmascará-lo, de maneira implacável e vergonhosa.
Neste momento de muitas crises, não conviria que o presidente ficasse fazendo acusações insensatas, porque ele precisa muito mais é de apoio da sociedade, para o enfrentamento e a superação de tantos problemas que se avolumam no governo.
Enfim, é de descomunal deselegância, autoridade do nível presidencial chamar, nas redes sociais, ex-ministro de covarde, aparentemente sem motivo plausível a justificar tal atitude, que visa desmoralizar a imagem de pessoa que há bem pouco tempo gozava de seus melhores conceitos de respeito e admiração, a par ter também se passado por símbolo de dignidade e moralidade do governo, à vista dos exemplos de bravura, coragem e amor ao Brasil, por ter liderando a Operação Lava-Jato, tendo seu trabalho enaltecido e valorizado exatamente por quem perde a compostura para chamá-lo de covarde.
Esse imbróglio tem o perfil do presidente atordoado com seus impulsos, que engendrou a intervenção na Policia Federal, com a finalidade de proteger pessoas da família e amigos, tudo já efetivado, em seguida à saída do ministro, resultando nessa desagradável situação, com cristalina mistura entre o público e o privado e consequências absolutamente desastrosas, advindo a exoneração de importante assessor, a ponto de a deputada ter declarado que “O Sr. é muito maior que um cargo” e Bolsonaro vai cair se o Sr. sair”.
No fundo, essa história deixa lição amarga, por mostrar que o destempero e a insensatez são as piores armas do estadista, para tentar solucionar as questões por ele enfrentadas, principalmente quando elas não dizem respeito ao interesse público, como evidenciado nesse deplorável episódio.  
Por certo, não é exatamente essa a postura de autêntico estadista, que tem o dever de manter a fleuma inerente ao principal cargo da República, em sintonia com gestos e atitudes de nobreza, principalmente procurando valorizar os princípios não somente das estritas funções presidências, mas também da dignidade do ser humano, além de evitar fazer juízo de valor sobre questões que não estejam na sua área de competência constitucional.
          Brasília, em 4 de junho de 2020