domingo, 14 de junho de 2020

Pobre universidade


Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o caos na Universidade Federal de Pelotas, completamente dominada pela bagunça e pelo desmazelo,  nas instalações e no funcionamento daquela instituição, completamente dominada pela ideologia socialista.
O vídeo em apreço, que parece ser verdadeiro, é pequena, mas autêntica, mostra da realidade praticada em quase todas as universidades públicas, mantidas, infelizmente, com o minguado dinheiro dos espoliados contribuintes brasileiros, para a desinformação de pessoas que são transformadas em praticamente subespécie humana, em termos de formação educacional, levando-se em conta que a finalidade do ensino universitário tem como princípio a formação de cidadãos perfeitamente em condições de serem dignos perante a sociedade.
Não se pode acreditar que unidade de ensino com essa mentalidade pedagógica possa contribuir para coisa alguma, porque ficam explícitas as péssimas condições oferecidas aos alunos, em ambiente extremamente degradante, nada compatível com instituição séria e responsável, que teria sim reais capacidades para oferecer ensino e educação de qualidade.
É lamentável que isso esteja acontecendo exatamente nas universidades públicas, inclusive as principais do país, que estão sucateadas e distanciadas ano-luz das melhores universidades estrangeiras, graças a esse deprimente processo de aparelhamento da esquerdização, seriamente prejudicial à formação dos homens que têm a obrigação de cuidar dos interesses dos brasileiros.
          É preciso que o governo e as autoridades incumbidas das políticas da educação nacional vislumbrem algo verdadeiramente mágico, capaz de revolucionar a mentalidade apodrecida da intelectualidade brasileira.
Que Deus contribua para que esse milagre possa se tornar realidade, já que Ele tem muita fama de ser brasileiro.
          Brasília, em 14 de junho de 2020 

Vexame inadmissível


Uma enfermeira que trabalha no Hospital de Campanha do Anhembi, em São Paulo, notou uma movimentação estranha enquanto voltava do horário de almoço, pois "Havia muitas pessoas na porta. Observei muita gente entrando no hospital sem colocar a roupa própria para proteção", conforme reportagem da BBC News Brasil.
Em seguida, a enfermeira ficou sabendo que aquele movimento de pessoas era "invasão" de deputados estaduais de São Paulo, que adentraram no hospital sem a devida autorização, tendo por finalidade "fiscalizar e apurar possível má utilização de recursos públicos".
A enfermeira declarou que "Eles agiram como se os profissionais de saúde fossem criminosos. Nos sentimos desrespeitados. Foi uma situação vexatória. Não poderiam fazer aquilo. É importante fiscalizar o uso de dinheiro público, mas aquela não era a forma correta para fazer isso".
A profissional disse que tinha 45 anos de idade, dos quais 22 foram dedicados aos serviços de enfermagem, tendo classificado aquele episódio “como a situação mais vergonhosa e desrespeitosa que viveu na linha de frente do combate ao novo coronavírus.”.
A enfermeira afirmou que “teme passar por situação semelhante nos próximos dias, após ler uma declaração que o presidente Jair Bolsonaro deu na noite da quinta-feira (11). Durante uma live, ele incentivou seus seguidores a invadirem hospitais e filmarem o que encontrarem no interior.”.
Sem apresentar a mínima prova de que os recursos públicos tenham sido desperdiçados, o presidente da República instigou seus seguidores a praticarem atos insanos, por meio desse aconselhamento: "Tem hospital de campanha perto de você, hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente está fazendo isso e mais gente tem que fazer para mostrar se os leitos estão ocupados ou não. Se os gastos são compatíveis ou não.”.
Do mesmo modo, sem qualquer prova, o presidente insinuou que os números referentes ao Covid-19 estão sendo manipulados por prefeitos e governadores para "ganho político".
Em veemente e clara contestação às declarações insensatas do presidente brasileiro, a Associação Paulista de Medicina criticou o incentivo dele, dizendo que "Hospitais são áreas de circulação restrita, com fluxo de pessoas orientadas para garantir rapidez, eficiência, segurança e privacidade dos pacientes assistidos. Todas as informações necessárias ao acompanhamento dos casos internados são sempre e imediatamente disponíveis às autoridades de saúde".
A enfermeira considera que a declaração do presidente do país pode dificultar ainda mais a batalha contra o novo coronavírus, que tem mais de 41 mil mortes, porque "Ele está incentivando a baderna, o desrespeito ao próximo e ao profissional de saúde. As apurações sobre supostas fraudes nas gestões de hospitais devem ser feitas por autoridades responsáveis, como a Polícia Federal. As pessoas não podem invadir um hospital, sem qualquer permissão para filmar o local e os pacientes. Não é permitida a entrada de pessoas sem autorização em hospitais.”.
Ela declarou que "Um dos grandes problemas é que muitas pessoas podem, como no caso dos deputados, filmar e mostrar apenas o que lhes interessa. Eles filmaram os rostos dos pacientes e causaram muito constrangimento. Depois, foram para áreas desabilitadas e compartilharam como se o hospital estivesse vazio".
A enfermeira disse que "Estávamos trabalhando normalmente e, de repente, chegaram essas pessoas como se estivesse acontecendo uma guerra mundial. Eles invadiram, falaram alto e desrespeitaram a todos. Foi uma situação muito ruim. Eles pensam que podem fazer isso por conta dos cargos que possuem. É assustador isso".
Ela disse que "Eles (os deputados) viram pacientes em diversas áreas. Mas há partes do hospital em que não há pacientes, pois a capacidade é para 1,8 mil leitos. As áreas são abertas conforme a chegada de pacientes, porque buscamos otimizar o local".
Não há a menor dúvida de que não poderia haver pior sugestão do que essa de se entrar em hospitais, porque isso caracteriza verdadeira invasão por pessoas estranhas em local de tratamento de doentes infectadas pelo Covid-19, que vem matando milhares de brasileiros, sem que haja motivo preponderante a justificar tamanha loucura e irresponsabilidade, que pode pôr em sério risco a saúde dos invasores, além do constrangimento natural dos profissionais de saúde e dos próprios enfermos.
Trata-se de desconfiança presidencial que pode ser perfeitamente apurada por servidores do Estado, como a Controladoria Geral da República, em primeiro plano, e depois pelos órgãos de controle externo, como os Tribunais de Contas, o Ministério Público e até mesmo, conforme o caso, com a devida autorização judicial, a Polícia Federal, todos com incumbência institucional para fiscalizarem a boa e regular aplicação do dinheiro público.
Dessa maneira, fica muito claro que se trata de cristalina insensatez a convocação de simpatizante para se submeter ao ridículo de invadir hospitais, locais mais do que sagrados onde se procura cumprir a importante missão de salvar vidas, com o máximo de empenho e amor humano, porque ela e o que de mais valor existe para o ser humano.   
O presidente do país precisa se conscientizar de que as questões políticas precisam ser discutidas exclusivamente em planos próprios, sem qualquer interferência no importante e cuidadoso trabalho que vem sendo feito, com os melhores zelos e competência, em que pesem as notórias precariedades de material médico-hospitalar, pelos profissionais de saúde, que estão metidos em intensa atividade para cuidar dos pacientes, dando o seu sangue para salvar vidas.
É muito decepcionante que o presidente da República, que tem a primazia da obrigação de valorizar o trabalho maravilhoso, competente e eficiente dos profissionais da saúde, tenha a infeliz iniciativa de propor a invasão do local de trabalho desses verdadeiros anjos da guarda da população, cuja ideia medíocre e repudiável significa verdadeiro ultraje à dignidade humana e decrepitude da autoridade constituída do poder público, que precisa se policiar para evitar desrespeitar a sociedade, que a representa por força do voto popular.
          Brasília, em 14 de junho de 2020

sábado, 13 de junho de 2020

Sem noção

Em mensagem postada nas redes sociais, o presidente da República declarou, de maneira completamente insensata que, ipsis litteris: "Seria bom você fazer na ponta da linha. Tem hospital de campanha perto de você, hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente está fazendo isso e mais gente tem que fazer para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não. Isso nos ajuda".
Como era de se presumir, a crescente crise causada pelo coronavírus vem provocando superlotação em hospitais pelo país, com a falta de leitos para o atendimento dos doentes, em especial nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), conforme tem sido alvo da reclamação de familiares.
Como não poderia ser diferente, entidades representativas de classes ligadas à área médico-hospitalar e políticos reagiram ao apelo do presidente brasileiro, em repúdio veemente ao incentivo dele para as pessoas entrarem em hospitais públicos ou de campanha que tratam da covid-19, para filmarem o interior das instalações, com vistas a se verificar a existência de leitos desocupados.
O Conselho Nacional de Saúde afirmou que a declaração do presidente do país agrava ainda mais o contexto de crise na saúde pública, por se tratar de posicionamento que demonstra "total desprezo pela vida da população, não expressando qualquer sentimento de solidariedade, empatia e compaixão. Essa atitude representa constrangimento aos pacientes que se encontram internados".
Por sua vez, os governadores do Nordeste afirmaram que a declaração do mandatário brasileiro "choca a todos, contraria protocolos médicos, desrespeita profissionais e coloca a vida das pessoas em risco. Bolsonaro segue o mesmo método inconsequente que o levou a incentivar aglomerações por todo o país, contrariando orientações científicas bem como a estimular agressões a jornalistas e veículos de comunicação".
Já o governador do Espírito Santo teceu críticas à declaração do presidente, tendo afirmado que "É mais uma manifestação de total insensibilidade com os familiares dos mais de 40 mil mortos pela Covid-19. No momento de crise os líderes precisam se manifestar com serenidade, solidariedade e compaixão.".
O mesmo se pode dizer que a sociedade não tem como aceitar que a autoridade máxima do país proponha a execução de medida extremamente desumana e incivilizada de invasão de unidade de saúde que cuida e trata do dos doentes do Covid-19, pasmem, para controlar a ocupação de leitos, sabendo que isso não é competência da sociedade.
Poderia até se esperar outras formas de insensatez do presidente, diante da sua falta de polidez como vem se comportando diante da pandemia do coronavírus, mas essa é uma das estupidezes absolutamente inadmissível, por ela não condizer com o desempenho de autoridade pública que precisa dar bons exemplos de competência, compreensão, maturidade, inteligência e, principalmente, respeito não somente aos profissionais e autoridades que trabalham com muito amor nos hospitais, mas em especial aos milhares de mortos que sucumbiram cruelmente nessa terrível batalha contra esse monstruoso vírus.
Ao que tudo indica, o presidente pôs na mente que existem inimigos imaginários para prejudicar a sua gestão, que inevitavelmente tende a ficar comprometida, principalmente no desempenho da economia, porque o sistema foi totalmente engolido pela pandemia.
Isso não é motivo para desespero de ninguém, muito menos do presidente, que precisa somente se concentrar na busca das medidas necessárias à solução dos problemas decorrentes dos abalos generalizados nas políticas de governo, o que vale dizer que, quanto menos polêmicas forem criadas na sua gestão, mais condições ele terá para o encontro dos caminhos de salvação nacional.  
O certo é que, há a voz corrente, inclusive entonada do exterior, o Brasil tem sido o pior país que se preparou e cuidou da pandemia do coronavírus, cuja consequência é esse desastroso mapa de muitas mortes e quantidade alarmante de infectados, sendo impossível se prevê o resultado de letalidades, mas as expectativas são as piores possíveis, levando-se em conta que a principal autoridade, que deveria se preocupar prioritariamente com situação de calamidade pública, simplesmente desdenha de tudo o que vem acontecendo e ainda fica fazendo sugestões que têm o condão de perturbar o ambiente do trabalho dos profissionais que cuidam dos doentes.
Não se pode negar, nem ignorar, que a despesa pública precisa ser aplicada sob a forma da regularidade, em satisfação da população, o que significa dizer que, quando se tem notícia do desperdício do dinheiro público, como parece que seja a preocupação do presidente do país, não há a menor dúvida de que é preciso se verificar se realmente os fatos são verdadeiros, para o fim das devidas responsabilidades e punições aos culpados, inclusive o ressarcimento dos valores apurados.
Tudo bem que haja a preocupação do presidente nesse sentido, que é realmente também da sociedade, mas o meio apropriado e recomendado para as necessárias verificações e apurações é da competência dos órgãos de controle e fiscalização, como, basicamente, a Controladoria Geral da República, os Tribunais de Contas - que auxilia o Congresso Nacional no controle dos orçamentos – e o Ministério Público, que são órgãos públicos com competência constitucional e legal para fiscalizar e controlar a boa e regular aplicação dos recursos públicos, por meio dos mecanismos apropriados, na forma de seus regimentos de funcionamento.
Não passa de insensatez se pretender que a sociedade, sem o devido preparo, seja condutor dessa estupidez de fiscalizar hospitais, porque isso não se harmoniza com os comezinhos princípios da administração moderna e eficiente.
É até possível que realmente esteja havendo vergonhosa farra com recursos públicos, com o aproveitamento do momento da pandemia do coronavírus, na forma de superfaturamento na compra de material médico-hospitalar, mas ainda sob o nome do salvamento de vidas, mas isso não pode fugir do parâmetro próprio da fiscalização e do controle dos gastos públicos, em termos de verificação e investigação sobre a sua regularidade, só que isso não é certamente atribuição da sociedade.
Sem nenhuma crítica aos apoiadores do presidente brasileiro, porque isso faz parte do sentimento próprio da sua inquestionável ideologia, mas já não seria conveniente eles pensarem também do que seja realmente melhor para os interesses do Brasil e da população, se o mandatário da nação decidisse, enfim, assumir a postura de verdadeiro estadista, no sentido de cuidar exclusivamente das políticas inerentes ao cumprimento das funções presidenciais previstas na Constituição Federal, de apenas zelar da coisa pública e contribuir para o bem comum da sociedade, com embargo do apoiamento cego a ele, em tudo, sem avaliação sobre possíveis atos incompatíveis com os princípios do bom senso e da racionalidade?   
Ante o exposto, concito os brasileiros de boa vontade a se conscientizarem sobre a imperiosa necessidade da compreensão no sentido de que os graves problemas da nação somente serão devidamente enfrentados, por meio, em especial, da inteligência, competência, eficiência e responsabilidade, cabendo ao principal condutor desse gigantesco processo de soerguimento nacional se conscientizar de que somente há o caminho do bom senso, da sensatez, da sensibilidade e da racionalidade, conquanto, do contrário, qualquer forma de estupidez, como essa de perturbar os trabalhos dos hospitais, nunca se chegará a resultados satisfatórios.
          Brasília, em 13 de junho de 2020  

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Estudo aponta arritmia

        Equipe de investigadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos da América, recorreu à utilização de sistema de mapeamento ótico, com a finalidade de observar como a hidroxicloroquina provoca danos graves no coração de animais.
        A pesquisa acaba de ser publicada no Heart Rhythm e divulgada pela revista Galileu, com o esclarecimento de que ela pretendia entender e identificar os impactos negativos do uso do fármaco em doentes infectados com o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19.
        A Galileu ressaltou que os cientistas observaram que o medicamento torna "surpreendentemente fácil suscitar arritmias em dois tipos de coração de animais, modificando o tempo das ondas elétricas responsáveis por controlarem os batimentos cardíacos.”.
        Segundo aquela revista, os investigadores “depararam-se com alongamento da onda T, uma parte do ciclo cardíaco no qual as tensões em condições normais se desvanecem preparando-se para a batida seguinte. Por outras palavras, a hidroxicloroquina impacta a palpitação seguinte, originando arritmia capaz de afetar a habilidade do coração de bombear sangue para o resto do corpo.”.
      Por sua vez, o co-autor do estudo emitiu alerta, em comunicado à imprensa, com esclarecimento segundo o qual "Os dados apurados são extremamente preocupantes e, juntamente com os relatos clínicos de morte súbita e arritmia em pacientes de Covid-19 a tomarem hidroxicloroquina, sugere que o medicamento deva ser considerado potencialmente prejudicial e o seu uso em pacientes com o novo coronavírus deve ser restrito a ensaios clínicos".
        A revista Galileu explicou que, “num batimento cardíaco considerado normal, a onda elétrica é produzida nas células especializadas do átrio direito do coração, disseminando-se pelo órgão. Essa onda, ao mover-se pelo coração, gera um potencial elétrico que faz com que os íons de cálcio sejam libertados. Tal estimula a contração coordenada e adequada do músculo cardíaco. “.
       O resultado do estudo mostra que “fármacos como a hidroxicloroquina alteram as propriedades desses canais iônicos e bloqueiam o fluxo de correntes de potássio, alongando assim o comprimento das ondas elétricas e criando variações espaciais nas suas propriedades. Consequentemente podem ocorrer ritmos cardíacos perigosamente acelerados e irregulares.”.
        Os cientistas autores do estudo ressalvaram no sentido de que, “quem toma hidroxicloroquina para o tratamento do lúpus e artrite reumatoide raramente sofre de arritmia, isto porque as doses recomendadas são significativamente menores relativamente àquelas necessárias para combater o SARS-CoV-2. “.
        Como se vê, trata-se de importante estudo especifico e aprofundado dirigido para o acompanhamento do funcionamento do coração de quem usa a hidroxicloroquina, nas doses recomendadas e entendidas como necessárias para o devido tratamento, tendo sido observado que, no caso de dose mais elevada, que parece ser o caso daquela indicada ao combate ao SARS-Cov-2 ou Covid-19, pode haver influência no normal funcionamento dos canais iônicos, com consequente bloqueio do fluxo da corrente de potássio, com perda do estímulo do músculo cardíaco, resultando, com isso a arritmia.
       Ou seja, trata-se de estudo que tem por finalidade se aferir a potencialidade ou não de o uso da cloroquina puder causar os temidos efeitos colaterais graves, notadamente no que se refere à arritmia, do mesmo molde como são feitas pesquisas para se aquilatar a eficácia da aplicação da hidroxicloroquina no combate ao Covid-19.
        Naquele caso, já se tem esse primeiro resultado, que é notoriamente estarrecedor, diante da conclusão dos pesquisadores, que se revelaram extremamente preocupados diante dos relatos clínicos de morte súbita e arritmia em pacientes de Covid-19, a ponto de eles sugerirem que a hidroxicloroquina “deva ser considerada potencialmente prejudicial e o seu uso em pacientes com o novo coronavírus deve ser restrito a ensaios clínicos".
Esclarece-se que ensaios clínicos se referem aos estudos sistemáticos de medicamentos em voluntários humanos, o qual deve seguir às estritas diretrizes do método científico, tendo por finalidade a descoberta ou a confirmação de efeitos e/ou a identificação de reações adversas ao produto investigado, com vistas a se aquilatar as suas eficácia e segurança.
        É evidente que não é o aludido resultado científico que terá o condão de impedir o uso da hidroxicloroquina, na forma do protocolo brasileiro, sob o alerta de que isso pode levar à morte, não pelo Covid-19, mas sim por problemas de arritmia causada na forma de efeito colateral.
      Ou seja, o paciente infectado pelo Covid-19 precisa tomar a cloroquina, porque é o único remédio diagnosticado para combatê-lo, cuja eficácia somente está comprovada na prática, carecendo ainda da manifestação dos organismos com competência em nível de capacidade científica, como a Organização Mundial da Saúde, mas não se pode ignorar esse alerta de que a droga pode contribuir para o descontrole do funcionamento do coração, pela ocorrência de “ritmos cardíacos perigosamente acelerados e irregulares.”, ou seja, arritmia, com capacidade de levar à paralisia do coração.
        O estudo confirma o que muita gente vem dizendo, no sentido de que a cloroquina existe há muitos anos e não se tem conhecimento dessa tal de arritmia por parte de seus usuários para o combate ao lúpus e à artrite reumatoide, tendo em conta a explicação científica, agora, de que a posologia em dose normal da cloroquina, diferente da que é necessária para o combate ao Covid-19, dificilmente causa alteração no funcionamento cardíaco, o que vale dizer que essa dúvida fica dirimida, em definitivo.
       É preciso se compreender, finalmente, que se trata de estudo normal e de extrema importância como elemento informativo sobre a real possibilidade de efeito colateral, que pode causar ao coração de quem é submetido ao tratamento do Covid-19 com a cloroquina.
      Nesse caso, se confirma a prudencial premência da formal concordância do paciente, evidentemente depois dos devidos e necessários esclarecimentos médicos nesse sentido, em relação ao uso do medicamento, diante da comprovação cientÍfica de que ele realmente tende a causar arritmia, que também é maneira patológica que pode levar à letalidade.
         Brasília, em 12 de junho de 2020

Afago da professora Socorro Fernandes


Depois de comentar bela mensagem escrita pela conterrânea Socorro Fernandes, acerca da homenagem que fiz à professora Lourdinha, de Uiraúna, Paraíba, essa mesma pessoa agradeço a crônica que eu havia escrito em alusão ao seu belíssimo comentário, tendo dito, in verbis:”Obrigada querido amigo, por colocar em destaque o meu simples comentário! Vejo em você a psicologia que consegue captar a nuance, a sutileza dos pensamentos... Um grande profissional das letras e que também sabe cultivar respeitosamente, às amizades. Obrigada por palavras delicadas e sábias que remontam o meu simples relato. Deus lhe conserve com essa inteligência, e com toda essa luz de sabedoria e capacidade! Um misto de sensatez e inspirações Divinas! Abraço fraterno”.
Em resposta à tão especial mensagem, eu disse à professor Socorro Fernandes que é muito bom ter como amiga pessoa tão culta que nem se esforça para perceber o tanto de bondade emanada de seus pensamentos, que têm a magia de agradar até mesmo quem diz a verdade sobre a interpretação das palavras ditas por ela.
Quero acreditar que inexiste, em mim, sinceramente, inteligência nem sabedoria, mas apenas o reflexo da visão magnânima das pessoas, como a dela, que procuraram me estimular o máximo possível, dizendo palavras as mais acalorados em menção ao meu trabalho literário.
Fico muito feliz e agradecido por essa forma de carinho à minha arte literária, mas sei perfeitamente sobre os meus limites.
Em retribuição à sua gentileza, professora Socorro Fernandes, peço a Deus que continue estimulando intensamente essa parte maravilhosa da senhora de mimar e agradar o ego das pessoas, para que o meu trabalho literário seja sempre privilegiado com o cativante afago vindo da senhora.
Muito obrigado.
          Brasília, em 10 de junho de 2020

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Mensagem de Tereza Fernandes


Diante da homenagem que prestei à professora Lourdinha Pinto, de Uiraúna, Paraíba, ao dedicar meu livro a ela, em demonstração de reconhecimento e gratidão à mestra que foi exemplo de amor e dedicação ao ensino de qualidade nessa cidade, a conterrânea a Tereza Fernandes escreveu a seguinte mensagem: “Muito linda e justa homenagem a essa pessoa ímpar que foi D. Lourdinha. Ela será eternizada com as boas lembranças que temos dela. Concordo plenamente com Socorro Fernandes quando falou que com esmero e elegância você soube colocá-la no nível que ela merecia. Parabéns você é um ser iluminado. Que Deus te ilumine sempre. Temos mais uma estrela no céu. Ela vai mandar luz também.”.
Em resposta à tão carinhosa mensagem, eu disse que, em cada palavra sua tem o condão de despertar em mim o sininho que me avisa que eu estou sendo estimulado a me aprimorar para corresponder cada vez mais às expectativas das pessoas inteligentes que valorizam, em cada crônica, o que escrevo.
Fico feliz e agradecido pelo que a senhora disse sobre a homenagem prestada à professora Lourdinha, que merece sempre a nossa consideração, pela grandeza do seu coração, que carregava o mundo de amor para oferecer e distribuir às pessoas, em forma de carinho, ensinamento, compreensão e bondade.
Muito, amiga Tereza Fernandes, pelo carinho.
Brasília, em 9 de junho de 2020

Mensagem de Lúcia Duarte


Diante da homenagem que prestei à professora Lourdinha Pinto, de Uiraúna, Paraíba, ao dedicar meu livro a ela, em demonstração de reconhecimento e gratidão à mestra que foi modelo de dedicação ao ensino de qualidade nessa cidade, a conterrânea Lúcia Duarte escreveu bela mensagem, nestes termos: “Muito linda e justíssima homenagem a ESSA mulher que foi e para mim continuará sendo exemplo. Devo muito a ELA. Convivi com ELA e toda sua família por quase 20 anos, tenho MTO apreço, respeito, admiração e muita gratidão por ELA, Nonato, as meninas (filhas), Corrinha, D. Floripes, o amigo Toinho, Seu Zé Bastos. Enfim, TODOS guardo no meu coração. Obrigado a você pela tão bela homenagem a ESSA mulher extraordinária, que eu no meu pobre vocabulário não sei me expressar, porém no meu coração sente e descreve TUDO ISSO e até mais, pois convivi com todas essas pessoas que foram ESPELHO para quem teve a honra de ser seus vizinhos, por quase 20 anos na Fazenda Beleza. Agradeço muito a Deus e guardarei ótimas lembranças e aprendizados. Deus dê o colo de MARIA pra cada um. Parabéns e sucesso pra você! Como sempre muito brilhante o que escreve!”.
Em resposta à tão expressiva mensagem, eu disse que nem precisa escrever belas poesias para se demonstrar o amor ao próximo, quando o coração se encarrega de transmitir espontaneamente esse sentimento sincero, porque ele é autêntico, verdadeiro e "fala" e "diz" tudo o que a gente sente.
Essa forma de relacionamento social é recíproca, porque as pessoas se correspondem em amizade leal, construtiva e feliz.
Fico agradecido e feliz que a senhora tenha aprovado o meu texto, que fi-lo com a força do coração, procurando empregar as palavras que se encaixavam no exato perfil da pessoa da professora Lourdinha, que guardo na memória como sendo de beleza extraordinária, em presteza, atenção, amizade, sociabilidade e amor ao próximo.
As suas palavras respaldam o meu pensamento, ao sintetizar a genialidade de pessoa realmente especial.
Muito obrigado.
          Brasília, em 9 de junho de 2020