quinta-feira, 11 de junho de 2020

Agradecimento da família da professora Lourdinha


Diante da homenagem que prestei à professora Lourdinha Pinto, de Uiraúna, Paraíba, ao dedicar meu livro a ela, em demonstração de reconhecimento e gratidão ao seu legado como educadora da primeira linha, o senhor Jânio Gualberto escreveu emocionante mensagem, nestes termos: "Como genro e grande admirador de Dona Lourdinha, agradeço imensamente tamanha e sincera homenagem, suas palavras só enaltecem as ações realizadas por Dona Lourdinha durante sua existência em prol de nossa querida Uiraúna. Nossos agradecimentos em nome da família.”.
Em resposta à terna mensagem de agradecimento, em disse ao senhor Jânio Gualberto que ele não imagina o tamanho da alegria em saber que minha sincera e sentida homenagem à estimada professora Lourdinha, enfim, tenha chega ao conhecimento de pessoa da família dela.
Afirmei que andava triste em não ter notícia de que homenagem especial, à visão de quantos dela já tomaram conhecimento e se manifestaram atestando os reais atributos e qualidades do ícone do povo de Uiraúna.
Confessei que me contento em acolher os agradecimentos em nome da família da homenageada, dizendo que foi grande honra para mim dedicar meu livro à professora que tanto dignificou o sagrado ofício de ensinar e educar, na forma especial como foi a peculiaridade dela. Esclarecendo que, como enfatizei no texto, que ela não foi minha professora, mas precisava ter sido para que prestasse essa homenagem, porque ele fez muito por merecer todas as formas de carinho.
Compreendo que os agradecimentos significam que a família tenha conhecimento da homenagem em apreço.        
Brasília, em 10 de junho de 2020  

Em defesa da Comarca de Uiraúna


O Tribunal de Justiça da Paraíba determinou a incorporação da Comarca de Uiraúna à da localidade de Sousa, cuja medida acarreta o acompanhamento dos municípios de Joca Claudino e Poço Dantas.
Essa notícia se torna ainda mais grave porque a sede do Ministério Público já tinha sido transferido para Souza, o que demostra verdadeiro descaso do poder público, principalmente da Justiça com a jurisdição em Uiraúna, que fica à mercê das autoridades de Souza e isso é absolutamente inadmissível, diante do princípio da modernidade, em que exige a presença permanente das principais autoridades nos município do porte de Uiraúna, como forma de se promover as imediatas defesa e proteção da sociedade, particularmente no caso em discussão.
Vejam-se que com a assunção dessa nova comarca, Sousa passa a atender 11 municípios, o que se compreende que também vai aumentar significativamente a quantidade de processos a serem julgados, com consequente alongamento do tempo referentes às decisões, em claro prejuízo para a sociedade.
Não consta da notícia reportagem, o valor da economia que a medida há de resultar, mas há informação de que ela “promoverá relevante redução de custos, atuais e futuros, sendo medida adequada e necessária ao momento de restrições orçamentárias e financeiras, permitindo, assim, a racionalização da utilização da estrutura administrativa;”.
Informa-se que estudos técnicos sobre a demanda processual aponta a necessidade da desinstalação da unidade judiciária de Uiraúna, por oferecer melhor solução para a sua eventual reinstalação, caso atenda à conveniência e à oportunidade administrativas.
O Tribunal alega que a medida da política de organização judiciária destinados a contribuir para o redimensionamento “dos trabalhos dos magistrados e servidores, trazendo, em consequência, o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com melhor distribuição da força de trabalho e equidade na distribuição dos processos, ofertando, por isso, uma prestação jurisdicional mais célere e eficiente à população aquela localidade.”.
O Tribunal esclarece que a medida leva em conta a digitalização dos processos físicos, que foram migrados para a plataforma do PJE (processo judicial eletrônico), para facilitar o acesso do cidadão à Justiça.
O TJPB esclarece que a comarca de Uiraúna é de primeira entrância, o que dificulta a fixação e a permanência de magistrados titulares, em especial porque nesse município também não tem sede do Ministério Público e isso atrapalha principalmente a realização das audiências.
O Tribunal diz que a Comarca de Sousa “demonstra plena capacidade, com suas 09 (nove) unidades, todas dotadas de magistrados titulares, de receber a demanda da Comarca de Uiraúna, sem que isso implique em qualquer prejuízo para o bom funcionamento das suas atividades regulares da justiça”.
Mais uma vez, fica ardente e evidente a defesa do TJPB exclusivamente em relação à comodidade do seu funcionamento, não levando em conta a situação da população afetada com a sua medida, ao alegar, de forma absurda, a capacidade de atendimento da Comarca de Souza.
A digitação dos processos físicos poderia ser feita normalmente em Uiraúna, diante da facilidade propiciada pela internet, com pequeno custo.
Pode não ser tão verdadeiro o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para se tornar mais célere e eficiente à população, porque a demanda vai aumentar, por consequência da junção de comarcas, e isso também se mostra prejudicial à sociedade, em claro desprezo aos interesses da população da localidade que teve a sua comarca deslocada para distante e que seus problemas só aumentarão com deslocamentos e perda de tempo, além da implicação de mais despesas que seriam evitados no status quo ante.
Quando se tem boa vontade, nada consegue atrapalhar as boas ações do poder público, que são da sua essência, para facilitar a vida dos cidadãos, que têm prioridade na avaliação mesmo nos processos de modernização administrativa.
É curioso que o Tribunal de Justiça fala em atendimento da conveniência e da oportunidade da administração, quando, de forma imperiosa, haveria de se levar em conta o interesse pública, como causa fundamental da sociedade, porque é para ela que trabalha aquela Corte, de modo que ela jamais poderia decidir somente olhando para a sua conveniência, para o seu comodismo, quase que dizendo que o povo que se exploda, porque o que importa é a satisfação do melhor funcionamento imaginado exclusivamente pelo tribunal, mesmo haja transtorno para a sociedade, que se arranje para resolver as dificuldades criadas por quem tem o dever constitucional de facilitar a prestação jurisdicional da sua competência.
Não consta das justificativas se houve algum levantamento quanto ao custo-benefício das demandas em relação à manutenção dos serviços da Comarca de Uiraúna, se eles poderiam ser simplificados e igualmente aprimorados com a manutenção da comarca, na norma como alegado para a Comarca de Souza, que será racionalizada, como da mesma maneira poderia ser demandado com a de Uiraúna.
Porém, a questão fundamental, de crucial importância, possivelmente não tenha sido avaliada, que diz respeito ao deslocamento das partes interessadas nos processos para a nova localidade, cuja comarca vai receber demanda maior de trabalho, propiciando, inevitavelmente, muito mais tempo para o exame das causas e o seu julgamento.
Ou seja, trata-se, à toda evidência, que, a troco de possível inexpressiva economia, o Tribunal de Justiça da Paraíba tenha contribuído para prejudicar, irremediavelmente, enorme população que não merece ser penalizada por tão insignificante economia para o Estado, que nada faz, em termos de racionalização, com relação a outros setores certamente ineficientes, precários e onerosos, que precisam muito mais de reformulação.
Há o sentimento sempre cogitado, porque se imagina seja ele muito salutar para o interesse público, quando a administração pública promove aperfeiçoamento de seu funcionamento operacional, por meio de reformas e ajustamentos, visando à obtenção tanto de economicidade como de efetividade e otimização dos serviços sob a sua incumbência.
Isso, fora de dúvida, é realmente o desejável, como forma de modernização dos trabalhos da incumbência do poder público, mas nenhuma reforma merece aplauso quando ela é feita exclusivamente com essa finalidade, sem se levar em conta, de forma prioritária, a essencialidade do social, o interesse do povo, a parte diretamente envolvida e afetada mortalmente pela medida extremamente draconiana e não devida e totalmente justificada, para a satisfação plena da finalidade pública.
Toda decisão administrativa, como nesse caso, que se alega economia de recursos, inclusive sob alegação de relevante redução de custos, convém se informar o montante dessa economia, para que a sociedade possa melhor avaliar se realmente há pertinência a alegação da autoridade, à vista do princípio constitucional da transparência.
O certo é que, como não se informa o valor da economia e ninguém se interessa por essa formalidade, termina alguém acreditando que realmente há redução significativa de custos, quando ela não passa de ninharia ridícula, sem a menor influência na causa.
Convém que o povo de Uiraúna não se conforme em apenas esbravejar, repudiar ou algo que o valha, porque isso não vai adiantar absolutamente nada, diante da incapacidade de sensibilizar quem está muito distante do cerne do problema e não sentirá nenhum reflexo com a implantação da medida.
E preciso sim que, sem perda de tempo, ou seja, com a máxima urgência, seja feito recurso ao presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, com pedido para ser examinado pelo plenário, tendo por encabeçamento as principais autoridades de Uiraúna, juntando, se possível abaixo-assinado da população.
No documento, devem ser mostrados os principais transtornos causados pela medida extremamente prejudicial aos interesses da população de Uiraúna e dos demais municípios igualmente afetados, fazendo a indicação das despesas aproximadamente dispendidas com a manutenção da Comarca na própria cidade, para evidenciar que há enorme injustiça nesse processo, por todos os motivos elencados, visto que o prejuízo é incomensurável para a população, não justificando a questionável reforma, diante das projeções com bases em meras suposições de otimização e celeridade processuais, que são postas assim no papel, que aceita todas as ideais, inclusive as absurdas que podem ter efeitos contrários, como certamente será o caso vertente.
Como sugestão, convém que que seja também providenciado recurso, a quem de direito, solicitando a volta para Uiraúna da sede do Ministério Público, mencionando os expressivos prejuízos à população, inclusive esse caso que foi alegado pelo TJPB, como um dos transtornos para a realização das audiências, além de outras casos que exigem a presença do órgão ministerial.
Finalmente, por se tratar de situação emergencial, convém que o chefe do Executivo invoque a liderança da causa para si, para o fim de cuidar diretamente desse grave problema para a cidade, uma vez que o pleito carece de especialista competente para produzir documentação capaz de causar impacto aos desembargadores, no sentido de que eles sejam sensibilizados sobre os reais transtornos que a medida vai causar à população, que não merece ser penalizada.           Brasília, em 11 de junho de 2020

Parabéns ao poeta Vandenildo


O festejado poeta uiraunense Vandenildo Oliveira escreveu poema especial focando fatos sobre o Grupo Escolar Jovelina Gomes, de Uiraúna, Paraíba.
Eu o parabenizei pelo conjunto da memorável poesia, mas em especial pelo resgate da história sobre o triste fim da educadora Jovelina Gomes, que se perpetua na história de Uiraúna, que parece nem era sua filha de nascimento, ao doar, em definitivo, o seu nome a esse magnífico educandário por onde já passaram ilustres gerações, que são eternamente gratas por ter tido o privilégio de estudar e se instruir com o carinho de mestras esforçadas, preparadas e dedicadas ao sublime ofício de ensinar as primeiras e, possivelmente, as principais lições de conhecimentos e formação cívica.
Pessoalmente, tive a honra de aprender o A, B e C, ou seja, a ler e escrever as primeiras palavras, nessa inesquecível escola e de ter como mestras as queridas e exigentes professoras Juvenira, Expedita Veloso e Maria do Céu Fernandes, a quem sou muito grato por suas habilidades e competências de terem conseguido colocar na minha cabeça as extraordinárias sementes do conhecimento e do saber, que germinaram fertilmente e não pararam mais de se reproduzirem.
Sou muito grato por minha passagem marcante nesse grupo escolar, que é modelo de eficiência e excelentes resultados, na formação de grandes pessoas de Uiraúna.
          Brasília, em 10 de junho de 2020

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Agradecimento ao carinho


Diante da dedicatória de meu livro à professora Lourdinha, onde eu enalteci as suas qualidades de cidadã excepcional, que muito beneficiou o povo de Uiraúna, Paraíba, com a prestação de enorme contribuição nas áreas da educação, da cultura e da arte, a ilustre conterrânea e inteligente professora Socorro Fernandes escreveu carinhosa mensagem, dizendo que é “Uma homenagem linda! Maravilhosa! Como sempre, o sábio escritor, dono de um vocabulário brilhante, soube colocá-lo divinamente ao homenagear essa estrela linda e muito querida, admirada e de saudosa memória que partiu da nossa terra e foi habitar e BRILHAR no infinito CÉU. Lindas palavras, ilustre literário!”.
Em resposta à sábia mestra Socorro Fernandes, eu afirmei que não poderia deixar de ficar envaidecido com tão carinhosas palavras ditas por ela, que tanto valoriza a simplicidade de meu trabalho literário.
Com toda honestidade, uma pessoa com a fartura dos predicados da professora Lourdinha merecia realmente homenagem nascida do coração e, com certeza, foi o que eu quis fazer e fiz exatamente o que achei parecido com a pessoa que conheci nos meus "áureos" tempos de infância, em Uiraúna, que via que ela representava a síntese da angelicalidade em pessoa, revestida da nobreza de fino trato e delicadeza que impressionavam seus contemporâneos, inclusive a mim.
Tenho agradecido a Deus por ter me dado o tanto de inspiração para refletir, no papel, o que penso sobre a professora Lourdinha, com muitas palavras que fui encontrando enquanto escrevia o texto, que peca em muito nas repetições de pensamentos, mas preferi não fazer revisão, porque entendi que tudo que havia escrito era apenas o que eu sentia naquele momento e, por isso, eu me penitenciava pela abundância, por repetições, que eram bem melhores e mais saudáveis do que a falta, a inexistência, que simplesmente não diz nada do sentimento próprio do coração.
Fico muito feliz que o povo de Uiraúna, em especial o nova geração, possa conhecer, lendo a minha dedicatória, um pouco da extraordinária história dessa professora ímpar e especial, que se dedicou de corpo e alma ao nobre ofício de ensinar e educar, com o mais sublime da competência profissional, como forma de servir de modelo de dedicação e amor ao povo da querida Uiraúna, a quem ela dedicou o melhor de seus conhecimentos, na formação de cidadãos de bem.
Também ficarei bastante satisfeito, em forma de apelo, se a dedicatória em comento puder chegar ao conhecimento da família da homenageada, para que ela fique sabendo o quanto o povo de Uiraúna idolatra a professora que foi exemplo de amor ao trabalho realizado em benefício de seus conterrâneos.
Muito obrigado, pelo carinho ao meu trabalho literário, querida professora Socorro Fernandes.
Brasília, em 10 de junho de 2020 

terça-feira, 9 de junho de 2020

Publicação do meu 45° livro

Até parece que é brincadeira, mas é pura verdade que meu coração volta, em tão pouco tempo, se extravasar de alegria, diante de bastante felicidade, pelo anúncio sobre a conclusão de mais uma importante obra literária que se junta à minha coleção de livros, constituindo motivação maior para a continuidade da vida, ante a compreensão que Deus me deu o dom de gostar e amar de escrever minhas modestas crônicas.
Posso dizer que sinto realizado em analisar e opinar sobre os fatos da vida, colocando esse pensamento em crônicas, que, segundo percebo, vêm merecendo a aprovação, o incentivo e o carinho de leitores amigos, que se devotam em apoiamento ao que redijo no cotidiano.
É com muita satisfação que agradeço à bondade de Deus, pela dádiva da exuberante inspiração para escrever e elaborar as minhas crônicas, procurando evidenciar a graça que sempre tem acontecido com o surgimento das mensagens que são a razão maior da vazão natural às ideias colocadas no papel, que me fazem feliz e me animam ao envolvimento continuado e permanente, para o deleite pessoal e o teste da generosa tolerância de seguidores à espreita de novos textos que possam atender ao seu gosto pela leitura.
Diante dessa perspectiva, digo que a enorme motivação para escrever tem sido a energia que me move e anima a viver com a alegria de tentar, com incansável insistência, organizar ideias e resumi-las em palavras, crônicas e livros, vivendo momentos fantásticos em cada instante da vida, exatamente por eu me inserir nesse mundo mágico, propiciado pela sublime arte de mexer e trabalhar continuamente com as inarredáveis letras do alfabeto pátrio.
Despiciendo dizer que a conclusão de mais uma obra literária me estimula a escrever cada vez mais e isso me mostra que meu coração bate forte de felicidade e diz que se encontra em permanente estado de graças, por merecer o fantástico presente dos deuses da literatura à minha pessoa, por meio da permissão do mínimo domínio da fantástica arte de escrever, sempre com o apetite que me encanta diuturnamente.
Trata-se do meu 45º livro, que tem o título muito sugestivo de “A beleza de fatos”, cujas crônicas discorrem, como de costume, sobre a análise de fatos da vida, na forma como gosto de interpretá-los, com destaque para as matérias mais importantes do cotidiano, evidentemente sob o meu prisma de avaliação.
Importa se ressaltar que a análise do noticiário político-administrativo merece o foco principal nas minhas crônicas, que é também o interesse natural dos meios de comunicação, diante das calorosas discussões sobre as políticas e os projetos de interesse da sociedade.
São muitos os assuntos modelados e analisados diariamente por mim, compreendendo a abordagem, o esclarecimento e a opinião pessoal, sempre enfocados com minúcia e imparcialidade, envolvendo temas da atualidade, normalmente com relevância para a sociedade.
Mais uma vez, dou sequência à especial praxe adotada por mim, pela deferência da dedicatória dos meus livros às pessoas importantes e queridas, tendo, desta feita, a felicidade ímpar de prestar carinhosa e merecida homenagem a personalidade considerada de suma importância para a vida de Uiraúna, Paraíba, por seus contagiantes e fortes sentimentos de “uiraunalidade”, por meio do espontâneo esbanjamento de carisma e entusiasmo por tudo que ela se devotava a empreender, sendo digna da eterna lembrança de seus conterrâneos.
Não poderia haver alegria maior para mim de ter o privilégio de homenagear, em um de meus livros, que tanto se enriquece de importância, pessoa da minha especial estima e admiração, por ter conquistado o respeito e o carinho de seus conterrâneos, graças ao seu fantástico legado de devoção e dedicação ao povo de Uiraúna, fato este que justifica plenamente essa que considera modesta homenagem, mas a faço com o sentimento de sublime agradecimento a quem doou a sua vida à nobre missão de educar e disseminar amor ao seu semelhante.
Este livro é dedicado, com a máxima honra, à respeitável e saudosa professora Maria de Lourdes Pinto Luciano ou professora Lourdinha, como gesto de sentida gratidão à pessoa de luz e dos perfumes das hostes celestiais, onde certamente tem garantido seu lugar especial, sob os aplausos das entidades de áureas iluminadas e fluidificadas com os ares divinos.
A fotografia da capa do livro também é especial, por ostentar a casa onde nasceu e morou, por muito tempo, a homenageada, que também foi lembrada, muito apropriadamente com parte do título do livro, que menciona o verbete “beleza”, a localidade na cidade de Uiraúna, Paraíba,  que certamente ela amava eternamente, por também representar um pouco de seus atributos especiais: a beleza.
Eis a seguir a citada dedicatória registrada, com sublime carinho, no meu 45º livro:
                                                 “DEDICATÓRIA
“É com sublime alegria que dedico este livro à veneranda professora Maria de Lourdes Pinto Luciano, popularmente conhecida por professora Lourdinha (in memoriam), pelo reconhecimento da sua esplendorosa missão como pedagoga repleta de proficiência, zelo e amor ao seu ofício de ensinar, educar e formar cidadãos. Conheci dona Lourdinha ainda menino e a acompanhei até o tempo que vivi em Uiraúna, Paraíba, e ainda guardo na memória a imagem extraordinária de pessoa muito bonita, lindíssima em todos sentidos como ser humano de fino trato, que se destacava e encantava por realmente possuir os dons próprios da predestinação de ente de luz divinal, tendo recebido a bênção de Deus para a prática eterna do bem, que emanava candura, simpatia e gentileza, em forma de qualidades inerentes à nobreza, embora o seu estilo plainava na simplicidade de todos os pobres mortais. Fala-se em gestos nobres de dona Lourdinha porque era assim o seu verdadeiro sentimento que transmitia às pessoas, em gestos carregados de doçura, elegância, educação, amabilidade, enfim, em atitude que demonstrava a fina educação de princesa generosa, atenciosa e prestativa, tendo o cuidado de agradar e servir a todos com o seu sorriso carinhoso, mostrando o seu coração cheio de bondade, ternura e compreensão, sempre com a disposição para ajudar a quem dela precisasse, porque esse era um dos dons recebidos por ela de Deus, para servir ao seu próximo, com muito prazer e espontaneidade, tendo, por isso, ficado conhecida como símbolo de beleza d’alma. A professora Lourdinha Bastos deixou rico e inestimável legado ao povo de Uiraúna, que a amava por tudo que ela representava como pessoa extremamente devotada ao formidável trabalho, em especial, na área da educação, como professora de escol, orientadora, diretora, sempre atuando com alegria, voluntariedade, entusiasmo, dedicação, cooperação e amor à profissão vocacionada ao ensino, à educação e à formação de pessoas para prática do bem. Dona Lourdinha foi destaque na área social de Uiraúna, onde desfilava, com garbo e sobriedade, o seu encanto de pessoa que se tornou referência de elegância e zelo com seus cuidados pessoais, sociabilização com o povo em geral, mostrando a mais pura simpatia de pessoa dotada de esmerada educação e conhecimentos que a tornaram a pessoa mais admirada e respeitada que conheci na minha infância. Infelizmente, não cheguei a ser aluno da professora Lourdinha, tendo a acompanhado por pouco tempo, como professora, no sempre amado e saudoso Grupo Escolar Jovelina Gomes e na vida normal, sendo o suficiente para que eu a admirasse pela beleza ímpar das suas qualidades como pessoa excepcional, em todos os sentidos, exatamente pela finesse da sua formação moral, social e intelectual, que impressionava positivamente a todos, sendo digna e merecedora do respeito e da admiração. Confesso a satisfação de relatar um pouco a história maravilhosa de verdadeira princesa do quilate da carismática, doce e inesquecível dona Lourdinha Bastos, que foi mulher extraordinária, com refinada formação familiar, social e educacional de fazer inveja às gerações. À toda evidência, dona Lourdinha tinha o dom e a capacidade de conquistar a simpatia das pessoas, por seus encantos especiais de fino trato e completa afinidade com tudo que estivesse ao seu alcance, tendo a finesse de se relacionar com o seu semelhante com a delicadeza própria de verdadeira princesa, como assim era conhecida, por suas inteligente e cultura, evidenciado ternura, gentileza e amor ao próximo, que eram dotes que cativavam às pessoas, mesmo que em pequeno gesto que fosse, sempre carinhoso e cheio de gentilezas. Os atributos e as afinidades de nobreza externados pela homenageada eram inatos, espontâneos e graciosos, marcantes da sua personalidade, que, de igual maneira, muito provavelmente, ninguém daquela cidade, em tempo algum, tenha sido tão bem tratada, respeitada e acariciada como ela foi, justamente porque, segundo o ditado popular, gentileza gera e atrai amabilidades, que eram o forte da especialidade dela. Guardo ainda na memória a exata imagem de dona Lourdinha, com a áurea especial de pessoa dotada da leveza encantadora dos anjos, que tinha a doçura no trato com as pessoas, de maneira bem natural e cativante, ante a sua delicadeza em compreender o seu semelhante. Sobressaía nela o sentimento de acolhimento e amabilidade perante as pessoas, sempre com atenção e o seu jeitinho doce de se relacionar com as pessoas. Dona Lourdinha impressionava pela bondade no coração, aliado ao espírito de voluntariedade em ajudar às pessoas, porque no seu vocabulário só existiam os verbetes do sim, do amor, da bondade e dos gestos agradáveis e sagradas que combinavam perfeitamente com o seu jeito fantástico de ser, como pessoa que era especial e diferente pelas obras e graças vindas da vontade de Deus, a quem agradecemos pela existência de ser humano que dignificou os ensinamentos da cristandade, por ela ter conseguido ser fiel, incondicionalmente, aos princípios de amor ao próximo. Há sentimento muito forte de bondade e ternura em descrever a lembrança da professora Lourdinha Bastos, exatamente em razão da exuberância de seus atributos, que denotavam, sobretudo, gentileza, carinho, doçura, compreensão e tudo o mais de beleza pessoal que se comprimia no seu coração carregado do amor divino, cujos eflúvios se espargiam espontaneamente em benefício do seu semelhante. Sinto-me feliz e agradecido a Deus pela bondade de me permitir falar, com carinho e gratidão, de pessoa com as qualidades da professora Lourdinha Bastos, porque há um sentimento de alegria que invade o coração, cheio de muita saudade. A professora Lourdinha Bastos tem a minha eterna admiração, em razão da sua exuberância como pessoa de padrão intelectual, do imensurável patrimônio construído na sua vida, com devoção exclusiva ao engrandecimento do seu semelhante, em evidência da importância do seu operoso trabalho de vocacionada educadora, e da sensibilidade humana, quando nunca se cansou de  dedicar o seu amor ao próximo. Assim, a professora Lourdinha se torna digna do meu reconhecimento e da minha gratidão, na forma desta singela dedicatória, em homenagem à pessoa da maior importância para a querida Uiraúna, que foi, de forma sublime, honrada e prestigiada com a presença de uma de suas filhas mais nobres da sua história, que merece ser eternamente venerada e lembrada como grande pessoa e educadora. Enfim, a felicidade invade meu coração em prestar merecida homenagem à professora Lourdinha Bastos, como forma de despedida carinhosa...”.
Com o meu muito obrigado.              

Brasília, em 9 de junho de 2020

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Risco de golpe militar?


O respeitado jornal britânico Financial Times publicou, ontem, editorial em que critica o comportamento do presidente da República brasileira, em especial por ele participar de manifestações em apoio ao seu governo e de protestos contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.
O entendimento do aludido jornal é o de que “há uma possibilidade mais preocupante: que Bolsonaro, cada vez mais confrontado, esteja desiludido com o processo democrático pelo qual ele foi eleito e queira minar as instituições que sustentam o país”.
Em outro tópico, o jornal britânico enfatiza que “Isso pode soar exagerado. Mas poucos presidentes eleitos atenderiam e contemplariam protestos nos quais os manifestantes pedem pelo fechamento do Congresso e da Suprema Corte, sendo substituídos por uma lei militar. Ainda assim, isso é o que o Sr. Bolsonaro fez – não uma, mas várias vezes. No fim de semana passado ele apareceu em uma dessas manifestações montado a cavalo”.    
Em conclusão, o editorial diz que “Até o momento, as instituições brasileiras resistiram ao ataque, com forte apoio público. É improvável que o exército apoie um golpe militar para instalar Bolsonaro como um autocrata. Mas outros países devem observar: os riscos para a maior democracia da América Latina são reais e estão crescendo.”.
Fora de dúvida, não faz o menor sentido que o presidente do país participe ativamente desses movimentos tanto questionáveis como em plena evolução da poderosa coronavírus, que já tirou a vida de mais de 37 mil brasileiros e infectou outros milhares.
Ao a apoiar e participar efetivamente de movimentos de protestos, o presidente demonstra também, com muita clareza, o desprezo aos princípios humanitários, que recomendariam que ele, no mínimo, tivesse a sensibilidade de se aquietar no isolamento social em curso e mais ainda em respeito e solidariedade ao sofrimento das famílias envoltas em tragédia que preocupa muito os brasileiros, por se tratar de momento que exige muitos esforços para a superação da pandemia do coronavírus.
Nesse ponto, cabe ao presidente do país, como autoridade máxima, liderar campanha de mobilização da sociedade, no sentido de que todos precisam convergir em esforços para combater a força da penetração do Covid-19, por meio da observância das medidas recomendadas pelo próprio governo, que tem a incumbência primordial de executar as políticas de saúde pública, em forma de prevenção e proteção da vida dos brasileiros.
Data vênia do entendimento do Financial Time, não existe desilusão alguma, por parte do presidente brasileiro, com relação ao processo democrático, haja vista que o enorme desgaste político-administrativo enfrentado por ele, na atualidade, é fruto de seus próprios comportamento e desempenho na direção do país, certamente por não ter conseguido compreender a real dimensão da responsabilidade que foi assumida por ele, à vista das suas constantes trombadas com os demais poderes da República, que, em momento algum, houve o sentido de entendimento para o necessário diálogo com vistas à discussão e à solução conjunta das questões que foram surgindo ao longo do seu governo, conforme mostram os fatos.
Ao contrário da desilusão apregoada pelo citado jornal, o presidente sobreleva os princípios democráticos para impor o seu pensamento rebelde de não aceitação pacífica das decisões que são discordantes do seu pensamento autoritário, à vista dos últimos arroubos dele de que “chega ...”, não será tolerada mais provocação, em claro recado dirigido ao Supremo, dizendo que a sua paciência já atingiu o limite.
Na verdade, o comportamento do presidente do país atingiu patamar que destoa, em muito, do sentimento de estadista que se pauta na compreensão institucional da democracia, em que as questões pertinentes ao interesse público são solucionadas por meio da discussão amadurecida, inteligente e civilizada, quando isso é possível, ou dos recursos protocolares em nível de relacionamentos diplomáticos, em harmonia com as normas tradicionais do respeito às convenções institucionalizadas da competência das instâncias, ou seja, as divergências podem perfeitamente ser equacionadas e solucionadas, de maneira educada e racional, por meio do convencimento argumentativo próprio e adequado, com embargo do desconforto das truculentas ameaças e intimidações autoritárias, porque isso é forma própria de tiranias, não compatíveis com a evolução da humanidade.  
À toda evidência, causa enorme perplexidade que a autoridade máxima do país não seja alertada para o verdadeiro desastre da participação, do apoiamento e da estimulação de movimentos de protestos cujo cunho, além de demonstração de apoio ao seu governo, é também o de defender o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, que são instituições essencialíssimas ao regime democrático.
Não obstante, sobre isso, ele apenas se solidariza com a maior satisfação com os movimentos até de instigação, posto que aplaude os manifestantes munidos de faixas e gritos entusiásticos, sem esposar qualquer incômodo diante de abominável situação, que é absolutamente inadmissão, nas circunstâncias.
É até aceitável a possibilidade pacifica e civilizada de outras formas de críticas sobre a atuação desses poderes, com sugestão para o seu aperfeiçoamento funcional ou algo do gênero, mas jamais se cogitar da sua extinção, porque essa maneira de pensamento vai na contramão dos princípios democráticos, que precisam sim ser melhorados e consolidados, para o próprio bem da sociedade moderna, que não pode evoluir sem o adjunto ao Executivo dos outros poderes republicanos, em funcionamento com plenas harmonia, autonomia e integridade, em benefício dos brasileiros.
Não se pode condenar, em absoluto, os alertas que vêm do estrangeiro sobre o comportamento do presidente tupiniquim, porque se trata de visão de quem tem experiência política e analisa os fatos à luz da realidade, que precisam ser avaliada, nesse caso, pelos brasileiros, notadamente porque os seus interesses estão sob a mira dos holofotes do mundo, a chamarem atenção de algo que interessa tanto internamente como às nações que mantêm relações diplomáticas com o Brasil.   
Por fim, cabe aos brasileiros pôr freios, com a máxima urgência, aos impulsos antidemocráticos do presidente da República, por meio de veemente repúdio às suas participações em movimentos de protestos impróprios e intempestivos e declarações autoritárias de ameaças e intimidações, que são próprias de regimes totalitários, diferentemente do que se imagina para a prevalência do respeito e do acatamento às salutares estruturas democrática e republicana brasileiras, que precisam perdurar intatas, para a segurança, a tranquilidade e o bem-estar dos brasileiros.
Brasília, em 8 de junho de 2020 

domingo, 7 de junho de 2020

A sentença do poder


Outro dia, um ilustre conterrâneo de Uiraúna, Paraíba, conversando digitalmente comigo, confessou a sua preocupação com a situação brasileira, diante de sucessivas e grandiosas crises, tendo aproveitado para manifestar o seguinte:Isso nobre amigo e o meu pensamento desde essa polêmica. E duro ver a politização desse vírus, só porque o presidente citou esse protocolo a esquerda que só se interessa pelo poder, prefere que muitos morram a reconhecer que Bolsonaro está certo muito triste a situação do nosso país! Um grande abraço amigo conterrâneo.”.
Nesse ponto, eu disse que achava importante todo apoio ao presidente, mas é preciso analisar os fatos com mais ponderação.
No momento, a água está na fervura, mas o presidente põe mais lenha para aumentar a ebulição e causar maior impacto social, que ainda conta com o apoio de seus seguidores, que nunca estiveram tão dispostos a empunharem armas para defendê-lo.
Eu vejo tudo isso com muita preocupação, inclusive percebendo que as avaliações por parte do governo já se encontram no limite e isso não é bom.
É preciso jogar água nesse fogo, antes que ele se alastre e não tenha mais como controlar, resultando em graves consequências para os brasileiros, inclusive confrontos generalizados entre grupos ou facções antagônicos.
No meu modo de entender, falta um pouco de juízo para o presidente, que possa contar exatamente com alguém que tenha um pouco mais de maturidade política do que ele, para dar o tom da moderação, do equilíbrio e da sensatez, que são extremamente importantes e necessários quando se atinge momento crucial como o atual.
Vejam-se que o presidente fez fortíssimas ameaças aos poderes, no sentido de deixar claro, dito com todas as letras, que tinha chegado ao limite e não ia mais tolerar abusos de autoridade, dando a entender que ele pode fechar o Supremo, se houver mais algum ato considerado abusivo, evidentemente na concepção dele.
Isso é muito ruim, diante da gravidade que ele venha assim considerar, quando ele realmente entender de tomar medida violenta e até despropositada, a troco de nada, só porque ele tenha entendido que foi passado o limite e aí Inês está morta, ou seja, não tem mais conserto nem volta à normalidade.
Não será nada fácil a adoção de medida de exceção à normalidade constitucional, como o fechamento do Supremo, por exemplo, tão somente por interpretação pessoal, quando não se trata exatamente daquilo que ele achava que era abusivo, ou ainda, pelo contrário, quando a situação é realmente gravíssima e ele não adota as medidas que dissera que tomaria.
Vejam-se que a situação exige bastante equilíbrio, mas o presidente está simplesmente nadando nas ondas das manifestações de protestos, porém totalmente absorto e fora de sintonia da realidade sobre seus arroubos.
Ao que tudo indica, é bem provável que não tenha ninguém à altura com a necessária capacidade de inteligência e ponderação para assessorá-lo como precisa agir com moderação, calma e acertadamente nesses momentos delicados, à vista das tresloucadas declarações dele, que não têm limites, em razão dos fatos que  acontecem no Supremo, principalmente.
É evidente que o presidente precisa avaliar com muita responsabilidade as medidas que entender necessárias exclusivamente ao interesse público, mas, neste último caso, ele tomou as dores de casos estranhos ao governo.
Não poderia haver maior absurdo, o presidente do país chegar à exaustão, motivado por questões relacionadas com apoiadores dele, diante de determinação do Supremo, envolvendo pessoas que teriam participado da disseminação de mensagens consideradas fake news ou outras do gênero.
À toda evidência, trata-se de casos completamente estranhos à competência constitucional do presidente, por não haver qualquer ligação com o interesse do Estado, mas o presidente se mostrou extremamente ofendido e mandou recado duríssimo e totalmente desnecessário, descabido e ofensivo ao Supremo, em forma de fortes ameaças, falando em nada mais será tolerado, porque ele entendeu que já chegou ao limite de tolerância, cujo contexto estar-se-ia muito mais adequado a governos totalitários, que entendem que é preciso se estabelecer limites, mesmo no pleno exercício das faculdades propiciadas pelo Estado Democrático de Direito.
Ou seja, não assiste a mínima razão para que o presidente do país se intrometa em assuntos que não lhe dizem respeito, mas além da indevida intromissão, ele procura intimidar o trabalho do Supremo, ao dizer que não vai aceitar outra decisão que não esteja na linha da sua aceitação, mas, na avaliação do grosso e duro tom das ameaças, com certeza a medida que ele pensa em adotar não será de carícia nem de mimo para os padrões militares.
O pior de tudo isso é que seus apoiadores ainda ficam dando apoio em algo que não tem nada a ver com a competência privativa de governo, porque trata-se de assunto estranho ao interesse público.
Enfim, cada cabeça uma sentença, assim diz o ditado.
Urge que o presidente da República se conscientize de que é preciso que ele se dedique, com a extrema urgência, para os afazeres pertinentes às suas importantes funções constitucionais, exatamente com vistas ao fiel cumprimento do cargo para o qual ele foi eleito, com embargo de outras atividades de somenos importância, principalmente neste momento em que as crises econômicas, de saúde pública e outras importantes políticas públicas estão reclamando e implorando por permanentes cuidado e coordenação.
Brasília, em 7 de junho de 2020