segunda-feira, 5 de junho de 2023

O genial Ariosvaldo Fernandes

 

Recebi do ilustre conterrâneo doutor Orniudo Fernandes importante e sensacional texto que reflete um pouco da maravilhosa história da vida do extraordinário maestro Ariosvaldo Fernandes, que pontificou com o seu talento prodigioso na cidade de Uiraúna, Paraíba, e se tornou exemplo do semeador de múltiplas obras em benefício do seu próximo.   

Realmente, o memorável e genial maestro Ariosvaldo Fernandes é uma daquelas personalidades criadas pela generosidade de Deus, que teve o cuidado e o requinte de colocar nas estruturas realizadoras desse ser humano especial e diferenciado as melhores qualidades de sabedoria e genialidade, ao permitir que, em única pessoa, pudesse ser reunida uma série de atributos nobres identificadores do merecimento para a realização de obras divinas delegadas ao homem.

O grande legado do genial Ariosvaldo Fernandes foi o seu intenso amor ao próximo, por ter se dedicado, em especial, à transmissão, com singeleza da sua magnanimidade, seus notáveis conhecimentos da magistral arte da música, tendo contribuído para a formação de inúmeros musicistas que se profissionalizam graças aos ensinamentos hauridos da dedicação e do amor que consagravam o idealismo de quem viveu para ser mensageiro do bem, tendo a importante missão divina da materialização de obras de santificação, em forma de transmissão dos seus iluminados conhecimentos e exemplos de amor maior ao seu semelhante, na forma harmônica com o Evangelho de Jesus Cristo.

As qualidades singulares de altruísmo consagradas no fantástico legado do genial e inigualável maestro Ariosvaldo Fernandes o elevam, por merecimento, ao Olimpo reservado para as pessoas especiais e notáveis, por direito decorrente da singularidade da sua obra de amor à arte, à vida e ao próximo, que ganha relevo como forma referencial para gerações, tão carentes de exemplos de lições humanitárias.

Trata-se de um dos mais importantes filhos de Uiraúna, que honrou como poucos uiraunenses o seu berço, cuja brilhante obra humanitária o torna eternamente venerável pelo povo dessa cidade, inclusive sendo considerado, por justiça, nosso grande herói, na esperança de que esse honroso título para a cidade seja finalmente oficializado, porque, na teoria, ele já foi assim consagrado, definitivamente.    

Por fim, releve-me, estimado doutor Orniudo, a singeleza da forma como abordei a personalidade do admirável maestro Ariosvaldo Fernandes, porque ele merece ser lembrado com expressas palavras à altura da real grandeza da sua obra, que certamente minha caneta ainda não conseguiu descrevê-la com a merecida fidelidade que ele realmente faz jus, como notável  construtor do bem e do amor.

Brasília, em 4 de junho de 2023

domingo, 4 de junho de 2023

Informações sobre urnas

Vem circulando nas redes sociais vídeo que oferece opção de acesso aos resultados das últimas eleições brasileiras, cuja mensagem constante dele diz o seguinte: “A auditoria mostra um conjunto de dados públicos e oficiais retirados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como manipulação humana das urnas eletrônicas anteriores a 2020, que resultou em padrões inconsistentes de votação em comparação com os de 2020 e anteriores. Pedimos uma auditoria completa e pública das urnas eletrônicas. Você vai entrar no seu navegador e digitar “brazil was stolling”. Você vai puder baixar informações do 1º turno, do 2º turno, das urnas modernas e das urnas mais antigas. A fraude foi grande e você vai puder constatar tudo isso, (...).”.

Não é a primeira vez que mensagem com conteúdo deplorável como esse aparece para trucidar a consciência de brasileiros honrados e dignos, que teriam sido vergonhosamente enganados por meio de fraudes na operacionalização das urnas eletrônicas, cujos resultados do pleito eleitoral difere da verdadeira vontade do povo.

Sim, porque isso tem o peso de toneladas de massacre sobre a consciência cívica, evidentemente no caso de que a notícia a que se refere o vídeo em causa contradiga o resultado das últimas eleições, na forma proclamada pela Justiça eleitoral.

 Ou seja, à vista dessas informações clandestinas, as urnas eletrônicas teriam sido brutalmente violentadas, por meio de falsificação propositadamente com a finalidade de se eleger outro candidato do desejo do povo, cujo resultado da votação teria sido completamente dissonante daquele anunciado pelo órgão oficial, que até pode ter fundo de verdade, ante a falta de transparência sobre a operacionalização do sistema eleitoral brasileiro.

Diante de situação extremamente esdrúxula como essa, suscita-se a indagação sobre o que teria levado os interessados na fidedignidade das eleições a se silenciarem e aceitarem covardemente situação indiscutivelmente irregular e inadmissível em uma democracia, onde é preciso que prevaleçam a verdade e a transparência dos atos inerentes ao interesse público, considerando em especial a monstruosidade sobre a sustentação de resultados eleitorais fictícios e inexistentes, caso, repita-se, as informações oferecidas pelo vídeo em causa sejam verdadeiras.

O pior e o mais grave de tudo isso é que essa monstruosa falsificação, se realmente tenha existido, tem por finalidade a sustentação de terrível mentira, como se ela tivesse fundo de verdade, que se mantém válida exatamente devido à falta de transparência, uma vez que somente por meio do acesso aos dados das eleições seria possível a confirmação dos verdadeiros resultados das urnas eletrônicas, mas isso é impossível, em face do sigilo imposto pelo principal órgão eleitoral.

Isso que representa o vídeo em apreço somente poderia existir no mundo surreal, em que a falseta idealizada e efetivada pelo homem tem o poder de prevalência como se verdade fosse e ainda ninguém se revolta e age para exigir a comprovação da correta operacionalização do sistema eleitoral brasileiro, porque isso é apenas o normal cumprimento do princípio da transparência na administração pública, por força da salutar norma democrática e civilizatória insculpida no art. 37 da Constituição.

A verdade é que todos os homens públicos que foram prejudicados e nada fizeram para a devida reparação dos danos decorrentes das possíveis irregularidades, caso as fraudes em comento sejam verdadeiras, são considerados indignos de respeito, por se acovardarem e não fazerem jus à confiança e ao apoio dos brasileiros honrados e dignos, quando o seu dever é o de lutar por seus direitos e pela verdade sobre os fatos até as últimas consequências, doa a quem doer, à vista da prevalência, no Estado Democrático de Direito, da repulsa às suspeitas de irregularidades.

Os brasileiros precisam se conscientizar de que o aperfeiçoamento dos princípios democráticos e republicanos tem como alicerces a verdade e a transparência, fundados nas quais tem-se a plena certeza o respeito aos atos da administração pública.   

            Brasília, em 4 de junho de 2023 

sábado, 3 de junho de 2023

Falta de sensibilidade?

 

De acordo com levantamento realizado pela Polícia Federal, o último ex-presidente do país protagonizou a proeza de gastar qualquer valor à disposição no cartão corporativo, onde tem sido comum o esbanjamento nessa forma de despesa, devido à desnecessidade de prestação de contas.  

Essa extraordinário economia de dinheiro público pelo ex-presidente do país tem a mais contundente resposta: pão-durice, pasmem, até mesmo nos gastos pessoais.

Na verdade, isso não serve para parâmetro de absolutamente nada, salva para confirmar que ele deixou de participar do incremento do PIB, quando foi peso morto no consumo e no aumento da produção interna do país.

No contexto geral, isso nada representa em forma positiva para se aquilatar o quê mesmo?

Teria sido de suma importância se o ex-presidente do país tivesse esbanjado incontrolavelmente o dinheiro do sacrificado contribuinte, exatamente porque ele nem precisava justificar coisíssima alguma, tendo, concomitantemente, a importante sensibilidade para se conscientizar de que a falta da intervenção militar foi a maior punhada que ele deu nas costas de cada um dos apoiadores dele, que imploraram feito loucos por socorro.

Não obstante, o mandatário preferiu também se fazer de mouco, em harmonia com o seu injustificável silêncio palaciano, deixando-os completamente à deriva e sem qualquer liderança.

Infelizmente, a imperdoável omissão presidencial teve o condão de entregar o poder à parte decomposta da política brasileira, a despeito das suas incompetências e reconhecida aderência à desonestidade e aos esquemas criminosos, a exemplo dos escândalos do mensalão e do petrolão, além das denúncias de inúmeras irregularidades na operacionalização do sistema eleitoral brasileiro, que exigiam, no mínimo, fiscalização quanto à busca da verdade.

A traição perpetrada contra os interesses nacionais tem a característica da prática consciente do crime de lesa-pátria, diante da certeza de que a entrega do poder a políticos sabidamente inescrupulosos era o mesmo que ser cúmplice com a perpetração da tragédia anunciada, diante da certeza de que estava selado o futuro funesto para o Brasil e os brasileiros.

Torna até risível ficar, agora, mostrando proeza protagonizada pelo ex-presidente, logo como tentativa de se comparar com a monstruosidade dos gastos inescrupulosos de parte de quem nunca teve pudor algum diante dos recursos públicos, como se essa comparação levasse a alterar o status quo da mediocridade da gestão pública.

Ou seja, tanto faz o presidente anterior não gastar absolutamente nada  do cartão corporativo como o atual extrapolar todos os limites da racionalidade econômica, porque tudo somente poderia ser diferente se o presidente de então tivesse decretado a intervenção militar, posto que, assim, tudo poderia ter sido diferente, inclusive que a besta fera continuaria apenas como lenda fantasiosa e não aprontando contra os interesses dos verdadeiros brasileiros.

Poderia até se alegar que essa tentativa de analogia, em termos de iniciativa, não teria validade, mas ela tem relevância sim, considerando que houve sensibilidade para a importância de se economizar dinheiro, mas aconteceu monstruoso desprezo à defesa da grandeza do Brasil, que poderia tê-lo salvo das trevas, caso tivesse sido implantada a intervenção militar, à vista, em especial, da predominância de abusos de autoridade e suspeitas de irregularidades no sistema eleitoral, se harmonizando com a falta de transparência.

Enfim, seria muito mais proveitoso que o ex-presidente tivesse sido inveteradamente gastador, ao invés de econômico, como ora se confirma, mas tivesse, ao contrário, tido a mínima sensibilidade para compreender que a sua traição ao Brasil valeu a desgraça que vem preponderando no Brasil.

Brasília, em 3 de maio de 2023

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Desrespeito ao mérito?

O presidente do país indicou para ministro do Supremo Tribunal Federa o advogado que trabalhou na defesa dele, nos processos da Operação Lava-Jato.

O presidente declarou que "Eu acho que todo mundo esperava que eu fosse indicar o Zanin, não só pelo papel que ele teve na minha defesa, mas simplesmente porque eu acho que o Zanin se transformará num grande ministro da Suprema Corte desse país".

Ele disse que “Eu conheço as qualidades como advogado, como chefe de família e conheço a formação do Zanin. Ele será um excepcional ministro da Suprema Corte, se aprovado pelo Senado. E eu acredito que será. E acho que o Brasil vai se orgulhar de ter o Brasil como ministro da Suprema Corte".

Como se trata de ato da incumbência constitucional do presidente do país, pode ser considerado como legal que ele possa indicar para o elevado cargo qualquer pessoa que atenda aos requisitos da legalidade, ou seja, da licitude jurídica, desde que observados os requisitos essenciais apenas saber jurídico, sem necessidade do respeito aos princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade.

Não obstante, o quesito referente ao saber jurídico também exige a observância de parâmetros de qualificação da pessoa indicada, no que se refere ao mérito necessário para o exercício do cargo, não sendo admissível que isso ocorra por interesse pessoal, i.e., por mera intimidade ligada a serviços profissionais de advocacia.

Na forma desse requisito, não tem o menor cabimento para a aceitabilidade que a indicação seja feita em atendimento à gratidão, em razão de trabalhos prestados, em forma de pagamento por serviços realizados ao presidente do país, quando a presente indicação recai na pessoa do seu advogado.

À toda evidência, a indicação por pura gratidão, que é o caso em comento, demonstra o claro atendimento de interesse íntimo, em forma de estima que reprime qualquer dos critérios previstos na Constituição, por afastar a estrita observância ao notório saber jurídico, às razões de moralidade e muito mais ainda à impessoalidade, tendo-se em mente que o ministro do Supremo tem a principal função de “guardião da Constituição”, que é flagrantemente violada logo no seu processo de indicação para o cargo.

Em qualquer hipótese, a lição prevalente é clara, no sentido de que a indicação para o cargo de ministro da corte deva ser orientada pelo critério do mérito, com a devida observação dos princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade.

A verdade é que o requisito que sinaliza para notável saber jurídico se refere a notável conhecimento que está acima da média dos doutos saberes jurídicos, que inclui saber acadêmico, publicação de livros escritos, reconhecimento nacional e internacional como jurista de atuação em grandes causas etc.

Como se percebe, na realidade, esse critério dificilmente vem sendo observado pelos presidentes, quando as indicações são feitas pela aproximação de amizade, pelo apadrinhamento ou por outro critério pessoal diferente do mérito propriamente exigido para o exercício do cargo.

Sem dúvida alguma, a corte excelsa se notabilizou por sua função com ares de política, sendo comumente equiparada a instituição com poder político, tendo vinculação ideológica, a serviço de sistema destinado ao cumprimento que satisfaçam ao seu perfil de natureza política, sem a menor preocupação com a respeitabilidade aos aspectos jurídicos e constitucionais, mas sim políticos, tanto que a corte resolveu se auto-outorgar com poderes para a criação de leis aplicáveis aos assuntos da conveniência do sistema dominante, com clara invasão da competência de outros poderes da República.

Enfim, a indicação em apreço é a materialização da forma mais evidente e explícita de desrespeitosa banalização da esculhambação e da desmoralização da administração pública, quando o preenchimento de relevante cargo público, cujo titular tem a especial e importante missão de zelar pela integridade dos princípios constitucionais, por pessoa da intimidade pessoal do presidente do país, que tem o dever de ser modelo de moralidade e dignidade, na prática de seus atos, na vida pública.

Urge que a indicação dos ministros da corte suprema seja feita em estrito cumprimento do salutar critério do mérito, sob o severo respeito aos sagrados princípios da moralidade e da impessoalidade, como normalmente acontece nos países sérios, evoluídos e civilizados, em termos republicanos e democráticos.

            Brasília, em 2 de junho de 2023 

A importância de Brasília

 

Em vídeo que circula nas redes sociais, consta mensagem que diz o seguinte: “Projetar Brasília para políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores prá vocês usarem como pinico. Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de camburão.”.

É preciso ficar muito claro que a ideia do projeto de Brasília como avião, na forma precisa como ele foi finalmente executado, não poderia ter sido mais perfeita, de tal forma em harmonia com a genialidade do homem inteligente.

Isso é preciso que se ressalte com a melhor clareza possível, porque essa ideia faz jus à formosura da beleza da criatividade e da genialidade do ser humano, que é completamente diferente da deformidade da mente dos inescrupulosos políticos, cuja monstruoso mediocridade tem sido a razão da roubalheira dos cofres públicos, que se processa com normalidade em todas as localidades do Brasil, não pelo fato de Brasília ter sido projetada em forma de avião.

Não faz o menor sentido se atribuir essa infeliz frase ao maior e mais lúcido e genial arquiteto brasileiro de todos os tempos, porque a sua memória não merece ser enuviada por tão desprestigiosa menção à mais linda cidade brasileira: Brasília, que é orgulho do Brasil e do seu povo.

As grandezas urbanística e política-administrativa de Brasília vão muito mais além de pensamento de menosprezo à importância da sua história como verdadeira capital de todos os brasileiros, cujos inescrupulosos são periodicamente importados de outras plagas.

Brasília, em 2 de junho de 2023

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Óleo de semente de abóbora

                               

Em conversa com amigo, ele me explicou que fez cirurgia de próstata, em 2014.

Na época, o cirurgião explicou que a doença era recidiva e ele precisaria fazer nova cirurgia, anos mais tarde.

Realmente, tudo indicava que a previsão médica se encaminhava para esse fim.

Acontece que ele passou a tomar óleo da semente de abóbora, na dosagem de uma colher de chá de manhã e outra à noite.

Ele disse que não precisou voltar à cirurgia, passou a dormir a noite inteira, sem o incômodo de ir ao banheiro, e a vida se encontra normal.

Diante disso, de maneira preventiva, eu já estou tomando o óleo, tendo comprado no seguinte endereço: https://shp.ee/r4u59nb (litro).

Espera-se que ninguém deixe de fazer tratamento ou tomar os remédios por prescrição médica, em razão dessa mera informação, que não tem garantia de absolutamente nada.

Brasília, em 31 de maio de 2023

Insensibilidade hamana

 

Importante apresentador global se mostrou indignado e muito incomodado com as declarações do presidente brasileiro acerca do abrandamento das crueldades e barbaridades protagonizadas pela ditadura venezuelana, quando o mandatário chegou a classificá-la como sendo verdadeira democracia.

Diante disso, o apresentador de televisão refutou as aludidas declarações, tendo afirmado que ele teria visto com os próprios olhos a situação das famílias que fugiram do país, devido às maldades do seu governo ditatorial, nestes termos: “Ninguém me contou. Fui lá e vi. Estive na fronteira e conversei com dezenas de famílias nos campos de acolhimento fugindo da ditatura venezuelana. Não é só uma narrativa. É real e não tem nada a ver com democracia”.

A declaração do apresentador vem após a repercussão da visita do presidente ditador venezuelano ao Brasil, em que o chefe de estado brasileiro, em discurso de recepção, afirmou que foi criada uma narrativa antidemocrática para a gestão do governo do líder da Venezuela, precisamente nestes termos: “Se eu quiser vencer uma batalha, eu preciso construir uma narrativa para destruir o meu potencial inimigo. Você sabe a narrativa que se construiu contra a Venezuela, de antidemocracia e do autoritarismo”.

A vindo do ditador venezuelano ao Brasil foi criticada, com severidade, pelas imprensa e sociedade séria brasileira, inclusive por países amigos do Brasil, por se tratar de monstruosa ditadura que impera naquele país, em que a população vive subjugada a regime extremamente hostil de privações as mais terríveis possíveis.

Há vários anos, aquele país foi transformado em ditadura dos horrores, em que os alimentos e produtos de primeira necessidade são escassos e muitos são  inexistentes, que, mesmo assim, eles ainda são distribuídos de forma racionada para a população, que também perdeu a sua dignidade, diante da falta de liberdade para se manifestar e se expressar em defesa de seus direitos de cidadania, uma vez que o governo controla com mão de ferro o pensamento e as ideias do povo.

Essa forma de absolutas crueldade e desumanidade impingida ao povo da Venezuela já obrigou a migração de milhões de pessoas, que fugiram para outros países, evidentemente em busca de condições de sobrevivência, diante dos maus-tratos proporcionados pela ferrenha e impiedosa ditadura, que tem sido implacável contra quem se atreve a enfrentá-la, conforme evidenciam as notícias vindas de lá.

Quando a maior autoridade pública de nação da grandeza do Brasil declara que toda forma de desgraça, sofrimento e miséria atribuída ao governo desventurado fica apenas no campo da narrativa construída por opositores ao regime demoníaco, como forma de distorcer os fatos verdadeiros existentes naquele caustico país, fica muito clara a verdadeira mentalidade consistente na precisa insensibilidade como pessoa que nega a sua natureza de ser humano, quando é capaz de ficar cego e impassível à dura e inflexível realidade dos fatos visíveis pelos olhos humanos e pelas lentes dos meios de comunicação.

A verdade é que a tentativa de se transformar verdadeira tragédia humanitária em mera narrativa, com total menosprezo à realidade dos fatos, como quem pretende dar nova forma, em passe de mágica, a indiscutível pessoa horrenda e monstruosa em apenas vítima castigada por processo de perseguição, tem o real condão de expor a mesma índole ideológica desse facínora, sanguinário e desumano ditador, que não se envergonha nem se sensibiliza por reiteradas práticas de horrorosos crimes contra a humanidade.

Convém o necessário registro de que a assumida revelação da insensibilidade acerca dos verdadeiros sentimentos humanitários, na forma como foi declarada publicamente, sem o menor pudor, a banalização da prática de crimes contra a humanidade, como os maus-tratos predominantes existentes naquele país, como se isso fosse mera narrativa, que precisa ser sustentada pelo atroz mentor e protagonista dessa sentida tragédia, tem a cumplicidade de expressiva parcela de brasileiros que ajudaram a colocar no poder pessoa visivelmente contrária aos princípios humanitários, por solidarizar-se com a disseminação de crimes de lesa-humanidade.

Concita-se que os brasileiros, conscientizados sobre a necessidade da preservação dos salutares princípios humanitários, se manifestem em defesa de implacável condenação aos homens públicos cuja ideologia é declaradamente favorável às práticas de crimes de lesa-humanidade, como os que vêm acontecendo em muitos países latino-americanos, que são insensivelmente considerados como mera narrativa.

Brasília, em 1º de maio de 2023