terça-feira, 25 de junho de 2024

Precariedade

 

Conforme vídeo que circula na internet, uma pessoa se mostra estarrecida com a regressão impingida ao Brasil, pelo atual governo, que imprimir as piores formas de precariedades na execução das políticas públicas da sua incumbência, conforme evidenciam os registros e os resultados publicados pela mídia, chegando a representar a triste realidade com charge depreciativa da dignidade humana, talvez na tentativa de mostrar a desmoralização que se encontra o país.

Nada pode simbolizar a mediocridade de governo de nação com a grandeza do Brasil sendo presidido por pessoa que tem o degenerativo e o pejorativo título de ex-presidiário, exatamente por ele ter sido condenado à prisão e recolhido ao xadrez, para cumprimento da pena, por conta da comprovação dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

É evidente que pessoa sem os atributos de conduta ilibada e idoneidade, na vida pública, por exigência legal, como no caso dele, jamais poderia exercer qualquer cargo público eletivo, justamente em respeito à dignidade e à grandeza ínsitas do voto, quando, nesse caso, ele se resume bastante inferiorizado e despersonificado como verdadeiro político

Ao contrário disso, é inaceitável que o Brasil tenha conseguido ir ao fundo da gestão pública, tendo o beneplácito do povo, que apoio a volta ao poder de político sem personalidade e insignificante, que jamais poderia  representar os interesses do Estado e dos brasileiros.

Isso é algo que jamais seria imaginável nem mesmo nas piores republiquetas, cujo povo demonstra também não ter qualquer dignidade, por não só apoiar a desgraça de inaceitável gestão como essa que achincalha e inferioriza os valores e a grandeza do Brasil.

Não obstante, não se compreende a forma desumana como se faz charge ou gozação, em sentido pejorativo à dignidade do ser humano, mesmo diante da insignificância dele, justamente porque isso não condiz em nada com a insignificância que os personagens representam para o Brasil, que são realmente absolutamente nada, em razão da enorme maldade que o político protagonizou contra os interesses do país e do povo.

O ideal é que charge, deboche ou o que for, como tentativa de desprezo, se circunscreve aos fatos relacionados com os atos de corrupção praticados pelo político, conquanto talvez seja essa a causa da raiva dos brasileiros dignos e honrados, que demonstram gigantesco desejo de vingança, que precisa ser feito exatamente em harmonia, como lembrado acima, com as situações de corrupção e jamais com outras questões sentimentais ou circunstanciais.

Ou seja, é preciso que as pessoas tenham a exata consciência de que a prática da justiça se faça também quando se pretende se vingar das adversidades e dos horrores do quotidiano, no caso em comento, quando o deboche somente se faz sentido em razão de motivo que se relacione com os fatos delituosos que causaram a vingança pretendida.

Brasília, em 25 de junho de 2024

segunda-feira, 24 de junho de 2024

A felicidade

 

Conforme notícia que circula nas redes sociais, o Brasil figura como o 49º país, em termos da felicidade, mostrando a sua índole atávica de carência dos requisitos indispensáveis para a vida feliz, sob vários e importantes quesitos que tornam a pessoa feliz.

O Brasil, por ostentar a substancialidade de país corrupção de raiz, é estranhamente incompreensível que ele figure na 49a colocação, o que significa que a imagem dele ainda é confortável, quando ele poderia ser posicionado entre os últimos países do mundo, que não seria nada surpreendente, ante a sua altíssima índole de desinteresse.

A verdade é que, em muitas pesquisas, não é tão fácil o entendimento sobre as razões e os motivos da avaliação em si, mas, no caso brasileiro, nem precisa de muito esforço para se concluir sobre o acerto do resultado apresentado na pesquisa em comento, quando são evidentes as características que identificam os níveis de felicidade.

Infelizmente, a avaliação positiva ou negativa, com vistas aos critérios utilizados na pesquisa, depende muito da disposição do povo, que tem em mãos os componentes que podem indicar o caminho para a própria felicidade, em especial no que se refere ao quesito corrupção, quando ele tem o voto nas mãos e pode ditar seguramente o destino dos políticos desonestos, principalmente aqueles contumazes na vida pública.

Muitos quesitos e componentes da felicidade podem ser escritos pelo povo, que tem o domínio das ações e podem contribuir para o direcionamento da melhor qualidade possível.

No caso do Brasil, o resultado alcançado é fruto da mentalidade mediana dos brasileiros, que se conformam com as mediocridades e não se esforçam para a mudança do status quo, infelizmente.

Convém que os brasileiros se conscientizem sobre a urgente e imperiosa necessidade de se cuidar da melhoria da qualificação de seus interesses, de vez que os aproveitadores somente defendem as causas e os objetivos deles.

Brasília, em 24 de junho de 2024

Indelicadeza

 

Diante de crônica da minha lavra, em que eu analisei a medida adotada por parlamentar norte-americano, tratando da intimação de autoridade pública brasileira, para prestar esclarecimentos sobre supostos abusos e arbitrariedades contra os direitos humanos e outras inconstitucionalidades prejudiciais a brasileiros, uma pessoa, em tom de ironia, se manifestou contrariamente ao meu texto, tendo escrito o texto a seguir.

Que é isso? No Brasil, não tem abuso judicial, é tudo invenção de quem não tem o que fazer. A CF é respeitada de cabo a rabo, não existe prisão ilegal, os direitos humanos, são religiosamente respeitados. Estão caluniado autoridades injustamente. O Brasil, vai muito bem. Obrigado...”.

Em resposta, eu disse que quem tem senso de sensatez e prima pelo sentido da verdade, vai compreender que meus artigos são escritos sob o prisma da seriedade e da responsabilidade, em especial no sentido da interpretação dos fatos da vida da melhor maneira possível, em defesa senão da causa justa, como assim deve agir a pessoa imbuída do respeito às pessoas igualmente honradas.

Tenho absoluta convicção de que a análise que fiz sobre o texto em referência não trata da defesa de quem pratica barbaridades, abusos nem inconstitucionalidades, mas sim de afirmação no sentido de que não tem o cabimento alguém ou órgão lá de fora entender que pode se imiscuir em assuntos dos interesses brasileiros, sem que tenha qualquer competência institucionalizada por meio de normas internacionais, como no caso de que se trata, de se pedir esclarecimentos e justificativas a autoridades brasileiras.

Isso é absolutamente incompatível com as normas jurídicas internacionais, além de pôr para baixo do tapete os salutares princípios da diplomacia.

No Brasil, há sim gravíssimos casos de extrapolação dos direitos humanos, em manifestação por diversas maneiras totalmente inaceitáveis e isso é preciso que se diga, para o bem da verdade, mas eles devem ser solucionados exclusivamente no Brasil, por força da melhor interpretação da legislação internacional.

Ocorre que, no caso específico, há o devido remédio legal, aqui mesmo dentro de casa, com base no disposto no art. 52, II, da Constituição, que estabelece que o Senado Federal tem incumbência para processar e julgar também os abusos praticados por juízes da corte maior do país e isso, por si só, já era suficiente, caso os senadores honrassem os cargos que exercem.

Evidentemente, por questão de fácil compreensão, isso não vem acontecendo, permitindo que parlamentares brasileiros cometam a infelicidade e a imaturidade de pedir socorro a quem não tem competência para resolver problemas nossos, que devem ser solucionados por quem pode legalmente, no caso, o Senado, que, de forma irresponsável, simplesmente se omitiu e ficou por isso mesmo, com o beneplácito da sociedade, que deveria ter se mobilizado para exigir o cumprimento da Constituição.

Impende frisar que o instituto da autonomia e da independência das nações implica a impossibilidade de interferência de uma nação nas outras e vice-versa, além da obrigatoriedade de que cada país seja responsável por seus problemas e consiga, em termos da sua autogestão, administrar internamente os seus problemas, sem esse estapafúrdio e absurdo pedido de socorro externo, diante da falta de amparo constitucional, além da nítida exposição de incompetência de não se resolver as questões no próprio país, porque isso mostra imaturidade política e total incompetência diante das suas crises.

Convém que os brasileiros, incluídas as autoridades públicas, se conscientizem de que os problemas nacionais precisam ser resolvidos com os meios e os recursos existentes no Brasil, sem necessidade de pedido de intervenção de outros países ou organizações internacionais, de vez que isso demonstra cristalino desrespeito às normas jurídicas internacionais e completa incompetência para agir, tendo em vista a existência, no país, de padrões adequados e aplicáveis em todos os casos.

Brasília, em 23 de junho de 2024

Festas juninas

Não chega a ser novidade alguma que o Brasil se transforma em verdadeiro arraial, por todo o mês de junho, adentrando no mês seguinte, em celebração das festividades juninas, que são tradição que vem dos tempos coloniais, como forma de feliz herança dos festejos religiosas em agradecimento pelas boas colheitas.

As festas juninas ocorrem ano após ano, em diversas manifestações culturais em homenagem aos padroeiros Santo Antônio, São João e São Pedro, em ritual advindo de solo europeu, que aqui no Brasil ele foi enriquecido com outros ornamentos, novas cores e agregação de outras influências decorrentes do convívio entre brancos, negros e indígenas.

As festas juninas se consolidaram como forma peculiar da riqueza cultural brasileira, com o resgate dos costumes centenários existentes no país.

São múltiplos os encantos dos festejos juninos, que sobressaem especialmente na culinária, na dança, na música, na oração, nas brincadeiras, com o aproveitamento das artes criativas do folclore regional, que é adaptado para conforme a tradição da localidade.

Em termos comparativos, é possível que apenas o carnaval possa se equiparar aos festejos juninos, no que diz respeito à animação, à empolgação, à abrangência e à diversidade, que constituem maravilhosa dualidade brasileira, em belíssima convivência entre celebração de origem pagã e outra originária dos tempos relacionados com o cristianismo. 

Além da ligação dos festejos juninos às crenças religiosas, esse período tem forte importância  para os valores econômicos, envolvendo o turismo, com o seu conjunto referente ao transporte, à gastronomia e às compras de produtos regionais.

Há estimativas segundo as quais, em 2023, a temporada dos arraiais movimentou, pasmem, em torno de R$ 6 bilhões, verificando-se expressivo aumento de 70% em relação ao ano anterior.

As comemorações em homenagem aos santos mais populares do Brasil atraíram mais de 25 milhões de pessoas, entre turistas nacionais e estrangeiros, com expectativa de que haja superação dessas marcas.

Diante da animação verificada nas principais capitais do Nordeste, além do destaque para as cidades campeãs da folia de Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, as comemorações serão as mais intensas possíveis, à vista da alta procura de passagens aéreas e ocupação da rede hoteleira.

Toda essa animação tem excelente repercussão na geração de empregos nas diferentes cidades procuradas pelos turistas, contribuindo para incrementar renda extra para os trabalhadores do Nordeste, que tem sido, historicamente, castigada pela deploração desigualdade quanto aos investimentos públicos, principalmente.

À vista das notórias carências de investimentos em obras públicas, que contribuem de forma significativa para o crescimento das mazelas e do subdesenvolvimento regional, a riqueza cultural representada especialmente  pelas festas populares comprova a força, a criatividade e  a diversidade da nossa identidade nacional, com a esperança de que esse setor seja incentivado e apoiado em tudo que possa favorecer o seu desenvolvimento.

À toda evidência, os festejos juninos mostram importantes virtudes e qualidades brasileiras, de vez que eles têm o poder de promover gestos de irreverência e alegria com origem da rica cultura popular, por força da junção de raças e credos, que propiciam a celebração de festejos que encantam os amantes de marcante beleza regional: as festas juninas.

Viva as festas juninas!

            Brasília, em 24 de junho de 2024 

sábado, 22 de junho de 2024

Interferência

Conforme vídeo que circula na internet, é noticiado que um congressista norte-americano questiona, por meio de intimação, um ministro da maior corte brasileira, que terá inclusive pequeno prazo de uma semana, para prestar esclarecimentos sobre supostos abusos de autoridade e desprestígios aos princípios de liberdades individuais.

Em princípio, é preciso que essa notícia seja interpretada com muita cautela, em especial porque não passa de uma extremosa e indevida intromissão de parlamentar americano, que comete fenomenal deslize no cargo, em forma de claro abuso de autoridade.

É preciso se compreender que o deputado americano nem nenhuma autoridade pública internacional tem competência para se dirigir a autoridade brasileira senão em consonância com a legislação internacional, que contenha competência para tanto, justamente em respeito à autonomia e à independência das nações.

Em síntese, essa manifestação pode ser considerada extremamente ridícula, precisamente por ela não se conformar com os ditames internacionais e muito menos com as regras diplomatas, porque isso precisa condizer com as normas e os princípios de civilidade.

Por consequência da falta de respaldo jurídico, a manifestação do parlamentar norte-americano conspira, notoriamente, contra os princípios inerentes aos direitos humanos, de vez que a decisão dele caracteriza abuso de autoridade, em que o ministro brasileiro e outras autoridades não têm obrigação sequer de conhecê-la, quanto mais de respondê-la.

Não será surpresa se o ministro brasileiro responder ao deputado americano, apenas para esclarecê-lo que ele precisa, com urgência, se informar melhor sobre a legislação internacional, sobretudo sobre a autonomia e a independência das nações, para que ele entenda o quanto foi desrespeitoso e despreparado em emitir documentos, de forma indevida e ilegal.

            Brasília, em 22 de junho de 2024 

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Campanha de moralização

 

Conforme vídeo que circula nas redes sociais, um líder político decidiu que pretende fazer campanha de esclarecimentos sobre os malefícios protagonizados por partido político das trevas, que tem por finalidade a produção das políticas contrárias ao desenvolvimento da sociedade, porquanto os seus propósitos somente levam ao retrocesso socioeconômico, consoante mostram os fatos que são ignorados por seus seguidores e antibrasileiros.

Trata-se de campanha política que tem, a um só tempo, a sabedoria do deus da importante compreensão, da competência, da honestidade, da sensatez, da moralidade, do decoro, da eficiência e, principalmente, da responsabilidade.

Essa campanha já vem com ano-luz de atraso, posto que ela já deveria ter sido criada e executada concomitantemente à criação desse nefasto e pegajoso partido, que é o retrato fiel da depravação, da desonestidade, da antiética e das demais desorganizações na administração pública, de modo que o país jamais seria obrigado a passar pelas desgraças da incompetência, da desonestidade e da irresponsabilidade.  

Certamente que o Brasil já estaria em excelente patamar de progresso e desenvolvimento, em notável evolução em nível de primeiro mundo não fosse a existência desse partido daninho, maléfico e perverso, que, infelizmente, vem funcionando graças à mentalidade mórbida de péssimos e desamados brasileiros, que não se envergonham de apoiar as pessoas mais destituídas de consciência de civilidade da face da Terra, conforme mostram as suas atitudes contrárias aos princípios da moralidade, da competência, da dignidade e da responsabilidade.

Espera-se que a campanha de bota-fora dos políticos maus tenha apelo bastante consistente, com realmente peso para convencimento dos eleitores igualmente desonestos, desavergonhados e antibrasileiros, porque não bastam as surradas alegações de que os candidatos desse partido demoníaco são identificados com a ineficiência, a imoralidade, a desonestidade, a criminalidade e as demais deformações na administração pública, que são contrários aos comezinhos princípios de civilidade.

Tem que haver argumentos fortes, robustos e consistentes, que realmente impressionam os eleitores que não se importam nem se envergonham em se enlamearem com os trastes da desonestidade e da criminalidade, na gestão pública.

Ou seja, de nada adianta a promoção de campanha nos moldes das anteriores, no sentido de escrachamento e da tentativa de desmoralização dos candidatos do partido das trevas, apenas dizendo que eles são desonestos, indignos e incompetentes, simplesmente porque isso não serve absolutamente de nada e não convence a quem já estão acostumados com os mesmos dizeres, conforme as campanhas anteriores, porque os fatos mostram que, para pessoas indignas, é preciso que a estratégia empregada seja a mais inteligente possível, sob pena de fracassada campanha.

É preciso que um marqueteiro de experiência em publicidade política invente uma mágica fatal para reverter o “status quo” e mudar esse panorama horroroso, que tem sido muito favorável à bandidagem na política, infelizmente.

Enfim, espera-se que essa importante iniciativa seja bem-sucedida, para o bem do Brasil e dos brasileiros, principalmente que fique bastante claro que as mudanças de moralização do país hão de reverter em importantes benefícios para toda a sociedade, inclusive, é evidente, os próprios eleitores.

Brasília, em 21 de junho de 2024

quinta-feira, 20 de junho de 2024

Involução da Igreja Católica

O papa disse que as mulheres estão “começando a mandar no Vaticano”, em razão de uma religiosa ocupar importante cargo na sua administração.

A declaração papal aconteceu por ocasião de audiência com uma freira, que é secretária-geral do Governatorato da cidade-Estado, órgão que tem o poder Executivo no menor país do mundo.

O pontífice afirmou que “Agora, as mulheres começam a mandar aqui dentro.”, por conta do seu desejo de aumentar a presença feminina na hierarquia da Cúria romana, em que pese o primeiro escalão ser exclusivamente masculino, certamente comandado por cardeais.

A mencionada mulher é uma espécie de “número 2” do Governatorato, que é chefiado por um cardeal espanhol.

Na verdade, não passa de bazófia essa conversa de que as mulheres começam a mandar no Vaticano, porque é apenas uma ou outra que tem cargo executivo lá e mesmo assim sempre sobre o comando de religiosos, em especial cardeal.

Caso o papa tivesse interesse em aceitar a participação das mulheres não somente na administração do Vaticano, mas também no ofício religioso, tal qual é confiado aos homens, ele poderia determinar estudos bem amplos e completos sobre essa brutal e inaceitável discriminação que é feita ao chamado “sexo frágil”, que, de frágil, não existe senão a má vontade acerca do trabalho da mulher, posto que ele é tão bom ou melhor do que o feito pelo homem, evidentemente sem qualquer restrição, conforme mostram as experiências.

Nesses estudos, seriam levados em consideração todos os aspectos favoráveis e desfavoráveis à participação da mulher nas atividades da Igreja Católica, tendo em conta, em especial, a evolução da humanidade, que reconhece plenos direitos à igualdade entre homens e mulheres.

Pensamento diferente disso seria o mesmo que ignorar, de forma desrespeitosa e desumana, as importantes conquistas do homem, em todos os setores de interesse do homem, que acompanhou os conhecimentos para a aplicação deles nas suas atividades do dia a dia.

Diante disso, fácil é enxergar e reconhecer que a Igreja Católica faz questão de permanecer estática, há século, como prova latente da sua involução, porquanto não faz o menor sentido esse brutal atraso e desrespeito a algo tão importante que é a evolução da humanidade, especialmente tendo por base os conhecimentos advindos da ciência e da tecnologia, em proveito da humanidade.

Sem margem de dúvidas, é preciso se reconhecer que a visão do homem que acompanha os avanços da humanidade é apenas necessidade da sua inserção à modernidade.

Modernidade essa que o Vaticano prima em desprezar, mostrando-se  completamente alheios aos princípios da modernidade propiciada pela natural evolução da humanidade, fato este que conspira contra a própria Igreja Católica, que permanece estática no seu crônico atraso, fruto de dogmas prejudiciais ao seu funcionamento regular.

À toda evidência, não existe absolutamente nada que possa ser alegado que as mulheres não têm condições de exercer todos os ofícios e credos somente confiados aos homens, porque isso não passa de desrespeitosa discriminação contra elas.

É importante que se diga que esse fato também tem a contribuição das mulheres, que não têm coragem de reivindicar, junto à Igreja Católica, igualdade de condições com os homens, para exercerem os ofícios e todas as atividades somente confiadas aos homens, especialmente diante da evidência de que não existe nenhuma restrição ao seu trabalho pastoral, certamente que ele seria da melhor qualidade possível, à vista de seus notórios zelo, cuidado e amor por seu próximo, requisito esse que foi lembrado por Jesus Cristo, como a melhor forma da convivência em sociedade.

Nessa mesma linha de raciocínio, entendo que não existe nada mais anacrônico e absurdo do que o celibato, que teria sido instituído há séculos, justamente para que essa condição obrigatória de o padre se manter solteiro pudesse se ajustar aos rigores sociais da época que ele foi instituído.

Não há mais o menor cabimento, conforme os princípios da evolução da humanidade acima aludidos, que essa estapafúrdia obrigatoriedade ainda permaneça intocável, há séculos, o que mostra verdadeiro atraso da Igreja Católica.

O celibato para padre não encontra qualquer justificativa, na atualidade, levando-se em conta que ele é apenas profissional que cuida dos interesses da evangelização própria da Igreja Católica, comparável, mutatis mutandis, a qualquer outra atividade, como o médico, o advogado e todas as demais profissões que podem cuidar das causas das pessoas, cada qual nas suas especialidades, e conviverem normalmente como sendo pessoas solteiras ou casadas, sem qualquer restrição ao desempenho de suas normais atividades profissionais.

À vista do exposto, o papa poderia pensar em modernizar a Igreja Católica, à luz da evolução da humanidade, começando em determinar a criação de estudos de alto nível, tendo por finalidade o levantamento sobre a importância da mulher no desempenho das atividades somente exercidas por homens, ou mais precisamente para se permitir que elas realizem os ofícios próprios de padres, além de se levantar a real importância do celibato, basicamente justificando a sua real necessidade ou não para a missão de evangelização.                   

            Brasília, em 20 de junho de 2024