terça-feira, 6 de agosto de 2024

Maria Pinheiro

 

Diante da fotografia de Maria Pinheiro, publicada no Facebook, eu escrevi a mensagem a seguir, mostrando o meu carinho por pessoa realmente admirável.   

Olá, querida prima Maria Pinheiro.

Provavelmente, você nem se lembre de mim ou sequer saiba quem eu sou.

Pois bem, eu sou Antonio de Dalila e me lembro por demais de você, como se fosse hoje, mesmo depois de mais de sessenta anos que nós nos vimos.

Essa fotografia me transporta para tempos idos das décadas de cinquenta e sessenta.

A minha lembrança da sua pessoa é vívida por uma simples razão e da maior importância.

Você tinha especial amizade com mamãe e, por isso, estava permanentemente lá em casa, sempre em conversas entre excelentes amigas de primeira hora, inclusive para tratar das suas confidências.

Lembro-me que você, Maria, era moça de fino trato, muito educada e tratava a todos com atenção e respeito.

Eu a admirava muito, por ver em você pessoa de muitas qualidades, entre as quais a virtude do amor às pessoas e a simplicidade de hábitos, que cativava as pessoas.

Fico muito feliz em ver a sua fotografia, depois de décadas passadas e vejo que você mantém o semblante de serenidade que sempre foi a sua característica pessoal, que a ajudava a atrair amizades e simpatia, além de conquistar a admiração das pessoas, que viam em você a síntese da dignidade e da força para lutar por seus ideais.

Que Deus esteja sempre na sua companhia, Maria.

Saudades!

Brasília, em 6 de agosto de 2024

Nem tudo

 

Em sermão ultra pedagógico-religioso, o padre Joãozinho discorre em bendizer sobre as balsâmicas palavras do Evangelho, que se encerram na compreensão das obras de Jesus Cristo, falando sobre o compromisso com os princípios da bondade, da justiça, da verdade e do amor, expressões vindas certamente do reino celestial.

Na ocasião, o religioso afirmou que tudo vem de Deus e acontece por exclusiva e soberana vontade Dele.

Sim, imaginando que a essência da obra divina é somente constituída de sublimes expressões de bondade e amor, além da certeza do amparo espiritual para a força da superação dos obstáculos naturais da vida.

Sem a menor dúvida, tudo é a tradução da vontade divina, sob a compreensão de que a Sua magnanimidade permite que as coisas boas sejam disseminadas abundantemente entre a pessoas, em verdadeiro benefício da humanidade.

É evidente que a perenidade da alegria no coração das pessoas significa a certeza da materialização das benfeitorias divinas, que estão sempre em harmonia com a vontade Dele, na melhor da sabedoria da prática do bem e do amor.

Aliás, é muito importante, neste ponto, se fazer oportuna e importante ressalva, no sentido de que nem “tudo provém da Sua vontade”, de Deus, como assim disse e pontificou o religioso, sem ressalvas, quando todos temos a valiosa e precisa consciência de que as terríveis maldades certamente não “provém da Sua vontade”.

Há que se observar que todos sabemos que as malignidades perturbadoras são obras terrivelmente originárias do demônio, sob o entendimento de que as maldades são fruto de quem somente consegue tramar as piores maldades, que têm por finalidade infernizar as sagradas obras divinais.

Ou seja, infelizmente não se pode generalizar que tudo “provém de Deus”, salvo as obras maravilhosas e benignas, que são aproveitadas em benefício da humanidade.

Sim, que nos conscientizarmos sobre a importância da gratidão por tudo de bom que provém de Deus, na forma da luz, transformada em amor, que se traduz em verdadeiro norte de bondade em nossas vidas.

Brasília, em 6 de agosto de 2024

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Bons tempos

      As imagens da multidão que compareceu à convenção partidária, para a homologação da candidatura da prefeita Leninha Romão à reeleição, no cargo atual, conforme o vídeo veiculado nas redes sociais, são autenticamente impressionantes e falam por si sós, dizendo com muito realismo o que tem sido o sólido resultado da gestão notoriamente exitosa dela.

A atual administração desse município, em comparação com as gestões recentes, se distancia ano-luz em qualidade e eficiência das anteriores, tendo em conta as vocação, sensibilidade e experiência empresariais expostas pela prefeita, que foram competentemente colocadas em prática à frente dos interesses da população.

À toda evidência, a sua administração se destacou precisamente por conta do seu cuidadoso empenho em tudo que fosse preciso para a implementação de importantes obras, serviços e melhorias necessários à satisfação do bem comum do povo, que mereceu atencioso e integral zelo por parte do seu governo, que conseguiu revolucionar com o conjunto de empreendimentos realizados, que foram incorporados à sua marca de desempenho como executiva capaz e responsável.

A verdade é que a prefeita Leninha se destacou no mundo do empreendedorismo público, em tão pouco tempo e principalmente levando-se em conta a notória escassez de recursos, que dependem, na sua expressiva quantidade, da liberação dos orçamentos estadual e federal.

Trata-se, sem a menor dúvida, de verdadeiro milagre que a prefeita Leninha tenha conseguido materializar, no seu governo, conforme a realização da organização da cidade, na sua melhor operacionalidade administrativa, estando tudo em ordem e bem cuidado, conforme recomenda o figurino do gestor público competente, eficiente e responsável, que se preocupa com o bem do povo.

A verdade é que a acalorada acolhida de carinho à prefeita Leninha, na convenção do seu partido, para a confirmação da candidatura dela à reeleição, corresponde exatamente ao merecimento que ela realmente faz jus, em razão do que foi produzido na sua profícua gestão, em benefício à sociedade, largamente de conhecimento do povo.

Ou seja, o povo sabe perfeitamente que, em Uiraúna, tem muitas pessoas competentes e responsáveis, mas a prefeita Leninha é caso à parte, porque ela foi capaz de mostrar e comprovar, por meio de expressivas e marcantes realizações, o seu inigualável desempenho administrativo, com a qualidade e o compromisso de quem sabe a importância dos salutares princípios da eficiência, da honestidade e da moralidade, em se tratando também no que tange ao patrimônio público.

Assim, sem desmerecer a capacidade de ninguém, o povo de Uiraúna precisa apenas confirmar, no próximo pleito eleitoral, continuidade da gestão que vem satisfazendo plenamente aos seus anseios, em termos de qualidade dos serviços públicos desejados, com a possibilidade de que a experiência da prefeita Leninha Romão possa contribuir para significativos ganhos de produtividade em benefício dos uiraunenses.

Desde logo, desejo os melhores augúrios para o desempenho dela, porque eu torso sempre para o progresso de Uiraúna e o melhor para o seu povo.

            Brasília, em 5 de agosto de 2024

domingo, 4 de agosto de 2024

Atleta do futuro

 

De quatro em quatro anos, os brasileiros ficam ávidos por resultados vindos dos campos de batalha onde são travadas as mais ferrenhas lutas em busca do ouro, da prata e do bronze incrustadas nas medalhas tão cobiçadas, que transformam pobres mortais em verdadeiros heróis nacionais, conforme mostra a história dos jogos olímpicos.

O certo é que, via de regra, raríssima tem sido a exceção de medalhista ser oriundo senão da periferia, de origem pobre e sacrificada pelas condições de pobreza e logo vem, por trás do nome do vencedor, a palavra que o identifica para sempre, dizendo que os pais são os mais humildes entre os pobres, mas ele teve a tenacidade de se esforçar para colocar o nome do Brasil no pódio.

Os exemplos são variadíssimos sobre as proezas produzidas por pessoas humildes, com histórico de superação, visto que todos os nossos atletas medalhistas já aparecem com o clichê: ele é preto e filho de mãe lavadeira, pai desempregado e outras afirmações próprias de identificação de pura pobreza.

Dificilmente o atleta vitorioso não tenha surgido da periferia, que conseguiu não somente vencer medalhas, mas especialmente preconceito e humilhação, antes do atingimento do pódio da glória olímpica, cuja bravura significa, sem dúvida alguma, marco notavelmente revolucionário na vida dessas pessoas, que também já trazem consigo, além das lágrimas pela vitória, o célebre discurso pronto, de que essa medalha é oferecida ao povo pobre da região marginalizada e diz o nome dela, de onde tenho orgulho, etc., etc. ...

Ressalte-se, por oportuno, alguns e poucos os esportes de rico, como hipismo, iatismo e outros similares, para os quais as olimpíadas servem tão somente para o desfile e a apresentação dos melhores e caríssimos cavalos e iates etc., sem qualquer correlação com o brilhantismo das disputas atléticas propriamente ditas, visto que esses são esportes de magnatas.

Ou seja, esses são esportes reservados para os chamados classes da cor branca, os privilegiados dos jogos olímpicos, evidentemente sem qualquer intenção voltada para a discriminação, mas apenas para se exemplificarem as classes dos participantes das olimpíadas.  

É bastante estranho que outras classes sociais, aquelas oriundas do seio de empresários, banqueiros, da nata da sociedade brasileira, quase não conseguem contribuir com a formação dos bravos atletas de raiz, dos verdadeiros atletas que dão o sangue e a alma para lutarem, batalharem e até morrerem, se preciso for, pelos ideais de medalhas olímpicas e de elevação do nome do Brasil.

Eles também teriam a oportunidade para dizer que são filhos de famílias nobres, abastardas, que nasceram em berços esplêndidos e já contaram com o total apoio dos pais e nunca precisaram se dedicar senão aos esportes como simples exercício de amor a sim próprios e que o momento serve para a inspiração com vistas ao glorioso sucesso empresarial, pelo que agradecem a oportunidade de ser muito feliz.

Ou seja, à toda evidência, pelo menos no Brasil, os jogos olímpicos são vistos como verdadeiras arenas propícias para a pobreza brasileira mostrar o seu real valor de bravura, tendo a capacidade de transformar a sua patente humildade social em conquista e fama, além de poder incentivar o resto da pobreza a correr em busca de alguma oportunidade na vida, conforme mostram os fatos históricos referentes aos esportes.   

Na verdade, o que se pode perceber, sem muito esforço, é que existe verdadeira disparidade nos investimentos de recursos públicos para o preparo dos atletas olímpicos, em especial quanto àqueles oriundos das políticas governamentais.

As ações pertinentes somente privilegiam determinadas regiões brasileiras, em detrimento de outras, notadamente as dos Norte e Nordeste, diante da visível ausência de atletas representando diretamente essas importantes regiões, onde tem muitos “cabras machos”, no bom sentido, com visíveis potencialidades atléticas que poderiam ser bastante aproveitadas para a conquista de medalhas, além do oferecimento de oportunidades aos jovens daquelas regiões.

A concepção que se tem sobre olimpíada é a de que ela vem servindo para a avaliação somente do potencial atlética de um povo e de determinadas regiões, como expressão máxima esportiva, e não apenas instrumento de valorização de terminada razão social, que praticamente vive sob condição marginalização, conforme isso vem sendo enfatizado pelos ganhadores de medalhas, não se vislumbrando outras oportunidades de ascensão social para todos os potenciais atletas nacionais.

Em uma nação com um pouco ou o mínimo de conscientização esportiva e atlética, que realmente valoriza as ações e as políticas esportivas como importante instrumento de saúde pública e até de progresso do povo, certamente que haveria prioridade para o incentivo, em forma de investimentos públicos, em atividades em nível nacional, visando ao preparo de atletas de altas performances, com alcance no seio dos pobres, de todas as raças, negras, brancas e outras, aproveitando a força de todos os brasileiros, como normalmente fazem as nações que são grandes potências do mundo atlético-esportivo.

Na pratica, isso que vem acontecendo com as atuais políticas erráticas nos esportes somente contribuem para o aprofundamento das desigualdades, da exclusão e a marginalidade, impedindo as transformações sociais, enquanto a universalização de medidas abrangentes, para o beneficio de todos os brasileiros, haverá maior possibilidade da formação de melhores atletas e cidadãos, evitando-se a gritante discrepância que existe na atualidade, em que somente poucos são beneficiados e têm condições de ganhar medalha nas olimpíadas.

É preciso o encorajamento da vontade nacional, para a criação de projeto do atleta do futuro, em que o seu cerne seja a universalização do preparo dos brasileiros, evidentemente em todo o país, com vistas ao oferecimento de oportunidades para a melhor formação atlética, em condições de conquistar  medalhas, em quaisquer modalidades de jogos, em igualdade com as principais potências mundiais do atletismo.

É lamentável que o país com a grandeza do Brasil ainda fique vibrando com a conquista de minguadas medalhas, se orgulhando se ser visível “vira lata” no esporte, ainda se satisfazendo com algumas medalhas, quando o seu potencial exige a conquista de medalhas em igualdade de condições com as grandes nações esportivas, que investem maciçamente no preparo de atletas de qualidade, que buscam sempre a melhor performance possível, em todos os jogos.  

Enfim, é dever primário do Brasil para com o seu povo, como a mais sagrada obrigação do Estado, o oferecimento da melhor oportunidade aos brasileiros carentes, pretos, brancos e outras raças, de forma isonômica, dos investimentos capazes para a criação de importantes oportunidades perante as disputas de medalhas, olímpicas ou não, porque isso é o mínimo que se almeja para o pais com a grandeza do Brasil.       

Brasília, em 4 de agosto de 2024

sábado, 3 de agosto de 2024

Paz nas galáxias?

 

Tendo visto reiteradas invocações de nomes de pessoas que fizeram parte da vida amigável, na Terra, por parte de integrantes de grupo social, que ficam lembrando delas em conversas, como se elas ainda estivessem entre nós, lembrando de momentos e fatos em que elas participaram.

Diante disso, eu disse que tenho o maior respeito pelas sábias opiniões das pessoas, porque isso faz parte da diversidade criativa do ser humano, a par da reverência ao sagrado respeito à liberdade de expressão, que se harmonizam com os princípios democráticos.

Isso me permite também que eu possa me manifestar igualmente em opinião sobre o que penso acerca dos fatos da vida e isso serve como corolário natural da maior importante como ilação inerente ao direito de pensamento das pessoas.

Nesse contexto, gostaria de enlevar a melhor compreensão no sentido de externar o meu pensamento sobre as pessoas que já morreram, que, por óbvio, passaram para plano diverso do terreno, estando agora em ambiente que é próprio para a continuidade no sublime espaço celestial ou algo não terreno.

Nesse ponto, peço vênia para invocar o devido respeito às pessoas que já se foram e estão em ambiente dissociado do nosso, motivo que não faz sentido seus nomes serem mencionados a todo instante, especificamente nas redes sociais, mesmo que isso se faça de maneira visivelmente carinhosa, mas imagina-se que essa forma de alegação tem ligação direta com a pessoa invocada.

Isso vale se imaginar que a privacidade desses entes, vamos dizer assim, espirituais pode estar sendo invadida, indevidamente violada, e, de certa forma, perturbada, quando eles merecem e exigem o sossego dos anjos, que se imagina serem nessas condições que eles se assemelham.

A meu sentir, como é bom se invocar e mencionar fatos, passagens, lembranças e saudades sobre as pessoas queridas que se foram e continuam eternizadas nos nossos corações, porque elas deixaram marcas indeléveis em nossos sentimentos, mas isso precisa haver estreito devotamento de respeito, evitando-se a banalização da exposição de seus nomes nas poluídas redes sociais, sem nenhuma motivação que a justifique.

Imagina-se que essas menções são da maior importância, mas apenas no seio da família e dos amigos próximos, em ocasiões especiais e quando realmente tiver vontade de se invocarem as lembranças das pessoas queridas, mas não faz o menor sentido que isso aconteça nas redes sociais, apenas para se dizer o óbvio sobre o sentimento que é mais do que notório de muito amor por elas? 

Nesse sentido, a minha ponderação tem muito com o verdadeiro amor às pessoas que já se despediram de nós, permitindo que os nomes delas sejam invocados somente quando for extremamente necessário, se realmente isso não for impossível, como importante contribuição à tranquilidade das pessoas queridas, que agradecem por terem seus novos preservados da poluição terrena, principalmente que elas sabem perfeitamente o amor que sentimos por elas.

Convém se ressaltar, por oportuno, que se trata de opinião pessoal, sob o meu sagrado direito do livre pensamento, que não serve de censura a quem tem opinião diferente da minha, que se compadece com igual direito do discernimento pessoal de cada um.

Enfim, penso que essa forma de interpretação tem muito a ver com a experiência religiosa e espiritual de cada pessoa, quanto à importância que se  atribui à vivência dos entes queridos em outras galáxias ou planos espirituais ou planície celeste, segundo a sentido de cada um sobre a existência ou não de vida após a morte.  

É claro que o meu sentir diz com a possiblidade de vida após a morte e, assim sendo, lá, por óbvio, tudo se ajusta à nova ordem, à nova realidade, mesmo que se aproveitem as experiências terrenas, apenas os fluidos benéficos.

Trata-se sobre a possibilidade de nova vida e de novos hábitos, com mais razão  para que a paz e a harmonia imperem nessas novas dimensões universais.   

Brasília, em 3 de julho de 2024

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

O sentido da gratidão

          Tive a iniciativa de elaborar dois projetos de lei versando sobre a criação dos títulos de “Herói” e “Heroína” de Uiraúna e de local destinado à colocação de bustos em homenagem às personalidades que se destacaram em honra e dignidade em nome do povo de Uiraúna.

Depois disso, resolvi enviá-los para um vereador da mencionada cidade, que tem sido verdadeiro defensor dos interesses da sociedade uiraunense, nos assuntos de importância para o seu bem-estar, conforme evidenciam os projetos já aprovados da iniciativa dele, encarecendo o carinho na apreciação desses projetos.

Espero piamente que Vossa Excelência tenha a grandeza de interpretar esses projetos com a mesma boa vontade que imprimiu nos outros já aprovados, diante do reconhecimento da necessidade de assim ser valorizado, em benefício do povo de Uiraúna.

Espero que Vossa Excelência os veja com a visão mais realista possível sobre a imperiosa valorização dos nossos heróis, com o reconhecimento que eles fazem jus e merecem ser lembrados, em especial com a melhor forma de gratidão e agradecimento às suas dedicação e nobreza do muito que fizeram pela nossa terra natal e o seu povo.

Há toda evidência de que os projetos estão revestidos dos requisitos de admissibilidade, não somente quanto aos aspectos jurídicos, posto que eles atendem aos princípios da constitucionalidade, à vista dos vastos precedentes, como à grandeza que as medidas representam para a cultura de Uiraúna, em forma de sublime valorização das mais importantes personalidades reconhecidas da cidade, que precisam ser homenageadas com a perenidade da sua lembrança.

Contrariamente disso, em forma de desprezo aos projetos, Uiraúna perde importante oportunidade para mostrar a verdadeira importância de seus heróis e heroínas, por meio de medidas concretas de gratidão, que têm o escopo de se ressaltar os melhores exemplos de cidadania em benefício da sociedade.

Por fim, penso que as medidas de que se tratam terão amplo apoio do povo de Uiraúna, que tem no seu coração os melhores sentimentos de solidariedade e de amor ao próximo, posto que elas formalizam essas importantes ideias universais.    

Brasília, em 2 de agosto de 2024

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Desprezo?

 

O histórico horroroso de destruição das florestas amazônicas coleciona mais um deplorável e preocupante recorde de queimadas, em um único dia, que só demonstra desprezo ao bioma brasileiro.

As queimadas do bioma amazônico voltaram a superar os número até então registrados, quando, em um único dia, foram anotados 783 focos de calor em todo o estado da Amazônia, conforme dados levantados pelo Programa de BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Com base nesses dados, até o dia 30 último, o Amazonas contabilizou 4.072 focos de queimadas só em julho, que é o maior número desde 1998, ou seja, em 26 anos, desde quando o Inpe começou a monitorar as queimadas na Amazônia.

O Inpe esclarece que, no ano passado, nessa mesma data, foram registradas apenas 121 queimadas no estado, o significa dizer que, comparando os dois anos, houve expressivo aumento, pasmem, de 547% no número de focos de calor no estado.

Em síntese, em 2023, foram verificados 121 focos de queimadas, no mês de julho, enquanto, em igual mês de 2024, foram 783 incêndios, tendo havido alarmante acréscimo de focos de 547%.

Pode-se alegar que o incontrolável avanço do fogo ocorre em meio à gigantesca seca, que atinge o estado e que, segundo o governo, isso vem contribuindo para que as queimadas cresçam de forma progressiva e descontrolada, verificando-se recorde histórico do Amazonas.

Não à que a Agência Nacional de Águas (ANA) decidiu declarar situação de escassez hídrica nos rios Madeira e Purus, que banham municípios da região.

A verdadeira situação de calamidade e emergência na regão amazônica é realidade incontestável, conforme mostram os recordes, um atrás do outro e tudo isso é mais do que previsível, porque a situação climática é controlada por instrumentos apropriados, em condições de fornecer parâmetros para o devido controle, em especial a possibilitar o manejo e a distribuição de pessoal, entre outras medidas com vistas ao controle das queimadas.

Ou seja, os órgãos de fiscalização e atuação têm os elementos capazes de monitoramento climático da região, em condições de vislumbrarem as melhores medidas a serem adotadas, nos casos emergenciais de socorro à natureza.

Ora, diante desse quadro de total transparência por que não tomadas as necessárias medidas preventivas, especialmente quanto ao monitoramento das origens dos focos, com base nos conhecimentos hauridos nos anos anteriores, onde as secas propiciam maior incidência de queimadas?

Pode a até ser verdade que o governo vem agindo no controle das queimadas, mas os recordes de focos desmentem categoricamente isso, além de tratar-se de situação extremamente preocupante, mostrando, com muita clareza, que algo diferente precisa ser feito, com a maior urgência possível, como forma de efetiva proteção do bioma brasileiro, nunca tão exposto à saga das terríveis e prejudiciais queimadas.

O que não pode é haver a incidência de recordes sobre recordes de queimadas, dizimando continuamente as florestas, que são competentemente registradas, mas o governo sempre tem justificativa pronta.

No presente caso, foi oferecida a pronta desculpa da seca, mesmo ela sendo previsível, como se isso pegasse todo mundo de surpresa e impedisse a adoção das medidas preventivas e repressivas, ficando tudo isso a ser imputado às obras do destino, sem que nada diferente pudesse ser feito para se evitar os estragos às florestas, que ficam à mercê das causas maiores da natureza, sem a imputação de responsabilidades a ninguém, que seriam necessárias, para se evitar a incidência de danos maiores ao meio ambiente.

Na verdade, nos países sérios e civilizados, em termos de responsabilidade ambiental, certamente que os recordes de incêndios teriam a maior importância como parâmetros capazes de subsidiar nas medidas necessárias ao efetivo combate à destruição do meio ambiente, ao contrário do que acontece no país tupiniquim, quando esses lamentáveis fatos servem apenas e tão somente para alimentar estatísticas de danos à natureza.

Urge que a sociedade se insurja, o mais rapidamente possível, contra essa maldade dos incêndios e exija do governo medidas efetivas de combate às queimadas, como forma de proteção e preservação do bioma brasileiro, em consonância com o seu der constitucional.

Brasília, em 1º de agosto de 2024