sexta-feira, 29 de maio de 2026

Condescendência


 

Em vídeo que circula nas redes sociais, o presidente do país se manifesta favorável à criação de programa como espécie de bolsa compensatória para indenizar quem comprar, sob a ótica da boa-fé, aparelho de celular roubado.

A lei penal brasileira é muito clara ao estabelecer que o objeto do roubo é ilícito e o ato em si é crime contra a sociedade, o que vale se afirmar que aquela autoridade se coloca ao lado da criminalidade.

Ou seja, o que o presidente do país cogita realizar, em termos de sensibilidade pessoal, é simplesmente legalizar a prática do crime, nesse particular, contribuindo decisivamente para incentivar ainda mais a insuportável criminalidade, no sentido de oficializar o instituto do roubo seguro, no Brasil.

O presidente brasileiro pretende assegurar que quem roubar o celular passa a ter a certeza absoluta de que ele está apenas sendo instrumento de algo irregular, proibido por lei, mas que, depois, isso passa a ser normalizado e justificado com o ressarcimento de valor como recompensa pelo ato delituoso contra a própria sociedade.

Isso tem o nome elegante, perverso e criminalmente de condescendência com a delinquência, em que o governo, que tem o dever constitucional de coibir e combater à criminalidade, simplesmente tem a imaginação “criativa” e vergonhosa de igualmente se compor com ações ilícitas, em abonar ato contrário à lei.

O governo minimamente sério, teria o dever de agir exatamente ao contrário do que pensa, evitando o estímulo da bandidagem, mas ele pretende é incentivar exatamente pela incompetência de quem tem o dever de proteger a sociedade, que paga pesados tributos para ser protegida, mas, além de não a receber, ainda ganha o injustificável e indevido ônus da obrigação de pagar pelo prejuízo que teve com a perda do celular.

Ou seja, o contribuinte passa a ser sacrificado duplamente, com a obrigação de manter o ladrão em atividade e ainda indenizar o produto de seu trabalho ilícito.

Na verdade, essa atitude ingênua e infeliz da principal autoridade do país exige profunda reflexão dos brasileiros, sob os aspectos do bom senso, da sensatez e da racionalidade, para se perceber a importância sobre a urgente necessidade de mudança do Brasil, sob a forma de renovação da decadente e imprestável classe política, por outra que tenha mentalidade normal de civilidade, ponderação sobre a verdadeira normalidade dos fatos, no sentido de que tudo seja feito e realizado em benefício e preservação da integridade da sociedade, com a extirpação do seu seio de todas as mentalidades políticas maléficas, inclusive dos defensores da criminalidade.

Infelizmente, o que se percebe na atualidade brasileira é que o povo tem o governo que bem merece, porque ele o elegeu delegando-lhe total autonomia pars pensar e agir no comando do país, inclusive para adotar medida contrária aos interesses da própria sociedade.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 26 de maio de 2026

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