Em vídeo que circula nas redes sociais, o presidente do país se
manifesta favorável à criação de programa como espécie de bolsa compensatória
para indenizar quem comprar, sob a ótica da boa-fé, aparelho de celular
roubado.
A lei penal brasileira é muito clara ao estabelecer que o objeto do
roubo é ilícito e o ato em si é crime contra a sociedade, o que vale se afirmar
que aquela autoridade se coloca ao lado da criminalidade.
Ou seja, o que o presidente do país cogita realizar, em termos de
sensibilidade pessoal, é simplesmente legalizar a prática do crime, nesse
particular, contribuindo decisivamente para incentivar ainda mais a
insuportável criminalidade, no sentido de oficializar o instituto do roubo
seguro, no Brasil.
O presidente brasileiro pretende assegurar que quem roubar o celular
passa a ter a certeza absoluta de que ele está apenas sendo instrumento de algo
irregular, proibido por lei, mas que, depois, isso passa a ser normalizado e
justificado com o ressarcimento de valor como recompensa pelo ato delituoso
contra a própria sociedade.
Isso tem o nome elegante, perverso e criminalmente de condescendência
com a delinquência, em que o governo, que tem o dever constitucional de coibir
e combater à criminalidade, simplesmente tem a imaginação “criativa” e vergonhosa
de igualmente se compor com ações ilícitas, em abonar ato contrário à lei.
O governo minimamente sério, teria o dever de agir exatamente ao
contrário do que pensa, evitando o estímulo da bandidagem, mas ele pretende é
incentivar exatamente pela incompetência de quem tem o dever de proteger a
sociedade, que paga pesados tributos para ser protegida, mas, além de não a
receber, ainda ganha o injustificável e indevido ônus da obrigação de pagar
pelo prejuízo que teve com a perda do celular.
Ou seja, o contribuinte passa a ser sacrificado duplamente, com a
obrigação de manter o ladrão em atividade e ainda indenizar o produto de seu
trabalho ilícito.
Na verdade, essa atitude ingênua e infeliz da principal autoridade do
país exige profunda reflexão dos brasileiros, sob os aspectos do bom senso, da
sensatez e da racionalidade, para se perceber a importância sobre a urgente necessidade
de mudança do Brasil, sob a forma de renovação da decadente e imprestável
classe política, por outra que tenha mentalidade normal de civilidade,
ponderação sobre a verdadeira normalidade dos fatos, no sentido de que tudo
seja feito e realizado em benefício e preservação da integridade da sociedade,
com a extirpação do seu seio de todas as mentalidades políticas maléficas,
inclusive dos defensores da criminalidade.
Infelizmente, o que se percebe na atualidade brasileira é que o povo tem
o governo que bem merece, porque ele o elegeu delegando-lhe total autonomia
pars pensar e agir no comando do país, inclusive para adotar medida contrária
aos interesses da própria sociedade.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 26 de maio de 2026
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