sexta-feira, 29 de maio de 2026

Financiamento de filme

 

O senador e pré-candidato do filho do ex-presidente do pais à Presidência da República confirmou ter pedido dinheiro ao dono do Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse", sobre a vida política do ex-presidente do país, o pai dele, mas negou ter recebido vantagens no negócio. 

Ele defende a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, para apurar as irregularidades envolvendo o Banco Master, por entender que é preciso separar os inocentes dos bandidos, porque, disse ele: “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai".

Informações reveladas e confirmadas mostram que o aludido banco transferiu o valor de R$ 61 milhões para financiar o mencionado longa-metragem.

O político afirmou que "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro".

Temeroso sobre a repercussão negativa com a divulgação dessa notícia bombástica, o político teria negado inicialmente o repasse dos recursos negociados por ele, mas, já devidamente orientado, em novo posicionamento, ele confirmou os repasses feitos pelo banco.

Em conversa com o dono do banco, o político disse: "Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né? Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim".

Na verdade, a história nebulosa envolvendo políticos brasileiros apenas se repete, mostrando que não importa ser da esquerda ou da direita, porque em qualquer ideologia política sempre existe a marcante e inconfundível falta de decoro, presente no político inescrupuloso e aproveitador, que sabe perfeitamente sobre as regras e os princípios inerentes à ética e à moralidade a serem seguidos, mas sempre agem segundo os seus interesses, na melhor forma da sua conveniência.

No presente caso, pouco importa a declaração de que "Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo...”, mas fica muito claro que o cargo político foi usado para a obtenção de recursos para fins particulares do interesse do pai do senador, algo que não se compreende nas suas funções institucionais próprias de parlamentares.

Queira ou não, não importando as narrativas, isso tem a mácula do desvio de finalidade pública, quando se compreende que o mandato político se destina exclusivamente ao atendimento das finalidades públicas, na precípua satisfação do bem comum da sociedade.

Certamente que o mencionado político jamais pediria recursos ao Banco Master para financiar filme de interesse de pessoa estranha ao seu relacionamento, desconhecida dele, usando justamente a influência do seu mandato eletivo, porque isso não condiz com a sua conveniência, ficando muito claro que a sua intervenção pretendida a realização de fins pessoais e não públicos.

Enfim, esperam-se que os brasileiros saibam valorizar a importância do candidato à Presidência da República, especialmente pela índole dele de amor aos sagrados princípios da competência, da dignidade, da ética, da eficiência e moralidade.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 13 de maio de 2026

Nenhum comentário:

Postar um comentário