O senador e pré-candidato do filho do ex-presidente do pais à
Presidência da República confirmou ter pedido dinheiro ao dono do Banco Master,
para financiar o filme "Dark Horse", sobre a vida política do
ex-presidente do país, o pai dele, mas negou ter recebido vantagens no negócio.
Ele defende a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, para
apurar as irregularidades envolvendo o Banco Master, por entender que é preciso
separar os inocentes dos bandidos, porque, disse ele: “No nosso caso, o que
aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado
sobre a história do próprio pai".
Informações reveladas e confirmadas mostram que o aludido banco
transferiu o valor de R$ 61 milhões para financiar o mencionado longa-metragem.
O político afirmou que "Não ofereci vantagens em troca. Não
promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o
governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das
relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro".
Temeroso sobre a repercussão negativa com a divulgação dessa notícia
bombástica, o político teria negado inicialmente o repasse dos recursos
negociados por ele, mas, já devidamente orientado, em novo posicionamento, ele confirmou
os repasses feitos pelo banco.
Em conversa com o dono do banco, o político disse: "Eu fico sem
graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E
tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui
com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né? Imagina a
gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do
cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim".
Na verdade, a história nebulosa envolvendo políticos brasileiros apenas
se repete, mostrando que não importa ser da esquerda ou da direita, porque em
qualquer ideologia política sempre existe a marcante e inconfundível falta de
decoro, presente no político inescrupuloso e aproveitador, que sabe
perfeitamente sobre as regras e os princípios inerentes à ética e à moralidade
a serem seguidos, mas sempre agem segundo os seus interesses, na melhor forma
da sua conveniência.
No presente caso, pouco importa a declaração de que "Não ofereci
vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não
intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem.
Isso é muito diferente das relações espúrias do governo...”, mas fica muito
claro que o cargo político foi usado para a obtenção de recursos para fins
particulares do interesse do pai do senador, algo que não se compreende nas
suas funções institucionais próprias de parlamentares.
Queira ou não, não importando as narrativas, isso tem a mácula do desvio
de finalidade pública, quando se compreende que o mandato político se destina
exclusivamente ao atendimento das finalidades públicas, na precípua satisfação
do bem comum da sociedade.
Certamente que o mencionado político jamais pediria recursos ao Banco
Master para financiar filme de interesse de pessoa estranha ao seu
relacionamento, desconhecida dele, usando justamente a influência do seu
mandato eletivo, porque isso não condiz com a sua conveniência, ficando muito
claro que a sua intervenção pretendida a realização de fins pessoais e não
públicos.
Enfim, esperam-se que os brasileiros saibam valorizar a importância do
candidato à Presidência da República, especialmente pela índole dele de amor
aos sagrados princípios da competência, da dignidade, da ética, da eficiência e
moralidade.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 13 de maio de 2026
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