Mesmo que possa parecer piada meramente política, a imagem do suposto
encontro oficial entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, em que o
brasileiro se faz representar pela figura icônica de belo asno, que mostra
situação extremamente constrangedora, diante da substituição do ser humano, por
animal irracional, por mais desprezível que ele possa representar para muitos
brasileiros.
Por mais que se odeie e despreze o presidente brasileiro, isso evidencia
certamente verdadeira monstruosidade, por caracterizar a marca do desprezo
humano, em forma de vingança e ódio, que não condizem, em absoluto, com o
instinto nem com a dignidade do ser humano normal, que até tem todo direito de
ser vingativo e odioso, mas isso não se compraz com os princípios humanitários.
Na verdade, quem teve a infeliz iniciativa da criação dessa terrível
provocação tem sentimento nenhum pela dignidade humana, pela certeza de que a
sua charge haveria de provocar muitas reações de desaprovação, exatamente por
isso extrapolar todos os desejos de ridicularização do ser humano.
Confesso que tenho enorme dificuldade para compreender que, na riqueza
da evolução propiciada à humanidade, ainda tenha espaço para demonstração de
sentimento retrógrado e involuído como esse que produziu mensagem tão
destrutiva da dignidade humana, que, na essência, não se vislumbrar senão o
instinto da perversidade e da maldade, sem qualquer outra conotação
aproveitável para fins políticos.
A lição dada com a criação dessa lamentável figura precisa ser
aproveitada, para o fim de servir de importante exemplo de como não tem o menor
cabimento a perda de esforço para menosprezar desnecessariamente adversário
político, porque a indignificação termina sendo atribuída ao seu autor, pela
visível intenção de desprezo ao ser humano.
Apelam-se porque os brasileiros se conscientizem sobre a importância da
própria dignidade, evitando a criação e disseminação de imagem que se destine
ao desprezo do ser humano, não importando a sua importância ou não, na
sociedade.
Acorda, Brasil.
Brasília, em 9 de maio de 2026
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