sexta-feira, 29 de maio de 2026

Vingança e ódio

 

Mesmo que possa parecer piada meramente política, a imagem do suposto encontro oficial entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, em que o brasileiro se faz representar pela figura icônica de belo asno, que mostra situação extremamente constrangedora, diante da substituição do ser humano, por animal irracional, por mais desprezível que ele possa representar para muitos brasileiros.

Por mais que se odeie e despreze o presidente brasileiro, isso evidencia certamente verdadeira monstruosidade, por caracterizar a marca do desprezo humano, em forma de vingança e ódio, que não condizem, em absoluto, com o instinto nem com a dignidade do ser humano normal, que até tem todo direito de ser vingativo e odioso, mas isso não se compraz com os princípios humanitários.

Na verdade, quem teve a infeliz iniciativa da criação dessa terrível provocação tem sentimento nenhum pela dignidade humana, pela certeza de que a sua charge haveria de provocar muitas reações de desaprovação, exatamente por isso extrapolar todos os desejos de ridicularização do ser humano.

Confesso que tenho enorme dificuldade para compreender que, na riqueza da evolução propiciada à humanidade, ainda tenha espaço para demonstração de sentimento retrógrado e involuído como esse que produziu mensagem tão destrutiva da dignidade humana, que, na essência, não se vislumbrar senão o instinto da perversidade e da maldade, sem qualquer outra conotação aproveitável para fins políticos.

A lição dada com a criação dessa lamentável figura precisa ser aproveitada, para o fim de servir de importante exemplo de como não tem o menor cabimento a perda de esforço para menosprezar desnecessariamente adversário político, porque a indignificação termina sendo atribuída ao seu autor, pela visível intenção de desprezo ao ser humano.

Apelam-se porque os brasileiros se conscientizem sobre a importância da própria dignidade, evitando a criação e disseminação de imagem que se destine ao desprezo do ser humano, não importando a sua importância ou não, na sociedade.

Acorda, Brasil.

Brasília, em 9 de maio de 2026

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