Em mensagem que circula na internet, consta texto atribuído ao admirável
historiador e folclorista Luiz da Câmara Cascudo, que teria afirmado, in
verbis: “Você pode entender Lampião, sem se solidarizar-se com ele. O sertanejo
não admira o criminoso, mas o homem valente.”.
A verdade precisa ser dita e deixada às claras, como forma de
desmascaramento de quem dissemina a história que não condiz com a realidade,
muito de valentia, quando tudo acontecia sob o perverso manto da agressão, da
violência e dos maus-tratos contra o ser humano indefeso e inocente.
O lampião nunca pode ser considerado homem valente, porque ele tinha
todas as características de autêntico covarde e de criminoso frio e
absolutamente sem caráter, que só merece total desprezo dos brasileiros que
valorizam os direitos e a dignidade do ser humano.
Esse criminoso desequilibrado mental foi verdadeiro covarde porque ele
agia, sob a sua liderança, na forma de poderoso grupo, chamado bando assassino de
cangaceiro.
Esse infeliz e desprezível grupo atacava as pessoas de forma traiçoeira
e agressiva, não permitindo qualquer possibilidade de defesa, que sempre
estavam em minoria e não tinham como se defender, o que vale dizer que esse
demônio cometia crueldades, assassinatos, atrocidades, judiações, violências as
mais diversas e formas, sempre para a satisfação do seu instinto perverso,
maligno e desumano, por causa absolutamente injustificável e irracional contra
a sociedade inocente e indefesa.
Nada disso de tão demoníaco e desumano tem a ver, minimamente que seja,
com a nobreza da valentia, porque o homem valente é justo e jamais concordaria
com a barbaridade como princípio de vida, assim como fez no cangaço, que foi
servido para a prática permanente somente de desgraças, na forma da pior
violência contra importantes famílias e pessoas inocentes e indefesas.
Causa perplexidade que pessoas inteligentes, sensatas e minimamente
humanas ainda tenham a indecência de considerar um genuíno covarde como se
fosse pessoa valente, visto que os seus atos foram todos desprezíveis e
contrários à dignidade humana.
Não parece de bom tom interpretar ou confundir a imagem de facínora com
quem tem valentia, de vez que seus atos foram de pura perversidade, com índole
maldosa, em intensa judiação contra o semelhante dele, sem qualquer motivação
para justificar absolutamente nada do que aconteceu de aterrorizante e por
muito tempo.
Essa compreensão distorcida da verdade dissente do maravilho sentimento
que se apregoa sobre o bravo sertanejo, aquele que cultua os sagrados
princípios da justiça, da verdade e do amor entre os homens, porque isso sim é
a valentia sobrejacente própria de quem é realmente valente.
A propósito, cito que o meu saudoso e amado papai Vaneir, com apenas
três meses de vida, foi vítima desse perverso bando, quando foi obrigado, mesmo
com tão pouca idade, a se refugiar nas matas, nos braços da sua mãe, para
evitar a violência praticada pelos desprezíveis cangaceiros, que invadiram o
casarão do Sítio Canadá, em ação agressiva e violenta contra poucas pessoas
inocentes e indefesas.
Enfim, nesse particular do cangaço, é de se lamentar que não houve e nem
há evolução humana para quem ainda não se envergonham de tentar abonar ou
proteger os gravíssimos crimes causados contra a humanidade, como nessa
horrorosa barbaridade praticada contra pessoas inocentes e indefesas, que
causou verdadeiro rastro de medo, desassossego e sofrimento ao verdadeiro povo
bravo do Nordeste.
Apelam-se por que os brasileiros do bem reflitam sobre a importância da
conscientização de que o horroroso e facínora império do cangaço precisa ser
interpretado como ele realmente aconteceu de algo que precisa ser suplantado
das memórias e não da história como a pior desgraça humana que se abateu contra
pessoas inocentes, vítimas de baderneiros sanguinários, que agiam contra a lei
dos homens e os maltratavam por mero prazer da perversidade pelo instinto
demoníaco.
Brasília, em 28 de maio de 2026
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