Em vídeo que circula nas redes sociais, há alguns militantes da direita,
em tom de entusiasmo, tentando defender a regularidade do envolvimento do
senador e candidato do pai dele à Presidência da República, tendo afirmado que
não existe nada de anormal nesse caso.
Há impressionante correria de apoiadores do candidato do filho do
ex-presidente do país, para tentar defendê-lo da acusação de que ele teria
interferido junto ao dono do Banco Master, para a liberação de recursos para
ajudar nas filmagens cinematográficas contando a história política do pai dele.
Sim, isso é verdade que vem à lume, tendo o poder de conspirar contra a
moralidade do candidato, porque, queira ou não, ele interferiu no processo, que
até pode não constituir benefício direto para ele, mas os recursos beneficiaram
diretamente o interesse do pai dele.
Ou seja, isso pode não significar propriamente mácula pessoal, mas o
fato de ele ter agido em busca de recursos mostra falta de isenção e falta de
imparcialidade, que são requisitos básicos que precisam existir no político,
não importando as circunstâncias.
Por seu turno, pessoas tentam justificar a operação nada ética apontando
o financiamento de filmes de outros políticos pelo mesmo banco, como se um erro
tivesse o condão de abonar outra falha grave, também digna de censura, porque,
em ambas as situações, tiveram certamente a influência direta de políticos
inescrupulosos e oportunidades, interessados em resolver situação de algum
interesse pessoal, conforme mostram os fatos.
Ou seja, é preciso que fique muito claro que um erro não justifica
outro, mesmo que seja da mesma espécie.
A ética e a moralidade do político se comprovam com a sua ausência em
qualquer assunto que não esteja ligado aos interesses públicos, porque isso é a
razão primordial do exercício do mandato para o qual ele foi eleito.
É imperdoável, sob a ótica da finalidade da ética política, a
participação de pessoa pública interferindo em negócio que envolve interesse
particular e ainda mais quando o pai pode figurar no cerne do assunto
discutido.
Apelam-se por que os brasileiros se conscientizem sobre a importância da
escolha de candidato que comprove ficha limpa, sem ter participado de qualquer
situação suspeita, no exercício de mandato eletivo.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 13 de maio de 2026
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