Em longa e esclarecedora mensagem postada na internet, há tentativa de
esclarecer a atuação do senador e candidato à Presidência da República sobre a
sua participação no episódio referente ao empréstimo feito pelo Banco Master,
em que se alega que o caso é uma falsa crise, cujo vazio transborda como
substância histérica, com a finalidade de se impedir a exibição do filme sobre
a vida do principal político da oposição brasileira e prejudicar a candidatura
do filho dele ao governo brasileiro.
A síntese que se intui da aludida mensagem é a de que o seu teor tenta
mostrar falsas acusações contra o senador/candidato, na tentativa de provar que
ele teria atuado em absoluta regularidade funcional, sem ter se beneficiado da
situação suspeita de irregular.
Trata-se de enorme esforço de pura argumentação sem nenhum
aproveitamento para o deslinde do escândalo que sequer existiria caso ele não
tivesse atuado em assunto que diz respeito ao exclusivo interesse do pai dele,
que é pivô do filme financiado por bando privado, em operação nada suspeita de
irregularidade.
O assunto em si é de natureza privada, particular, sem qualquer
vinculação com o interesse público, algo que, só neste caso, se justificaria a
intervenção do senador, eleito para o exercício de finalidade pública, como
assim especifica o manual próprio.
Parece ter ficado bastante explicada a licitude da operação referente ao
empréstimo do dinheiro para financiar o mencionado filme, em que o
senador/candidato não tenha se beneficiado diretamente de nada, embora ele se
beneficie indiretamente com a conclusão da peça cinematográfica, com a sua
conclusão, por ela falar sobre parte da vida do pai dele.
Isso é algo que mostra, de maneira sobeja, que ele somente agiu por
interesse pessoal e por conveniência da família, que é algo incompatível com o
mandato senatorial, porque, do contrário, se o filme fosse contando a bela
história do padeiro ou do atencioso tintureiro da esquina, duvida-se que o
generoso senador teria tido tanto empenho na liberação dos recursos
pertinentes.
Dessa maneira, a maior farsa que existe nesse escândalo é a tentativa de
acobertar a verdade sobre o tráfico de influência, em que o senador
protagonizou desvio da função senatorial para agilizar o repasse de recursos
destinados à feitura de filme de interesse do pai e isso, mesmo no aparente
regime democrático, caracteriza falta de decoro, à luz dos princípios da
transparência, da imparcialidade e da dignidade cívica, em se tratando da
seriedade ínsita nas atividades públicas da política, pouco importando as
sujeiras sobrancelhas existentes nas cercanias dos poderes, porque isso não
valha ao caso.
Apelam-se por que os brasileiros do bem se conscientizem de que o único
caminho da salvação do Brasil é a verdade, a transparência, a competência, a
dignidade e o respeito aos princípios da civilidade e da verdadeira democracia.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 17 de maio de 2026
Nenhum comentário:
Postar um comentário