Em mensagem que circula nas redes sociais, alguém indaga quem se anima
em assistir ao filme sobre a vida política do último ex-presidente do país?
Certamente que não me animo para assistir algo preparado para
potencializar a mitologia de político que tem a fama de populista, que tem sido
assim, a construção da sua carreira, na vida pública, sendo sustentada pelo
puro fanatismo do povo.
O povo construiu o líder por ele saber se aproximar das pessoas que
aceitam ser manipuladas por meras conversas de amor à pátria e a Deus, sob promessas
de proteção da família e da defesa dos princípios humanos, mas a sua visível
estupidez durante o seu mandato pode ter sido a principal causa do seu
afastamento das atividades políticas.
A verdade é que a sua vida política tem sido comparável a verdadeiro
paradoxo, em que ele conseguiu conquistar muitos simpatizantes, mas a rejeição
à sua pessoa também é alarmante.
Têm pessoas que gostam do seu estilo sincero e ao mesmo tempo grosseiro
de ser ser, que muito pouco pondera as palavras e isso possivelmente teve
enorme participação no seu afastamento do poder.
Trata-se apenas de se dizer a verdade, para se dizer que não vale a pena
se prestigiar o filme que foi preparado com o propósito de potencializar a
figura de um mito, que não consegue existir sem essa fantasia, que é explorada
exatamente com essa finalidade, porque se trata de político sem legado de
grandes realizações, na vida pública, como monumentais obras públicas e
reformas modernizadoras do Estado, com significativos benefícios dos
brasileiros e o Brasil, com vistas ao desenvolvimento socioeconômico.
Na verdade, não existe nada, mas não há o menor escrúpulo em promovê-lo
a herói do pau oco.
Na verdade, o povo tem o representante político que merece, porque o que
se vê é forma consciente de depreciação da dignidade de brasileiros, que prezam
a própria inferiorização.
Brasília, em 17 de maio de 2026
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