Constitui verdadeira estupidez a lógica dos tributos no Brasil, por ser
bem diferente de todos os demais países.
Em muitos países é costuma a cobrança de tributo principal sobre o
consumo, enquanto aqui, o preço final é o resultado de verdadeira miscelânea de
tributos acumulados ao longo da cadeia de produção e venda.
Nos outros países, os tributos variam entre 5% a 23%, enquanto no Brasil
tem tributo em percentual que atinge 82%, mas a média fica em torno de 30% a
45%, conforme quadro que foi publicado na internet.
No Brasil, bebidas têm taxação extra pesadíssima, que pode chegar a 80%,
mostrando que, no geral, o nosso sistema tributário é mais pesado do que nos
demais países, devido ao efeito cascata de vários tributos somados.
O quadro comparativo de tributos mostra gritante disparidade dos
percentuais referentes à cobrança por alguns países, que varia, no máximo, em
23%, enquanto a média nacional brasileira já é superior a 40%, chegando a
tingir 82% do valor do produto.
É preciso que se reconheçamos a capacidade do Estado para arrecadar
contribuição, impostos e tributos da sociedade, porque há a necessidade dos
valores pertinentes para o custeio da máquina pública, cada vez mais
sobrecarregada de ônus sociais, pela obrigação da prestação dos serviços
essenciais oferecidos à população carente.
Não obstante, que se aplique os justos princípios da razoabilidade dos
critérios de arrecadação compatíveis somente com a imposição legal e normal de
se contribuir com o Estado, sem a monstruosidade que se verifica nos tributos
aplicados no Brasil, em que todos os índices estão absurdamente nas alturas,
não tendo, em nenhum caso, absolutamente nada que consiga justificar
percentuais superiores a 40%.
Isso significa quase a metade do valor do produto, que é algo descomunal
e inexplicável, quando o Estado passa a ser dono da metade do produto que ele
não produziu e que realmente precisa que parcela dele apenas contribua para
sustentar as suas atividades institucionais do país, mas apenas em escala de
razoabilidade e racionalidade.
Na verdade, em se tratando de assunto da maior importância para o povo e
a nação, convém que os políticos e os próprios eleitores se mobilizem, em
conjunto, para discutirem fórmulas possíveis de redução de tributos sobre os
produtos brasileiros, à vista dos injustificáveis e inadmissíveis exagerados percentuais
referentes à cobrança de pesados tributos, levando-se em conta as
circunstâncias de arrocho nos bolsos dos contribuintes.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 24 de maio de 2026
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