sexta-feira, 29 de maio de 2026

Tributos brasileiros

 

Constitui verdadeira estupidez a lógica dos tributos no Brasil, por ser bem diferente de todos os demais países.

Em muitos países é costuma a cobrança de tributo principal sobre o consumo, enquanto aqui, o preço final é o resultado de verdadeira miscelânea de tributos acumulados ao longo da cadeia de produção e venda.

Nos outros países, os tributos variam entre 5% a 23%, enquanto no Brasil tem tributo em percentual que atinge 82%, mas a média fica em torno de 30% a 45%, conforme quadro que foi publicado na internet.

No Brasil, bebidas têm taxação extra pesadíssima, que pode chegar a 80%, mostrando que, no geral, o nosso sistema tributário é mais pesado do que nos demais países, devido ao efeito cascata de vários tributos somados.

O quadro comparativo de tributos mostra gritante disparidade dos percentuais referentes à cobrança por alguns países, que varia, no máximo, em 23%, enquanto a média nacional brasileira já é superior a 40%, chegando a tingir 82% do valor do produto.

É preciso que se reconheçamos a capacidade do Estado para arrecadar contribuição, impostos e tributos da sociedade, porque há a necessidade dos valores pertinentes para o custeio da máquina pública, cada vez mais sobrecarregada de ônus sociais, pela obrigação da prestação dos serviços essenciais oferecidos à população carente.

Não obstante, que se aplique os justos princípios da razoabilidade dos critérios de arrecadação compatíveis somente com a imposição legal e normal de se contribuir com o Estado, sem a monstruosidade que se verifica nos tributos aplicados no Brasil, em que todos os índices estão absurdamente nas alturas, não tendo, em nenhum caso, absolutamente nada que consiga justificar percentuais superiores a 40%.

Isso significa quase a metade do valor do produto, que é algo descomunal e inexplicável, quando o Estado passa a ser dono da metade do produto que ele não produziu e que realmente precisa que parcela dele apenas contribua para sustentar as suas atividades institucionais do país, mas apenas em escala de razoabilidade e racionalidade.

Na verdade, em se tratando de assunto da maior importância para o povo e a nação, convém que os políticos e os próprios eleitores se mobilizem, em conjunto, para discutirem fórmulas possíveis de redução de tributos sobre os produtos brasileiros, à vista dos injustificáveis e inadmissíveis exagerados percentuais referentes à cobrança de pesados tributos, levando-se em conta as circunstâncias de arrocho nos bolsos dos contribuintes.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 24 de maio de 2026

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