Assim como o apóstolo Paulo nos ensina que há diversidade de dons, mas o
espírito é o mesmo, enquanto a reflexão de Jung nos lembra que o agir de Deus é
personalizado para cada pessoa.
Há o ensinamento segundo o qual o sapato que serve a uma pessoa pode
apertar o pé de outro, pois o Senhor não nos guia por fôrmas humanas, mas
conhece profundamente a estrutura e as necessidades de cada coração.
É verdade de o mesmo sapato não vai caber nos pés de todos os homens e
isso tem a importância de se compreender que a natureza é perfeita em permitir
que cada criatura tenha condições de discernir diferentemente os assuntos da
vida, segundo as suas variadas opções, à vista das suas conveniências e isso
condiz com a evolução natural da humanidade.
É possível se imaginar que há única receita universal para todos os
casos da vida, que é o caminho da justiça e da verdade, tendo por propósito a
construção do bem comum da sociedade, em que todos sejam igualmente
beneficiados com o emprego dos princípios da compreensão, da caridade, da
bondade, da compaixão e do amor.
Princípios esses que foram instituídos e defendidos largamente pelo
Mestre Jesus Cristo, na sua luta gloriosa de salvação da humanidade, que
culminou com o seu martírio da crucificação e da morte e posterior
ressuscitamento, por obra dos mistérios celestiais.
Então, pouco importa se o mesmo sapato vai servir para todos os homens,
porque o verdadeiro caminho a ser percorrido depende da boa vontade dos homens,
desde que eles aceitem que os seus corações sejam inspirados pelos princípios
salutares da tolerância, da compreensão, da caridade, da união e do amor, como
forma de facilitação da construção do bem comum da humanidade.
Brasília, em 10 de maio de 2026
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