sexta-feira, 29 de maio de 2026

O bem comum

 

Assim como o apóstolo Paulo nos ensina que há diversidade de dons, mas o espírito é o mesmo, enquanto a reflexão de Jung nos lembra que o agir de Deus é personalizado para cada pessoa.

Há o ensinamento segundo o qual o sapato que serve a uma pessoa pode apertar o pé de outro, pois o Senhor não nos guia por fôrmas humanas, mas conhece profundamente a estrutura e as necessidades de cada coração.

É verdade de o mesmo sapato não vai caber nos pés de todos os homens e isso tem a importância de se compreender que a natureza é perfeita em permitir que cada criatura tenha condições de discernir diferentemente os assuntos da vida, segundo as suas variadas opções, à vista das suas conveniências e isso condiz com a evolução natural da humanidade.

É possível se imaginar que há única receita universal para todos os casos da vida, que é o caminho da justiça e da verdade, tendo por propósito a construção do bem comum da sociedade, em que todos sejam igualmente beneficiados com o emprego dos princípios da compreensão, da caridade, da bondade, da compaixão e do amor.

Princípios esses que foram instituídos e defendidos largamente pelo Mestre Jesus Cristo, na sua luta gloriosa de salvação da humanidade, que culminou com o seu martírio da crucificação e da morte e posterior ressuscitamento, por obra dos mistérios celestiais.

Então, pouco importa se o mesmo sapato vai servir para todos os homens, porque o verdadeiro caminho a ser percorrido depende da boa vontade dos homens, desde que eles aceitem que os seus corações sejam inspirados pelos princípios salutares da tolerância, da compreensão, da caridade, da união e do amor, como forma de facilitação da construção do bem comum da humanidade.

Brasília, em 10 de maio de 2026

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