sexta-feira, 29 de maio de 2026

Hone3stidade

 

Em mensagem que circula na internet, alguém sugere que os brasileiros se manifestem dizendo se o último ex-presidente do país é honesto ou não.

A horrorosa situação da perda dos direitos políticos e da privacidade do ex-presidente do país mostra que não basta só a presunção de honestidade, em que pese ele ter se associado, em forma de aliança de gestão com o grupo fisiológico chamado Centrão, para ficar imune à desonestidade.

Isso porque o fator preponderante em tudo acontecido foi, induvidosamente, o entendimento segundo o qual ele seria golpista, diante das suas atitudes de intolerância, principalmente na forma mais explícita de agressão a integrantes de outro poder da República.

Sobre esse ângulo, isso sim é algo que teve efeito devastador para condená-lo aos piores sentimentos de segregação política, tal e qual como ele se encontra na atualidade, totalmente alijado das atividades públicas.

É possível que os atos de desonestidade não tivessem tanta representatividade a intolerância  à civilidade, salvo uma punição aqui e acolá, de menor gravidade, mas a intransigência comportamental teve, queira ou não, o condão de macular terrivelmente a sua índole de homem público, à vista da interpretação de que isso tem peso vital contra a existência do Estado Democrático de Direito, como tal assim considerado a pérola que simboliza a grandeza intocável da nação, mesmo que isso sirva apenas para justificar as medidas adotadas contra o principal político da oposição.

Ou seja, de nada adianta se alegar comportamento de honestidade perante a vida pública, quando nada disso tem interesse na avaliação dos fatores que pesam para a definição sobre a sua influência nos destinos do Brasil.

Isso nunca foi dito nem vai ser declarado, mas se o ex-presidente do país tivesse sido fiel à cartilha que estabelece as funções do chefe do Executivo, sem se imiscuir na competência de outro poder da República, a sua situação teria seguido o curso normal, inclusive com a tranquila reeleição no cargo e a continuidade da sua gestão, pois não haveria motivo algum para a mudança de rumo de nada, diante da normalidade predominante.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 4 de maio de 2026

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