Em mensagem que circula na internet, alguém
sugere que os brasileiros se manifestem dizendo se o último ex-presidente do
país é honesto ou não.
A horrorosa situação da perda dos direitos
políticos e da privacidade do ex-presidente do país mostra que não basta só a
presunção de honestidade, em que pese ele ter se associado, em forma de aliança
de gestão com o grupo fisiológico chamado Centrão, para ficar imune à
desonestidade.
Isso porque o fator preponderante em tudo
acontecido foi, induvidosamente, o entendimento segundo o qual ele seria
golpista, diante das suas atitudes de intolerância, principalmente na forma
mais explícita de agressão a integrantes de outro poder da República.
Sobre esse ângulo, isso sim é algo que teve
efeito devastador para condená-lo aos piores sentimentos de segregação
política, tal e qual como ele se encontra na atualidade, totalmente alijado das
atividades públicas.
É possível que os atos de desonestidade não
tivessem tanta representatividade a intolerância à civilidade, salvo uma punição aqui e acolá,
de menor gravidade, mas a intransigência comportamental teve, queira ou não, o
condão de macular terrivelmente a sua índole de homem público, à vista da
interpretação de que isso tem peso vital contra a existência do Estado
Democrático de Direito, como tal assim considerado a pérola que simboliza a
grandeza intocável da nação, mesmo que isso sirva apenas para justificar as
medidas adotadas contra o principal político da oposição.
Ou seja, de nada adianta se alegar
comportamento de honestidade perante a vida pública, quando nada disso tem
interesse na avaliação dos fatores que pesam para a definição sobre a sua
influência nos destinos do Brasil.
Isso nunca foi dito nem vai ser declarado,
mas se o ex-presidente do país tivesse sido fiel à cartilha que estabelece as
funções do chefe do Executivo, sem se imiscuir na competência de outro poder da
República, a sua situação teria seguido o curso normal, inclusive com a
tranquila reeleição no cargo e a continuidade da sua gestão, pois não haveria
motivo algum para a mudança de rumo de nada, diante da normalidade
predominante.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 4 de maio de 2026
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