sexta-feira, 29 de maio de 2026

Dignificação social

 

O ex-governador de Minas Gerais, que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou a pretensão de endurecer as regras de programas de transferência de renda e condicionar a manutenção de benefícios sociais à aceitação de empregos formais pelos beneficiários.

Ele disse que os "Programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Mas sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo para os marmanjões. Estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis. Eu vou em cidades do interior do Brasil inteiro e vejo a mesma coisa: vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, que prefere receber o auxílio governamental".

Os auxílios financeiros do governo fazem parte da mediocridade predominante de quem imagina que essa é a única forma de governar, sem a menor iniciativa sobre a criação de programas capazes de incentivar e fomentar o desenvolvimento, por meio da geração de emprego e da qualificação da mão de obra.

Enquanto se permitir a mediocridade na gestão pública, que somente visa à manutenção no poder, com a exploração precisamente dos recursos para o suposto beneficiamento da classe empobrecida, por meio de substanciais empregos de recursos públicos praticamente jogados nas valas da incompetência administrativa, em razão de nunca resolver os bolsões de miséria do povo.

Na verdade, a tendência é aumentarem as desigualdades sociais, com o incremento da falta de mão obra e comodismo das pessoas assistidas.

Com a identificação das principais degenerações sociais, à vista da deformidade crônica causada pelo próprio governo, o próximo presidente do país tem especial dever de cuidar da implantação de programa de governo que possa desenvolver o incentivo à produtividade e ao progresso regionalizado, por meio de incentivo à industrialização e ao emprego.

Isso tem por objetivo à valorização da dignidade humana, em que os programas de ajuda financeira do governo passem a ser apenas instrumento de apoio às famílias verdadeiramente carentes e não como indecente moeda de troca eleitoreira.

Trata-se da premência da implantação de programa de qualidade de vida que os brasileiros precisam apoiar, como forma de valorização do ser humano e de desprezo à vergonhosa mediocridade administrativa predominante no Brasil, por políticos inescrupulosos e aproveitadores, que estão interessados exclusivamente nas benesses do poder, com o voto recebido em recompensa dos programas oficiais assistencialistas.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 5 de maio de 2026

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