sexta-feira, 10 de junho de 2022

Desumanidade?

 

Vem circulando nas redes sociais imagem grotesca de um jumento encimado pelo presidente da República, sob a mensagem de que os seguidores dos dois principais candidatos à corrida presidencial ficam discutindo e digladiando inutilmente, enquanto os candidatos estão passeando à vontade, evidentemente que a imagem do animal representa o outro candidato.

Como não poderia diferente, com todo respeito a quem pensa em sentido contrário, essa triste ideia diverge de quem professa os princípios cristãos, sob a égide do verdadeiro amor ao próximo, na saudável forma do sublime ensinamento disseminado por Jesus Cristo, de que amai ao próximo como a si mesmo.

Convém que se tenha sensibilidade humana para não aceitar gesto visivelmente de deboche e gozação ao ser humano, por mais desprezível que se possa imaginar que alguém possa ser, porque isso não condiz com o respeito mútuo que precisa coexistir no âmbito da sociedade evoluída e civilizada.

Não há a menor dúvida de que isso constitui verdadeiro desrespeito ao ser humano, cujo envolvido até pode ser normalmente tratado como inimigo político, mas isso não dar o direito a ninguém de tratá-lo com desdém ou desrespeito, até mesmo sob a forma representada como animal, que é o caso da caricatura, absolutamente imprópria, no atual contexto político, de bastante disputa.

Essa forma de tratamento não faz o menor sentido, à vista de que a imagem que foi apresentada traduz, em si, visível indelicadeza e só demonstra irracionalidade por parte de seus autores e compartilhadores, por mostrarem algo que não se compadece com a realidade da vida, quando o verdadeiro propósito é mesmo o de ridicularização do ser humano e nada mais, tendo como objetivo forma desnecessária de sarcasmo político, que somente contribui para o empobrecimento do embate político-eleitoral.

Fica o sentimento de que essa maneira aborrível de compreensão humana procura alimentar situação que somente serve para tornar o ser humano mais insensível e menos compreensível para com o seu semelhante, não importando a índole de quem quer que seja, porque isso só contribui para a geração de rixas, desentendimento e disputas desnecessárias, que não levam senão ao estremecimento das relações sociais, em prejuízo do anseio do progresso da humanidade.

É preciso se atentar para o fato de que, ao homem foi concedido o livre-arbítrio para agir livremente, na sua trajetória de vida, podendo inclusive resultar práticas viciadas, porque elas são inevitáveis também na política, evidentemente em contrariedade aos salutares princípios civilizatórios, por meio de condutas recrimináveis pela sociedade, porém esta não tem a incumbência senão a corrigir-se a si própria, sabendo que existem os mecanismos incumbidos para o exercício desse mister, com relação àqueles cometerem crimes.   

Há esperança de que Deus fortaleça o amor das pessoas, para que seus corações consigam acomodar o real sentimento de acolhimento ao próximo, na compreensão de que nenhuma fraqueza humana possa ser compensada com o escárnio nem a gozação desumanos, apenas em troca do ódio e do rancor, porque nada disso serve para o anteparo ou o saneamento das deficiências humanas.  

É evidente que esse é o pensamento de quem defende o respeito entre os homens, no sentido de que não é justo querer para os outros aquilo que não se deseja para si, ou seja, é preciso que haja compreensão no sentido de que prevaleça o respeito mútuo, como forma de preservação da integridade do ser humano.

Brasília, em 10 de junho de 2022

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Publicação do meu 60º livro

 

Meu coração se alegra com a notícia sobre a conclusão de mais um livro, que representa a minha sexagésima obra literária e se junta à minha já volumosa coleção de livros, cujo acontecimento constitui motivação mui especial para o acréscimo de saudáveis energias que alimentam minhas fontes criativas e inspiradoras, posto que careço delas para dar continuidade às maravilhosas atividades de escrever textos sobre os fatos da vida.

Dando continuidade ao prazeroso sentimento de homenagear valorosos personagens ou entidades, com a modéstia dedicatória de meus livros, ante a relevância de pessoas, fatos ou instituições especiais e queridos, tenho o enorme prazer de trazer à lembrança, desta feita, de um dos mais festejados prefeitos de Uiraúna, Paraíba, que faz parte da história da cidade, como gestor público que se dedicou, com muitos amor, carinho e devoção, aos interesses do povo dessa cidade.

Refiro-me ao ilustre cidadão Antônio Maurílio de Aquino, que merece ser homenageado com elevadas honrarias, em razão da sua importância para Uiraúna, porque a sua obra, como administrador público, foi realmente excepcional, quando ele se houve como aquele paizão que tentava resolver as causas de povo carente de assistência do Estado, em especial nos momentos mais delicados das secas, onde havia fartura de necessidades e escassez de recursos públicos.

Essa singela homenagem prestigia a figura de homem público de maior boa bondade no coração, que era capaz de se sensibilizar com as causas sociais e se interessar para o seu saneamento, da melhor maneira possível, como assim foi feito nas suas gestões como prefeito de Uiraúna, que tem o povo como testemunha de seus nobre atos de amor ao próximo.

A fotografia da capa do livro é de majestoso flagrante de vista panorâmica de área do sítio Olho D’água Seco – Uiraúna, Paraíba, que mostra um pouco da encantadora beleza oferecida pela rica natureza da região.  

Transcrevo, a seguir, a dedicatória que faço com bastante satisfação, em homenagem a importante homem público, que merece também a admiração do povo de Uiraúna, cujo livro se engrandece com esse meu gesto de carinho.

                                               “DEDICATÓRIA

É com muito prazer que dedico este livro ao ilustre cidadão Antônio  Maurílio de Aquino (in memoriam), como forma de reconhecimento por seu importante trabalho vocacionado ao engrandecimento dos princípios humanitários, tendo se tornado um dos maiores prefeitos que o Sertão da Paraíba já conheceu, a exemplo do seu trabalho à frente do Município de Uiraúna.

Antônio Aquino passou para a história como o símbolo mais autêntico do político sem vaidade, mesmo exercendo tão relevante cargo municipal, porque as suas simplicidade e humildade se confundiam com o próprio povo, somente se distinguindo dele por força da necessária ostentação ínsita do poder de representar a todos, como principal homem público da cidade, que ele tanto amou como se tivesse nascido em Uiraúna.

Esse cidadão foi tão querido pelo povo do município que ele conseguiu alcançar, a um só tempo, dois importantes recordes, que dificilmente serão superados, por ocasião do pleito referente ao seu segundo mandato, quando ele se elegeu com 79,38% dos votos válidos, contabilizando a diferença de votos sobre o seu oponente de nada mais, nada menos, 3.531 votos.

Antônio Aquino exerceu o importante cargo de prefeito de Uiraúna, por dois mandatos, compreendendo os períodos de 31 de janeiro de 1969 a 30 de janeiro de 1973 e de 31 de janeiro de 1977 a 30 de janeiro de 1983, sempre merecendo a aclamação e os aplausos de seus eleitores, diante de gestão pública eminentemente popular, com a realização de monumentais obras voltadas para o beneficiamento da população, que sempre mereceu espaço prioritário na sua agenda de trabalho.

Ou seja, em termos de serventia ao povo, é bem possível que poucos homens públicos tenham sido tão populares como foi Antônio Aquino, conforme mostram os resultados das urnas, uma vez que ficou o registro segundo o qual, depois dele, a segunda maior diferença entre candidatos foi de 1.574 votos, menos da metade do número alcançado por ele, que foi obtida pelo candidato João Bosco Nonato Fernandes, no seu terceiro mandato, ficando patente o carisma daquele gigante e prestigiado homem público junto aos eleitores uiraunenses.  

 Antônio Aquino, sob os aspectos político-administrativos, merece ser estudado com especiais atenção e carinho, uma vez que ele é dos poucos políticos brasileiros que entraram ricos na prefeitura e saíram pobres dela, ao contrário da maioria dos homens públicos, que inicia a carreira política puxando a carrocinha, com o cachorrinho dentro dela, e logo, em pouco tempo, eles passam a ser proprietários de fazenda, carro importado, mansão ou luxuoso imóvel na capital, entre outros valores aplicados em bancos, cuja origem jamais há prestação de contas aos eleitores e isso é fato incontestável, na realidade.

Essa assertiva se comprova pelo fato de que ele foi obrigado a enfrentar sérios períodos de incrementes secas, nas suas gestões, cujas consequências das estiagens eram o aumento da pobreza e da fome das pessoas, que o obrigavam a dispor de recursos próprios para o imediato socorro às famílias famintas, à míngua de recursos públicos para o atendimento às necessidades emergenciais da população carente.

Vejam-se que as medidas adotadas por Antônio Aquino podem ter sido vislumbres de formas de provação e providenciamento próprios das obras de Deus, que cuidou de colocar à frente da prefeitura de Uiraúna a pessoa certa, no momento certo, justamente para que fosse possível o imediato socorro, com alimentos e outros mantimentos indispensáveis à sobrevivência humana, aos filhos do Criador, notoriamente carentes do apoio financeiro do Estado.

Essa forma genial de gestão pública precisa sim ser enfatizada e aplaudida, para que o seu magnífico e histórico modelo de homem público possa ser conhecido e disseminado para a atual geração, porque ela mostra que é possível se fazer política pública apenas com os propósitos normais da prestação dos serviços públicos de incumbência do Estado, sem necessidade alguma da obtenção de vantagens ou aproveitamento pessoais das coisas públicas, em benefício indevido, como tem sido a praxe da verve intrínseca de muitos homens públicos, da atualidade.

Além das magnificas obras sociais realizadas na gestão de Antônio Aquino, há registro de que ele fez administração profícua e produtiva em outros importantes setores, a exemplo de calçamento de ruas, da construção da lavanderia pública, de diversas escolas ou grupos em áreas rurais do município, do posto, que funciona o centro de saúde, do açougue público, da rodoviária, do estádio municipal, que ostenta o seu nome, entre outras obras de saneamento básico e infraestrutura, necessárias ao benefício da população, nas quais estavam presentes as marcas indeléveis da regularidade, da honestidade e da dignidade, observados os princípios da seriedade e do atendimento do interesse público.

Na verdade, à luz do que realmente aconteceu nas gestões de Antônio Aquino, restou o sentimento de que a simplicidade e a humildade de homem do povo, como ele sempre foi, se transformaram em verdadeiro exemplo para a humanidade, no sentido de que não é preciso ter muitos conhecimentos nem de doutorado, senão da experiência do quotidiano da vida pacata e serena como a dele, para a realização do extraordinário conjunto de benefícios sociais, do que, em síntese, representou a sua administração, que se notabilizou pela perene construção da importante edificação dos princípios do bem e do amor ao próximo.

Acredita-se que a intrínseca vocação natural pelo culto da humildade seja responsável pela inabalável dedicação à prática do bem ao seu semelhante, porque Antônio Aquino foi sinônimo de quem somente quis a felicidade das pessoas, quando decidiu aceitar ser mensageiro de Deus, em tão importante carreira na política, que nunca havia sido entre as suas lides, porque ele sempre cuidou dos negócios voltados para o transporte de cargas.

Fora de dúvidas, o povo de Uiraúna foi privilegiado e prestigiado  com as gestões de Antônio Aquino, que conseguiu colocar o já relevante cargo de prefeito em patamar muitíssimo elevado, ante à realização de obras que se transformaram na dignidade do povo de Uiraúna, cujo legado precisa ser resgato, porque ele foi muito importante para a história do município.

Com relação às gestões do prefeito Antônio Maurílio de Aquino, que até poderiam ter sido conhecidas pelo slogan “AMA”, havia forte tendência para compreendê-las com base na inspiração vinda do coração, conquanto os demais agentes públicos sempre tenham tendência de agir sob o instinto da mente, visando fins estritamente políticos, diferentemente da imaginação dele, que objetivava a exclusiva satisfação do bem comum.   

É com alegria no coração que homenageio, por meio de mera dedicatória de livro, o ex-prefeito Antônio Maurílio de Aquino, que se eternizou como o modelar prefeito de Uiraúna que reinou como autêntico gestor público, tendo como lema ser escravo e defensor do povo, para quem ele se dedicou enquanto esteve no cargo, sempre sob a égide do desinteresse, da correção dos negócios públicos e do desapego aos holofotes do poder, que também não se incomodou em ver diminuído o seu patrimônio, enquanto cumpria a mais relevante missão de ser fiel discípulo de Jesus Cristo, no sentido de fazer o bem sem olhar para quem.  

Certamente que fico bastante honrado, com o coração em festa, em puder registrar aqui o tanto da minha admiração por homem público que foi certamente o símbolo do trabalho, da justiça social, da honradez e da dignidade, cuja memória precisa ser lembrada e resgatada pelo povo de Uiraúna, para quem ele ofereceu o melhor de seus atributos.

Dedico meus aplausos e preitos de reconhecimento e gratidão ao saudoso e bonachão cidadão Antônio Maurílio de Aquino, por sua demonstração de infinito amor ao povo de Uiraúna, que certamente é também muito grato a ele, por seu excelente trabalho como formidável cidadão e especial gestor público.”.

Brasília, em 9 de junho de 2022

A

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Falas ao vento?

Muito se critica a participação de dois ministros do Supremo Tribunal Federal, em congresso nos Estados Unidos da América, onde eles disseram horrores contra o presidente do Brasil, inclusive o chamando de inimigo, em clara afronta aos princípios constitucionais e desrespeito à autoridade da República.

Além disso, os referidos ministros abusam e desrespeitam os princípios constitucionais, no exercício de seus cargos, ao decidirem, em diversos casos, em dissonância com os princípios republicano e democrático. 

A única maneira de enfrentar os ministro onipotentes do Supremo seria por meio da autoridade do chefe do Executivo.

Não na forma descontrolada e estabanada como o presidente do país costuma fazer, apenas demonstrando falta de controle emocional, com emprego de críticas e agressões contra ministros do Supremo, para tentar agradar o pessoal do "cercadinho" de idólatras seguidores dele.

Era preciso que ele evitasse se comportar fora da cartilha presidencial, se manifestando absolutamente quando for necessário e agisse com a devida competência, nos limites do seu dever constitucional, em defesa da verdade e do interesse público.

Se ele tivesse o mínimo de sensibilidade administrativa, sempre teria contestado todas ações e decisões absurdas e abusivas emanadas pelo Supremo, procurando contestá-las por meio de argumentos vernaculares jurídicos muito bem concatenados, mostrando, caso a caso, as falhas e as distorções daquelas decisões, exclusivamente à luz dos princípios constitucionais, sem necessidade de agressões, conforme ele costuma fazer, sem qualquer efeito prático.

É evidente que ele precisaria dar ciência disso aos brasileiros, por dever de transparência, mas exclusivamente pelo canal oficial, sem necessidade de ele precisar fazer o papel de comunicador da corte, para agradar seus apoiadores, que sempre o aplaudem com efusão.

Como o presidente do país já demonstrou ter enorme dificuldade para o exercício do seu cargo, senão ele já teria procurado criar mecanismo capaz de coibir que os ministros do Supremo abusem da autoridade, decidindo, em muitas situações, com possível interferência na competência do Executivo, com reflexos prejudiciais aos interesses do Brasil, na forma de decisões e medidas em dissonância com os princípios constitucional e legal.

Conviria que o presidente da República tivesse a consciência sobre a sua verdadeira função de defesa do Estado brasileiro, de modo a entender o real sentido do seu poder, em condições de combater os abusos do Supremo Tribunal Federal, por meio de medidas legislativas apropriadas, visando pôr freios às indevidas e frequentes investidas daquela corte, no sentido de limitar as ações de outro poder da República.

Na verdade, embora os fanáticos seguidores do presidente do país considerem lindas as reiteradas críticas e agressões aos ministros do Supremo, isso só demonstra fragilidade e incompetência administrativa, quando ele fica perdendo tempo jogando conversa fora e cuidando de algo que não leva a absolutamente nada.

À toda evidência, seria benéfica para o aperfeiçoamento funcional e proveitosa para o país, a adoção de medidas constitucionais efetivas, objetivando especificar, com muita clareza e eficiência, as situações em que os ministros podem incorrer em crime funcional, nos casos em que os seus atos e decisões não estejam alinhadas com o balizamento do ordenamento jurídico-constitucional, ou seja, fora das condicionantes constitucionais, caso em que eles passariam a responder a processo por abuso de poder, com possibilidade da perda do cargo, em sendo, por fim,  configurado o desvio funcional.

A despeito disso, fica evidente que as manifestações de apoio ao presidente são formas absurdas de conspiração à continuidade do processo de desmoralização dessa autoridade, que adere praticamente em apoio às práticas abusivas de ministros do Supremo, quando nada faz de efetivo para combatê-los, por meio das medidas necessárias, que estão ao alcance do chefe do Executivo.

Ao contrário das medidas contendo limites aos abusos, é evidente que os ministros do Supremo não terão o menor receio em continuar praticando os mais absurdos desatinos no exercício de seus cargos, graças à consciência segura da impunidade, diante do abuso de autoridade, em verdadeiro afronta aos ditames constitucionais, exatamente à vista da inexistência de impeditivo legal, cuja consequência é a completa desmoralização do Executivo, que se omite quanto ao seu dever institucional de defesa do Estado, por conta da indiscutível incompetência administrativa.

        Brasília, em 8 de junho de 2022 

terça-feira, 7 de junho de 2022

Indignidade?

 

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a fotografia do presidente da República, acompanhada de mensagem vazada nos seguintes termos: “BRASIL NÃO QUER BOLSONARO. Pesquisa Datafolha mostra que 55% dos brasileiros não irão votar no genocida de jeito nenhum. É o maior índice de rejeição entre todos os candidatos.”.

Os antibrasileiros que compartilham e disseminam notícias sem fundamento, como essa da mensagem em referência, mentem redondamente para si e para os ingênuos que acreditam em inverdades, que diz, precisamente, o seguinte"... que 55% dos brasileiros não irão votar no..." presidente do país, tendo por base pesquisa realizada pelo Datafolha.

 Nunca, em momento algum da história das eleições brasileiras ou fora delas, os institutos de pesquisas, nem mesmo esse aí, que é um dos mais famosos do Brasil, que recentemente foi flagrado fazendo pesquisa na porta da cadeia, conforme vídeo que circula nas redes sociais, fizeram consulta eleitoral dos 100% dos brasileiros, como assim caracteriza a notícia mentirosa e extremamente tendenciosa, evidentemente procurando prejudicar a imagem do adversário político.

               Normalmente, o Datafolha pesquisa pouco mais de 2 mil pessoas, que nem se sabe se elas são realmente eleitoras, como assim dever ser feita a consulta, mas isso nem é informado, conquanto 55% de pouco mais de 2 mil pessoas, no máximo, se chegariam a pouco mais 1.100 ouvintes.

Esses gatos pingados não têm representatividade para legitimar coisíssima alguma, em termos de preferência de voto, por significar apenas infinitésima parcela dos 215 milhões de brasileiros e isso e somente isso é mais do que suficiente para mostrar que alguém não tem vergonha na cara para ficar propagando mentiras, mostrando falta de personalidade política, com a exclusiva finalidade, certamente, de tentar beneficiar indevidamente algum candidato.

A verdade é que a campanha eleitoral precisa ser tratada com bastante seriedade, em respeito aos brasileiros honrados, mas nem isso os aproveitadores da ingenuidade do eleitor respeitam, em claro desrespeito aos princípios de cidadania e civilidade.

Convém que as pessoas, não importando a sua ideologia político-partidária, sejam conscienciosas, no sentido de somente divulgar informações, no caso específico de preferência eleitoral, tendo por base somente a verdade sobre elas, porque, agindo assim, é forma muito evidente de respeito aos eleitores, além de se contribuir para o aperfeiçoamento do sistema democrático do Brasil.

Brasília, em 11 de maio de 2022

Apelo à dignidade do voto

 

Um vídeo, que circula nas redes sociais, mostra a fotografia do principal líder da oposição, que é pré-candidato à Presidência da República, que vem acompanhada da seguinte indagação: “Vc Daria Seu Voto Para Nósso Lula?”.

Na verdade, quem chama esse cidadão de nosso, certamente não ama o Brasil, exatamente por apoiar político que foi incapaz de limpar seu nome na Justiça, fato este que é absolutamente incompatível com o desejo de representar, politicamente, os brasileiros honrados e dignos, que não comungam, de forma alguma, com malfeitos na gestão pública, a exemplo dos escândalos criminosos do mensalão e do petrolão, todos acontecidos no governo dele, que não teve mínima dignidade, como fazem os homens públicos de verdade, de assumir seus atos notoriamente irregulares, todos investigados e confirmados pela Justiça brasileira.

É inacreditável como ainda tem gente que consegue apoiar político com índole extremamente suspeita, pelo menos, até ele conseguir limpar seu nome na Justiça, diante de várias denúncias sob prática de suspeitas de malversação de recursos públicos ali tramitando, dando conta de que ele se beneficiou de dinheiro sujo, por meio do recebimento de propinas, à vista dos fatos investigados, por conta dos quais ele foi condenado à prisão, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

É bastante vergonhoso que brasileiro seja capaz de defender político nessas condições, logo, pasmem, para presidir o Brasil, quando ele é totalmente incapaz de satisfazer aos requisitos de conduta ilibada e idoneidade moral, que são exigências legais para o exercício de cargo público eletivo, quanto mais em se tratando de presidente da República, onde o seu titular precisa ser exemplo de honradez, moralidade e maculabilidade na vida pública, que são princípios inalienáveis de todos os homens públicos.

É lamentável que as pessoas prefiram defender a ideologia político-partidária, em detrimento do verdadeiro amor à pátria, ao Brasil, que está acima de tudo e de todos, no sentido de que a sua dignidade precisa ser preservada no que se refere ao seu comando, cujo titular não pode, em hipótese alguma, ter qualquer mácula na vida pública, porque isso condiz também com a honra e os sentimentos dos brasileiros, em se tratando de representação política.

Por esses motivos, os brasileiros que têm vergonha na cara jamais votariam em candidato que não representa a verdadeira imagem da sociedade honrada e honesta, porque é o mínimo de respeito que precisa existir e prevalecer em um país sério, civilizado e evoluído, em termos de democracia de qualidade.

Brasília, em 7 de junho de 2022

Miséria do socialismo?

 

Vem circulando nas redes sociais vídeo com reportagem segundo a qual a Venezuela se encontra atolada em plena precariedade econômica e humanitária, em que o povo vem ficando cada vez mais pobre e sacrificado em razão da escassez generalizada de alimentos e gêneros de primeira necessidade.

A reportagem revela ligeira amostra da precária situação daquele país, conforme o seguinte excerto da publicação: “A Venezuela vai terminar o ano como o país mais pobre das américas, arrolado por uma grave crise humanitária. A infração desde o início do ano passa dos 500%. (...) De 4ª economia do mundo, nos anos cinquenta, e dono da maior reserva de petróleo do planeta (na verdade, ela é a quarta reserva) para a nação mais pobre das américas. É assim a realidade da Venezuela. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o país está abaixo até mesmo do Haiti, um país devastado por terremotos, ciclones, violência e instabilidade política. O cálculo é feito com base no PIB per capita, ou seja, uma divisão de tudo o que o país produziu pelo número de habitantes. Cenário catastrófico que também foi revelado por uma pesquisa independente sobre a condição de vida do povo venezuelano, realizada entre fevereiro e abril deste ano. O levantamento mostra que, a cada 100 pessoas, 94 são pobres e 76 estão na extrema pobreza (...)”.

A pessoa amiga que me mandou o vídeo, demonstrando extrema preocupação com a situação caótica daquele país, fez a seguinte pergunta: “Será o nosso futuro próximo?”.

A precaríssima situação política, econômica e humanitária da Venezuela só comprova a célebre frase dita pelo então primeiro-ministro da Grã-Bretanha Winston Churchill, que afirmou, verbis: “O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja. Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria.”.   

À toda evidência, o futuro a Deus pertence, fato este que vale a afirmação de que tudo pode acontecer com o futuro do Brasil, evidentemente a depender muito do desempenho do atual presidente da República, que, por exemplo, foi bastante incompetente na condução da pior crise da saúde pública brasileira, nos últimos tempos.

Ele preferiu ser o principal ator protagonista do negativismo e de tudo o mais para mostrar o seu verdadeiro instinto de insensibilidade aos princípios humanitários, em clara demonstração de má vontade a tudo que se referia ao combate à Covid-19, salvo nos casos em que se fazia obrigatória a participação do Estado, como o repasse de recursos, que não poderia ser negado, por imposição constitucional.

A começar, ele exonerou dois ministros da Saúde e entendeu por bem de colocar no importante cargo, pasmem, um general, que desconhecia, por completo, os assuntos referentes à medicina e ao sanitarismo, mas tinha enorme vantagem de servir como “pau” mandado, apenas para cumprir as ordens do mandatário, inclusive para a implantação do protocolo médico conhecido pela receita da cloroquina, que não tinha aprovação da ciência e isso foi o motivo principal daquelas exonerações.

À toda evidência, a aludida nomeação foi demonstração da maior estupidez no gerenciamento da saúde pública, quando o país se encontrava totalmente atolado na intensa crise da pandemia do novo coronavírus.

Nem precisava ser entendedor de gestão pública, mas tudo aconselharia que o ideal seria a colocação naquela pasta da maior autoridade do país, com renomados conhecimentos e experiências naquelas áreas, justamente para que o ministro tivesse plenas condições de independência e autonomia para adotar as melhores e mais apropriadas políticas de combate ao vírus, que estavam matando brasileiros a roldo.

Mesmo diante do caos instalado na condução da saúde pública, por sua vontade pessoal, o presidente do país ainda teve a indelicadeza de dizer que não era coveiro, em forma de desdenho à tragédia que infernizava a vida dos brasileiros, que chegaram a ser chamados de maricas, por temerem sair de casa, evidentemente com medo do vírus.

A insensatez chegou ao auge de o presidente do país se indispor com os governadores, em forma de críticas e agressões, somente, pasmem, porque estes passaram a administrar as políticas de isolamento social, em defesa da vida, no sentido de proteção das pessoas, como forma de se evitar aglomerações e maior incidência do vírus e das mortes, mas o mandatário estava preocupado exclusivamente com a vida da economia, que foi eleita como prioritária para a mente dele, mostrando nenhum valor à vida humana.

Nesse particular, até hoje há críticas do presidente do país aos isolamentos, em total desprezo à quantidade de preciosas vidas que certamente foram salvas com essas importantes medidas preventivas, cujas vidas, se perdidas, jamais seriam recuperadas, em que pese a acentuada queda da economia, certamente com prejuízos ao emprego e aos resultados econômicos, o que são fatos, mas o desempenho econômico pode perfeitamente ser restaurado com a continuidade dos tempos, conquanto nada disso foi sopesado, em nome e em defesa das vidas humanas, que, enfim, são muito mais importantes do que a economia.  

O certo mesmo era que o presidente do país gostava de desafiar e contrariar as orientações médicas e sanitárias, mostrando que era forte e destemido, enquanto isso as mortes aconteciam em velocidade galopante, de maneira incontrolavelmente estarrecedora, mas isso nunca foi motivo de preocupação do governo, que apenas fazia o que fosse necessário, quando uma pandemia exige todas as formas de mobilização da sociedade para o combate agressivo ao aterrorizador vírus.

A vacinação dos brasileiros somente começou a ser ministrada, no Brasil, quase um mês depois dos países comandados por governantes sensíveis aos princípios humanitários, cuja demora certamente pode ter contribuído para a motivação de quantidade incalculável de mortes, em razão disso, uma vez que o declínio da letalidade pela Covid-19, ocorreu logo imediatamente à imunização dos brasileiros, caindo de mais de quatro mil mortes diárias para menos de mil, evidentemente graças às vacinas.

Sem falar que ele chegou a dizer que a vacina tinha o condão de transformar o homem em jacaré, como forma de desestimular a população, além de tantas maldades protagonizadas por ele e tudo isso é fato do conhecimento dos brasileiros.

A verdade é que todo esse quadro de negativismo promovido pelo presidente do país tem agora custo elevadíssimo, porque o seu arraigado negativismo certamente foi preponderante para a incerteza sobre a sua reeleição, que não teria a menor dificuldade, caso ele tivesse agido apenas como verdadeiro estadista, procurando ser sensível às medidas de combate ao vírus, inclusive com mobilização da sociedade para o amplo e generalizado envolvimento no combate à pandemia, em claro cumprimento da sua missão institucional, sem necessidade alguma de propagandear o propalado negativismo.

Na verdade, a missão do estadista é apenas a de promover sempre o melhor para a proteção da sociedade, em estrita defesa do interesse público, mesmo que seus sentimentos pessoais sejam divergentes da sua obrigação institucional, porque as são distintas e inconfundíveis.

Infelizmente, o presidente do país se descuidou nesse particular, tendo contribuído para conspirar contra seus interesses e ainda facilitado o fornecimento de fartos elementos para o uso de seus opositores, que agora o qualificam até mesmo como genocida, exatamente diante do seu comportamento arredio às orientações médico-sanitárias.

A situação política do presidente do país é bastante preocupante e até desesperadora por parte dele, que corre o sério risco de perder a disputa presidencial para opositor que não tem o mínimo de dignidade moral para ser presidente do Brasil, por já ter sido condenado à prisão, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ante a impossibilidade de provar a sua inculpabilidade quanto aos fatos delituosos que são atribuídos a ele, diante da Justiça.

Sem dúvidas, esse cenário que se vislumbra sobre a real possibilidade de se perder eleição para político zerado, em termos de moralidade, sem a mínima qualificação de cidadania, representa o extremo do fracasso político do homem público, que é apenas avaliado pelo povo, em razão do seu próprio desempenho à frente do principal cargo do país.

No caso do presidente do país, chega a ser desolador o seu desempenho perante a sociedade, porque ele tem o domínio de todos os trunfos nas suas mãos, que é assegurado com a magia do poder, que permite a ele manejá-lo para a construção somente de maravilhas em benefício da sociedade, mas a sua cristalina desatenção administrativa o fez incapaz para o adequado enfrentamento dos problemas nacionais, permitindo que a rejeição ao seu desempenho possa contribuir para evitar a sua continuidade no cargo.

Enfim, caso o Brasil venha a passar para o comando da oposição, convém que seja atribuída a exclusiva culpa ao atual presidente da República, em consequência das negligências gerenciais no comando do país, conforme mostram os fatos ineficientes acontecidos no seu governo, que são facilmente enxergados por aqueles que ainda são imunes ao desgraçado viés ideológico, com a predominância do fanatismo político, que tem sido o câncer da atualidade.

Tudo indica que ser realista é torcer para que, no próximo pleito presidencial, ganhe o menos ruim dos dois candidatos que estão na liderança da corrida eleitoral, conforme indicam as precárias pesquisas pertinentes, mesmo na certeza de que o Brasil, com a sua grandeza continental, merece ser presidido por alguém que preencha os essenciais requisitos de moralidade, dignidade, competência, eficiência, sensibilidade, responsabilidade, entre outros conceitos inerentes à gestão pública compatíveis com o elevado padrão desejável para a condução dos interesses nacionais, evidentemente com embargo de autênticos e despudorados aproveitadores que ainda militam na política, apenas sedentos pelos poder e as suas benesses.

Enfim, é real e literalmente aterrorizante situação por que é obrigada a conviver os povos da Venezuela e, de resto, da população dos demais países governados sob a égide do nefando regime socialista/comunista, conforme o deplorável relato descrito cima, com detalhes indiscutivelmente chocantes e cinéreos, sob a análise e a avaliação de pessoas sensatas e sensíveis às causas humanitárias, diante da realidade político-administrativa vivida naquele país, que demonstra completa decadência de todos os princípios da gestão pública, em completo detrimento da dignidade da população, mas certamente em benefício da classe dominante.

A verdade é que as lideranças socialistas somente prometem maravilhas, especialmente em termos de igualdade social, antes da conquista do poder, mas, depois, vem o pagamento do voto com a verdadeira desgraça, mediante a implantação do império infernal, em forma das medidas generalizadas de restrição, em especial da perda dos direitos humanos e das liberdades individuais e democráticas, sob rigoroso controle de tudo, inclusive das propriedades particulares, dos valores e dos bens, que passam imediatamente para o domínio do Estado.

É preciso que os brasileiros tenham a garantia de que não há a menor possibilidade de o Brasil ser transformado em ditadura imperialista com o governo de direita ou de centro-direita, nas circunstanciais atuais, caso em que, do contrário, isso é tranquilo e absolutamente possível com a mudança de comando sob a direção da esquerda, que poderá ser coerente com as filosofias socialistas e adotar as práticas trogloditas, sanguinárias, cruéis, sanguinárias e desumanas desse desgraçado regime, em que a Venezuela serve de vitrine, como exemplo da degradação humanitária, com terríveis consequências para o povo em geral, com a ressalva, repita-se, para a classe dominante.  

Diante do exposto, apelam-se aos brasileiros para que se conscientizem, enquanto isso ainda é possível, quanto à possibilidade de o Brasil vir a se tornar uma República verdadeiramente  socialista, nos moldes da Venezuela, caso o candidato da esquerda mereça o apoio do seu voto, tendo também o cuidado de perceberem que as promessas maravilhosos dele não passam de reais engodos, porque está em jogo mesmo, atentem, é a conquista do poder, que depois poderá ser transformado em verdadeira ditadura imperialista e dominadora da população.     

Brasília, em 7 de junho de 2022

segunda-feira, 6 de junho de 2022

O candidato mais honesto?

 

Que não bastasse o poder Judiciário ter se encarregado de anular, sem justificativa nem motivação plausíveis, as condenações impostas por instâncias inferiores ao principal líder da oposição brasileira, inclusive diante da impossibilidade de apelação, por ser o Supremo Tribunal Federal a última instância da Justiça do país, o que já constitui o cúmulo da falta de respeito à dignidade da sociedade honrada.

Agora, para o espanto dos brasileiros sérios e respeitáveis, aparece resultado de pesquisa, realizada, pasmem, entre mil pessoas, sem a indicação da sua qualificação, como informações pessoais de idade, se elas são realmente eleitoras, além da falta da indicação das suas localidades, classe social etc., para terem condições mínimas sobre prestar informação de cunho relativo à honestidade dos candidatos presidenciáveis.

Pois bem, a nova pesquisa Idesp promoveu questionamento entre aquelas pessoas sobre quais “as características mais importantes para o próximo presidente do Brasil.”.

De acordo com esse levantamento, que foi publicado no último dia 3, a honestidade e a preocupação com as pessoas estão em primeiro lugar – e Lula (PT) é considerado o candidato que mais preenche esses requisitos.”.

Segundo esclarecimento prestado pela responsável pela pesquisa, na soma de “muito importante” e “importante”, o quesito referente à honestidade figurou com 97% dos consultados, enquanto a preocupação com as pessoas foi citada por 98% delas.  

Nessa mesma linha de questionamentos, outros atributos foram considerados importantes, a exemplo de competência, inteligência e equilíbrio.

Sem dúvidas, o mais incrível e até inacreditável, por se ser simplesmente estarrecedor revelado nessa pesquisa, o fato de que o líder das pesquisas de votos de eleitores, isto sim o político que não conseguiu provar a sua inocência perante a Justiça brasileira, aparece, conforme a empresa, como o mais honesto de todos os candidatos presidenciais e ainda o mais preocupado com as pessoas, o mais competente, o mais inteligente e o mais equilibrado, até mesmo do que o atual presidente da República, que o segue, em segundo colocado, na avaliação desses quesitos, fatos estes que mostram verdadeiro disparate, à luz da vida real.

Conforme a empresa da pesquisa, os eleitores foram questionados sobre qual dos candidatos tem mais cada característica em relação à honestidade?, cuja resposta foi: “o petista teve 35%, enquanto Bolsonaro teve 30%. Ciro apareceu com 11% e Simone Tebet com 6%.”.

No quesito que se refere à preocupação com as pessoas, a pesquisa diz que “a vantagem de Lula foi maior, com 45%; Bolsonaro teve 24%, Ciro 8% e Tebet 4%. O petista também é considerado o mais experiente, com 46%.”.

Ainda segundo a pesquisa em apreço, “A vantagem de Jair Bolsonaro é em relação a ter ‘pulso firme’. Enquanto 36% atribuem essa característica ao atual presidente, 33% associam a Lula.”.

A empresa Idesp esclarece que o levantamento foi feito entre 30 de maio e 1º de junho e foram ouvidas mil pessoas, por meio de entrevistas por telefone.

Em primeiro plano, convém que pesquisa possa avaliar questões da maior relevância para os interesses da sociedade, de modo que ela objetive a realização de fins bem definidos, sob seriedade, clareza e responsabilidade, tendo a confirmação sobre os dados pessoais dos entrevistados, se realmente eles são eleitores.

Por sua vez, é bem possível que somente no Brasil, empresa de pesquisa utilize consulta com tão somente mil pessoas para concluir sobre atributos da maior importância sobre candidatos presidenciais e isso ainda é divulgado como sendo resultado que expressa confiabilidade e capacidade para se atribuir convicção aos eleitores brasileiros.

Não obstante, causa estupefação e até assombro que empresa com o mínimo de seriedade profissional tenha a insensatez de divulgar pesquisa que contraria o todos os sentimentos de seriedade possíveis, quando se expõe como resultado de pesquisa situação fática contrária absolutamente incontestável.

Talvez somente no Brasil, uma pessoa que sequer tem condições de preencher os essenciais requisitos de conduta moral e idoneidade na vida pública, à vista do seu envolvimento nos deploráveis escândalos do mensalão e do petrolão, além das graves denúncias que tramitam na Justiça, com relação à possível participação em recebimento de propinas, tendo inclusive sido condenado à prisão, cuja parte dela foi cumprida, em razão da configuração dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, possa ser considerada o candidato presidencial mais honesto entre os demais?

É preciso ficar muito claro que o candidato eleito o mais honesto entre somente mil pessoas consultadas foi julgado por um juiz, que teria sido considerado incapaz para julgar, pelo Supremo, por mera interpretação pessoal, mas essa mesma corte máxima da Justiça não considerou incapazes os três desembargadores do Tribunal Regional de Justiça da 4ª Região e os cinco ministros do Tribunal Superior de Justiça, que julgaram, por unanimidade, os mesmos fatos pelos quais foram baseadas as sentenças judiciais anuladas de forma indevida e injusta, as quais, em princípio, têm presunção e força jurídicas para a confirmação das sentenças originais condenatórias à prisão, diante da falta de contestação plausível e válida.

À toda evidência, pesquisa nesse sentido não tem o menor cabimento, como instrumento político sério, quando se imagina que a sua finalidade seria de orientação quanto à normalidade política, de modo que o seu resultado pudesse refletir como elementos consistentes para a convicção dos eleitores.

Com base em pesquisa fajuta que procura distorcer claramente a verdade, os brasileiros precisam se conscientizar de que a verdadeira intenção dela não é exatamente informar a verdade, mas sim tentar desvirtuar situações, possivelmente em benefício de alguma causa escusa, em detrimento dos princípios da honestidade e da responsabilidade cívicas, quando o ideal deveria ser exatamente o contrário, como forma de se contribuir para o progresso da sociedade.

Essa avaliação pode ser considerada absolutamente fora de propósito, diante do parâmetro utilizado, em especial o principal de todos, o da honestidade, que, indiscutivelmente não condiz com a realidade, uma vez que o candidato preferido pela maioria das mil pessoas consultadas não o satisfaz quanto ao requisito sequer da moralidade, à vista do seu envolvimento com atos sob fortes suspeitas de irregularidades na sua gestão, que ele não se digna a assumir, embora eles tenham sido confirmados pelas investigações levadas a efeito pela competente Operação Lava-Jato, conforme mostram os fatos.

Na verdade, o resultado da presente pesquisa, como se pode notar, à toda evidência, só reflete a péssima qualidade política dos eleitores brasileiros, quando demonstram nenhuma preocupação com os atributos indispensáveis que todo candidato precisa ter, em termos de conduta ilibada e idoneidade na vida pública, porque a falta desse cuidado revela promiscuidade bastante prejudicial à grandeza do Brasil, que não merece ser presidente por pessoa revestida do manto da decadência moral, comprovadamente na vida pública.   

Enfim, compete à sociedade avaliar não o resultado da pesquisa, mas sim as suas reais intenções, porque, no presente caso, os fatos acenam para a realidade completamente divergente dos fatos verdadeiros, quando os atributos de honestidade são sempre inalienáveis e incontestáveis no tempo, o que não é exatamente o resultado refletido nessa questionável pesquisa, que tem viés nitidamente distorcido da realidade, sob o prisma da ética, da moralidade e da dignidade.    

Brasília, em 6 de junho de 2022