domingo, 23 de junho de 2019

Em benefício da democracia


O ex-presidente da República tucano disse, em rede social, que o ministro da Justiça e Segurança Pública "se saiu bem" no depoimento dado no Senado Federal sobre os vazamentos de conversas divulgadas pelo site The Intercept Brasil,
O tucano não fez comentários sobre as menções ao seu nome no caso, que vieram à tona, segundo os quais o então juiz da Lava-Jato teria se posicionado contra investigações sobre ele, por temer que elas afetassem "alguém cujo apoio é importante".
O ex-juiz e hoje ministro da Justiça teria escrito que apuração envolvendo o tucano poderia "melindrá-lo" e poderia ser "questionável", embora o ministro não reconheça a autenticidade dos diálogos.
O tucano disse que "Vi pela TV o debate entre Moro e deputados", referindo-se ao provável depoimento que o ministro da Justiça prestou, na realidade, a senadores, em razão de ele ter ido ao Senado explicar a troca de mensagens com membros do Ministério Público Federal, com atuação na força-tarefa da Lava-Jato.
O ex-presidente tucano disse que "O ministro se saiu bem. Havia mais vontade de destruir e abalar a Lava Jato que de compreender. De todo modo, com ele (o debate) ganha a democracia. É sempre bom ver autoridades tendo que explicar suas ações".
Anteriormente a essa declaração, o tucano havia escrito artigo criticando o governo, quando ele afirmou, verbis: "A troca de mensagens da Lava-Jato continua. Idem a de cadeiras no governo. Por enquanto sem relação. Está difícil acertar o rumo".
Entidade de assessoria do tucano afirmou que “A investigação em questão foi arquivada e que o ex-presidente desconhece inquéritos ou suspeitas relacionadas a seu governo ligadas à delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, relatadas na reportagem do site, assim como menções a seu filho Paulo Henrique na Lava Jato.”.
No depoimento no Senado, o ministro da Justiça disse que “estar tranquilo em relação ao conteúdo que veio a público e admitiu a possibilidade de deixar o posto no governo caso sejam apontadas irregularidades em sua conduta.”.
Em conclusão, o ministro disse que "Eu não tenho nenhum apego pelo cargo em si. Apresente tudo. Vamos submeter isso, então, ao escrutínio público. E, se houver ali irregularidade da minha parte, eu saio. Mas não houve. Por quê? Porque eu sempre agi com base na lei e de maneira imparcial".
Na verdade, os senadores que convocaram a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública não tinham o mínimo interesse na obtenção de esclarecimentos de coisa alguma sobre os fatos criminosamente divulgados pela mídia, com relação às conversas entre o juiz e os procuradores da Operação Lava-Jato.
A finalidade da convocação em tela ficou bastante cristalina, durante a permanência do ministro no Senado, à vista da ânsia de senadores em questioná-lo, com a presença e participação ativa nas perguntas de muitos senadores que não resistem ao mínimo que seja sobre a sua afinidade em relação aos princípios republicanos de moralidade, decoro, ética, probidade, honestidade e outros ínsitos das atividades na vida pública, porque eles estão grampeados no Supremo Tribunal Federal, respondendo a ações sobre investigações decorrentes do uso indevido de recursos públicos, com maior incidência do escabroso desvio de verbas a título de caixa 2, que é configurado ato criminoso, perante a lei eleitoral.
Ou seja, conquanto senadores, maculados com a filha suja por atos pútridos, pelo desvio da finalidade com recursos públicos, pretendiam destruir a reputação ilibada, imaculada, de quem produziu sua história de vida pública, na qualidade de funcionário público, riquíssima em resultados brilhantes e positivos em benefício dos interesses do Brasil, por ter contribuído com decisões judiciais afirmativas contra a corrupção, tendo colocado sob as grandes um bando de ladrões trasvestidos de péssimos políticos, empresários, executivos e outros assemelhados bandidos, além da recuperação de bilhões de recursos, que voltaram para os cofres públicos.
Trata-se, na verdade, de iniciativa desesperada, por parte de senadores visivelmente incomodados com o status quo, na tentativa de desfazimento das fantásticas operações de corajoso combate à corrupção e à impunidade, que jamais alguém teve coragem de enfrentar os brutamontes arrombadores de cofres públicos.
O ministro conseguiu, com tranquilidade, mostrar que tudo não passa de armação criminosa, justamente na tentativa de se inverter a ordem da moralidade edificada por ele, com muita coragem e competência, como forma de tentativa da transformação de bandidos presos e respondendo a processos, na Justiça, em verdadeiros heróis da pátria, quando os fatos acenam para calamidade pública que precisa de urgente saneamento, sob os auspícios do Poder Judiciário.
Durante a seção de audiência, o ministro conseguiu desmontar, com habilidade e em ambiente de harmonia, as questões capciosas levantadas por senadores, na tentativa de complicar seriamente a situação dele, mas elas foram respondidas de maneira clara, objetiva e competente, em plena sintonia com a realidade dos fatos, tendo sido mostrado, em síntese, que as informações divulgadas, mesmo que confirmada a sua autenticidade, não teriam o condão de provar que ele, como juiz, teria praticado qualquer ato irregular, principalmente porque todos os procedimentos adotados visaram exclusivamente ao melhor resultado que levassem aos esquemas criminosos perpetrados contra os interesses do Brasil e dos brasileiros, não importando as ideologias.
A força-tarefa, comandada pelo então juiz, teve magnífica importância para os brasileiros, por conseguir, a despeito da influência dos principais políticos, porém sem caráter, desbaratar poderosa organização criminosa constituída por antipatriotas, em forma de esperteza de políticos, partidos políticos, empreiteiros, executivos e outros delinquentes que se beneficiaram da roubalheira aos cofres públicos, à vista das investigações tendo por base delações premiadas, testemunhas, documentos, planilhas, entre outras informações que não deixam dúvidas quanto à participação delituosa de organização de alta periculosidade,
Essa organização criminosa mantinha suas estruturadas com base nos esquemas sustentadas pelo petrolão, montado exclusivamente para sugar dinheiro da maior petrolífera brasileira, a Petrobras.
Causa enorme tristeza e vergonha, em termos de sentimento humano e patriótico, ainda se perceber o quanto esses bandidos aproveitadores de recursos públicos e da pior qualidade moral, ainda contam com a admiração, a cumplicidade e a defesa de gigantesca multidão de ingênuos brasileiros, que não se cansam de imaginar que essa estrondosa roubalheira perpetrada na Petrobras não passa de mera miragem que seria incapaz de interferir na vida política de quem tenha praticado o bem, por ter cuidado, segundo eles, da pobreza do povo, quando uma coisa é a gestão pública e a outra é o envolvimento em atos irregulares.
Em síntese, a audiência do ministro da Justiça e Segurança Pública no Senado Federal apenas escancarou a insensatez de políticos brasileiros, que tentam, a todo custo, transferir a sua personalidade maculada por atos corruptivos para a imagem de homem público que se tornou símbolo de operação exemplo de moralidade e de cuidado e zelo com a coisa pública, conquanto as possíveis falhas que ele tenha praticado para o atingimento dos objetivos de combate à corrupção e à impunidade são infinitamente incomparáveis com os atos sujos perpetrados por quem tem o dever de ser modelo de dignidade na vida pública.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 12 de junho de 2019

sábado, 22 de junho de 2019

Insensatez


Embora a liberação do parte e da posse de armas de fogo tenha sido o cumprimento de promessa de campanha eleitoral, segundo se imaginava desde o início desse imbróglio, o presidente da República pretende armar o povo para evitar golpe de Estado.
Assim teria sido seu argumento sobre a sua decisão acerca da liberação de armas, na tentativa da sustentação da mudança nesse sentido, possivelmente contornando alguns impeditivos constantes do Estatuto do Desarmamento, em que muitas instituições questionam a medida, inclusive o Senado Federal, que já deu seu veredicto, pela recusa dos decretos pertinentes.
O Senado, com maioria folgada, acompanhou o parecer da sua Comissão de Constituição e Justiça, que demonstrou que as medidas em apreço extrapolaram a competência presidencial de regulamentar a concessão do uso de armas pela população.
Pendem ainda de julgamento do Supremo Tribunal Federal ações com o objetivo de também derrubar a eficácia dos questionados decretos, sob a alegação de que as medidas liberatórias não poderiam ser da competência direta do presidente do país, porquanto os autores dos recursos entendem que a autorização para o uso de armas precisa ser previamente discutida no âmbito do Legislativo, à vista do que consta do citado estatuto.
Não obstante, a obsessiva vontade do governo de acelerar a implementação sobre o uso de armas pela população deixou de auscultar o sentimento dos brasileiros, que, mediante pesquisa de opinião pública, têm se manifestado, na sua maioria absoluta, contrariamente à adoção dessa medida, fato que sinalizaria que ele poderia agir com, pelos menos, o mínimo de cautela, procurando saber da sociedade, por meio de referendo ou algo semelhante, o seu real sentimento, no tocante às formas possíveis e ideais para que a população ficasse à vontade para dizer se queria ou não que o presidente fosse tão afoito para cumprir promessa de campanha.
Esse referendo se fazia necessário em razão da existência de milésimas prioridades a serem cuidadas, em termos de políticas públicas, como, por exemplo, o urgente desarmamento dos criminosos, que até o momento nenhuma medida urgente foi tomada nesse sentido, embora nem precisasse de esforço para compreender a tremenda omissão governamental nesse sentido.
É evidente que, normalmente, o universo pesquisado não passa de 3.000 pessoas, diante da enorme quantidade de brasileiros que, potencialmente, acima de 150 milhões de pessoas, que podem optar pelo uso de armas.
Por se tratar de política pública de altíssimas importância e responsabilidade, por envolver medidas com vistas à segurança de vidas humanas, somente pesquisa geral e ampla, com a maior abrangência possível, poderia se levar à adoção de medidas definitivas, seguras e justas, de modo que, depois disso, ninguém teria direito de reclamar, porque, aceitando ou não, qualquer medida em harmonia com a vontade do povo apenas satisfaria o sentimento dos brasileiros, inclusive levando-se em conta as peculiaridades regionais, de violência e outras questões que precisariam ser analisadas nesse referendo.
          É princípio jurídico que decreto apenas pode regulamentar o que a lei estabeleceu como parâmetro e jamais ele poderia haver exorbitância de prerrogativas presidenciais, nesse sentido.
Na verdade, a medida presidencial, visivelmente açodada por meio de decreto, apenas mostra a necessidade de satisfazer promessa que o então candidato assumiu na campanha eleitoral, cuja correria para a sua implantação não levou em conta senão ficar livre dela, quando o razoável seria o presidente ter o cuidado de levantar as prioridades, em termos de governo e políticas públicas, que até poderia se incluir a questão da liberação de armas, mas sob a observância dos trâmites da racionalidade administrativa, com o devido acatamento aos cuidados naturais quanto ao fazimento das normas jurídicas.
À toda evidência, a questão das armas, em nenhum país, teria tratado com tamanha prioridade como houve no Brasil, ante às alarmantes vicissitudes sociais, em que o governo tem obrigação de conhecê-las, para o seu devido saneamento e, depois, então procuraria resolver as questões que poderiam ser cuidadas de forma paulatina, sem açodamento, como nesse acaso das armas.
Até agora, não houve a implementação definitiva da vigência dos decretos e a população se ressente da prestação dos serviços públicos de qualidade, ou seja, tudo continua funcionando precariamente, com ou sem armas, conquanto a segurança pública continua em estado precário, sem que nenhuma medida tenha sido esboçada em seu benefício, em evidente prejuízo para a população, que se acha desprotegida e o governo não demonstra a menor preocupação a seu respeito.
O certo é que a prioridade do governo deve ser mesmo a agenda econômica, diante do forte índice de desemprego e das perspectivas nada animadoras quanto à retomada do desenvolvimento, mas o governo preferiu apontar o holofote para a situação da liberdade sobre o uso de armas, justamente em contrariedade às pesquisas recentes acerca desse tema, que mostram que essa questão da posse e do porte de armas não tem tanto apelo no seio da população.
É preciso se atentar que, quando as questões são implementadas por meio de decreto, nem sempre é garantia de eficiência e segurança, quando o cerne da questão foi regulado por meio de lei, com a manifestação do Legislativo, que tem competência constitucional para cuidar especificamente dessa pauta, com o que se intui que seria bem mais prudente que o presidente tivesse enviado ao Congresso projeto de lei pertinente ao caso ou, menos grave, ele tivesse assinado medida provisória, para que a matéria pudesse ser discutida pelos congressistas.
Nesse particular, pode-se afirmar que o presidente agiu de forma precipitada, levando-se em conta que o mandatário tem muitos poderes, mas há limites impostos não somente pelo regramento jurídico, mas também pelo bom senso, que é importante princípio que sinaliza para o sentimento de cautela e prudência, que recomendaria que medida de extrema importância pudesse ser intermediada junto ao Poder Legislativo, à luz da rigidez das normas constantes do Estatuto do Desarmamento, quando então ele teria dado cumprimento igualmente à sua promessa de campanha, enviando ao poder competente as medidas pertinentes.
É evidente que não passa de perturbadora elucubração essa absurda ideia de golpe de Estado, quando a maioria dos brasileiros está ansiosa que haja golpes violentos apenas na corrupção, na impunidade, no comportamento inadequados de maus políticos, principalmente aqueles infiltrados no Centrão, que estão muito mais preocupados com seus projetos políticos do que propriamente com os interesses nacionais, entre outros golpes que exigem competência, eficácia e eficiência na gestão dos recursos públicos, notadamente com o urgente estabelecimento de priorizações na execução de políticas públicas, a exemplo da prestação de serviços públicos de qualidade, com a segurança pública, a educação, a saúde, o saneamento básico, entre outros tão necessários à efetividade das políticas públicas.
Ao que parece, quando há falta de justificativa plausível, para ancorar a medida administrativa, como nesse caso das armas, o governo recorre a recurso indiscutivelmente ridículo para ancorá-la, eis que, no caso concreto, as armas liberadas são tanto para o uso de antigolpistas como para de golpistas, sem possibilidade de distinção, valendo aí simplesmente tão somente a ajuda do governo para incrementar a oficialização do que se poderia denominar de insensata matança, em caso de deflagrado do golpe temido apenas por quem precisa pensar com responsabilidade cívica, o quanto antes, e ainda com grandeza sobre as prioridades brasileiras.
Nesse cenário imaginário de golpe, que não passa senão de teoria mais do que obsessiva, o presidente teria descartada a competência constitucional da garantia, em especial, da ordem pública, por parte das Forças Armadas, que estariam presentes justamente para dar suportes bélico e estratégico ao seu comandante-em-chefe, no caso, o presidente da nação.
Ou seja, a simples existência das Forças Armadas dispensaria esse estranho pensamento de armar a população, dando a entender de que, sem o qual, haveria o inevitável embate por meio do entrincheiramento contra golpistas de esquerda, em verdadeira batalha do “bem contra o mal”, fato que denota atraso de mentalidade, somente comparável a quem já construiu, no passado recente, a absurda ideia de “nós” contra “eles”.
É extremamente lamentável que o governo tenha esse viés puramente armamentista, quando a população tem outras prioridades, além de ser sabido que a existência do porte de fuzis, revólveres, pistolas, espingardas e outras armas letais pelas pessoas comuns somente deflui a ideia de que os criminosos vão se preparar com mais armamentos, para o enfrentamento de conflitos que certamente vão acontecer muito mais à miudamente e em todos lugares e instante, a ponto de haver a transformação do Brasil em inevitável campo de guerra intestina, com gigantesco prejuízo para a população.
Por seu turno, o Estado, que tem o dever constitucional de garantir a proteção das pessoas e da propriedade, se mantém no patamar das suas incompetência, omissão e irresponsabilidade, apenas saboreando possível desgraça a se desenrolar nas praças de batalhas, ao sabor da astronômica incompetência administrativa, que vem de longa data e continua com o mesmo propósito de permanecer à mercê do agrado de eleitores, quando o projeto Brasil precisa ser pensado levando-se em conta a segurança dos brasileiros, mediante a implantação de políticas públicas de segurança nacional, sem essa de liberação de armas para se evitar golpe ou algo para satisfazer alguns eleitores, porque isso é muita falta de iniciativa e inteligência para tratar de política séria e responsável de Estado.
Não se quer dizer com isso que as armas não possam ser liberadas, porque isso precisa ser feito e decidido de forma criteriosa e racional, para atender situações específicas, em relação às categorias profissionais, às localidades de extremas violência e insegurança, entre outros casos passíveis de estudo, observadas as suas peculiaridades, de forma equilibrada e estruturada, a se permitir que essa liberação possa contribuir realmente para satisfação da segurança da população que precisa se defender, ante à incapacidade demonstrada pelo Estado de cumprir o que determina o ordenamento jurídico, em que pese, repita-se, que é do seu dever proteger as pessoas e o patrimônio, à luz do disposto no art. 144 da Lei Maior brasileira.  
Com essa insinuação absolutamente descabida e fantasiosa de golpe, o governo não merece o mínimo de respeito, exatamente por agir no campo do imaginário para tratar de tema das maiores importância e responsabilidade.
O mais grave de tudo isso reside no fato de que o governo tenta, de forma extremamente irresponsável, transferir para a cidadão comum a incumbência da garantia das próprias proteção e segurança, que são deveres inarredáveis do Estado, nos termos de disposição constitucional. 
O possível golpe que enuveia vertente fantasiosa tem o condão de golpear de morte a mente dos principais políticos da República, a ponto de causar enorme abstinência cerebral, levando-os a adotarem medidas açodadas e fora do contexto, quando os brasileiros clamam por decisões inteligentes, modernas e precisamente capazes de mudanças em benefício da nação, tomadas com base exclusivamente na competência, eficiência, eficácia e irresponsabilidade cívicas e patrióticas.
É preciso que os governantes se preocupem, de forma prioritária e patriótica, das políticas públicas que atentem objetivamente para o fiel atendimento das necessidades da população, convindo ainda que eles passem a tratar estritamente do que realmente interessa para a satisfação do que tem sido reclamado, no dia a dia,  pelos brasileiros, sem essa idiota neura de armas, golpes, guerras, divisões ou outras discriminações, absolutamente injustificáveis no serviço público, porque essas maluquices não devem ter espaço nas mentes sadias de estadistas de vanguarda.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 22 de junho de 2019

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Palavras do coração


Em razão de ter escrito a crônica intitulada “Uma estrela em ascensão”, versando sobre o show musical do jovem cantor e musicista Kaio Oliveira, fazendo as vezes, muito adequadamente, de ato de formatura, em forma solene de colação de grau do curso de Canto Popular da Escola de Música de Brasília, tive a alegria e a felicidade de ser amplamente prestigiado com os carinhosos e calorosos afagos de agradecimentos da iniciativa dos pais do benjamim dos artistas brasilienses, senhor Marcelo Pinto e digníssima senhora Clarete Pinto, bem assim de sua tia senhora Maristela Ferreira Pinto, nos termos que transcrevo a seguir, aos quais seguem as respostas da minha lavra.
O senhor Marcelo Pinto se dirigiu a mim afirmando que “Disse Jesus: tudo tem o seu tempo: o tempo do preparo da terra, o tempo do plantio e o tempo da colheita. Baseado nesta certeza divina, a nossa vida não teria sentido se todos acontecimentos agradáveis viessem a ser concretizados tudo de uma só vez e repentino. Por essa razão, Deus nos concede e proporciona momentos felizes dosadamente. Então, meu ilustre conterrâneo e escritor Adalmir Fernandes, ontem à noite foi o meu, o nosso tempo de nos conhecermos pessoalmente, apesar de eu conhecer toda a sua família (pais, manos e manas). Eu te indago: por que não nos conhecemos em Uiraúna e nem tampouco na feira do livro aqui em Brasília, onde a minha esposa Clarete esteve presente e eu não? Porque não era o nosso tempo. Diante do exposto, só me resta te declarar os meus sincero e profundo agradecimentos. Pela sua presença e da sua digníssima esposa Aldenir Fernandes, pelos elogios, bem como pelo que você descreveu, relatou com sabedoria e eficácia, tudo o que sucedeu sobre a formatura do Kaio (...)”.
Eu disse ao prezado conterrâneo, em agradecimento, que, em primeiro lugar, queria me desculpar por ter omitido o nome dele na crônica em tela, justificando-me que havia esquecido, por ser o nosso primeiro contato pessoal, conforme a explicação acima, quando ele fez uso, inteligentemente, de recurso bíblico, e eu tinha pressa para publicá-la.
No citado texto, já consta o nome dele, o qual faz parte do meu trigésimo nove livro, concluído na mesma data da crônica e, por coincidência, a quantidade de páginas era exatamente a que se precisava para o encerramento dessa obra literária, ou seja, trata-se da última crônica.  
O nome de Marcelo já foi registrado e um volume lhe será entregue, oportunamente, com muito prazer.
Depois disso, reafirmo o nosso prazer de nos encontrarmos em noite muito especial, em que seu filho Kaio sobressaiu-se de maneira extraordinária e isso eu havia deixado muito claro quando lhe cumprimentei no coquetel, desejando muito sucesso para ele.
Concordo plenamente com você, Marcelo, quando diz que tudo tem o seu tempo, segundo a vontade de Deus, porque nada acontece sem que não tenha a sua mão mágica e maravilhosa, principalmente para se escrever.
Meus parabéns, mais uma vez, para o Kaio, Marcelo e Clarete e que Deus ilumine as suas vidas.
Por seu turno, a prezada amiga Clarete me mandou mensagem de agradecimento, nestes termos: “Adalmir (...) fiquei muito feliz em vê-lo com sua esposa na festa do meu filho. Tenho certeza de que o Kaio, quando parar um pouco, vai querer conhecer de perto todos os conterrâneos dos pais e eu como mãe faço questão disso. Obrigada pelas sábias palavras. Saiu tudo como pedi a Deus. Estava tudo muito harmonioso. Acredito que todos gostaram. Agora, pedimos que o Espírito Santo guie os passos de Kaio, livrando-o de todo mal. Fica com Deus.”.
Em resposta às sábias palavras de mãe embebecida com o resultado excepcional do show de seu filho, eu fui muito lacônico e economizei palavras, diante do adiantado da hora daquele dia, apenas para dizer que, somente tempos depois, estava respondendo a mensagem de Clarete, porque eu estava atarefado com o trabalho sobre a conclusão do aludido livro, dizendo para ela da minha alegria de encerrá-lo com chave de ouro, porque a última crônica era exatamente a que se referia ao filho dela: “Uma estrela em ascensão”.
Em seguida, a senhora Maristela Ferreira Pinto me deu a honra de me dizer que é irmã de Marcelo Pinto e que “Fiquei comovida com suas palavras de elogios e incentivo ao meu sobrinho. Só temos que agradecer a você e a todos que torcem pela realização do sonho do nosso Kaio.”.
Com a sinceridade que me peculiar, eu disse à querida conterrânea Maristela que eu quis expressar, na crônica, apenas palavras do meu coração, que são sinceras e verdadeiras, sendo puro reflexo do que foi sentido, por todos, naquela noite mágica.
Parabéns para o Kaio e toda família, reafirmando o meu desejo de muito sucesso para ele.
É preciso apenas agradecer a Deus e pedi-Lo que o Kaio logo alce longos voos no mundo da música.
Muito gentilmente, Marcelo Pinto me mandou outra mensagem, dizendo que “Não há que pedir desculpas. Sou muitíssimo grato pela crônica. Todos que a leram ficaram admirados pela sua sabedoria, conhecimento e a facilidade imensa de discernir. Eu e minha família ficamos lisonjeados pela crônica e honrado de ela fazer parte do seu próximo trabalho, digo livro. Sucesso meu irmão!!! Que Deus ilumine a sua mente e toda a sua família.”.
Respondendo ao Marcelo, eu afirmei que tinha ficado emocionado com suas bondosas palavras de carinho e sinto como você é generoso em se manifestar sobre a crônica em apreço, que procurei apenas e tão somente refletir o que pode ter sido um pouco de tudo de maravilhoso que aconteceu naquela noite memorável, em que o Kaio aproveitou a oportunidade para mostrar que teria aprendido excelentes lições durante os longos anos debruçados sobre as estafantes e intermináveis aulas de canto.
Na verdade, a referida crônica consegue refletir, em palavras de leigo sobre a difícil matéria musical, o sentimento do que foi o início de outra longínqua jornada certamente de sucesso, ante à pequena amostra do seu consolidado e indiscutível talento.
Fico muito feliz que você, Marcelo, tenha gostado do que escrevi, que foi o mínimo que poderia ter sido feito diante do que vimos e ouvimos naquele momento abençoado, em que o Kaio nos brindou com belíssimo repertório, que extasiou e inebriou a plateia, que não parava de aplaudi-lo, naturalmente satisfeita com o que se ouvia.
Queira Deus que ele continue sempre tomando gosto pelo canto, que é arte que exige disciplina e amor ao próximo, principalmente quando o repertório tenha por propósito agradar aos exigentes apaixonados pela música de qualidade.
Fico feliz pela felicidade de todos vocês.
Brasília, em 20 de junho de 2019

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Apenas valorização do homem

Entre as mensagens, encontra-se à postada pela prezada amiga Gileide Moreira Duarte, que disse, in verbis: “O que você fez se chama valorizar o outro, a quem se admira.”.
De maneira carinhosa, eu agradeci à solidariedade da ilustre conterrânea, dizendo que, infelizmente, por força do texto, posso agradar alguns e desagradar outros, porque isso faz parte do jogo democrático, entendendo que aquilo que se pode, ao mesmo tempo, dizer a verdade, para uns, mas a mesma afirmação não faz igual sentido para outros, ante a forma de liberdade de interpretação sobre os fatos da vida.
Confesso que, no caso em comento, eu pensava que realmente estivesse fazendo a devida justiça e prestando verdadeiro ato de valorização do ser humano, com relação à pessoa da maior estima, como sendo digna da melhor veneração, em razão da sua história de vida, que não mereceria somente aplausos, mas algo da maior grandeza, como gigantesca é a sua importância para o povo de Uiraúna, em termos da realização do bem, durante toda a sua vida, fato que tem o reconhecimento unânime dos conterrâneos.
Fico feliz que muita gente tenha pensado como você, amiga Gileide, e eu, porque, em momento algum, eu pensei que contribuiria para a tristeza de ninguém, simplesmente por defender o melhor para as pessoas, principalmente porque, para tanto, a concretização desse importante reconhecimento só depende da boa vontade política, para tornar realidade algo que satisfaz plenamente o desejo da sociedade, sem exigir senão a sintonia com a realidade dos fatos e o desejo de valorização do ser humano.
Confesso enorme dificuldade para compreender essa falta de sensibilidade dos homens públicos e principalmente das pessoas, de modo geral, que se acomodam e não se interessam em valorizar, como deve e precisa, as pessoas que se esforçaram e se dedicaram em benefício da comunidade, obviamente sem exigirem nada em recompensa.
Posso até estar sendo exigente, de forma exagerada, sobre tema da maior importância para a história da cidade, em termos de cultura, na qual várias pessoas se sacrificaram e a única recompensa seria tão somente o reconhecimento e a gratidão chancelada de forma digna, marcante e representativa.
Eu imaginaria, como ideia pioneira, fantástica e razoável, que, por ocasião das datas cívicas da cidade, pudesse haver, nas solenidades públicas, momento especial para as devidas homenagens aos heróis de Uiraúna, com a menção, em gesto de verdadeira lembrança, de seus legados, como forma de se criar o sentimento de civismo e amor às causas públicas, que, por certo, teria o condão de se despertarem o interesse das novas gerações, além do estímulo às práticas do bem, que precisam ser institucionalizadas, na atualidade.
Infelizmente, na prática, as coisas não funcionam precisamente como a gente pensa, porque, apesar dos pesares, é preciso que sejam respeitadas as mentalidades das pessoas, com destaque para as dos representantes do povo, que, em tese, têm obrigação de auscultarem os anseios dos eleitores, como forma de sintonia com a democracia moderna, embora, ao contrário disso, percebe-se, nesse particular, que a visão deles não é condizente com o desejável sentimento de patriotismo, que, como instrumento de valorização da cultura, ele até que pode ser, em boa hora, resgatado nos seus corações, como maneira salutar de demonstração de amor à querida Uiraúna e aos bravos uiraunenses.
Brasília, em 19 de junho de 2019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

O Brasil precisa progredir?


O Supremo Tribunal Federal resolveu continuar a apreciação do pedido de liberdade do ex-presidente da República petista, após as revelações sobre conversas entre os integrantes da força-tarefa da Operação Lava-Jato.
A segunda turma do Supremo, integrada por cinco ministros, colocou em sua agenda da próxima semana o julgamento do habeas corpus, após um ministro ter concluído seu pedido de vista.
O habeas corpus a favor do citado político chegou a receber dois votos contrários, antes do pedido de vista do mencionado ministro.
O político cumpre pena de oito anos e dez meses de prisão, na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba (PR), pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com relação ao caso do triplex do Guarujá (SP).
Segundo a imprensa, o pedido de liberdade deverá ser analisado, no próximo dia 25, no qual há recurso dos advogados do petista onde se questiona a imparcialidade do então juiz da Lava-Jato, no caso do triplex.
De forma reiterada, o ex-presidente sempre questionou a imparcialidade do juiz que o condenou, mas sua posição ganhou força após as revelações do site The Intercept Brasil sobre mensagens trocadas entre o então magistrado e membros do ministério público sobre o caso do triplex.
Volta e meia, as atenções do Supremo se destinam a priorizar recursos impetrados pelo ex-presidente, todos na tentativa da soltura dele e quase sempre o cerne do pedido tem, como essência, a falta de imparcialidade do então juiz da Lava-Jato.
Causa enorme perplexidade para os brasileiros a quantidade de processos pertinentes a denúncias sobre irregularidades praticadas por criminosos de colarinho branco que se amontoam nos escaninhos do Supremo, no aguardo de julgamento, mas nunca são colocados em pauta, os reiterados recursos de quem já foi condenado e tem sido recordista de processos merecem prioridade de julgamento, no nesse caso, que bastaram somente apelos de seus seguidores para o Supremo resolver decidir sobre o pedido de liberdade dele.   
Não há a menor dúvida de que esse cuidado com os pedidos do político têm muito a ver com as manifestações de opinião de seguidores do petista, que não se cansam de pedir a liberdade de condenado pela Justiça, mesmo diante da comprovação de ter sido beneficiado com dinheiro sujo, proveniente de propina, conforme consta dos autos, onde também contêm as sentenças proferidas por, pelo menos nove magistrados, sendo um da primeira instância, três da segunda e quatro da terceira, todos chancelando a materialidade dos fatos irregulares, sem que ninguém deles tivesse dúvida quanto à autoria dos crimes de que se tratam.
Agora, impressiona, de forma deplorável e deprimente, haver brasileiros que se empenham em implorar em defesa da liberdade de condenado pela prática de atos de corrupção, que foi absolutamente incapaz de provar a sua inocência perante a Justiça, em que pesem as amplas defesas disponibilizadas ao denunciado, inclusive contraditórios, no curso do processo.
Esses seguidores, ao contrário, se valem, com unhas e dente, de possíveis deslizes que poderiam ter ocorrido na fase instrutória do processo, para exigir a liberdade do condenado, em clara demonstração de que a soltura, se lograda, se dará não pela comprovação da inculpabilidade, mas por causa de interpretação sobre possível falha processual, caso o Supremo quede diante de alegação frágil e inconsistente, conquanto ainda não há confirmação sobre a autenticidade das informações reveladas e, o mais importante, o magistrado autor da sentença condenatória comandava força-tarefa especial, a quem poderia muito bem manter espírito de sintonia e cooperação entre os membros da equipe, no estrito cumprimento da missão a ela delegada de estrito combate à corrupção e à impunidade.
Ademais, até o momento, nenhum fato revelado comprometedor tenha lago grave e desabonador à moral, a ponto de caracterizar imparcialidade ou outra irregularidade recriminável, visto que as ações no âmbito da Operação Lava-Jato visavam tão somente à melhor conclusão possível sobre implacável e efetivo combate aos esquemas criminosos e escandalosos inerentes ao petrolão, que precisam sim ser enaltecidos com os maiores destaques, em razão da sua essencialidade em defesa dos interesses do Brasil e dos brasileiros.
Ou seja, as informações obtidas mediante roubo, que ainda não passaram pelo crivo da investigação sobre o crivo da autenticidade ou legitimidade, como é exigido, em termos de legalidade, são prontamente consideradas válidas pelo desvairados defensores de condenado, enquanto as investigações devidamente sacramentadas como válidas sob a ótica da Justiça, as usou para se assegurar a materialidade da culpa consubstanciada nas sentenças judiciais, não são aceitas por eles como elementos de prova contra o condenado, simplesmente porque ele garante que é imune às denúncias formuladas contra ele, em termos de atribuição de culpabilidade.
No pior dos mundos, é totalmente inconcebível que alguém se atreva a defender a liberdade de condenado que tenha sido julgado e sentenciado pela Justiça, como criminoso por atos contrários aos interesses da pátria e ainda o considerando verdadeiro herói, a ponto de entender que é preciso culpar e condenar quem, por força da sua missão institucional, cumpriu rigorosamente os ditames da lei, observando com correção o seu dever patriótico, como se percebe no presente caso, onde muitas pessoas, talvez imbuídas do sentimento partidário, não aceitam a realidade dos fatos, mas acreditando na falsa imaculabilidade impregnada por puro sentimento ideológico, que não permite se vislumbrar os fatos exatamente como eles são, diante da cautela que faz parte do sentimento humano.
Na pior das hipóteses, é preciso se ater ao entendimento segundo o qual, em termos estritamente jurídicos, nenhum julgador seria incompetente e irresponsável em julgar ação sem a devida prova da culpabilidade presente nos autos, como no caso dos nove juízes que estudaram e apreciaram os elementos constantes dos autos referentes ao tríplex, tendo chegado ao mesmo veredicto: pela culpabilidade do réu, não cabendo aos afoitos e manipuláveis seguidores, na sua nítida ingenuidade, se arriscarem a isentar o condenado pela Justiça e condenarem os julgadores, principalmente aquele que foi o responsável pela principal sentença condenatória, com base no grito, ante a ausência de fato a justificar tamanha insensatez.
A propósito, é de se notar que o juiz que condena sem provas nos autos, fica passível à sanção legal, pela prática do crime de prevaricação, ante a caracterização de desídia funcional, por se deixar de atentar, em especial, para a existência sobre a materialidade da culpa, conquanto nada disso aconteceu com relação à ação do tríplex, em que o processo já tramitou em três instâncias da Justiça e em nenhuma houve reparo sobre alegada inexistência de provas ou outras falhas processuais.
Convém também que seja assinalado que o autor da sentença inicial não mereceu qualquer censura senão de ter cumprido o seu estrito dever funcional como magistrado, que poderia ter sido qualquer outro juiz e certamente ter-se-ia a mesma sentença, diante dos fatos constantes dos autos.
Na verdade, em termos de racionalidade e bom senso, custa acreditar o que realmente tem na mente dessas pessoas que, de forma desesperada, se entregam na luta pela liberdade de quem foi condenado pela Justiça, em tese, por ter se beneficiado indevidamente, segundo as investigações, de algo proveniente de propina, entendendo, nesse caso, que se trata de dinheiro público, pertencente também àqueles que insistem na liberdade de criminoso, ficando explícita a cumplicidade deles com organização criminosa que se apoderou indevidamente de patrimônio dos brasileiros, nestas condições segundo o entendimento da Justiça, que teria atuado com base na comprovação dos esquemas de desvios de recursos públicos, no caso da Petrobras, à vista dos resultados das investigações levadas a efeito pela Operação Lava-Jato, que vem sendo bombardeada com em informações sem a devida comprovação sobre a sua autenticidade.
As investigações que evidenciaram a existência de fatos concretos e reais e serviram de base para as sentenças judiciais aconteceram exatamente no governo do político preso, fato que conspira contra a moralidade e a dignidade de todos aqueles que estão defendendo a liberdade de quem foi também protagonista dessa tragédia nacional, em cristalina demonstração de falta de sensibilidade patriótica e amor ao Brasil, porque brasileiro de verdade teria o mínimo de sentimento de brasilidade para se expor pedido liberdade de quem não tem dignidade para provar a própria inocência diante os tribunais competentes, conquanto qualquer criminoso pé-rapado o teria feito, caso tivesse como provar a sua inculpabilidade sobre os fatos denunciados.
É induvidoso que qualquer acusado da prática de crime só tem uma condição perante a Justiça: é culpado, em razão das provas dos autos, ou é inocente, em face da comprovação por meio de elementos materiais contestatórios, com plausibilidade e validade reconhecidas pelo Judiciário, não tendo a menor valia o grito como elemento de prova, como assim insinuam os defensores do movimento “Lula Livre”, que poderiam ter o mínimo de sensatez para exigir do condenado que assuma, das duas, uma: a sua culpa ou se esforce em provar a sua inocência, sob pena de ficarem com cara de nuvem, implorando por causa inglória, ante à inegável e irremovível realidade dos fatos.
É preciso que haja urgente movimento no âmbito dos brasileiros que pensam diferentemente, em termos de moralidade e dignidade do ser humano, independentemente de ideologias, para o fim da conscientização de todos, no sentido de que o Brasil precisa realmente progredir rumo à liberdade do jugo da corrupção e da impunidade e ainda que os homens públicos, não importando a sua relevância nacional como político, precisam assumir a sua culpa e pagar pela prática de seus atos criminosos, contrários aos princípios da correção e da integridade comportamental, como forma possível e imprescindível de aperfeiçoamento dos conceitos de democracia e República.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 19 de junho de 2019

Uma estrela em ascensão



Embora não tivesse a alegria de participar das merecidas homenagens prestadas ao talentoso Kaio Oliveira, depois do espetáculo, para mostrar-lhe, pessoalmente, meus agradecimentos por sua monstruosa apresentação, em razão de ter saído minutos antes, digo que tive o prazer de assistir, ontem, juntamente com Aldenir, minha querida esposa, e ilustres amigos uiraunenses, à extraordinária apresentação show, em nível de colação de grau, do curso de Canto Popular da Escola de Música de Brasília, do notável Kaio Oliveira, que é filho de Clarete e amigo que esqueci o nome (com minhas desculpas), ambos de Uiraúna (PB).
Incontestavelmente, a noite foi agradabilíssima, primeiro, pela alegria do encontro com conterrâneos e, depois, pela apresentação de gala, com repertório belíssimo e para lá de especial, onde o Kaio, o centro das atenções, apresentou-se muito descontraído, bem à vontade, muito animado, tendo contado com a parceria de amigos da citada escola, que nos brindaram com excelente espetáculo musical, em forma de participação em dupla ou coletivamente.
Ganhou destaque realmente o excelente repertório, composto por músicas superalegres e agitadas, ao gosto dos presentes, que não se cansavam em aplaudi-lo com efusividade e carinho, em ambiente muito divertido e tomado pelas animação e integração entre ele e a plateia, em coroamento à conclusão de seu curso.
Por certo, o aludido curso teve a reconhecida capacidade para habilitá-lo a brilhar intensamente no mundo da música, diante da desenvoltura apresentada durante o show, que não ficou a dever aos grandes musicais em nível nacional, apresentados por veteranos do mundo da música, porque o seu desempenho foi precisamente magnífico, tendo deixado excelente impressão e não há a menor margem de dúvida quanto ao seu extraordinário sucesso na carreira abraçada, que somente se alcança com competência e talento e tudo isso ele mostrou que já possui e domina com sobra, porque são requisitos que ele preenche com vantagem.
Rogo a Deus que a performance de Kaio seja apenas preservada e aperfeiçoada, em forma de repertório adequado ao seu perfil musical, que não precisa senão continuar com aquele com o qual ele nos brindou com magistral desenvoltura, porque o seu talento é garantia de muito sucesso e é exatamente nesse sentido que são meus ardorosos desejos.
Que Deus ilumine os caminhos artístico-musicais de Kaio, porque ele mostrou que está na profissão vocacionada para ser bastante aclamado, diante do estrondoso sucesso que certamente há de vir, em razão de suas qualidades como cantor da nova geração.
Parabéns, Kaio Oliveira e conte com o meu incentivo na busca da sua profícua jornada no mundo da música.
Brasília, em 19 de junho de 2019

terça-feira, 18 de junho de 2019

A busca da felicidade


Na sua maravilhosa mensagem de estímulo, a estimada amiga Ubaldina ressaltou seu sentimento com brilhante texto, que é transcrito a seguir: “Caro Antonio Adalmir Fernandes, sua mensagem, na forma ‘original’ está irreprochável, irretocável. Para entender seu alcance, não são necessários maiores esforços de lógica e de análise contextual. Está claro, como água cristalina, que você disse que os aplausos, dada sua efemeridade e pouca consistência, são uma homenagem pequena, diante do grande contributo dado por Seu Cassimiro à cidade de Uiraúna, verdadeiro e querido herói que foi para nossa terra. E isso é verdade. Não entendi, até agora, o porquê desse imbróglio... Parabéns sempre!! Você tem a clarividência e o talento inigualáveis para fazer tantas homenagens a pessoas que plantaram a história de nossa terra!”.
É mais do que evidente que a emoção tomou conta de mim e eu confessei que chorei ao ler a aludida mensagem, revestida dos sentimentos comovedores, consoladores e amáveis, sob a forma de apoio e muita lucidez na explanação, que não poderia proporcionar tanta alegria para quem momentos antes se sentiu tão arrasado por ter imaginado que pudesse ter contribuído para a tristeza de outrem, tão somente por ter tentado demonstrar o sentimento do meu coração em querer que os fatos sejam vistos apenas na extensão da sua realidade irretocável.
Na verdade, o seu espanto sobre o episódio coincide com o meu pensamento acerca da mesma matéria, ficando evidente que a minha intenção foi exatamente a de dizer, com palavras objetivas e diretas, que é preciso se homenagear nossos heróis por meio de atos da expressividade de seus valor e merecimento, conquanto os aplausos sejam também forma de reconhecimento por algo realizado de saudável, eles não passam de mera fantasia, efemeridade, em termos objetivamente do significado da gratidão merecida pelo agraciado.
Ou seja, seria o mesmo que se dizer: já que não tem algo que melhor simbolize o seu verdadeiro valor, vão aí os nossos aplausos e se conformem com eles, porque é precisamente o que existe para prestigiar nada mais, nada menos alguém que foi ou é herói, por natureza, de uma comunidade, por seus preciosos atos, que certamente faz jus à honraria muito acima disso, para que os nomes dos bravos heróis constem permanentemente no Panteão da história dos grandes homens da cidade, exatamente por terem se destacado entre seus conterrâneos.
Reitero aqui o que acabei de dizer em relação a outra mensagem sua, prezada amiga Ubaldina, que é sempre motivo de prazer o seu comentário em estímulo ao meu trabalho literário, diante do seu sentimento de vivos apoio e incentivo às minhas ponderações, como no presente caso, em que eu realmente me senti culpado por algo que tive senão o desejo de prestigiar, por meio de gesto mais adequadamente possível ao merecimento do homenageado, em reconhecimento ao legado de quem se tornou célebre pelo expressivo exemplo de humanismo e amor ao próximo.
A sua solidariedade a mim tem o condão de trazer o brilho da esperança e da vontade de continuar escrevendo exclusivamente com a finalidade de se alcançar alegrias e nunca se pensar em tristeza, porque o mundo fica cada vez melhor quando a gente busca a construção apenas da felicidade.
Muito obrigado nobre doutora Ubaldina Fernandes, rogando aos céus que as graças divinas estejam sempre na sua companhia.
Brasília, em 18 de junho de 2019