terça-feira, 30 de junho de 2026

Reclamação

 

O Brasil precisa compreender, embora isso seja muitíssimo difícil de aceitação, que as condenações aplicadas ao último ex-presidente do país não têm nada a ver com crimes propriamente ditos contra a administração pública nem contra absolutamente nada, salvo as efetivas atitudes violentas e agressões protagonizadas por ele, durante o seu governo.

Esses fatos serviram, muito a propósito, para as narrativas que terminaram prevalecendo sobre o definitivo entendimento quanto à índole golpista desse político, que ele próprio contribuiu para a consolidação dessa infeliz conclusão sobre ele.

Tanto isso é verdade que o ex-presidente, com toda imaculabilidade no seu currículo, por não ter praticado irregularidade na vida pública, evidentemente no que diz respeito à prática de desonestidade nem deslizes graves contra a administração pública.

Acontece que esses fatos foram consistentemente considerados graves e abusivos contra os integrantes do sistema, que resolveram mostrar a sua força de vingança, começando com o inexplicável afastamento do então mandatário do poder e depois vieram, de sobra, a inelegibilidade e as condenações à prisão dele, culminando com o seu afastamento das atividades políticas.

Tudo isso sob a acusação atribuída a alguém revestido de sentimentos golpistas, que poderia ser prejudicial aos princípios democráticos e republicanos.

De nada adianta as reiteradas reclamações e críticas aos fatos prejudiciais ao político, porque isso somente aconteceram por conta de obra e graça de iniciativa do próprio prejudicado, visto que, por certo, absolutamente nada teria acontecido contra ele se, na sua gestão, tivesse transcorrido a estrita observância da liturgia prevista para o chefe do Executivo, sob o pri8mor da consciência da imperiosa necessidade do cumprimento do mandato respeitando as salutares normas de educação, diplomacia e principalmente respeito à autonomia de outro poder da República.

Além que isso também não iria sensibilizar quem tem o poder para decidir como bem entender que realmente aconteceu de correto sobre os fatos históricos, nas devidas circunstâncias.

Apelam-se por que os brasileiros procurem assimilar a verdade sobre os acontecimentos da vida histórica política, exatamente como eles são reais, pois isso ajuda a entender também os rumos dos fatos políticos.

Acorda, Brasil! 

Brasília, em 7 de junho de 2026

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