O Brasil precisa compreender, embora isso seja muitíssimo difícil de
aceitação, que as condenações aplicadas ao último ex-presidente do país não têm
nada a ver com crimes propriamente ditos contra a administração pública nem
contra absolutamente nada, salvo as efetivas atitudes violentas e agressões
protagonizadas por ele, durante o seu governo.
Esses fatos serviram, muito a propósito, para as narrativas que
terminaram prevalecendo sobre o definitivo entendimento quanto à índole
golpista desse político, que ele próprio contribuiu para a consolidação dessa
infeliz conclusão sobre ele.
Tanto isso é verdade que o ex-presidente, com toda imaculabilidade no
seu currículo, por não ter praticado irregularidade na vida pública,
evidentemente no que diz respeito à prática de desonestidade nem deslizes
graves contra a administração pública.
Acontece que esses fatos foram consistentemente considerados graves e
abusivos contra os integrantes do sistema, que resolveram mostrar a sua força
de vingança, começando com o inexplicável afastamento do então mandatário do
poder e depois vieram, de sobra, a inelegibilidade e as condenações à prisão
dele, culminando com o seu afastamento das atividades políticas.
Tudo isso sob a acusação atribuída a alguém revestido de sentimentos
golpistas, que poderia ser prejudicial aos princípios democráticos e
republicanos.
De nada adianta as reiteradas reclamações e críticas aos fatos
prejudiciais ao político, porque isso somente aconteceram por conta de obra e
graça de iniciativa do próprio prejudicado, visto que, por certo, absolutamente
nada teria acontecido contra ele se, na sua gestão, tivesse transcorrido a
estrita observância da liturgia prevista para o chefe do Executivo, sob o
pri8mor da consciência da imperiosa necessidade do cumprimento do mandato
respeitando as salutares normas de educação, diplomacia e principalmente
respeito à autonomia de outro poder da República.
Além que isso também não iria sensibilizar quem tem o poder para decidir
como bem entender que realmente aconteceu de correto sobre os fatos históricos,
nas devidas circunstâncias.
Apelam-se por que os brasileiros procurem assimilar a verdade sobre os
acontecimentos da vida histórica política, exatamente como eles são reais, pois
isso ajuda a entender também os rumos dos fatos políticos.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 7 de junho de 2026
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