Em vídeo que circula nas redes sociais, a principal autoridade do país
vem a público para incitar o enforcamento de dois filhos do último
ex-presidente do país, sob a acusação de que eles teriam traído a pátria.
Nada poderia ser mais incrivelmente desumano e cruel que alguém sequer
imaginar o enforcamento do seu semelhante, por mais ódio que se acumule em
forma de maldade no seu coração, por conta do extremo antagonismo predominante.
Isso só demonstra o grau de inferioridade de sentimento, desamor e falta
de compaixão, exatamente pelo desprovimento de qualquer instinto humanitário.
O desejo mórbido como esse de morte de pessoas representa total perda da
credibilidade e do respeito, precisamente porque isso não condiz com a
dignidade humana e muito menos com a relevância de chefe de Estado, de quem se
exige e espera atos nobres de equilíbrio emocional e psicológico, que são
visivelmente abandonados quando não se tem o menor escrúpulo em incitar a
eliminação de adversários políticos, quando isso contraria frontalmente todos
os sentimentos humanitários.
O certo mesmo é que não existe absolutamente nada que possa justificar
atitude extrema de irracionalidade e desumanidade, que tenha por propósito a
execução da vida do seu próximo, quanto mais apenas quando tudo se
contextualiza no âmbito de disputa política, mesmo que houvesse a prova
material de algum dano comprovado contra alguém.
A verdade é que este é o pior momento da vida política brasileira, em
que o país pode estar sendo presidido por desequilibrado mental, que acha que
tem o direito de sugerir e incitar a morte de pessoas, decorrente de sentença
de monstruosidade sem limite das suas insanas autoria e vontade.
Queira Deus que os brasileiros percebam, o mais rapidamente possível a gigantesca gravidade de estar sendo presidido por pessoa visivelmente desequilibrada emocionalmente, que se permite propugnar impunemente pelo enforcamento de seus semelhantes, por simples motivação de puros ódio e antagonismo, quando isso tem a total desaprovação de todos os princípios humanitários.
Brasília, em 5 de junho de 2026
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