Em mensagem que circula na internet, o escritor Fernando Coelho teria
escrito o texto a seguir, evidentemente preocupado com o aperfeiçoamento da
grandeza social.
“Todos os dias, a cada dia, cada pessoa deveria trocar de lugar, um
deveria ficar na pele do outro. Cada um ia sentir o que o outro sente, na pele,
no coração, na alma, no estômago. E os preconceitos, as hipocrisias, as
ironias, as grosserias, as humilhações, as indelicadezas teriam fim.”.
Na verdade, o que o célebre Fernando Coelho poderia ter dito, em forma
um pouco distinto do que disse, é que alguém deveria se colocar sempre no lugar
de outrem em situação precária, mas não que isso seja feita genericamente.
Quem não gostaria facilmente de se colocar no lugar de quem vive no
bem-bom do quotidiano, se esbanjando prazerosamente com o usufruto das melhores
benesses proporcionadas para o homem, evidentemente na gloriosa plenitude da
vida?
Assim nem sacrifício é, mas sim algo que a todos interessam, diante da
realização dos desejos de felicidade que a todos são ansiados.
Agora, do contrário, quem seria capaz de se colocar no lugar de
inferioridade, já sabendo sobre a dureza que é o enfrentamento das agruras das
dificuldades incontornáveis, por mais que redobrados os esforços que se
imprimam, que nada cedem em forma da esperança?
Ou seja, nunca vai faltar quem deseja se colocar no lugar de quem estar
no bem-bom da vida, porque isso é justamente o que todos querem, mas,
contrariamente, quem assim está, jamais pretenderá se colocar no lugar de quem
se encontra em situação de inferioridade social, diante da certeza de que as
agruras são elementos realmente insuportáveis e inadmissíveis para se viver
condignamente?
Feliz é aquele que aceita a realidade da vida, sempre procurando não só compreender as dificuldades vividas por outrem, mas sempre procurando se elevar espiritualmente, visando à melhora das condições da própria vida e a do seu próximo.
Brasília, em 2 de junho de 2026
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