terça-feira, 30 de junho de 2026

Incivilidade

              O pré-candidato  da  direita  à  Presidência  da República aproveito o ensejo da vitória do candidato colombiano para cumprimentá-lo, em cuja mensagem ele declarou que “O bem venceu o mal”. 

A história mostra que a nefasta polarização política brasileira nada mais é do que o resultado da potencialização dos fatores que contribuem para alimentar a sua manutenção.

A verdade é que a direita e a esquerda brasileiras não perdem oportunidade para o atiçamento de provocação explícita, que o bom senso e a sensatez aconselham a dispensa disso, por não haver nada que justifique o seu emprego.

Refiro-me ao caso em que o pré-candidato da direita à Presidência da República, sem o menor pudor, aproveita o ensejo para parabenizar o vencedor da disputa presidencial na Colômbia, para destilar o seu sentimento de ódio, ao afirmar que "O bem venceu o mal", evidentemente que ele quis dizer claramente que o mal se refere à esquerda.

O que ele poderia apenas ter dito normalmente, evidentemente sem necessidade de ofender nem de provocar ninguém, em respeito ao princípio da sabedoria, era simplesmente: “o bem venceu”, pois tudo ficava muito claro o seu desejo e não despertaria maiores especulações.

A verdade é que esse deslize pede por urgente reflexão por parte dos políticos, principalmente da direita. caso seja do seu interesse em civilizar-se e humanizar-se, no caso que eles decidam pela importância da rigorosa observância aos salutares e basilares princípios da cidadania, da tolerância e da diplomacia, no relacionamento com os seus adversários.

Isso teria o condão de evidenciar a importância do aperfeiçoamento das condutas modernas de civilidade, com a primazia do respeito à dignidade humana que também se exige nas atividades políticas, pouco se importando pela reciprocidade de tratamento.

É possível se imaginar que este alerta seja de suma importância como lição que precisa ser urgentemente aprendida pelo candidato da direita à Presidência da República, que deve se interessar pelos princípios da educação e da diplomacia, à luz da liturgia do verdadeiro estadista, que necessariamente se obriga a agir e atuar como magistrado, que se obriga a seguir a sublime linha de educação, respeito e civilidade.

Acorda, Brasil! 

            Brasília, em 21 de junho de 2026

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