O pré-candidato da direita à Presidência da República aproveito o ensejo da vitória do candidato colombiano para cumprimentá-lo, em cuja mensagem ele declarou que “O bem venceu o mal”.
A história mostra que a nefasta polarização política brasileira nada
mais é do que o resultado da potencialização dos fatores que contribuem para
alimentar a sua manutenção.
A verdade é que a direita e a esquerda brasileiras não perdem
oportunidade para o atiçamento de provocação explícita, que o bom senso e a
sensatez aconselham a dispensa disso, por não haver nada que justifique o seu
emprego.
Refiro-me ao caso em que o pré-candidato da direita à Presidência da
República, sem o menor pudor, aproveita o ensejo para parabenizar o vencedor da
disputa presidencial na Colômbia, para destilar o seu sentimento de ódio, ao
afirmar que "O bem venceu o mal", evidentemente que ele quis
dizer claramente que o mal se refere à esquerda.
O que ele poderia apenas ter dito normalmente, evidentemente sem
necessidade de ofender nem de provocar ninguém, em respeito ao princípio da sabedoria,
era simplesmente: “o bem venceu”, pois tudo ficava muito claro o seu desejo e
não despertaria maiores especulações.
A verdade é que esse deslize pede por urgente reflexão por parte dos
políticos, principalmente da direita. caso seja do seu interesse em
civilizar-se e humanizar-se, no caso que eles decidam pela importância da
rigorosa observância aos salutares e basilares princípios da cidadania, da
tolerância e da diplomacia, no relacionamento com os seus adversários.
Isso teria o condão de evidenciar a importância do aperfeiçoamento das
condutas modernas de civilidade, com a primazia do respeito à dignidade humana
que também se exige nas atividades políticas, pouco se importando pela
reciprocidade de tratamento.
É possível se imaginar que este alerta seja de suma importância como
lição que precisa ser urgentemente aprendida pelo candidato da direita à
Presidência da República, que deve se interessar pelos princípios da educação e
da diplomacia, à luz da liturgia do verdadeiro estadista, que necessariamente
se obriga a agir e atuar como magistrado, que se obriga a seguir a sublime
linha de educação, respeito e civilidade.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 21 de junho de 2026
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