É possível se acreditar que pessoa de sã consciência, psicologicamente
equilibrada, jamais faria acusação tão grave como essa que é feita pela
principal autoridade do país, de traição à pátria, sem ter elementos
substanciais e suficientemente capazes de provar o que ele afirma perante a
nação.
Ele se atreve a intuir, certamente com base em narrativa criada da
própria ideologia que defende, por achar que pode e tem o direito de acusar
erros de adversários políticos, sem haver o menor fundamento de plausibilidade,
como parece ser o presente caso.
E o pior da grave infâmia ainda vem associada com a inacreditável,
cruenta e desumana proposição de enforcamento de adversários políticos, como
forma de julgamento e condenação sumários, como a se confirmar fatos consumados
e concretizados, tudo em evidente harmonia com a filosofia inerente ao
repugnante regime totalitário e tirânico de cruel antagonismo que tem sido a
razão predominante de quem age inconsciente e irresponsavelmente.
À toda evidência, essa infeliz e insensata sugestão de eliminação de
opositores políticos calha nos propósitos da nefasta ideologia defendida por
essa autoridade, que se harmoniza com o sentimento de deplorável antagonismo
que alimenta a permanente sede potencialmente de vingança contra os declarados
inimigos políticos.
Diante de gravíssima situação que envolve inclusive a perda de vidas
humanas, pela mais cruel forma de enforcamento, emerge a importância de
imediatos esclarecimentos por parte dos acusados, em sua defesa, no sentido de
mostrar tudo sobre os fatos denunciados e que serviram da inacreditável e
brutal condenação por parte daquela autoridade.
Ou seja, ganha notória importância, neste momento, a transparência sobre
o que realmente possa ter acontecido, como forma de se colocar sobre a mesa
toda verdade, de modo que a sociedade possa avaliar precisamente se existiu ou
não traição à pátria, doa a quem doer, desde que a verdade prevaleça nesse
deplorável episódio, que de uma forma ou de outra, o Brasil precisa se salvar.
Apelam-se por que os fatos sejam devidamente esclarecidos, evidentemente
mostrando-os às claras, levando-se em conta, em especial, a grandeza do Brasil
e dos brasileiros.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 3 de junho de 2026
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