Em mensagem que circula nas redes sociais,
alguém tem a franqueza de afirmar que a grande vontade de chutar o balde é
vencida pela imperiosa necessidade de precisar enxugar a água derramada.
A verdade é que a vontade de se chutar o balde
parece ser a única alternativa, nas situações de dificuldades, mas as cabeças
quentes das pessoas não permitem imaginar as terríveis consequências desse ato
impensado, pois isso pode desencadear maiores transtornos, com repercussões
ainda piores do que o simples problema.
O bom senso aconselha que é possível se imaginar
que para tudo tem solução, por mais complicada que pareça a situação.
Acontece que o brasileiro é muito precipitado e
sempre recorre para a lei do menor esforço e nada melhor que chutar o balde,
antes mesmo de pensar o suficiente sobre a sua encrenca consequência.
O certo mesmo é que normalmente a reflexão
acontece quando tudo já foi de água abaixo, causando estrago ainda maior que a
crise que existia.
A verdade é que a prudência e a sensatez são a
mãe para a solução de todos os problemas, que existem justamente por falta de
sensibilidade.
Enfim, pensem e reflitam que o único objeto
feito para se chutar é a bola, que existe para a alegria dos brasileiros,
enquanto o balde, este sim, tem a função nobre apenas de depósito do precioso
líquido da vida.
Brasília, em 17 de junho de 2026
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