terça-feira, 30 de junho de 2026

Chute no balde

 

Em mensagem que circula nas redes sociais, alguém tem a franqueza de afirmar que a grande vontade de chutar o balde é vencida pela imperiosa necessidade de precisar enxugar a água derramada.

A verdade é que a vontade de se chutar o balde parece ser a única alternativa, nas situações de dificuldades, mas as cabeças quentes das pessoas não permitem imaginar as terríveis consequências desse ato impensado, pois isso pode desencadear maiores transtornos, com repercussões ainda piores do que o simples problema.

O bom senso aconselha que é possível se imaginar que para tudo tem solução, por mais complicada que pareça a situação.

Acontece que o brasileiro é muito precipitado e sempre recorre para a lei do menor esforço e nada melhor que chutar o balde, antes mesmo de pensar o suficiente sobre a sua encrenca consequência.

O certo mesmo é que normalmente a reflexão acontece quando tudo já foi de água abaixo, causando estrago ainda maior que a crise que existia.

A verdade é que a prudência e a sensatez são a mãe para a solução de todos os problemas, que existem justamente por falta de sensibilidade.

Enfim, pensem e reflitam que o único objeto feito para se chutar é a bola, que existe para a alegria dos brasileiros, enquanto o balde, este sim, tem a função nobre apenas de depósito do precioso líquido da vida.

Brasília, em 17 de junho de 2026

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