Em mensagem postada na internet, que aparece a imagem da última
ex-primeira-dama do país, encimada de texto que diz que ela representa as
mulheres brasileiras.
Não se sabe exatamente como se definiria melhor quais as mulheres que a
ex-primeira-dama brasileira realmente representa, à vista das questões de ordem
ideológi9ca.
Só há margem de interpretação de que ela jamais representa as mulheres
socialistas, que também são brasileiras, mas certamente não se sentem
representadas por ela, por mais boa vontade possível nesse sentido.
Há certas expressões que são preferíveis nem as mencionar, porque elas
não passam de frases sem efeito, como essa de "Ela representa todas as
mulheres do Brasil.", se referindo à ex-primeira-dama, porque isso não
tem o mínimo fundo de verdade.
É possível, por óbvio, até que ela represente as mulheres que confessam
a sua mesma ideologia, mas nunca as suas declaradas adversárias.
A verdade é que urge se mudarem os conceitos, precisamente para se
evitar saia-justa como a que significa a expressão acima, para se evitarem
interpretações distorcidas.
À toda evidência, a ex-primeira-dama é cidadã especial, mas apenas no
âmbito restrito aos seus admiradores, pois ela tem enorme rejeição por parte
das suas adversárias políticas e isso é bastante compreensível, nas
circunstâncias.
Na realidade, o bom senso e a sensatez recomendam que essa forma de
propaganda política deveria ser evitada, precisamente porque o que consta do
texto não condiz com a realidade, porque é bem possível que a ex-primeira-dama
do país somente represente a própria pessoa.
Apelam-se por que as propagandas políticas somente sejam feitas quando isso se tornar realmente imprescindível e tenha por objeto fatos lógicos e factíveis, sob pena de se incorrer em ridículo.
Brasília, em 5 de junho de 2026
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