terça-feira, 30 de junho de 2026

A ex-primeira-dama

 

Em mensagem postada na internet, que aparece a imagem da última ex-primeira-dama do país, encimada de texto que diz que ela representa as mulheres brasileiras.

Não se sabe exatamente como se definiria melhor quais as mulheres que a ex-primeira-dama brasileira realmente representa, à vista das questões de ordem ideológi9ca.

Só há margem de interpretação de que ela jamais representa as mulheres socialistas, que também são brasileiras, mas certamente não se sentem representadas por ela, por mais boa vontade possível nesse sentido.

Há certas expressões que são preferíveis nem as mencionar, porque elas não passam de frases sem efeito, como essa de "Ela representa todas as mulheres do Brasil.", se referindo à ex-primeira-dama, porque isso não tem o mínimo fundo de verdade.

É possível, por óbvio, até que ela represente as mulheres que confessam a sua mesma ideologia, mas nunca as suas declaradas adversárias.

A verdade é que urge se mudarem os conceitos, precisamente para se evitar saia-justa como a que significa a expressão acima, para se evitarem interpretações distorcidas.

À toda evidência, a ex-primeira-dama é cidadã especial, mas apenas no âmbito restrito aos seus admiradores, pois ela tem enorme rejeição por parte das suas adversárias políticas e isso é bastante compreensível, nas circunstâncias.

Na realidade, o bom senso e a sensatez recomendam que essa forma de propaganda política deveria ser evitada, precisamente porque o que consta do texto não condiz com a realidade, porque é bem possível que a ex-primeira-dama do país somente represente a própria pessoa.

Apelam-se por que as propagandas políticas somente sejam feitas quando isso se tornar realmente imprescindível e tenha por objeto fatos lógicos e factíveis, sob pena de se incorrer em ridículo. 

Brasília, em 5 de junho de 2026

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