terça-feira, 30 de junho de 2026

O eleitor

 

Em reportagem publicada sobre crítica ao desempenho do governo, consta expressão literária que diz que "A escola de samba caiu em fevereiro! (omiti o nome do político) cairá em outubro!".

Isso parece suscitar interessante reflexão, precisamente porque ela não parece tão natural como foi escrita com tanta certeza, como se alguém tivesse a magia e o domínio do vaticínio certeiro.

Parece evidente que a triste sina da escola de samba teve a ponderação de fatores determinantes e seu principal pode ter sido o menosprezo aos princípios da dignidade humana, diante do desejo de humilhar a família cristã, que fora dura e injustamente criticada na avenida, perante o espanto do mundo, que ficou estarrecido com tamanha maneira desrespeitosa e desumana como ela foi apresentada no desfile.

A escola de samba teve a indelicadeza de debochar da dignidade e da pureza da família brasileira, para tentar satisfazer o ego de ideologia que representa as trevas, em termos de sentimento anticristão.

Bem, isso parece ser fato incontestável, evidentemente não comportando maiores discussões acerca dos acontecimentos desagradáveis havidos.

Agora, importa se analisar sobre a assertiva de que determinado político cairá em outubro, mas para tanto serão necessários o envolvimento de diversos fatores para que isso se concretize conforme a previsão acima.

O principal componente diz respeito ao eleitor que tem o poder primário e constitucional da escolha do seu representante político.

Isso é fato fundamental que precisa ser avaliado com muito cuidado, especialmente porque não se muda o voto sem a mudança do próprio eleitor, que normalmente se torna cativo e tende a manter o seu voto no candidato da sua preferência, visto que a sua concepção sobre ele nem sempre se altera repentinamente, como quer fazer acreditar a predição em causa, que sentencia friamente e com absoluta convicção que determinado político cairá.

Não se imagina que isso é tão fácil assim, diante da necessidade de convencimento do eleitor, a depender da narrativa, da força de persuasão e da capacidade de gerenciamento dos candidatos.

Ou seja, não se trata de tarefa simples e fácil para se concluir que tal político cairá, contando apenas com o infinito desejo de mudança, que até poderá acontecer por força de muitas injunções de ordem principalmente política.

Enfim, fica o registro da esperança de que o Brasil mereça ser totalmente mudado para bem melhor, sob os auspícios da generosa e boa vontade dos eleitores brasileiros, que poderiam se esforçar para a eliminação da vida pública dos políticos desonestos, incompetentes, insignificantes e antipatriotas.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 10 de junho de 2026

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