Em discurso para plateia jovem, o presidente do país foi enfático ao
declarar que “O político honesto que vocês querem não está dentro de mim.”.
É maravilhoso que a pessoa que é considerada o desonesto-mor do Brasil
tenha a dignidade de se manifestar que a honestidade não existe dentro dele,
certamente em momento de recaída de lucidez, quando ele nunca se anima em
reconhecer a sua índole de indignidade, na vida pública.
O certo é que a declaração de desonestidade vem em bom momento, para
mostrar a verdade sobre ele aos brasileiros cegos pela ideologia, que precisam
acreditar na sinceridade dessa autoridade, aproveitando especial momento de
lucidez dela, em falar a verdade, que é algo raro na sua vida pública.
É deplorável e extremamente preocupante que a principal autoridade do
país, que tem a incumbência de presidir os interesses dos brasileiros, se
declare espontaneamente que é desonesto, em que pese isso já ter sido
sentenciado em três instâncias da Justiça brasileira, quando decretaram a
prisão dele pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Não obstante, mesmo diante de revelação tão grave, o político continua
inabalável no poder, pela inexplicável condescendência dos brasileiros, que se
conformam com pessoa desonesta no trono presidencial.
Em um país com o mínimo de seriedade e evolução, em termos políticos e
democráticos, essa revelação de desonestidade implicaria a imediata mobilização
da sociedade, exigindo o urgente afastamento da autoridade indigna do poder,
por ser inadmissível que alguém desonesto possa representar brasileiros dignos
e honestos.
Ou seja, ao dizer que a honestidade não está dentro dele, isso
significa, sim, a confirmação da sua índole de político desonesto, que,
inexplicavelmente, por conveniência política, isso tem sido sistematicamente
negado, mas os fatos investigados comprovam, de forma cabal, a materialidade
daqueles gravíssimos crimes contra a administração pública.
Enfim, a declaração de desonestidade da principal autoridade do país tem
o condão de suscitar a importância sobre a reflexão sobre a conveniência ou não
de se manter político desonesto na Presidência do Brasil?
Acorda, Brasil!
Brasília, em 23 de junho de 2026
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