Quando se escreve com muita clareza perguntando "mesmo depois do
vídeo", se referindo à participação do senador e candidato à
Presidência da República na negociação do empréstimo para a filmagem
cinematográfica sobre a vida do pai dele, fica bastante explícito e evidente
que o conteúdo constante dele tem algo esquisito e nebuloso, que não foi
devidamente esclarecido nem justificado perante a sociedade, por parte do
parlamentar.
Ou seja, para continuar a apoiá-lo implica que ele se digne a justificar
o motivo pelo qual ele foi levado a afrontar o decoro parlamentar para negociar
transação financeira que dissente das suas funções para o qual ele foi eleito
para somente legislar e cumprir as funções inerentes ao cargo de senador.
Em se tratando que o dinheiro se destinou ao financiamento da filmagem
contando a história política do pai dele, é sim algo que ele teria feito por
pura conveniência pessoal, visto que, ao contrário, se o filme se tratasse da
história do lavrador Manoel ou do açougueiro Joaquim, certamente que o nobre
senador jamais teria se dignado a intervir na negociação, com o denodo empenho
com a capacidade da obtenção dos recursos pretendidos, em milhões de reais.
A princípio, tudo indica que, sobre o dinheiro em si, não se tem notícia
acerca de qualquer suspeita de irregularidade, por se tratar de mero
empréstimo, na forma negocial do comércio com dinheiro.
Não obstante, a participação do senador em assunto particular ainda
realmente carece de mais justificativas, para não restar a menor dúvida sobre a
lisura que se espera dos verdadeiros políticos.
Enfim, é preciso se reconhecer que o envolvimento do senador/candidato,
nesse imbróglio, precisa ser devidamente esclarecido, quando a exposição do
texto escrito no painel assegura muito claramente isso.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 30 de maio de 2026
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