Conforme esclarecimentos prestados pelos Estados Unidos, aquele país
atualizou os países que estão alinhados com ele, deixando bastante claro que o
Brasil não faz parte dessas nações.
Impressiona a muitos brasileiros que o governo norte-americano se
expresse exatamente como pensa outro país que só demonstra o oposto da sua
linha de entendimento, especialmente em termos das relações internacionais,
quando o governo brasileiro é francamente alinhado com as nações de regime socialista,
evidentemente contrárias ao alinhamento ideológico daquele país.
Seria completa incoerência que assim fosse e os ianques ainda tivessem
condescendência para com o Brasil, declaradamente com aderência ao lado
antagônico dos interesses daquele país.
A lição que fica é muito clara, no sentido de que, ou o Brasil estar com
os Estados Unidos ou permaneça onde realmente quer ficar, tendo a certeza de
que, nessas condições, o Brasil, com toda justiça, fica fora do bloco de
aliados dos Estados Unidos, obviamente ficando livre para ter a companhia dos
países socialistas, como China, Cuba, Venezuela e outros.
Trata-se apenas de preferência do governo brasileiro, que aquele país só
tem a alternativa de considerá-lo exatamente como ele realmente se posicionou,
em termos de ideologia, que também mostra a sua verdadeira identidade de
pensamento de país não amigável dos Estados Unidos, passando a merecer o
tratamento adequado à situação como tal assim declarada de não aliado.
Certamente que esse melancólico epílogo de relações diplomáticas tem um
perdedor que não são os Estados Unidos, porque é esse país que escolhe os
melhores países para integrarem a sua companhia na composição das nações que
formam o seu bloco de apoio internacional.
Resta o consolo ao Brasil de se alinhar com os países que mais lhe
convém, que é natural opção de governo.
A história certamente vai dizer se essa situação foi compensatória ou não aos interesses da diplomacia brasileira.
Brasília, em 9 de junho de 2026
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