terça-feira, 30 de junho de 2026

Dignificação

 

Em mensagem publicada na internet, atribui-se ao célebre Rui Barbosa o seguinte texto: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da verdade, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”. 

A grandeza divina não tem limite, por que o que seria de angustiante, nos dias atuais, para o grande e admirável brasileiro Rui Barbosa, que teve, nos primórdios do século vinte, a requintada inteligência de dizer, com absoluta convicção, certamente com base na sua experiência, que o ser humano teria vergonha de ver triunfarem as nulidades, de prosperar a desonra, de crescer a injustiça, de agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, porque tudo isso suscita desânimo quanto à existência da virtude, que é ridicularizada pela honra dos homens?

Isso porque todos os predicativos rasteiros e decadentes ditos pelo célebre jurista baiano campeiam livres e soberanamente na administração pública brasileira atual, com a placidez de não envergonhar absolutamente ninguém, precisamente porque os tempos da modernidade científica e tecnológica da atualidade permitirem que a indignidade e a pouca-vergonha tornem imunes a tudo aquilo que motivariam a honra dos homens públicos do passado.

Desgraçadamente, a história evoluiu muito e trouxe com ela essa horrorosa e maldita herança de que o homem público tenha o normal entendimento de que triunfar na vida pública é viver desonestamente, tal e qual ele vem praticando em forma material de inutilidade, desonra, injustiça e maldade, tudo aquilo que já contestava como sendo desonroso, na vida pública, há mais de um século, o magnífico Rui Barbosa, um dos maiores juristas e políticos brasileiros.Parte inferior do formulário

Quanta indignidade foi se acumulando ao longo dos tempos, em que a desonra, a inutilidade e a injustiça são predicativos predominantes como mera banalidade na vida pública, sem causar qualquer impacto diante dos quesitos de moralidade e decência.

Impõem-se que os brasileiros se conscientizem sobre a importância do império da própria moralização, ao exigir que seus representantes políticos se inclinem voluntariamente ao devotamento do pudor da dignidade, na vida pública.

Acorda, Brasil! 

Brasília, em 10 de junho de 2026

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