Em mensagem publicada na internet, atribui-se ao célebre Rui Barbosa o
seguinte texto: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar
a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os
poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da verdade, a rir-se da
honra, a ter vergonha de ser honesto.”.
A grandeza divina não tem limite, por que o que seria de angustiante,
nos dias atuais, para o grande e admirável brasileiro Rui Barbosa, que teve,
nos primórdios do século vinte, a requintada inteligência de dizer, com
absoluta convicção, certamente com base na sua experiência, que o ser humano
teria vergonha de ver triunfarem as nulidades, de prosperar a desonra, de
crescer a injustiça, de agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, porque
tudo isso suscita desânimo quanto à existência da virtude, que é ridicularizada
pela honra dos homens?
Isso porque todos os predicativos rasteiros e decadentes ditos pelo
célebre jurista baiano campeiam livres e soberanamente na administração pública
brasileira atual, com a placidez de não envergonhar absolutamente ninguém,
precisamente porque os tempos da modernidade científica e tecnológica da
atualidade permitirem que a indignidade e a pouca-vergonha tornem imunes a tudo
aquilo que motivariam a honra dos homens públicos do passado.
Desgraçadamente, a história evoluiu muito e trouxe com ela essa
horrorosa e maldita herança de que o homem público tenha o normal entendimento
de que triunfar na vida pública é viver desonestamente, tal e qual ele vem
praticando em forma material de inutilidade, desonra, injustiça e maldade, tudo
aquilo que já contestava como sendo desonroso, na vida pública, há mais de um
século, o magnífico Rui Barbosa, um dos maiores juristas e políticos
brasileiros.
Quanta indignidade foi se acumulando ao longo dos tempos, em que a
desonra, a inutilidade e a injustiça são predicativos predominantes como mera
banalidade na vida pública, sem causar qualquer impacto diante dos quesitos de
moralidade e decência.
Impõem-se que os brasileiros se conscientizem sobre a importância do
império da própria moralização, ao exigir que seus representantes políticos se
inclinem voluntariamente ao devotamento do pudor da dignidade, na vida pública.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 10 de junho de 2026
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