sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Triste fim do Brasil?


Após o presidente da Câmara dos Deputados dar o sinal verde para o início do processo de impeachment da presidente da República, o petista antecessor dela se exprimiu para afirmar que "Eu me sinto indignado com o que estão fazendo com o país. A presidenta fazendo um esforço incomensurável para que a gente aprove os ajustes que têm que ser aprovados nesse país, pra ver se a gente consegue recuperar a economia e fazer a economia crescer, e tem muitos deputados querendo contribuir, mas o presidente da Câmara me parece que tomou a decisão de não se preocupar com o Brasil".
Ele não amenizou críticas à postura do peemedebista, tendo ressaltado que "Me parece que a prioridade dele é se preocupar com ele, quando esse país de 210 milhões de habitantes é mais importante do que qualquer um de nós individualmente".
Ao se referir sobre a possibilidade de retaliação da parte do presidente da Câmara, o petista foi ainda mais severo, ao afirmar que “Subordinar um país inteiro a uma visão corporativa, pessoal e de vingança (...). Eu quero crer que não seja verdade. Porque se isso for verdade, é muita leviandade”.
O ex-presidente petista diz que se sente "indignado com o que estão fazendo com o país", mas com sentimento da maior pureza, os brasileiros se sentem extremamente indignados com o que o PT e a sua base de sustentação fizeram e estão fazendo com o indefeso e fragilizado Brasil, que praticamente se encontra em péssimas condições de debilidade, por força das crises política, econômica e administrativa, e ainda sendo governado pelas mesmas pessoas que não foram capazes de evitar tamanha tragédia, diante da forma estapafúrdia como a nação foi degringolada, à vista da depauperação dos fatores morais, econômicos e políticos, todos visivelmente destruídos e esfacelados pela ação ou omissão do governo, que não teve competência para evitar o que fizeram de pior para o Brasil.
Como o petista sempre garante que não sabe de nada e também nada ver, seria de suma importância que ele fosse informado que a gestão petista é culpada por quebrar as estruturas e a espinha dorsal do Brasil, compreendendo a administração pública direta e indireta, por conta de suas desastradas políticas públicas, alheias às priorizações que se impõem sob os conceitos da eficiência e da competência na execução dos orçamentos públicos e, de resto, na administração do país.
Conviria que o ex-presidente soubesse que o governo petista foi incapaz de promover, por minimamente que sejam, reformas das estruturas do Estado, com vistas ao aperfeiçoamento e à modernização dos instrumentos e dos fatores da administração do país, como forma de contribuir para eliminar ou minorar os gargalos e os entraves que ajudaram a fortalecer as dificuldades da gestão pública.
O petista precisa saber que o governo foi incapaz de evitar que o país fosse tragicamente conduzido para a desgraça da recessão econômica, que tem sido motivo de martírio para os brasileiros, por conta da desindustrialização; do desemprego; da redução da renda do trabalhador; da inflação alta; dos juros altíssimos; da desconfiança dos investidores, que se mandam do país com seu capital; da drástica redução da arrecadação; da falta de investimentos público e privado; além de tantas mazelas que também estão contribuindo para muitas incertezas e desconfianças do governo, diante da efetiva demonstração de incapacidade do governo de adotar medidas capazes de reverter o quadro de dificuldades e de recolocar o país nos trilhos do progresso e do desenvolvimento.
O ex-presidente também precisa saber que o pacote de ajustes de maldades do governo, com medidas que aumentam impostos e recria a odiosa CPMF, sem se preocupar com corte profundo nas despesas públicas, somente atenua a ascendência das crises políticas e econômicas, porquanto os resultados delas servem apenas como paliativos, que sinalizam senão para o estancamento da sangria nas contas públicas, por força das gastanças irresponsáveis do governo, que não tem a menor preocupação em desrespeitar os limites impostos pelas metas fiscais, a exemplo da última medida, igualmente irresponsável do Congresso Nacional, de aprovar a extrapolação desse limite, permitindo que a presidente do país não seja responsabilizada pela inobservância das normas de administração orçamentária e financeira de que tratam as Leis de Responsabilidade Fiscal e de Diretrizes Orçamentárias, em clara demonstração de que o governo pode gastar à vontade e desmedidamente, porque depois do rombo o Congresso perdoa os abusos e os excessos, tudo em cristalina demonstração de absoluta irresponsabilidade e ainda sem o menor constrangimento em contribuírem – Executivo e Legislativo - para a elevação das dívidas públicas e a dificuldade em novos investimentos em obras indispensáveis ao desenvolvimento socioeconômico.
Os fatos mostram à saciedade que quem efetivamente foi capa de fazer muita coisa erra contra os interesses dos brasileiros e do país, principalmente com a execução de políticas e ações em completa dissonância com os princípios da eficiência e da competência, cujos resultados estão refletindo na estupidez da recessão econômica e no rombo das contas públicas, tendo como terríveis consequências maior endividamento do Estado e inexistência de investimentos em benefícios dos brasileiros.
É evidente que o impeachment não é certamente a tábua da salvação do país quanto à imediata saída das terríveis crises que dificultam a liberdade das gigantescas amarras colocadas na administração do país, mas podem contribuir para se vislumbrar mudanças capazes de suscitar possibilidades fora do atual pesadelo do imobilismo de ideias que sepultaram as metas e os planos de desenvolvimento do país, impedindo melhores condições de vida dos brasileiros.
Diante de tudo isso, o ex-presidente ainda precisa se conscientizar de que o governo petista foi capaz de levar o país para o fundo do poço, se é que ainda exista poço nesta nação, diante da possibilidade de que o pior pode ficar ainda mais piorado, principalmente se os brasileiros forem obrigados a ser comandados por governo que já perdeu o rumo da situação do país há muito tempo.
Por certo, a continuidade do governo é garantia de mais arrochos e apertos, principalmente diante da sua incompetência fartamente evidenciada nos resultados colhidos na sua gestão, que são simplesmente alarmantes e de extrema preocupação, fatos estes que conduzem à conclusão de que a presidente deveria ter a dignidade de pôr ponto final no sofrimento dos brasileiros, porque a paciência deles tem limite e ela já se esgotou há muito tempo, conforme mostram os resultados das pesquisas relacionadas com a falta de atuação da presidente brasileira, com a sua desaprovação acima de dois terços dos eleitores pesquisados, dando a entender que eles sequer acreditam na existência de governo, de tão ruim e ineficiente, à vista da péssima prestação dos serviços públicos, que integram o conjunto de precariedades representadas na gestão governamental. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 04 de dezembro de 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Seca: chega de atendimentos paliativos!


Segundo o setor de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte – EMPARN, o inverno nesse Estado pode estar seriamente comprometido, diante das perspectivas nada animadoras para o sertanejo, à vista das observações sobre a atuação do El Niño, que tem o poder de influenciar diretamente a situação climática, em diversas regiões mundiais.
Um meteorologista desse órgão disse que, com base em previsão na atuação do El Niño, “O fenômeno meteorológico encontra-se na categoria de maior intensidade, e a região pode enfrentar o quinto ano seguido de estiagem. Analisando dados, podemos afirmar que o fenômeno voltou a intensificar anomalia acima de 3 graus, o que pode trazer consequências como o aumento da temperatura”.
Na ocasião, ele desmentiu informações atribuídas a ele de que não é verdade que o inverno começaria mais cedo naquele Estado e que as chuvas, no próximo ano, seriam de maior intensidade.
O meteorologista alerta que “Os modelos de previsão, todos eles no período chuvoso, podem trazer anomalias no Pacífico em torno de um grau e meio, e isso comprometerá todo o período chuvoso”. Ele ressaltou que maior precisão sobre o inverno na região somente será possível por meio das análises realizadas no mês de dezembro até o início de janeiro.
Em conclusão, o meteorologista afirmou que, à vista dos elementos disponíveis, as chuvas permanecerão abaixo da média e que as mudanças climáticas dependerão do comportamento do Oceano Atlântico: “Estamos aguardando o comportamento do Oceano que pode acontecer alguns sistemas que trazem chuvas nesses meses, porém, não dá para fazer uma previsão mais precisa. Se tiver alguma mudança, será por conta do Atlântico que trará um cenário um pouco melhor em 2016”.
A situação da seca no Nordeste já se apresenta, bem antes do início do inverno, em estado avançado de preocupação, porque a falta de água é realidade que já massacra quase toda região, que é afetada pelas mesmas crises, dificuldades e precariedades dos últimos quatro anos de atendimento emergencial, funcionando como triste círculo vicioso, em que o drama se apresenta com as mesmas características de ininterruptos e infinitos acontecimentos, cujas políticas são sempre as mesmas, com aparatos e condições que se repetem apenas com resultados paliativos e temporários, enquanto há incidência das dificuldades.
É notória a demonstração de total descaso por parte das autoridades governamentais, que se vangloriam de dar assistência aos nordestinos, como se isso não fosse obrigação do Estado, que deveria se preocupar, ao contrário, com a implementação de ações de cunho efetivamente capaz de solucionar a grave e calamitosa situação das secas, permitindo que os sertanejos sejam atendidos pelo Estado em harmonia com a dignidade que eles merecem, não como eternos benefícios resultantes da seca, mas como cidadãos que se sacrificam pela causa mais nobre que o ser humano pode aspirar, que é viver com dignidade, no lugar escolhido para morar, trabalhar e construir o seu bem comum.
          Como as previsões acenam para mais um ano de terrível seca, agravando ainda mais a situação dos sertanejos, convém que as autoridades governamentais se antecipem no sentido de arregimentar meios e recursos indispensáveis à proteção das pessoas passíveis de serem potencialmente afetadas pela estiagem.
Compete aos governos federal, estatuais e municipais demandarem medidas, com a maior brevidade possível, capazes de se antecipar às calamidades comuns nos anos anteriores, quando as medidas são adotadas de forma precária e no afogadilho, que têm servido apenas como mero paliativo de momento, muito bem demonstrando a irresponsabilidade dos governantes no tocante à questão da maior importância, por envolver vidas humanas e de animais, que são gravemente prejudicadas sempre nessas trágicas situações de seca.
Diante da reiteração dos casos de seca no Sertão, já passou do tempo de os governos se conscientizarem sobre a urgente necessidade de priorização de políticas públicas para estudar, equacionar e solucionar os graves problemas da falta de água, de modo que sejam adotados mecanismos capazes de cuidar, com a devida antecedência, de medidas que visem ao atendimento, com a indispensável eficiência, sempre depois de quaisquer sinais de falta de chuvas, permitindo-se que não haja problema de solução de continuidade, notadamente nos rincões nordestinos, onde as medidas preventivas já estejam permanentemente à disposição das comunidades, sem precisar que antes se instale a situação de calamidade para a chegada tardia do socorro, como sempre acontece nas experiências anteriores, em clara demonstração da irresponsabilidade das autoridades incumbidas de cuidar de problemas que vêm ocorrendo mais amiudamente, nos últimos anos.
Compete à sociedade mais afetada se antecipar para exigir das autoridades públicas as medidas cabíveis para cuidar, de forma responsável e eficiente, dessa terrível situação da seca, que deve merecer a priorização das políticas públicas, à vista do envolvimento de vidas de pessoas e de animais, que precisam ser preservadas por meio de esforços e empenhos das autoridades públicas, que têm a obrigação de alocar recursos materiais e financeiros para solucionar, em definitivo, situação tão angustiante e cruel, que já era para ter tido fim, caso ela não fosse tratada tão somente com os costumeiros descaso e irresponsabilidade, à vista dos resultados de anos anteriores, que não passam apenas de medidas atenuadoras da grave situação. Acorda, Brasil!    
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 03 de dezembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Parabéns, Uiraúna!


A cidade de Uiraúna, situada bem no interior do Estado da Paraíba, amanheceu hoje bem festiva, em comemoração, nesta data, de seus 62 anos de emancipação política, tendo conquistado, ao longo da sua existência, o popular título de “A Terra dos Músicos e Sacerdotes”, em razão da forte vocação de pessoas do município para essas atividades profissionais.
Não obstante, também é notório que muitos filhos dessa querida terra tenham se destacado em diversas áreas do conhecimento, cujos empenhos têm levado o nome de Uiraúna brasis afora e mostrado seus potenciais intelectuais nas áreas da medicina, da política, do jornalismo, da advocacia, do serviço público, da arte literária, entre outras profissões que contribuíram para enaltecer a sua origem com trabalhos importantes e edificantes.
Por ter presenciado e acompanhado os momentos de festejos de emancipação política, nos idos de 1953, quando houve merecidas comemorações de júbilos pela importância do momento histórico, sinto-me muito à vontade para manifestar meu regozijo pela lembrança da data e parabenizar a sempre amada, inesquecível e querida Uiraúna, nesta data, quando a cidade comemora seus 62 anos de independência político-administrativa, já ostentando o honroso título de anciã, que conseguiu superar os sessenta anos de lutas e conquistas, merecendo, nesta data, os cumprimentos de seus filhos que são cada vez mais agradecidos por nascerem nesse glorioso torrão, que é eterno guardião de boas recordações de momentos agradáveis e inesquecíveis, principalmente das reminiscências da infância ainda tão presentes nos dias atuais.
Sem sombra de dúvida, os momentos saudáveis da infância nas ruas da jovem e pequenina Uiraúna certamente contribuíram para forjar passos importantes e decisivos de nossas vidas, que hoje têm outras vicissitudes, mas não há como dissociar aqueles momentos de pureza da criancice ingênua e cheia de sonhos dos dias atuais, pois a vida é feita do conjunto dos fatos vividos.
Hoje é um dia de comemoração e de boas recordações do passado glorioso de uma cidade que persegue e trilha os rumos do progresso.
Aproveito o ensejo para parabenizar, com enorme satisfação e sentimento muito saudosismo, a amada Uiraúna da minha infância, por seu aniversário de emancipação político-administrativa, formulando os melhores votos para que a Sagrada Família de Jesus, Maria e José continue abençoando seus filhos, no sentido de que todos trabalhem, em união, cada vez mais em prol do seu engrandecimento e desenvolvimento econômico e social.
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 02 de dezembro de 2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Desprezo das causas nacionais


Com alto índice de reprovação, o governo e o PT são obrigados a enfrentar gigantesca rejeição popular, robustecida por graves crises ética, política, econômica e administrativa que sinalizam, com muita clareza, por seus fundamentos, que elas não darão trégua em curto prazo.
A situação do país está tão preocupante e sem perspectivas que a população enxerga incompetência, irregularidade, roubalheira e corrupção em todos os ângulos da administração pública, que tem sido coadjuvada por partidos políticos, que são a célula mater da representatividade política.
Tem sido muito comum, no âmbito do Executivo e Legislativo, as negociatas, os conchavos e os ajustes, normalmente envolvendo a máquina pública, para entendimentos visando à satisfação de interesses pessoais ou partidários, notadamente para salvar homens públicos de punição, quer da cassação quer da prisão, conquanto o interesse do país e dos brasileiros é colocado em plano secundário, fato que contribui diretamente para a construção do retrocesso da nação, eis que as questões essenciais de interesse da população sequer são agendadas para discussão e aprovação, em clara demonstração de irresponsabilidade e desmazelo para com a res publica.
Conquanto muito pouco é construído em benefício social, ante a notória precariedade dos serviços públicos, à vista das precípuas finalidades institucionais do Estado, os brasileiros são submetidos aos nefastos resultados do desempenho da gestão pública, conforme a ressonância das manifestações de insatisfação e de desesperança sociais, que têm sido realidade brasileira nos últimos tempos, fruto da terrível recessão econômica, com os inevitáveis trágicos efeitos da inflação, do desemprego, da queda da renda dos trabalhadores, da desindustrialização, da saída do capital estrangeiro, da redução da arrecadação, da inexistência de investimentos público e privado, entre tantas outras mazelas altamente prejudiciais aos interesses públicos, com enormes reflexos no bem comum e na vida dos brasileiros.
Embora estejam faltando alguns meses para o início da próxima campanha eleitoral, há muito a ser feito, com dependência de ingente esforço para mudança das estruturas do Estado, que estão totalmente debilitadas e deformadas, sem a menor perspectiva de substanciais alterações, principalmente porque o governo apenas oferece pacote de ajustes fiscal e econômico, tendo por base somente a criação de tributo ou o aumento da carga tributária, submetendo a população a mais sacrifício, sem que ele tenha o mínimo de sensibilidade para promover corte abrangente no seu orçamento, dando a entender que as crises passam ao largo do Palácio do Planalto, quando é lá que tudo se origina.
É evidente que as crises instaladas no governo e no país precisam ser equacionadas e solucionadas com medidas eficientes e capazes, não somente para se eliminar os entraves, mas, sobretudo, para a criação de alternativas que contribuam para a consecução de políticas públicas competentes com vistas à priorização de ações em prol do desenvolvimento em todos os sentidos, de modo a suplantar as mazelas próprias do governo.
Na contramão da realidade, existe ala do PT que vem defendendo formas temerárias de gestão do passado, tendo por base gastar o que não tem e endividar mais ainda o país, sem mexer nas estruturas do Estado, como a promoção de reformas, para a racionalização dos gastos públicos. Por sua vez, há quem seja simpático à política expansionista do crédito, que tende a estimular o consumo e a produção, cuja medida já começa a ser posta em prática, ante a liberação de crédito subsidiado para empresas por parte do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES.
Não adianta a mudança de ministro por pessoa que venha com a mentalidade de implantar novo ajuste fiscal, com apresentação de medidas ainda mais duras do que o pacote em discussão no Congresso Nacional, sem que não sejam levados na devida conta, em contrapartida, drásticos cortes nos gastos do governo, tendo por base a racionalização da máquina pública.
O certo é que, em quase um ano no comando da política econômica, o ministro da Fazenda não conseguiu obter resultados capazes de mudar o quadro de precariedade da economia, que mostra acentuado desgaste do governo, notadamente porque não houve a tão ansiada retomada do crescimento econômico, mas sim a piora de seus indicadores, mostrando que o país continua em pleno processo de fragilização quanto ao desempenho da gestão pública, em todo seu conjunto, fato que reforça a sede das agências de classificação de risco de retirar cada vez mais o grau de investimento do país, que tem o condão de contribuir para a maciça retida do país do capital estrangeiro.
É induvidoso que, na atualidade, a população vive em pânico, sobressaltada com os riscos resultantes da precariedade da gestão econômica, em face da possibilidade de ser ainda mais prejudicada, principalmente pelas precariedades que impedem o crescimento econômico, cada vez limitado diante das dificuldades e da incompetência gerencial e administrativa para a criação de alternativas capazes de superação dos entraves.
          A mentalidade gerencial do governo e do petismo não tem qualquer coerência com a realidade brasileira, porque o seu idealismo político de absoluta dominação e de perenidade no poder tem que prevalecer sobre qualquer pensamento racional de nacionalidade, mesmo que isso leve cada vez mais a agravar as crises política e econômica, que somente se adensam com a teimosia de quem somente pensa com o umbigo e não com a razão, sem a menor preocupação de já ter conduzido o país para lugar imprevisível e incerto.
É lamentável que os brasileiros não tenham a exata consciência sobre essa terrível situação sobre as mentalidades deletérias dos caciques petistas, que agem em defesa de interesses pessoais e/ou partidários, com desprezo das causas nacionais, conforme mostram os fatos do cotidiano, cujas políticas adotadas pelo governo têm sido infrutíferas para debelar as causas da recessão, que deverão se intensificar se não forem adotadas medidas reformistas, de modo à racionalização das estruturas do Estado, que funciona precariamente sobre mecanismos retrógrados e ultrapassados.
Urge que os brasileiros se mobilizem para exigir mudanças amplas e fundamentais nas estruturas do Estado, de modo que a administração pública possa funcionar com base exclusivamente nos princípios da competência e da eficiência, com respeito ao conceito da meritocracia na direção de seus órgãos e entidades, obviamente com embargo da utilização da máquina pública para a realização de interesses pessoais e partidários, por não se coadunar com os princípios republicanos e da administração pública. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 1º de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Mediocridade tupiniquim


O Tribunal Superior Eleitoral, que é contrário à adoção do voto impresso, prevê uma série de dificuldades para a implementação do novo sistema eleitoral, mediante a impressão do voto no momento da votação, conforme medida aprovada pelo Congresso Nacional, cuja inovação somente será usada nas eleições de 2018, segundo a avaliação da Justiça Eleitoral.
Uma das dificuldades alegadas para o veto da medida pela presidente do país, que foi derrubado pelo Congresso, diz respeito ao alto custo de R$ 1,8 bilhão, previstos para a compra, a manutenção e o transporte das impressoras, entre outros gastos.
Em que pesem os gastos extras, especialistas enxergam avanço no novo modelo, ante a possibilidade de conferência do resultado eletrônico a partir de pequena amostra do registro físico. Eles consideram o atual sistema eletrônico "inauditável" e ressaltam que possíveis obstáculos na implantação podem ser superados com a melhora nos procedimentos para a organização das eleições.
O Secretário de Tecnologia da Informação do TSE discorda da implantação do voto impresso, por considerá-lo, pasmem, "ineficiente", "ineficaz para auditoria" e "prejudicial para o processo". Ele argumenta que hoje o tribunal já submete as urnas e o software usado nelas para consultas e testes pelos partidos, como se tão somente isso já fosse extraordinário avanço, que não deixa de ser na mentalidade tacanha dos burocratas do poder.
Ele disse que "Onde há intervenção humana, há lentidão, prática de erros e possibilidade de fraudes. A impressão traz, em síntese, a volta das mesas apuradoras. Certamente não teremos mais o resultado no mesmo dia, vamos ter esse resultado em talvez um ou dias depois, considerando essa interferência manual no processo", conclusões estas que ficam evidentes fortes resistência às benéficas mudanças, que não podem mais esperar.
O servidor alega tempo maior para cada eleitor votar, porque, após digitar na urna eletrônica, o eleitor vai conferir sua escolha no registro impresso, que depois será depositado numa urna física de forma automática e sem contato manual, dando a entender que os eleitores são um bando de patetes e palermas, que não podem ser treinados para agilizar a votação.
Quanto ao transporte e manutenção, ele diz que "complica muito mais uma logística que é complexa", procurando dificultar algo que pode ser racionalizado, quando se tem boa vontade.
O servidor acrescentou que a impressora, por ser um equipamento "eletromecânico", falha mais que o dispositivo somente eletrônico, como a urna, indicando clara má vontade para a aquisição de material eficiente e de qualidade, que quase não dá defeito.
Ele conclui dizendo que "Na nossa realidade, incluir mais um dispositivo desse vai trazer ponto de falha bastante importante e principalmente complicando também mais o processo de forma geral, na sua logística, na sua manutenção, na sua conservação, no processo de substituição de equipamentos em pane, certamente traz um complicador bastante considerável", como se não fosse possível incumbir essa importante missão a pessoas qualificadas, preparadas e dispostas a enfrentar os obstáculos que existem, mas são passíveis de saneamento, como fazem os países sérios, civilizados e desenvolvidos.
Por sua vez, a Procuradoria Geral da República, praticamente seguindo idêntico caminho de estagnação e antievolução, alega que o sigilo da votação também estará comprometido, caso ocorra falha na impressão ou travamento no papel da urna eletrônica, sendo necessária a intervenção humana para solucionar o problema e os votos já registrados até ficarão expostos ao servidor responsável pela manutenção do equipamento, como se não fosse possível o uso de material eficiente e de qualidade, que pode dá defeito, mas em nível administrável.
O voto impresso vem sendo defendido há tempos por especialistas e foi recomendado pelo PSDB, depois de tentar, sem sucesso, promover auditoria no material referente à última eleição. No relatório, o partido diz que "o sistema eletrônico de votação do TSE não foi projetado para permitir uma auditoria externa independente e efetiva dos resultados que publica".
       Os entendidos dizem que a distribuição de 450 mil urnas eletrônicas, no país continental, é tarefa complicada, não importando se elas contenham ou não o mecanismo do voto impresso, porém os responsáveis pela logística devem se preparar para desincumbir suas atribuições com o máximo de eficiência, de modo que elas estejam disponíveis e funcionando normalmente, como fazem os países evoluídos e civilizados.
Os alegados altos custos também são formas de desviar o holofote da questão para algo de somenos importância, porque o país não pode ser sério se não tiver condições de gastar o quanto for necessário para ter a certeza da lisura do sistema eleitoral, cujos resultados devem refletir exatamente a vontade popular, com a possibilidade de se permitirem auditagem e transparência sobre os resultados das eleições.
Trata-se da mera confirmação do atraso e obsoletismo se imaginar que é importante a divulgação do resultado das urnas, em tempo recorde, quando os procedimentos eleitorais não oferecem confiabilidade e segurança e muito menos condições de ser submetido à auditoria, para se aquilatar a lisura do processo eleitoral.
Não passa da maior imbecilidade a desculpa esfarrapada de que haverá a "intervenção humana" com a sistemática do voto impresso, como se o software já não fosse operado por pessoa, i.e., por ser humano, uma vez que nenhuma máquina funciona sozinha, apenas por sua imaginação. Trata-se de desculpa extremamente pueril e infundada, porque a tentativa da eliminação da intervenção humana significa simplesmente nada funcionar, ou seja, fica claro que essa artimanha do TSE não passa de tentativa de se evitar a possibilidade de auditagem das urnas, com o emprego de elemento materializado na própria máquina, que deve funcionar com as indispensáveis qualidade e eficiência de país sério e desenvolvido também nos procedimentos pertinentes às eleições.
          Um especialista disse que "Se eles, funcionários do TSE atacarem o sistema, fazerem qualquer fraude, a sociedade civil não tem como detectar isso. E cabe ao administrador eleitoral propiciar isso à sociedade. E não falar 'confia em mim, eu sou honesto e garanto que não há problema'".
Trata-se de extrema aberração alguém ainda se dignar a defender a continuidade de modelo de urna adotado no Brasil, pasmem, ainda nos idos de 1996, que é o mais antigo, conhecida como "máquina DRE" (sigla de "direct-recording electronic", ou gravação eletrônica direta do voto, em português), que foi implantado e começou a ser usado na Holanda e Índia, respectivamente, em 1991 e 1992.
Na atualidade, aqueles países, mais Alemanha, Argentina, Bélgica, Canadá, Equador, Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, México, Paraguai, Peru, Rússia e Venezuela estão adotando a máquina do tipo VVPAT (Voter Veriable Paper Audit Trail), com voto impresso conferível pelo eleitor, a qual é considerada como de segunda geração e a ser agora implantada no Brasil.
Há ainda o modelo mais avançado, adotado em alguns estados americanos, que é chamado de E2E (End-to-end, verificação fim-a-fim), pelo qual o eleitor registra o voto manualmente numa cédula física especial, que é posteriormente escaneada para ser lida por uma máquina. Assim como no modelo anterior, há um registro físico e um eletrônico.
Em um país onde as autoridades incumbidas dos procedimentos eleitorais se mostram contrárias e resistentes ao aperfeiçoamento e à modernização de sistema considerado obsoleto e nada transparente, não há a menor dúvida de que tem algo estranho e muito suspeito no ar, porque isso significa posicionamento na contramão da evolução que se processa em todos os campos e setores do conhecimento, sempre com o propósito de contribuir para o benefício da humanidade e não para o seu retrocesso, como parece transparecer o caso da Justiça Eleitoral tupiniquim.
Não passa de extremo absurdo a tentativa de se impedir o aprimoramento da urna eletrônica, sob o esdrúxulo argumento de que, no caso de defeito da máquina, o voto fica devasso, fato que peita contra o princípio constitucional de que o voto goza do sigilo, por haver a possibilidade de manutenção da máquina. Trata-se de ideia provinciana, própria das republiquetas, pela preconcepção de que as máquinas são de qualidade inferior, incapaz de atender a eficiência que deve prevalecer sempre não somente no país tupiniquim, mas nos países civilizados e conscientes da necessidade do aperfeiçoamento dos mecanismos da estrutura do Estado.
É evidente que o sigilo do voto precisa ser preservado, para se evitar fraudes e manipulações, mas esse fato, por si só não pode ser preponderante para se determinar que o sistema não deva ser aperfeiçoado e modernizado, porque seria muito mais prejudicial negar a capacidade dos brasileiros de superação das dificuldades, no sentido de que os problemas no sistema eleitoral sejam equacionados e superados com criatividade e inteligência, com vistas à segurança, garantia e transparência desse sistema, permitindo que o resultado das eleições seja resistente a fraudes e manipulações indesejáveis.
Seria demonstração de mediocridade o país deixar de agregar mecanismo de proteção à fraude no importante sistema eleitoral, em razão da antecipação da incapacidade da implantação de mecanismo eficiente e de primeira qualidade das urnas eletrônicas, dando a entender, desde logo, que o material é de péssima qualidade e de funcionamento ineficiente e não confiável, não permitindo a melhora do aludido sistema, que funciona com total eficiência nos países evoluídos e civilizados.
Quando se tem consciência sobre a importância do aperfeiçoamento do hoje obsoleto e ultrapassado sistema eleitoral, que sequer permite se aquilatar a sua lisura, por meio de auditoria plena e confiável, conforme atestam os especialistas, todo esforço seria disponibilizado de forma voluntária, inclusive com a demonstração de capacidade para a superação de quaisquer obstáculos, mas, diferentemente, o governo federal e o Tribunal Superior Eleitoral não esboçaram a mínima intenção de mudar coisa nenhuma, preferindo apresentar uma séria se entraves absolutamente injustificáveis e sem importância, eis que eles são superáveis com pouco de boa vontade, só que isso parece não ser possível para que nenhuma forma de controle possa interferir no sistema que se encontra sob absoluto domínio, possivelmente para o atendimento de conveniências políticas.
Os brasileiros precisam mudar essa terrível concepção de continuísmo dos péssimos e prejudiciais costumes que ainda prevalecem na administração do país, de modo a possibilitar a implantação de mecanismos aperfeiçoados e modernizados também no sistema eleitoral, que não pode ficar à mercê do obsoletismo e da incompetência, em evidente prejuízo dos princípios confiáveis de legitimidade e transparência e dos avanços da humanidade civilizada. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 30 de novembro de 2015

domingo, 29 de novembro de 2015

Não pagar sozinho por erros...


Segundo a imprensa, a mulher do senador petista preso quer que ele faça delação, já tendo até discutido o assunto com advogado e o marido, porque ela está convencida de que é a única maneira honrosa para ele não pagar sozinho por erros cometidos pelo PT e Palácio do Planalto.
Não somente a mulher, mas parentes e amigos do senador petista desejam muito que ele negocie acordo de delação premiada, como medida razoável para tirá-lo da prisão antes do Natal, a tempo de possibilitar que ele passe as festas natalinas com a família.
A coluna Radar on-line já havia revelado que a mulher do senador costumava dizer que ele deveria deixar o PT, tendo agora atribuído à presidente petista a atual situação dele, conforme desabafo que ela fez em telefonema a amigo da família, em seguida à prisão do senador.
No depoimento prestado à Polícia Federal, o senador teria citado a presidente do país, espontaneamente, pelo menos, por três vezes: "A então ministra (de Minas e Energia) Dilma já conhecia Nestor Cerveró desde a época em que ela atuou como secretária de Energia no governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul. Como a área de exploração de gás era bastante desenvolvida naquele Estado, havia contatos permanentes entre a Diretoria de Gás e Energia da Petrobrás e a secretaria comandada pela Dilma Rousseff".
Há fortes entendimentos de que são remotas as chances de o senador conseguir habeas corpus na Justiça, à vista do conteúdo da gravação divulgada pelo filho de ex-diretor da Petrobras, onde constam, entre outras intenções, detalhes sobre plano de fuga para esse ex-diretor, sob a alegação do petista de ter imaginado agir imbuído por “questão humanitária”.
Na delação, o senador poderia contar o muito que sabe sobre os esquemas de corrupção e desvios na Petrobrás em troca de benefícios concedidos pela Justiça, a exemplo da liberdade vigiada.
          Nas circunstâncias, o instituto da delação premiada poderá ser a única forma de salvação do (ex) senador, não como político, porque nessa seara ele já está liquidado, não tem mais como encarar os políticos todos igualmente a ele com reputação pra lá de desmoralizada, mas como ser humano, porque a vida continua e ele precisa de recomeço como cidadão.
A grande vantagem da delação premiada é que ela exige que o delator diga exatamente a verdade, em condições de comprovar materialmente as afirmações, sob pena de não ser beneficiado por suas confissões, e as pessoas denunciadas simplesmente ficam em apuros, exatamente pelo peso das informações prestadas, que jamais podem ser inventadas, ou seja, em princípio, os fatos denunciados têm fundo de verdade e servem para novas investigações.
Daí a necessidade de o senador dizer logo o que sabe sobre a podridão que existe no submundo da administração pública e da politicagem do PT, como forma de voltar a ser acreditado pela sociedade, que só tem motivo, no momento, para execrá-lo, diante da prática de grave crime que objetivava atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato, que foi uma das melhores criações, nos últimos tempos, para possibilitar aos homens de boa vontade e de dignidade a apuração de fatos irregulares e a reparação de danos causados ao patrimônio público é à sociedade.
As chances de o ainda senador não cair em desgraça para sempre e sair dessa terrível situação com, pelo menos, recuperada a sua moral é realmente contar, logo, a verdade do que sabe sobre as falcatruas e maracutaias da administração pública e do PT, agremiação esta que já esboça a expulsão dele de suas fileiras, ante o entendimento de que o petista passou a ser persona non grata, indigno da consideração do partido, que tem sido, conforme, conforme os fatos, celeiro de grandes artistas que se envolveram em esquemas fraudulentos e dilapidadores do patrimônio dos brasileiros, à vista da lastimável situação da Petrobras, sob a gestão do governo petista. Acorda, Brasil!
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 29 de novembro de 2015

Sentimentos humanitários?


O senador petista, que se encontra preso, disse, em depoimento à Polícia Federal, que queria a soltura do ex-diretor da Petrobras, estritamente, por "questões humanitárias", de vez que seu amigo se encontra no maior sofrimento na prisão, no Paraná, por ter sido apanhado na Operação Lava-Jato.
Na gravação que serviu de base para a sua prisão, o petista fala que procuraria políticos e membros da Justiça, entre eles o vice-presidente da República e ministros do Supremo Tribunal Federal, para tentar influir no caso de seu amigo ex-diretor da Petrobras, também preso.
A conversa gravada ainda mostra que a bondade do senador abrangia o oferecimento do valor de R$ 50 mil mensais para a família do ex-diretor e do espetacular plano de fuga para o amigo, que passaria pelo Paraguai, com destino à Espanha, em troca da garantia dele de, em depoimento de delação premiada, não mencionar o nome do petista.
O senador declarou aos policiais que tinha interesse na soltura do amigo ex-diretor da Petrobras, substancialmente, por motivos pessoais, em especial, por conhecer a família dele e ter trabalhado com ele, fato que acentuava seu sentimento quanto ao sofrimento dele e, em razão disso, gostaria de contribuir para a sua soltura, evidentemente por questões humanitárias.
O senador disse que procuraria ministros do STF, para tratar sobre o padecimento do amigo, como forma de "confortar" o filho dele, embora o petista entendesse que isso não era possível, por entender que se tratava de medida infrutífera.
Causa enorme perplexidade como o mundo do crime é pródigo em imaginar justificativas infundadas e ridículas, como nesse caso de se pretender ajudar, sem o menor sentimento de plausibilidade, um amigo, estritamente por razões de bondade e amor ao ser humano, quando, na verdade, só Deus sabe a verdadeira intenção imaginada na cabeça do petista.
Na realidade, a vida do amigo ex-diretor não estava valendo nem um centavo de dólar furado para o senador, diante da possibilidade de ele poder revelar o muito que sabe sobre a podridão envolvendo os esquemas criminosos na Petrobras e isso ficou muito bem delineado com a gravação da fita e a sua revelação junto às autoridades, que agiram imediatamente para proteger, não somente o amigo do senador, mas a família dele, certamente porque ambos corriam sérios riscos de vida.
Infelizmente, as questões humanitárias não foram efetivamente executadas porque o filho do ex-diretor da Petrobras deve ter desconfiado do gesto "bondoso" do senador petista de oferecer plano de fuga dele para o exterior, num clima de muita benevolência altamente desconfiável.
Pode até ser compreensível que o senador assimilava o terrível sofrimento do ex-diretor e, por isso, imaginava que poderia contribuir para acabar “em definitivo” com o padecimento dele, porém nas plagas do Paraguai, onde ele seria incumbido de executar a sua última missão terrena, em lealdade ao senador "ultra-humanitário", que até tem cara de bom anjo protetor.
Essa miraculosa ideia de apoio humanitário desperta extrema preocupação quanto à urgente necessidade de proteção não somente do ex-diretor da Petrobras, mas de sua família, com vistas a se proteger a integridade física de todos, tendo em conta que o sentimento de humanidade, nesse caso, que envolve reputações enxovalhadas de lamas pútridas, poderia ter tido efeito exatamente contrário ao que se pode imaginar de bondade e de assistência social.  
É muito engraçado partir de petista a preocupação com a questão humanitária de amigo profundamente envolvido no submundo do crime, em demonstração, em sentido contrário, de falta de pudor no que diz respeito à questão relacionada com o interesse público, tratando-se de alguém fidelíssimo escudeiro da presidente da República, na qualidade de até então competente líder do governo, em evidente indicação da falta de dignidade, personalidade e caráter, por imaginar infantilmente que a Justiça é alienada e inepta, em condições de ser levada a acreditar em artimanha absurda sem a menor plausibilidade, como o invocado sentimento pseudo-humanitário.
Urge que os brasileiros se despertem para a realidade, à vista dos fatos do cotidiano, como o país vem sendo administrado, totalmente à mercê do “talento” de pessoais com a índole demolidora dos princípios democrático e republicano, onde prevalecem a vontade e a dominação da desavergonhada classe política com propósitos destinados à satisfação de interesses pessoais e partidários, sem o menor apelo às causas nacionais, que estão sendo vilipendiadas de forma inescrupulosa e progressiva. Acorda, Brasil!            
ANTONIO ADALMIR FERNANDES
Brasília, em 29 de novembro de 2015