quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Ridículo parâmetro comparativo


Em vídeo divulgado em sua conta no Twitter, o PT comparou o candidato à Presidência da República pelo PSL ao ditador alemão, que comandou a Alemanha entre 1933 e 1945.
O vídeo intercala frases polêmicas do pesselista, sobre temas como democracia, tortura, direitos trabalhistas e Bolsa Família, com imagens do nazismo e do seu líder, sendo finalizado com o bordão #EleNão, que ganhou força nas manifestações petistas, em meio a uma silhueta do ditador.
O filme termina com uma entrevista concedida pelo capitão reformado, datada de 1999, quando ele teria afirmado que não seria possível mudar nada no Brasil por meio de voto, mas sim “Só vai mudar quando partirmos para uma guerra civil”.
A postagem da propaganda na conta da campanha do petista diz que as semelhanças entre o presidenciável pesselista e o líder nazista “vão muito além do discurso” e indaga: “Você quer que a história se repita? Então, evite”.
Informa-se que a campanha petista vinha evitando atacar com tamanha dureza o adversário, mas a estratégia mudou após pesquisas indicarem estagnação do petista e crescimento significativo do adversário.
Contra fatos não há argumentos e a história diz que o partido do nazista alemão era exatamente o "Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães", ou seja, o PT alemão, que era de extrema esquerda, tendo matado milhões de Judeus, enquanto, se o capitão tivesse alguma semelhança com o esquerdista e nazista alemão, estaria sendo apoiado por Israel, que tem ideologia de direita.
O problema da esquerda petista é que eles apoiam e promovem invasões de propriedade, lideraram o maior esquema de corrupção jamais visto na história republicana, com a dilapidação de patrimônio público, entre outras depredações dos princípios administrativos e morais que se tem notícia no país, mas nada disso serve como parâmetro para que o povo tenha o sentimento antipetista, como se os péssimos exemplos de governança fossem normais, quando o Brasil clama por urgente mudança, com o afastamento da vida pública de quem já demonstrou seu nefasto desprezo ao interesse público.
É bastante lamentável que, com a finalidade de destruir a imagem do adversário que desponta nas pesquisas eleitorais, seja preciso a montagem de postagem tão devastadora, com imagens absurdamente fora do contexto, em extrema apelação para o ridículo, que não tem outra denominação se não o desprezo, diante de tamanha apelação à falta de piedade, à incompetência e ao desespero.
Não faz o menor sentido que partido com questionável credibilidade moral possa construir montagem de situação sem a menor plausibilidade, porque é humanamente impossível que o presidenciável considerado ultradireitista possa ser comparável ao líder nazista, nem pelo extremo do extremo da imaginação mais deprimente se poderia se imaginar algo tão estrambótico como isso, em especial por não haver a menor evidencia de que coisa horrorosa como essa pudesse ser bolada senão como forma de deixar impregnado o insensato e perverso sentimento de profunda destruição, que somente poderia partir de ser humano mais cruel da face da terra, simplesmente para tentar arrasar definitivamente a imagem, o corpo e a alma do seu opositor, sem a mínima plausibilidade, diante de fatos a justificar tamanha brutalidade.
A propósito, convém que se mostra quem realmente foi o ditador alemão, citado pelo PT, para compará-lo ao seu opositor presidenciável, por ter sido uma das figuras mais autoritários e perversos do século XX, tendo se tornado o estadista central do desencadeamento da Segunda Guerra Mundial, como defensor da propagação da ideologia nazista, que se alastrou, além da Alemanha, por várias outras regiões da Europa e do Mundo, nas décadas de trinta e quarenta.
O cruel ditador alemão é responsável direto pelo assassinato em massa, na sua trajetória política, cujo massacre teria culminado no que ficou conhecido como o “holocausto judeu”, que é tido como um dos piores massacres de todos os tempos da história da humanidade, com a estimativa de que foram exterminadas cerca de 1,5 milhão de pessoas, sendo que a maioria morreu nas câmaras de gás, por fome ou doenças.
O ditador alemão, que o PT acha que tem seu principal seguidor na figura do candidato do presidenciável pesselista, foi considerado o mostro do século passado, por seus atos bárbaros e selvagens contra a humanidade, em clara demonstração de insensatez e insensibilidade sem precedentes na história da humanidade.
Diante desses fatos protagonizados por pessoa notoriamente cruel, bárbara e desumana, que foi considerada como uma das piores e abomináveis figuras da espécie humana que já existiu na face da terra, o que se pode, enfim, se imaginar sobre o pensamento de quem faz juízo de valor sobre criatura que não consta absolutamente nada, em termos materiais e efetivas, para justificar comparação tão absurda, desleal e com extremo grau de perversidade, à luz da índole da pessoa visada, com viés absurdamente voltado para mostrar algo totalmente descomunal e incompatível com a realidade tupiniquim, principalmente porque não tem a menor possibilidade, em termos de estrutura funcional, que o opositor do petismo possa se transformar, do dia para a noite, sem a menor afinidade política para tanto, em novo autêntico demônio contra a humanidade?
     Não se pode negar que o presidenciável pesselista, em algum momento da sua já longa carreira política até possa já ter se envolvido em ato desumano senão em algum discurso casual e circunstancial, sem resultar em qualquer consequência prática grave e prejudicial, ficando circunscrito apenas aos envolvidos e jamais à humanidade, como um todo, diante apenas de situação casual, que poderia assim ser levada aos mesmos termos por qualquer ser humano, porque fatos dessa natureza faz parte normalmente das relações sociais, em especial para quem pratica atividades políticas, sujeitas às provocações pessoais, por força das defesas de suas ideologias, que são próprias do sentimento humano, porém sem o extremo da provocação de quem demonstra exagerada insensibilidade humana, com a exclusiva finalidade de destruição da imagem de pessoa contrária à sua cartilha e que demonstra completa adversidade aos seus métodos absolutamente incompatíveis com os princípios da moralidade, competência e efetividade administrativas.
Convém que os brasileiros, de espírito patriótico e humano, que defendem urgente renovação das atividades políticas, ao embalo do anseio por mudança da retrógrada mentalidade política nacional, indiscutivelmente atrofiada por deletérias ações ideológicas, com evidente beneplácito da população, que se dignou a abonar as políticas de atrasos e incompetências na satisfação das suas necessidades básicas, precisam se conscientizar sobre a imprescindível e inadiável transformação do Brasil, de modo que seja possível a sua independência das ultrapassadas ideologias socialistas, que somente contribuíram para a estagnação das nações onde elas existem e o empobrecimento de seu povo, além do imperdoável subdesenvolvimento socioeconômico, com a implantação de ideias totalitárias dissonantes da evolução da humanidade. 
Enfim, urge que os eleitores brasileiros reflitam sobre a absurda, extremamente desmedida e absolutamente indevida mensagem atribuída ao PT, onde é estabelecido parâmetro do presidenciável do PSL com o ditador nazista alemão, como forma de se avaliar o seu cabimento ou não, evidentemente com base em fatos, em evidências materiais, de modo que possa prevalecer, no seio do sentimento das pessoas, o verdadeiro valor sobre a credibilidade entre o supramencionado político e aquele partido político, que já tem histórico devastador de desprezo aos princípios republicanos da moralidade, ética, honestidade, competência, economicidade, dignidade, entre outros próprios da administração pública, com vistas ao merecimento do seu voto, no próximo domingo. Acorda, Brasil!
Brasília, em 25 de outubro de 2018

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A preservação da verdade


A pessoa que havia sido alertada, em crônica anterior, que não era elegante o endosso, por meio de Facebook, de mensagem inverídica se insurgiu, dando a entender que era normal agir com tamanhas insensatez, indignidade, falta de caráter e desonestidade, sem se ater que a destruição da imagem das pessoas não faz parte do sentimento humano, talvez ressalvado o fato especial em movimento da defesa de seu candidato à corrida presidencial, que assim, sob a sua ótica, tudo pode, inclusive disseminar mentiras.
Diante disso, escrevi o texto a seguir, para reafirmar a estranheza de tanta falta de dignidade de pessoa que não se preocupa em prejudicar, de forma graciosa, o seu próximo.
Na crônica, foi deixado muito claro, principalmente para quem defende mentiras, como no presente caso, que a mensagem de que se trata não condiz com a verdade, que é sentimento essencial do ser humano.
Na questionada mensagem se faz referência a alguém que já se tornou réu, quando, para que isso possa acontecer, é preciso que o Tribunal Superior Eleitoral, no caso, decida antes nesse sentido e isso ainda não aconteceu, porque o processo não foi julgado.
À toda evidência, não é justo que a verdade seja distorcida, quanto mais que a mentira apregoada tenha por objetivo tão somente macular a imagem de político importante e isso não é justo, sob a ótica do bom senso e da razoabilidade, que precisam estar no âmago do ser humano.
O citado texto mostra que a defesa de princípios e ideologia exige que as pessoas sejam honestas, verdadeiras e cristãs, porque ninguém gosta de ser tratado com injustiça, salvo essas insensatas pessoas que vivem disseminando mensagens que não condizem com a verdade e, o mais grave, não sentem o menor remorso nem comiseração, que são procedimentos impróprios do ser humano normal.
Nessa mesma ocasião, foi dito para uma senhora, que questionara meu texto, que ela não precisava ser injusta com relação aos fatos referidos na mensagem dela, que tem o sentido deliberado de tomar as dores de pessoa que mente descaradamente, por disseminar mensagem inverídica, e, se isso for verdade, a senhora não pode exigir que eu escreva sobre algo, em atendimento ao seu pedido, que diz: "agora faça um textão desse falando sobre o caixa dois do Bolsonaro. O que se esconde por trás da manipulação de fake news", simplesmente porque tenho responsabilidade e não posso escrever sobre algo que se trata de denúncia que ainda está sendo objeto de investigação pela Justiça Eleitoral.
Os fatos denunciados pelo PT, acerca do uso irregular de fake news pelo presidenciável adversário, podem ser verdade ou mentira, das duas, somente uma deverá prevalecer, convindo se aguardar o desfecho do imbróglio, para não se fazer juízo de valor sobre algo que foi empregado nas campanhas dos dois candidatos e, se há irregularidade para um deles, também há para o outro, porque, nesse particular, já se sabe perfeitamente quem tem muito mais experiência e cátedra em inventar mentiras, a exemplo do que aconteceu na campanha eleitoral anterior, em que a candidata à reeleição exagerou nas mentiras.    
Então, há meu comprometimento de escrever sim, com todo prazer, crônica especial sobre essa matéria e a publicarei nesta coluna sobre o resultado das apurações, que seja ele positivo ou negativo, porque tenho mostrado nas minhas crônicas o puro sentimento de equilíbrio, sinceridade e de somente dizer a verdade, doa quem doer, porque é exatamente assim que o ser humano deva proceder, com dignidade e responsabilidade, evitando prejudicar os direitos do seu semelhante.
É absolutamente incompreensível que ainda existem pessoas tão diferentes das outras, que não têm o mínimo de dignidade nem vergonha na cara para divulgar notícias e informações falsas, com visível finalidade de distorcer os fatos e a verdade, tentando com isso prejudicar a imagem de pessoas, mesmo ainda sendo alertadas sobre a gravidade da sua atitude maléfica e desumana.
Convém que se indague onde estão os sentimentos cristãos e a sensibilidade moral das pessoas, que não têm o menor escrúpulo em omitirem a verdade e, o pior, o fazem de forma proposital para tentarem obter, de alguma maneira, nas circunstâncias, dividendos eleitorais, com a exploração da ignorância das pessoas?   
Na atualidade, é preciso que as pessoas sejam honestas e sinceras, procurando se conduzir somente no caminho da verdade, como forma de contribuir para a moralização tão sonhada pelos brasileiros, que têm sido penalizados pelos perversos e terríveis sistemas de corrupção, que são responsáveis pelas graves crises que grassam no país.
O certo é que há enorme dificuldade para se compreender o porquê de ainda haver pessoas mesquinhas em se empenharem em encampar mentiras, quando a regra fundamental a ser seguida está na cartilha da vida, contendo ensinamentos e regras sadios da verdade, porque isso faz parte do princípio intrínseco do ser humano, que remonta desde as suas remotas origens.
Ao se sentir a desonestidade banalizada em pessoas, materializada com a divulgação de mentiras, há o sentimento mais primitivo de vergonha e pequenez do ser humano, diante do enorme esforço que muitas pessoas fazem em vão para ser dado os melhores exemplos de honestidade e amor ao seu semelhante, por meio das lições espargidas pelas pessoas dignas e honradas, mostrando o melhor sentimento de dignidade, com base no salutar princípio da verdade, não que ninguém possa se considerar infalível, mas é normal que o deslize seja passível de reconhecimento e aceitação, para o fim da sua natural correção, diante do sentimento da verdade pulsante nos corações das pessoas de bem, à luz dos princípios humanitários.
É bastante lamentável que pessoas que estão em flagrante erro de consciência ainda tentem se justificar acusando seu semelhante, pondo suspeita sobre comportamento dele, e ainda, o que é muito pior, elas ainda têm merecido, de forma espantosa e lamentável, o beneplácito de outrem, como se isso fosse o suprassumo da honestidade, quando não pode haver sentimento mais deprimente do que o ser humano insistir em se manter no erro, tão somente em insensata e injustificável defesa de princípios ideológicos, sabidamente falseados pela defesa da mentira.
Urge que os brasileiros de boa vontade, atentos à necessidade do fortalecimento dos princípios da honestidade e da moralidade, esforcem-se em defesa da verdade, evitando a disseminação de notícias e mensagens mentirosas, com exclusiva finalidade de prejudicar a imagem de outrem, porque isso, no âmbito da campanha eleitoral, tem o condão de destruir os salutares princípios democrático e republicano, além de prejudicarem os direitos humanos, que são fundamentais e precisam ser preservados, sob o império dos conceitos de cidadania e patriotismo. Acorda, Brasil!
Brasília, em 24 de outubro de 2018

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Trágico destino brasileiro?


Mensagem reunindo textos possivelmente atribuídos a jornais do estrangeiro faz afirmações negativas e contrárias ao presidenciável do PSL, conforme alguns deles transcritos a seguir, ipsis litteris: “Bolsonaro assusta com soluções simplistas e autoritárias” (El Mercurio – Chile); ”Bolsonaro, seria este o político mais repulsivo do mundo.” (New Au – Austrália); “Trágico destino brasileiro de uma rebelião antidemocrática surge novamente.” (Financial Times – EUA); “Com Bolsonaro a democracia do Brasil corre sério risco” (The New York Times – EUA); “Um pesadelo chamado Bolsonaro” (Corriere dela Sierra – Itália); “No Brasil, um ex-soldado para liquidar a democracia” (Liberation – França); “Trump tropical, homofóbico e machista” (Le Monde – França); entre outras expressões na mesma linha, descendo o malho no capitão reformado, pondo seu nivelamento pessoal à pior espécie, em termos de homem público, dando a entender que ele seria absolutamente incapaz de representar e defender a democracia.
Agora, diante de quem teve o cuidado somente para selecionar matérias exclusivamente destinadas a denigrir a imagem do pesselista, aqueles jornais não fazem qualquer referência às ricas adjetivações do candidato petista, como se, para os donos da verdade internacional, somente houvesse um presidenciável, pouco importando, certamente de propósito, a existência também do presidenciável petista, cujos partido e filiados, em nível de liderança, têm histórico para longe de antirrepublicano e antidemocrático.
Vejam-se que, a título de exemplo, o principal político do partido dele, que até já foi presidente da República do Brasil, por duas vezes seguidas, e o comanda, encontra-se preso, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e, o mais grave, é exatamente esse cidadão preso que vinha orientando os passos da campanha eleitoral do candidato do partido, em clara demonstração de que este não tem personalidade, tanto que passou todo primeiro turno dizendo que ele era o próprio presidiário, se negando a ser ele próprio, o que significa a indiscutível ilação segura de inversão de valores e absurda e visível prática do crime de falsidade ideológica, quando alguém tenta se passar, de forma descarada e irresponsável, por quem é impossível ser, tão somente com as leviana e ridícula exploração do processo simbiótico consistente na tentativa de transferência de votos que seriam dados ao político condenado para ele, em cristalina forçação de barra que, por certo, nem nas piores republiquetas seria imaginável prática repugnante como essa ainda pudesse acontecer, diante de abominável e decadente método político-eleitoral, à luz dos conceitos de seriedade, civilidade e evolução, em termos políticos e democráticos.
Não obstante, a pior e mais severa desgraça do mundo é a ilação que se  pode ser feita com base nesses textos, evidentemente publicados para influenciar a decisão dos eleitores brasileiros, por evidenciar que político com clamorosas qualificações inidôneas à vida pública, no entendimento da imprensa internacional, vem superando todas as formas de preconceitos e acusações ainda nada comprovadas, na prática, e merecendo o expressivo apoio do eleitorado, conforme mostram as pesquisas de intenção de voto.
À toda evidência, não deixa de ser cruel para o outro candidato, que pode perder a disputa presidencial para adversário com tantas eventuais adjetivações maléficas atribuídas a ele por aqueles jornais, embora sem nenhuma base material, a não ser declarações esparsas, de momento, fato este que não significa qualquer comprovação sobre a efetividade de coisa nenhuma do que foi dito por ele, mas os mencionados textos jornalísticos procuram demonizá-lo da pior forma possível, como se ele fosse figura simplesmente abominável e indigna, à vista do que ficou bastante patenteado nas intenções constantes dos supracitados textos, contrariando a avaliação e o sentimento dos eleitores brasileiros, que já sinalizaram que a sua preferência é para quem melhor representa, na atualidade, seus anseios, em termos político-administrativos, certamente sob a ótica de que o outro candidato seria muito mais desastroso para a defesa dos interesses dos brasileiros.
Causa espécie que ninguém da imprensa internacional tenha se atrevido ou se interessado em saber as razões pelas quais há por traz dessa tragédia política ou se ela não precisa saber nada sobre as deficiências do presidenciável petista, fato que parece sintomático, estranho e até deplorável, considerando que a disputa eleitoral acontece exatamente entre dois candidatos, não que um seja do bem e o outro do mal, porque ambos podem ter adjetivações benéficas e maléficas, a depender do ângulo que cada qual for avaliado político e administrativamente.
Ou seja, é muito fácil de se compreender, sem o menor esforço, que, se alguém consegue ter a simpatia de tanta gente, só pode ser em razão da evidente das indiscutíveis antipatia e rejeição por aquele que se encontra em desvantagem na preferência do eleitorado, sendo visível que só pode haver algo muito podre por parte desse último, mas parece muito estranho que a imprensa mundial não esboce o mínimo interesse em compreender essa situação emblemática, o que se tornaria muitíssimo fácil de se compreender o fenômeno bolsonarianismo.
Para tanto, bastaria ser pesquisado, consultado o histórico do partido que o adversário do capitão reformado está vinculado, que o representa como candidato, tendo a preocupação de analisar as gestões e os fatos relacionados com os governos de integrantes dele.
Só assim talvez a imprensa passaria a fazer avaliação segura sobre a repulsa e o repúdio dos eleitores ao seu atual presidenciável, em clara demonstração de que a experiência administrativa do passado recente não é exatamente o desejável para as melhores pretensões dos eleitores brasileiros, por ter sido desaprovada por eles e não seria aconselhável que os mesmos integrantes voltassem ao poder, já agora com novas intenções, inclusive de regulação da mídia, para censurar a imprensa, realização de constituinte, para a implementação da sua ideologia com viés socialista, além da continuidade da sua gestão deletéria, com o aparelhamento e o inchamento da máquina pública, como espécie de cabide de empregos, em sintonia com os abomináveis esquemas de corrupção, em especial, em empresas públicas, a exemplo dos desvios havidos na Petrobras, que teve seu patrimônio dilapidado na gestão do partido, causando enorme dano financeiro à petrolífera, mediante a indevida canalização de recursos para o financiamento de campanhas políticas milionárias de partidos políticos, inclusive de quem era governo à época, conforme mostram os fatos investigados, e outros fins espúrios e antirrepublicanos.
Em que pese toda desgraça havida com o desprezo aos princípios ético e moral na gestão pública, os principais políticos envolvidos nas operações prejudiciais ao patrimônio público nunca assumiram seus erros e muito menos as responsabilidades pelos danos ao erário, com vistas ao ressarcimento dos valores subtraídos dos cofres daquela estatal, mas, a despeito disso, ainda tentam se passar por vítimas e injustiçados, dando a entender que a esculhambação é algo normal na gestão pública sob o seu comando, embora, por obra do destino, muitos políticos endeusados do partido foram condenados à prisão, sendo que, queira ou não, esses fatos nefastos e prejudiciais ao interesse público têm enorme repercussão no âmbito dos brasileiros honrados e de boa vontade, que anseiam pela moralização da administração do país, por meio do vigoroso combate à corrupção e à impunidade, sem necessidade de se dar ouvido ao que é dito por jornais mundiais, que não têm nenhum compromisso com os destinos do Brasil, que precisa ser cuidado pelos brasileiros cônscios da sua responsabilidade cívica.
É evidente que, sem as rigorosas medidas corretivas, não é possível ter-se esperança de melhores dias para os brasileiros, que, na expressiva maioria, estão apostando na tão ansiada mudança na forma de administração do país, mesmo sob o terrível risco de gestão temerosa, não tanto quanto se alardeia mundo afora, mas certamente nada pior e desastroso poderia ser para o Brasil, com a temerosa e assustadora volta ao poder de governo com a mentalidade alta e vigorosamente destrutiva dos princípios administrativos e morais, à luz dos fatos históricos recentes.
Trata-se, indiscutivelmente, de gestão com arraigado fisiologismo, por estimular o loteamento de ministérios e empresas estatais entre os partidos da coalizão governamental, no contexto de impudente e vergonhoso esquema do “toma lá, dá cá”, em apoio aos projetos do governo; capacidade para criar dois poderosos sistemas de corrupção: o mensalão e o petrolão, para, entre tantas deformações éticas, a compra da consciência de inescrupulosos parlamentares, conforme mostraram os fatos apurados; demonstração de total desinteresse em promover reformas necessárias nas estruturas do Estado, permitindo que o país seja governado de forma empírica e retrógrada; iniciativa de investir, com dinheiro dos brasileiros, em obras de países comandados por ditadores, a exemplo de Cuba, Venezuela, nações africanas etc.; capacidade para formalizar alianças com os piores políticos corruptos, com o que foi possível piorar ainda mais a qualidade da prestação dos serviços públicos à população; despudorada e irresponsável realização de dois megas eventos, como a Copa do Mundo de Futebol e a Olimpíada, quando a população padecia e ainda sofre com a precariedade da educação, saúde, segurança etc.; entre outras medidas que levaram o país á recessão econômica e às piores consequências de desastrada e incompetente administração dos recursos públicos.
Há quem até alegue que os governos petistas foram produtivos e eficientes, mas com certeza em alguns momentos, com a experimentação de desenvolvimento econômico e social, inclusive com a realização de programas de distribuição de renda às famílias carentes, em termos financeiros, que se tornaram modelo de concentração eleitoral em torno do partido, mas tudo isso não pode ser considerado algo extraordinário, porque todo esforço desses governos não conseguiu ser identificado senão pelo cumprimento normal do que se exige de qualquer gestão pública, que é exatamente transformar os recursos dos contribuintes em serviços e obras indispensáveis ao conforto da população, como forma de atendimento à satisfação do bem comum, a despeito de tantas precariedades e mazelas próprias desses governos, como os casos referidos acima, com relação aos escândalos de corrupção e as deficiências administrativas.
Enfim, os governos petistas foram capazes de protagonizar muitas outras gestões temerárias e prejudiciais ao interesse público, em evidente demonstração de que os brasileiros, com o mínimo de sensatez e sensibilidade cívica e patriótica, preferem que as mudanças sejam urgentemente experimentadas, com a escolha de político polêmico, mesmo que os resultados da sua gestão, nos próximos quatro anos, possam ser sob outras formas de desastres e infortúnios administrativos, porque seria absolutamente insuportável a repetição da dose cavalar de incompetência, ineficiência e principalmente desmoralização dos princípios democrático e republicano, já aplicada e amargamente sentida pelas desastradas e inesquecíveis gestões encampadas pelo candidato de menor preferência pelos eleitores, justamente por não suportarem tanto infortúnio, em tão pouco tempo. Acorda, Brasil!
Brasília, em 23 de outubro de 2018

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A crítica apenas destrutiva


O jornal americano The New York Times, em editorial, lamentou a escolha dos eleitores brasileiros pelo presidenciável do PSL, que vem liderando com ampla margem sobre seu adversário, presidenciável petista, as intenções de voto para o segundo turno da corrida presidencial, a realizar-se no próximo dia 28.
Aquele jornal entende que o candidato ultradireitista defende posições consideradas repulsivas, tendo citado como exemplo suas declarações sobre “preferir ter um filho morto do que gay; ou que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não mereceria ser estuprada por ser ‘muito feia’; ou sua ‘nostalgia’ pelos generais e torturadores do regime militar.”.
O editorial também compara o candidato pesselista ao presidente dos Estados Unidos da América e diz que o meio ambiente poderá sofrer “derrotados”.
O jornal disse que “O senhor Bolsonaro prometeu desfazer diversos acordos de proteção às florestas tropicais para abrir mais espaço para o poderoso agronegócio brasileiro. Ele cogitou retirar o país do acordo climático de Paris, acabar com o Ministério do Meio Ambiente e impedir a criação de novas reservas indígenas – tudo isso em um país recentemente elogiado por sua liderança na proteção ao meio ambiente”.
O editorial também faz paralelo entre a crise política e econômica e a ascensão do capitão reformado, tendo afirmado que “As opiniões grosseiras do senhor Bolsonaro são interpretadas como fraqueza. Sua obscura carreira no Congresso o faz surgir como o ‘novo’, que vai limpar a casa e sua promessa de punhos de ferro são a esperança para a média recorde de 175 homicídios por dia no último ano”.
Ao concluir, o editorial pontua: “A escolha pertence aos brasileiros. Mas é um triste dia para a democracia quando desordem e decepção levam os eleitores à distração e a abrir a porta a populistas ofensivos, cruéis e agressivos”.
Chega a ser ridículo que jornal da importância do The New York Times se ocupe a criticar a posição soberana dos brasileiros, considerando que se trata de tristeza para a democracia brasileira, por entender de forma leviana que a “(...) desordem e decepção levam os eleitores à distração e a abrir a porta a populistas ofensivos, cruéis e agressivos”.
O que teria levado aquele jornal concluir de forma tão simplista que os eleitores  brasileiros teriam se distraído, permitindo a abertura das portas ao populismo ofensivo, cruel e agressivo, somente porque o candidato, em determinadas circunstâncias, teria feito afirmações graves, é verdade, mas absolutamente compatíveis com o raciocínio humano de pensar, o que isso não queira dizer que seja distorção capaz de o torna-lo incapaz de administrar uma nação somente por ter pronunciado algumas frases esparsas que não são, à luz do bom senso, absolutamente incapacitantes, a ponto de macular a sua integridade como cidadão honrado nas suas atitudes, como homem público?
Tanto isso é verdade que ele vem merecendo a credibilidade e a confiança de parcela significativa dos eleitores, que depositaram nele a esperança de mudança do horroroso quadro de completa desmoralização dos princípios da administração pública, diante das provas inexoráveis da dilapidação do patrimônio público.
Causa enorme perplexidade a posição leviana e irresponsável do jornal americano, em emitir juízo de valor sobre a atitude dos eleitores brasileiros, condenando-os por estarem prestes a decidir pela escolha de candidato populista ofensivo, cruel e agressivo, tão somente por ter dito, certa feita, que preferia ter um filho morto do que gay; que uma deputada não mereceria ser estuprada por ela ser ‘muito feia’; e que demonstra “nostalgia” pelo regime militar e por torturadores do regime militar, dando a entender que isso constitui algo cabal e totalmente impeditivo para exercício de cargo de presidente da país.
Não obstante, o editorial do jornal americano fechou os olhos para as adjetivações do presidenciável adversário ao capitão reformado, ou mais precisamente aos governos do partido dele, cujo legado é a razão primordial do estrondoso sucesso do candidato considerado de direita, que cresceu como um foguete na preferência do eleitorado justamente em razão do ódio e da antipatia ao partido que foi capaz de conduzir o Brasil às piores crises da história brasileira, por meio de gestão deletéria e prejudicial aos interesses dos brasileiros.
O jornal americano não disse que o adversário do pesselista foi considerado o pior prefeito de São Paulo, tendo perdido, no pleito da reeleição, em todas as urnas, inclusive nos redutos petistas, justamente por ter feito péssima gestão à frente da prefeitura da capital paulista, além de atualmente responder a dezenas de processos por impropriedade administrativa.
Esses fatos falam por si sós e até já seriam capazes de justificar o repúdio dos eleitores, porque ele certamente encontraria enormes empecilhos para comandar o país com as dimensões continentais do Brasil, mas também é preciso se avaliar o histórico nada favorável do partido que ele representa, que teve a sua última presidente defenestrada do Palácio do Alvorada, ao meio ao escândalo do petrolão, em que o patrimônio da Petrobras foi simplesmente triturado e fatiado, em forma de desvio, por via de propinoduto, de recursos para os cofres de três importantes partidos, que aproveitaram o dinheirinho para bancar, de forma irregular, campanhas eleitorais, em absoluta afronta à legislação aplicável à espécie, além do enriquecimento de políticos, executivos, empresários e outros criminosos assemelhados.
Esse mesmo partido, embora não tenha sido dito pelo aludido jornal, sob o argumento da governabilidade de coalizão, potencializou o loteamento de ministérios e empresas estatais aos partidos participantes das alianças de apoio aos projetos de interesse do governo, no Congresso Nacional, de modo que essa “magia” da gestão pública foi cognominada de “toma lá, dá cá”, cujo resultado foi a piora da prestação dos serviços públicos à população, justamente porque cada ministério somente atendia às regiões de seu interesse político, ficando à míngua o restante dos brasileiros.
O jornal também deixou de mencionar que os governos do candidato em segundo lugar na preferencia dos eleitores, a par de patrocinar gigantesco rombo nas contas públicas, em montante superior a cem bilhões de reais, não teve o menor escrúpulo de mandar dinheiro dos brasileiros, sob a forma de empréstimo que poucos pagam, como é o caso da Venezuela, para a realização de obras em nações comandadas por ditadores, como Cuba, Venezuela, países da África, entre outros, quando essas obras, como metrô, usinas elétricas, rodovias, porto, aeroportos, entre outras, de suam importância social, poderia ter sido construídas no Brasil, para o incremento da mão de obra brasileira e o conforto dos brasileiros.
O jornal não ressaltou as bonanças dos governos do partido do candidato que disputa, em segundo lugar, a corrida presidencial, que teriam priorizado programas sociais, em especial, o Bolsa Família, quando deveriam ter instituído programas destinados à criação de emprego e produção, cuja finalidade, conforme visto nas eleições presidenciais, nada mais foi do que a formação de currais eleitorais, sob o auspício da distribuição de renda com recursos públicos, em clara demonstração de que tem havido indiscutível vinculação daquele programa com as intenções de voto e isso não condiz com os princípios republicano e democrático.
O editorial em tela não mencionou que o candidato de esquerda demonstrou, por longo tempo da campanha eleitoral, não ter personalidade própria, por ter passado para os eleitores a absurda ideia que ele era senão o seu guru, o político que se encontra preso, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a quem ele recorria para pegar orientação e ser orientado sobre o que deveria fazer na campanha eleitoral, em clara demonstração de que se tratava de fantoche teleguiado por um fora da lei, assim declarado pela Justiça.
Convém assinalar que os fatos deletérios e prejudiciais à causa pública, devidamente comprovados, porque eles já aconteceram efetivamente, na forma materializada com a Operação Lava-Jato, a incompetência na administração do país, com o impeachment da presidente da República petista, com os rombos das contas públicas e o notório desprezo aos princípios econômicos, evidenciados com a recessão, o desemprego, entre outros indicadores extremamente negativos e prejudicais ao desenvolvimento do país, os quais não foram mencionados no editorial em apreço, por razões que somente achou por bem preferir espinafrar a vontade dos brasileiros, como se eles não tivessem motivos para escolher outro candidato.
É certo que o candidato preferido pelos eleitores realmente não está à altura das grandezas do Brasil, mas certamente não perde em qualidade para o seu opositor, cujas predicativos são minuciosamente conhecidos por eles, que preferem correr o risco de errar na confiança de que tudo vai ser bem melhor do que, já conscientes dos estragos causados ao país, permitir-se a retomada do poder por quem já mostrou as suas qualidades maléficas ao interesse público.
Em síntese, vê-se que o jornal americano poderia ter contribuído positivamente para o processo político-eleitoral brasileiro se tivesse analisado os fatos com base em elementos próprios da disputa presidencial, notadamente ao se manifestar com avaliação precisa sobre os dois candidatos, tendo a responsabilidade de mostrar as qualidades e os defeitos de ambos, para que a sua opinião não fosse de crítica vazia, leviana e imprecisa, sob a forma de acusação aos eleitores brasileiros, no sentido de que eles vão contribuir para a tristeza da democracia, ao eleger o candidato conservador da direita, quando, com certeza, essa possível consternação seria ainda pior com a vitória do adversário dele, diante do desastrado legado dos governos do partido a que ele integra. Acorda, Brasil!
Brasília, em 22 de outubro de 2018

domingo, 21 de outubro de 2018

Pesquisa parcial?


Conforme pesquisa Datafolha, que serviu precipuamente para se apurar as intenções de voto para a corrida à Presidência de República, a metade da população brasileira considera que há alguma possibilidade de haver nova ditadura no Brasil.
Aos 9.137 eleitores pesquisados foi feita a seguinte e importante pergunta: “Atualmente, você acha que há alguma chance de haver uma nova ditadura no Brasil?”.
O resultado da pesquisa evidenciou que 31% dos entrevistados responderam que “sim, há muita chance” e 19% disseram que “sim, um pouco de chance”, enquanto 42% disseram que não há “nenhuma chance” e 8% não souberam responder.
Com base em dado comparativo com o passado, foi percebido que, em 2014, o número de eleitores que demonstravam apreensão real quanto à possibilidade de nova ditadura no Brasil era bem menor, porquanto o levantamento realizado em fevereiro daquele ano, também pelo Datafolha, as pessoas que achavam haver “muita chance” de isso acontecer atingiram apenas 15% dos entrevistados, enquanto o grupo dos que diziam ver “um pouco de chance” representava 24%.
A aludida pesquisa revela que três em cada quatro entrevistados disseram ter a intenção de votar no presidenciável petista e que consideram haver “alguma chance” de nova ditadura, no Brasil, enquanto com relação aos eleitores do presidenciável de oposição daquele, 65% disseram descartar essa possibilidade.
O curioso é que foi constatado que mulheres e eleitores de baixa renda (com até dois salários mínimos) concentram maior preocupadas com a possibilidade de um novo governo autoritário, no país, enquanto no lado oposto estão as pessoas de melhor poder aquisitivo (com renda superior a dez salários mínimos).
De acordo com o resultado da pesquisa, os entrevistados disseram que a ditadura militar que governou o Brasil, no período de 1964 a 1985, foi mais positiva do que negativa, com 51%, enquanto 32% disseram o contrário e 17% se abstiveram. 
É evidente que as pesquisas de opinião precisam ser analisadas com o devido cuidado, a depender, em especial, da seriedade como elas pretendem obter os resultados.
Há de se notar, sem a menor dificuldade, a pouca seriedade da pesquisa em causa, que demonstra se referir exclusivamente sobre a linha militar defendida pelo candidato que lidera, de forma extraordinária, as intenções de voto, dando a entender que se trata de levantamento de opinião direcionado ao atingimento dos interesses desse presidenciável, diante do seu vínculo com o regime militar.
Se os responsáveis (ou irresponsáveis) pela pesquisa em referência quisessem demonstrar imparcialidade e justiça, quanto ao resultado do seu trabalho, simplesmente teriam tido a iniciativa e o cuidado, sérios e civilizados, de pesquisar, ao mesmo tempo, envolvendo questões relacionadas, em sentido equivalente, com os dois candidatos, ou seja, se um candidato tem tendência militar e defende claramente o regime de exceção militar, o outro candidato professa a ideologia socialista, cujo partido é intransigentemente simpatizante e defensor, com a maior clareza, das poucas ditaduras comunistas espalhadas pelo mundo, em especial as cubana e venezuelana.
Nesse caso, seria de total justeza que, concomitantemente, em face da disputa entre os dois candidatos, no momento, que a pesquisa, para não padecer de questionamento, fosse promovida com relação às ideologias igualmente defendidas, respectivamente, por ambos os candidatos, no sentido de que, aos entrevistados, fossem feitas, ao mesmo tempo, as perguntas nesse sentido: se há alguma chance de nova ditadura no Brasil (nesse caso, não foi dito claramente, mas só pode ser ditadura militar, porque não houve, recentemente, outra ditadura no país, e até nisso vê-se a maneira maliciosa como se houve a pesquisa) e se há alguma chance de o Brasil implantar ditadura comunista, à base da existente em Cuba/Venezuela?
Vê-se e isso fica patente que alguns órgãos de pesquisas tratam as pessoas como sendo um bando de imbecis desinformados, quando, por trás de seu trabalho, sempre tem segunda intenção maliciosa destinada à serventia de interesses escusos, como no levantamento em comento, em que o seu resultado tem a visível intenção de atingir o candidato que se alinha ao regime militar, naturalmente por ser militar reformado.
Ou seja, a pesquisa foi feita justamente para avivar a ideia dos entrevistados e das pessoas que dela tomarem conhecimento de que a vitória do capitão reformado poderá suscitar a volta do regime militar no Brasil e isso leva ao possível cuidado de alguém querer reavaliar seu voto, que já poderia ter sido favoravelmente a ele, não houvesse a pesquisa.
Não há a menor dúvida de que, no caso enfocado, o órgão pesquisador que até pode não ser o responsável direto pelo direcionamento do conteúdo da pesquisa, mas. por se tratar de matéria de interesse dos brasileiros, poderia se precaver, em termos de bom senso, no sentido de que não houvesse nenhuma forma possível de parcialidade no seu levantamento, como a que ficou visível no caso, por se evitar a impressão de manipulação prejudicial aos princípios democrático e republicano.     
Os brasileiros, no âmbito do sentimento cívico e patriótico, precisam perceber as sutileza, esperteza e malandragem embutidas nas pesquisas, porque elas não são feitas em vão e com a absoluta lisura, a exemplo dessa visivelmente viciada e parcial, para o fim de repudiar, com a devida veemência, aquelas que são nitidamente tendenciosas e maquiavélicas, com o claro objetivo à serventia de determinada causa ou entidade, que não tem o menor pudor em prejudicar os interesses alheios, manobras essas que poderiam ter sido evitadas se a pesquisa tivesse envolvido questões de teor igualmente semelhante, embora em sentido contrário, preservando-se, ao mesmo tempo, os interesses dos dois candidatos e não deixando margem para dúvidas ou questionamentos. Acorda, Brasil!
Brasília, em 21 de outubro de 2018

sábado, 20 de outubro de 2018

Renúncia à honestidade e a verdade?


Mensagem publicada na internet mostra o verdadeiro lado perverso e maldoso de quem vem disseminando notícias completamente inverídicas, como a que se segue, verbis: “Alguém avise para a Globo, que o candidato Caixa II, virou Réu no TSE. No. do processo 060177-282018 600.000 (sic)”.
A pessoa que endossa mensagem do tipo estampada acima deveria ter o mínimo de dignidade, caráter e honestidade para saber que a informação de que se trata não tem nada de verdadeira e as pessoas precisam conhecer tão somente a verdade, em especial quando se trata do envolvimento de candidato à corrida presidencial.
O processo referido na mensagem ainda cuida de mera investigação sobre denúncia do PT ao Tribunal Superior Eleitoral acerca de possível irregularidade na campanha eleitoral, envolvendo um presidenciável.
A verdade é que o principal envolvido na denúncia somente se tornará réu após o pronunciamento do Tribunal Eleitoral sobre a matéria a que se refere e se ele decidir aceitá-la, coisa que ainda não aconteceu, porque o processo que se trata ainda se encontra apenas em fase de instrução.
Os pessoas que criam mensagens falsas e destituídas de base legal, como a referida acima, bem assim as que igualmente as compartilham sem se preocupar com a sua veracidade contida em tais notícias destinadas à prestação de informações ilegítimas sabem perfeitamente que são potenciais e autênticas criminosas e irresponsáveis, por disseminarem mensagens absurdas e mentirosas, e o pior com o propósito de manchar e macular a imagem de candidato que desponta na corrida presidencial, com base em notícia sem o menor fundamento.
Essas pessoas, ao contrário do que elas possam imaginar, estão prestando enorme desserviço à verdade e à democracia, além de se desgastarem por se disporem ao ridículo de aparecer a todo instante mostrando algo para a população que não passa de notícias com viés exclusivamente mentiroso, somente confirmando a falta de dignidade e de honestidade do ser humano, por não ter o mínimo de sentimento de honradez em ficar repetindo notícias falsas e sem consistência.
Causa perplexidade que essas pessoas parecem não se preocupar com a defesa da sua honra e do seu caráter, porque são dois atributos essenciais que jamais o homem se permitiria a perdê-los, quando ele se dispõe a disseminar grosseiras e deslavadas mentiras e, o mais grave, na tentativa de prejudicar a honra e a imagem de candidato que os brasileiros estão devotando a sua preferência para ser o futuro presidente do Brasil.
Não se pode tirar o direito de ninguém ser contra a essa realidade, mas convém que os mecanismos para se mostrar a incontida insatisfação precisam ser empregados de forma limpa, legítima, honesta e verdadeira, porque é exatamente da melhor maneira que se pretende preservar e consolidar os princípios republicano e democrático.
É aconselhável que os brasileiros honrados, dignos e com amor no coração, repudiem, com veemência, as atitudes desonestas, indignas e contrárias ao sentimento da verdade, desacreditando as pessoas que ficam disseminando notícias mentirosas e ilegítimas, com a exclusiva finalidade de destruir a imagem de adversários políticos, as quais precisam saber que a sua conduta pode ser enquadrada como crime contra a honra de cidadão, estando passível de ser punido penalmente.
Convém que as pessoas irresponsáveis que ficam criando e compartilhando notícias inverídicas, se tiverem o mínimo de dignidade, reflitam sobre as consequências de seu trabalho sujo e desonesto, principalmente porque as pessoas honradas e justas compreendem perfeitamente que essa forma de desonestidade publicitária somente denigre a imagem do ser humano, que tem a obrigação de ser íntegro, verdadeiro e sobretudo justo para com o seu semelhante. Acorda, Brasil!
Brasília, em 20 de outubro de 2018

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Melhor alternativa?


Alguns economistas brasileiros e estrangeiros se manifestaram, por meio de nota, em apoio à candidatura do presidenciável petista, entre eles figuram um Prêmio Nobel em Economia (2001), premiados economistas internacionais e outros economistas brasileiros, com destaque por seus trabalhos em nível nacional.
O manifesto conta com o endosso de assinaturas de especialistas em finanças públicas, professores, pesquisadores, especialistas na área econômica, entre outros economistas. 
Basicamente, os signatários do documento dizem ter "posições distintas sobre economia; alguns até são críticos contundentes de políticas econômicas adotadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT)".
Não obstante, sem medir o tamanho da nítida falta de caráter, diante da estupenda incoerência de pensamentos ideológico e profissional, afirmam que está em jogo o regime democrático brasileiro, sem que, de forma do que leviana, não tenham apresentado qualquer indício de prova para que isso possa realmente acontecer.
É muito provável que as suas alegações partam de deduções oriundas de falações e mensagens disseminadas pelas internet e mídia, no sentido de que o presidenciável pesselista pode ser o “troglodita com capacidade para devorar criancinhas”, ou seja, não passa de estrondosa ingenuidade alguém imaginar, sem a menor plausibilidade, que há enorme risco de que algo de ruim pode vir a acontecer, porque é o mesmo que se prevê que o mundo está prestes a se acabar, mesmo que não haja qualquer indício fático de que assegure que isso possa vir a se viabilizar. 
E mais, os economistas afirmam, também sem qualquer fundamento plausível, apenas por absurdas deduções ilógicas, como se eles tivessem o poder mágico da previsão: "Consideramos que a democracia, a busca pela paz, as liberdades individuais, a pluralidade de opiniões, o combate ao preconceito e o enfrentamento das desigualdades (de renda, de riqueza, regionais, raciais e de gênero) são valores inegociáveis e essenciais.", dando a entender, de forma contundente, que tudo está perdido se o candidato defendido pelos suprassumos da verdade fosse a salvação da pátria, por ser a única pessoa capaz de livrar o Brasil da perdição.
Decorrentemente, vejam a absurda ingenuidade do que foi dito nesse documento, visivelmente sem pé nem cabeça, com a assinatura de célebres homens do mundo da economia, pasmem: "Haddad é, neste segundo turno, a melhor alternativa para garantir tais valores", com que base, meu Deus?
De forma orquestrada, com a visível finalidade de enganar os ingênuos e desinformados eleitores, outros ditos intelectuais, advogados e escritores também divulgaram carta em apoio ao presidenciável petista e pediram que ex-adversários do petista, vencidos no último turno eleitoral, componham "necessária frente democrática" contra a candidatura do presidenciável pelo PSL.
No aludido documento, os impecáveis economistas afirmaram, de forma taxativa e definitiva, que, “caso o arco não seja efetivo, ou mesmo recusado, os atores políticos serão responsabilizados pela catástrofe que se anuncia", esquecendo eles que a responsabilidade de eleger seus candidatos é da competência exclusiva dos eleitores e não dos atores políticos, que, por questões insensatas e muitas vezes irresponsáveis agem em defesa de seus interesses e/ou dos partidos, conforme mostra a história política brasileira.
Não à toa que a campanha petista vem tentado, desde o início do segundo turno, formar frente suprapartidária para se contrapor ao capitão reformado, mas alguns políticos declaram absoluta neutralidade, resistindo em hipotecar apoio a partido que tem histórico de atrocidades contra seus adversários, a exemplo do que aconteceu com o presidenciável do PDT, que simplesmente foi enxotado das suas proximidades, quando ele procurava coligação política e isso causou o maior mal-estar com o pronunciamento do seu irmão, que exigiu que o PT assumisse a culpa pelos danos causados aos brasileiros.
O documento dos economistas encerra o apoio ao petista dizendo o seguinte: "A história vai cobrar das lideranças políticas que o fizerem ou deixarem de fazer nestas horas decisivas", como se elas fossem capazes de mudar o sentimento arraigado dos eleitores, que já decidiram repudiar, com incomensurável veemência, o retorno ao poder de partido que foi capaz de mudar os rumos do Brasil, com políticas e ideologias visivelmente contrárias aos interesses nacionais e dos brasileiros, salvo no aspecto do estímulo às políticas de cunho social, em razão do aproveitamento dos dividendos favoráveis a consolidação de seus projetos políticos de absoluta dominação das classes política e social, além da conquista do poder e da tentativa de perenidade nele.
Com que moral esses economistas se posicionam em prol do candidato petista, sendo que muitos entre eles são críticos contundentes de políticas econômicas adotadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores, fato que potencializa a falta de caráter deles, porque alguns eleitores despreparados possam ser influenciados pelo posicionamento deles e isso não reflete a integridade profissional e moral, diante da visível incoerência entre o que eles pensam e o que eles dizem no manifesto em apoio ao petista, com viés estritamente incoerente e irresponsável, não importando o momento político, mas sim a integridade moral, o caráter do economista, porque jamais eles deveriam se posicionar favoravelmente a alguém, se há restrição sobre as políticas econômicas defendidas pelo candidato? 
É lamentável que esses economistas, com as caras lisas e sem a menor robusteza moral, não se envergonham de assinar manifesto em favor de alguém que eles declaram não ter simpatia pela política econômica defendida pelo partido, deixando à vista a tremenda falta de dignidade profissional, porque não se justifica que seja contrário a algo e mesmo assim recomenda que essa desgraça seja apoiada.
Não passa de monumental incoerência desses ditos economistas, ressalvados os estrangeiros, que não sabem nada da incompetência petista, mas deveriam saber, para terem condições de se manifestar sobre algo tão importante e até determinante, a manifestação favorável a possível governo que aplicaria economia que não se alinha com a mentalidade de alguns deles, dando a entender que muitos economistas são completamente favoráveis à destruição do país, agora, de vez por todas.
Não passa de vergonhosa atitude de quem não deseja o bem para o Brasil e seu povo, porque, ao contrário, o seu dever moral teria sido o de simplesmente dizer a verdade ou negar apoio a quem eles sabem conscientemente que não prestam, quanto à aplicação dos princípios econômicos, fato que demonstra a falta de personalidade de economistas que não têm moral para opinar sobre absolutamente nada, ante a sua visível falta de equilíbrio, quando não concordam com a política econômica petista, mas têm a insensatez de apoiar seu candidato.
As afirmações dos chamados economistas são totalmente incoerentes com a realidade fática, porque eles estão dizendo, sem o mínimo fundamento, sem comprovação da materialidade factível, em extremo sentimento de preconceito preconcebido, que somente o candidato do PT é capaz de assegurar "(...) a democracia, a busca pela paz, as liberdades individuais, a pluralidade de opiniões, o combate ao preconceito e o enfrentamento das desigualdades (de renda, de riqueza, regionais, raciais e de gênero) são valores inegociáveis e essenciais.", dando a entender que o outro candidato, no posicionamento deles, teria pensamento completamente contrário a esses princípios, em total demonstração de puro preconceito aos princípios democráticos.
O certo é que essa formação de juízo prévio, sem base materialmente comprovada, é de tamanha leviandade comparável às práticas políticas em uso nas piores republiquetas, diante da irresponsabilidade quanto ao menosprezo ao outro candidato, como se ele fosse antítese da ideologia petista, da maior capacidade administrativa, que, em passado recente, foi afastado do governo ao meio às piores crises social, econômica, política, moral, administrativa, entre outras, em que o Brasil estava mergulhado em recessão econômica, com seus piores reflexos, como desemprego elevado, para mais de 12 milhões de pessoas sem trabalhar; taxas de juros beirando os 15% a.a.; dívida pública em franco crescimento; queda vertiginosa da arrecadação; desindustrialização; rebaixamento do grau de investimento do Brasil; rombo nas contas públicas; práticas dementes e espúrias de fisiologismo administrativo; falta de investimento em obras públicas; péssima qualidade da prestação dos serviços públicos à população, diante da precariedade dos serviços pertinentes à saúde, educação, segurança etc.; entre outras mazelas incompatíveis com as grandezas econômicas e sociais do Brasil.
Com o maior espírito cívico e patriótico, os brasileiros, nestas eleições presidenciais , estão mostrando a sua real insatisfação aos métodos ideológicos petistas e dizendo em bom e alto som que eles foram absolutamente reprovados nos seus governos, fato que somente rechaça os argumentos desses pseudos e insensatos economistas, que demonstram completo desconhecimento das deficiências e incompetências de governos recentes, em termos de administração dos recursos públicos, principalmente com relação aos fatos deploráveis relacionados com a destruição da Petrobras.
Como é sabido dos brasileiros, essa empresa estatal teve seu patrimônio dilapidado durante a gestão dos governos recentes, a exemplo da materialidade do famigerado petrolão, cujos atos são extremamente contrários aos princípios democráticos, aqueles mesmos suscitados pelos ditos economistas, com tanto ardor, em cristalina prova do desconhecimento dos desastrados acontecimentos protagonizados por governos negligentes e prejudiciais aos interesses dos brasileiros.
Isso somente reafirma a precariedade de alegações com viés tendencioso, principalmente pelas declarações indiscutivelmente irreais aos fatos da vida, uma vez que a democracia praticada pelo presidenciável defendido pelos economistas é aquela que somente serve para a satisfação de seus interesses políticos, com nada a ver com a democracia universal, que não permite a formalização de juízo sobre fatos inexistentes, em referência ao presidenciável que lidera as pesquisas de intenção de voto, eis que não há a mínima base para se afirmar que o seu governo não será capaz de garantir o pleno exercício da democracia, a busca da paz verdadeira, a consolidação das liberdades individuais, da pluralidade de opiniões, do combate ao preconceito e do enfrentamento das desigualdades referentes à renda, à riqueza, às raciais e às de gênero, entre outras formas de segregação e preconceito.
 Os referidos princípios realmente são valores essenciais ao primado dos direitos humanos, da pluralidade democrática e dos verdadeiros sentimentos de cidadania, ao contrário da leviana manifestação dos economistas, quando afirmam que somente o candidato petista seria capaz de assegurar a consecução desses princípios, quando os governos do seu partido deixaram para os brasileiros terrível legado, que precisa ser suplantado pela consciência política dos eleitores, mediante a sua decisão lúcida e soberana, dizendo com a maior clareza possível que todos anseiam intransigentemente por mudanças e este é o tão esperado momento para a sua efetivação, de modo que não haja a menor possibilidade da volta ao poder de governo que não passa de triste pesadelo para os brasileiros, o qual, de tão maléfico, precisa acabar em definitivo. Acorda, Brasil!
Brasília, em 20 de outubro de 2018