domingo, 7 de julho de 2019

Cadê os princípios de cidadania?


O ex-presidente da República petista, recentemente, fez duras críticas ao presidente brasileiro, em entrevista à emissora TVT, tendo dito, entre muitas divagações, que o resultado da sua ausência, nas duas últimas eleições, "o país pariu essa coisa chamada Bolsonaro".
Em gesto insensato, desumano e desrespeitoso, o petista também questionou o ataque de faca que vitimou o então candidato à Presidência da República, em que pese este ter passado por três cirurgias, após o episódio, todas internações noticiadas e mostradas pela imprensa, inclusive televisada.
O petista disse que "Eu, sinceramente... aquela facada tem uma coisa muito estranha, uma facada que não aparece sangue, que o homem é protegido pelos seguranças do Bolsonaro".
Respondendo sobre os eleitores que se sentiram traídos pelo PT, o ex-presidente disse que havia outros candidatos para as pessoas exercerem "vingança" e que "Alguém que se sentiu traído pelo PT não poderia ter votado no Bolsonaro. Se o homem se sentiu traído, poderia ter votado em coisa melhor. O Boulos foi candidato. O Ciro, embora não mereça porque é muito grosseiro, foi candidato".
O petista disse, parafraseando um escritor moçambicano, que a sociedade, com medo, se aproximou do "monstro para pegar proteção" e elegeu o que classificou como "o pior dos coronéis", tendo mencionado que o presidente tem filhos no Senado, na Câmara de Deputados e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, não fazendo nenhuma menção, a propósito,  aos próprios filhos, que são célebres nos negócios, conhecidos como fenômenos no desempenho empresarial.
O ex-presidente criticou a gestão do presidente do país, dizendo que "Ele conseguiu se vender para a sociedade enraivecida como antissistema. E a tendência é não dar certo", deixando evidentes seus desprezo e desrespeito à sociedade que não o apoio.
O petista disse que deseja voltar à Presidência da República, porque tenciona "rever e refazer coisas que eu não tinha consciência de que era preciso fazer" e defendeu mais concorrência entre os meios de comunicação, porque "Esse país não pode ter os meios dominados por nove famílias. É preciso regular. A última regulação é de 1962, quando não se tinha nem telefone celular.”.
Sobre as mensagens vazadas envolvendo membros da Operação Lava-Jato, o ex-presidente disse que elas trouxeram "a verdade à sociedade brasileira", mas que não arriscaria dizer que consequências terão as revelações.
Ele disse que "Estou ficando feliz com o fato de que o país finalmente vai conhecer a verdade", tendo ressaltado que sempre disse que "Moro é mentiroso" e estava "condenado a condená-lo" porque "a mentira tinha ido muito longe".
O ex-presidente disse que o procurador-chefe da força-tarefa da Lava-Jato deveria ter sido preso quando disse que não tinha provas, mas tinha convicção, tendo que "Ele deveria ter sido preso ali.".
Na verdade, a referida frase foi proferida pelo procurador de forma diferente do que foi divulgada na internet e nas redes sociais, não coincidindo com o que foi dito pelo petista.
Em outro trecho, o ex-presidente disse, verbis: "Pode pegar a turma da força-tarefa, o Moro, enfiar num liquidificador, e quando for tomar o suco, não dá a honestidade do Lula".
O político disse que as apurações contra a corrupção devem continuar, para a condenação de políticos e empresários corruptos, que precisam ser presos com base em mecanismos e leis que, segundo ele, foram criados pelo PT, ou seja, no seu entender, o partido que protagonizou o pior vexame moral da República é aquele que aprovou a legislação contra a corrupção, em demonstração da inversão da realidade, quando ele, sendo o principal líder da agremiação, se encontra preso, justamente pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente insistiu em dizer que não sujaria a mão por um apartamento que ele poderia comprar, se referindo ao caso do tríplex de Guarujá (SP), que o colocou na prisão, sob a acusação do recebimento de propina.
Sobre sua situação de preso, o petista disse não se considerar "ferrado", mas sim "acabrunhado", porque gostaria de estar em liberdade, para "Ver o meu Corinthians jogar, ver a minha família (...)".
Por último, o ex-presidente disse que está “consciente de que existem milhões de brasileiros em pior situação que a dele, que está preso. Vi (pela televisão) pessoas invadindo caminhão de lixo para catar comida para comer. E nós tínhamos acabado com a fome". Com informações do UOL e Folha de S.Paulo.
Causa enorme perplexidade político preso ter tamanha liberdade para expor seu pensamento sobre e a vida de todos, por meio do qual agride, de forma insensata e desrespeitosa, autoridades da República, como presidente e ministro, como se ele estivesse em plenas condições morais e com autonomia para se achar o dono da verdade, ao se colocar acima da lei e de tudo, inclusive se considerando com capacidade moral para voltar a governar os brasileiros.
A verdade é que, na última eleição presidencial, a expressiva maioria dos eleitores demonstrou que os estragos deixados pelos governos de seu partido desaconselhavam o retorno dele ao poder, ou seja, não é mais do interessa da maioria dos brasileiros que o Brasil seja governado por quem já causou enorme estrago ao patrimônio da nação, que precisa passar por radicais mudanças, em termos, principalmente, de moralidade e reformulação das estruturas e conjunturas do Estado, medidas estas que foram antagônicas nos últimos governos, à vista da precariedade da gestão pública, principalmente da prestação dos serviços essenciais à população e ao desenvolvimento.
Em razão da ampla cobertura do horroroso escândalo do petrolão e também da prisão dele, de triste e lamentável memória para o Brasil, o petista fala em regular os meios de comunicação, quando retornar ao poder,  justamente porque tenciona, sem esconder de ninguém, implantar a lei da mordaça, algo semelhante ao que aconteceu recentemente na Venezuela, que simplesmente estatizou as empresas de comunicação naquele país, para que elas somente transmitam programas de interesse do governo e omitam ao povo a transparência e a verdade sobre os fatos da vida político-governamental.
Assim como o petista considera, embora não seja verdade, que acabou com a fome dos brasileiros, ele precisa saber que essa calamidade assinalada por ele é caldo grosso das políticas econômicas recessivas adotadas pelo último governo do partido dele, que arrastou os trabalhadores para o monstruoso desemprego de mais de doze milhões, que remanesce diante da crise econômica advinda de longa data, prejudicando a retomada do crescimento econômico, da produção e do emprego.
A bem da verdade, o ex-presidente não pode dizer que tinha acabado a fome dos brasileiros, porque o máximo que ele pode ter feito teria sido minimizá-la, porque mesmo com o programa Bolso Família, que se trata de benefício de suma importância social, a fome continuou existindo no país, haja vista que nem todos são beneficiários dele, ou seja, o ex-presidente precisa ser menos arrogante e deixar de achar que somente o governo dele e ele próprio foram capazes de ser melhores do que os demais governantes.
Nessa entrevista, o petista se excede na insensibilidade, na insensatez, na falta de humildade, no desrespeito ao próximo, entre outros menosprezos aos sentimentos das pessoas, quando isso fica assente e perceptível nas suas palavras, que são duras e acidas, demonstrando todo o sentido de vingança, no caso da regulação da mídia, que será simplesmente para calar a imprensa, deixando-a impossibilitada de dizer a verdade para a sociedade sobre tudo que condigam com a legalidade, honestidade, moralidade, verdade e transparência.
 Na entrevista em referência, o homem público teve importante e especial oportunidade para mostrar algo inerente à humildade, à cidadania e à civilidade, mas, ao contrário, preferiu expor seu costumeiro lado mordaz, contundente e agressivo de sempre, atacando sem o menor escrúpulo a pessoa do presidente da República, cargo que ele ocupou e até poderia, justamente por isso, respeitar a dignidade que ele merece, quando o atacou com adjetivações depreciativas absolutamente inapropriadas, evidenciando rancor que lhe é peculiar, com visível sentido de menosprezo e vilipêndio que não lhe aproveita em nada, a não ser externar seu puro sentimento de menoscabo ao seu semelhante, como se isso tivesse algum valor como sentimentos humanos.
Para o cidadão que ocupou a principal cadeira de país com as grandezas econômica, cultura e social como as do Brasil, não faz o menor sentido alguém, com tamanha relevância e ainda estando preso pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sob a acusação de enriquecimento ilícito, se dizer apenas que se encontra "acabrunhado", porque isso não passa de puro eufemismo da parte de quem precisa compreender que o fato em si, de condição de preso, representa a pior qualificação da condição onde o ser humano possa se situar, em termos de moralidade perante a nação, com o que o melhor senso próprio de cidadania levaria ao único entendimento de que ele se sentiria humildado, arrasado, depauperado como homem público, diante de situação que destoa da dignidade e dos bons princípios, quanto mais em tratando de quem ainda pretende comandar os brasileiros.
Ficou claro que o condenado está acabrunhado por não puder "Ver o meu Corinthians jogar, ver a minha família (...)", mas jamais porque isso foge do padrão de verdadeiro político, de seriedade de homem público, de se envergonhar por estar preso, mesmo que se considere inocente, embora a realidade mostrada pelos fatos é outra bem diferente, o qual tem o dever e precisa observar fielmente os princípios e as condutas de moralidade e dignidade na vida pública, sempre acima dos demais cidadãos mortais.
Não faz o menor sentido alguém condenado pela Justiça, pela prática de horrendos crimes contra os princípios de integridade moral, se posicionar, em demonstração de afronta e insensatez, acima exatamente dos servidores públicos que apenas cumpriram a missão de trabalhar no processo que culminou com a sua condenação à prisão.
Não passa de tentativa rude de comparação, quando o político diz que "Pode pegar a turma da força-tarefa, o Moro, enfiar num liquidificador, e quando for tomar o suco, não dá a honestidade do Lula.", porque ele dá a entender que, mesmo estando preso, por condenação pela Justiça, mesmo assim ainda está acima, em termos de moralidade, de pessoas contra a qual nem processo existe contra elas, o que bem demonstra o sentimento de raciocínio ilógico e insensato, por não haver nisso qualquer possibilidade de parâmetro para fins de avaliação sobre moralidade entre julgadores e condenado, mesmo porque ele não conseguiu provar a sua inocência perante aqueles contra os quais ele se julga mais honesto, ou seja, tudo isso não passa de desesperada falácia.
A impressão cristalina que fica, diante das declarações do ex-presidente, é que ele entende que está em outro planeta, se achando o dono da verdade e que ainda tem o poder de criticar à vontade, sem o dever de respeitar o sentimento de ninguém, principalmente dos que forem seus opositores, como se ele estivesse acima do bem e do mal, embora ele esteja nas piores condições  próprias de ser humano, passando por liberdades restritas em cúbico de xadrez, demonstrando apenas a autoridade que foi tragada pelos próprios atos inadequados à dignidade que estão sendo materializados por meio das investigações e sentenças judiciais como sendo inadequados para autêntico homem público, que precisa se conscientizar, sobretudo, sobre as qualidades, as obrigações e os deveres inerentes ao desempenho ético, moral e digno na vida pública, em respeito aos representados.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 7 de julho de 2019

sábado, 6 de julho de 2019

O sentimento do coração


Em razão de eu ter escrito crônica em homenagem a padrinho doutor Pinheiro, por ocasião das comemorações de seus noventa anos, dona Kilma, esposa do aniversariante, enviou-me belíssima mensagem de agradecimento.
Como não poderia ser diferente, o aludido texto tocou profundamente meu coração, pela forma carinhosa como ela se refere à minha pessoa, conforme se percebe no texto a seguir, in verbis: “Bom dia, Antonio. Acordamos hoje lendo sua crônica. Agradecemos Pinheiro, seu padrinho, e eu. Muita gentileza sua. É muito bom saber que foi possível ajudar alguém a crescer e se tornar um adulto útil à sociedade. Se o seu padrinho ajudou em algo, foi desenvolvendo as qualidades que lhe eram inatas. Temos muito orgulho de você, da família que você construiu, da vida que você soube valorizar. Desejamos que Deus nos permita conviver em amizade por muito tempo ainda. Pinheiro e Kilma.”.
Em resposta à cativante mensagem, eu disse à dona Kilma que teria ficado muito feliz em saber que o verdadeiro sentimento do meu coração tenha sido possível chegar ao conhecimento dela e de padrinho doutor Pinheiro, embora com a singeleza das palavras que apenas sei escrever, quando a grandeza do carinho e do amor que sinto por eles até que poderia ser expresso por meio de palavras muito mais adequadas ao presente momento especial das suas vidas, quando padrinho doutor Pinheiro completa noventa anos de vida, a merecer o melhor dos carinhos desejáveis à pessoa do quilate e da importância dele.
Indiscutivelmente, ele é modelo de capacidade e inteligência, mas especial exemplo de honradez, ética, moralidade, dignidade, entre outros conceitos inerentes à conduta de homem de bem, que tem invejável currículo como cidadão, por ter construído, ao longo da sua vida, incomparável legado de serviços em benefício do seu próximo, tendo cumprido fielmente um dos ensinamentos disseminados por Jesus Cristo, que, em determinada ocasião, respondendo à pergunta de um de seus seguidores, que queria saber o que fazer para agradá-Lo, disse que ele precisava apenas "amar ao próximo como a si mesmo".
Induvidosamente, esse princípio cristão foi e é seguido rigorosamente por padrinho doutor Pinheiro, que foi devoto da sua profissão em amor ao próximo, praticando diuturnamente a magistral arte da cirurgia, na prática e nos ensinamentos, como formador de incontáveis turmas que se formaram sob a sua competente e eficiente orientação.
Talvez essa seja uma das principais razões por que ele tenha conseguido o apoio de Deus para a superação de alguns obstáculos e conseguir atravessar o Rubicão (história romana, envolvendo Júlio César, o Grande), para completar seus impolutos noventa anos, que é sobeja glória concedida por Deus a somente poucos mortais escolhidos para o usufruto desse prêmio celestial.
Eu confessei à dona Kilma, com toda sinceridade, que me deleito em felicidade por participar desse momento de muita alegria, em comemoração aos noventa anos de vida de padrinho doutor Pinheiro, exatamente porque eu sempre o tive por meu amigo protetor, não que eu fosse dependente para resolver meus problemas, mas as questões mais complicadas em que me envolvi, eu sempre tive o apoio incondicional dele.
Impende se ressaltar que ele nunca foi capaz de recusar ou negar qualquer pedido meu, embora todos os pleitos levados a ele somente seriam resolvidos com a poderosa influência que ele sempre teve perante seu enorme círculo de amizade, cabendo se afirmar, por questão de justiça, que nenhum deles havia nada que pudesse prejudicar quem quer que fosse nem que não estivessem centrados estritamente no conceito da seriedade e da ética.
Ao contrário disso, não seria justo da minha parte como também ele jamais aceitaria contribuir para algo que não estivesse em harmonia com os princípios da moralidade e da dignidade próprias das pessoas honradas, ou seja, as questões ditas complicadas teriam como cerne novo exame médico, interpretação de situações ou algo apenas que dependesse da boa vontade dos homens para solucioná-las, os quais normalmente estavam à espera do toque de alguma autoridade e padrinho doutor Pinheiro sempre gozou desse privilégio de contar com boas amizades.
Com isso, penso que estou robustamente coberto de razão, pelos múltiplos apoios que nos entrelaçam na vida, em implorar ao bondoso Deus que seja extremamente generoso em conceder longos anos de vida para padrinho doutor Pinheiro, porque ele fez e faz por merecer o gozo de todas as felicidades, em companhia de dona Kilma, dos filhos, netos, demais familiares e amigos.
Um beijo nos corações de dona Kilma e padrinho Pinheiro.
Brasília, em 6 de julho de 2019
Antonio Adalmir Fernandes 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Parabéns ao meu anjo da guarda



Neste dia e mês do ano de 1929, nascia, em Uiraúna, Paraíba, Francisco Pinheiro Rocha, filho de Olinto Pinheiro e Abigail Rocha, estando completando noventa anos, hoje.
Normalmente, quando se comemora idade especial como esta, é preciso louvar e agradecer a Deus, por ter permitido a conservação de vida saudável, alegre e feliz, na certeza de ter cumprido linda missão atribuída por Ele, no seio da sociedade, ao exercer o ofício na área escolhida, como no caso dele, que é a da medicina, como médico, que fora vocacionado para cuidar, com zelo e dedicação, da saúde e da vida de seus semelhantes.
É evidente que o padrinho doutor o Pinheiro merece os parabéns não somente pelo seu aniversário, mas especialmente por seu esplendoroso e invejável legado edificado ao longo da sua carreira como médico de escol, tendo construído poderoso currículo sobre as suas obras em benefício da humanidade.
Seria muitíssimo importante que a sua história fosse contada aqui, para mostrar a verdadeira importância do seu trabalho em prol da humanidade, mas ela não comportaria nesta singela crônica, feita exclusivamente para prestar justa e merecida homenagem sobre o carinho que nutro por esse ser humano dos mais brilhantes e sábios que conheci na minha vida.
Posso afirmar, com o coração eternamente agradecido, que o padrinho doutor Pinheiro foi o meu primeiro anjo da guarda que tive em Brasília, que se interessou realmente por mim desde o primeiro dia que pisei nesta terra abençoada por Dom Bosco, o padroeiro de Brasília, exatamente no dia 08 de março de 1966.
Logo na chegada, fui direto para a residência dele, que morava na Superquadra Sul 106 e não me surpreenderam seus carinho e acolhimento, quando ele prontamente providenciou um leito, tipo cama dobrável, que foi usado por alguns meses até o meu  ingresso na Força Aérea Brasileira, no dia 1º de julho de 1966.
A sua poderosa força angelical começou a ser verdadeiramente provada depois que meus exames médicos foram desaconselháveis ao meu ingresso naquela corporação, mas imediatamente ele conseguiu que fosse feito novo exame, à vista da constatação de que a reprovação era motivada por falhas dentárias, que poderiam ser corrigidas já quando eu estivesse incorporado.
Diante dessa providencial medida, que somente seria possível se realmente um anjo da guarda tivesse se interessado em solucionar a questão, por se tratar de caso insuperável sem a  presença dele.
Sem dúvida, esse socorro foi só o começo das ajudas prestadas por padrinho doutor Pinheiro a mim, que serviram de inspiração para que eu, sempre precisasse dele, não fizesse cerimônia para procurá-lo, porque todas as minhas necessidades foram pacientemente ouvidas e encaminhadas, com a devida solução.
O padrinho doutor Pinheiro foi realmente a pessoa mandada por Deus, com missão de me socorrer, tendo o sentimento de generosidade e bondade, mesmo no desempenho do complexo e espinhoso cargo de secretário de Saúde do Distrito Federal, que exercia quanto cheguei em Brasília, mas, ainda assim, ele teve disponibilidade para cuidar desse gravíssimo problema meu, porque, sem a sua ajuda, eu não teria entrado na Aeronáutica e somente Deus saberia qual teria sido o meu destino na vida, diante de terríveis e insanáveis dificuldades, considerando que eu não tinha instrução - só com o primário - e sem nenhuma experiência profissional, o que fatalmente seria obrigado a trabalhar como candango, sendo ajudante de pedreiro, na construção civil, que não exigia senão força bruta e disposição para carregar tijolos, cimento e areia, além de fazer a massa.
Diante dos apreço e carinho que mereci da parte de padrinho doutor Pinheiro, não tenho a menor dúvida de que ele foi meu anjo de guarda que Deus destinou para mim receber na terra de Dom Bosco e é, por isso, uma das pessoas para quem rezo todo dia, pedindo a Deus que sempre cuide dele, por ele ter sido muito especial na minha vida, ao aparecer exatamente no momento quando eu precisava da sua ajuda salvadora e isso certamente contribuiu para mudar, em definitivo, a trajetória da minha vida.
Hoje mesmo, eu falei com padrinho doutor Pinheiro e lhe disse sobre a sua especial importância na minha vida e, para minha alegria, ele me disse da sua satisfação e do seu contentamento em acompanhar a minha trajetória e saber que eu teria me esforçado para aprender importantes lições, cumprir árduas missões e construir vida digna.
A propósito, conforme mostrado acima, ao ressaltar as qualidades de um dos meus anjos de guarda, eu seria bastante indelicado e até injusto se, nesta ocasião, não parabenizasse, não pelo seu aniversário, mas pela pessoa especial e, no popular, muitíssimo legal, que é o outro anjo que convive com o querido padrinho doutor Pinheiro, que se chama dona Kilma, a quem eu tenho devoção de respeito e admiração, por ela sempre ter me tratado com notórios carinho e atenção, próprios de dama que respeita e valoriza o seu semelhante.
Admirada dona Kilma, quero dizer à senhora que eu aprendi muito com suas lições de gentileza e bondade de seu coração, sempre que visitei o seu lar e precisei me comunicar com a senhora, quando tive as melhores atenção e acolhida, deixando-me à vontade, na minha simplicidade de quem normalmente aparecia para pedir ajuda a padrinho doutor Pinheiro ou apenas para visita de cortesia.
Por fim, parabenizo o querido padrinho doutor Pinheiro, pelo transcurso do seu natalício de importantes noventa anos de vida e por tudo que ele representa de mais puro que o ser humano representa, de amor ao próximo, dignidade na vida pública, fé em Deus e nos princípios cristãos e tudo o mais que fortalece o coração do ser humano que tem a consciência da realização das práticas do bem e do amor, rogando a Deus que lhe conceda longa vida, repleta de muitas bênçãos, graças e felicidades, extensivas à sua amada família.
Brasília, em 5 de julho de 2019

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Não mais do que balela


Em seu primeiro pronunciamento desde a sua prisão pela Operação Lava-Jato, o ex-presidente da OAS reafirmou as acusações feitas, em juízo, contra o ex-presidente da República petista, as quais foram fundamentais para a condenação do político, com relação ao caso do triplex do Guarujá (SP), tendo negado, de forma espontânea, qualquer ameaça ou pressão por parte da Polícia Federal ou do Ministério Público Federal, quanto à mudança de seus depoimentos.
Em carta enviada, agora, ao jornal “Folha de São Paulo“, o ex-executivo afirmou, de forma categórica, que “Nunca mudei ou criei versão, e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal”.
O ex-presidente da OAS afirmou, em complemento, que “A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade e não preso pela Operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros”.
Ainda na carta, o ex-executivo ressalta que resolveu se manifestar a propósito da revelação pelo site The Intercept Brasil, no último dia 30, quando foram reveladas supostas conversas entre procuradores do MPF, cujas mensagens apontam que “Os integrantes da força-tarefa da Operação Lava-Jato trataram com desconfiança todas as tentativas de delação dele.”.
Consta dos diálogos analisados pela publicação do jornal que “O empreiteiro só começou a ser considerado nas investigações contra Lula após mudar diversas vezes seu relato sobre o imóvel no Guarujá.”.
O ex-presidente da OAS afirmou que “Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma. A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos.”.
O ex-executivo somente apresentou a versão que contribuiu para incriminar o petista um ano após o início das negociações com a Lava-Jato, em abril de 2017, quando reafirmou, durante interrogatório com o ex-juiz dessa operação, que “A OAS reformou o apartamento em troca de garantia de contratos com a Petrobras.”.
Não obstante, na primeira versão apresentada por ele, “As reformas tinham sido feitas como um agrado pessoal ao ex-presidente.
Ainda no ano de 2016, quando as tratativas com vistas ao início da delação, o ex-presidente da empreiteira já havia sido condenado por corrupção e, à época, as investigações já estavam avançadas e a equipe já tinha preciosas informações relacionadas ao petista, com relação ao triplex e ao sítio em Atibaia.
Diante disso, o ex-executivo afirmou, na carta, verbis: “Não há como eu, Léo Pinheiro, ter apresentado versões distintas já que o material probatório é bem anterior à decretação da minha prisão”.
Na carta, o executivo afirmou que "O apartamento nunca tinha sido colocado à venda porque o ex-presidente Lula era seu real proprietário", ratificando a sua declaração perante o juiz da Lava-Jato, no seu depoimento, enquanto as reformas e as modificações no imóvel teriam sido executadas seguindo as orientações do petista e de seus familiares, tendo concluído afirmando: "Preciso dizer que as reformas não foram um presente".
Agora, da prisão, o ex-presidente da OAS ratifica as acusações que fizera contra o petista, nos processos judiciais pertinentes, inclusive se referindo às visitas realizadas na companhia dele aos tríplex e sítio de Atibaia.
Em conclusão, ele reafirma que os relatos ao Poder Judiciário foram feitos "de maneira espontânea e voluntária, sem qualquer benefício prévio pactuado, onde, inclusive, abri mão de meu direito constitucional ao silêncio. As provas que estão presentes no processo são bem claras e contundentes".
É evidente que o ex-presidente, por questões puramente políticas, nunca vai se vergar à realidade dos fatos, para declarar-se culpado pelos fatos delituosos atribuídos a ele, preferindo continuar dizendo, de mãos postas, que não tem nada com as denúncias à Justiça e que nunca teve participação em qualquer ato que o incrimine.
Acontece que fica muito difícil se imaginar diferentemente disso, porque há uma série de elementos que o põe no olho do furacão, como fotografias, dele com o ex-executivo da OAS, tanto no tríplex como no sítio, e isso é inegável, porque foi  publicado na televisão, além das testemunhas e documentos que mostram a vinculação de familiares dele com os imóveis, fatos estes, com força  jurídica, que podem contribuir para a ilação de que não se pode concluir pela isenção dele nesses casos, no mínimo, nebulosos, diante da impossibilidade de se dizer que não há nadinha de provas quanto ao envolvimento dele nos fatos suspeitos.
Além do mais, não existe essa de se dizer que o envolvimento da propina teria sido por agrado, promessa de garantia de contrato com empresa estatal ou qualquer outra forma ilícita, porque o homem público tem obrigação moral de nunca ser acusado de absolutamente nada, porque, por mínimo que seja, ele se prostitui com a irregularidade a partir de qualquer forma de suspeita ou denúncia que não consiga provar a sua inculpabilidade, como aconteceu com o processo do tríplex, que se mantém intacto, sem nenhuma peça retirada dele, por ordem da Justiça, que o mantém na integralidade, como garantia da validade jurídica dos achados, por meio das investigações, com relação aos fatos denunciados.
Não faz o menor sentido se alegar que o denunciante teria agido por interesses ou sob pressão ou qualquer algo que seja, porque apenas tem importância no mundo político-jurídico, para o homem público, a sua capacidade de provar a invalidade de todas as suspeitas, acusações ou denúncias, à vista da força probante dos elementos que ele tiver para as infirmar, de maneira sobeja e incontestável, não restando nada mais que fique em pendência, que se mantém em aberto, à espera desses elementos.
Só o fato de o principal denunciado se encontrar preso, por força de decisões repetidas no mesmo viés condenatório, já demonstra fato gravíssimo na vida de homem público, mesmo que ele, por força de copioso juramento de  inocência, por não ter como prová-la, pelos meios possíveis, em que pese a existência de mais de dezena de excelentes causídicos, que levam o tempo somente rebatendo acusações e, o pior, procurando, entre supostos erros ou falhas, por mais frágeis que sejam, cometidos por outras pessoas, para aproveitá-los em benefício do condenado preso, ou seja, sem condições nem capacidade para a apresentação de defesa consistente, a defesa fica à espreita, à cata de noticiário que contenha erro de outrem para ajudar na liberdade do político, quando a única maneira viável para a sua soltura é o condenado mostrar, de moto próprio, a sua inculpabilidade, sem precisar recorrer absolutamente a mais nada, porque é exatamente assim que procede quem é realmente imaculado, i.e., não depende de questão de sorte, mas sim de capacidade para ser solto.
A única maneira capaz de solucionar essa pendenga em favor do político preso deve partir dele mesmo, por seus meios, apresentando elementos com capacidade probante, de modo que seja possível se comprovar, por exemplo, que as fotografias com o ex-presidente da OAS, nos tríplex e sítio, não passam de grosseiras montagens e que os depoimentos de testemunhas e os documentos robustamente acostados aos autos são artifícios desprezíveis e inconsistentes, feitos exclusivamente para prejudicá-los, à luz do que consta nos elementos referentes às suas contraprovas sobre a materialidade da autoria dos fatos denunciados, que os negam peremptoriamente os fatos investigados.
A verdade é que não fica bem para político da relevância de ex-presidente da República ficar permanentemente negando o inegável, sob o prisma da realidade, quando, minimamente que seja, existe o sinal da passagem dele nos imóveis objeto das reformas questionáveis e isso ele não tem como negar, diante dos fatos, que são incontestáveis e somente os alienados ainda conseguem acreditar na sua inocência, de vez que a inconsistência das contraprovas por ele oferecidas à Justiça conspira contra a essa afirmação, por não haver alicerce jurídico para mudar o entendimento de quantos estudaram o processo e chegaram, à unanimidade, ao mesmo veredicto.
No mundo moderno, com a evolução que se apresenta para a humanidade, é absolutamente impensável o homem político ter a infantilidade de esperar que apareçam erros, para que ele possa se beneficiar de alguma forma, não por mérito próprio, como era de se esperar, mas, bisonhamente, por falha de outrem, que o máximo que possa acontecer, em decorrência disso, é a anulação dos procedimentos, caso a Justiça assim considerar, ficando claro que os fatos referentes à denúncia permanecem em aberto para começar tudo da estaca zero, valendo, até o momento da possível anulação, todos os atos realizados em decorrência dos julgamentos dos tribunais, inclusive, como não poderia ser diferente, o cumprimento da pena.
Ou seja, em síntese, não se trata de caso capaz de suscitar a mínima dúvida quanto à culpabilidade do político, que apenas conta com o apoio de quem prefere não acreditar que ele seria sagaz o suficiente para não se deixar ser atraído por tão pouca coisa e isso é o ponto essencial que ele se agarra para não se declarar culpado, em razão do seu capital político, que ainda é fantástico.
Não obstante, o princípio da imaculabilidade tem como pressuposto  exatamente a inexistência de algo substancial ou de resquício sob suspeita, quanto mais, ao contrário, quando o político já foi condenado em duas ações e ainda responde a mais seis outras, em clara demonstração de que não passa de balela em se acreditar em inculpabilidade sobre fatos denunciados e aceitos pela Justiça, que o tornou réu em todas as denúncias, por ele ter sido arrolado em demandas tratando da prática de crimes.
Esses acontecimentos, por si sós, não correspondem exatamente ao que representa a dignidade do homem público, que precisa manter a sua ficha política sempre limpa, transparente, translúcida, como prova do respeito aos consagrados princípios republicano e democrático de conduta e moralidade acima de quaisquer suspeitas.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 4 de julho de 2019

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Crime de lesa-pátria?


À vista da publicação da crônica intitulada “Brutal desperdício de dinheiro público”, onde foi analisada a reportagem realizada pelo programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, mostrando uma série de obras inacabadas, Brasil afora, em evidente flagrante de recursos públicos jogados sistematicamente na lixeira do descaso protagonizado por governantes, recebi a solidariedade de muitos seguidores, todo consternados com a gritante falta de sensatez dos agentes públicos responsáveis pela gestão do dinheiro dos sacrificados contribuintes, que são obrigados a arcar com esse abusivo descalabro envolvendo o desmazelo da res publica.
A maior decepção dos brasileiros que se interessam verdadeiramente pela saúde e integridade do patrimônio público, diante desse terrível descaso, é exatamente a contabilização de monstruoso prejuízo à conta dos contribuintes, em razão da facilidade como recursos públicos são descartados nos ralos da incompetência e da irresponsabilidade administrativas, e ninguém assume absolutamente nada nem há a necessária apuração de responsabilidades, que seria feita normalmente em país sério e civilizado, para o fim do devido ressarcimento dos valores referentes aos danos causados aos bens dos brasileiros.
Isso deveria ser mais do que normal, diante do compromisso constitucional que os governantes fazem quanto à fiel observância das normas constitucional e legal, com vistas ao cumprimento de gestão produtiva, efetiva, competente e eficiente, não se admitindo, por hipótese alguma, a dilapidação irresponsável do patrimônio dos brasileiros.
Em consonância com o sentimento sobre a necessidade da preservação da integridade do patrimônio público, conforme exposto na supracitada crônica, o atento senhor Adauto Galiza houve por bem dizer o seguinte: “Caro conterrâneo, os políticos do passado recente não só fizeram tudo isso como também estão obstruindo tudo o que o governo atual quer fazer para tirar o país desse atoleiro. São políticos de má fé que só querem o poder de qualquer forma!”.
A minha resposta à tão sensata mensagem foi feita imediatamente, nos termos adiante, quando eu disse que lamentava que o Brasil tivesse chegado ao fundo do poço, graças aos governantes extremamente incompetentes e irresponsáveis, como nesse lamentável caso das obras inacabadas, mas, infelizmente, a despeito desse fenomenal desastre administrativo, com notáveis prejuízos contra o interesse público, ainda há quem insista em não enxergar tamanha desgraça causada aos próprios brasileiros, inclusive aqueles cuja parcela significativa preferem achar isso de somenos importância, em termos de gestão pública, tanto que eles permanecem ao lado de quem teve a insensatez de levar o país à destruição e a esse estado deplorável e periclitante, em termos socioeconômico, com enorme reflexo, em especial, no desemprego, que tem sido permanente preocupação para os pais de família.
A verdade é que todas as obras inacabadas poderiam ter sido concluídas normalmente e ainda teria sobrado muito dinheiro se governos do passado não tivessem mandado, praticamente a fundo perdido, ou praticamente sem retorno para os cofres públicos, bilhões de reais para países comandados por ditadores, como Cuba, Venezuela, Nicarágua, Equador, países da África, entre outros, que sequer estão pagando, ou seja, passaram tranquilo e respeitoso calote no Brasil, porque esses fajutos financiamentos foram feitos, na maioria, com a garantia do próprio Tesouro brasileiro, valendo dizer que, quando os países não pagam, quem paga é o governo brasileiro, ou seja os bestas dos contribuintes tupiniquins.
Tudo isso não passa de verdadeiras incongruência e irresponsabilidade, por se imaginar que o país que tem graves problemas de infraestrutura, de obras estruturantes e necessidade da prestação de serviços públicos de qualidade, simplesmente prefere mandar bilhões de reais para o exterior, para a realização de obras suntuosas em países exclusivamente de regime socialista.
A conclusão da ópera é que foram mandados para países socialistas recursos públicos, por obra e graça de governos tupiniquins, sem a mínima justificativa plausível, os quais deveriam ter sido aplicados exclusivamente no Brasil, com destinação a essa infinidade de obras públicas que praticamente terão pouco aproveitamento, dando como certo gigantescos prejuízos contabilizados para os carentes brasileiros, que são obrigados a suportarem uma das maiores cargas tributárias, mas, em contraprestação, recebem dos governos insensatos os piores serviços públicos, em termos de saúde, educação, segurança pública, saneamento básico, infraestrutura etc.
Causa perplexidade que os defensores dos governos socialistas tupiniquins não consigam enxergar essa terrível e imperdoável desgraça protagonizada por meio dos financiamentos concedidos àqueles países, quando se tratava de recursos dura e penosamente arrecadados dos brasileiros, que somente poderiam ser aplicados no próprio país, para o benefício deles.
          Essa tragédia de mandar dinheiro público para países socialistas, além de não encontrar o mínimo de plausibilidade e muito menos de amparo constitucional e legal, porque, em princípio, os empréstimos e os créditos internacionais precisam da devida autorização do Congresso Nacional, a sua falta teve enorme reflexo nessa interminável atrocidade contra a retomada do emprego, que começou a escassear e se consolidar justamente nos governos passados que mandaram, a seu bel-prazer, dinheiro para o estrangeiro, cuja lamentável situação das obras inacabadas poderia ter sido evitada se essa dinheirama tivesse tido aplicação exclusivamente no Brasil, mais especificamente com destino às obras inacabadas, que chegaram certamente onde estão, em estado de lástima, precisamente por falta de recursos, porque o dinheiro que tinha, que poderia ter sido destinado para elas, na sua maioria, foi desviado para os bolsos de aproveitadores, por falta de controle e fiscalização, conforme mostram muitas investigações.
É bastante complicado que os homens públicos que agiram em visível e indiscutível contrariedade com o interesse público, como nesse caso do financiamento de obras públicas no exterior, quando elas deveriam ter sido feitas tão somente no território brasileiro, por questão de sensatez e razoabilidade administrativas, ainda recebem calorosos aplausos de importante parcela de brasileiros, que, igualmente insensíveis à realidade sobre a real situação da carência nacional, demonstram enorme desprezo, quer queira ou não, diante dessa triste trágica, aos comezinhos sentimentos de brasilidade, em razão de não haver nada que justifique tamanha irresponsabilidade administrativa, ao se privilegiar os interesses estrangeiros, em detrimento das causas brasileiras, diante da imperiosa necessidade de obras semelhantes, conquanto elas foram realizadas no exterior, enquanto os brasileiros ficaram a ver navio e ainda com a obrigação de arcar com a dupla arrecadação de tributos, com relação ao financiamento e ao pagamento referente ao calote dado ao Brasil, pela falta da quitação da dívida.
É preciso se atentar que os financiamentos eram feitos em nome de empreiteiras que estão sendo investigadas pela Operação Lava-Jato, ou seja, com envolvimento delas com os escândalos e falcatruas relacionados com o petrolão, levando a se acreditar que os esquemas são complexos e complicados, por envolverem interesses espúrios e escusos, ainda não esclarecidos, em pese muitos aproveitadores já estejam amargando castigo na prisão, por conta da prática de atos irregulares.
Enfim, como justificar que o critério de financiamentos de obras públicas no exterior somente beneficiou países de índole socialista/comunista, quando outros países igualmente carentes, mas de regimes de ideologias diferentes não receberam empréstimos do Brasil, fato que demonstra razão para questionamento, por se tratarem de recursos públicos, que não deveriam ser marcados pela ideologia, caso fosse realmente possível se emprestar dinheiro público, quando ele faz tremenda falta para os brasileiros?
Diante da confirmação visível e inegável das alarmantes obras inacabadas, esparramadas pelo Brasil afora, conforme mostrou, de forma minuciosa e detalhada, o programa Fantástico da Rede Globo de Televisão, e dos substanciosos bilhões de recursos que serviram para a construção de inúmeras e importantes obras no exterior, não há menor dúvida de que fica bastante caracterizado o crime de lesa-pátria, que foi a prática do insensato desvio de recursos públicos para destinação que resultou em inevitável prejuízo aos brasileiros, ou seja, ao Brasil, diante da impossibilidade de investimentos em obras públicas no pais, por falta de recursos, porque eles, que deveriam ter ficado aqui, foram mandados, de maneira absolutamente injustificável, para o custeio de obras importantes em outros países, fato que teria causado forte reflexo na soberania e na economia nacionais e ainda por privilegiar deliberadamente interesses estrangeiros, em cristalino detrimento da satisfação de carências da população brasileira.
Convém que os brasileiros, não importando suas ideologias, se conscientizem de que, nesse estranhíssimo caso dos financiamentos para obras em países de regime socialista/comunista não houve nenhum benefício para o interesse público, ou seja, para os brasileiros, o que significa se intuir que esse rumoroso caso exige, inevitavelmente, as devidas investigações, com a necessária urgência, diante do envolvimento de montanhas de recursos públicos, extremamente necessários à satisfação de carências dos brasileiros, os quais saíram do Brasil sem qualquer motivação nem justificativa capazes de ancorar tamanho desvio de finalidade, quando seus legítimos donos da dinheirama pertinente ficaram em estado lastimável de água e pão, quanto ao usufruto das benesses resultantes, que deveriam ser somente dos brasileiros.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 3 de julho de 2019

terça-feira, 2 de julho de 2019

Adeus a um guerreiro


É com o coração muito triste que fico sabendo do falecimento do Suboficial José Rodrigues Almeida, um dos meus instrutores da Escola de Especialistas da Aeronáutica, na formação de sargentos, tendo se tornado famoso na sua especialidade, porque a dominava com grande destreza e sabedoria, na área de regulamentos e normas militares.
Peço a Deus que conforte a sua família e que a alma dele tenha o devido merecimento da paz celestial.
É evidente que o legado desse grande brasileiro não tem preço, em especial porque ele foi um dos mais habilidosos professores da difícil arte militar, no que se refere à qualificação do nível de instrutor.
Ele tinha no sangue a sabedoria e a peculiaridade para ministrar, com competência, o seu ofício exatamente  com o propósito de mostrar como o futuro sargento precisava saber se comportar no exercício da sua relevante profissão, sem temer ou duvidar quanto ao acerto do seu trabalho em benefício da Força Aérea Brasileira e do Brasil.
É preciso que se faça justiça a esse exemplar militar que soube valorizar ao extremo o verdadeiro significado do que seja servir à pátria, porquanto a sua dedicação e o seu amor à formação do caráter do homem e do sentimento de cidadania não deixaram a menor dúvida quanto à importância na vida de quantos tiveram a satisfação de ser instruídos por ele.
Ele tinha a fama de ser exigente, violento, durão e até ignorante perante a tropa que estivesse sob o seu comando, mas, infelizmente, nós não sabíamos, à época, distinguir precisamente que o seu comportamento indiferente ao sentimento dos alunos tinha, no seu íntimo, a finalidade de forjar em nós o melhor dos ensinamentos que tivemos na amada Escola de Especialistas da Aeronáutica, em termos de formação cívica e cidadã.
É induvidoso que as suas lições nos tocavam, muitas vezes, no íntimo, na alma, mas isso nada mais era do que a evidência de que seus ensinamentos precisavam impregnar na nossa índole algo revolucionário, que ninguém conseguia transmitir com tamanha maestria como ele procurava fazer, que era mostrar aos alunos a importância do sentimento de virilidade do homem, no bom sentido que tem por objetivo a formação pessoal do amor aos seus atos, às atitudes, no sentido estrito da responsabilidade, em termos de civismo e patriotismo.
Não há a menor dúvida de que as suas lições foram aprendidas por todos os alunos, que são agradecidos a esse grande mestre.
Todo esse sentimento de valor aos princípios inerentes ao homem, o Suboficial Rodrigues tinha permanente preocupação em transmitir aos alunos, com vigor e de forma direta e objetiva, os quais, além de terem aprendido com sobeja, tanto que seus ensinamentos jamais foram esquecidos, sempre foram lembrados vida afora, diante da sua importância como formação de caráter cívico.
É preciso que, neste momento de grande pesar, pelo infausto ocorrido, todos os alunos daquele importante educandário prestem preito de reconhecimento e gratidão ao inesquecível grande mestre Suboficial José Rodrigues Almeida, por seu primoroso trabalho desenvolvido na sempre amada Escola de Especialistas de Aeronáutica, diante de inexcedíveis dedicação e amor à causa da formação não somente de Sargentos Especialistas, mas, em especial, de grandes homens que são eternamente gratos a essa figura impoluta, que soube, como poucos, viver em permanente amor à Força Aérea Brasileira e ao Brasil.
          Brasília, em 2 de julho de 2019

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Brutal desperdício de dinheiro público


O programa Fantástico da Rede Globo de Televisão mostrou uma série de obras inacabadas, Brasil afora, em evidente flagrante de recursos públicos jogados literalmente na lixeira do descaso protagonizado por governantes.
A reportagem se destina a mostrar, de forma especial, objetiva e incontestável, o malogro dos programas referentes a obras bilionárias de governos recentes e como esse incomensurável desperdício tem reflexo direto na vida de milhões de brasileiros, que ficaram sem as obras e ainda sem os recursos, porque eles simplesmente foram mandados para a lixeira da má gestão administrativa.
À toda evidência, os estragos mostrados no cenário de terríveis obras inacabadas, pelo país adentro, são  flagrantes dos inadmissíveis maus-tratos com o escasso dinheiro público - na visão dos agentes públicos -, que foi inapelavelmente jogado fora pelas janelas do desprezo à coisa pública, ou seja, ele, como devia, não teve aproveitamento à satisfação do interesse público.
A reportagem mostra que, na Bahia, o maior guindaste da América Latina, hoje, só serve para fazer sombra, e, no Rio de Janeiro, uma estrada foi fechada pelo crime, a qual impede o tráfego da população, em deprimente situação de abandono do patrimônio dos brasileiros.
A reportagem aborda, com muita propriedade, a situação de muitas pessoas que acreditavam no sonho da melhoria de vida, diante das perspectiva e garantia de trabalho, com vistas à prosperidade que poderia ter sido implantada com a realização das obras públicas, mas tudo não passou de trágico pesadelo, em razão da paralisação dos empreendimentos, que, para muitos, só causou prejuízo e infelicidade, porque elas foram reduzidas em nada, graças à sistemática imperante da corrupção, que tratava de desviar dinheiro dos contribuintes e nada de obras, justamente diante da falta de fiscalização e controle por parte dos governos e dos órgãos de controle externo, que jamais tiveram preocupação em investigar e punir os ladrões de cofres públicos.
Em termos de gestão pública, não importa a ideologia dos governantes, eles precisam dar bons exemplos na aplicação dos recursos dos contribuintes, ao fazerem a lição de casa sob o primada da competência, eficiência e efetividade, não permitindo qualquer forma de ingerência e falta de controle na execução de dinheiro, que somente deve ser gasto com a garantia da sua boa e regular aplicação, na forma da legislação de regência.
O pior de tudo isso é que as obras não foram finalizadas, mas é bem possível que o dinheiro tenha sido todo pago, normalmente com o envolvimento de propina, ou seja, agentes públicos sempre se beneficiando dos recursos destinados a essas obras inacabadas, razão, certamente, da falta de fiscalização e controle, permitindo que a bandidagem agisse livremente, diante da libertinagem da corrupção e da impunidade, infelizmente, passando de governo para governo, porque o povo nunca se interessa em enxergar os maus feitos, quando, no sistema populista, o controle é o que menos importa, diante do sentimento de que tudo passa a ser mera farra, inclusive de desperdício de dinheiro público, como visto nas obras mostradas na reportagem.
É evidente que, para a realização e a conclusão de obras de interesse da população, nunca tem dinheiro suficiente, mas, conforme foi mostrado pelas investigações da Operação Lava-Jato, os recursos jorravam em borbulhas, na certeza de que sempre há os aproveitadores das propinas, ou seja, a verdade é que o país não tem dinheiro quando há seriedade na gestão de recursos e na execução de obras, sem o envolvimento de corrupção.
Esse lastimável cemitério de obras inacabadas mostra tão somente onde o dinheiro público foi enterrado por governos populistas e caudilhistas, que, a título de agradar o povo, concordavam em liberar dinheiro para a construção de obras a torto e a direita, sendo que muitas delas, principalmente, sem a menor viabilidade técnico-econômica, em termos de satisfação do interesse público, eram começadas, no afogadilho, e não tinham continuidade, exatamente pela incompetência administrativa, que não controlava o fluxo de remessa de recurso, com relação ao cronograma físico-financeiro, onde quase sempre a obra somente tinha início, mas os recursos totais já estavam no bolso dos aproveitadores, pelo menos, em grande parte.
A prova material desse descalabro é essa infinidade de esqueletos de obras inúteis e quase sempre inaproveitáveis para terem continuidade, caso seja do desejo do governo, o que significa jogar dinheiro público pelos ralos da incompetência e da irresponsabilidade dos governantes da época, que se vangloriavam de encher o Brasil de canteiros de obras, mas os resultados são os piores possíveis, em termos de efetividade delas.
Apesar disso os recursos, em muitos casos, já tenham sido repassados e o prejuízo, como sempre, é normalmente debitado nas contas dos bestas dos contribuintes, que precisam se sacrificar com o pagamento de mais tributos, caso o governo atual pretenda tocar para frente esses elegantes brancos, símbolos de gestão pública extremamente prejudicial aos brasileiros, conforme fica evidenciado com o desperdício de dinheiro público distribuído aos aproveitadores, a título de bondade de governos populistas, que estavam somente interessados em agradar o povo para angariarem o apoio e a simpatia aos seus megalomaníacos projetos políticos, consistentes na manutenção no poder e na absoluta dominação das classes política e social.
O exemplo mais cristalino dessa assertiva é a situação atual, em que o principal líder político, mesmo tendo sido condenado à prisão pela Justiça, com base nas provas sobre a prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mesmo assim nestas condições de extrema decadência moral, à vista da sua liderança como homem público atuante da maior relevância política, ainda se ufana de merecer enlouquecidas manifestações de seguidores em seu apoio, que imploram, de forma incontrolável, por sua liberdade, como se ele fosse a criatura mas imaculada da face da Terra, quando os fatos mostram exatamente que, de pureza mesmo, por mais que ele se estrebuche, não existe absolutamente nada, diante da sua incapacidade de prová-la perante a Justiça, que mantém todas as sentenças condenatórias, certamente diante das provas sobre a materialidade da autoria dos fatos denunciados, conquanto as contraprovas apresentadas foram insuficientes para se infirmá-los, mas seus seguidores, a título de fidelidade ideológica, preferem desacreditar da palavra da Justiça e prestigiá-lo na luta em defesa de algo que nem ele conseguiu mostrar a sua inocência.
É bem possível que esses mesmos defensores de condenado pela Justiça também se solidarizem com essa monstruosa montanha de obras inacabadas, como prova inconteste de desperdício de recursos públicos, porque elas não foram produzidas pelo atual governo, em apenas seis meses, quando não seria possível a construção de tantos esqueletos enferrujados, que denotam a sua existência de longa data.
Convém que o descaso e a desídia com o dinheiro dos contribuintes, indiscutivelmente jogado nos ralos da incompetência e da ineficiência administrativas, diante da evidência da falta de planejamento, controle e fiscalização governamentais, ante a necessidade legal da certificação da regularidade e da efetividade sobre a aplicação de recursos públicos, precisam de urgente solução e saneamento, como forma de prestação de contas dos gestores públicos à sociedade, de modo que as obras inacabadas sejam imediatamente investigadas, com a devida abrangência e profundidade, por meio da identificação dos envolvidos e da apuração das causas e dos prejuízos causados ao erário, com vistas à responsabilização e ao ressarcimento dos valores jogados no lixo, como forma não somente de reparação dos danos pertinentes, mas, em especial, de se evitar a reincidência de lastimáveis casos semelhantes a esses.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 1º de julho de 2019