terça-feira, 3 de novembro de 2020

Intervenção militar?


Está veiculando nas redes sociais manifesto de simpatizantes à causa da “intervenção militar”, como se essa medida de extrema exceção fosse a salvação da pátria, à vista da existência de alternativa realmente satisfatória e inteligente, em harmonia com os princípios evoluídos e democráticos.

As pessoas que entraram na onda da “intervenção militar” estão longe de imaginar que se trata de maluca pregação que tem o condão de implicar na perda dos sagrados direitos da liberdade e das garantias individuais dos brasileiros, assegurados na Carta Magna.

Essa forma de reivindicação pode estar acontecendo em nome de indesejável projeto que funciona explicitamente como verdadeira ditadura, com inspiração em modelo que conspira contra os princípios republicano e democrático.

Na verdade, esse movimento segue advertências mais ou menos veladas, mas em outros casos nem tanto, de altas autoridades da República de que pode haver iminente ruptura constitucional, como forma de ameaça eufêmica de golpe de Estado nada agradável, por vir na contramão da prevalência do Estado Democrático de Direito, defendido por todas as nações evoluídas e modernas, em termos políticos e democráticos, que refutam bravamente ideias retrógradas como essa, diante da imersão do país nas escuridão e incertezas político-democráticas.

Vejam-se que o presidente da República, conquanto declara respeito aos princípios democráticos e à soberania dos demais poderes, vinha, até pouco tempo, se confraternizando com quem advogava, às escâncaras, o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, além de demonizar a oposição, parte da imprensa e quem prega críticas à sua atuação, dando nítida impressão de que a democracia e as instituições muito mais atrapalham do que ajudam o seu governo, que tem dificultado ao máximo o diálogo, na busca de entendimentos políticos.

É preciso se entender que essa forma de democracia de demonizar aqueles que não estão alinhados com o governo não pode ser considerada construtiva para o desenvolvimento da nação, tendo em vista que o progresso do Brasil nunca será possível sob o degradante e recriminável processo predominante, até pouco tempo, do “nós contra eles”, dando nítida indicação de condenável separação radicalizada entre brasileiros, como se fosse possível a dicotomia de interesses público e nacional.

Convém que a democracia brasileira passe a ser autêntica, no seu verdadeiro sentido de servir para unir as autoridades públicas, em todas as esferas, com o povo, tendo como objetivo primordial a pacificação de ideário que mire a consecução de metas voltadas para a consolidação dos direitos sociais, do progresso econômico, da justiça na distribuição dos frutos da produção, do aumento do emprego e, enfim, da harmonização e da integração dos interesses dos brasileiros.

A verdade precisa ser posta à mesa, para se evidenciar que o quadro de desarmonia, descontentamento, desilusão, enfim, de insatisfação somente reflete preocupantes inoperância e incompetência na condução das políticas de interesse nacional, exatamente em razão da ausência de interesse e projetos capazes de satisfazer às ânsias da sociedade, nas suas múltiplas vicissitudes, que se mostram antagônicas, ou seja, diante da apatia demonstrada por parte de quem tem o dever de oferecer a matéria prima para a discussão da sociedade, que tem avidez quanto à solução das suas necessidades político-sociais.

É evidente que nada será possível viabilizar de construtivo para os brasileiros sob a prevalência de ideias retrógradas e malformadas de intervenção de qualquer natureza e muito menos militar, uma das mais radicais, porquanto, como o próprio vernáculo já diz, o sentido de intervenção precisa ser acionado em caso apenas emergencial, quando nada mais restar para se fazer, a ter exaurida a inteligência do ser humano para lutar em prol das forças ativas, no caso, dos princípios democráticos.

Brasília, em 3 de novembro de 2020

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Aderência à imoralidade

Conforme notícia publicada na imprensa, o líder do governo na Câmara dos Deputados teria se aliado a deputado de oposição, do PT-SP, relator do projeto, para a defesa da medida cogitada, que abranda os efeitos da Lei de Improbidade Administrativa.

A aludida reportagem também afirma que o citado líder é crítico da Operação Lava-Jato e vê com ressalvas a atuação do Ministério Público Federal.

A proposta em discussão é vista no Congresso Nacional como nova forma de restringir os poderes de procuradores, na esteira da reação contra os trabalhos da Lava-Jato, um ano após a aprovação da Lei de Abuso de Autoridade.

Articulador político do presidente da República no Parlamento, o líder do governo tem contribuído com o relator do projeto a levar o texto à votação, evidenciando, com isso, que o governo encampa perfeitamente a ideia de abrandamento do combate à criminalidade, de quem, na campanha eleitoral, se dizia radical inimigo.

O líder do governo disse que "A atividade política se transformou no alvo principal da ação do Ministério Público. A Lei de Abuso de Autoridade veio em uma direção correta. Agora, a mudança que estamos propondo na lei de improbidade vai acabar com essa história de improbidade por ofensa a princípios da Constituição, que é muito aberta e só gera desgaste. Noventa por cento dessas denúncias não dão em nada. A culpa é também do Parlamento, que tem de mudar a lei."

O texto substitutivo apresentado pelo petista objetiva afrouxar norma da lei vigente, para excluir a possibilidade de punição a uma série de condutas atualmente vedadas, a exemplo de práticas de nepotismo e "furada de fila" em serviços públicos deixariam de resultar em sanção por improbidade.

O projeto prevê, ainda, limitar as situações em que o juiz pode determinar o bloqueio de bens dos acusados e encurta prazos de prescrições, fatos que, na prática, restringem as sanções apenas a casos em que houver comprovadamente enriquecimento ilícito ou danos aos cofres públicos.

Como não poderia ser diferente, o Ministério Público Federal criticou o projeto, por meio de nota técnica, dizendo  que a medida representa "um dos maiores retrocessos no combate à corrupção e na defesa da moralidade administrativa".

Trata-se de estranha e inaceitável participação direta do governo na cogitação de mudança de norma legal que objetiva o abrandamento de controle sobre criminalidade, com enfoque, mais diretamente, para as atividades parlamentares, cujos titulares não podem, evidentemente no entendimento deles, ser incomodados com o rigor das sanções, em especial nos casos especificados no projeto em discussão.

Se há clara pretensão do abrandamento da norma vigente é porque ela vem incomodando os políticos prejudicados que, com a mudança efetivada, podem tranquilamente praticar legalmente os atos antes proibidos em seu benefício e isso só demonstra a falta de caráter do homem público e a voluntariedade de levar vantagem com o aproveitamento da lei aprovada por eles próprios.

Essa maneira de atuação parlamentar fica patente no ato a promiscuidade e a pequenez da personalidade política, quando, à luz dos princípios da ética e da moralidade, essa forma de mudança da lei jamais deveria ser permitida senão para arrochar ainda mais, em termos de combate à esculhambação da moralidade defendida pelos próprios parlamentares, como nesse caso, que é prova cristalina da decadência moral dos legisladores, que agem em prol de seus interesses.

É preciso que fique registrado que o governo cada vez mais se complica com a perda de credibilidade quanto à gestão pública, porque é exatamente o seu líder na Câmara que, de forma voluntária, se associa ao trabalho de petista, logo a quem, para abrandar ainda mais o que pouco existe de combate à criminalidade da corrupção, ao contribuir para mandar para o espaço dispositivo que impede algumas pequenas práticas que tanto incomodam nobres parlamentares, porque eles jamais se preocupariam em alterá-lo se o alvo da sanção visada fosse o povo ou outros destinatários senão eles.

A tristeza maior mesmo, em forma decepção, fica por conta justamente por parte do governo, que foi eleito com o empunhamento da bandeira da mudança, no estridente grito em defesa da moralidade, como principal arma apresentada no palanque e nas praças públicas.

Não obstante, agora ele não se envergonha nem se deprime em defender, descaradamente, o abrandamento de legislação de combate à criminalidade, o que bem demonstra a falta de palavra do homem público, que jamais deve se envergar e se prostituir diante das circunstâncias, como parece que deva ser o caso, em que o governo adere à causa que não condiz com o seu sentimento, o que tudo indica, falsamente propalado com o propósito de conseguir o apoio popular, cuja sociedade continua cada vez mais forte no anseio, ao contrário do governo, de muito mais moralidade.

Convém que os brasileiros se convirjam em mobilização de repúdio e protesto contra a participação de apoio do governo à aprovação de medida contrária aos princípios da moralidade, à vista do abrandamento da eficácia da Lei de Improbidade Administrativa, lembrando ao presidente da República que tal atitude suja com lama pútrida a linda promessa de mudanças visando à limpeza do Brasil.

          Brasília, em 2 de novembro de 2020   

Lembranças eternas...

 

Hoje é dia 2 de novembro, reservado especialmente como o Dia de Finados, no calendário destinado às homenagens póstumas aos saudosos entes queridos que foram responsáveis pela nossa existência, como os nossos pais, avós, bisavôs..., e conviveram conosco, como os familiares e amigos.

É o dia que bate no peito o sentimento muito forte de boas lembranças sobre fatos passados no trajeto de nossas vidas, cujo convívio com eles ajudou a forjar naturalmente as situações maravilhosas de cada um de nós, que tivemos a alegria do compartilhamento e do usufruto das coisas da vida, para a construção do que somos.

A recordação é algo especial que precisa sim transformar em sentimento de simbólica homenagem em reverência aos saudosos e queridos entes da maior importância, que deixaram conosco marcas e legados que nunca se afastam de nós, porque eles são eternizados nos nossos corações, sempre saudosos e agradecidos pelas dádivas oferecidas por meio da amizade, do carinho, do afago, da dedicação, enfim das melhores formas de amor, que jamais se esvaem de nós.

Os finados merecem não somente a lembrança especial e carinhosa, mas o nosso sublime reconhecimento por toda semente plantada, pelos bons frutos que eles colheram e principalmente pela existência de árvores frutíferas que eles cultivaram e continuam alimentando a vida dos que aqui estamos, na continuidade natural do ciclo da vida.

A verdade é que as pessoas que estiveram conosco e amamos jamais serão esquecidas, porque elas ficam guardadas no cantinho das lembranças, reservado no coração, que tem a responsabilidade de preservar carinhosamente esse arquivo maravilhoso chamado de saudade, que nunca será deletado por nós.

Os momentos vividos no relacionamento familiar e de amizade fazem parte de feições de belezas que se consolidaram e eternizaram no mosaico especial entre muitos que ajudam a compreender o sentido da vida, que se compõe necessariamente pelas fases da nossa existência, entrelaçadas de alegrias, tristezas, ternuras, entretenimento, bons momentos, todos conduzidos pelos sentimentos da alma e que ajudaram a formar o jardim mais belo da vida, com a importante ajuda daqueles que têm, agora, outras lindas missões como o assessoramento a Deus, nas suas relevantes atividades celestiais.

Cada um de nós, por certo, tem a sua galeria especial onde permanece em destaque, em retrato vivo e perfeitamente delineado, a imagem de todas aquelas pessoas que foram e são caras em nossas vidas, que foram responsáveis pela existência, criação e formação como gente e ajudaram, de alguma forma, na construção do que somos.

Com os meus carinho e agradecimento, em especial, aos meus queridos e saudosos pais, avós, irmão, tios, demais parentes e amigos, rendo as minhas reverencias a vocês, neste dia reservado para lembrança e orações, com a devoção de que todos estejam na maravilhosa e saudável companhia do Pai eterno.

Com muita saudade de meus entes queridos e inesquecíveis, familiares e amigos, rogo a Deus que todos os finados estejam na paz celestial e gozem da permanente comunhão com os santos e anjos.     

 Brasília, em 2 de novembro de 2020  

domingo, 1 de novembro de 2020

Mensagem de ajuda

 

Uma pessoa amiga do Facebook me relatou, no Messenger, que tinha muita vontade de ajudar a irmã dela que estava no plano superior e sentia que ela podia estar precisando do apoio espiritual.

Com o pensamento imbuído da melhor intenção, eu disse para a amiga que a história dela pode ser explicada pelo fato de que o poder espiritual dela diante Deus é muito acentuado e, nesse sentido, é bem possível que a irmã dela veio à sua procura para pedir ajuda espiritual.

Eu a aconselhei que ela precisava corresponder imediatamente aos anseios da irmã, por meio de orações e preces dirigidas a Deus e aos santos da devoção dela, pedindo que a aflição da irmã se transformasse em paz e amor celestiais.

Orientei no sentido de que ela pedisse aos guias santificados de bondade e amor que estejam presentes nesse caso e atuem na proteção da irmã e que ela possa conseguir se encontrar com o conforto do sossego, da harmonia e da compaixão, como forma de se libertar de algo que a perturba e a deixa desesperada à busca de ajuda espiritual.

Formulei desejo de que ela pudesse se concentrar e se fortalecer com os melhores pensamentos de bons propósitos, como maneira necessária para puder transmitir bons fluidos em benefício de quem precisa realmente desse bálsamo divino de caridade cristã.

Roguei a Deus que a amiga se concentrasse e adquirisse as melhores forças para a prática do bem e que a intercessão dela pudesse propiciar bons e benfazejos frutos, tanto no plano terreno quanto espiritual, porque tudo isso faz parte da vida e que apenas precisa ser compreendido e correspondido com o melhor sentimento de caridade.

Desejei que a amiga ficasse na paz de Deus e alertei que meu texto reflete momento de quem gostaria muito de puder ajudar o seu semelhante.

          Brasília, em 21 de outubro de 2020  

Valorização do professor

Em uma das crônicas que escrevi em homenagem ao professor, interessante mensagem sobressaiu entre tantas outras, da lavra do senhor Elmar de Oliveira, pondo em destaque a atual situação de desrespeito pela qual vem sendo submetido o professor, na sala de aula.

Eis a aludida mensagem, in verbis: “NO MEU TEMPO, PROFESSORES ERAM COMO SE FOSSEM PAIS FORA DE CASA... PORÉM, VIERAM ‘TEMPOS MODERNOS’, E OS MESTRES SE TORNARAM, QUANDO NÃO, ALVO DE BALAS, DE PANCADAS.”.

Realmente, essa é a triste realidade do Brasil, em que, praticamente, entendeu-se que é normal inverter a ordem da disciplina, onde muitos pivetes acham que podem bater, agredir ou desmoralizar o professor e o pior é que, depois da violência em sala de aula, normalmente não acontece absolutamente nada, quando o mestre ainda não se tornar culpado pelo malfeito do aluno baderneiro.

Esse terrível estado de coisas conspira contra a dignidade do ensino e da educação brasileiros e contribui para a banalização da decadência moral do Brasil, diante da gravíssima indiferença aos maus-tratos contra justamente o profissional que tem a incumbência original de formar bons e respeitáveis cidadãos.

A propósito dessa deplorável e inaceitável situação, que caracteriza como verdadeiro flagelo aos princípios fundamentais da educação, lanço aqui, neste momento, apelo veemente para que os governos federal, estaduais e municipais, além de outras medidas que visem proteger a postura do professor,   institucionalizem, com urgência urgentíssima, fortes campanhas publicitárias, com abrangência nacional e visando ao fortalecimento das estrutura e imagem do desse valioso profissional, no seu trabalho na sala de aula, de modo que seja enaltecida a sua suprema importância à altura do que ele realmente representa para a cultura e o saber da sociedade.

Acredito que pesada campanha publicitária nesse sentido tem o objetivo de resgatar a dignidade esgarçada do professor, que se encontra em visível nível de muita penúria e preocupação, à vista do que ele precisa realmente representar de modelo moral para o desenvolvimento da nação, em termos educacionais e morais, tendo em conta que a valorização da sua autoridade e do seu prestígio há de corresponder na mesma intensidade da evolução do ensino e da educação.

É bem possível que essa maneira de agressividade e incivilidade contra o professor não tem lugar nem mesmo nas piores republiquetas, porque nelas os estudantes primam pela veneração àqueles que se dedicam à sublime arte de transmitir conhecimentos e educar bons cidadãos, que são justamente aqueles que dirigir o país, no futuro.

Fora de quaisquer dúvidas, de certa forma, os governantes e os homens públicos são cúmplices com a balbúrdia que impera impunemente nas escolas do país, onde tem sido frequentes atos explícitos de desrespeito e agressão aos professores e profissionais da educação, como um todo, e ninguém levanta a voz, em atitude que levem a alguma medida capaz de pôr freios aos abusos da juventude que desrespeita até mesmo seus pais, que pecam pela precária educação de seus filhos, no lar.

Diante do reconhecimento da brutal deformidade comportamental, é aconselhável que os governos resolvam encontrar mecanismos para cortar pela raiz esse mal que tende a se expandir, se não houver iniciativa no sentido de se pôr limites, por meio de medidas cabíveis de contenção dos abusos contrários aos princípios de civilidade e da formação de bons cidadãos.

          Proponho a criação, com urgência, de medidas de cunho educativo voltadas para a conscientização dos alunos, com a inserção de expressivas campanhas publicitárias, no sentido de se mostrar a necessidade do respeito ao professor e da sua integridade moral e física, de modo que seja possível a formação da mentalidade dos discentes quanto à valorização e à intocabilidade dessa figura muito especial para a vida social, que merece tratamento realmente especial, respeitoso e diferenciado, à vista da importância e da reverência ao seu trabalho, em benefício da sociedade e do desenvolvimento do Brasil.        

           Brasília, em 1° de novembro de 2020 

Os princípios da evangelização...

         O direito à felicidade é universal, sendo impossível negá-lo a quem quer que seja, não importando as razões de consciência, pensamento nem ideologia e nesse ponto o papa jamais poderia pensar diferente, diante do Evangelho de Jesus Cristo, que tem como princípio exatamente a busca da fraternidade e do amor entre os homens, sendo que a síntese disso se confunde com a própria felicidade.

É preciso, isto sim, que o papa se esforce para que a Igreja Católica encontre mecanismo capaz de atrair para o seu seio todas as pessoas filhas de Deus, inclusive os homossexuais, exatamente porque em manual nenhum há regra estabelecendo as condições básicas para a classificação de quem pode ou não ser filho do Pai eterno, senão todos os homens.

Agora, o que muito se estranha é que a igreja tem a sua doutrina aplicável aos católicos, inclusive ao papa, e este vir a solidarizar-se com essa união, mas somente no aspecto civil, havendo aí brutal paradoxo de entendimento, exatamente porque os homossexuais são tanto filhos de Deus no civil como muito mais ainda no religioso, que diz essencialmente com a paternidade natural de legítimo filho de Deus.

Todo religioso, inclusive o papa, precisa se conscientizar de que Deus certamente não enxerga defeito nos seus filhos, se é que o homossexualismo possa ser considerado falha à luz Dele, diante da sua perfeição na criação do homem, sob a ótica de que ninguém nem nasceria se tivesse defeito físico ou moral, não importa, porque, para Deus, todos são seus filhos amados.

É preciso urgentemente que o papa encontre argumento suficiente para se reconhecer também o homossexual perante a Igreja Católica, em todos os sentidos civil, religioso e demais situações inerentes ao ser humano em si, sem o estabelecimento de qualquer condição, porque é exatamente dessa forma que se declara e se reconhece a plena dignidade humana, como pessoa filha de Deus, sem restrição, ressalva nem nada que possa servir de empecilho para o homem ser filho do Pai eterno e puder ser aceito normalmente no seio da Igreja Católica, que não é perfeita e padece de muitos pecados, inclusive mortais.

Espera-se que o Vaticano possa evoluir como instituição moderna e atualizada, à luz dos avanços naturais da humanidade, para o fim de abolir as doutrinas e os dogmas que sejam contrários aos princípios da evolução do ser humano, caso em que todo homem possa ser apenas considerado filho de Deus, independentemente das suas preferências, idiossincrasias ou sentimentos.

É preciso que o usufruto do direito sagrado da felicidade não possa ser condicionado por nada neste mundo, nem mesmo pela Igreja Católica, que precisa muito cuidar e se preocupar estritamente da evangelização que lhe compete, por excelência, quanto à sua primordial missão exclusivamente de catequização segundo os princípios essenciais do cristianismo.

Na era de pleno reconhecimento da modernidade, conquistada mediante os avanços dos conhecimentos científicos e tecnológicos, é preciso também que a Igreja Católica se reinvente nas suas estruturas, como forma salutar de se situar emparelhado com a atualidade, que aconteceu exatamente por obra e graça da vontade de Deus, porque nada surge, nasce e prospera sem que não tenha a mão Dele, segundo as pessoas que acreditam na existência desse ser supremo e poderoso.

Não faz o menor sentido que a Igreja Católica continue como instituição conservadora de dogmas que somente tendem a preservar a ideia de algo fechado, engessado, limitado e afeito à restrição do pensamento ou até mesmo como uma forma de controlar o comportamento do homem, porque nada disso condiz com os princípios saudáveis de evangelização dos ensinamentos de Jesus Cristo, que há mais de dois mil anos pregava a palavra de acolhimento de todas as pessoas, inclusive, entre outras, de prostituta e todas aquelas que confessavam a sua crença nas sagradas palavras Dele.

Por que se justificar a existência de certas doutrinas que, com elas ou não, em nada vai influenciar na grandeza da Igreja Católica como tal, que tem a doutrina maior definida de pura e essencial evangelização dos princípios da fraternidade e do amor entre os irmãos filhos de Deus, na própria formulação ressaltada pelo papa?

Do ponto de vista da doutrina católica, o que importa para Deus é exclusivamente a definição verdadeira e essencial quanto à fé e à crença no Evangelho de Jesus Cristo e nos mistérios revelados pelo Pai, como afirmação definitiva de filho de Deus.

Em princípio, salvo caso gravíssimo praticado contra suas doutrinas e seus dogmas, a Igreja Católica não tem competência para excluir ninguém dela, nem muito menos os homossexuais, porque eles são tão filhos de Deus quanto os mais puros e santíssimos religiosos, que pregam a palavra divina, mas fica, ao mesmo tempo, se preocupando com a vida de quem também tem direito de ser feliz na maneira escolhida para a viver no universo de Deus, segundo o livre arbítrio facultado aos homens de boa vontade.

           Brasília, em 1° de novembro de 2020

O objetivo é resgatar Uiraúna?

 

A candidata ao cargo de prefeita de Uiraúna, Paraíba, Leninha Romão, apresentou quitação do débito referente a possível sonegação fiscal objeto de denúncia do seu opositor, mostrando a sua regularidade junto ao Fisco, com relação a esse fato, a par de esclarecer que quer governar a cidade como servidora pública consciente de querer fazer o melhor para o povo.

Ela disse que “Meu objetivo é resgatar Uiraúna das trevas, das mãos do ódio, da calúnia, da alienação e da ilusão. É construir uma história de orgulho e progresso para o meu povo que há tempos clama por sua tão sonhada liberdade!”.

À primeira vista, a interpretação que se pode intuir das palavras da candidata é a de que aquela cidade se encontra sob o caos e a escravidão, provavelmente em termos de gestão pública.

Normalmente, o bom nordestino mata a cobra e mostra o pau e a cobra.

Quanto ao caso específico de sonegação de impostos, a candidata Leninha apresenta comprovante da quitação referente ao débito de que se trata, com data de 2015.

Em se tratando de campanha eleitoral, parece conveniente que ela apresente aos eleitores quitação com o Fisco, na atualidade, para que não resida mais a menor dúvida sobre nenhuma forma de suspeita, neste particular.

Assim, sobre esse questionamento é provável que o fato esteja esclarecido, salvo se o acusador tiver algo mais a revelar sobre ele.

Agora, sobressai em aberta a comprovação sobre as declarações feitas pelo adversário dela, conforme revelação bombástica da lavra dela, que carece de confirmação, por parte das testemunhas, no total de cinco, à vista da declaração do principal acusado de que a aludida conversa jamais ocorreu.

O certo é que, nestas alturas dos acontecimentos, se alguém faz acusação de extrema gravidade, inclusive sobre fato bastante comprometedor, em termos de credibilidade de ambos os lados, e a outra parte nega, quem acusou fica na obrigação moral de mostrar que disse a verdade sobre o fato revelado, sob pena de se passar por mentiroso, ante a suspeita de invenção de fato que não foi comprovado, depois de ele ter sido negado pelo acusado.

A verdade é que a denúncia circunstancialmente vinda a público, em momento delicado da campanha eleitoral, não pode, agora, ficar sem os devidos esclarecimentos, não importando mais os estragos que isso possa causar a ambos as candidaturas, porque, como se diz no popular, o leite já foi derramado e a alternativa é a de se diligenciar no sentido de que o caso se encerre o mais rapidamente possível, de preferência com os pronunciamentos das testemunhas ou gravações sobre a fala do acusado, contendo a ameaça das medidas reveladas pela candidata.

É preciso se atentar para o fato especial de que, se Leninha silenciar, agora, sobre a denúncia feita por ela, a grave consequência diz com a possível caracterização do crime de danos morais, além de ela ter que se passar por mentirosa, por ter inventado fato da maior gravidade que foi negado pelo acusado e ficado sob o silêncio dela, i.e., sem a devida resposta, ou seja, ela termina assumindo que realmente se trata de algo mentiroso.

Para se evitar piores consequências, convém que esse fato seja elucidado o mais rapidamente possível, na mesma maneira como ela esclareceu o questionamento sobre a sonegação de impostos.

Fica o apelo aos candidatos no sentido de que prefiram, de forma prioritária, a escolha para o debate limpo e inteligente de somente assuntos exclusivamente relacionados com os projetos e as metas de trabalho destinados aos seus governos, no caso de quem for vitorioso, como forma de atendimentos aos melhores propósitos ansiados pelo povo de Uiraúna.

Brasília, em 1° de novembro de 2020