segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Parabéns, povo de Uiraúna/PB

            De acordo com postagem da Cofemac, de Uiraúna, PB, a empresária Maria Sulene Dantas do Nascimento, conhecida por Leninha Romão, foi eleita prefeita dessa cidade, na eleição realizada hoje.

Segundo aquele portal, a vitória da Leninha teria sido de cerca de 200 votos sobre seu adversário, a depender da confirmação do Tribunal Superior Eleitoral, que ainda não forneceu os números oficiais.

Diante dessa notícia, quero parabenizar a empresária Leninha e o médico Arthur Bastos, por essa importante conquista, formulando os melhores votos para que a sua gestão seja a mais exitosa possível, procurando cumprir fielmente as promessas de mudanças e as melhores práticas na administração de Uiraúna, cujo povo anseiam por verdadeira revolução que tem a exata dimensão de tudo que foi prometido na campanha eleitoral.

Fico muito feliz que a chapa que prometeu mudar a imagem da Prefeitura de Uiraúna tenha sido vitoriosa, na esperança de que o povo seja ouvido nessa nova empreitada, de modo que é muito importante a transparência e a participação dele nas importantes decisões administrativas.

A minha felicidade é tanto maior com o povo de Uiraúna, que decidiu respaldar esse movimento de mudanças, que diz com o saudável sistema de alternativa de poder, ao meio da possibilidade da oxigenação da gestão pública, que tem por finalidade a renovação de  ideias e formulações de políticas destinadas ao benefício da população.

Parabenizo os candidatos eleitos, nas pessoas de Leninha Romão e Dr. Arthur Bastos, e a população de Uiraúna, que resolveu apostar nas mudanças prometidas e que elas sejam efetivamente implementadas, para o bem da população.

          Brasília, em 15 de novembro de 2020

domingo, 15 de novembro de 2020

O princípio básico da democracia

        Os principais veículos da imprensa norte-americana, como o NBC, o The New York Times e o Washington Post projetaram vitória do democrata no estado da Geórgia, e do republicano na Carolina do Norte, com a projeção de que o resultado final será de 306 a 232 delegados com vantagem para o democrata, que já vem sendo, há dias, considerado o novo presidente dos Estados Unidos da América.

A agência Associated Press ainda não declarou os resultados nos referidos estados, embora, de qualquer maneira, seja qual for o resultado anunciado ali, não haverá mais alteração quanto ao desenlace da eleição americana.

Em que pese praticamente já se ter o desfecho das apurações o republicano não conseguiu reverter, como se vê, nenhum resultado que ele alegara ter havido fraude, dando a entender que, na Justiça, a acusação sobre irregularidade carece, sobretudo, da comprovação dos fatos alegados.

Não obstante, ao que tudo indica, a confirmação dos resultados é o mesmo que se dizer que o republicano não consegui provar as suspeitas de fraude.

Entrementes, o presidente americano insiste em não reconhecer a derrota para o democrata e se esforça para recorrer à Justiça, mas é bem provável que as possíveis provas dele não são tão robustas para convencer os julgadores, que não impugnaram, até agora, os resultados das eleições em nenhum estado.

O presidente republicano reclama de supostas fraudes na apuração de alguns estados em que perdeu, mas, até agora, ele tem encontrado senão a afirmação das autoridades incumbidas da eleição e das apurações, que garantem a inexistência de irregularidade na contagem dos votos.

O certo é que, em 5 de novembro, a agência de notícias Associated Press já havia declarado o democrata vitorioso no Arizona, mas outros veículos da imprensa, como o canal de televisão CNN e o jornal The New York Times, se mantinham cautelosos, considerando que a disputa ainda estava em  aberto, até há pouco, quando reconheceram a vitória do democrata.

Convém que se ressalte que a projeção do resultado feita por estatísticos a serviço de institutos e meios de comunicação, como acaba de ser feita, não se trata de ato oficial, mas, por tradição, ela passa a ser aceita pela sociedade americana, em eleições presidenciais, precisamente em atenção à história democrática e político-eleitoral daquele país.

Diante dos fatos, em que o candidato republicano cantava a sua vitória nos tribunais e ainda menosprezava os resultados das urnas, consagrados pela vontade de mudança dos americanos, como se ele contasse com os melhores trunfos e provas consistentes para reverter fácil, fácil, o tempo mostra que ele se se vem se reduzindo a mera pessoa fanfarrona e precipitada, por não ter conseguido qualquer êxito, até o momento.

É extremamente deplorável que a autoridade do presidente da primeira potência mundial se digne a protagonizar situação tão vexatória que nenhum mandatário de republiqueta se atreveria a encenar peça bufa como essa, sob pena de temer ser ridicularizado pelo mundo civilizado.

O candidato republicano dá verdadeira lição ao mundo de como não deve se comportar o estadista concorrente a cargo público, por menor que ele seja, quanto mais no caso dele, que se trata do principal da esfera terrestre, de quem se espera o mínimo de racionalidade e sensatez.

É preciso que o homem público possa conhecer e receber o resultado das urnas com as mesmas dignidade e nobreza, tanto no caso de vitorioso como de perdedor, porque é exatamente assim que deve agir quem exerce cargo público eletivo.

Convém, em atenção aos princípios da civilidade e da cidadania, que é imperioso que sejam respeitadas as regras do jogo democrático, que tem como prevalência a vontade soberana do povo, que, nos Estados Unidos da América, disse, com muita clareza, que a Casa Branca precisava ser ocupada por alguém que respeite os direitos humanos, tenha sensibilidade para as questões mundiais e compreenda que a globalização é processo que impõem conversação, tolerância e contribuição sobre os assuntos relacionados com o desenvolvimento integral e compartilhado do planeta.

           Brasília, em 15 de novembro de 2020

sábado, 14 de novembro de 2020

Muito obrigado, dona kilma!

 

É muito triste a perda de dona Kilma Pinheiro, por se tratar de pessoa excelente, muito educada e de fino trato, cuja sensibilidade humana era espontânea e notável.

Pensar em alguém especial, que consegue ter consigo os melhores e elevados atributos pessoais, reconhecidos por seus semelhantes, que ainda tem o dom divinal de ser generosa e praticar o bem e o amor ao seu próximo, essa pessoa se chamava dona Kilma, que tinha a áurea especial da simplicidade e da humildade, embora tivesse sido possuidora de invejáveis saber e cultura.  

É imensurável a dor pela despedida de dona Kilma para padrinho Pinheiro, filhos, familiares e amigos, por se tratar de pessoa iluminada, que transmitia luz e energia especiais para o seu semelhante.

A saudade de dona Kilma já é grande, ao se saber que nunca mais será possível ser recebido na casa dela com alegria, carinho e o sorriso que sempre ela transmitia pela satisfação do encontro.

Ela deixa o belo exemplo de pessoa que que tinha satisfação em compreender e valorizar o seu próximo, fruto da sua formação cristã, que a fazia se distinguir com o seu carisma de bondade e caridade perante as pessoas.

A imagem de dona Kilma transmite muito da pessoa especial que ela foi, sempre muito atenciosa, gentil, educada e de extrema sociabilidade.

Digo que a tristeza me domina pela perda dela, que é realmente imensa, mas não posso esquecer que, na última vez que a visitei, ela disse, com firmeza nas palavras, que não ia mais tomar determinado remédio, porque ele a fazia passar por insuportável sofrimento de tudo de ruim que pudesse acontecer e judiar o organismo dela.

Isso ficou marcado na minha mente, de como uma pessoa dos melhores índole e sentimento humanos como dona Kilma seria obrigada a passar por tanta provação, mas eu sentia que Deus misericordioso haveria de saber o momento exato de parar com a dor dela, que foi exatamente hoje, dando por encerrada a vida de pessoa excepcional, como ser humano de qualidades agradabilíssimas e fora de série, possuidora de austral sempre acima dos melhores padrões humanitários.

Enfim, chega a ser indescritível a saudade pela ausência de dona Kilma, ao lembrar-me que, desde que a conheci, há mais de cinquenta anos, quando cheguei em Brasília, ela me recebia na sua casa com muito carinho, alegria e sorriso fácil, em implícita manifestação de espontânea felicidade pela minha presença, ao que tudo era correspondido por mim, com o mesmo sentimento de pura satisfação.

Sou muitíssimo agradecido a Deus por ter conhecido dona Kilma, de quem recebi especiais atenções, muito além do meu merecimento, e estímulo, com palavras de apoio à minha pessoa.

O certo mesmo é que pessoa como dona Kilma tem passagem marcante na vida da gente e jamais será esquecida.

Aproveito o ensejo para solidarizar-me com a imensa dor sentida pelos familiares, em especial, por padrinho Pinheiro, porque ele e dona Kilma eram apenas única alma, que se uniam em harmoniosa graça divinal, em tudo nesta vida, formando o que se costuma chamar de par perfeito.

Rogo que Deus propicie o conforto aos familiares e conceda a paz celestial à alma de dona Kilma.

Com certeza, Deus há de acolher dona Kilma no melhor dos paraísos, porque a bondade dela bem merece ser tratada com a supremacia dos carinhos celestiais.

Amém!

Brasília, em 13 de novembro de 2020

Como forma de homenagear dona Kilma, permito-me publicar artigo da lavra de Dione Lula Pinheiro, por refletir qualidades especiais dessa pessoa notável, que merece o melhor carinho, conforme a seguir: 

Tia Kilma voa...

Voa minha estrelinha do amor!

O céu é tua grandeza infinita.

Ilumina nossa terra saudosa de ti.

Voa, voa Estrela Kilma

que ao amor conduz, em Luz

Hoje partiu para a casa do Pai a Pessoa mais linda,

mais generosa,

mais amorosa,

mais gentil,

mais culta,

mais sensível,

O espírito mais lindo que já conheci.

Minha tia Kilma.

Ser humano de uma grandeza ímpar.

Sou testemunha do bem que sua existência

fez para a humanidade.

Obrigada tia Kilma.

Obrigada ao bem que a conduziu até nós e,

nos deu a graça de sua presença.

Namastê”.

Prova forjada

 

Um funcionário dos correios da Pensilvânia admitiu ter forjado a denúncia sobre suposta fraude nas eleições presidenciais dos Estados Unidos da América, de acordo com informação prestada pelo jornal Washington Post.

A aludida acusação falsa foi uma das várias alegações sem provas usadas pelo candidato republicano derrotado, para respaldar a sua negação de admitir a derrota nas urnas para o democrata.

O funcionário dos correios havia denunciado o sistema fraudulento, alegando que o chefe do sistema postal do condado de Erie, na Pensilvânia, teria supostamente instruído funcionários a adulterar as datas das cédulas enviadas por correio.

Não obstante, as autoridades eleitorais da Pensilvânia disseram que o funcionário retirou as declarações, sob a  admissão de que ele as havia forjado e as denunciou.

O chefe do serviço postal de Erie disse que o funcionário "foi várias vezes advertido, recentemente".

A denúncia falsa em referência teria sido uma de muitas que estão sendo usada pelo candidato republicano derrotado como argumento para disputa judicial, na Pensilvânia.

Impende se ressaltar que outro jornal também americano, o The New York Times, publicou reportagem mostrando que autoridades dos 50 estados americanos declararam que não foi encontrado nenhum indício de fraude eleitoral, como alegado pelos republicanos.

Em princípio, o candidato republicano derrotado vem suspeitando, com maior intensidade das cédulas enviadas pelos correios, sob a alegação de ter havido nesse procedimento muitas fraudes e, por via de consequência, o prejudicado.

Convém se observar que a votação por correio é legalmente permitida na Pensilvânia, desde que as cédulas fossem postadas até a data da eleição, em 3 do fluente mês.

A contagem desses votos ajudou na vitória do democrata e contribuiu para levar o candidato republicano à loucura, que continua completamente desnorteado, tendo conseguido perder o senso de civilidade e perdido o respeito aos princípios democráticos.

A demora na contagem dos votos por correio levou ao que a imprensa americana denominou de “miragem vermelha”, em que a vantagem inicial do republicano foi sendo revertida ao longo da apuração.

O referido fenômeno foi constatado nos estados da Pensilvânia, do Michigan, do Wisconsin e da Geórgia, precisamente alguns dos locais onde o atual presidente ainda tenta contestar judicialmente os resultados, por entender que houve fraude na eleição.

Ao que tudo indica, o presidente americano pode perfeitamente exercer o direito de questionar, sob a ótica do jus sperniand, na tentativa de reverter o resultado das urnas, mas a sua enorme dificuldade parece ser exatamente a falta de elementos probantes e, quando finalmente aparece, logo é desmentido, por ser fruto de declaração forjada, que não se sustenta nos tribunais, exatamente porque a contraprova levaria fatalmente ao desmascaramento do denunciante, fazendo com que o presidente americano fosse ridicularizado.

É bem possível que esse fato possa contribuir para alertar o presidente derrotado de que nem todas as denúncias são verdadeiras e as que prosperarem certamente serão descartadas no curso das investigações à vista de somente haver suspeita de fraude nos estados onde ele foi derrotado, na vã presunção de que, nos estados onde ele foi vitorioso somente houve regularidade e normalidade nas urnas, o que não deixa de ser muito estranho, diante da incoerência.   

Na verdade, é muito provável que, em muitos casos, as denúncias sobre fraudes eleitorais até possam se confirmar nos tribunais, mas não ao ponto de haver reversão do resultado das urnas, porque elas refletem grande vantagem do candidato democrata sobre o seu opositor.

Convém se atentar, a propósito, para o fato de que os cinquenta estados americanos tenham atestado total ausência de fraudes nas eleições, o que vale a ilação de que as irregularidades apontadas pelos republicanos não poderiam ser tão alarmantes assim, a ponto de não terem sido percebidas pelos comitês responsáveis pelas apurações, conforme a afirmação unânime deles, publicada pelo jornal The New York Times, em reportagem especial que diz que autoridades dos estados americanos declararam que desconhecem indício de fraude eleitoral.

O resumo da ópera, nesse caso, fica cada vez mais distante de ser conhecido, exatamente porque as autoridades, responsáveis diretamente pelas eleições e apuração dos votos, atestaram que não foi identificado nenhum indício, quanto mais comprovação, de fraude no processo eleitoral, em contraponto à parte de  quem não participou desse métier, que alega a existência de irregulares graves, a ponto de questionar os resultados do pleito, sem apresentar provas, e não reconhecer a vitória do democrata.

Brasília, em 13 de novembro de 2020  

A verdade é essa?

 

O  candidato à reeleição ao cargo de prefeito de Uiraúna, Paraíba, postou propaganda política, nas redes sociais, onde consta escrito dentro de círculo: “O POVO APROVA SEGUNDO” e “A ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO SEGUNDO SANTIAGO”, no mesmo lado onde também consta a indicação de 62,7%, enquanto ao lado foi escrito “O HOMEM DISPAROU”, com a indicação de 51,9% para ele e 44,2% para a candidata da oposição, tudo fazendo menção ao resultado da pesquisa realizada pelo Instituto Opinião.

Com a devida vênia, é preciso que se diga a verdade para o povo, em especial, na campanha eleitoral, para que não se transmita propaganda enganosa, na tentativa de se mostrar algo absolutamente irreal, inconsistente com a verdade dos fatos, considerando que é dever do político e da sua propaganda eleitoral se falar somente a verdade.

Pois bem, a propaganda justa e verdadeira, sem tapeação nem manipulação eleitoreira, precisa dizer simplesmente o certo para o povo, no sentido de que, no caso em epígrafe, realmente 62,7% de apenas, precisamente, 260 eleitores pesquisados, conforme resultado apresentado pelo aludido instituto, aprovam a administração do prefeito Segundo Santiago e não o povo, porque, nesse caso, até a oposição estaria aprovando o trabalho do prefeito.

De igual modo, é preciso deixar muito claro que 51,9% desses mesmos 260 eleitores pesquisados, ou seja, 135 pessoas disseram que votam no candidato da situação e, convenhamos, com base nisso, em apenas 2,5% dos eleitores, conforme foi a abrangência da pesquisa, entre 260 eleitores de aproximadamente 10.500 votantes, não é suficiente para se afirmar que o homem disparou, diante da insignificância do universo pesquisado, repita-se, apenas 2,5% dos votantes.  

A mentira da propaganda fica estampada nas palavras do círculo, quando diz, em letras garrafais: "O POVO APROVA SEGUNDO" e indica, abaixo, o número da pesquisa, no percentual de 62,7% dos eleitores, quando deveria, por questão de honestidade da propaganda eleitoral, também se mencionar especificamente os eleitores pesquisados, que foram, repita-se, 260 pessoas, o que equivale se afirmar que somente 163 pessoas aprovam a administração do prefeito Segundo, de acordo com a pesquisa em apreço, e não "O POVO" por se tratar de visível generalização proposital e maquiavelicamente ridícula e mentirosa, com a finalidade, talvez, de distorcer a realidade dos fatos.

Ao se dizer que o povo aprova, implicitamente a propaganda abrange a população da cidade, que também arrola a oposição, de forma indevida, porque ela também integra o povo, na sua totalidade, e isso é que faz com que, nas publicidades eleitorais, sejam visados os objetos capazes de somente contribuir para o que for de interesse do candidato, sem ultrapassá-lo, como nesse caso, em que a propaganda vai além do razoável.

Para o bom entendedor, a maneira como se transmite as informações e as propagandas eleitorais precisa ser a mais correta possível, porque, do contrário, na forma como consta da propaganda em causa, há explícita manifestação da vontade de enganar e confundir o eleitor, por se tratar do aproveitamento de resultado de pesquisa para generalização indevida e leviana, quando a verdade poderia até resultar em melhores frutos, diante da evidência de fatos reais que são imprescindíveis para o povo avaliar e decidir em quem vai votar, precisamente por falar a verdade e não precisar usar expediente mentiroso.

O povo, que é o eleitor, precisa e bem merece receber informações exatas, corretas que reflitam a realidade, porque é dessa maneira que devem se comportar os políticos imbuídos dos bons propósitos.

Sei perfeitamente que essa minha análise pode até servir para desgostar e contrariar interesses, mas deixo claro que o meu propósito é apenas o de mostrar que o bom e honesto homem público pode ser prejudicado porque o processo eleitoral pode ter se desviado das suas finalidades verdadeiras e das propagandas honestas, justas e estritamente voltadas para a apresentação de informações e metas de trabalho, formalizadas com base em elementos de pureza e sinceridade, com capacidade real para a construção do desenvolvimento exclusivamente do bem e do progresso.

Convém que sejam evitados os expedientes que tenham por visíveis intenções se tirar proveito de situações para prejudicar os concorrentes, em clara corrida do mal contra o bem, em que, em síntese, o povo termina sendo o perdedor, justamente porque, quase sempre, o vitorioso pode ser aquele que foi superiormente mais esperto nesse jogo que continua extremamente perigoso, lamentavelmente.

Por fim, na referida propaganda, consta declarada a seguinte expressão: "A VERDADE É ESSA".

Para o bem da verdade e da honestidade políticas, fica a indagação no ar: Essa é realmente a verdade dos fatos, à luz do resultado da pesquisa em apreço?

Brasília, em 14 de novembro de 2020  

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Boa sorte, povo de Uiraúna/PB

De acordo com o Instituto Opinião, responsável pela pesquisa sobre a disponibilidade de voto na eleição para prefeito de Uiraúna, Paraíba, o candidato que é o atual chefe do Executivo local obteve 51,9% da preferência dos eleitores pesquisados, enquanto a candidata da oposição teve a indicação de 44,2% entre os mesmos eleitores.

O referido instituto esclarece que, no dia 6 do corrente mês, foi realizada a pesquisa em apreço, com a participação de 260 eleitores, compreendendo as zonas urbana e rural.

Na conformidade com os dados oficiais disponibilizados na última eleição realizada, no ano de 2018, Uiraúna tinha, em números redondos, 10.500 eleitores, sendo 5.500 eleitoras e 5.000 eleitores.

Pois bem, no universo de 10.500 eleitores, foi promovida a pesquisa de apenas 260 eleitores, o que significa exatamente 2,5% do total, deixando à margem praticamente a totalidade dos eleitores, na sua representatividade de 97,5%.

É evidente que os levantamentos estatísticos se baseiam exatamente em parcela representativa do todo, do universo, para se possibilitar as devidas e necessárias avaliações sobre determinado assunto.

No caso em comento, a pesquisa tem a finalidade de mostrar, em princípio, a tendência do eleitorado de Uiraúna, para a escolha do seu prefeito e isso é exatamente o que se pretende.

Pois bem, em sã consciência e na melhor da boa vontade, é muito difícil se acreditar concretamente em pesquisa com muito pouca representativa sobre o universo almejado, como nesse caso, em que tão somente 2,5% dos eleitores habilitados (considerada estatística eleitoral de 2018) se manifestaram, sob a presunção de que a tendência dos demais eleitores, em 97,5%, estaria na mesma direção de 260 pessoas entre 10.500 eleitores.

É evidente que não vai aqui a menor desconfiança e muito menos de desacreditar sobre o resultado da pesquisa oferecida à avaliação do povo de Uiraúna, mas seria importante que maior quantidade de eleitores fosse consultada, para realmente possibilitar avaliação mais aproximada da provável realidade a ser refletida nas urnas, diante da sua importância como reflexo da campanha eleitoral.

Acredito, até por cautela, que é importante que ninguém ouse contar vitória nem derrota, diante da insignificância e até mesmo frágil abrangência dos eleitores, representados por apenas 260 pessoas na pesquisa.

É óbvio que sou completamente leigo em estatística, mas não me satisfaz suficientemente pesquisa pouco representativa do todo, por parecer que falta consistência quanto à segura avaliação, diante da imperfeição que ela oferece que não haveria se maior fosse o tamanho da amostra, para a melhor representação do todo, permitindo maior certeza e diminuição da margem de erro.

Em princípio, a amostragem é tanto quanto importante quando ela transmite confiabilidade para avaliação do seu resultado e isso parece não ter como se refletir na pesquisa em referência, diante da insignificância da sua representatividade para a população, salvo melhor juízo.

         A meu juízo, trata-se, de alguma forma, da certeza de que a segura maioria dos eleitores pesquisados, no total de 135 pessoas, está plenamente satisfeita com as gestões que vêm sendo executadas por grupo de predominância política na cidade.

Isso mostra, em termos de tendência, que a maioria não se interessa em nenhuma forma de mudanças, que seriam propositadamente o lema da candidata da oposição, que pode ter demonstrado alguma falha na transmissão e nos esclarecimentos sobre as reais mudanças que ela pretende implementar no seu governo, caso seja eleita.

De qualquer forma, caso seja confirmada a tendência manifestada na pesquisa por apenas alguns poucos eleitores, ou seja, por 260, em número pouco representativo da cidade de mais de dez mil eleitores, fica a impressão de que o povo realmente tem o governo que merece.

Boa sorte, povo de Uiraúna!

          Brasília, em 13 de novembro de 2020   

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Apelo à paz!

 

Acabei de ver vídeo mostrando cenas de violência que teriam sido ocorridas na cidade de Uiraúna, Paraíba, onde se vislumbra que algumas pessoas fazem ameaças contra outras e, entre o grupo dos “fortes” havia alguém com arma na mão, para dizer que se tratava de algo muito sério, sob pena de haver via de fato.

À primeira vista, eu disse: Misericórdia, meu Deus!

Confesso que fiquei chocado, horrorizado mesmo com as cenas fortes e de muita agressividade que, felizmente, elas não levaram a absolutamente nada, mas mostraram o quanto o homem ainda precisa se conscientizar de que ninguém é superior do que o seu semelhante, somente quando se acha que tem o poder ao seu lado, que parece ser o caso, à vista da mensagem estampada no vídeo, que repudiava o status quo por que vem acontecendo na cidade.

Graças a Deus que não houve mortes nem feridos, porque uma pessoa, que observava o movimento e pertencia ao grupo, empunhava arma de fogo, que não era senão para atirar contra quem revidasse as agressões proferidas verbalmente por seu protegido, que ameaçava as pessoas aos gritos, mostrando que ali tinha macho de coragem, evidentemente sob o escudo da proteção de arma de fogo.

Trata-se de violência que não condiz com o desenvolvimento da humanidade, cuja evolução sinaliza no sentido de que as desavenças possam ser saneadas em clima de serenidade, entendimento e pacificação, em clara demonstração de que o ser humano precisa agir com racionalidade, principalmente com o sentimento de amor no coração, procurando respeitar a dignidade e a integridade do seu semelhante.

É incrível que, em pleno século XXI, ainda seja possível se verificar episódio tão deprimente e o mais preocupante é que tudo ocorre em via pública, em que a sua finalidade é realmente impor a "autoridade" da violência, tanto que o agressor contava com a proteção de homem armado para eventual necessidade de se defender sob balas, onde o desastre poderia ocorrer a título de absolutamente nada.

Certamente que o bom senso e a racionalidade recomendariam que a possível desavença entre eles poderia se resolver na base da conversa amiga e civilizada, de modo que, do atrito, fosse possível a construção da paz e da harmonia entre pessoas que se conhecem e convivem no mesmo ambiente praticamente de amizade e até mesmo familiar.

Rogo a Deus que essas pessoas cheias de "autoridade" e "poder" se conscientizem, o quanto antes, de que a violência, da forma como foi exposta naquele triste episódio, somente tem condições de gerar mais violência, que é maneira contrária à construção de tudo de maravilhoso que se oferece à vida, que tem como pressuposto, entre outras benesses, a paz no coração e a alegria de se relacionar com os irmãos em Jesus Cristo, em clima harmonioso.

Aproveito o ensejo para fazer apelo, com muita veemência, no sentido de que essas pessoas que se indispuseram contra seus semelhantes, nessa cena extremamente lamentável, sejam, em nome de Deus e das pessoas de suas famílias, que até foram mencionadas na ocasião, condescendentes com a tolerância e a compreensão no relacionamento com seus irmãos em Cristo, de modo que as possíveis desavenças possam ser tratadas e resolvidas na base apenas da conversa educada e de alto nível amigável e civilizado, não permitindo que impere, em momento algum, a perniciosa violência, porque esta somente é causa de transtorno, infortúnio e turbulência no coração.

Certamente que a inteligência humana mostra, como exemplo lapidar, que a violência e a irracionalidade somente têm o poder de levar as pessoas ao único e inevitável caminho da infelicidade e somente tem condições de conduzi-las ao fim da sua  jornada ou de torná-las incapacitadas para sempre.

Brasília, em 12 de novembro de 2020