quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Eleições limpas?

 

Vem circulando nas redes sociais frase atribuída ao vice-presidente da República, nestes termos:  Nós concordamos em participar do jogo, agora não adiante mais chorar.”.

É preciso ficar bastante claro que a participação no jogo implica que tudo esteja conforme os princípios da legitimidade, em respeito às regras estabelecidas e que não haja interferência de nada estranho que possa suscitar dúvidas quanto, em especial, ao resultado do certame.

Ou seja, se houver algo diferente da normalidade, a exemplo, no caso, de milhares de urnas zeradas somente para um candidato, sem haver minimamente distorção em contrário, ou seja, somente uma parte se beneficiando dessa tramoia, conforme as denúncias divulgadas nas redes sociais, nesse caso, convém que sejam apuradas as causas dos desvios ocorridos nas referidas urnas, para a adoção das medidas pertinentes, inclusive, se for o caso, atribuições de responsabilidades, na forma da lei.

Isso é motivo mais do que suficiente para questionamentos, à luz dos princípios republicanos e democráticos, em harmonia com a evolução da civilização, no sentido da reparação, se for o caso, dos danos causados a quem tiver sido prejudicado, caso em que não podem restar dúvidas sobre procedimentos da incumbência do serviço público, que é o caso vertente.

Esse procedimento é absolutamente normal nos países sérios e evoluídos, sob os princípios políticos e democráticos, que existem precisamente para se assegurar a legitimidade dos atos administrativos.

Quem pensa diferentemente disso, somente evidencia o seu pensamento contrário à verdade, à legalidade e à transparência, porque estes são direitos consagrados constitucionalmente próprios dos países civilizados e evoluídos, em que pessoas que pensam assim precisam se conscientizar de que é preciso sim recorrer e questionar sempre que os fatos não se conformem com a normalidade e, principalmente, quando haja fortes indícios de irregularidades ou algo estranho incompatível com os bons princípios e condutas que satisfaçam à normalidade democrática.

É preciso que, em caso de severas suspeitas de fraudes, que normalmente são, em princípio, destinadas ao indevido beneficiamento somente de um lado, conforme o resultado de milhares de urnas, haja, no mínimo, esclarecimentos e justificativas por parte das autoridades competentes, além das devidas correções, notadamente com as medidas saneadoras pertinentes e, no mínimo, se for o caso, as apurações de responsabilidades.

A propósito, importa lembrar que o artigo 14 e seu § 10 da Constituição Federal mostram o caminho que possibilita questionamento e impugnação de mandato, em caso da existência de fraude.

O aludido dispositivo diz que “Art. 14 soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: (...) § 10 O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas e abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.”.

Isso mostra que não se trata, no caso das últimas eleições, de chorar em vão coisa alguma, uma vez que há fortes indícios de fraudes, que são robustos, segundo os fatos divulgados nas redes sociais, que precisam de esclarecimentos e justificativas por parte da Justiça Eleitoral, que tem o dever constitucional de processar e operacionalizar o sistema eleitoral brasileiro, em conformidade, sobretudo, com os princípios da legalidade e da correção.

À toda evidência, o procedimento referente ao questionamento sobre a licitude das últimas eleições, diante de possíveis fraudes, deve ser sim considerado perfeitamente normal, por haver previsão constitucional, garantidor da justiça e segurança jurídica, quando há suspeita de jogo sujo, em princípio, por parte da Justiça Eleitoral, com ferimento às regras e aos princípios de civilidade, em dissonância com a pureza da democracia, enquanto não se provar em contrário.

Brasília, em 9 de novembro de 2022

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Síntese de fatos

 

Na ocasião especial depois do resultado das eleições, achei interessante aproveitar o momento para suscitar ligeira avaliação sobre a gestão do presidente da República, evidentemente sob a minha ótica, tendo por base a minha experiência de vida.

Quando se faz o balanço do desempenho do governo, é preciso discorrer sobre toda gestão, mas a minha análise cinge-se a apenas alguns aspectos que, possivelmente, podem ter tido influência direta na decisão dos brasileiros quanto à descontinuidade dele no Palácio do Planalto.

Não comento as realizações benéficas do presidente do país, porque as considero como sendo atos próprios por força do dever funcional de quem se elege somente para fazer o bem e o melhor para o povo e o país.

Isso não pode ser considerado como mérito funcional para o fim de compensar o que aconteceu de notório desvio de rota, uma vez que esta falha é sim que precisa ser anotada, para ser devidamente censurada, exatamente pela forma inaceitável da sua inadequação às metas prometidas na campanha eleitoral, de somente implementação de boas e proveitosas ações em prol do povo.

De antemão, pode-se dizer que, no geral, como estadista moderno, evidentemente sem compará-lo a ninguém,  o desempenho dele foi bem abaixo da crítica, vejam bem, sob o prisma do estadista, porque ele não teve condições normais para tomar posse como verdadeiro chefe de estado e de governo, à vista do seu comportamento como mero vigário que vigiava os paroquianos e a tudo, permitindo-se abdicar da sua principal função de governar com eficiência o país, de fato e de direito, função especial para a qual ele foi eleito pelo desejo do povo.

Vejam-se que as principais políticas públicas foram relegadas a segundo plano, quando o governo de verdade teria cuidado, de forma prioritária, da reformulação administrativa, cuidando, em essência, da melhoria da educação, da saúde pública, da infraestrutura, da segurança pública, da modernização da gestão pública, por meio da reestruturação de todas as políticas de incumbência constitucional do Estado, que praticamente ficou acéfalo, em termos de competência e eficiência administrativas.

Na verdade, o presidente do país estava muito mais interessado nos assuntos potencialmente discutidos na mídia e na imprensa, para acompanhar as notícias referentes ao seu governo, porque ele tinha interesse em discutir com políticos de baixo clero, artistas, cantores e com as pessoas que falavam mal do seu governo.

Ressalvado o belíssimo trabalho do Ministério da Infraestrutura, com muitas e importantes obras realizadas e inauguradas, no território nacional, o que também não chega a ser nenhuma novidade, porque todo governante se elege para produzir o melhor para o país e muitas obras em benefício da população, o desempenho dos demais ministérios não se destaca em absolutamente nada, em forma de bons exemplos que mereçam aplausos, ante a inexistência de resultados excepcionais.

Verifica-se que o governo não se empenhou em movimento e mobilização para exigir que os demais órgãos conformados com a mera rotina administrativa apresentassem projetos importantes e até revolucionários, em termos de, ao menos, justificar a existência de mais de vinte ministérios, que deveriam ter a iniciativa de mostrar serviços em benefício da sociedade, muito além do que vem sendo feito, que tem sido a mera manutenção da máquina pública.

A esperança de muitos brasileiros era a de que o presidente da República se despertasse da letargia que o dominava por todo o seu governo, quando ele se manteve em estado de permanente sentimento de golpismo à vista, por suas atitudes, a ponto de dizer, em ato público, que não cumpriria mais decisões de ministro do Supremo e outras aleivosias improprias de verdadeiro estadista, fatos estes que o distanciavam das verdadeiras funções do governante preocupado estritamente com as suas legítimas funções de mandatário da nação.

É evidente que muitos fatos marcaram a atuação pífia do presidente do país, mas o seu governo, em particular, vai ficar marcado, em cores vivas, pelas reiteradas agressões e acusações a integrantes do Supremo Tribunal Federal, que ajudaram a empurrá-lo, de modo intencional e proposital, para as profundezas do abismo, com as consequências mais terríveis para os brasileiros, diante dos péssimos reflexos de toda ordem, em especial, para a economia, com influência no desempenho do mercado financeiro, que entravam em constantes abalos estruturais, por causa do desequilíbrio emocional e psicológico dele.

Nem se fale da terrível crise causada apela pandemia do coronavírus, em cujo combate ele se houve da mais lamentável maneira possível, quando decidiu protagonizar o que foi denominado de negacionismo, em que ele entendeu de intervir diretamente no gerenciamento da saúde pública, sem ter qualquer experiência na área, se metendo, de forma indevida, em todos os assuntos muito mais do que o próprio órgão incumbido constitucionalmente da saúde pública, que também teve desempenho desastroso, em tudo, inclusive na compra das vacinas.

A propósito, o Ministério da Saúde ficou quase acéfalo, sendo dirigido por estrategista em suprimento de material do Exército, sem noção alguma de saúde pública, enquanto o vírus da pandemia consumia, em escala progressiva, milhares de vidas humanas, em razão da visível omissão do governo, que demorou para comprar vacinas, permitindo atrasou de quase um mês do início da imunização da população, quando, a partir de então, o quadro de mortes teve real declínio, com alívio das internações de doentes.

Em que pese todo esse desastre na imunização, não poucos foram os atritos causados por ele no seio da sociedade, quando ele resolveu ser contra às orientações emanadas pelo próprio governo, quando se aglomerava com o povo, sem máscara, e, para agrava ainda mais a situação, o presidente do país resolveu, pasmem, não se vacinar, sendo péssimo exemplo de estadista que tem a obrigação de ser o espelho para a população, como seu fiel protetor, por meio de boas e saudáveis atitudes próprias do cargo presidencial, que não tem nada a ver como pessoa, que é livre para pensar e agir como bem quiser.

À toda evidência, faltou ao governo a experiência dita por muitos brasileiros quanto a ausência de efetivas mudanças na administração do Brasil, em no que se refere às transformações nas estruturas do Estado, que não pode permanecer estático na operacionalidade das suas funções básicas, ante a necessidade da reformulação, do aperfeiçoamento e da modernidade, justamente para melhor satisfazer aos objetivos institucionais.

 Infelizmente, o presidente da República desperdiçou excelente oportunidade para promover revolução nas estruturas da administração pública, que poderia ter contribuído com a implementação de medidas de modernidade, moralidade, competência, eficiência, equilíbrio, tolerância, sensibilidade, racionalidade, compromisso com a verdade, entre outros componentes necessários à harmonização de medidas capazes de ter levado o Brasil facilmente ao desenvolvimento socioeconômico, mostrando o seu bom desempenho como verdadeiro estadista, apenas preocupado com o bem comum do povo.

A síntese da verdade é que os pontos fracos do mandatário do país contribuíram, de forma decisiva, para que ele entregasse, de bandeja e mão beijada, o seu governo a pessoa que é símbolo de incompetência e de desonestidade, à luz dos fatos históricos, quando esse desastre jamais poderia ter acontecido, caso os ensinamentos do bom estadista tivessem sido a cartilha de quem preferiu trilhar por caminhos próprios, que o conduziram ao verdadeiro abismo, por permitir que o Brasil passe a ser governado pelo socialismo, com o adjunto de todas as desgraças possíveis e imagináveis.

Os fatos ocorridos neste governo mostram que o Brasil carece sim do competente e eficiente estadista, para cuidar exclusivamente da defesa dos interesses da população e ainda sobrar bastante tempo para que eles possam revolucionar a gestão pública, com a execução de muitas e importantes mudanças e obras de impacto, porque estas medidas são indispensáveis à propulsão do desenvolvimento que tanto anseiam os brasileiros.

          Brasília, em 8 de novembro de 2022

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

A verdade eleitoral

 

Depois do resultado das eleições, o assunto do momento é a sequência de possíveis falhas no processo eleitoral, quer por meio de votos computados a mais ou a menos, quer por incongruência entre os números dos boletins de votação, o que se ensejaria, no mínimo, auditoria para se verificar a legitimidade das urnas.

          À toda evidência, mesmo que possa se imaginar sobre a existência de fraudes, não convém suscitar senão cuidados que apenas levem à confirmação da regularidade do processo eleitoral, de modo a se valer do momento para se confrontar os resultados.

Não se sabe se existe a possibilidade de se requerer que se faça pequena auditoria em algumas urnas de cada região do país, com o propósito de se confirmar os resultados, sem nenhuma conotação com suspeita sobre possíveis fraudes, embora essa seja a real finalidade.          

Precisaria ter a iniciativa de quem tem competência para pedir auditoria, com vistas apenas à confirmação de resultados, sem despertar qualquer suspeita sobre a real finalidade, mas isso nem teria como evitar.

Quem tiver competência legal, que pode ser partido político, parte para os elogios, dizendo não enxergar nada de errado, mas considera importante que algumas urnas sejam verificadas, para mera confirmação de resultado.

É claro que logo a imprensa vai levantar suspeitas sobre o contrário, que precisa ser refutado imediatamente por parte do interessado.

A questão é de competência para a condução de questão espinhosa como essa, que é de suma importância para se tirar dúvidas sobre a legitimidade e a correção das eleições, enquanto os eleitores, que são os principais interessados, nunca ficam em condições de acompanhar o desenrolar das apurações.

Conviria que o processo eleitoral brasileiro fosse totalmente  transparente, em todas as suas fases, porque não há motivo algum para ser diferente disso, em se tratando de serviço público, em que todos os brasileiros têm direito e precisam conhecer tão somente a verdade sobre a vontade dos eleitores.

Brasília, em 7 de novembro de 2022

A humildade do presidente?

 

Em vídeo que circula nas redes sociais, o presidente da República diz, com bastante emoção, que ninguém governa sozinho e que são importantes a opinião e o apoio da população, como forma de segurança das decisões por ele adotadas.

Esse discurso, em tom de ponderação, com bastante equilíbrio e arraigado sentimento de humildade, se aproxima daquele tão ansiado pelos brasileiros sensíveis e sensatos, porque a linha de pensamento contido nele tange o padrão do estadista de verdade, que pensa no nós dos brasileiros, na forças da união de todos, de esforços e na unicidade dos propósitos, tendo por objetivo a construção de um Brasil unificado para todos os brasileiros.

É pena que o presidente do país tivesse tido único momento de lucidez, exatamente para a gravação de pronunciamento que deveria ter sido a tônica e o farol da sua vida pública, mas o lampejo do mandatário ficou apenas concentrado em único vídeo esparso, que foi anuviado por tantos momentos de desvarios, em defesa de ideias absolutamente à margem da beleza desse seu discurso.

Repita-se, que esse discurso foi pronunciado uma única vez, como se ele tivesse o privilégio de se incorporar, por obra e graça do Espírito Santo, por apenas esse momento de que não tem nada de especial, porque teria sido apenas o normal de ser estadista com os atributos do cargo, com o pensamento conduzido por sentimentos de sensibilidade e racionalidade de quem pensa no conjunto de povo e da pátria, porque é exatamente daquela maneira que ele deveria ter se conduzido na gestão pública, como fazem os verdadeiros estadistas.

A diferença do discurso ficou plasmada com muito mais força nas demais atitudes do presidente do país, que conseguiu amealhar verdadeiro histórico de rejeição à sua pessoa, porque foi precisamente assim que ele quis ficar marcado nos anais do Brasil, como o mandatário viril, imbroxável, que não leva desaforo para casa, como se isso fosse modelo de homem público, quando é precisamente o inverso, tendo o agrado apenas de seus seguidores, mas o estadista precisa e deve, ao contrário disso, ser sempre e permanentemente simpático para com os brasileiros.

Enfim, fica a certeza de que, à luz desse discurso, o presidente do país sabia perfeitamente como agir e se comportar com civilidade, em estrita harmonia com os bons e saudáveis princípios e condutas de cidadania, mas preferiu seguir segundo o seu alvedrio, na contramão do verdadeiro estadista, conforme mostram os fatos da vida.

Na verdade, o outro lado do discurso do presidente da República teve maior peso e foi, certamente, o fiel da balança no resultado das urnas, que o avaliaram como sendo pior do que o seu adversário, que ostenta o símbolo da desonestidade brasileira.

Em conclusão, tem-se que o estadista não pode ser representado por meros discursos, ditados ao sabor de momentos, mas sim por atos e decisões afirmativos, sempre em consonância com os princípios de lealdade aos princípios republicano e democrático e em estrita satisfatoriedade das necessidades da sociedade.

          Brasília, em 7 de novembro de 2022

Mudanças de rumos

 

O vice-presidente da República, que também é general da reserva, expôs situação bastante delicada que poderá causar enorme embaraço e desconforto no relacionamento entre o comandante-em-chefe, que é o presidente da República, e as Forças Armadas, que não se sentirão normal conforto, embora seja do seu dever, em prestar continência à pessoa que não reúne a mínima condição moral para presidir o país, em que pese o pensamento diferente de 60 milhões de brasileiros, que não tiveram entendimento assim.

Esses eleitores concordaram plenamente com a prevalência da desonestidade no âmbito da administração pública, que é algo em clara demonstração, quer queira ou não, da vontade das urnas, na confirmação dessa atroz manifestação de apoio à corrupção sistêmica e endêmica brasileiro, assim reconhecida pela Justiça do país, pela condenação à prisão do líder-mor, pela prática do crime de improbidade administrativa.

Isso sinaliza que o presidente de então passou a ser homem público timbrado com o sinete da desclassificação para a prática de atividades políticas e também para o exercício de cargo público eletivo, enquanto não limpar o seu nome junto aos tribunais de Justiça do país, que é justamente algo que ele não o fez nem tem condições de fazê-lo, porque ainda responde, na Justiça, a vários processos de natureza penal.

Na verdade, o Brasil vai passar a ser presidido por pessoa pública com a tarja implícita atravessada no tórax dele, com a estampa de não ordem e progresso, que tem o consentimento para voltar à cena do crime, conforme assim foi patenteado pelo seu vice-presidente, tendo o aval de brasileiros, que concluíram pela plena irrelevância da desmoralização de serem presididos por quem não tem nenhum escrúpulo em representar o submundo do crime, na forma do entendido da Justiça, pela materialização do desvio de recursos públicos, à vista dos esquemas criminosos operacionalizados pelos escândalos representados pelos mensalão e petrolão, acontecidos no governo dele.

O candidato eleito não teve sentimento de humildade para assumir coisa alguma sobre as irregularidades constatadas no seu governo, que é algo próprio de quem não tem compromisso nem responsabilidade para com a coisa pública, conforme o seu sentimento de confessar inocência, a despeito das provas materiais obtidas por meio das investigações policiais e confirmadas por decisões judiciais, que foram anuladas por questões formais, sem o indispensável exame do mérito dos crimes formais verdadeiramente acontecidos.

De certo mesmo é que os atos maculados continuam existindo e pesam sobre os ombros dele, visto que eles vão ser julgados novamente, tudo começando da origem, conforme assim foi decidido pela Excelsa Corte de Justiça do país, que concedeu absurda possibilidade para o ficha suja, à vista das condenações por conta dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, puder se candidatar.

O mais incrível que pareça, mesmo em precárias condições políticas, diante da prática de atos delituosos, o candidato eleito conseguiu convencer 60 milhões de brasileiros em votarem em impudico político, assim reconhecido por dos horrorosos esquemas criminosos de desvio de dinheiro público, no governo dele, sendo que, contra a situação de deplorabilidade, ele nada fez para prestar contas e justificar os fatos irregulares à sociedade e aos tribunais de Justiça, como se ele, mesma nessas condições, tivesse realmente condições para salvar a pátria, diante da pletora de processos penais sobre as suas costas.

Diante dessa terrível desgraça, como forma de grave inquietação social, vislumbra-se longo caminho a ser percorrido de muitíssimos percalços e obstáculos a serem enfrentados pela sociedade, ante à índole socialista que permeia o ideário do candidato eleito, com o horizonte nublado em meio às nuvens escurecidas com as piores perspectivas possíveis, sob as mais enegrecidas perspectivas sobre o porvir.

Temem-se a volta do aparelhamento do Estado; do fisiologismo exacerbado, com o clássico “toma lá, dá cá”; do abrandamento dos encarceramentos, mediante o arrefecimento das penalidades; da legalização do aborto; da descriminalização das drogas; da leniência com a ideologia de gênero; do incentivo às invasões de propriedades particulares produtivas; da intolerância religiosa, com a destruição de imagens sagradas; do financiamento de importantes obras no exterior, com recursos dos brasileiros; do incremento ao populismo, por meio de recursos públicos; da regulação da mídia, por meio da censura aos meios de comunicação e à liberdade de expressão; entre outras medidas restritivas aos direitos humanos e às liberdades individuais e democráticas.

Como se vê, todas essas criações e novidades que poderão passar a ser normais na vida da sociedade, as quais são absolutamente inexistentes no atual governo, que tem primado pelas dignidade e integridade dos princípios fundamentais da família e pelas liberdades de expressão, mediante a garantia dos direitos individuais e democráticos, em forma da preservação dos princípios humanitários e de civilidade.

Não se trata de tentativa de se querer pintar o quadro político com tintas cinéreas, apenas por meras imaginações, uma vez que tudo isso é fruto de ilações tendo por base o sentimento e a filosofia subjacentes na índole do socialismo, que é a base de apoio ideológico do candidato eleito, cuja tendência, como natural linha de governo, não tem como ser diferente disso.

Enfim, a verdade é que a nova filosofia política brasileira poderá ser marco decisivo e significativo para os destinos dos brasileiros, cujos reflexos no seio da sociedade poderão ser de total mudança de rumos, em especial com a possível perda do que são mais sagrados para o ser humano, no que diz com a liberdade democrática, a despeito da garantia que ela seria fortalecida, e a ordem pública, à vista do possível incremento à criminalidade e à impunidade.

Brasília, em 7 de novembro de 2022

domingo, 6 de novembro de 2022

Tentativa de humilhação?

 

Em mensagem que circula nas redes sociais, há o texto nestes termos: “Comunicado! Para o pessoal que está de luto, por causa do bozó. A missa de sétima dia é neste sábado, dia 5 de novembro, Com o padre Kelmon.”.

 Como se vê, é impressionante como as pessoas são criativas para  aproveitarem os fatos da vida, na tentativa de humilhar e provocar o seu semelhante, por causa absolutamente desnecessária e gratuita, apenas para satisfazer o seu ego impulsivo e ardiloso, mostrando a sua verdadeira face de desrespeito ao ser humano.

Sim esse comportamento fútil é forma de claro desrespeito às pessoas, que são dignas e merecem consideração, em forma de reciprocidade, no relacionamento social, porque isso é da natureza da evolução humana.

É pena que as redes sociais sirvam de instrumento para as pessoas insensatas mostrarem o seu real sentimento desumano contra o seu semelhante, aproveitando para humilhá-lo e, o pior, de forma graciosa, quando esse mesmo canal, ao contrário, poderia servir como importante meio para a elevação de sentimentos, de bons exemplos de civilidade, em forma da disseminação de atitudes de respeito e amor ao próximo.

Não se trata aqui, porque não é caso, de se querer dar lição de boas condutas para ninguém, mas apenas para mostrar que é do próprio princípio humano a necessidade ínsita do respeito à dignidade das pessoas, mesmo que houvesse alguma motivação para justificar comportamento desumano em destratar o seu próximo.

A verdade é que, por mais que a pessoa possa se achar superior aos outros, ela não tem o direito de ficar pilheriando com o sentimento dos outros, notadamente na sabedoria de que, neste mundão de Deus, há muitas idas e voltas, em forma de círculo itinerante da vida, em que, em muitos dos reencontros, podem haver surpresas e imprevisões desagradáveis.

Assim, apelam-se por que as pessoas se conscientizem de que o respeito faz parte do salutar princípio humano, que condiz com a reciprocidade de tratamento, na melhor forma de compreensão e tolerância entre as pessoas que se amam e valorizam a sua inteligência, para somente a realização do bem comum.

Brasília, em 6 de novembro de 2022

sábado, 5 de novembro de 2022

A lição de Maquiavel

 

O texto abaixo vem circulando nas redes sociais, cuja intenção parece não ser mera coincidência, diante do momento político que vem atravessando o Brasil, quando homem público sem a menor condição moral, em termos de qualidades e imaculabilidades políticas, acaba de ser eleito para o relevante cargo de presidente da República, para o qual se exige do ocupante os melhores predicativos de moralidade, dignidade e honestidade, entre outros, como verdadeiro modelo de gestor público correto perante os seus comandados.

Não obstante, ao contrário disso, ele se tornou o símbolo da desonestidade do administrador público, por responder a vários processos penais, na Justiça, sob a acusação de graves suspeitas de ter se beneficiado de recursos públicos, por meio do recebimento de propinas, conforme as investigações levadas a efeito e os julgamentos judiciais, que são conhecidos da opinião pública, dada a sua relevância quanto aos danos causados à sociedade.

Esses fatos são notoriamente incompatíveis tanto com a prática de atividades políticas como com o exercício de cargo público eletivo, diante da impossibilidade do indispensável atendimento, por parte do candidato eleito, aos requisitos da conduta ilibada e da idoneidade, na vida pública, em que pese o entendimento de eleitores, segundo o qual seja normal e aceitável a predominância da desonestidade na administração pública brasileira, a despeito da obrigatoriedade da observância aos princípios republicano e democrático, na administração do Brasil.

Na verdade, a configuração de constrangimento faz o Brasil, necessariamente, se voltar para o longínquo e atrasadíssimo século XV, onde o escrachado desleixo perante os princípios da moralidade e da honestidade, na administração pública, já campeava celeremente e era assinalado e decantado, em textos claros e objetivos, condenando com a necessária veemência que realmente se fazia notar, por parte das pessoas honradas e dignas já naquela época, a administração pública apenas se engatinhava.

Ao contrário disso, se passaram muitos séculos e a história mostra que o homem moderno declara, com plena convicção, nas urnas, que realmente não conseguiu aprender foi coisa alguma sobre a grandeza dos princípios da moralidade, da dignidade, da honestidade, entre outros, sobre a imperiosa obrigatoriedade da observância da integridade na vida pública, quando da escolha dos governantes, em que os bons princípios, na forma do bom senso e da racionalidade, aconselham que somente os homens públicos imaculados devem exercer cargos públicos, em proveito dos princípios republicano e democrático, que existem exatamente para serem respeitados e jamais menosprezados, como foram nestas eleições.   

Eis o magnífico texto referido na inicial: “Um povo que aceita passivamente a corrupção e os corruptos, não merece a liberdade. Merece a escravidão. Um país cujas leis são lenientes e beneficiam bandidos, não tem vocação para a liberdade. Seu povo é escravo por natureza. Um povo cujas instituições, públicas e privadas, estão em boa parte corrompidas, não tem futuro. Só passado. Uma nação, onde a suposta sociedade civil organizada não mexe uma palha se não houver a possibilidade de lucros, não é capaz de legar nada a seus filhos, a não ser dias sombrios. Uma pátria, onde receber dinheiro mal havido a qualquer título é algo normal, não é uma pátria, pois nesse lugar não há patriotismo, apenas interesses e aparências. Um país onde os poucos que se esforçam para fazer prevalecer os valores morais, como honestidade, ética, honra, são sufocados e massacrados, já caiu no abismo há muito tempo. Uma sociedade onde muitos homens e mulheres estão satisfeitos com as sórdidas distrações, em transe profundo, não merece subsistir. Só tenho compaixão daqueles bravos, que se revoltam com esse estado de coisas. Àqueles que consideram normal essa calamidade, não tenho nenhum sentimento. Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!". De o Príncipe (Nicolau Maquiavel, 1469 a 1527).

Enfim, a importante lição de seriedade, dignidade e honestidade que se exige da sociedade, do político, do governante e do estado ainda não foi assimilada e aprendida, pelo menos, no Brasil, em que muitas pessoas ainda precisam voltar às aulas, para repetirem, em reiteração, as aulas sobre o que existe do mais nobre no homem, que é o respeito aos princípios, entre outros, os da moralidade, da honestidade e da integridade, como forma de valorização de si mesmo e da sociedade, em termos de civilidade.

Não há a menor dúvida de que a liberdade de um povo, em termos políticos, só depende dele mesmo, quando o seu voto tem o melhor  aproveitamento na escolha da pessoa certa para o lugar certo, o que, diante disso, certamente, não se pode admitir que político que responde a processos sob suspeita de prática de improbidade administrativa possa se harmonizar com a ocupação do principal cargo brasileiro.

Isso é robusta prova de leniência com a criminalidade, quando o povo tem o dever de exigir as mãos limpas, a ficha ilibada, o nome imaculado do político, sem nada pendente de julgamento na Justiça, para eleger seu representante político, mas não o fez, como foi visto na última eleição, quando homem público em total decadência moral se elege ao principal cargo do país.

Enfim, a história vem prestando importantes lições ao homem, como nesse caso, em que o sentimento de honestidade e moralidade dele não evoluiu coisíssima alguma, ao longo dos séculos, quando a sua compreensão acerca da evolução moral continua estagnada ou até mesmo depauperada, a se imaginar que a sua natural evolução, desde aqueles tempos idos, jamais se permitiria se eleger político condenado à prisão, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, para exercer o cargo de presidente da República, porque isso acentua, de forma cristalina, a regressão do próprio homem.

Assim, esperam-se que o homem se conscientize sobre a necessidade da sua purificação, em termos políticos, de modo que os cargos públicos somente sejam ocupados por quem preencher os requisitos de conduta ilibada e idoneidade, na vida pública, porque isso é apenas o óbvio do homem moderno.

Brasília, em 5 de novembro de 2022