segunda-feira, 6 de março de 2023

Genialidade?

 

Diante de crônica que me reportei às belezas artísticas da Capela Sistina, que fica no Vaticano, por suas obras fantásticas, em especial mostrando toda genialidade de Michelangelo, a prima Zelinha escreveu a especial mensagem, dizendo o seguinte: “Primo você realmente é gênio.”.

Em resposta à amável mensagem, eu disse como seria honroso para a minha pessoa ser considerada gênio, porque isso diz diretamente com o poder da sabedoria que eu sei perfeitamente que não a tenho, porque ela é ímpar, singular e diferenciada, que são atributos especiais somente concedidos a poucos imortais.

Quem não gostaria de ser considerado gênio, com o dom divino de dominar a sua área de atuação, para dar aula de sabedoria e conhecimentos sobre os fatos da vida, na forma como tento elaborar meus textos, escritos como são de forma singela?

Eu apenas procuro escrevinhar um pouco da minha experiência de vida, colocando no papel forma escrita de dizer o meu sentimento sobre os fatos do dia a dia, aproveitando o conhecimento aprendido, coligido e armazenado, na mente, um pouco ali e outro tanto acolá, de modo a puder repassar para as pessoas aquilo que me atrevo a interpretar e analisar com base e os aspectos de fatos de interesse da sociedade.

Isso não tem a mínima pretensão de se defender que meus textos sejam alguma verdade senão somente a minha verdade, que entendo que isso é muito pouco, quase nada, para se considerar alguma genialidade inata da minha pessoa, no sentido do verdadeiro alcance do seu real significado como domínio o suficiente para merecer são o respeito das pessoas, o que já me contenta e me estimula a escrever com o interesse que me é peculiar.

Acho, como não poderia ser diferente, que o homem sonha em atingir o melhor do que faz, que tem sido o meu caso, com todas as naturais imperfeições, mas não passa disso, de muitas dedicação e boa vontade para eu tentar fazer o possível para que os meus modestos textos sejam claros, objetivos e compreensíveis por todos.

Fico feliz e agradeço por sua bondade em me avaliar com tanta generosidade, não com tanto destaque, porque ainda não chegue a tanto (kakaká).

Muito obrigado.   

Brasília, em 6 de março de 2023

domingo, 5 de março de 2023

A Capela Sistina

            Um  vídeo  vem  circulando  nas  redes  sociais,  mostrando  as  extraordinárias pinturas da Capela Sistina, em imagens fantásticas em giro de 360º, em que se pode perceber os mínimos detalhes das obras-primas da arte universal.

É impressionante a genialidade humana, que é capaz da obra-prima como esse fantástico painel de pinturas magníficas jamais igualáveis pelo homem, que tem o poder enorme de criação, como como visto na Capela Sistina, em que aparece um gênio como inigualável como Michelangelo.

A sua magnífica obra foi realizada entre os anos de 1508 e 1512, época de astros da pintura universal.

Trata-se da pintura da Alta Renascença, que se tornou uma das famosas e admiradas obras da história da arte mundial.

O teto foi pintado por esse autor, onde se destacam o afresco conhecido como Juízo Final e nove cenas que representam o Gênesis, entre as quais figura A Criação de Adão, em que Deus e criatura se encontram com as mãos.

O certo é que as pinturas enaltecem valores do ser humano, sob a ótica cristã.

As pinturas das paredes têm a colaboração de importantes pintores da época, como Sandro Botticelli, Domenico Ghirlandaio e Pietro Perugino, além de tapeçaria de Rafael.

O conjunto das pinturas tem por finalidade ilustrar passagens bíblicas e doutrina cristã.

Como se sabe, a Capela Sistina é o local onde se realiza o conclave para a eleição do papa e outros eventos importantes da Igreja Católica.

Enfim, trata-se da principal capela da Igreja Católica, que merece pinturas com tanto primor artístico, de requinte incomparável.

          Brasília, em 5 de março de 2023

sábado, 4 de março de 2023

Perda de confiança?

 

Ao se referir aos ataques ocorridos na capital federal, o presidente do país afirmou ter perdido a confiança em parcela dos militares, que ele acusa de ter facilitado a entrada de manifestantes no Palácio do Planalto.

Segundo o presidente, “As Forças Armadas não são Poder Moderador como pensam que são. As Forças Armadas têm um papel na Constituição, que é a defesa do povo brasileiro e da nossa soberania contra possíveis inimigos externos. É isso que é o papel da Forças Armadas e está definido na nossa Constituição. E é isso que eu quero que eles façam, e bem-feito.”.

Diante das declarações presidenciais, um general da reserva teceu críticas públicas ao presidente do país, que classificou como "covardia" a afirmação dele sobre ter "perdido a confiança" em parte dos integrantes das Forças Armadas, após os atos de protestos ocorridos no dia 8 de janeiro, quando terroristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O militar disse que “Estou convencido de que a porta do Palácio foi aberta. Lula vê conivência de muita gente das Forças Armadas.”.

O general questiona “Como é que se pacifica o país a partir daí? Como é que se pacificam as Forças Armadas, que são uma instituição de Estado com a qual os governos do PT conviveram por 16 anos?”.

O militar prosseguiu, dizendo que “Ele (o presidente) sabe desde já que nenhum general vai convocar uma coletiva para responder à ofensa. Então, isso é um ato de profunda covardia, porque ele sabe que ninguém vai responder. Ele sabe que ninguém vai contestar o que ele está dizendo. Ou seja, é a velha técnica de procurar culpados.”.

É preciso ficar muito claro que consta claramente na Constituição, ex-vi do disposto no seu art. 142, que as Forças Armadas têm sim a incumbência da “defesa do povo brasileiro e da nossa soberania contra possíveis inimigos externos” e também de suma importância a “garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”.

Não adiante o presidente do país, nem ninguém, querer ou pretender delimitar a incumbência constitucional das Forças Armadas somente à defesa dos brasileiros e da soberania nacional, quando a Constituição diz, de forma cristalina, que elas também podem ser convocadas para a “garantia da lei e da ordem”, por qualquer dos poderes da República, pelo menos é exatamente isso que estabelece o art. 142, cuja prescrição normativa não pode ser subtraída por mera vontade de palavras.

A propósito, esse dispositivo teria amparado o ato de intervenção militar, caso o então presidente do país tivesse tido coragem e resolvido promover a necessária limpeza da sujeita prevalente na estrutura do Brasil, pondo fim aos sistemas podres que vêm imperando na política brasileira e sustentando os poderes da República, de forma absurda contra os brasileiros, com a imposição de medidas claramente anticonstitucionais, a exemplo da negação ao acesso ao “código-fonte”, que propiciaria a imprescindível auditoria nas urnas eletrônicas, com vistas à confirmação ou não das últimas eleições brasileiras, fato este que teria sido extremamente salutar para a democracia, à vista da existência de dúvidas sobre a legitimidade das últimas eleições.

A aludida auditoria é forma civilizada e democrática para se ter certeza de que as afirmações, sem prova alguma, sobre a correção do funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, uma vez que, se realmente há tanta certeza disso, com mais razão existe para fazê-lo completamente transparente, em todos os sentidos, ante a certeza de que não há a mínima possibilidade de fragilidade quanto à sua operacionalização.   

No que se refere à insatisfação do general, de não ter aceitado as declarações sobre a perda de confiança do mandatário com relação à parcela das Forças Armadas, de nada adianta, agora, o militar querer entranhar a indelicada da afirmação presidencial, uma vez que os militares se tornaram absolutamente insignificantes perante o governo da esquerda, quando tiveram a insensibilidade de não perceber que era preciso fazer o possível e o impossível para se evitar a volta da esquerda ao poder.

Diante da aceitação dos militares do governo da esquerda, sem antes perquirir se realmente a vitória dele, nas urnas, teria sido verdadeiramente legítima, medida essa que teria sido possível se verificar por meio da intervenção militar, a despeito de múltiplas suspeitas de manipulação da operacionalização do sistema eleitoral brasileiro, as Forças Armadas simplesmente passaram a ser capacho do Palácio do Planalto, em que o presidente do país se acha no direito de dizer o que bem entender sobre seus integrantes, exatamente porque o militares perderam, em definitivo, a dignidade de quando se colocava com autoridade de brio e moralidade, em defesa dos princípios e das condutas erigidos com a seiva da grandeza das casernas.

E tanto isso é verdade que os militares da ativa ficaram calados e engoliram, a seco, as grosserias do presidente, porque elas passaram a prevalecer como verdade, quando eles aceitaram a bater continência para ex-condenado pela prática de crimes de improbidade administrativa, em que o homem público também perde a sua dignidade, por passar a ser modelo de desonestidade, na vida pública.

Depois que as Forças Armadas brasileiras passaram para o lado da esquerda, aceitando normalmente o seu comando, não há que se falar em pacificação, mas sim da aceitação das regras impostas por governo que tem a sua história manchada por atos de indignidade e imoralidade, na gestão pública, à vista dos fatos irregulares investigados e julgados como nefastos aos princípios republicanos e democráticos.  

A verdade é que os fatos mostram que todos reclamam uns dos outros e ninguém tem razão no que dizem, uma vez que as Forças Armadas perderam completamente a razão, ao se associar à esquerda, não tendo direito de reclamar de absolutamente nada, mesmo que as palavras do presidente do país sejam duras, como foram, mas elas estão em sintonia com o atual status quo, ou seja, o comandante-em-chefe falou e pronto, porque essa é a nova regra do jogo.

Enfim, os fatos apenas mostram a identificação dos valores atribuíveis aos autores, em que ambos estão representando a própria insignificância, em termos de grandeza para o exercício dos cargos públicos, em que as Forças Armadas foram insensíveis à realidade de extrema deplorabilidade, diante da iminência de volta ao poder pela nefasta esquerda, necrosada por efeito das experiências maléficas em governos passados, à vista dos fatos relacionados com esquemas criminosos, extremamente prejudiciais aos interesses dos brasileiros.       

Brasília, em 4 de março de 2023

sexta-feira, 3 de março de 2023

Respeito às urnas?

 

Um ex-governador de São Paulo afirmou que o Brasil precisa, urgentemente, virar a página das eleições presidenciais, por não se justificar elas ainda serem fonte de tensão no país.   

O político disse que, em se tratando de governo eleito, há que se respeitar a decisão das urnas.

Segundo o político, a “A eleição foi encerrada. Há um governo eleito e há que se respeitar a decisão das urnas democraticamente. Há que se respeitar, também, a oportunidade para que esse governo, que não tem 100 dias, possa exercitar corretamente suas práticas e seus compromissos estabelecidos durante a campanha”.

Ele acredita que a calmaria será vital para o reforço da democracia.

O ex-governador também destacou que a preservação do diálogo é vital e ressaltou o papel exercido, até agora, pelo ministro da Fazenda, em especial nas discussões sobre o novo arcabouço fiscal.

Como se pode ver, essa conversa do político tem toda pertinência com o regime que colocou na Presidência da República homem público que não consegue provar a sua conduta de imaculabilidade, na vida pública, porque ele é incapaz de apresentar atestado de conduta ilibada e idoneidade, em razão do seu envolvimento com esquemas criminosos de desvios de dinheiros públicos.

Esse fato combina com o sigilo das urnas eletrônicas, como feito propositadamente pelo Tribunal eleitoral brasileiro, que se opôs à transparência das urnas eletrônicas, deixando de se permitir acesso ao “código-fonte”, apenas com base na injustificável alegação, sem prova alguma, de que elas estão corretas, em total proteção de sigilo absolutamente desnecessário se realmente a propalada decisão delas tenha sido em consonância com os princípios democráticos, onde predomina a total transparência, em sintonia com os conceitos evoluídos de civilidade.

É evidente que as declarações do político estão em absoluta consonância com o resultado do pleito eleitoral quando ele estiver absolutamente sob a garantia da normalidade, quando inexiste qualquer suspeita de irregularidade que não haja necessidade de confirmação sobre a sua legitimidade.

Não obstante, não é o caso das últimas eleições brasileiras, em que inúmeras foram as denúncias feitas sobre suspeitas de interferências indevidas na operacionalização das urnas eletrônicas, foto este que não se coaduna, em hipótese alguma, com essa ingênua ideia de se “virar a página das eleições presidenciais”, quando há graves suspeitas de irregularidades, em se tratando de casos que exigem a devida transparência sobre os procedimentos havidos no sistema eleitoral, segundo os princípios republicanos, que são próprios dos países evoluídos, em termos políticos e democráticos.

A verdade é que, se pensar diferentemente disso não contribui para o aperfeiçoamento dos princípios democráticos, uma vez que se trata de defesa de algo suspeito de irregularidades, que não custa absolutamente nada em se provar que elas são inexistentes, ou seja, sob a premissa do resultado regular e normal, tudo se aconselharia que as próprias autoridades incumbidas e responsáveis pela operacionalização das urnas se encarregassem de mostrar aos brasileiros a forma transparente essa regularidade, porque é exatamente assim que procedem as nações sérias e civilizadas.

Não obstante, fica evidente que a falta de transparência, mediada por meio da normal auditoria das urnas eletrônicas, promovida por terceiros, que podem ser as Forças Armadas ou os partidos políticos ou quem mais se habilitar legalmente, somente aumenta as suspeitas sobre a possível existência de irregularidades, enquanto se manter o indevido e injustificável sigilo, que tem o condão de esconder e acomodar algo ruim que somente conspira contra a seriedade que precisa imperar na administração pública, à luz do disposto no artigo 37 da Constituição, que obriga a transparência dos seus atos, algo que foi negado, de forma peremptória, pelo Superior Tribunal Eleitoral, por não permitir acesso ao “código-fonte” das urnas eletrônicas.

Enfim, por fazer parte dos princípios civilizatórios e democráticos, não há a menor dúvida de que é preciso sim “se respeitar a decisão das urnas democraticamente”, especialmente quando inexistem suspeitas sobre possíveis irregularidades no processo eleitoral, a despeito do que aconteceu com as últimas eleições brasileiras, em que a mídia garante que a proclamação dos vitoriosos carece de confirmação, por meio de auditoria nas urnas eletrônicas.

A verdade é que, havendo suspeitas de fraudes na votação, como houve, na forma de inúmeras suspeitas de irregularidades, há o normal entendimento segundo o qual pode ter sido maculado o sistema eleitoral, ferimento legal que não se compadece com os princípios democráticos e civilizatórios, que têm como pressuposto a quebra da vontade soberana do povo, em processo que exige a absoluta transparência, com a imunidade à suspeição de qualquer forma.

Ante o exposto, os brasileiros honrados e dignos nutrem a esperança de puder respeitar, na forma dos princípios democráticos, o resultado das últimas eleições, sob o respaldo da desejável transparência das urnas eletrônicas, que permita afastar qualquer forma de suspeita de irregularidade, em absoluta conformidade com os princípios civilizatórios e de cidadania modernos.      

Brasília, em 3 de março de 2023

quinta-feira, 2 de março de 2023

Decepção?

 

Um importante empresário, comunicador e apresentador de televisão afirmou estar "decepcionado" com as atitudes do último ex-presidente do Brasil, após ele perder a eleição presidencial, em especial porque ele foi seu fiel apoiador, mas entendeu de criticar a ida dele para os Estados Unidos, um dia antes do fim do mandato, tendo aproveitado para afirmar que o ex-mandatário foi o responsável pela volta do atual presidente ao poder.

O empresário afirmou, textualmente, que "Quem devolveu o Brasil para o PT e para o Lula foi o Bolsonaro, com as bobagens que fez e disse e que não precisava. Estava ganho, precisava ter administrado melhor. Ele (o ex-presidente) ouve pessoas erradas, Carluxos da vida, que estão belicosos, querem bater em todo mundo. A mulher brasileira não quer gente machista andando de moto, batendo e xingando. Fizeram tudo errado: ele saiu do Brasil, não entregou a faixa presidencial, foi covarde e não voltou até agora, não falou com ninguém, ficou um silêncio constrangedor. Quando falou, foi uma decepção. Me decepciono com esse tipo de gente, não quero mais com esse tipo de atitude".

O empresário disse ainda que não se pode torcer contra o país e que, se fosse presidente, faria diferente, tendo declarado: "Temos que entender que a eleição foi vencida e pronto, acabou. Se eu fosse presidente, teria ido para a rede nacional falar 'preparem-se para a maior oposição democrática que esse país já viu, não vou deixar destruírem meu país'. Mas uma oposição democrática, legal, sem baderna e bagunça".

Em outro trecho, o comunicador criticou a falta de posicionamento do político, mesmo com o resultado negativo para os seus apoiadores, tendo afirmado que “Se eu fosse ele, eu teria chamado a rede nacional de televisão, porque ele era presidente ainda. 'Gente, perdemos a eleição, estou triste pela esquerda voltar para o país, fiquei muito decepcionado, vou tirar um mês de férias, mas preparem-se para a maior oposição democrática que esse país já viu! Eu vou fazer uma oposição e não vou deixar destruírem meu país.'”.

À toda evidência, as colocações do empresário têm plenas plausibilidades, uma vez que o principal líder conservador se comportou como verdadeiro egoísta, ao se recolher, por completo no Palácio da Alvorada, em obsequioso silêncio, ignorando os comezinhos princípios democráticos e de civilidade, quanto à necessidade de comunicação com os seus eleitores, que mereciam o mínimo de respeito, em termos de compartilhamento da condoída derrota, que não foi somente dele, mas sim do Brasil e de milhões de brasileiros, que defendiam a continuidade dele no governo, mesmo não sendo a pessoa indicada para o relevante cargo presidencial, mas tinha atributos melhores do que às do seu opositor, que se tornou símbolo da desonestidade e dos esquemas criminosos na administração pública.

É evidente que essa análise se refere ao resultado que finalmente acabou por prevalecer, já que ele foi totalmente incapaz de revertê-lo, a despeito de inúmeras suspeitas de irregularidades na operacionalização das urnas eletrônicas, quando ele não teve iniciativas eficientes e efetivas para provar a farsa havido no processo eleitoral, quando a mídia denunciava situações esdrúxulas de urnas com 100% de votos para único candidato, votação muito além do horário previsto na legislação eleitoral, entre outras inaceitáveis manipulações com potencial a indicar, no mínimo, a fiscalização apropriada, em forma de auditoria, mas que acabou permanecendo tudo conforme a imposição da Justiça eleitoral.

Sim, há justa insatisfação pelo fato de o ex-presidente do país ter simplesmente se isolado, em total desprezo, em especial, aos seus eleitores, como se ele não fosse o então principal homem público do país, que tinha pleno apoio de milhões de brasileiros.

É preciso ponderar, com destaque, a sua omissão de não ter decretado a intervenção militar, que teria sido importante instrumento capaz de promover também a reclamada auditoria nas urnas eletrônicas, que poderia mostrar, finalmente, o verdadeiro resultado das últimas eleições, confirmando os verdadeiros vitoriosos, uma vez que não foi liberado acesso ao “código-fonte”, que teria permitido a devida fiscalização pelas Forças Armadas e o partido pelo qual ele é filiado.

Ou seja, além de ter deixado de se comunicar com o mundo, o ex-presidente do país pode ter cometido o pior crime contra o Brasil, que é o de lesa-pátria, por ter sido omisso e covarde, quando o país mais precisava da importantíssima e decisiva atitude que era da competência constitucional dele, com relação à decretação da imprescindível intervenção militar.

Essa medida estava perfeitamente respaldada no disposto dos artigos 37 e 142 da Constituição, quando eles estabelecem, respectivamente, que a administração pública obedecerá aos princípios, entre outros, da publicidade, que é o mesmo que o da transparência, e da garantia da lei, que é da incumbência das Forças Armadas, uma vez que essa garantia foi negada pela Justiça eleitoral, quando negou acesso ao “código-fonte”, que propiciaria também a tão necessária auditoria das urnas eletrônicas.

Os brasileiros precisam se conscientizar sim de que um dos principais responsáveis pela devolução do Brasil à esquerda foi o ex-presidente do país, conforme afirmou o mencionado empresário, à vista do conjunto das bobagens, das atitudes antidemocráticas relacionadas com os debates inúteis, improdutivos, desnecessários, em defesa de coisa alguma inerente ao interesse da sociedade, senão de si próprio, conforme mostra a falta de resultados das suas incursões absolutamente inconsequentes, que não passaram de perda do tempo que poderia ter sido dedicado às causas de interesse da população, como assim deve ser a finalidade de quem se elege para a prática somente de realizar o bem comum.

Os brasileiros, no âmbito da responsabilidade cívica e patriótica, têm a obrigação de aprender com os péssimos exemplos protagonizados pelo último presidente da República, que mostrou, de forma pedagógica, como não deve se comportar o verdadeiro estadista, quando ele ignorou, por completo, os comezinhos princípios insculpidos na cartilha do presidente da República.

Essa autoridade tem o dever institucional de somente agir em estrita defesa do interesse público, diferentemente do que se houve o ex-presidente, que levou seu tempo discutindo abobrinhas inutilmente com a imprensa, a oposição e parte do Judiciário, em eterna queda-de-braço que não levou a absolutamente nada, em termos práticos, conforme mostra a história do seu governo.

A verdade é que o tempo devotado às discussões à toa poderia ter sido aproveitado em cuidados com obras públicas, reformas das estruturas do Estado, na melhoria da educação, da saúde, da segurança pública e das demais políticas públicas em benefícios da população, sabendo que esses benefícios nunca tiveram a preocupação dele, tanto que nada fica de legado como algo a ser comemorado de importante do seu governo.

É preciso sim ter a sinceridade de reconhecer que o governo do último ex-presidente brasileiro não poderia ter sido mais melancólico, que apenas guarda absoluta consonância com o seu pífio desempenho, conforme mostra o resultado do conjunto das suas obras, uma vez que, do contrário, ele jamais teria perdido para político desqualificado, deixado de justificar seus atos, fugido do país, antes do término do mandato, para se refugiar em outro país, com medo de ser preso, segundo versões sobre ameaça de prisão para ele.

Convém que os brasileiros tenham a grandeza do reconhecimento de que, caso o balanço do desempenho do último presidente da República tivesse sido notável, em termos de resultados em benefício da sociedade, certamente que ele continuaria nos braços do povo, sendo aplaudido como verdadeiro estadista, ao contrário da enorme rejeição que o caracterizou como pessoa simpatizável somente aos seus fiéis seguidores.

Brasília, em 2 de março de 2023

quarta-feira, 1 de março de 2023

Desempenho questionável?

            Em vídeo que circula nas redes sociais, o governador de São Paulo é elogiado por seu desempenho no acompanhamento da execução das medidas em socorro às vítimas das enchentes ocorridas em São Sebastião.

Diante disso, eu escrevi mensagem pedindo vênia para relembrar que escrevi algumas crônicas enfocando as qualidades inatas do governador de São Paulo, anotando, em especial, que ele é quem deveria, desde logo, ter sido o candidato à Presidência da República.

Mostrei que, além de competente, inteligente, capacitado, extremamente produtivo e eficaz, ele tinha baixa rejeição dos brasileiros, cujo motivo certamente deve ter sido a  principal causa que resultou na decisão dos eleitores mandando o capitão para o espaço sideral, aliás, para os Estados Unidos da América, onde ele se encontra foragido, desde 30 de dezembro, antes do término do mandato.

Convém que ele decida permanecer por lá, para o resto da vida, posto que, além de não fazer a menor falta para o Brasil, isso apenas se conformaria com a sua cabal demonstração, segundo penso, de extremo desamor ao Brasil e aos brasileiros, quando ele deixou de decretar a intervenção militar, para o saneamento de questões relevantes que prejudicavam e prejudicam ainda mais o Brasil.

A omissão do ex-presidente do país, nesse caso, contribuiu, de forma decisiva, para a decretação da entrega, sem nenhuma resistência e de forma absolutamente consciente, da nação à banda podre da política brasileira, sabidamente de índole aderente à desonestidade e aos esquemas criminosos, à vista dos recrimináveis escândalos do mensalão e do petrolão.

Ou seja, por certo, o governador de São Paulo jamais perderia para o pior político da face da Terra, à vista dos seus deploráveis atributos ínsitos de homem público, o que vale se avaliar, sob o prisma do resultado das eleições proclamado pela Justiça eleitoral, que os méritos dele ou a falta de atributos eram inferiores aos de quem foi condenado à prisão por prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que ainda responde a ações penais na Justiça, por suspeita de improbidade administrativa.

O certo é que o ex-presidente foi derrotado por político sem a mínima qualificação moral, desastre esse que certamente não teria acontecido com o governador de São Paulo, se tivesse sido candidato à Presidência da República.

Na verdade, o estrago contra o Brasil e os brasileiros é monstruoso, apenas tendo-se a vantagem do afastamento dele do governo, que foi caracterizado pessoa símbolo de incompetência e de insensibilidade, em que pese isso ter sido pela mais terrível maneira, quando ele foi substituído pelo homem público absolutamente destituído de qualificações, quando as poucas que ele nem tem são bem inferiores às dele.

Uma amiga de grupo da internet escreveu mensagem discordando do meu texto, tendo se manifestado na forma a seguir.

Li seu texto e confesso que me entristece os adjetivos dispensados ao nosso presidente Bolsonaro. Os argumentos partem da premissa de um processo eleitoral justo e íntegro. Não tivemos eleições honestas e transparentes. Lula foi escolhido e colocado na cadeira de presidente pelo consórcio TSE/STF. Não há como fechar os olhos para o que de fato ocorreu. Vejo em você, a partir de suas mensagens diárias, uma pessoa sensível ao sofrimento humano. Entretanto, constato nos seus textos uma atitude implacável com um presidente que, a despeito do tratamento desumano que recebeu durante todo o seu governo, deixou para todos os brasileiros legados positivos em inúmeras áreas. Além disso, estancou um histórico endêmico de corrupção e roubo do dinheiro público. Enfim, fez muito, levando-se em conta todo o cerceamento que lhe foi imposto. Sofreu uma tentativa de homicídio e convive com sequelas graves da facada. Durante os quatro anos de seu governo foi perseguido, ameaçado, humilhado, ofendido, caluniado. Me coloco no lugar dele e sei que teria desistido. Não o julgo fugitivo, foragido ou covarde. Sabemos das circunstâncias. Seria impiedoso culpar somente uma pessoa por todas as mazelas a que hoje estamos expostos ou condená-lo pelas decisões tomadas no final do mandato, após inúmeras traições. O motivo não foi revelado,  mas há um histórico negativo da esquerda a ser considerado. Ameaças? Não sei. Sinto que lhe sobram os ensinamentos cristãos para uma posição piedosa e caridosa com relação a este ser que muito sofreu para cumprir um mandato, delegado democraticamente pela maioria dos brasileiros. O consórcio mencionado colocou quem bem quis na cadeira de presidente, a partir de um maquiavélico plano, longamente e minuciosamente estudado. Referido plano se cumpriria em qualquer circunstância. E até com muito mais facilidade fosse o Tarcísio de Freitas (a quem muito admiro) o candidato. Afinal, era Bolsonaro quem atraia multidões. Qualquer outro que ousasse enfrentar o “sistema” seria destruído da mesma maneira. Provas? Não as tenho, embora sejam  inúmeros os indícios. Reconheço e respeito o seu direito (e o direito de todos) de expor livremente os seus pensamentos. Porém, condoída também com o tratamento que a esquerda continua dando ao nosso presidente, tento vestir o papel de advogada de defesa (sem experiência). Talvez consiga tocar seus nobres sentimentos a favor desse ser humano, irmão de fé, que não é perfeito, assim como nenhum de nós.”.    

Em resposta à respeitável mensagem, eu disse que não é verdade que eu tenha me baseado em processo eleitoral justo, porque tenho consciência de que isso não é verdadeiro, tanto que tenho lamentado a falta da imprescindível intervenção militar, que certamente teria a principal função de fiscalizar a operacionalidade das urnas eletrônicas, a despeito das inúmeras suspeitas de irregularidades.

Essa imperdoável omissão tenho convicção sim de imputar ao último ex-presidente brasileiro, que não teve, quando mais se precisa dele, o mínimo de amor ao Brasil e aos brasileiros, em que pese ele ter ficado durante todo o governo fingindo o contrário, ao se expressar reiteradamente o “Brasil acima de tudo...”.

Se isso fosse verdade ele, teria decretado o ato heroico, não importando o que fosse nem mesmo ameaças de prisão, que parece que teria sido a causa de ele ter se acovardado e depois resolvido fugir do Brasil, deixando seus seguidores expostos sob os perigos que se concretizaram com a desgraça do dia 8 de janeiro.

É preciso também creditar à culpa dele o lamentável desastre que se abateu sobre as cabeças de mais de milhar de brasileiros, que foram presos injustamente, por envolvimento em processos por prática de terrorismo, uma vez que nada disso teria acontecido se ele tivesse decretado a intervenção militar, porque não haveria a necessidade da mobilização de protestos, que a esquerda aproveitou muito bem para executar a horrorosa destruição de prédios públicos, na forma como todos viram, cujo tragédia jamais teria acontecido se tivessem sido implantadas as medidas saneadoras pretendidas pelos brasileiros honrados e dignos.    

É preciso ficar claro que o meu sentimento pessoal, sob a minha sensibilidade humanitária, não tem nada a ver com a minha avaliação sobre o desempenho administrativo do ex-presidente no seu exercício de estadista, porque os fatos são distintos quanto à maneira de avaliação, posto que eu distingo a pessoa do cargo.

Exemplifico isso, dizendo que, como pessoa, o ex-presidente poderia muito bem ser extremamente negacionista e insensível, como verdadeiramente foi, em especial, no combate à Covid-19, mas, jamais, em hipótese alguma, ele poderia ter sido como estadista, quando se exige do homem público o máximo de respeito aos princípios republicanos, além de todos os outros referentes à sensibilidade, ao humanismo, à sensatez, à competência, enfim, à efetividade e à eficácia em todos os seus procedimentos.

Se é verdade que o ex-presidente recebeu tratamento desumano, também é verdade que ele correspondeu com a mesma moeda, chegando a chamar as pessoas que temiam se contaminar com a Covid-19 de maricas e outras adjetivações inadequadas para o momento de enfrentamento do auge da pandemia do coronavírus, ou seja, como estadista, os bons exemplos sempre devem partir da autoridade máxima.

Não se pode falar em legados positivos em inúmeras áreas do governo, porque o pouco que ele fez estaria apenas no âmbito da obrigação dele de fazer algo em proveito dos brasileiros, porque ele foi eleito justamente para realizar bom governo, devendo se notar que as melhores e notáveis obras do governo dele foram realizadas sob a batuta do governador de São Paulo, na condição de ministro da Infraestrutura, como se somente ele tivesse condições de produzir como deveriam também os demais ministros.

Por se falar em legado, quais foram as grandes obras iniciadas e concluídas no governo do ex-presidente, levando-se em conta, em especial, as mudanças estruturais e conjunturais do Estado, como modernização da educação, da saúde, da administração, dos tributos, da previdência (sendo que esta passou por mera meia-sola), entre outras formas de modernização da falida administração brasileira?

Não se tem conhecimento que o ex-presidente tenha feito algo extraordinário, posto que somente cumpriu o mínimo necessário, sem falar que a atuação dele no combate à Covid-19 foi a mais desastrosa possível, tendo inclusive decidido deixar o principal órgão incumbido das políticas de saúde pública acéfalo, por quase um ano, no auge da pandemia do coronavírus.

É direito das pessoas de não entenderem como o presidente do país deixa de honrar as funções do seu cargo, quando ele tinha nas mãos os poderes constitucionais, ex-vi do disposto nos artigos 37 e 142 da Carta Magna, para decretar intervenção militar, que seria medida possivelmente salvadora das garras da nefasta esquerda, mas preferiu não fazê-lo, não prestou justificativa aos seus eleitores e simplesmente decidiu se refugiar, como medroso, em outro país, onde se encontra, há mais de dois meses.

 Se ele tivesse o mínimo de dignidade pública, poderia até nem ter decretado o ato heroico, mas jamais teria o direito de deixar de explicar para os brasileiros honrados os motivos pelos quais teriam sido muito importantes do que a entrega do Brasil à banda podre da política brasileira, que somente algo de vida ou morte da nação poderia justificar tamanhas incompetência e irresponsabilidade.

Não é verdade que o ex-presidente do país estancou a corrupção endêmica, porque ele levou para o governo o deplorável Centrão, que é sinônimo de fisiologismo na gestão pública, cujo grupo político criou o nefasto orçamento secreto, que tem por finalidade a compra da consciência de parlamentares, para apoiar os projetos do governo.

Também é conveniente lembrar que a Operação Lava-Jato foi extinta no governo dele, depois que filhos dele foram envolvidos em questões relacionadas com “rachadinhas”, cuja extinção não mereceu qualquer manifestação por parte dele, a despeito de ter sido eleito presidente da República empunhado a bandeira da moralidade.

Essa história de o ex-presidente ter sido perseguido, ameaçado, humilhado, ofendido, caluniado, durante o governo, não passa de conversas e desculpas fajutas, uma vez que o exercício do relevante cargo presidencial se rege pelos princípios constitucionais da autonomia e da independência dos poderes republicanos, em que todos precisam respeitar a cartilha que contém os deveres e as obrigações específicos de cada poder, quanto às suas atribuições legais.

Sob esse contexto, fica assente que os assuntos distintos disso deveriam ter sido tratados, debatidos, negociados no âmbito da conversa, do diálogo e da diplomacia, quando as perseguições, ofensas e outros casos do gêneros precisavam ser resolvidos, se necessários, na via Judicial, sem necessidade de utilizá-las como desculpas indecentes e deselegantes, porque entendimento de vitimização apenas denota pura incompetência administrativa.

O que se depreende de afirmações com o envolvimento de perseguições somente há a possibilidade de conspiração a favor de justificativas desnecessárias para incompetência, incapacidade para a superação de situações que não condizem propriamente com as matérias de interesse do Estado, porque, do contrário, todos esses assuntos seriam afastados de forma altruísta e à altura da grandeza do cargo presidencial, sem jamais precisar se alegar qualquer forma de perseguição, uma vez que isso somente condiz com fraqueza e fragilidade.  

Chega a ser risível que haja brasileiros que não consigam entender a desgraça causada ao Brasil e aos brasileiros, em razão da omissão pela negativa da intervenção militar, ante a desgraça propiciada com o comando do país pelo grupo político de índole defensora da desonestidade e dos esquemas criminosos na administração pública, quando nada disso poderia ter acontecido, caso a ação saneadora dos militares tivesse confirmado as suspeitas de irregularidades denunciadas na operacionalização das urnas eletrônicas das últimas eleições, em operação absolutamente inquestionável, visto que ela tinha respaldo constitucional, na forma dos artigos 37 e 142 da Carta Política brasileira.

Enfim, não é possível que o motivo pela omissão do ato referente à intervenção militar seja superior ao da salvação da competência, da dignidade e da moralidade da gestão pública brasileira, porque, a meu ver, nada, absolutamente nada poderia ter sido mais importante, em relação aos interesses do Brasil, nem mesmo a ameaça de morte de alguém, porque estava em jogo a soberania da grandeza do país.    

          Com as devidas vênias, em se tratando de exercício de cargo público, não se deve invocar piedade nem caridade, diante da imperiosidade do Estado laico, mas sim competência, sensatez, sensibilidade, responsabilidade, uma vez que o único sentimento que precisa prevalecer nas funções públicas é o envolvimento do interesse público, que deve primar pelas eficiência e efetividade, que foram algo que faltou na gestão passada, quando a prioridade do governante foi se preocupar com os debates infrutíferos e estranhos aos interesses do Estado.

Sim, até pode ser verdade que o plano era e foi afastar pessoa inoportuna do poder, disso não se tendo a menor dúvida, com o porém de que a existência dessa ideia maquiavélica suscitou precisamente tendo por base os próprios elementos fornecidos pela autoridade malquista, que, além de fornecer a matéria prima para o próprio “enforcamento”, não teve capacidade nem inteligência para se desviar preventivamente das armadilhas preparadas para ele, que foi apanhado como patinho inocente, conforme mostram os fatos.

Os ditos “algozes” do ex-presidente do país arquitetaram e executaram plano perfeito, que foi aceito como uma luva por ele, tendo entrado no jogo com a maior ingenuidade possível, de modo que ele se envolvesse nos debates absolutamente desnecessários e deixassem em segundo plano as atividades de efetiva importância para o Estado, cujo resultado é exatamente esse que está aí, em que o mandatário é derrotado por político em plena decadência de moralidade, conforme mostram os fatos históricos.     

Com todo respeito à sensibilidade devotada à pessoa do ex-presidente da República, convém ficar muito claro que é preciso se avaliar apenas o desempenho dele estritamente como estadista, em relação ao seu trabalho em prol dos interesses da sociedade, que precisa prestar contas sobre os seus atos quanto às atividades inerentes ao cargo presidencial, conquanto a questão pertinente ao ser humano é outra história que precisa ser avaliada sob outro prisma bem diferente e alheio às atividades públicas.

No que tange à avaliação do desempenho do governo, convém sim ficar muito clara a posição inconfundível quanto à responsabilização que precisa ser imputada ao último ex-presidente brasileiro, cujo legado é questionável, no que diz respeito ao amor e à defesa dos interesses do Brasil e dos brasileiros, à vista da insensibilidade política que permitiu a entrega do país, de mãos beijadas, à esquerda, que já deu provas de gestão absolutamente prejudicial aos interesses do Estado brasileiro.  

          Brasília, em 1º de março de 2023

Apelo à paz!

A guerra entre Rússia e Ucrânia completou um ano, no dia 24 último, cujo resultado, como não poderia ser diferente, é simplesmente aterrorizante, com a contabilização de mais de 300 mil mortes, mais de 18 milhões de ucranianos migrantes, entre milhares de mutilados e atingidos pelos efeitos trágicos causados pelo conflito absolutamente desnecessário.

Vejam-se que a motivação de guerra que somente vem causando generalizada destruição foi, pasmem, a inacreditável aproximação do governo ucraniano do leste europeu e a sua firme intenção de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que vinha em expansão desde a Segunda Guerra Mundial em direção ao Oriente.

O presidente russo teria avisado que, se a Otan não parasse as conversações com a Ucrânia, haveria fatalmente o conflito, uma vez que ele se sentia "cercado" pela adesão de nações àquela organização.

 A aludida absurda ameaça foi cumprida, já assim motivada, já depois, por interesses territoriais, políticos, econômicos e até culturais, cuja estratégia inicial era somente atacar Kiev, capital da Ucrânia, e depor o presidente do país, no máximo, em curtíssimo praza de apenas uma semana ou 10 dias.

Não obstante, a meta foi frustrada pela pronta reação dos militares ucranianos que impediram a dominação da capital da Ucrânia, fazendo com que a guerra se prolongasse e de maneira selvagem, em que o mundo foi estarrecido com ataques russos a residências, hospitais, escolas e espaços ocupados por civis, matando gente inocente, como crianças, mulheres, jovens e idosos, aos milhares.

Como era de se esperar, desde o início da guerra, muitas nações a condenaram, em esforço completamente inútil para dissuadir o mostro russo de prosseguir na insana e injustificável escalada bélica contra a Ucrânia.

O certo é que todos os apelos de paz foram ignorados pelo presidente russo, tendo, ao contrário, a iniciativa de ameaçar o uso do arsenal atômico para conquistar a vitória.

Diante da incontrolável obstinação do presidente russo, tendo como objetivo frear o impulso doentio do presidente russo, Estados Unidos e países da União Europeia impuseram sanções econômicas contra a Rússia e concederam ajuda bélica e financeira ao governo ucraniano, como forma de facilitar melhor enfrentamento dos embates da guerra sangrenta.

Agora, depois da consumação da tragédia humanitária, os presidentes da Rússia e da Ucrânias mostraram-se simpáticos à proposta de solução para o conflito apresentada pelo presidente do Brasil, que propõe a criação de grupo de representantes de nações neutras, que cuidaria de discutir os termos de acordo de paz.

Conforme declaração do governo chinês, ele encampa a ideia oferecida pelo presidente brasileiro, tendo divulgado opinião também favorável ao fim do conflito, por condenar o uso de armas atômicas, e aconselhando a retomada das negociações de paz.

O governo chinês entende que a guerra não beneficia ninguém, sendo preciso que haja racionalidade e moderação, para se evitar que a crise fique cada vez mais acirrada ou saia do controle, embora esse controle nunca existiu, conforme mostram os próprios conflitos bélicos.

A verdade é que conflitos bélicos são apenas terríveis e monstruosos exemplos de destruição da humanidade, que são completamente ignorados pelo ditador russo, que deveria perceber que as guerras somente constroem derrotados e o saldo triste de horrores que nunca mais haverá saneamento.

Enfim, a guerra é a transformação da sensatez, da sensibilidade, da racionalidade humanas em sentimentos de ódio, vingança e destruição do próprio homem, cujos maléficos resultados não podem satisfazer a honra do ser humano, porque toda conquista é apenas fruto da ruína, da morte, enfim, do horror generalizado, conforme mostra o rastro deixado no seu caminho.

O apelo que se faz pela paz tem a precípua finalidade de ressuscitar no coração dos mandatários a importância suprema da vida humana, cuja grandeza de valores tem prevalência sobre todos e quaisquer interesses terrenos.

Convém que realmente haja a iniciativa para o diálogo diplomático de tolerância, para que possa coexistir a convergência de sentimentos de racionalidade entre seres verdadeiramente humanos, de modo que seja possível a solução dos conflitos, da melhor maneira possível, em benefício da humanidade, com a prevalência dos princípios do bom senso, da compreensão e da civilidade, especialmente levando-se em conta que nem havia motivação para a guerra.

Brasília, em 1º de março de 2023