segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Por que tanta desgraça?

 

De nada adiantaram tantas rezas a Deus para afastar do Brasil a desgraça e o infortúnio do regime socialista, porque pior castigo não poderia ter sido para os brasileiros a volta ao poder dessa terrível desgraça, porque ninguém merece ser governado pela incompetência e pela roubalheira, à vista, em especial, da amargura dos governos aproveitadores de recursos públicos, na forma da banalização dos esquemas criminosos da corrupção impregnados no mensalão e no petrolão.

Os fatos mostram que os políticos envolvidos nesses escândalos, devidamente identificados e arrolados criminalmente, por força de condenação à prisão, pela comprovação do recebimento de propinas com recursos públicos, não tiveram a dignidade para assumir seus atos malignos e prejudiciais aos interesses do Brasil e dos brasileiros.

O pior de tudo isso é que um bando de antibrasileiros igualmente desmoralizados, desonestos e indignos ainda prestaram apoio a esses abutres do dinheiro público, votando pela sua volta aos privilégios do governo.

É bastante vergonhoso e deprimente que antibrasileiros tenha  perdido a consciência da dignidade a compostura cívica, quando, sem nenhum escrúpulo, votaram e elegeram para o presidir o Brasil ex-condenado à prisão, pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mesmo que isso seja incompatível com o decoro e a probidade na vida pública.

Que moral têm essas pessoas que elegem o presidente da República que não se encontra em condições morais de representar o Brasil e o povo, notadamente porque ele ainda responde a vários processos penais, na Justiça, inclusive sob a acusação do recebimento de propinas com recursos públicos?

Fica muito à vista a falta de caráter desses brasileiros indignos, que decidiram banalizar a grandeza dos princípios republicanos, que foram instituídos precisamente para a defesa do verdadeiro interesse da sociedade, como forma de proteção do seu patrimônio e da dignidade de um povo.

O mais certo teria sido o contrário, com o banimento, em definitivo, desses aproveitadores da vida pública, uma que eles já demonstraram gigantesco malefício ao povo brasileiro, com o protagonismo do desvio de recursos dos contribuintes.

É muito triste que brasileiros não tenham consciência sobre a real desgraça que é o regime socialista, defendido pela esquerda brasileira, tendo em vista a miséria, a pobreza, a desumanidade, o inferno predominantes em Cuba, na Venezuela e nos demais países que adotam esse regime terrível e desgraçado, que maltrata o ser humano e não oferece nada de bom em benefício, além do notório desrespeito aos direitos humanos e aos princípios democráticos.

Por que tanto amor à tragédia, meu Deus, e ainda em defesa de tamanha desgraça dessas logo para o país maravilhoso para o Brasil?

Brasília, em 21 de novembro de 2022

Longa demora?

 

Conforme notícia publicada na imprensa, o presidente da República teria reclamado do longo interregno entre a proclamação do resultado da votação e a posse no candidato eleito.

Eis a notícia que corre nas redes sociais: “Jair Bolsonaro (PL) se queixou do tempo que terá de esperar até que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tome posse, no dia 1° de janeiro de 2023. O ex-capitão fez a reclamação a interlocutores que o visitavam, segundo coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. O atual chefe do Executivo disse que a lei deveria mudar, permitindo que o novo governante tomasse posse logo após a abertura das urnas. Ele apontou ainda que a longa espera é aflitiva. De acordo com Bolsonaro, o presidente que deixa o cargo já não tem poder algum e suas opiniões são irrelevantes. Portanto, restaria a ele ficar batendo ponto, esperando o tempo passar. Na ocasião do encontro com os interlocutores, o atual chefe do Executivo passou a impressão de que estava chateado e triste por ter perdido o pleito, algo que não esperava.”.

Essa é a notícia que circula na mídia e que não foi nem confirmada nem desmentida pelo governo, embora se trate de informação da maior importância para o povo, que vem se sacrificando nas ruas, em permanente vigília, implorando, nas frentes de quartéis, por socorro por parte de quem tem o dever de atender ao clamor popular ou, na pior das hipóteses, esclarecer o que realmente vem pensando em fazer diante de gravíssima crise político-eleitoral que grassa no país.

Na verdade, tem sido sepulcral o silêncio do presidente do país, acerca desse assunto, depois das eleições, em total contraste com o comportamento dele em situação como essa, em que ele sempre liderou os movimentos de protestos contra os atos anticonstitucionais protagonizados por outros poderes.

No presente momento, seria importante a palavra oficial do presidente do país, diante da crise político-eleitoral que foi instalada depois do fechamento das urnas.

Isso vale dizer que o líder dos conservadores tem o dever de informar ao povo que ele se sente confortável com o apoio popular e vem se esforçando para correspondê-lo, se for o caso, por meio de medidas que estão sendo estudadas, com vistas à busca do necessário saneamento dos questionamentos suscitados sobre o resultado da votação.

Enfim, não se trata de se questionar os meios de comunicação que divulgam os fatos, mas sim a sua verdadeira versão, se eles procedem ou não e isso somente é possível se houver confirmação ou desmentimento da notícia em si, como no presente caso, que não houve manifestação oficial alguma sobre a possível queixa presidencial, uma vez que a transparência é fundamental no governo, em especial quando se trata de momento crucial de crise, em que a sociedade se impacienta, à espera de notícias sobre a verdade dos fatos.

Brasília, em 21 de novembro de 2022  

Pensamento pluralista?

 

Em mensagem publicada nas redes sociais, foi mandado o seguinte recado: “URGENTE....viralizam isso, o povo do acampamento está passando aperto no QG. A polícia chegou a mando do Xandão!”.

Diante disso, eu escrevi mensagem dizendo que, quanto mais se demora para uma definição, mais perde-se a esperança da reviravolta pretendida manifestantes sobre os resultados das urnas.

Na verdade, a demora tem o condão de possibilitar mais medidas autoritárias do sistema com os manifestantes.

Se tem que agir, pois, pois, que mostre os instrumentos, os meios e os elementos coligidos, que possam servir como prova para as ações pertinentes e legítimas.

Se for o caso, é preciso cortar o mal pela raiz, se realmente existem elementos respaldados na Constituição, então que ajam, sem perda de tempo, porque a demora é inimiga da perfeição, que não permite vacilo.

O povo já deu o melhor e maior respaldo popular possível ao movimento, indo em massa para a frente dos quartéis, implorando por S.O.S, segundo os cartazes. 

Se não decidir agora, é preciso ter a hombridade de esclarecer o que se pretende fazer e os motivos que ainda dependem para a sua efetivação.

A pior desgraça deste país é a falta de transparência e de sinceridade, porque não há custo algum para se dizer a verdade, em especial no sentido de se esclarecer o que realmente existe de errado e o que foi constatado de desvio disso e daquilo, conforme documentos, elementos e provas em poder das Forças Armadas, de modo a respaldarem as medidas pretendias, que devem ser implementadas no dia x, uma vez que o povo, ávido, precisa de informação objetiva, clara e urgente.

Enquanto isso, aparece vídeo do presidente do partido pelo qual o mandatário do país se candidatou à reeleição, anunciando que entrará com pedido de impugnação de urnas, sob a alegação de que elas são antigas e têm o mesmo número de tombamento e isso, na concepção dele, é motivo de questionamento sobre a lisura do resultado da votação.  

Foi quando eu disse que sou muito entendido de coisa alguma e isso não é novidade, mas acho muito interessante que, agora, depois de mais de vinte dias da votação, que se alardeiam pelos quatros cantos do país que houve fraude, inclusive com a contabilização de votos indevidos, segundo as notícias oficiosas e até mesmo com origem no relatório dos militares, que disserem sobre a impossibilidade de fiscalização, por falta do código fonte, além da verificação de inconsistências, aparece essa novidade de impressão de urnas.

Tudo isso para se concluir que determinados lotes de urnas têm o mesmo número, mas, então, qual seria a gravidade disso, quanto não foi devidamente explicada a motivação do questionamento, com vistas a se concluir que elas teriam influenciado no resultado da votação, inclusive em que sentido?

A verdade é que, segundo levantamento oficiosos, existem outros elementos de extrema gravidade, a exemplo de enorme quantidade de votação depois do horário legal, computação de zero voto para candidato, identificação do voto de eleitor, se o voto é sigiloso, etc., quando eles sim podem interferir diretamente no resultado da votação?

Por seu turno, há notícia dizendo que o presidente do país se manifestou para amigos que não ver a hora para passar o cargo, enquanto o povo se sacrifica, na frente dos quartéis, implorando por socorro das Forças Armadas.

Com sinceridade, desconfio que todo o sacrifício do povo não seja ouvido pelo presidente do país, que sempre dizia que fazia o que o povo quisesse.

Enfim, espero que eu esteja enganado em perder a esperança tão cedo, quando sinto que as medidas que estão sendo implementadas não passam de estoque de perfumaria, sem nenhum efeito prático, uma vez que a resposta da Justiça eleitoral já deve estar pronta antes do questionamento, sob a alegação de que as urnas são as mesmas que já foram usadas em outros pleitos e nunca prejudicaram o resultado da votação ou coisa do gênero.

E daí, quais são as consequências, em caso de resposta negativa da Justiça eleitoral?

Acredita-se que nenhuma, diante da falta de amparo legal para o respaldo da medida, uma vez que o uso de urnas antigas pode não ter qualquer implicação nem infringência à legislação de regência.

 O que se ver, em princípio, é falta de preparo para não dizer falta de agilidade, por se perder a eleição, segundo se comenta, por fraude, e simplesmente nem haver reação, na forma da lei, tendo condições para a reação à altura, inclusive contando, como nunca, com o apoio da população, que exige medidas com vistas à reparação dos danos caudados à dignidade dos brasileiros honrados, que esperam por respostas compatíveis com os seus anseios.

Esperam-se que tenham efetivas medidas sendo elaboradas para a devida e necessária reação, se for o caso, ou o indispensável esclarecimento para tudo, porque, do contrário, a decepção do povo é fenomenal, com a frustração jamais compreendida nem esquecida pelo povo que tem apoiado o movimento de reação cívica.

Enquanto isso, uma amiga de grupo da internet teve a gentileza de se manifestar, para contrapor-se aos meus argumentos, tendo afirmado na forma a seguir.

Amigo, se considerarmos o fato de que o Presidente Jair Messias Bolsonaro ainda não reconheceu a vitória  do seu concorrente, sugiro analisar a confiabilidade do jornal que publicou a tal notícia de que ..."ele não ver a hora para passar o cargo". São tantos Fake News que essa imprensa canhota cria, ou no mínimo notícias distorcidas, que acho difícil ter havido esse comentário. Ele está sim com muito sentimento pelo sacrifício do seu povo estar a vinte dias exposto lutando pela libertação do Brasil. Acho também que não será esse tombamento errôneo que se fez em cerca de 250 mil urnas e que pesará no resultado.  Opino que há conclusões muito mais sérias que se chegou por diversas empresas, no quesito de apuração de votos após o horário, indo muitas vezes até 22:00h, e outros itens que se apuraram voto a voto, sem sigilo. Vamos aguardar com fé, pq me parece que estamos caminhando para as provas finais.“.

Em resposta, eu disse que publicaria a notícia que me referi sobre a reclamação na demora para se passar a faixa presidencial.

Penso que cada pessoa que o direito de tirar a sua conclusão, se quiser.

Tenho sim direito de tirar a minha conclusão, independentemente do que pensam as pessoas, que também podem pensar da forma como bem se lhes aprouverem, precisamente porque o pensamento ainda é livre, no país tupiniquim.

Em seguida, a amiga me disse o seguinte: “Amigo Adalmir, com todo respeito que lhe tenho, concordo que você é livre para publicar sua opinião, mas como autor de tantos livros e publicação de crônicas variadas, poderia antes ter avaliado o fonte da notícia sobre o "desabafo do Presidente", que notadamente não é confiável em se tratando de Mônica Bergamo, através da Folha de SP, e notadamente conhecida como "militante esquerdista da imprensa"! Endosso a opinião do amigo Demerval..."é por mais lenha na fogueira! Adalmir, veja esse vídeo e tire suas conclusões se o Presidente em seu recolhimento e tratamento deu aquela declaração à repórteres ou jornalistas. A minha conclusão é que a Mônica Bérgamo publicou um baita Fake News, e você na carência de uma palavra  do Chefe da Nação, não só acreditou como republicou a Farsa Esquerdista!”.

Em resposta, eu disse que não precisava de vídeo para tirar conclusão, porque eu analiso fatos e tenho consciência do que escrevo.

O que eu disse é que o presidente do país deve se manifestar e dizer para os brasileiros o que está acontecendo no governo, inclusive com relação aos fatos relacionados com o resultado da votação, como forma de tranquilizar, em especial, os seguidores dele, que continuam em vigília.

Confesso que tenho minha opinião sobre as reais estratégias do presidente do país e já disse e me manifestei bastante sobre elas, por meio das minhas crônicas.

A principal delas foi, sem dúvidas, o estrondoso fracasso do combate à pandemia do coronavírus, em que ele se posicionou como verdadeiro estrategista do negativismo, tendo sido “laureado” com o apropriado cognome.

Desculpem-me por eu ser diferente das pessoas normais, porque isso faz parte da democracia, de se puder entender os fatos da vida por ângulos diversos, no sentido se tirar conclusões segundo o livre pensamento das pessoas, sempre respeitando o pluralismo da inteligente reciprocidade, que tem enorme valia para o aperfeiçoamento das ideias e das sadias e construtivas relações sociais.

Brasília, em 21 de novembro de 2022

domingo, 20 de novembro de 2022

"Glórias" brasileiras?

 

Muitos têm sido os vídeos mostrados nas redes sociais, em que o seu conteúdo versa sobretudo sobre os escândalos desvendados pela competente Operação Lava-Jato, cujo epicentro foram os esquemas criminosos do mensalão e do petrolão, de tristes memórias, além de péssimos exemplos de ministros de tribunais superiores, que decidem ao arrepio da Constituição.

O principal personagem dessa triste e terrível história é motivo de “orgulho” para o Brasil, com a sua consagração nas urnas, segundo entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, que proclamou seu nome como vencedor do pleito presidencial.

A “glória” para o Brasil ficou consagrada pela marcante vontade do povo que resolveu jogar para o espaço sideral os princípios da honestidade e da moralidade, por não ter tido o menor escrúpulo em votar em candidato modelo de desonestidade, na vida pública, à vista dos desvios de bilhões de reais de cofres públicos.

Isso se prende ao fato de que é notória a sua condição de ex-condenado pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e ainda se encontrando devendo prestação de contas à Justiça e à sociedade.

Tudo isso por contas da subtração de recursos públicos, no seu governo, com relação a casos remanescentes, especificamente no que diz com os esquemas criminosos pertinentes ao petrolão, em que, por meio do qual, foram desviados bilhões de reais para atividades estranhas aos programas governamentais.

Há ainda outra situação deplorável no Brasil, que diz respeito ao desempenho de um ministro do Supremo Tribunal Federal, tem se tornou também motivo de “orgulho” para os brasileiros, uma vez que ele entendeu de censurar e prender quem se atrever a dizer a verdade sobre o que vem acontecendo no país, a exemplo, por último, da censura, em ato monocrático, a mais de dez parlamentares, com determinação do bloqueio das contas deles, nas redes sociais, sem que tenha o devido respeito ao processo legal.

Essa forma de procedimento judicial, de censurar sem o devido processo constitucional é praticado normalmente nas ditaduras, onde o controle é pesado quanto à liberdade de pensamento e de expressão, em que as pessoas são vigiadas por seus atos de simples ideia ou pensamento.

Não há a menor dúvida de que se pode afirmar que o citado ministro "teve comportamento exemplar", fazendo total sentido, por vir logo de quem partiu a expressão, que foi de autoridade que responde a várias ações penais em tramitação na Justiça, que não tem moral sequer para praticar atividades políticas, enquanto não limpar seu nome junto aos tribunais do país.

O país que se sustenta com os comportamentos exemplares de homens públicos desse quilate está fadado ao completo desmerecimento de credibilidade, por conta do seu próprio povo, que não se dá ao respeito de entender que exemplos indignificantes e desonestos podem ser considerados normais na administração do Brasil, como no caso de um líder político e de um ministro de corte superior brasileiros.

A verdade é que os bons fluidos da modernidade, dos avanços científicos e tecnológicos são aproveitados, nos países sérios, evoluídos e civilizados, em termos políticos, jurídicos e democráticos, para o benefício da sociedade, porém, infelizmente, tal modelo de comportamento não se pode verificar no país tupiniquim, em que são dignos de elogios procedimentos nefastos e contrários aos bons princípios da moralidade e da dignidade.

Brasília, em 20 de novembro de 2022

A vacina experimental?

 

De repente, surgiu a notícia de que cientistas brasileiros iriam testar, em 500 pacientes, medicamento, quase sem efeitos colaterais, com eficácia de 94% em células infectadas pelo novo coronavírus, com resultado, no máximo, em um mês.

A informação foi divulgada no dia 15 de abril de 2020, pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, cuja medida, ao que tudo indicava, não passou do que foi chamado de “estelionato emocional”. 

Toda essa euforia aconteceu ainda no início da pandemia do coronavírus, quando eu disse que estava começando a acreditar, piamente, que realmente Deus é exclusivamente brasileiro, quando foi anunciada a pesquisa milagrosa contra a Covid-19, por parte do governo, que se reuniu com o ministro da Ciência e Tecnologia, para tão espetacular operação do milagre brasileiro, diante do surgimento do nada de vacina que seria verdadeira salvação do Brasil e quiçá do mundo, que foi subjugado pela força da pandeia, com a tragédia de quantidade insuportável de mortes.

Naquela época, as ideias de vacinas ainda se engatinhavam ao meio da tragédia que se abatia sobre a população absolutamente incrédula e desacreditada de tudo, principalmente do governo, atolado até a raiz, no lamaçal da incompetência, que criava crise atrás de crise, para dificultar e atrasar a execução das políticas de combate ao coronavírus.

Tem um famoso adágio popular que diz exatamente que, de onde menos se espera, é que realmente não vem nada que preste, mas ficava a esperança, naquele momento, que, finalmente, o Brasil pudesse despontar como o salvador do mundo.

Torci, rezando a Deus que, daquela feita, em animado anúncio, de onde menos se esperava pudesse surgir a salvação da humanidade, que vinha envolta de despreparo sobre o surgimento da pandemia, sem qualquer esperança de notícia alvissareira senão para se viver o resto da vida dentro de casa, notadamente quem já estava na idade "melhor da vida", que só pensava no aparecimento de vacina com poderes para o sossego da humanidade.

Ou seja, todo mundo só pensava em fugir do vírus e se proteger das suas ameaças, ante o poder gigantesco de contaminação.

Naquela época, se imaginava, com absoluta certeza, que, se a notícia em referência se confirmasse, o atual presidente da República teria assegurada a reeleito dele, com a vantagem de que ele passaria para a história como o político que pôs a nocaute o vírus mais poderoso e atrevido já aparecido à face da Terra, que desafiou os presidentes mais poderosos do mundo, mais teria se apequenado e sumido diante do presidente tupiniquim.

O tempo passou e o povo ficou esperando pela vacina anunciada pelo governo, na vontade de declarar, finalmente, que Deus é brasileiro, com a confirmação do milagre do século, por meio da descoberta e da efetivação da vacina brasileira.

Os brasileiros ficaram e continuam na maior expectativa, sempre na esperança de puder comemorar o milagre da vacina tupiniquim.

O certo é que a vacina brasileira nunca saiu do papel e a reeleição do presidente do país também não aconteceu, como se querendo dizer que um fato teria acarretado o surgimento do outro.  

Da minha parte, não via a hora de finalmente escrever a minha crônica mais caprichada, especial e importante, com o pomposo título que já até havia criado, qual seja: "SIM, REALMENTE DEUS É BRASILEIRO!", depois da descoberta que ficou apenas no anúncio e ninguém mais voltou a falar sobre tão relevante assunto para a humanidade.

Brasília, em 20 de novembro de 2022

sábado, 19 de novembro de 2022

Temor à censura

 

Em mensagem que circula na internet, consta o texto deveras sugestivo, que diz que “Se você aplaude censura, cuidado para não ser o próximo.”, certamente a ser censurado.

 Não há a menor dúvida de que a desgraçada censura só combina com os regimes ditatoriais e é a mais clássica antítese das liberdades de pensamento e expressão, a qual dissente do mundo civilizado, que se desenvolve justamente com o aproveitamento das liberdades, em todas as suas formas.

Na verdade, qualquer medida de censura demonstra atraso de mentalidade e agride frontalmente os princípios democráticos, que traz consigo a marca do temor à verdade e à transparência, que são valores próprias de povos livres e evoluídos.

Infelizmente, o resultado das últimas eleições sinalizou com a absoluta convicção de que parcela importante da sociedade prefere viver nas trevas, sob o domínio da censura, porque isso se harmoniza com a ideologia socialista, que tem como princípio o controle da sociedade, em especial dos meios da comunicação, no sentido de somente se pretender a divulgação dos assuntos que interessam ao regime.

A propósito, o candidato eleito não se cansou de afirmar que, se eleito, como de fato foi, vai regular a mídia, de modo que isso é passo inicial importante para a censura sobre os meios de comunicação, com extensão às liberdades individuais e democráticas, que não comungam com os países socialmente livres e civilizados.

Ou seja, que o povo não se faça de inocente nem queira se eximir de culpa por conta da introdução dessa tragédia no convívio social brasileiro, uma vez que, na atualidade, na parte do governo, as porteiras estão escancaradas para todas as formas de liberdades, mas essas bonanças podem estar com seus dias contados, porque o sentimento de vingança viceja abundantemente no semblante do novo governo, cujas consequências danosas certamente hão de prejudicar diretamente a sociedade, independentemente de ideologia, porque não tem como fazer a distinção de quem é contra o funesto socialismo.

Fora de dúvidas, a perda ou a restrição das liberdades começa com a censura à imprensa, que passa a informar somente o que o governo liberar e isso é forma de dissonância com os princípios humanitários, porque em total contramão das conquistas e dos avanços já contabilizados em benefício do ser humano.

Ou seja, a censura é forma retrógrada e abusiva de freio aos benefícios da modernidade propiciada pelas conquistas plasmadas com a ajuda da ciência e da tecnologia, em forma de evolução do Homo sapiens.

 Não há a menor dúvida de que, nestas eleições, muitos brasileiros deram gigantescos passos em rumo contrário à história secular do desenvolvimento das liberdades individuais e democráticas, que não aceitam qualquer forma de censura à inteligência humana.

Brasília, em 19 de novembro de 2022

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Transparência do sistema eleitoral?

 

Em vídeo que circula nas redes sociais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a par de receber relatório elaborado pelas Forças Armadas, concluiu que não há indicação nele de desvios ou irregularidades capazes de exigirem qualquer medida corretiva, por parte daquele órgão.

Segundo aquela autoridade, “Nada foi apontado. Se apontado fosse, seria averiguado, porque não tá ninguém, nenhuma instituição que tenha mais vontade de aprimorar, melhorar, da transparência total às urnas eletrônicas e as eleições do que o Tribunal eleitoral.”.

Vejam o tanto da firmeza e da sinceridade da declaração da principal autoridade incumbida do funcionamento e da operacionalidade do sistema eleitoral brasileiro, ao reafirmar que o Tribunal eleitoral tem total interesse para apurar suspeitas sobre irregularidades havidas no processo eleitoral.

Isso não chega a ser nenhuma novidade, em se tratando de país de regime democrático, que prima pela estrita observância à legislação vigente, que realmente obriga o saneamento das incorreções detectadas nos procedimentos de incumbência da administração pública, que é o caso do processo eleitoral.

No caso, convém que seja trazido à colação o disposto nos artigos 221 e 222 da Lei nº 4.737/65, que trata do Código Eleitoral brasileiro, que estabelecem, in verbis: “Art. 221. É anulável a votação:  (...) II - quando for negado ou sofrer restrição o direito de fiscalizar, e o fato constar da ata ou de protesto interposto, por escrito, no momento; (...) Art. 222. É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o Art. 237, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei.”.

Nesse ínterim, eis que surge o relatório que foi apresentado ao Tribunal eleitoral pelas Forças Armadas, que se julga com autoridade de órgão fiscalizador, por ter sido convidado a participar da comissão de transparência das eleições.

No entendimento dos militares, o aludido relatório tem validade jurídica como tal, por eles fazerem parte dos órgãos convidados à fiscalização das últimas eleições.

Consta do referido relatório que as Forças Armadas concluíram que houve interferência maliciosa e manipulação de resultados no processo eleitoral, inclusive quanto ao desvio de votos e votação estranha à normalidade processual, diante da constatação da computação de votos processada por pessoas diferentes de seus titulares, em evidente fraude destinada à conclusão irregular da votação, evidentemente para beneficiar determinado candidato, ou seja, os militares põem em dúvida a lisura da votação.

Segundo os especialistas, a referida interferência, com suspeita de irregularidade, tem o condão de pôr em xeque o sistema eleitoral e exigir, na forma da lei, a revisão do resultado da votação, com consequente necessidade da anulação do pleito, se for o caso, diante das incongruências levantadas pelos militares, se confirmadas.

Na verdade, a par de o mencionado relatório apontar inconsistências, vulnerabilidades e falhas, os militares cobram explicações da Justiça eleitoral, que não foram providenciadas até o presente momento.

Conforme a explanação do presidente do TSE, constante do prefácio, o relatório não aponta irregularidades, o que é verdade, mas indica vulnerabilidades e inconsistências, diante da impossibilidade de se promover fiscalização sobre a votação, em razão da falta do código fonte, que não foi disponibilizado pela Justiça eleitoral.

Diante disso, os militares pedem providências com vistas à adoção das necessárias medidas saneadoras, que certamente não serão promovidas, uma vez que a autoridade máxima já disse, por assim entender, que nada há a ser corrigido, dando por satisfeito o processo eleitoral brasileiro.

Ocorre que há lacunas indicadas ali, que exigem o pronunciamento do Tribunal eleitoral, que corre sério risco de não ser entendido assim pelas Forças Armadas, que contam com estratégias específicas de ação, se realmente for essa a decisão da votação, conquanto a lei eleitoral prever casos de anulação do pleito.

Ao que tudo indica, não passa de demagogia o presidente do Tribunal Superior Eleitoral propugnar por total transparência às urnas eletrônicas, à vista da vontade de se apurar as suspeitas de irregularidades no seu funcionamento, mas, ao mesmo tempo, ele demonstra nenhum interesse em investigar coisa alguma, não importando se os fatos suscitados no relatório das Forças Armadas são passíveis de investigação, conquanto, ao que tudo indica, as questões ali suscitadas são gravíssimas, com possíveis indícios de anormalidades na votação, que podem mudar o resultado das eleições.

O certo é que o código fonte não foi entregue às Forças Armadas, que foi pedido formulado pelos militares para o fim da fiscalização que eles pretendem realizar sobre a votação.

Não obstante, os subsídios necessários à fiscalização foram hackeados por dois garotos, que entraram no sistema eleitoral e descobriram as irregularidades promovidas para a obtenção do resultado da votação, segundo mensagens que circulam na internet, no sentido de que, inicialmente, um argentino teria decodificado os arquivos do TSE, tendo acesso aos nomes dos eleitores e os detalhes sobre a votação.

Depois, dois garotos acessaram os arquivos do Tribunal eleitoral e desmascaram o sigilo da votação e copiaram o seu resultado, cujos achados foram entregues aos órgãos do governo, que podem, se quiser, agir conforme a legislação permitir, inclusive anular as eleições, caso eles tenham amparo constitucional e legal para assim procederem.

A palavra agora está com o Tribunal Superior Eleitoral, que garantiu o seu desejo de aprimorar, melhorar e aperfeiçoar o sistema eleitoral, de modo a torná-lo total transparente, não somente no tocante ao funcionamento das urnas eletrônicas, mas, em especial, o resultado da votação, de modo que não reste a menor dúvida sobre a total lisura sobre a proclamação dos eleitos.

Brasília, em 18 de novembro de 2022