terça-feira, 11 de junho de 2024

Impunidade?

 

O Senado Federal aprovou projeto de lei que permite a castração química voluntária de reincidentes por crimes sexuais.

O projeto agora segue direto para a análise da Câmara dos Deputados, onde se espera que ele seja aprovado o mais rapidamente possível, por se tratar de medida necessária e urgente.

Trata-se de projeto que se destina a penalizar “a reincidência nos crimes de estupro, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável”, em que os infratores podem optar por tratamento hormonal para contenção da libido como alternativa à prisão, evidentemente que ele seria beneficiado, pasmem, com o direito à liberdade condicional.

O projeto original previa que o criminoso poderia optar por intervenção cirúrgica definitiva, mas o texto foi retirado, sob o argumento do relator que ele não tinha amparo constitucional.

Mutatis mutandis, o pedófilo também não tem amparo constitucional para cometer crime hediondo, mas, infelizmente, ao arrepio da lei, ele pratica livre e impunemente.  

O autor do projeto foi inspirado em norma do Código Penal da Califórnia, que foi o primeiro estado norte-americano a aprovar medida obrigatória para que reincidentes por crimes sexuais consigam a liberdade condicional.

Na atualidade, muitos países já implantaram medida nesse sentido, como forma preventiva de se evitar a incidência de crime tão desumano e hediondo.

Já há parlamentar anunciando que irá trabalhar para agilizar a tramitação desse projeto na Câmara Federal, embora ele tenha reconhecido que o tempo é exíguo para aprovação ainda neste primeiro semestre, uma vez que esta fase a prioridade é para a aprovação de matérias econômicas e urgentes.

Ressalte-se que, para variar, três senadores do principal partido do governo votaram contra a medida, em evidente defesa da criminalidade, o que demonstra insensibilidade e desprezo aos princípios de civilidade. 

Um dos senadores contrários ao projeto disse ao algo sem qualquer lógica nem racionalidade, da seguinte forma: “Vamos supor que ele (o criminoso) aceite fazer e, por conta disso, reduz-se a pena e (ele) seja liberado. Ele, que não terá mais a possibilidade de fazer o que fazia, se tiver optado, vai fazer o quê? Vai bater? Vai matar? Vai cortar um seio da mulher?”.

Já outro senador normal e equilibrado votou favorável ao projeto, tendo sido realista quanto à medida punitiva, ao defender a castração física do criminoso: “com ferro e faca”, de criminosos sexuais.

Esse mesmo senador entende mais que: “E, se ele retornasse, seria pena de morte para excluir… Esse tipo de gente tem que ser excluída, tem que ser banida da sociedade”.

Impende que seja ressaltada que pena de morte é vedada pela Constituição, tendo assento na Lei Maior como cláusula pétrea, que não pode ser alterada de forma alguma, ou seja, sorte dos praticantes de crimes hediondos, que ainda são defendidos parlamentares desajustados mentalmente.

Uma criminalista disse que os crimes sexuais no Brasil estão ligados mais à cultura que à biologia, tendo sentenciado que “As violências tanto contra as mulheres, quanto contra as crianças e adolescentes, nesse contexto sexual, são resultados de um processo histórico de naturalização dessas violências, que têm uma construção cultural e social na base de tudo isso”.

Já um médico afirmou que a iniciativa do projeto é “interessante”, mas faltaria definir critérios para a indicação do tratamento, porque “Funciona para aqueles indivíduos que, de fato, padecem do transtorno pedofílico, no caso do agressor sexual de crianças, ou daqueles que padecem do transtorno sádico sexual, no caso dos agressores sexuais de mulheres. Não vai funcionar para aqueles indivíduos que não têm nenhum transtorno mental”.

Na verdade, o presente projeto reconhece, com absoluta clareza, que existe situação gravíssima relacionada com a incidência de abusos sexuais contra crianças e mulheres, que precisa ser urgentemente combatido com medidas enérgicas.

É preciso se ter a consciência de que os crimes hediondos de violência sexual somente podem ser combatidos com medidas duras e definitivas, na mesma simetria da gravidade que eles representam contra a sociedade.

Na verdade, a medida aprovado pelo Senado Federal envergonha os parlamentares de verdade, que não tiveram coragem nem dignidade para aprovar medidas capazes de erradicar crime extremamente doloroso, para o corpo e a alma, conquanto a medida constante do projeto não passa de paliativo, por não resolver a questão e ainda termina beneficiando o criminoso, de maneira indevida.

Enfim, o que justifica a aprovação de medidas leves que têm o desejável condão de beneficiar criminoso que só prejudica a sociedade, sendo que esta tem direito de ser protegida também contra o perigo da violência sexual?

Diante do exposto, sugere-se que a medida constante do projeto aprovado no Senado Federal, de castração química voluntária de reincidentes por crimes sexuais, seja substituída por medida punitiva de verdade, com a prisão e castração do criminoso, por meio de ablação cirúrgica obrigatória, justamente para possibilitar cortar o mal pela raiz, uma vez que a existência de lei nesse sentido ninguém se atreve a cometer suicídio sexual, além de preservar a dignidade das pessoas, principalmente das crianças e mulheres, alvos preferido dos pedófilos.

Brasília, em 11 de junho de 2024

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Desonra?

 

O ex-presidente norte-americano foi considerado culpado pela Justiça em ação criminal, passando para a história dos Estados Unidos como o primeiro ex-presidente a receber veredicto criminal nesse sentido.

Trata-se de lance importante, em termos políticos, à vista da singularidade à disputa pela Casa Branca, neste ano, uma vez que é praticamente certo que o republicano seja candidato do seu partido, mesmo tendo sido condenado criminalmente, que é algo inusitado para os padrões americanos, em país onde os princípios da dignidade e da moralidade estão acima dos sentimentos maiores de civilidade.

A decisão foi tomada por júri formado por 12 pessoas, que avaliou a culpa do político em, pasmem, 34 acusações de falsificação de registros empresariais para encobrir pagamentos a uma atriz pornô e, assim, evitar que ela divulgasse supostas relações sexuais mantidas com ele, às vésperas da eleição de 2016.

Causa perplexidade que cada uma das 34 acusações trata da fraude de um documento diferente, o que mostra a força deliberativa de desonestidade do político, de vez que ele foi considerado culpado em todas as acusações.

Agora, o mais indigno e vergonhoso aconteceu depois do veredicto em tela, quando o condenado, resistindo em admitir seus erros, em evidente demonstração de não assumir seus atos delituosos, culpou o atual presidente norte-americano pela decisão condenatória.

Ele afirmou, muito convicto, pasmem, que "Isso foi feito pelo governo Biden para atingir ou prejudicar um oponente político".

É incompreensível como caso estritamente particular seja envolvido com a política e, mesmo que ele seja inocente, é inacreditável que o ex-presidente tenha a indignidade de atribuir culpa pelo julgamento a outrem, quando a grandeza pessoal dele diz que isso significa traição à sua honra, no sentido de jamais precisar misturar os assuntos.

Convém se entender que os casos são distintos, que o ex-presidente tem a obrigação de se responsabilizar pessoalmente pelos fatos o envolvendo, sem precisar atribuir culpa a ninguém, porque não é verdade, muito menos ao seu principal opositor, por isso não parece justo nem digno.  

Ainda em outro ato, o ex-presidente classificou o resultado do julgamento como "desgraça", que realmente é, por envolver importante político mundial, e acusou, sem provas, o juiz de corrupto, como tentativa de denegrir a imagem dele, quando quem decidiu mesmo foram 12 jurados.

O ex-presidente afirmou que "Nós vamos continuar lutando, vamos lutar até o fim e vamos vencer porque nosso país foi para o inferno. Nós não temos mais o mesmo país, temos uma bagunça dividida. Vamos lutar pela nossa Constituição. Isso está longe de ter acabado".

Depois de condenado pelo júri, o próximo passo segue a decisão do juiz, que compete definir a sentença, ou seja, a dosimetria da pena, cuja data foi marcada para o dia 11 de julho, a poucos dias da Convenção Nacional Republicana, quando o político deverá ser confirmado como candidato à Casa Branca.

Mesmo condenado, essa condição penal não tem nenhum impacto nem interferência na campanha do republicano à Presidência americana, uma vez que não há nenhuma previsão na Constituição daquela país, impedindo condenado por crime a concorrer a cargo eletivo, mesmo estando preso.

Em se tratando do eleitor norte-americano, é esperado que a condenação de importante figura política tenha reflexo na sua imagem como homem público, com grande perda de votos, considerando o padrão de moralidade perseguido pelo eleitorado daquele país, que preza muito o valor do voto.

É evidente que os adversários do republicano vão tentar tirar proveito político dessa condenação histórica, como no caso da campanha democrata, que já estuda a melhor maneira de explorar o caso em termos da moralidade e da dignidade de presidente que teria praticado desvio gravíssimo de conduta como cidadão, cujo fato tem sim implicação com ameaça à democracia, que não permitia associação com desprezo aos princípios de civilidade e cidadania.

O certo mesmo é que, culpado ou não nesse rumoroso caso,  a imagem do republicano ficará certamente bastante escurecida, para não dizer enegrecida, mas maculada por conta do desvio de conduta moral, quando o dever do homem público é ser sempre retilíneo em todos os seus atos, principalmente porque não é comum que a principal autoridade dos Estados Unidos da América se envolva em escândalos de nenhuma natureza.

Enfim, também naquele país, cabe ao povo, por meio do voto, a escolha do melhor político para presidi-lo, principalmente tendo em conta que isso faz parte dos princípios democráticos, não importando a índole nem o caráter do homem público.

Brasília, em 10 de maio de 2024

domingo, 9 de junho de 2024

Brava formiga!

 

De repente, algo chamou a minha atenção, na movimentação de formigas, que eram muitas subindo e descendo em uma parede do meu lar e foi assim que notei que uma delas carregava para a morada dela fardo desproporcional ao tamanho dela, que é algo fantástico da natureza que somente Deus pode explicar, mesmo com o envolvimento de minúscula formiga.

Com isso, eu passei a observar, por bom tempo, o homérico trabalho desempenhado por pequenina formiga, que se esforçava em carregar, parede acima, possivelmente pesado objeto de visível tamanho o dobro dela, que não impedia que ela seguisse serelepe carregando o seu pesado fardo, ”morro” acima, cujo objeto, em aparente suspensão, que parecia desprender dela, a todo instante, e cair, em se tratando de subida, na parede.

Vez por outra, uma, duas ou mais formigas a abordavam, em rápidas confabulações, quando a operária aproveitava o interlóquio para realizar pequeno pit stop, para descansar, porque ninguém é de ferro, nem mesmo sendo formiga. O certo é que a brava formiga trilhava o longo e íngreme caminho toda poderosa, carregando importante minúsculo objeto que devia ter alguma serventia para saciar alguma necessidade básica dela e das demais formigas, de quem ela não se cansou de merecer solidariedade de apoio, ao longo e tortuoso percurso, até ela se adentrar na sua maloca, conhecida por formigueiro.

Fiquei longo tempo, acompanhando a conclusão de relevante tarefa, protagonizada por brava e destemida formiga, que certamente será recompensada por seu penoso sacrifício pelas demais formigas, ao controlar sobre seus ombros, se é que formiga tenha ombros, fardo bem superior ao próprio tamanho.

Parabenizo o operoso trabalho de gigante formiguinha, que é certamente exemplo para os pares dela e até mesmo para as pessoas que valorizam o trabalho edificante, se empenhando ao máximo, apenas no orgulhoso cumprimento da sua nobre missão de servir a comunidade.

Sim, fiquei bastante impressionado como uma diminuta formiga é importante para a convivência comunitária, quando ela não mede sacrifícios para exercer a sua função social, ao levar para o seu formigueiro objeto capaz de saciar alguma carência da sociedade dela.  

Brasília, em 9 de junho de 2024

A vidência?

A última ex-primeira-dama do país disse que acredita que o último ex-presidente brasileiro será o próximo presidente do Brasil.

Ela afirmou, in verbis: “(...) Parece que há um interesse em acelerar a apresentação de nomes presidenciáveis para diminuir a importância do nome do meu marido. Lamento informar a esses ‘precoces’ que Jair está mais ativo do que nunca. Estamos trabalhando para reverter as injustiças que ele enfrenta, acredito que ele será o nosso próximo presidente. As pessoas estão sedentas por mudanças não querem a ‘cena do crime’ atual. Os brasileiros, apesar das grandes crises que o nosso governo enfrentou, experimentaram o que é ser governado por um presidente patriota, honesto e que acredita no Brasil. (...)”.

Na realidade e à toda evidência, não passa de afirmação revestida de puro devaneio, no sentido de que o último ex-presidente do país será o próximo presidente da República, de vez que isso é apenas o ardente desejo natural de seguidores do político, tendo por base, como se pode constatar, fato nenhum a respaldá-la, ou seja, à luz do caso decidido, com base nos elementos constantes do processo, nada acena para mudança do entendimento da Justiça.

Poder-se-ia se cogitar nessa possível hipótese se, ao menos, tivesse qualquer perspectiva de mudança significativa nos quadros dos órgãos jurídicos superiores brasileiros que cuidam do exame dos recursos pertinentes à matéria sobre a decretação da inelegibilidade do ex-presidente do país.

Não obstante, não há a menor esperança de alteração expressiva nos cargos incumbidos de decidirem sobre a questão.

Além disso, não se vislumbra o surgimento de fatos novos sobre o caso, evidentemente diferentes daqueles existentes no processo já decidido, posto que isso poderia contribuir para possível desdobramento do caso e, por via de consequência, de entendimento diferente favorável ao político.

O certo é que o ex-presidente do país foi totalmente incapaz de convencer os juízes sobre a inexistência de crimes com força para condená-lo à pena capital da inelegibilidade, justamente porque o caso, em si, sequer aparenta caracterização de crime de qualquer gravidade, muito menos com potencial incriminatório para afastá-lo da candidatura a cargo público eletivo, segundo a jurisprudência predominante no país, quando se trata de primeiro caso, com punição draconiana e praticamente com impossibilidade de apelação, nos termos das práticas jurídicas, por se tratar de político adversário do sistema dominante.

Trata-se, na verdade, de resultado de brutal disputa pelo poder, em que o sistema dominante impôs as suas regras, tendo decidido segundo o seu pensamento, que há de prevalecer, quer queira ou não, sem gemido, podendo apenas reclamar, mas sem sucesso.

À toda evidência, a afirmação feita pela própria ex-primeira-dama do país tem algo de muita insensatez e irresponsabilidade, em razão de não haver qualquer base de sustentação para o reexame da matéria, que seria o mínimo necessário para fundamentar a pretensão compartilhada por ela, com bastante ênfase.

Sim, se afirmar alguma hipótese sobre o futuro político do país, sem o mínimo respaldo, certamente constitui atitude da maior irresponsabilidade, à vista de se induzir pessoas a acreditarem em informação inconsistente, irrealista, que põe em dúvida a credibilidade da pessoa que se arvora em dizer algo sem fundamento, fato este que fica muito feio para quem afirma o que não devia, exatamente por faltar consistência, que é algo que jamais poderia acontecer por parte de políticos, que precisa ter credibilidade nos seus atos.

À vista do exposto, é aconselhável que os políticos somente façam afirmações sobre os fatos que tenham consistência, evidentemente por haver fundamento para a devida sustentação deles, como forma de não pôr em dúvida a sua credibilidade.

            Brasília, em 9 de junho de 2024 

sábado, 8 de junho de 2024

O carinho da Zélia

 

Diante de crônica que que demonstrei meu sentimento de tristeza peça despedida do querido amigo-irmão Neném, a par de ressaltar a amizade que compartilhamos, na tenra idade, em Uiraúna, a estimada amiga Zélia me enviou linda mensagem de agradecimento, conforme o texto a seguir.   

Em nome de toda família, nossos agradecimentos às suas palavras na linda mensagem enviada, relatando a sua convivência com o nosso estimado Neném. As amizades sinceras, são cativantes muitas vezes por gestos e ações na simplicidade e que são relembrados, relatados e de uma forma graciosa são confortantes nos momentos difíceis. Joguemos a Deus, por sua benção e imensa misericórdia por todos nós, pois se um dia partiremos, as amizades são os testamentos fiéis da nossa boa existência. Nossos agradecimentos, Zélia Pires e família.”.

Em resposta à amável mensagem, eu disse que a nossa grande tristeza diz exatamente o tamanho da saudade que se abate sobre todos nós, como não poderia ser diferente, diante da imensurável perda de pessoa maravilhosa, que construiu excelente patrimônio de vida, na vivência conosco, aqui na Terra, em razão da sua índole de simplicidade, bondade, sabedoria e principalmente de infinito amor no coração, conforme registra a trajetória da vida dele.

Vivi pouco tempo com Neném, em período entre a infância e a adolescência, mas o suficiente para me lembrar que eu era o amigo que mais se relacionava com ele, em quase tudo.

Eu posso dizer que a nossa amizade era verdadeira, porque nós tínhamos os mesmos objetivos de construção de vida honrada, digna e honesta, voltada para o nosso bem e o do próximo.

Ele era pessoa que se identificava comigo nos estudos, nas brincadeiras, na sociedade e nos esportes, contribuindo para que a nossa amizade fosse bastante positiva e proveitosa, de vez que ela satisfazia os propósitos de bons amigos.

A importância da vida é que tudo tem o seu tempo e o meu tempo foi bem aproveitado com boas e inesquecíveis amizades, inclusive com o conhecimento também de Neném, que teve a melhor formação de seus pais e acreditava que nós estávamos no caminho certo, conforme mostra o que fomos e alcançamos, quando tivemos a oportunidade de colecionarmos bons louros, que são modelos para a sociedade.

Enfim, que Deus seja louvado, por ter nos dado o grande presente da pessoa do inesquecível Neném de Seu Dé, que agora vive na glória do Senhor, colhendo os bons frutos das benfazejas sementes plantadas por ele, aqui na Terra.

Que Deus nos conforte.

Amém!

Brasília, em 7 de junho de 2024

O nobre coração

 

O coração humano é, certamente, um dos maiores milagres de engenharia da genialidade divina, em termos de harmonia de funcionamento de complexo sistema que se interliga em inexplicável estruturação que se comunica com outros órgãos, automaticamente, em eficiência jamais experimentada pelo ser humano.

O coração trabalha, sem qualquer pausa, durante todos os instantes da nossa existência dele, em forma de bombeamento para a manutenção da nossa vida, que simplesmente termina quando ele se apaga.

Não se pode deixar de expressar a admiração por esse fantástico e poderoso órgão, que nos mantém vivos e bem, o qual merece especiais atenção e cuidados, porque o mínimo descuido pode pôr tudo a parar de funcionar as belíssimas e fantásticas engrenagens da vida.

O coração é o maior protetor e mantenedor da vida e, ao mesmo tempo, é também importante brecha na armadura do corpo, de vez que ele é também a maior causa de óbitos, especialmente, nos países desenvolvidos.

É muito importante que as pessoas conheçam algumas essenciais funções do extraordinário órgão conhecido por coração, na forma a seguir.

Conforme pesquisa, a vida humana se mantém com a energia provida do coração, com a carga suficiente para impulsionar um caminhão por 32 quilômetros.

Por toda a vida humana, essa energia seria suficiente para conduzir aquele caminhão à lua, nos sentidos ida e volta.

O coração humano bombeia sangue para quase todas as células do organismos, no universo impressionante, considerando-se que são cerca de 75 trilhões delas, à exceção das córneas dos olhos, que não recebem suprimento de sangue.

De todos os  músculos, o coração é o que realiza o maior trabalho físico, observando-se que, durante o período de vida normal, ele bombeia, pasmem, cerca de 1,5 milhões de barris de sangue - o suficiente para encher quase 200 vagões-tanque em um trem.

Segundo pesquisa médica, o primeiro coração - um minúsculo grupo de células - começa a bater já na quarta semana de gestação.

É importante frisar que o maior coração dos animais pertence à baleia azul, que pesa, pasmem, cerca de 680 quilos, sim, mais de meia tonelada.

Pesquisas recentes indicaram interessante conexão entre educação e doenças cardíacas, consistindo em que mais conhecimento sobre ele pode contribuir para a incidência de menos doenças cardíacas.

Essa mesma pesquisa mostra que problemas cardíacos ainda são a maior ameaça à saúde humana, fato esse que foi comprovado até mesmo em múmias de 3 mil anos de idade.

Há medidas importantes que contribuem para manter o coração saudável, entre as quais se destacam a ausência de estresse, os exercícios físicos, a felicidade e as dietas saudáveis.

Conforme comprova a experiência, o Dia de Natal é o que ocorre a maioria dos ataques cardíacos, seguido por 26 de dezembro e Ano Novo, embora não exista explicação científica para essa constatação.

O tamanho de uma válvula cardíaca é mais ou menos o de uma moeda de 50 centavos dos Estados Unidos (30mm de diâmetro).

A primeira cateterização cardíaca foi realizada em 1929, pelo cirurgião alemão Wener Forssmann, que colocou o cateter na veia do seu próprio braço e examinou seu próprio coração.

O primeiro transplante cardíaco, com relativo sucesso, foi executado em 1967, pelo Dr. Christiaan Barnard, da África do Sul, cujo paciente viveu por apenas 18 dias, mas esse procedimento foi magnífico marco nas descobertas médicas, que passou por sucessivos aperfeiçoamentos, permitindo que a vida humana se prolongasse por muito mais tempo.

Uma interessante curiosidade é que, normalmente, o coração das mulheres bate mais rápido do que o dos homens, cuja curiosidade somente a ciência explica, porque o órgão, em si, não se diferencia em nada.

Essa síntese histórica sobre órgão vital mostra a importância que sobrelevam os cuidados que se precisa ser dado ao coração, porque ele se sente extremamente valorizado na proporção do carinho que recebe, que retribui isso com a bondade de se permitir natural longevidade à pessoa, quando tudo será o contrário se ele for abandonado e desprezado com a falta do carinho que ele merece e faz jus, diante da sua nobreza, em relação à vida.

Brasília, em 8 de junho de 2024

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Lugar de amor

 

Agora, depois de uma das piores catástrofes da história da humanidade, ocorrida nas terras gaúchas, a gente, precisa, urgentemente, parar para pensar como agir para começar a reconstruir, ao menos, parte das belezas que existiam naquelas plagas, aproveitando o resto da disposição em cada um dos brasileiros, que se prontificaram a colaborar com esse processo que tem o majestoso nome de solidariedade.

São emocionantes e tristes as imagens sobre toda inundação das águas invadindo casas, ruas, campos, levando consigo vasto patrimônio secular acumulado pelas pessoas, que jamais será resgatado, ante a impossibilidade da sua recomposição.

Algo maravilhoso e lindo sobreveio depois das tormentas, da catástrofe e da destruição, que foi a imediata manifestação dos brasileiros, que acorrem em solidariedade, extremamente sensíveis às dores e às lágrimas do povo gaúcho, destroçado e abatido pelos solavancos das inundações, que não mediram esforços para estenderem as mãos àqueles que, de repente, foram colocados em extremas dificuldades.

O resultado das enchentes deixou rastro de muitos estragos, de forma generalizada, abrangendo quase todos os municípios, em proporções alarmantes e irreversíveis, mas o caos não conseguiu abater a fibra do povo gaúcho, que se fortaleceu em união para soergue o seu torrão querido, conforme é assim a vontade de todos.

O mais lamentável é que mais de centena de pessoas foram tragadas pela força das águas e outras tantas desapareceram ao meio do torvelinho das incontroláveis inundações, que foi algo absolutamente inevitável.

O certo mesmo é a impossibilidade de serem calculados os prejuízos materiais e psicológicos, principalmente estes, que serão contabilizados para sempre e dificilmente poderão ser recuperados, porque elas ficam gravados na memória, do corpo e da alma, diante da intensa dor que o homem é obrigado a suportar.

O importante que se viu foi a mobilização dos brasileiros, que mostraram sensibilidade diante de questão realmente marcante e dolorosa, em forma de reação à altura dos lamentáveis acontecimentos, que certamente poderiam ter sido minimizados, caso o próprio homem tivesse igual sensibilidade para com a natureza.

É preciso que se diga, em forma de alerta, que o revide da natureza, com tamanha truculência, nada mais foi do que em resposta ao tratamento que ela recebe do homem, ou seja, muito aquém do que ela merece, por fazer jus, em termos de conservação do meio ambiente, que tem sido cada vez mais relegado à própria natureza, em péssimo estado de abandono, conforme mostra o registro da história.

Esse momento de solidariedade em abraço voluntário à causa do Rio Grande do Sul suscita a engenhosa ideia de que movimento idêntico a esse pode perfeitamente ser implementado pelos brasileiros, em reação contra todas as formas de mazelas que afligem o Brasil e os brasileiros, a exemplo da violência, da má gestão do dinheiro público, dos abusos de todas as formas, da incompetência, da péssima prestação dos serviços públicos, da insensibilidade às causas da sociedade, enfim, de todas as práticas de injustiças.

Enfim, quando o caos acabar, quando o sol alto e forte voltar a brilhar e quando os abraços e os sorrisos forem somente de alegria, porque assim deva ser a vida, infinita, divertida, terna e acariciada pelo amor.          

Brasília, em 7 de junho de 2024