A Associação
dos Servidores da Polícia Civil de Alagoas (Aspol) reivindicou a concessão de
elogio público aos policiais que participaram da exitosa ação policial em que 11
assaltantes foram mortos, após assalto a banco no interior daquele estado.
A
referida associação argumenta que a “dedicação
excepcional no cumprimento do dever, transcendendo ao que é normalmente
exigível”, expondo as vidas dos policiais em extremo risco, diante da falta
de segurança pessoal dos envolvidos.
O
presidente da Aspol declarou que “Graças
a Deus, os policiais cumpriram com seu mister constitucional e saíram com vida,
o que demonstra que a polícia se encontra preparada”, tendo afirmado a
legitimidade da ação policial.
O
confronto ocorreu durante a bem preparada “Operação Cavalo de Tróia”, que tinha
por objetivo a desarticulação de quadrilha que vinha espalhando violência no
sertão nordestino, por meio de roubo a bancos situados naquele Estado.
Segundo
a Polícia Civil de Alagoas, os policiais cercaram a casa onde estavam os criminosos,
na cidade de Santana do Ipanema, no interior de Alagoas, onde os suspeitos
estavam escondidos, com a finalidade de rendê-los, mas eles responderam ao
cerco com tiros de fuzil e os policiais foram obrigados a revidar prontamente e
à altura do ataque.
Ao
final do embate violento, os policiais saíram ilesos, conforme afirmação de um dos
delegados responsáveis pela operação, que disse que “Eles dispararam sem nenhuma técnica. A Polícia Civil tem todo o preparo”.
No
local, foram apreendidos dois fuzis, quatro espingardas, pistolas, coletes à
prova de bala e explosivos. Pelo menos três dos mortos eram procurados pela
Polícia Federal, suspeitos de terem participado de assaltos a bancos em outros
estados, segundo disse o delegado.
Causa
extrema perplexidade a pressa como um advogado, que é presidente da Comissão de
Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB (Seccional de Alagoas),
em criticar publicamente a operação, que pediu esclarecimentos sobre o episódio, por
meio de ofício enviado à Secretaria da Segurança Pública de Alagoas, onde ele fez
menção às imagens que circularam nas redes sociais, mostrando corpos amontoados
dentro da casa e na caçamba de caminhonete, apreendida no local.
No
mesmo documento, o dito defensor dos direitos humanos diz que “A OAB Alagoas (...) enfatiza uma grande preocupação com a divulgação das referidas fotos, que
são chocantes. As imagens levantam
hipóteses sobre o caso e demonstram
um verdadeiro desprezo pela vida humana”.
Policiais
que atuam em Alagoas defenderam os colegas, tendo merecido o apoio de um cabo
eleito deputado estadual, que afirmou: “Os
colegas agiram com cautela, inteligência e bravura, mesmo diante de toda a
dificuldade enfrentada no dia a dia e ainda diante de uma situação extremamente
tensa e delicada. os policiais agiram
dentro da lei, já que atiraram apenas para revidar os tiros dos suspeitos.”.
Diante
de situação em que os policiais apenas revidaram os tiros vindos de quadrilha de
criminosos armados até os dentes, ainda há gente com mentalidade de extrema
irracionalidade, talvez imaginando que os policiais devessem se defender
jogando flores perfumadas para os bandidos, ou ainda que eles se expusessem ao
perigo e permitissem a própria morte, deixando que os delinquentes de extrema periculosidade
se evadissem do local, para continuarem praticando atrocidade contra a sociedade.
Chega
a ser risível a forma como o defensor dos direitos humanos se refere a corpos
de pessoas mortas como sendo de vidas humanas, quando afirmou que “... desprezo
pela vida humana.”, em referência às imagens dos corpos veiculadas na mídia,
que podem ter sido de autoria de pessoa estranha ao policiamento que apenas prestou
serviço de extrema relevância em defesa da sociedade, tirando de atividade
bando de criminosos que aterrorizava e intranquilizada a população de importante
região nordestina.
É
preciso se reconhecer a validade de organismo de defesa dos direitos humanos, evidentemente
diante de casos de flagrantes abusos cometidos contra o ser humano, mas, nesse
caso, é notório que os policiais cumpriram com as devidas eficiência e eficácia
a sua nobre e constitucional missão de manutenção da ordem pública e da defesa
da segurança pública, tirando de circulação organização altamente perigosa e
repudiável pela sociedade, que tem sido vítima de suas costumeiras ações delituosas,
extremamente prejudiciais tanto à segurança pública como à economia nacional.
Agora,
é preciso que seja repensada a verdadeira finalidade de defesa de direitos
humanos, que precisa ser levada em consideração não somente em relação aos
criminosos, como patenteado na defesa do advogado da OAB, mas com muito mais razão
às vítimas deles, como no caso em comento, em que a sociedade já se cansou de ser
prejudicada pelos bandidos mortos, com os assaltos que eles fizerem aos bancos,
enquanto o defensor deles, além de se referir a vidas humanas de corpos, ainda
critica possíveis maus-tratos dispensados aos corpos, como se eles fossem os
prejudicados nessa horrenda história, quando se sabe que eles não teriam
nenhuma piedade contra a vida dos policiais, que se expuseram ao perigo e
conseguiram se salvar, por certo, por verdadeiro milagre.
Abro
parênteses aqui para relembrar o malsão acontecimento ocorrido recentemente na cidade
paraibana de Uiraúna, minha terra natal, que foi vítima de facínora ação dessas
terríveis quadrilhas organizadas e bastante municiadas, que vêm agindo em todo
país, tendo deixado para traz quadro desolador de destruição, insegurança e
intranquilidade, além de causarem verdadeiros terror e coas para a população,
que ainda foi condenada à privação da comodidade das tão importantes operações
bancárias, eis que a agência ficou sem a mínima condição de funcionalidade.
Não
há a menor dúvida de que é notória a pertinência da reivindicação sobre o reconhecimento
público, por meio de elogio, aos policiais que executaram com inexcedível êxito
tão desconfortável e perigosa missão sob a sua incumbência constitucional e
legal, que envolvia sérios riscos de vida, pelo enfrentamento de organização
criminosa, tendo ao seu poder arsenal bélico altamente destruidor, pasmem, de
cofres bancários, quanto mais de vidas humanas.
Diante
da importância do resultado da missão e igualmente do sucesso com a eliminação
de perigosa quadrilha, não somente são cabíveis nesse caso os pretendidos elogios
aos bravos e heroicos policiais, mas é das maiores grandeza e importância ao
estímulo funcional que esse reconhecimento seja acompanhado também da explícita
consignação em forma de promoção, em termos pecuniários em suas remunerações,
aos participantes da operação de bravura e destemor, em inegável benefício da
sociedade, que precisa se manifestar publicamente, em apoio a essas pessoas que
estiveram na linha do fogo cruzado, colocando em perigo a própria vida. Brasil:
apenas o ame!
Brasília,
em 13 de novembro de 2018
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