domingo, 8 de maio de 2011

Incompetência gerencial

A direção do alvinegro cariosa insiste na contratação de dois veteranos jogadores, na expectativa de que eles deverão solucionar a grave crise que afeta o futebol do clube. Certamente que essa transação poderia ser mais uma temeridade do que um fato auspicioso, nessa altura do campeonato, por envolverem atletas que já estão no final de carreira, principalmente ante a grande facilidade de se contundirem e, por isso, prejudicarem ainda mais o desempenho da equipe. Na verdade, não há nada que possa garantir o sucesso dessa empreitada, a ponto de haver tamanho empenho por algo tão improvável. Conforme exige o presidente do clube, desta vez não pode haver falha como ocorreu no passado recente e, diante disso, teria sido bem melhor se alguém tivesse observado os jogadores dos Campeonatos Estaduais de MG, SP, RS, PR e SC, onde, por certo, houve a revelação de vários atletas em todas as posições e, ainda mais importante, com idades inferiores às daqueles citados acima. Não há a menor dúvida de que a contratação antes aventada demonstra, de forma muito clara, a incompetência gerencial e a falta de criatividade na procura de atletas com perfil que satisfaçam os interesses da Estrela Solitária, em melhores condições de aproveitamento e de retorno. A firme persistência somente na contratação dos jogadores em causa pode ser puro retrocesso com o objetivo de renovação do elenco e segura e tranquila garantia de passaporte do clube para a tão indesejada segundona do futebol brasileiro, infelizmente.

ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 07 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

Crise de moralidade

Em contatos mantidos com importante apreciadora dos meus textos, fato, aliás, que tem servido de verdadeiro incentivo, cheguei à conclusão de que a nossa conversação merecia se encaixar noutro artigo, de tão interessante que as colocações precisas suscitaram, conforme se verifica a seguir: “Seus artigos como sempre estão ótimos, mas não vejo a menor perspectiva de que nada melhore nem com a gastança e muito menos com a moralidade. Somos um povo passivo, acomodado. A UNE, que costumava reagir, parece ter sido comprada pelo PT. Às vezes, penso que os tais caras pintadas na era Collor foram manobras do PT. Hoje, estão todos caladinhos. Ouvi, em algum alugar, que um político goiano defendeu ou elevou seu pensamento quando falava na tribuna do ‘companheiro Bin Laden’. Então o que esperar desses políticos infelizes, sem moral? Esse pessoal perdeu toda dignidade e não tem vergonha na cara... Lula não devolveu os passaportes conseguidos através de privilégio. Se um Presidente não dá bom exemplo, o que esperar dos demais?... Já basta a Câmara Legislativa que só faz assaltar os cofres públicos e não faz absolutamente nada de produtivo. Enfim, é sempre bom falar, esbravejar, porque, apesar de tudo, temos que manter a esperança em dias melhores. Mas confesso que está difícil, complicado. Destruir é fácil. Organizar, moralizar leva décadas.”. Realmente, esse tal PT foi uma das piores criações da face da terra. Esse bando de políticos é uma verdadeira quadrilha que joga pesado para se manter no governo e tirar todo proveito possível para seus membros. Trata-se de uma erva daninha, que, mais tempo fica no poder, mais se ramifica com raíses profundas. Olha, essa turma vil vai permanecer no poder por muito tempo, porque tem competência para tal e sabe manobrar todos que aparecem à sua frente. “O seu artigo está perfeito. A oposição está perdida e parece que os seus integrantes não estão se entendendo. Enquanto isso, o PT vai tomando conta da situação e só Deus sabe o que pode vir a acontecer.”. Na verdade, a oposição não está perdida. Ela simplesmente não existe. É pena, porque isso demonstra total incompetência de atuação, que se existisse seria benéfica para a sociedade. “Você está certo. Realmente estamos sem oposição e, quanto aos seus artigos, acho que você está corretíssimo e penso exatamente a mesma coisa. Moralidade, dignidade, educação, respeito etc. são palavras fundamentais na vida de todo ser humano. Em tudo que você escreve essas palavras estão presentes de forma direta ou indireta. Ninguém é perfeito, mas se todos investissem numa boa educação escolar, amor e respeito dentro das famílias, as crianças se tornariam melhores seres humanos e aí, com certeza, o nível de nossos políticos e do país seria bem melhor. Nossos representantes atuais deixam muito a desejar, infelizmente.”. Quase tudo que foi dito acima tem fundo de verdade e somente aqueles que não querem ver acreditam noutra situação totalmente diferente, mas o que importa é deixar claro que o Brasil vive verdadeira crise de moralidade, que se agrava por partir exatamente da classe dominante, que, ao contrário, competia dar bom exemplo de dignidade, praticando somente ações benéficas para a sociedade, em estrito cumprimento aos princípios éticos e morais.

ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 07 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Lisura parlamentar

O senador paranaense que recebe superaposentadoria de R$ 24,1 mil mensais, de forma irregular, por não ter contribuído para tanto, mas apenas por ter sido governador do Estado, afirmou no seu site que é contra o pagamento desse benefício, porém entende que o seu recebimento se justifica por ser uma ação em legítima defesa do patrimônio da sua família. O parlamentar disse ainda que teve dificuldade para pagar contas de luz e de água, quando saiu do governo. O político asseverou também que o benefício é necessário para pagar as despesas dos processos que responde na Justiça, muitos deles por calúnia e difamação, por ter defendido o Estado do Paraná e o Brasil, denunciando desvios de recursos públicos, em visível prejuízo ao patrimônio público. Na sua avaliação pessoal, ele é um homem injustiçado, por ter a coragem de denunciar ações deletéricas de corruptos, que dilapidam impiedosamente o patrimônio público. Coitado do pobre parlamentar, que, depois de longos anos no cargo de governador, só embolsando os subsídios sem gastar um centavo com nada, porque a mordomia palaciana assegura desde o caviar, a champanha até o papel higiênico, ainda tem a cara de pau de choramingar ao dizer que, quando deixou o governo, penou para pagar as despesas de água e luz, e ainda declarar que é contra a vergonhosa aposentadoria, mas continuar recebendo os respectivos proventos. Essas argumentações são profundamente lamentáveis, por serem vazias, pobres e totalmente infundadas. No entanto, elas são perfeitamente compatíveis com os políticos brasileiros, na sua essência, sempre oportunistas, aproveitadores do patrimônio público e enganadores da opinião pública, como no caso em referência, em que o parlamentar recebe, sem se robustecer de vergonha, proventos de aposentadoria que ele próprio reconhece como sendo irregular, mas se vangloria de denunciar a prática de corrupção por outrem. A atitude desse cidadão é simplesmente contraditória e tem o condão de afrontar a dignidade das pessoas de bem, que se orgulham de defender, com toda razão,  o direito à percepção dos proventos da aposentadoria, em legítima defesa do patrimônio da sua família, por terem contribuído para a previdência, por longos trinta e cinco anos, conforme prescreve a lei de regência.

ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 06 de maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A importância da oposição

Num país democrático, a oposição é tão necessária e importante quanto ao próprio governo, porque uma de suas principais competências é promover fiscalização responsável e com rigor sobre os atos da administração pública, tendo a obrigação de acompanhar a execução orçamentário-financeira, quanto à sua boa e regular destinação, apontar as irregularidades verificadas e o descumprimento das promessas de campanha, denunciar erros e omissões e exigir a implementação de medidas em benefício da sociedade. Não impede que a oposição possa acompanhar o governo, anuindo naquilo que venha em atendimento às necessidades públicas. Nesse contexto, é fundamental o respeito recíproco às diferenças e diversidades existentes entre os partidos políticos, de modo que seja possível a governabilidade. Curiosamente, no Brasil, a oposição existe apenas de direito, porque de fato a sua ação é totalmente inexistente e o governo nada de braçada em águas mansas, atuando livre e solto, sem ninguém para incomodá-lo, permitindo que os gastos públicos tenham crescimento galopante, que o superávit primário seja o pior desde 2003, que a dívida pública atinja o montante astronômico de R$ 1,8 trilhão, que a carga tributária beire os 37% do PIB, uma das maiores do planeta, e que não seja apresentada nenhuma reforma estrutural e necessária ao desenvolvimento do país. Na prática, parece não restar dúvida de que a evidente falta de oposição verdadeira, autêntica, na acepção da palavra, pode contribuir de forma decisiva para que o governo tenha desempenho sofrível, fraco e incompetente, mas bastante hábil na satisfação da sua base de sustentação, possibilitando a existência de visíveis deficiências, em especial nas áreas de saúde, ensino, segurança, transportes públicos, entre outras carências no plano gerencial, contrárias e prejudiciais ao interesse público.

ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 05 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mudanças na política

A comprovada experiência da política brasileira inspira pouquíssima credibilidade, em especial pelos reiterados exemplos de promiscuidade com o trato com as coisas públicas, quando comumente elas são confundidas como se  privadas fossem. Os representantes da sociedade, com raras exceções, não têm a mínima vergonha de se comportarem com indignidade, pouco se importando em honrarem a liturgia dos cargos para os quais tenham sido eleitos. Nem tanto como tributo ao mundo civilizado, exemplo de democracia, onde, em muitos casos, a simples suspeita de irregularidade já é motivo de imediata censura e punição do envolvido, mas, enfim, como imperiosa necessidade de serem extirpadas as mazelas e práticas odiosas de lesão à sociedade, já é mais do que o momento apropriado para que as pessoas de bem e de boa vontade, as chamadas sangue bom, se unam com o propósito exclusivo de mudar a política brasileira, com a aprovação de reformas capazes de pôr fim os vícios costumeiramente denunciados. A crise ética e moral brasileira pode ser solucionada perfeitamente, basta vontade política, com força superior e independente, para garantir a reforma do modelo atual, visando à moralização do sistema partidário, com a extinção do fisiologismo predominante em quase todos os partidos, a criação de meios capazes de impedir novos mensalões e outros procedimentos congêneres e o estabelecimento de critérios claros objetivando que os partidos sejam essencialmente ideológicos e pragmáticos, não permitindo que sirvam de reboque para candidatura de aluguel, como meio de mera sobrevivência, além de outras medidas modernizadoras. Urge, pois, que a sociedade dê seu grito estridente de alerta sobre a necessidade de mudanças urgentes, para a implantação de novos hábitos, práticas, conceitos, e de tudo diferente do que está aí, com vistas à obtenção da confiança sobre as pessoas eleitas para representá-la, que devem exercer o seu mandato apenas em defesa do interesse público, comportando-se com dignidade, honradez, moralidade e ética.

ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 04 de maio de 2011
   

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A violência banalizada

Até há pouco tempo, era motivo de satisfação e de aconchego as famílias se reunirem para acompanhar o noticiário do horário nobre da televisão brasileira, em que era comum a transmissão de boas e agradáveis informações sobre os fatos ocorridos no Brasil e no mundo. Agora, o quadro é simplesmente desolador e ninguém mais consegue se reunir com a finalidade de assistir a um programa noticioso, em virtude da predominância nele de matérias desanimadoras, como as violências, em todas as suas formas mais agudas e traumatizantes; as tragédias e catástrofes provocadas pelo homem ou pela natureza, que, com toda razão, vem se rebelando contra as maldades praticadas por esse animal de pouca racionalidade; as corrupções contra o erário e contra todos; os conflitos de guerra intermináveis; as ações terroristas sempre em ascensão e desenfreada da bandidagem; os atos descontrolados de vândalos e malfeitores; os desastres nos tráfegos aéreo e terrestre, e tantas outras reportagens, às vezes sensacionalistas, com imagens detalhadas, com o objetivo de impressionar a opinião pública, provocar comoção, compaixão ou sensibilizar a nação, tudo patrocinado por vultosas verbas publicitárias. Não se sabe até onde isso pode contribuir ou não para a melhoria, de maneira esclarecedora, da formação e responsabilidade da sociedade, na busca dos seus sublimes destinos de construtores do mundo com paz, harmonia e progresso. O desejável não é que esses fatos deixem de ser veiculados pela mídia, mas sim que eles sequer existissem, para o verdadeiro bem da humanidade, que anseia e bem merece a urgente volta àqueles bons e saudáveis tempos que se foram, em que as famílias...

ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 02 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

Disciplina no futebol

A organização de uma empresa pode ser medida pela disciplina imposta aos seus integrantes. Contudo, para que isso aconteça, há necessidade da implantação de regras estabelecendo padrões de procedimentos a serem  respeitados com rigor. No limiar do Campeonato Brasileiro, é muito importante que o clube prepare os jogadores para se comportarem condignamente em campo, de modo a respeitarem as boas regras do futebol e evitarem o recebimento de cartões a toda hora e por motivo tolo, sem qualquer necessidade. É recomendável que o clube estabeleça critérios rígidos de punição pecuniária para o atleta que se comportar de modo leviano, contribuindo infantilmente para o recebimento de cartão, ao cometer infração boba ou reclamando inutilmente do árbitro, visto que ele nunca volta atrás, o que somente prejudica os companheiros e o interesse do time. Também é importante que seja instituído sistema de valorização do atleta que não recebe cartão ou que somente o recebe quando seria absolutamente inevitável. A forma dessa valorização pode ser por meio de recompensa financeira, nos casos em que aquele que permanecer 05 ou 10 jogos, conforme o caso, sem tomar cartão receberá prêmio em dinheiro ou mediante objeto de valor que o clube eleger. O importante é manter o time organizado, custe o que custar, e isso será viabilizado somente se também houver disciplina, porque com ela todos se entendem, há motivação e os resultados com certeza serão auspiciosos. O certo é que ninguém tem o direito de, levianamente, prejudicar o clube sem receber a devida e merecida punição, de forma exemplar, sem embargo também da criação do sistema de mérito e reconhecimento para aqueles que lutam e se empenham para engrandecê-lo. O que importa, em qualquer caso, é que seja tomada decisão em benefício dos interesses do Glorioso (Mensagem enviada ao presidente do Botafogo de Futebol e Regatas).

ANTONIO ADALMIR FERNANDES

Brasília, em 1º de maio de 2011