sábado, 13 de outubro de 2018

À busca do respeito aos princípios


Conforme crônica da minha lavra, abordando a necessidade da seriedade que precisa prevalecer nas práticas políticas, foi dito que o presidenciável petista se comportava em completo alheamento à responsabilidade de quem é candidato ao principal cargo da República, por concordar em se submeter às orientações e instruções emanadas de presidiário, condenado à prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, condição absolutamente incompatível com o relevante exercício do aludido cargo, que exige o máximo respeito aos princípios republicanos da moralidade e da dignidade.
É mais do que patente a inaceitabilidade, nos países com mínimo de seriedade e civilidade, dessa esdrúxula maneira de se fazer política, em que o candidato ao cargo presidencial demonstre não ter personalidade própria para comandar a própria campanha eleitoral, precisando do socorro político de pessoa fora da lei e ainda impedido de exercer qualquer atividade política, fato que contribui ainda mais a maximização da precariedade e da incompetência ínsita dos homens públicos, que precisam se conscientizar sobre a imperiosidade da dignificação das atividades políticas.
À toda evidência, por se encontrar preso precisamente por ter se comportado ao arreio do regramento jurídico do país, fica muito claro que se trata de aconselhamento em absoluta dissonância com relação às finalidades perseguidas pelo presidenciável, conquanto ele pretende comandar o Brasil, só que se utilizando das instruções e orientações buscadas no presídio, em fonte da pior qualidade, considerando que seu guru não tem moral para tanto, exatamente porque foi condenado pelas práticas dos aludidos crimes, segundo o entendimento da Justiça, que são antagônicos aos princípios da idoneidade e da conduta ilibada, indispensáveis ao exercício ao cargo presidencial.
Acontece que, nessa forma de crônica, é inevitável que deixar de haver expressões do mais puro sentimento da verdade sobre os fatos políticos abordados, cuja linha literária parece contrariar a ideologia de muitas pessoas inebriadas com o arraigado sentimento petista, que possivelmente devem ter dificuldades para discernir o que sejam política saudável e politicagem, em que, neste último caso, é normal que sempre prevaleçam sentimentos indissociáveis do interesse público, o que é absolutamente condenável, sob a acepção político-democrática decente.
Em razão disso, um cidadão se manifestou afirmando que eu só falava sobre o partido da sua devoção, dando a entender, de maneira implícita, que eu fizesse isso de propósito, talvez para prejudicar a agremiação.     
Nessa ocasião, preferi dizer que ele estava agindo de forma injusta, porque eu falo e escrevo sobre tudo, mostrando os fatos da vida, com análise pessoal sobre eles, independentemente de qual parte do planeta tenha sido a sua origem.
Agora é normal e aceitável que ele não goste da forma como escrevo, mas é preciso compreender que aproveito a liberdade constitucional de expressão para escrever minhas crônicas fazendo abordagem sobre todos os fatos do cotidiano, mesmo que essa análise possa não satisfazer o interesse de todos, o que é compreensível, diante da diversificação de pensamento e ideologia, em que cada qual tem direito de defender seus pontos de vista, evidentemente sem prejudicar o pensamento de ninguém e muito menos interferir nele, o que vale dizer que ele pode continuar fazendo suas postagens em defesa do seu pensamento ideológico, de modo a satisfazê-lo e o máximo que eu possa interferir é apenas me manifestar sobre o fato em si, mas jamais quanto à liberdade que ele tem de defender, certo ou não, o seu pensamento, em harmonia com a sua concepção político-partidária, que ele acha que é correta.
Não há a menor dúvida de que o meu pensamento ideológico, felizmente, é pela moralização dos atos públicos, o que me obriga a escrever estritamente sob o viés da inafastável legitimidade da gestão pública, dando a entender que sou diametralmente contrário ao sentimento de muitas pessoas, que costumam fechar os olhos para fatos deletérios, em razão de pseudo bondade praticada por quem apenas cumpriu seu dever como representante do povo e até pode, em razão disso, ter se beneficiado politicamente disso, como é o caso do político preso que é obrigado a cumprir pena de prisão e pagar pesada multa de mais de trinta milhões de reais, conquanto tais fatos são absolutamente ignorados pela cegueira da fanatização, que prefere somente enxergar possível ato considerado de benemerência social, dando a entender que os atos de corrupção são compensados ou ignorados tão somente em face das eventuais bondades para com os pobres, quando é induvidoso que os casos são independentes e precisam ser avaliados de per si, dando-se a devida valorização separadamente, de modo que eles possam ser julgados de per si, porque é exatamente assim que funciona nas civilizações modernas.
Há que se ver que o cidadão precisa se conscientizar sobre a necessidade de ser justo na avaliação dos fatos, de modo que o juízo de valor, se cabível, jamais possa ser precipitado e injusto.
Refiro-me ao resultado da última eleição presidencial, em que a extraordinária maioria dos eleitores disse, em alto e bom som, nas urnas eletrônicas, que não quer a volta ao poder de partido que até pode ter sido bom no aspecto social, mas não há dúvida de que ele foi desastroso e maléfico no restante da administração do país, e é somente no particular do acerto com o social que muitos ingênuos e desinformados brasileiros enxergam e acham no dever da gratidão, quando deveriam ter a sensibilidade cívica para também ver os demais aspectos quanto à gestão dos recursos públicos, por parte dos governos petistas, principalmente no que diz respeito à administração da ex-presidente da República petista.
Como é sabido, ela foi afastada do poder justamente por ter deixado de observar as normas essenciais de administração orçamentária e financeira, consistente nos fatos que foram classicamente denominados de "pedaladas fiscais", caracterizadas, com base na Lei Suprema do país, como crime de responsabilidade fiscal, devidamente atestado pelo Tribunal de Contas da União, que recomendou ao Congresso Nacional a desaprovação das contas do governo dela,  referentes aos períodos em que essas irregularidades ocorreram.
Nesse episódio, há que se ressaltar também o beneplácito do Supremo Tribunal Federal, que negou todos os recursos questionando o processo de impeachment, por não ter enxergado qualquer inconstitucionalidade nele.
Ou seja, em razão da distribuição de renda aos pobres, muitos fanatizados somente se apegam a esse fato para imunizar o PT das horríveis falcatruas, quando o benefício do Bolsa Família não passa de normal obrigação constitucional do Estado de promover assistência financeira às famílias carentes, que qualquer governo mediano tem o dever de atender, a exemplo do impopular atual governo, que, apesar dos pesares, continua com o pagamento do benefício, tal e qual como era nos governos anteriores, o qual foi turbinado estrategicamente pelo primeiro governo petista justamente para a formação do curral eleitoral, que não é, em absoluto, culpa das pessoas beneficiadas, mas sim dos maus políticos que têm interesse que essa forma política populista sirva de modelo de governança que tem como propósito a absoluta dominação das classes política e social, de acordo com a confirmação do resultado das urnas do último pleito eleitoral, em que o candidato do PT foi vencedor em todos os estados do Nordeste, com exceção do Ceará, por razões circunstanciais.
Além de tudo isso, os animados defensores do sistema populista/socialista se empolgam com algo nada excepcional e ignoram completamente os demais aspectos da gestão desses governos, que foram absolutamente negligentes com as eficiência da administração pública, em especial quanto às suas modernização e moralização, à vista dos escândalos do mensalão e do petrolão, que ninguém assumiu a culpa nem a responsabilidade pelos desastrosos prejuízos causados, neste último caso, à Petrobras, quando recursos seus foram comprovadamente desviados, em termos percentuais de contratos, para os cofres dos partidos PP, PT e então PMDB, justamente para o financiamento de campanhas eleitorais milionárias, em flagrante afronta à legislação eleitoral, por haver aí beneficiamento dos partidos colecionadores de dinheiro sujo, enquanto os outros partidos ficaram alijados desses recursos e não puderam fazer campanha à altura, justamente por falta de recursos.
Outra falha gravíssima dos últimos governos foi a sua omissão quanto à iniciativa sobre as necessárias e urgentes reformas das estruturas do Estado, que funcionou nos referidos governos, entre muitas precariedades, sob o império do vergonhoso fisiologismo do “toma lá, dá cá”, em forma de indecente balcão de distribuição de ministérios e empresas públicas entre as alianças espúrias, destinadas ao apoio à provação de projetos de interesse do governo, muitos dos quais declarados irregulares, na voz autorizada do famoso ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos petistas, que assegurou que 900 Medidas Provisórias, de 1.000 expedidas, havia a facilitação e o envolvimento de propina para a sua aprovação.
Ou seja, realmente é espantoso ter alguém que somente consiga enxergar um aspecto de interesse seu e do governo, justamente na parte que tem por sua inteira  conveniência, a ignorar por completo as demais questões vitais e cruciais da gestão pública, relacionadas com os demais interesses nacionais, em especial, a gestão econômica, quando o último governo petista conseguiu conduzir o Brasil à quase ruína, com recessão continuada, inflação alta, taxas de juros a quase 15% a.a. (hoje está em 6.5% a.a.), dívidas públicas nas alturas, desindustrialização, desemprego de mais de 12 milhões de pessoas, queda da arrecadação, falta de dinheiro para investimentos públicos, rombo das contas públicas, péssima prestação dos serviços à população, com a precariedade na saúde, na educação, na segurança, no saneamento, na infraestrutura etc., entre tantas mazelas que muitas pessoas desinformadas, possivelmente por conveniência, procuram simplesmente ignorar e até mesmo criticar quem tem posição consentânea com os fatos reais e verdadeiros.
Não tem como se olvidarem os gravíssimos financiamentos, com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, i.e., dinheiro dos brasileiros, para países presididos por ditadores, a exemplo de Cuba, Venezuela, nações africanas etc., para a construção de obras nesses países que deveriam ter sido executadas exclusivamente no Brasil, por se tratar de banco que foi instituído para cuidar precipuamente do desenvolvimento econômico e social do Brasil e não do exterior.
Ou seja, o governo dos trabalhadores teve a infeliz iniciativa de financiar não somente a criação de muitos empregos no exterior, mas também e, o pior, o conforto para a população dos países beneficiados, quando os benefícios resultantes desses empréstimos poderiam ter sido convertidos para os pobres brasileiros, que precisam tanto quanto ou ainda mais do que os povos estrangeiros beneficiados com as obras executadas com recursos dos brasileiros, inclusive dos idólatras aos governos que não tiveram o menor escrúpulo de cometer esse horrível crime de lesa-pátria.
Causa perplexidade que esses fatos são completamente ignorados, tanto é que os responsáveis (ou irresponsáveis) envolvidos com os empréstimos não sofreram qualquer punição quanto ao notório e indiscutível desvio de recursos de brasileiros para ditadores realizarem obras espetaculares em seus países, sendo que muitos deles não conseguem pagar a dívida pertinente, a exemplo da Venezuela, que deu calote ao Brasil e quem paga o valor em atraso é, pasmem, o Tesouro brasileiro.
Agora, o mais horripilante dessa história de financiamento irregular, estapafúrdio e indevido é que, pasmem, inventaram, no bojo dos empréstimos, questionadíssimas palestras, com o propósito de justificar o pagamento milionário ao palestrante, cujo montante superou os trinta milhões de reais, ou seja, além da concessão de empréstimos superindecorosos e espúrios, o dinheiro dos brasileiros se prestou ao ridículo e criminoso desvio para o pagamento de palestras absolutamente dispensáveis, em total afronta aos princípios da moralidade e da dignidade, em termos da aplicação de recursos públicos, que somente devem ser destinados à satisfação do interesse público, o que não ocorreu com relação aos casos supracitados.
Causa espécie que esses fatos absurdos e estrambóticos são jogados para debaixo do tapete, embora isso, não somente em termos ético e moral, mas também de desperdício com o desvio de recursos públicos envolvendo justamente a cúpola do partido, são da maior relevância política e administrativa que precisam ser sopesados justamente no momento da renovação dos representantes do povo, principalmente porque o principal fator de avaliação diz respeito exatamente ao critério da boa e regular aplicação dos recursos públicos e, à toda evidência, muitos fatos referidos acima mostram que o principal partido da esquerda brasileira não consegue justificar faraônicos desvios de recursos públicos, muitos dos quais para o financiamento de suas campanhas eleitorais milionárias, como para os bolsos de muitos líderes que foram condenados à prisão ou estão sendo investigados, em razão da malversação de dinheiro dos brasileiros, que deveriam ter sido aplicados exclusivamente em programas de interesse público, ou seja, na satisfação do bem comum.  
Os fatos da gestão petista são visíveis e imutáveis, por terem realmente acontecidos, quer queiram ou não, e os últimos resultados das urnas refletem o ardente desejo dos honrados e cívicos brasileiros, com a força inquebrantável da sensibilidade suficiente para o reconhecimento de que as práticas de "benemerência" feitas com dinheiro dos contribuintes não são capazes de justificar as gritantes deficientes e mazelas que levaram às enormes crises social, política, moral, econômica, administrativa, entre outras que contribuíram para conduzir o Brasil ao descarrilamento dos trilhos do desenvolvimento socioeconômico.
É preciso que as pessoas se conscientizem de que os governos petistas não foram as maravilhas defendidas intransigentemente por elas, diante da necessidade da avaliação também sobre os seus desacertos, que certamente foram muitos e eles precisam também ser sopesados, em termos de justiça social, moral e administrativa, sabendo-se que realmente o outro candidato na disputa presidencial não tem nada de suprassumo, diante do notório fato de que ele somente chegou nessa situação preferencial dos eleitores graças exclusivamente à abominação e à ferrenha antipatia que muitos eleitores têm ao inesquecível e terrível legado deixado pelos governos petistas.
O resumo do contexto histórico não constitui nenhuma novidade, porque os fatos mostram sobejamente que o questionado partido é extremamente indesejável e repugnante aos interesses da maioria dos brasileiros, que preferem correr o risco de governo extremista de direita, com as dúvidas soltas no ar, do que aceitar o retorno de partido que já mostrou as suas inaceitáveis limitações e os seus exageros populistas de ser, que certamente são incompatíveis com o desejo da maioria dos brasileiros, que anseiam por urgentes mudanças e principalmente pela moralização do Brasil, mesmo que isso tenha seu preço, que não seja nada comparável ao já pago ao partido que deixou de ser vermelho, evidentemente por conveniência momentânea e meramente eleitoral. Acorda, Brasil!
Brasília, em 13 de outubro de 2018

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Sem saber quem é


Depois de exaustivo emprego indevido e até criminoso, pelo delito da falsidade ideológica, de se imaginar que ele seria outra pessoa, ou seja, de se passar por outrem indevidamente, parece que o candidato petista caiu na real e, agora, ele deixou de ser o outro que nunca teria sido, porque se fosse estaria igualmente preso pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em razão do recebimento de propina.
O candidato do PT, depois da estrepitosa surra nas urnas, deixou o político preso e este, por sua vez, não mais o candidato petista, ou seja, o candidato deixou de ser o que nunca fora, porque havia confusão de identidade, sem saber quem era um ou outro, ao mesmo tempo ou em momento diferente, e, finalmente, agora, o candidato não sabe mais quem ele realmente é, tendo apenas a certeza de que ele foi sem ter sido quem jamais imaginava que teria sido e, por fim, tenta, aturdido, saber se ele ainda pensa que seria ele se não fosse o outro, sem nunca ter sido nem ele e muito menos o outro.
Graças à sem-vergonha politicagem para tão somente tentar enganar o eleitor ingênuo, a falta de personalidade termina confundindo um pouco, mas para o bom entendedor tudo fica muito complicado mesmo, tanto que o resultado nas urnas deixou tudo com a maior clareza que se esperava, em que a quantidade dos votos ao candidato petista refletiu exatamente a confusão do eleitor atônito, que não sabia se estava votando em um ou se deveria votar no outro, mas a urna ajudou a decifrar o mistério e o resultado foi justamente o que ambos não mereciam.
Com a finalidade de esclarecer os fatos, o slogan petista, de repente, surge um tanto diferente, com aspecto capaz de confundir ainda mais o próprio eleitor petista, porque o fundo vermelho característico do partido socialista, materializado há década, foi substituído por fundo banco esquisito, acenando para algo sério e moderno, sem o nº 13, para confundir tudo.
Agora, o mais surpreendente foi a retirada da fotografia e do nome do todo-poderoso da propaganda petista ao Palácio do Planalto, dando a entender que seria vergonhoso ao extremo que alguém condenado à prisão e já cumprindo a pena estivesse em primeiro plano com a sua imagem na propaganda eleitoral de outra pessoa, embora ela dissesse que era ele, como se participasse ativamente do pleito eleitoral como sendo ele o principal interessado, em clara materialização de maquiagem enganadora aos ingênuos eleitores, que ainda acreditam em tudo no que o político preso dizia, inclusive de que é inocente quanto às acusações da prática de irregularidades com dinheiro público.
Convém frisar que, depois da condenação à prisão pela Justiça, ele reduziu sensivelmente a petulância de alardear, com veemência, que é imaculado, embora as provas constantes dos autos fortalecem o entendimento segundo o qual há a materialidade da culpa sobre os fatos denunciados atribuída a ele.  
Em termos de práticas políticas, é completamente inadmissível que alguém de dentro da cadeia ainda se julgue com plenos poderes para ditar os destinos do partido e do seu candidato à Presidência da República, que não consegue ter autonomia para resolver seus problemas sem a orientação dele, como nesse caso, em que o candidato se submete ao ridículo de visitá-lo para pedir conselhos e pegar  orientação a um criminoso condenado pela Justiça, em visível situação de constrangimento moral, principalmente em se tratando de candidato ao principal carga da República, em que ele tem o dever de integridade moral para ser independente e autêntico homem público, para atuar livre  e com poderes autônomos quanto ao destino da sua campanha.
É verdade que tem sido normal, nos últimos tempos, os chefões da criminalidade darem orientações sobre as atividades pertinentes às organizações criminosas, mas é insólita essa forma de se comandar campanha eleitoral diretamente do presídio, o que demonstra forma explícita de desmoralização das práticas político-eleitorais, em que presidenciável não se envergonha de ser instruído e orientado por condenado pela Justiça, de dentro do presídio, local completamente incompatível com as saudáveis, sérias e responsáveis práticas políticas.
Não há a menor dúvida de que é por demais deprimente que presidiário possa ser importante e principal conselheiro de candidato à Presidência da República, em evidente inversão de valores e da ordem democrática e republicana, que jamais se poderia imaginar que as atividades políticas pudessem chegar a ponto tão deprimente e aviltante, evidentemente em situação inadmissível nem mesmo nas piores republiquetas, onde o primado democrático é questão de honra para a nação.
Esse episódio tem o condão de evidenciar que o candidato petista não tem o mínimo de personalidade para presidir o país com as grandezas econômica e social do Brasil, por se permitir ser verdadeiro marionete, ao se submeter, de forma passiva, às ordens emanadas por presidiário, em situação absolutamente constrangedora quanto aos padrões de dignidade do ser humano, que precisa, no mínimo, ser respeitado na sua honradez como cidadão.
Não há a menor dúvida de que a reformulação do slogan em referência se trata de mais uma espetacular manobra de marketing de campanha eleitoral, que é peculiar ao partido, em calculada tentativa de mudar suas cores para simplesmente enganar o eleitor, mas a verdade é que o rótulo até pode ser mudado, enquanto, por certo, dificilmente o partido vai alterar um milímetro a sua forma de ideologia, que tem como cerne a absoluta dominação das classes política e social, além do enlouquecido propósito da conquista do poder e da permanência nele, não importando os fins empregados para o atingimento de seus objetivos políticos.
Convém que os brasileiros honrados ou não tenham pelo menos a dignidade para enxergarem as explícitas estupidez e desmoralização da prática política, em que candidato aceita ser orientado por alguém preso, em indiscutível falta de condições dignas e morais para representar o povo, à vista da sua submissão à orientação por alguém condenado à prisão exatamente pela prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em cristalina dissonância com o exercício do principal cargo da República por ele pleiteado, em claro entendimento de despreza à relevância da sua liturgia, considerando que o mandatário da nação precisa demonstrar altíssimos sentimentos ao culto de reverência aos princípios republicanos de moralidade e dignidade, que são inexoravelmente inexistentes na pessoa de quem se encontra reclusa na prisão. Acorda, Brasil!
Brasília, em 12 de outubro de 2018

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A purificação política


De acordo com o resultado das urnas, há notícia de que, pelo menos, 13 deputados federais e 10 senadores que estão envolvidos em casos de investigações da Operação Lava-Jato não lograram êxito em  novo mandato político nas eleições 2018 e perderão, automaticamente, a partir da nova legislatura, o benefício judicial do foro privilegiado, que estabelece que eles são julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Diante desse fato, os respectivos processos deverão ser enviados pelo Supremo para a primeira instância, onde certamente correm o enorme risco de ser julgados com a presteza que deveria ocorrer em todas as instâncias, visto que é notório que o Supremo não tem condições sequer de julgar a pletora dos processos pertinentes às questões sobre a constitucionalidade de outros assuntos, conquanto os parlamentares, enquanto estiverem no exercício do cargo, são julgados exclusivamente por essa Corte.
Com a perda do foro, o destino de cada processo é definido de acordo com o tipo de delito e a origem do inquérito, como no caso da roubalheira da Petrobras, cujos processos comuns são examinados pelo juiz da Operação Lava-Jato, em Curitiba, que certamente será o destino daqueles parlamentares, quando deixarem os cargo, em 1º de fevereiro de 2019.
Trata-se de evolução da mentalidade de alguns eleitores, por compreenderem o verdadeiro sentido sobre a necessidade da moralização da administração do país, em que os políticos desavergonhados devem ser eliminados da vida pública.
Em que pese a existência de alguns maus homens públicos, que foram penalizados pelo povo, por meio do voto, percebe-se que o Brasil precisa ainda evoluir de forma extraordinária para se alcançar o patamar dos países sérios e civilizados, em termos políticos e democráticos, nos quais as questões ética e moral são ponto de honra dos eleitores, que não permitem, em hipótese alguma que homem público, mesmo sendo suspeito de prática de atos irregulares possam participar de processo eleitoral, para o exercício de cargos públicos eletivos, ante a responsabilidade que se impõe quanto à preservação dos princípios republicano e democrático, que são seguidos à risca, como forma de moralização das instituições democráticas, que estão absolutamente acima de quaisquer outros interesses.  
Convém que esse sentimento de moralização e de purificação dos princípios democráticos seja rapidamente evoluído, para que os nomes dos corruptos sequer se aproximem das urnas eletrônicas, porque o sacrossanto depósito da democracia universal precisa ser objeto usado tão somente por políticos honrados e dignos, em contemplação aos ideais do princípio da "ficha-limpa", em todos os sentidos políticos, evidentemente em harmonia com a real finalidade de escolha dos representantes do povo, que não merece mais ser enganado por péssimos homens públicos, que se profissionalizam na carreira política exclusivamente para defender seus interesses e/ou de seus partidos, em detrimento das causas da população.
Em harmonia com os avanços da humanidade, é imperioso que os homens públicos tenham a dignidade de honrar os cargos públicos para os quais tenham sido eleitos e que os brasileiros se conscientizem sobre a necessidade de não votarem em quem não esteja devidamente purificado com a nobreza da imaculabilidade e identificado com o sinete da idoneidade e da conduta morais, de modo a se permitir a valorização das atividades político-partidárias. Acorda, Brasil!
Brasília, em 11 de outubro de 2018

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Proposta indecorosa


Em entrevista, o candidato à Presidência da República pelo PT disse, sem o menor pudor, que iria propor ao seu adversário no segundo turno, pasmem, a assinatura de "carta de compromisso", com o objetivo de estabelecer "protocolo ético" para a abordagem das campanhas.
A resposta do presidenciável pelo PSL foi rápida e enérgica, rebatendo o que ele traduziu como sendo ideia despropositada, tendo afirmado, ipsis litteris, que "O pau mandado de corrupto me propôs assinar 'carta de compromisso contra mentiras na internet'. O mesmo que está inventando que vou aumentar imposto de renda para pobre. É um canalha! Desde o início propomos isenção a quem ganha até R$ 5.000. O PT quer roubar até essa proposta".
Na verdade, a síntese da proposta do petista tinha como objetivo, segundo o próprio mentor da carta nojenta, a tentativa de combater, nas palavras dele, "a calúnia e a difamação anônimas que acontecem nas redes sociais, sobretudo no WhatsApp. Gostaria que temas de valor fossem discutidos olho no olho".
O tamanho da revolta do capitão reformado, diante dessa proposta indecente e acintosa, foi contundente, a ponto de ele ter chegado a chamar o seu opositor de canalha, dando a entender que o petista não tem credenciais morais para propor a adoção de compromisso que funcionaria tão somente como salvo-conduto para ele, em benefício pessoal, no sentido de se passar esponja nas imundície e sujeira grossas que nodoam o histórico político do PT e de seus principais líderes com dinheiro público, em que muitos dos quais se envolveram profundamente na prática de atos de corrupção, sendo que alguns já foram condenados à prisão e muitos outros estão respondendo a inquéritos ou estão sob suspeita de participação em atos indecorosos.
O caso mais emblemático diz respeito ao principal político do partido do autor da aludida proposta indigna, que, ao contrário de ser a pessoa referencial da agremiação, aquela com atributos com capacidade para servir de excelentes exemplos de dignidade e honradez na vida pública, como fazem as notáveis autoridades políticas dos países sérios, civilizados e evoluídos, em termos políticos e democráticos, tem sido tão somente a imagem fiel e verdadeira, autenticamente reveladora dos maus costumes e de desvio de conduta ética, de forma endêmica e sistêmica, conforme foi devidamente atestada pelas investigações da Operação Lava-Jato, que não tiveram a menor dúvida de classificá-lo como o comandante da organização criminosa, além de se encontrar preso, o que demonstra a afirmação dessas assertivas.
É evidente que o autor intelectual dessa ideia estrambótica tenha sido exatamente o todo-poderoso que se encontra preso, porque, dificilmente o candidato petista, porque até antes de se encontrar com ele não tivera capacidade para arquitetar proposta tão “inteligente” em seu benefício, que simplesmente teria por finalidade imunizar o candidato petista de toda espécie de acusações sobre as maldades, irregularidades, mentiras, com destaque para os contundentes episódios que retratam uma série lamentável de desmoralização dos princípios republicanos e democráticos, fazendo com que o PT tivesse perdido a áurea de credibilidade por parcela significativa dos brasileiros.
Na verdade, os brasileiros anseiam, de forma enlouquecida, pela moralização da administração do país e certamente um dos alvos dessa purificação moral recai sobre os ombros desse partido, que foi absolutamente incapaz de identificar e controlar as práticas delituosas que têm sido simbolizadas pela estrela vermelha, que, apesar de os seus caciques não terem assumido a culpa ou a responsabilidade pelos desvios de conduta ética e principalmente de recursos públicos, as roubalheiras têm peso gigantesco na péssima prestação de serviços públicos à população, diante da consequente escassez de dinheiro para o atendimento satisfatório das necessidades sociais. 
A verdade é que as atividades políticas somente deveriam ser desenvolvidas no campo da lisura, do decoro, da dignidade, da sinceridade e principalmente da integridade moral, conquanto, ao contrário disso, o PT já demonstrou, de forma sobeja, que esses princípios foram massacrados e espezinhados com muita maldade nas gestões sob o seu comando, tendo por propósito, em especial, o desvio de recursos públicos para o financiamento irregular de campanhas eleitorais milionárias e ainda a absoluta dominação das classes política e social.
Como partido que foi capaz de extrapolar todos os níveis de mentiras na última eleição presidencial, em que a candidata vitoriosa à reeleição teria dito que a economia brasileira estava forte e consistente, mas logo no início do seu segundo mandato foi obrigada a promover urgentes ajustes na economia e na previdência, evidenciando suas vergonhosas mentiras, que foram reconhecidas pelas principais lideranças do partido.
A verdade é que os fatos históricos revelam que o PT, embora sem ética e  moralidade, conforme mostram os fatos, foi pródigo na destruição de candidatos opositores que lideravam a campanha presidencial, que perderam a disputa justamente para esse partido graças às mentiras e à desfaçatez que fazem das agressividades político-eleitorais seu trunfo político, fato que contraria essa ideia “generosa” do candidato petista, que não tem moral algum para propor pacto de não agressão, à vista da mediação às falcatruas vinculadas ao seu passado nada glorioso, a exemplo do mensalão e do petrolão.
É importante que sejam explorados fatos do passado, justamente para que fiquem ao alcance dos eleitores, que mais do ninguém precisam conhecer as chagas, as qualidades e as deficiências dos candidatos e principalmente de seus partidos, porque é exatamente com base nisso que eles precisam ser estimulados a avaliar as qualidade e as condições dos candidatos, sabendo, de antemão, que dificilmente o partido do candidato de esquerda seria capaz de mudar sua ideologia estatutária do populismo antiético, em que suas políticas são direcionadas exclusivamente para o social, em detrimento das ações de governo, a exemplo das políticas econômicas, porquanto o seu principal objetivo e a absoluta dominação das classes política e social, não importando os fins empregados para a consecução de seus objetivos políticos da conquista do poder e da perenidade nele.
É evidente que não é propositiva a disputa eleitoral que seja marcada pelas agressões dos candidatos, em forma de destilaria grosseira de ódio e do estímulo à violência nas posições políticas, mas o pleito em curso ficou marcado e assim deve continuar pela forma agressiva aos candidatos, evidentemente em cristalino detrimento dos planos de governo, dos objetivos que cada candidato pode oferecer ao país, como forma de contribuir para o seu desenvolvimento.
À toda evidência, o principal papel dos eleitores é procurar analisar, avaliar esse identificar com os programas de governo dos candidatos, para o fortalecimento de suas convicções sobre aquele que melhor apresentam metas para a consecução do desenvolvimento socioeconômico, mas não será desta vez que esse propósito possa ser mentalizado pelos brasileiros, porque a polarização prevalece sobre o interesse público, em total inversão de valores político-administrativos, em prejuízo da causa pública.
Não há a menor dúvida de que é realmente lamentável a falta de espaço democrático para a discussão e o debate sobre as relevantes questões de interesse público, onde seriam abordados os assuntos da maior importância para os brasileiros, a exemplo de programas de governo referentes às áreas de educação, saúde, segurança, emprego, previdência social, habitação, saneamento básico, infraestrutura etc., como forma de contribuir para a consolidação dos princípios democráticos, mas o contexto político é o que se apresenta absolutamente antagônico dos sentimentos dos brasileiros, que foram obrigados a aceitar as regras do jogo democrático, de decidir sobre a polarização imposta pela exposição de candidatos de direita e de esquerda, em situação inédita, mas absolutamente inevitável.
Assim, resta aos candidatos se expressarem, de forma civilizada, mostrando o legado de cada um deles e principalmente de seus partidos, para que os brasileiros possam finalmente decidir se querem trazer de volta ao poder a banda mais podre que agremiação política poderia já ter apresentado para a destruição não somente da gestão pública, em termos de precariedade na aplicação dos recursos públicos, mas especialmente no que tange aos princípios republicanos da moralidade, da dignidade, da honorabilidade, do decoro, da legalidade, que foram desprezados pelo partido do candidato que não teve o menor escrúpulo em propor armistício para seu benefício político, absolutamente de forma injusta, porque a verdade é preciso que venha à tona, neste momento histórico, que tem por escopo a decisão que poderá passar o Brasil a limpo e possibilitar que ele entre em nova fase histórica, com o aceno ao retorno ao caminho do progresso e do desenvolvimento socioeconômico. Acorda, Brasil!
Brasília, em 10 de outubro de 2018

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A integridade mineira


O resultado da eleição para o Senado Federal, em Minas Gerais, não poderia ter sido melhor não somente para aquele estado, mas também para o Brasil, porque os mineiros decidiram eleger possivelmente os dois melhores políticos para representá-los naquela Casa.
Com isso, a aventureira petista, a ex-presidente da República, que era indicação do todo-poderoso e que figurou todo tempo no topo das pesquisas de intenção de voto, foi descartada, de forma melancólica e espetacular, pelos mineiros, deixando-a no quarto lugar entre os concorrentes, com apenas 15% da preferência do eleitorado mineiro.
Nesse embalo de derrota, o atual governador mineiro, que também é petista, viu seus planos de reeleição serem mandados para o espaço sideral, tendo ficado em terceiro lugar na disputa ao governo mineiro, totalmente impossibilitado de continuar comandando o estado.  
O que mais estarrecia a dignidade e a honra dos brasileiros era se acompanhar o resultado das intenções de voto para senador, por Minas Gerais, e ficar anestesiado com a notícia de que a mencionada ex-presidente estava na liderança dos pretendentes ao Senado, dando a entender que o povo mineiro era simplesmente um bando de idiotas, cuja imbecilidade teria contribuído para, em tão pouco tempo, ser apagado da memória o passado tenebroso protagonizado por essa política, que demonstrou o tanto de incompetência no comando do país.
Como se sabe, ela havia sido defenestrada do Palácio do Planalto pela porta dos fundos, justamente por incompetência administrativa, diante da constatação da prática do crime de responsabilidade fiscal, previsto na Constituição Federal, exatamente por ter deixado de cumprir normas de administração financeira e orçamentária, consistindo na inobservância do limite dos gastos públicos, frente à arrecadação das receitas.
Ou seja, a Lei Maior do país manda que os governantes somente podem gastar até o limite das receitas arrecadadas, mas a gestão da petista entendeu de autorizar as chamadas "pedaladas fiscais", tendo como parâmetro o pagamento por bancos oficiais de despesas da incumbência do governo, cuja operação configurava forma proibida legalmente de empréstimo.
Ao resultado dessas transações irregulares, soma-se o incômodo e desastroso rombo nas contas públicas, com reflexos diretos em indicadores econômicos, a exemplo da recessão, da inflação, do aumento progressivo das dívidas públicas, da insatisfatória prestação dos serviços de incumbência do Estado, do desemprego, da falta de investimentos em obras públicas, da desindustrialização, ou seja, a então presidente petista conseguiu estabelecer, pela indiscutível incompetência de gestão, o estrangulamento da economia e o alarmante empobrecimento do Brasil,
O reflexo de tudo isso ficou evidenciado no caos generalizado na administração do país, mas, mesmo diante de tamanha tragédia na gestão dos recursos públicos, a petista ainda pretendia, sem qualquer disfarce, ser senadora da República, por Minas Gerais, dando a entender que as costumeiras  ingenuidade e boa vontade dos mineiros seriam suficientes para que o seu legado de precariedade e prejuízo ao interesse público fossem esquecidos e ela continuaria rindo da cara dos tolos dos mineiros e também dos brasileiros, por mostrar que teria capacidade para dá a vota por cima, depois de ter recebido cartão vermelho do Congresso Nacional, numa jogada de mestre, que felizmente foi abortada, em muito boa hora.
Ainda bem que os eleitores das Minas Gerais perceberam a arapuca que estavam caindo e entenderam, de bom alvitre, fazer o que os antipatriotas senadores deixaram de promover, que teria sido a suspensão dos direitos políticos dela, com respaldo no parágrafo único do art. 52 da Carta Magna, que estabelece que o homem público afastado do poder, por força do disposto no citado artigo, fica inelegível pelo período de 8 anos, mas esse não foi o entendimento da comissão de impeachment, permitindo que a petista pudesse se candidatar ao Senado, por seu estado natal.
Pelo menos, na primeira tentativa, a petista bateu com a cara na porta de entrada das urnas eletrônicas, porque os heroicos mineiros, com a dignidade que lhes é peculiar,  cumpriram, de forma justa e legítima, o seu dever cívico e patriótico de afastar da vida pública os maus políticos que precisam se conscientizar de que eles já demonstraram plenas incapacidade e falta de condições para o exercício de cargo público eletivo, de modo que a sua participação nas atividades públicas evidenciam transtorno à satisfação do bem comum e do interesse público.
          Esperam-se que os políticos inconvenientes ao interesse público possam, enfim, compreender que eles prestam importante contribuição ao Brasil decidindo pelo seu definitivo afastamento das atividades políticas, permitindo que novas gerações de homens públicos possam se interessar por essa tão brilhante carreira, que somente deveria ser abraçada por quem realmente tem condições para prestar bons serviços públicos aos brasileiros. Acorda, Brasil!
Brasília, em 9 de outubro de 2018

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Repúdio às notícias tendenciosas


A vantagem do presidenciável do PSL, no primeiro turno da eleição presidencial, de pouco mais de 46% contra 29% do segundo colocado, presidenciável petista, chamou a atenção da imprensa mundial.
Os jornais The New York Times, Financial Times e El País e a rede de televisão britânica BBC cuidaram de emitir urgentes alertas em seus aplicativos, em todo o mundo, imediatamente após a confirmação do segundo turno, pela Justiça Eleitoral brasileira.
O texto do New York Times sublinha que “Os votantes deram uma vitória de primeiro turno a Jair Bolsonaro, que atordoou a política tradicional ao crescer entre uma campanha presidencial lotada, apesar de seu longo histórico de declarações ofensivas sobre mulheres, negros e gays”.
A eleição brasileira estava na manchete e logo no alto do site dos referidos jornais e de outros como o britânico The Guardian e o francês Le Monde, sendo que este disse que “Estes resultados (...) oferecem ao candidato do Partido Social Liberal, saudoso declarado da ditadura militar, uma vantagem bem superior à apresentada nas pesquisas antes da eleição”.
O El País relembra o histórico de declarações polêmicas do presidenciável, afirmando que ele e “Um político autoritário, racista, machista, homofóbico. Um adorador da ditadura que colocou o Brasil em uma de suas épocas mais escuras durante 20 anos. Jair Messias Bolsonaro, o defensor dos valores mais retrógrados, esses que cada vez com mais força andam pelo mundo sem freio, acaricia a presidência do país sul-americano.”.
A TV Al Jazeera, do Qatar, assinalou que o segundo turno pode ser caracterizado por eleição turbulenta, enquanto o Wall Street Journal coloca o deputado fluminense como se posicionando para controlar a quarta maior democracia do mundo.
A eleição também foi destaque de capa de jornais de países vizinhos, a exemplo dos jornais argentinos La Nación e Clarín, que publicaram outras notícias sobre a eleição, inclusive gráficos. O La Nación classificou a vitória parcial do deputado carioca como contundente.
A imprensa em geral também deu outros detalhes nas suas edições, como a derrota da ex-presidente da República petista para o Senado Federal, por Minas Gerais, o peso da vitória do candidato do PSL nas grandes cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, bem assim a situação do PT, após o pleito presidencial.
No canal Telesur, mantida em maior parte pelo regime venezuelano, foi dado destaque às declarações do presidenciável petista, de que possível vitória de seu opositor representaria risco à democracia e a divisão dos votos pelo Brasil.
As publicações europeias referiram-se ao deputado federal carioca como candidato de extrema-direita, deixando de informar a ideologia do seu opositor e a fama maléfica do partido que ele representa.
Não deixa de ser risível que as notícias sobre o resultado do pleito que se encerrou ontem abordem com fartura possível ideologia do candidato do PSL, como sendo criatura pública da pior espécie da face da terra, como “(...) autoritário, racista, machista, homofóbico. Um adorador da ditadura que colocou o Brasil em uma de suas épocas mais escuras durante 20 anos. (...) o defensor dos valores mais retrógrados, esses que cada vez com mais força andam pelo mundo sem freio, (...)”, dando a entender que os brasileiros são sem noção, quando os meios de comunicação somente avaliaram, colocando em um prato da balança possíveis qualidades nefastas, quando a polarização decorre justamente porque os brasileiros honrados não querem a volta de partido que teve o despudor de esculhambar os sagrados princípios da moralidade e da dignidade na administração, mas isso não foi objeto das notícias tendenciosas e até irresponsáveis, por deixar de dá destaque às qualidades nada republicanas do partido dele, que muitos brasileiros sentem ojeriza e temor por sua vota ao centro do poder, diante do desastroso legado da sua gestão.
Pois bem, quanto ao opositor do vitorioso, o petista, os que se acham donos da verdade, razão e sapiência jornalística internacional esqueceram-se de dizer a exata origem do candidato esquerdista, ou seja, a qual partido ele pertence, mostrando que ele faz parte de legenda de triste e lamentável memória, por ser representante do partido que tem acervo lastimável de desgraça para os brasileiros, com destaque para o afastamento de uma presidente da República, exatamente por ela ter deixado de observar as comezinhas normas de administração orçamentária e financeira.
Ou seja, ela foi enquadrada no crime de responsabilidade fiscal, segundo o entendimento do respeitável Senado Federal, diante da constatação das famigeradas “pedaladas fiscais”, denominadas assim pela caracterização de gastos públicos sem o devido lastro financeiro, fazendo com que bancos oficiais fossem obrigados a arcar com os pagamentos, nas datas aprazadas, de despesas da incumbência do governo, cujo montante eram transformados em empréstimo, em procedimento bancário vetado pela legislação aplicável à espécie, que o governo não poderia ignorar.
Nessa mesma linha de reportagem, caberia também à imprensa mundial informar o que mais identifica o partido do candidato de esquerda, quais sejam, os seus envolvimentos em operações lastimáveis da corrupção, a exemplo do mensalão e do petrolão, porque isso tem muito a ver com o sentimento de moralidade emergente no seio da opinião pública, eis que, nos países sérios, civilizados e evoluídos, em termos políticos e democráticos, jamais seria aceitável na representação político-eleitoral partido com tamanho acervo de suspeitas de irregularidades, na dimensão monumental dos casos cuja autoria é atribuída ao partido do opositor do candidato vitorioso, conforme mostram delações premiadas, denúncias e investigações realizadas por instituições públicas, confirmando a existência e consistência de fatos delituosos, em malefício dos interesses da sociedade.
Os jornais internacionais fizeram questão de pôr em evidência tudo aquilo imaginado que pode dizer respeito à imagem do capitão reformado, em se tratando de fatos que até podem ser verdadeiros, mas também podem nem ser, ressalvado o princípio da presunção de inocência respaldado na Carta Magna brasileira, em especial, com relação aos processos sobre ele, que tramitam na Justiça.
Diante do exposto, em que os jornais internacionais somente pinçaram fatos depreciativos pertinentes à figura do deputado fluminense, deixando à margem os famosos predicativos nada construtivos do seu opositor, tem-se a natural ilação de que se trata de algo preconcebido de forma harmônica e concatenada para tão somente expor a imagem do candidato carioca, em preservação o currículo do candidato esquerdista, que certamente foi derrotado fragorosamente porque os brasileiros não querem, em hipótese alguma, o retorno do seu partido ao poder.
Convém que os brasileiros honrados, no âmbito da sua responsabilidade cívica, repudiem, com veemência, a veiculação de notícias incompletas, parciais e com viés visivelmente tendencioso, exigindo que os meios de comunicação, inclusive internacionais, tenham a dignidade de focalizar os fatos noticiosos com a devida abrangência aos casos envolvidos, como forma de prestar serviços informativos de qualidade, credibilidade e principalmente fidelidade aos fatos e acontecimentos, para que a verdade possa prevalecer no seio da opinião pública. Acorda, Brasil!
Brasília, em 8 de outubro de 2018

domingo, 7 de outubro de 2018

A divisão do Brasil


A campanha presidencial do primeiro turno teve o indiscutível destaque a polarização entre direita e esquerda, com a sinalização de que os mais de 147 milhões de eleitores cumpriram o dever de placitar, hoje, nas urnas eletrônicas, a continuidade desse ferrenho embate, onde somente um será vitorioso, com data marcada para o próximo dia 28.
Trata-se do processo em que sempre há a esperança do aperfeiçoamento da redemocratização brasileira, onde serão escolhidos o novo presidente da República, dois terços do Senado Federal, toda bancada de deputados estaduais/distritais e federais, além de governadores, que terão a incumbência de trabalhar para o bem comum dos brasileiros.
A disputa ao Palácio do Planalto foi definida na centralização, de acordo com os resultados das urnas eletrônicas, entre os dois candidatos que já vinham mostrando as maiores condições de seguirem ao segundo turno, nas pessoas dos presidenciáveis do PSL, com pouco mais de 46% dos votos válidos, e do PT, com pouco mais de 28%, sendo que este foi escolhido pelo ex-presidente da república petista, que se encontra preso em Curitiba (PR), cumprindo condenação pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em face do recebimento de propina.
Causa espécie que o cacique petista, mesmo encarcerado, foi o principal mentor e orientador do candidato petista, dando clara demonstração de que este não tem a mínima condição de comandar o país, por se vislumbrar que, na hipótese da vitória dele, quem governaria o Brasil seria, na verdade, o prisioneiro, que tem o supremo controle das ações políticas de seu partido, conforme mostram os fatos, principalmente porque o candidato não faz nada sem a orientação do petista-mor.
Isso acontecendo, seria o maior desastre para que poderia acontecer não somente para a democracia e a República, mas em especial para o Brasil, que não seria governado por pessoa autêntica e de personalidade, visto que ele estaria simplesmente atrelado à orientação de quem se acha onipotente, que não consegue delegar absolutamente nada a ninguém, porque somente ele tem a razão e o poder.
O certo é que a polarização evidenciada nesta eleição presidencial tem o sabor amargo para os brasileiros, diante da absoluta certeza de que entre os demais candidatos relegados pelos eleitores havia políticos com superiores capacidades e qualificações para o desempenho do exercício do cargo de presidente da República, à vista de suas experiências administrativas, acumuladas da vida pública.
À toda evidência, é por demais sabido que os dois candidatos que vão disputar a cadeira presidencial, estão bastante distanciados do perfil de estadista que o Brasil está carecendo, diante das monumentais precariedades que grassam em todos os cantos do país, conquanto eles não estão, em termos de qualificação, à altura para solucioná-las.
Em termos político-eleitorais, o Brasil foi dividido praticamente ao meio, onde, de um lado, colocaram-se os brasileiros decididamente com viés antipetista, mais especificamente as pessoas que anseiam ardentemente pela moralização do país e punição aos maus políticos que desviaram recursos públicos, para benefícios próprios ou seus partidos, e, de outro, houve o destaque das pessoas contrárias à ideologia de direita, que, em tese, essa é a principal filosofia do candidato que venceu o primeiro turno.
Ou seja, um dos candidatos que pretende reconquistar o poder, cujos governos passados se notabilizaram por altos e baixos, com fase de desenvolvimento econômico e social e também com depressão econômica e as nefastas consequências, que se juntaram aos escândalos do mensalão e do petrolão, já demonstrou o quanto que não teve competência sequer para administrar a cidade de São Paulo, quanto mais o Brasil.
Por seu turno, o outro candidato não tem experiência administrativa, mas mesmo assim pretende revolucionar o país, com políticas modernizantes, com destaque para a segurança pública e as reformas nas estruturas do Estado, tendo por base mudanças generalizadas na gestão pública.
Compete aos brasileiros, à luz da responsabilidade cívica e patriótica, a avaliação criteriosa e ponderada sobre a escolha do candidato que melhor possa desempenhar o cargo de presidente da República, de modo que o seu trabalho seja efetivamente em benefício tanto para os brasileiros como para a consolidação dos princípios democráticos, principalmente com a adoção de medidas que possam aperfeiçoar e modernizar as estruturas do Estado. Acorda, Brasil!
Brasília, em 7 de outubro de 2018