domingo, 17 de fevereiro de 2019

A legitimidade da sentença


O ex-presidente da República petista assinou a intimação referente à sua sentença sobre a reforma do sítio em Atibaia (SP), tendo aproveitado para dizer que é inocente e que vai recorrer da sentença.
Ele disse que "Não reconheço a legitimidade dessa sentença, sou inocente, por isso, vou recorrer”, por ocasião da intimação.
No último dia 6 de fevereiro, o ex-presidente foi condenado a doze anos e onze meses de prisão, pela prática dos crimes de corrupção passiva  e lavagem de dinheiro, com relação ao caso da reforma do sítio em Atibaia (SP).
O processo apura o recebimento de propina por meio da reforma do referido sítio, tendo a sentença da juíza condenado o petista, em razão da confirmação da autoria dos crimes denunciados à Justiça.
O ex-presidente já cumpre pena de 12 anos e 1 mês, determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), na primeira condenação dele, referente à propina denunciada no caso do triplex no Guarujá (SP).
Nesta última prisão, a juíza declarou, na nova sentença, ter ficado comprovado que a OAS foi a responsável pelas reformas na cozinha do sítio de Atibaia, no ano de 2014; as obras foram feitas a pedido do petista e em benefício de sua família, sendo que o ex-presidente acompanhou o arquiteto responsável, ao menos na sua primeira visita ao sítio, bem como o recebeu em São Bernardo do Campo, para que este lhe explicasse o projeto; o petista teve ciência das obras realizadas pela Odebrecht em seu benefício e da sua família, porque foi informado sobre o cronograma por empresário da Odebrecht; o ex-presidente visitou o sítio quando ainda faltavam alguns acabamentos;  as notas fiscais referentes à reforma foram entregues a seu advogado e amigo e foram encontradas na residência do petista; foram executadas diversas benfeitorias no sítio, mas consta da denúncia somente o valor pago à empresa Kitchens, na quantia de R$ 170 mil; todos os pagamentos efetuados pela OAS à Kitchens foram feitos em espécie, no intuito de não deixar rastros de quem era o pagador; toda a execução da obra foi realizada de forma a não ser identificado quem executou o trabalho e quem foi o beneficiário; não houve ressarcimento à OAS dos valores desembolsados pela empresa em benefício do petista e de sua família; depoimentos de delatores, testemunhas e outros réus, além de trocas de mensagens, planilhas de pagamentos, laudos, notas fiscais e quebras de sigilo bancário e fiscal, atestam o envolvimento do petista.
Se o ex-presidente não reconhece a legitimidade da sentença, como é que vai recorrer dela?
O fundamento do recurso diz respeito exatamente à substancialidade da sua existência, como elemento primordial para que se possa oferecer as defesas e os contraditórios pertinentes aos fatos objetivados nele.
Ou seja, discordar da sentença é uma coisa, mas não a reconhecer é outra situação bastante indefinida, em termos jurídicos.
No entanto, só o fato de afirmar que vai recorrer, implica reconhecer a sentença, ficando claro que ela é legitima e não poderia ser diferente, diante da materialização da autoria dos crimes denunciados, em cujo imbróglio o petista, mais uma vez, não conseguiu comprovar a sua inocência.
Juridicamente falando, o ex-presidente se contradiz diante da notificação, ao afirmar que não reconhece a legitimidade da sentença, mas, no mundo jurídico, só tem cabimento recurso contra algo que se reconhece como sendo válido, porque, se não reconhece, não existe e, caso contrário, estar-se-ia incorrendo em ato de pura incoerência, para tentar ludibriar a boa vontade das pessoas.
O certo é que o petista foi tragado pela avalanche dos fatos, que sobrepujaram a sua capacidade de defesa, prevalecendo a verdade, que não deixa dúvida quanto à irregularidade patenteada nas reformas do sítio, que jamais teriam sido executadas se elas não tivessem por propósito a satisfação de alguém muito importante, de vez que o dito proprietário do móvel confessou que não tem nada a ver com elas e também não pagou qualquer despesa, dando a entender que o imbróglio estaria realmente sob a inteira responsabilidade do ex-presidente, principal interessado nas questionadas reformas.
Os brasileiros esperam que o ex-presidente da República petista se digne a reconhecer a legitimidade da sentença judicial que o condenou, mais uma vez à prisão,  a doze anos e onze meses, pelos mesmos crimes de corrução passiva e lavagem de dinheiro, e a comprovar, na forma do ordenamento jurídico pátrio, a sua inocência, posto que a sua autoridade de homem público não condiz com os fatos delituosos cuja autoria lhe é atribuída.    
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 17 de fevereiro de 2019

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Resistência à irracionalidade


Até que o povo do Brasil já bem merece cena política centrada no figurino do princípio da seriedade e da civilidade, em harmonia com o indispensável sentimento de evolução das saudáveis práticas políticas, como fazem normalmente as nações evoluídas, em termos democráticos, de respeito à cidadania.
Ao contrário disso, foi preciso que alguns políticos embrutecidos mostrassem a sua verdadeira índole de incivilidade perante o mundo, para que as cenas fortes e rocambolescas ficassem impregnadas no imaginário da população, de modo que esse péssimo exemplo, absolutamente incompatível com a modernidade política, possa, sem o menor apego, ser extirpado dos trabalhos do Congresso Nacional, diante da premência da necessidade da purificação das mentalidade ínsitas dos representantes do povo.
A eleição do presidente do Senado Federal teve o condão de externar, com a mais viva transparência, a verdadeira entranha da ala desavergonhada e contaminada com o câncer do fisiologismo dissonante dos princípios republicanos e da gestão pública pudica e decorosa, que se sintonizam, na  essência, com as saudáveis práticas da administração, visando exclusivamente à satisfação do bem comum e do interesse público.
Convém até que o sentimento de desmoralização externado pelos políticos do mal possa ser objeto de exposição pública, para que isso consiga se transformas em verdadeira repulsa e repúdio dos brasileiros, que precisam criar vergonha na cara, na hora de escolher seus representantes políticos, tendo a certeza sobre a real personalidade dos políticos que protagonizaram as lamentáveis e vis encenações, diante da cientificação de que estariam sendo escorraçados do trono da Câmara Alta, perdendo as costumeiras prerrogativas, regalias e principalmente as influências do poder, por meio dos quais seus supremos interesses eram serenamente satisfeitos, evidentemente em detrimento das causas públicas.
Como visto, o líder de tal bandalheira sempre foi considerado o verdadeiro proprietário do Senado Federal, comandando-o por quatro vezes e já se achava eleito e com direito de dirigi-lo outra vez, tamanhas as suas petulância e onipotência, embora o seu caráter esteja correlacionado com o enxovalhamento de suspeitas e denúncias sobre práticas deletérias, diante da coleção colossal de 14 ações por improbidade, consistente com o recebimento de propinas, cujos processos tramitam placidamente no Supremo Tribunal Federal, à vista do foro privilegiado, que tem sido verdadeira excrescência a conceder biombo aos criminosos de colarinho branco da República.
Não obstante, nem por isso ele deixo de se exibir aos brados e berros no plenário do Senado, na tentativa de intimidar os novos senadores e mostrar a sua força de cacique renomado, evidentemente sempre cercado de fiéis amigos e igualmente aproveitadores das benesses do poder e com os quais imaginava continuar em cima da carne seca, aproveitado que todos do grupo dele são representantes políticos do Norte e Nordeste.
               Na tentativa de ganhar a eleição com o uso das bravatas de sempre, tudo de pior e horrível foi apresentado para mostrar que a eleição seria ganha na base do grito e na marra, para tanto o cacique-mor saiu para brados de insultos, impropérios, postergações de votação, ameaças, de modo que o tumulto era a senha para tentar melar o bom andamento dos trabalhos pertinentes ao escrutínio pertinente.
O plenário do Senado serviu de palco para práticas circenses da mais vil qualidade, com melancólico espetáculo que envergonhou a classe política e o mundo civilizado, tendo havido apreensão proposital da pasta do presidente da sessão, entre outras presepadas destinadas a tumultuar as regras sadias do jogo, mas o pior aconteceu mesmo em seguida, quanto o presidente do Supremo Tribunal Federal entendeu de anular a principal decisão que havia sido aprovada com ampla maioria, de votação em voto aberto, o que sinalizaria, em princípio, para pretenso impulso à candidatura do trapaceiro-mor.
Ainda no calor das disputas, em ambiente de muito acirramento, o cacique do mal, extremamente repudiado pelas redes sociais, percebeu que o seu tempo na disputa da presidência do Senado havia se encerrado e de forma triste e melancólica, exatamente porque seus votos tinham minguados e já não eram suficientes para a confirmação da sua vitória, mesmo com a votação secreta, a partir do momento em que a votação passou a ser praticamente com a exposição do voto aberto, mostrando que o seu opositor ganharia tranquilamente, o até então considerado todo-poderoso, resolveu desistir da candidatura, antecipando-se do massacre que se aproximava, com a iminente proclamação do resultado, anunciando a sua fragorosa derrota. 
A partir desse momento, o grupo dos políticos oportunistas, que já estavam acostumados com as benesses e as prerrogativas potencializadas entre eles, se retirou do plenário do Senado, permitindo o restabelecimento do clima de tranquilidade e bons fluidos, como precisa funcionar a Casa que representa o povo, que precisa aprender e tirar proveito, para o fim do seu aperfeiçoamento político, das baixarias protagonizadas por homens públicos indignos da representatividade política, diante da sua afeição às facilidades e ao usufruto de benefícios incompatíveis com a dignidade do exercício do cargo, sendo, por isso, o seu bem maior, em detrimento do verdadeiro sentido de defesa dos interesses da sociedade.
Na verdade, o resultado da eleição do comando do Senado se transformou em extraordinária vitória para os anseios e sentimentos de mudanças, com possibilidade de novos e benfazejos ares para as atividades políticas, em uma das casas do povo, não importando a inexperiência do mandatário escolhido, porque, diante da tenebrosa história recente, isso é de somenos importância em comparação com a desgraça que se avinhava sob a chefia do tradicional e tirânico cacique, cuja desenvoltura nos bastidores da política já lhe rendeu mais de dezena de suspeitas da prática de procedimentos contrários aos princípios do decoro, da moralidade, da dignidade etc., em total desabono da sua conduta, que não teria sequer condições morais para se eleger para o exercício de cargo público, ainda que o mais simples possível.
Até na política, às vezes é preciso que haja verdadeiro furdunço, patifaria e jogo sugo, nos moldes do espetáculo deprimente protagonizado pelos senadores,  para que possam prevalecer o bom senso e a razoabilidade, em benefício da moralidade e das boas condutas, condizentes com  as verdadeiras finalidades públicas.
Apesar do ambiente extremamente estressante, é preciso se reconhecer, finalmente, que a emenda saiu bem melhor que o soneto, neste caso representado pela resistência de irracionalidade contra as urgentes e inadiáveis reformas, conquanto a eleição para a presidência do Senado Federal terminou saindo bem melhor do que a encomenda, quando não se imaginava que o núcleo do Executivo tivesse condições de conseguir o fortalecimento e o reforço do cacife do governo, tão ansiado para cuidar da aprovação das reformas urgentes e necessárias de modernização do Brasil.
Brasília, em 15/02/2019

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O sentimento de carinho

Seguindo o caminho que venho trilhando nos últimos dias, com a exposição de comentários relacionados com o transcurso do meu aniversário, a mensagem de hoje, que apresento nesta crônica, é bastante interessante, exatamente pelas agudeza e profundidade das argumentações e do sentimento oferecidos pelo seu ilustre autor, que conseguiu imprimir versão caprichada, em forma traduzida por meio de extrema gentileza, por assim eu considerar que a construção do texto literário atende muito mais à generosidade pessoal, de coração extremamente bondoso, desprendido de muita gentileza.  
É evidente que eu sentir-me-ia plenamente realizado, na qualidade de escriba, se tivesse, pelo menos, um pouco do merecimento sugerido pelo nobre conterrâneo Xavier Fernandes, porque sei perfeitamente o quanto de valia tem o sentimento na forma tão ricamente exposta sobre o meu trabalho literário, exatamente no momento sublime da passagem dos meus setenta anos de experiência de vida.
A notável e valiosa mensagem da lavra do querido mestre e poeta Xavier Fernandes merece ser lida, com o maior carinho, por todos os conterrâneos, muito mais, em especial, por suas sensibilidades intelectual e literária, à vista da facilidade da exposição das ideias, do que propriamente pelo fato em si, diante da densidade do conteúdo do texto, a expor o tanto de sabedoria e imaginação de seu autor.  
Eis a marcante e memorável mensagem, repleta de ensinamentos, do professor Xavier Fernandes, in verbis: “Parece até invenção você chegando aos 70, com essa cara de menino e espirito de jovem adolescente.
O tempo passa e vai somando datas e a gente vai se maquiando para estar sempre em forma.
Com certeza, todas as gerações ganhamos 10 anos a menos. As pessoas a partir dos 50 sempre parecem com 10 anos mais novas... são as novas orientações na disciplina alimentar, nas atividades físicas, no modo comportamental e até mesmo no conforto e na melhoria de vida que a modernidade nos trouxe,.. e assim a vida segue o seu caminho que nos foi traçado.
São muitos os avanços da Medicina em medidas e providências preventivas. E até a chegada da nova maneira das pessoas se comunicarem e interagir...
Veja, nos tempos recentes atuais, tive a grata e feliz alegria de conhecer você através desse canal e importante meio de comunicação, no qual estamos quase que dependentes, quando ficaram esquecidos a velha missiva, o telegrama, e até mesmo o telefone, pouco se usa,..
Então quero aqui me dirigir especialmente a você, que se revelou com sua capacidade, um grande e brilhante observador, escritor, poeta, analista, comentarista; um intelectual de primeira grandeza; um grande escriba que ver as coisas com muita clareza, equilíbrio e lucidez.
Sua sapiência é envolvente, nos transporta para o cerne da verdade e realidade...
A beleza e a riqueza da sua escrita nos fazem cativos das suas palavras...
Quando estamos debruçados nos seus textos, perdemos a noção do tempo de tão fascinantes, magníficos e eloquentes quão suas criações,...
Você é para nós grande um orgulho, uma joia Rara, um diamante que brilha na mais alta vitrine do conhecimento...
Queremos, grande máster, parabenizar por tudo e também agradecer tantos afagos e elogios que tens feito ao meu Pai Ariosvaldo Fernandes. Um verdadeiro resgate de um homem simples que, sem nenhum orgulho e vaidade, foi destacado e enaltecido por você,... grande amigo, parente e conterrâneo...
 Nesta data festiva do seu aniversário, queremos pedir a Deus muita saúde, paz e alegrias, muito sucesso e que o divino espírito santo te cubra de luz de inspirações para que possas sempre nos presentear com tantas maravilhas...
Nossos votos de felicidades vida longa e muitas bênçãos de Jesus, Maria e José...
Viva António Adalmir Fernandes!... aproveite intensamente esse momento ao lado da sua. Família... um forte abraço...conquistas e vitórias...”.
Diante da agradável e surpreendente mensagem, eu disse ao caro e irmão professor Xavier que gostaria muitíssimo de agradecer a sua mensagem de carinho de feliz aniversário, a mim dirigida, à mesma altura da sua eloquência, extremamente caprichada e esmerada, na forma como foi expressada com tantas palavras elogiosas e adjetivadas.
O seu sentimento vai muito além dos meus dotes de intelectualidade e de sabedoria, salvo na sua ótica de inteligência acurada, que tem a capacidade de enxergar com os olhos de extrema magnanimidade aquilo que apenas procuro transmitir, da forma mais autêntica perceptível pelo cidadão comum, sem exagero e procurando seguir o balizamento do bom senso e da razoabilidade, de modo a analisar os fatos do cotidiano sob o ângulo mais fiel da realidade.
É preciso que o nobre mestre Xavier entenda que tudo o que escrevo não tem nada de especial nem de fantástico, porque apenas procuro retratar os fatos do dia a dia e que é do domínio público, diferenciando apenas a forma como tento transmitir o meu pensamento, que o faço com a maior satisfação, por entender que a opinião pública tem o poder mágico de interpretar os fatos segundo as suas conveniências.
Fico feliz que você, professor Xavier, tenha essa belíssima visão sobre meu trabalho literário, mas fique sabendo que tudo o que foi dito apenas tem o condão de multiplicar a minha responsabilidade com relação ao que escrevo, embora não esperem de mim melhores coisas do que venho escrevendo, porque isso é realmente apenas fruto da minha experiência, que procuro retransmitir com o maior carinho, exatamente com o propósito de levar à sociedade algo um pouco mais diferente de tudo que existe por aí, com a maior sinceridade possível.
Diante do exposto, digo que fico muito agradecido e envaidecido com as suas considerações sobre a minha pessoa e o meu trabalho literário, dizendo que o meu pensamento sobre o querido maestro Ariosvaldo Fernandes não representa nem de longe a grandeza da sua personalidade, diante do tanto que ele produziu em benefício da comunidade uiraunense, que tem preito da maior gratidão a ele, pelo tanto da sua dedicação à causa que defendia, sempre com a expressão do maior amor. Muito obrigado e receba abraço fraterno.  
Em seguida do meu agradecimento, o ilustre irmão Xavier escreveu o seguinte: “Agradecemos ao ilustre e nobre conterrâneo. Somos infinitamente agradecidos. Somos seus fiéis admiradores. Saboreando o seu acervo de conteúdos ricos e construtivos. São aulas de muita qualidade. Que venham mais e mais.”.
A minha resposta, à aludida gentileza, foi com o seguinte teor: “Só tenho a agradecer, muito sensibilizado, a demonstração de confiança e carinho vinda de você, querido irmão Xavier, que, mesmo se expressando com tanta firmeza, ainda me deixa a certeza de que eu não tenho toda essa capacidade apregoada nas suas belas mensagens sobre mim, exatamente por entender que elas extrapolam a minha compreensão sobre tudo o que você afirma.
Garanto que vou continuar me esforçando para escrever sobre tudo que interessa à sociedade, de modo que as minhas ideias e análises possam contribuir para a melhor compreensão sobre os fatos da vida.”.
Esta crônica, que considero especial, por homenagear, possivelmente o meu seguidor mais atencioso e disciplinado, pelo menos ele deixou explícita a sua devoção aos meus textos, o prezado irmão mestre Xavier Fernandes, foi preparada para a conclusão, vamos dizer assim, com chave não de ouro, mas, desta vez, de diamante, do 37º livro da minha carreira literária.
Brasília, em 15 de fevereiro de 2019

Indulto humanitário


O presidente da República concedeu indulto para pessoas condenadas que tenham doenças graves ou terminais, segundo informação divulgada pelo porta-voz do Palácio do Planalto.
O texto teve participação direta do ministro da Justiça e é internamente chamado de "indulto humanitário". 
Ao longo da campanha eleitoral e no período do governo de transição, o presidente brasileiro se manifestou contrariamente à medida e fez críticas à sua concessão, tendo até alegado que, no seu governo não assinaria indulto de Natal.
O presidente chegou a declarar que se o ex-presidente concedesse o benefício em 2018, ele seria o último, justamente por ele considerar que criminoso não merece perdão de pena.
Em resposta formulada por jornalistas acerca da matéria, o Palácio do Planalto esclareceu que "Daquele momento para agora foi uma evolução de análise e eu não diria que mudança de posição, houve amadurecimento de posição".
Em dezembro, o então presidente desistiu de conceder o indulto de Natal, que é o perdão presidencial da pena aplicada pela Justiça, geralmente concedido todos os anos, em período próximo ao Natal. 
O indulto natalino é prática prevista na Constituição Federal, de exclusiva atribuição do presidente da República, mas jamais deveria ser concedido só porque tem previsão constitucional para tanto, quando a razoabilidade exige que haja motivação, justificativa para se conceder benefício para criminoso.
Ocorre que, em 2018, aconteceu, pela primeira vez, desde a chamada redemocratização do país, que o indulto não foi concedido a presos, em razão de o benefício concedido em 2017 ter incluído perdão da pena a torto e a direito, abrangendo até os criminosos de colarinho branco, aqueles conhecidos por corruptos na gestão pública, como espécie popular de trem da alegria, que foi preciso a sua impugnação pelo Supremo Tribunal Federal.
A edição do texto que concede perdão a condenados tornou-se uma polêmica especialmente devido à versão assinada pelo presidente substituído, em 2017, que incluiu entre os beneficiários os condenados por corrupção. 
Além do mais, o texto do ex-presidente, naquele ano, dava liberdade para aqueles que tivessem cumprido um quinto da pena exigido, nos casos de crimes sem violência ou grave ameaça.
No caso em comento, não se trata, em absoluto, de mudança de posição do presidente brasileiro sobre a concessão de indulto, como vinha ocorrendo no passado, de forma ridícula, diante da falta de plausibilidade, sem critério de razoabilidade, contemplando praticamente à gama de presidiários, em tremenda contribuição ao incremento da criminalidade.
O que o presidente do país entende, agora, de contemplar, com os devidos sensos de justiça e responsabilidade, são os casos envolvendo presos que estão muito doentes, com a confirmação de doenças graves, em estado terminal ou em situação complicada para a qual não tem tratamento adequado dentro da prisão e isso tem o nome que não foi empregado nos outros governos, qual seja, o “indulto humanitário”, que diz precisamente com o verdadeiro sentimento de benevolência e magnanimidade que faz sentido à finalidade precípua do indulto, ante a plausibilidade da motivação: doença grave que não tem tratamento adequado, ou nenhum, dentro da prisão, que é recinto onde se contamina muito mais gente do que se concebe a cura para qualquer doença, por mais simples que seja.
A bem da verdade, chega a ser até risível, por não fazer o menor sentido, nem jurídico nem humanitário, o criminoso simplesmente cumprir, pasmem, um quinto da pena para ter o direito de ser perdoado, sem mais nem menos, pelo presidente do país, que, de forma irresponsável e em demonstração clara de extremo desprezo ao combate à criminalidade, concorre para banalizar o vergonhoso sistema da impunidade e de incentivo à delinquência,
Essa forma displicente e irresponsável de indulto penal, com viés visivelmente gracioso, é algo que dificilmente acontece nem nas piores republiquetas, por se propiciar indevida magnanimidade para com criminoso, perdoando, de forma imotivada, a sua condenação, quando a vítima, que é a parte prejudicada, não tem direito a se beneficiar de nenhuma forma de indulto ou indulgência, diante do crime consumado.
Agora, pasmem, novamente, no passado, o fundamento do benefício, basicamente, era exclusivamente o bom comportamento do preso, como se ele não precisasse, de forma alguma, seguir e observar, na cadeia, os princípios de boa conduta, ainda mais estando preso por ter cometido falha grave contra a sociedade.
Convém assinalar que a conduta de bom comportamento precisaria que o preso observasse antes de praticar o crime, objeto da sua condenação, o que o teria livrado de punição e preservada a sociedade de dano.
As autoridades públicas precisam se conscientizar de que a necessidade do bom comportamento do criminoso jamais pode ser quando ele já está atrás das grades, mas sim antes de ele cometer crime contra a sociedade, que não haveria necessidade da sua condenação e muito menos do seu peso financeiro para a sociedade.
A verdade é que a sociedade não suporta mais pagar escorchantes tributos para sustentar multidão de presos, que seria bem menor se o governo tivesse a preocupação de priorizar, em termos de investimentos,  em programas sociais com vistas à maior colocação de pessoas no emprego ou a criação de outras atividades sociais, com a finalidade de diminuir drasticamente tanta violência.
Não há a menor dúvida de que a criminalidade se banalizou em todo país, tornando quase que incontrolável a situação caótica, com maior incidência na população mais pobre, que vive em permanente estado de calamidade pública, mas o governo não se toca para a fragilidade ou até mesmo para a inexistência de políticas públicas para melhorar e solucionar as graves questões sociais, na faixa da pobreza, as quais se arrastam de longa data e precisam urgentemente de cuidados, mediante a implantação de medidas efetivas e compatíveis contra o caos existente.
O governo precisa se conscientizar de que não se pode indultar a pena de criminoso por mera magnanimidade do presidente da República, que não deve mexer, por se tratar de algo estranho às suas especialidade e jurisdição, na decisão proferida pela Justiça, que tem autoridade e competência constitucional e legal para avaliar a extensão da maldade criminal, com fulcro na legislação penal, e dosar a duração do tempo de prisão que o delinquente precisa pagar por seu pecado contra a sociedade, cuja sentença judicial precisa ser respeitada e cumprida integralmente, porque ela corresponde exatamente ao delito por ele praticado, salvo nos casos de extrema excepcionalidade, compreendidas como tais as doenças gravíssimas, assim atestadas, e por atos de heroísmo, a justificarem diante de gestos humanitário e de reconhecimento à bravura, que podem ser convertidos, somente nestes casos, em benefício ao ser humano.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 15 de fevereiro de 2019

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Indiscutível insensatez


A vice-presidente do regime ditatorial chavista acusou a ajuda humanitária enviada à Venezuela de ser "contaminada, envenenada e cancerígena".
A bolivariana afirmou que "Poderíamos dizer que são armas biológicas, o que pretendem introduzir com essa ajuda humanitária".
No mesmo dia, milhares de venezuelanos foram às ruas em todo o país para pressionar o governo chavista a liberar a entrada do carregamento de comida e remédios – parte dele retido na fronteira com a Colômbia por apoiadores do regime.
O declarado presidente interino de oposição afirmou, por sua vez, que a ajuda humanitária chegará à Venezuela até 23 de fevereiro, com a entrada dos comboios por novos pontos de coleta, inclusive na fronteira com o Brasil, em Roraima.
Enquanto não se resolve o imbróglio sobre a ajuda humanitária, o regime chavista acusa, pasmem, os Estados Unidos da América de tramarem golpe de estado com a entrada dessa ajuda, algo absolutamente fantasioso, por se perceber que mera ajuda humanitária não teria o condão de ensejar a efetivação de derrubada de governo, salvo no âmbito de pensamento atrofiado e involuído.
Por seu turno, o presidente venezuelano se defende dizendo que as sanções impostas pelo governo norte-americano são responsáveis pelas fome e crise de abastecimento instaladas no país.
Na verdade, a ruína naquele país já vem de longa data, desde o debacle da economia, a partir do ferrolho implantado pelo regime socialista, com o controle dos negócios e do mercado, com destaque para as importações, que tudo passa pela apertada fiscalização do governo.
Em mais um dia de gigantescos protestos, nesta semana, milhares de venezuelanos foram às ruas do país, em manifestação contra o bloqueio imposto pelo regime ditatorial chavista à ajuda humanitária enviada ao país.
Caminhões e militares favoráveis ao governo chavista fecharam ponte, na fronteira com a Colômbia, para impedir a passagem dos carregamentos de alimentos e remédios.
O declarado presidente interino pediu aos militares que deixem entrar os carregamentos, tendo apelado no sentido de que "As Forças Armadas devem decidir se estão do lado da Constituição".
Ele afirmou que "Apostaram em nos dividir, e aqui estamos mais unidos e fortes do que nunca. A ajuda humanitária vai entrar de qualquer maneira na Venezuela porque o usurpador vai ter de partir da Venezuela".
O líder oposicionista também cobrou dos militares, em forma de apelo: "Uma ordem aberta às Forças Armadas: permitam a entrada da ajuda humanitária. Terão alguns dias para se colocarem ao lado da Constituição e da humanidade. São as vidas de 300 mil venezuelanos que estão em risco".
Vejam a que ponto chegou a mentalidade irracional, retrógrada e insensível do governo socialista da Venezuela, ao ter a infeliz ideia de qualificar a ajuda humanitária como sendo de material contaminado com veneno, capaz de produzir câncer, diante da possiblidade de se tratar de armas biológicas, evidentemente com alto grau de teor pernicioso e prejudicial à vida humana, ou seja, a ajuda humanitária, composta por alimentos e remédios, não passaria de verdadeira bomba mortífera para quem já padece com a fome e a doença, o que, se fosse verdade, não faria diferença, porque nem se sabe o que seria pior a morte pela fome ou pela contaminação, ante o final trágico é inevitável, em ambos os casos.
Não há a menor dúvida de que essa gente insensata demonstra mentalidade  muito aquém do razoável comparável a ser humano, quando tem a inferior capacidade de fazer pronunciamentos como o da vice-presidente do regime bolivariano, mostrando claramente a falta de sensibilidade para tratar de coisa de suma importância, como a ajuda humanitária em sentido extremamente pejorativo, degradante e prejudicial à vida humana, exatamente para que a população se posicione contrariamente ao benefício da maior importância para pessoas necessitadas, no momento, porque se trata de produtos inexistentes em comunidades pobres e carentes.
Há nessa declaração notório sentimento de grau de sandice, por não haver a mínima comprovação sobre a sua afirmação, que tem por finalidade destorcer a realidade dos fatos, no sentido de tentar justificar a monstruosidade do governo ditatorial acerca da proibição da entrada da tão necessária e valiosa ajuda humanitária.
É extremamente lamentável que os militares venezuelanos também se tornem insensíveis e desumanos em colaborem com a troglodita proibição da ajuda humanitária, principalmente porque eles estão sentindo na carne o sofrimento de muitos venezuelanos, que estão sendo submetidos ao sofrimento da forme e da dor, ante a falta de medicamentos, enquanto eles, os militares, estão sendo beneficiados com as prerrogativas do desgraçado regime socialista/comunista, que tem sido símbolo de horror e tragédia, com muito martírio para a população indefesa e massacrada pelas intermináveis crises.
Causa perplexidade e espanto a Organização das Nações Unidas – ONU fechar os olhos e se fazer de mouca diante da catástrofe que grassa na Venezuela, com a sua indiscutível omissão, em que a falta de alimentos e remédios mais que exige a sua presença até mesmo para a mediação diplomática, com vistas a se permitir a entrada da importante ajuda humanitária àquele povo, que foi privado desse socorro, sem qualquer justificativa plausível, por se tratar de ajuda indispensável neste momento de extrema dificuldade, porque ela poderia contribuir para minimizar o sofrimento e a dor de muitos seres humanos.
Não se pode desconhecer que a ONU, órgão com competência mundial na área humanitária, precisa ter participação urgente e ativa nos países que se debatem em graves crises, como no caso da Venezuela, como forma de se contribuir para a busca de solução para os conflitos internos ou, ao menos, para o encaminhamento de negociação que vislumbrem as suas harmonia e  pacificação.     
Diante da mentalidade e do pensamento tão dissonantes da realidade venezuelana, ante a invenção de situações medíocres, estapafúrdias e ridículas, como essa de que a ajuda humanitária não passa de produtos contaminados com substâncias venenosas, capazes de provocar doença como o câncer, sob a evidência de se tratar da existência de armas biológicas capazes de causar mal à população, somente resta a ilação de que a ditadura venezuelana incorre também em crime contra a humanidade, para o que precisa ser julgada, diante da iminência de se permitir a letalidade de pessoas indefesas que poderiam ser salvas com o referido socorro, que vem sendo recusado tão somente para não se dá a mão à palmatória sobre os maus-tratos protagonizados pelo governo socialista, em cristalina demonstração de imperdoáveis crueldade e desumanidade.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 14 de fevereiro de 2019

A beleza da vida


Por ocasião do meu aniversário, ocorrido recentemente, tive o prazer de receber muitas mensagens de carinho, mas uma delas sobressaiu com aquela força que nasce no íntimo do coração, por ter sido produzida por pessoa que faz parte inseparável da minha infância, em razão da nossa convivência sob o mesmo teto, no Casarão do Sítio Canadá, Uiraúna (PB), onde nasci e pertencia aos meus inesquecíveis avós maternos.
Trata-se de Socorro Meira, minha amada tia-irmã Corrinha, que temos idades próximas de nascimento, tendo ela dito o seguinte: “Meu querido sobrinho-irmão, que Deus derrame muitas bênçãos em sua vida, e que esta data seja festejada com muita alegria e que o Menino Jesus te conceda muitos anos de vida. Beijos da tua tia que te ama!!!”.
A minha resposta foi com nesse teor: “Amada tia-irmã Corrinha, veja que aquele menino de nossa infância é hoje setentão, depois de ter caminhado por longos caminhos e que acumulou vasta experiência de vida.
Tudo isso é para dizer que o meu aprendizado no querido Sítio Canadá, ao seu lado, foi rico em lindas lições de vida e que Deus me encaminhou sempre para o bem. Com muito obrigado e beijo no seu coração”.
Imediatamente, ela me respondeu, da seguinte maneira, com a mais rica pureza d’alma: “Como é bom ouvir estas suas palavras, sempre ressaltando sua infância e seu convívio conosco no nosso saudoso Sítio Canadá.
É isso mesmo, você cresceu e procurou novos horizontes e, graças a Deus, hoje é um homem-menino. Digo assim porque não aparenta ter a idade que tem, com tantas experiências vividas, registradas através dos seus livros.
Uma Cultura esplêndida, que irá levar para eternidade.
Tudo isso é fruto colhido desde menino nascido no interior da Paraíba, junto com seus avós e tios, e pudesse um dia ser esse grande homem, esse grande escritor, para puder, nos seus livros, destacar tão bem sua infância e seu lugar de origem onde nasceu e se criou com pouco saber, pois o que foi passado para você foi o amor é o respeito de um pelo outro.
Sua tia-irmã fica muito orgulhosa e lisonjeada de ter um sobrinho neste grau de conhecimento e grato pela família.
O que eu vejo em você é muita humildade e simplicidade com tudo que tens, e este bem maior que você tem por nós reconhecido.
Te admiro muito e peço a Deus que te abençoe cada dia mais com saúde e sabedoria para sempre fazer o que você mais gosta: escrever seus livros, falar da sua infância e da sua família.
Aqui vai meu abraço e um beijo de gratidão da sua tia-irmã que te quer muito bem no coração.”.
Com a forte emoção que normalmente invade o coração, eu lhe disse o seguinte: “Que mensagem cativante e linda, que me fez emocionar diante da espontaneidade do sentimento contido no texto, certamente divagado além dos meus dotes, o que demonstra bondade e generosidade do seu coração, querida tia-irmã Corrinha.
Tenha certeza que os tempos da nossa saudável infância criaram raízes no meu coração e se tornaram eternos.
Agradeço por seu carinho, ressaltando que, por mais que eu me esforce, não seria capaz de corresponder às suas maravilhosas palavras de pura lisonja sobre o meu real merecimento.
Só tenho que agradecer de coração a sua gentileza. Muito obrigado. Beijos.”.
Enfim, a história de minha vida começou precisamente no citado Sítio Canadá, onde residia a mais pura beleza da vida, consolidada no seio de família tradicional feliz e consciente sobre o verdadeiro sentido do lar cristão, que tinha como princípios espontâneos a valorização da união, da harmonia e principalmente do amor, certamente a inspirarem horizontes promissores, diante da síntese de palavras mágicas sempre direcionadas para a bondade, a generosidade e o bem, que certamente serviram de seguros vetores para a trajetória de minha vida.     
Brasília, em 14 de fevereiro de 2019

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A beleza da gratidão


Quando do meu aniversário, ocorrido recentemente, recebi muitas mensagens, todas com os cumprimentos de praxe e outros tantos carinhos, mas algumas delas tocaram o meu coração, em especial porque não é normal que isso aconteça no dia a dia, somente em data realmente diferenciada, tendo despertado meu interesse em fazer melhor explanação sobre o verdadeiro sentido da minha gratidão aos meus anjos da guarda, com a escolha de uma das histórias que marcaram a minha vida, conforme abaixo.
Pois bem, a prezada amiga Libânia Fernandes Nogueira disse exatamente o seguinte: “Linda a sua história. E o mais lindo ainda é sua gratidão a todos que lhe estenderam a mão. Parabéns, mesmo”.
Diante dessa situação, imediatamente, eu disse: Prezada amiga Libânia, agradeço de coração a sua linda mensagem e prossegui explanando sobre o que a efetividade de uma gratidão.
Uma das lições que aprendi na vida foi exatamente o princípio da gratidão, porque quem pratica o bem, às vezes, nem percebe o tanto do benefício que fez a alguém, mas quem recebe tem a obrigação de nunca esquecer que foi ajudado, beneficiado por algo tão importante na vida.
No meu caso, eu me considero vitorioso, como disse na crônica dos setenta anos, fruto do meu esforço e da minha dedicação, mas tenho absoluta certeza de que não teria alcançado meus objetivos sem a ajuda decisiva e importante de meus anjos da guarda.
Com a ajuda de Deus, eu acho que todas as ajudas que recebi na vida provieram exatamente da minha persistência em merecê-las, porque ninguém é ouvido se não tiver algo que justifique isso.
Certa feita, eu não acreditava que um dos anjos da guarda citados na crônica de meus setenta anos fosse atender pedido meu, que era de vida ou morte, porque eu não acreditava que ele fosse se interessar pelo caso, diante da sua forma taciturna e protocolar como ele se relacionava com as pessoas à sua volta.
No final da minha descrição do problema, ele me disse: eu vou lhe ajudar a solucionar seu caso, somente porque você merece.
Palavras dele: "eu, com mais de 30 anos de vida militar, nunca vi uma pessoa como você,... (por isso, isso e aquilo)".
Esse anjo da guarda falou com o Ministro da área e meu caso foi solucionado.
Para se evitar ilação estranha sobre o fato versado aqui, esclareço que o objeto do pedido cingiu-se à mera interpretação sobre dispositivo legal (sem envolver qualquer jeitinho brasileiro), no sentido de se permitir a minha baixa do serviço militar antes do tempo estipulado, com a dificílima intercessão direta do  ministro da área, que autorizou o meu licenciamento da Aeronáutica, para possibilitar que eu assumisse cargo público para o qual eu havia sido aprovado em concorrido concurso público.  
A minha gratidão para com ele foi tanta que, no mesmo ano, meu último filho nasceu e eu coloquei o segundo nome desse anjo no meu filho e o mesmo anjo se tornou padrinho do meu pimpolho, tamanha foi a gratidão pelo milagre que ele operou nesse caso e eu não tenho como esquecer e jamais não ser grato pelo resto da vida, por ajuda que felizmente deu expressivo impulso à minha vida profissional e até mesmo depois de aposentado, que possivelmente não estivesse escrevendo esse monte de bobagens que venho postando no dia a dia.
É evidente que ele fez tudo isso por entender que eu tinha algum mérito, mas nem por isso se pode tirar dele a importância da obra realizada, com a autenticidade de verdadeiro anjo da guarda, por ter defendido, com ardor, minha causa que eu já a considerava impossível, se não fosse pela ajuda dele.
          O certo é que, mais uma vez, a partir disso, o rumo da minha trajetória de vida foi renovado, por ter ganho fantástico impulso, de magistral importância para a minha carreira no serviço público, inclusive pelo fato de que, na nova função, eu ter aprendido a criar gosto pela arte de escrever e devo ter perdido completamente o controle da situação, tornando-me dependente compulsivo pelo gosto de escrever.
Em razão dessa obsessiva mania pela arte de escrever, já publiquei exatos 36 livros e na proximidade da conclusão do 37º, que não passa da próxima semana, somente a partir da minha aposentadoria, em 1º de abril de 2011, no interregno de aproximadamente oito anos, quando fui levado a publicar meu primeiro livro, juntando até mensagens escritas para familiares e outros textos que eram esporadicamente publicados no Correio Braziliense, o principal jornal de Brasília, que exige no máximo 10 linhas para a crônica ser publicada.
Acontece que minhas crônicas se tornaram mais abrangentes e cresceram de tamanho, com a minha ânsia de escrever e escrever cada vez mais e sem parar, conforme mostra a coleção de livros produzidos por mim, que tem sido motivo de espanto para quem chegou na Capital Federal, há quase 53 anos, faltando menos de um mês, apenas trazendo na valise (malinha de pano), como bagagem cultural, o saber aprendido no curso primário e ainda sem profissão, cuja história realmente me impressiona porque os resultados certamente não poderiam ter sido melhores, por contarem história de vida de muitas lutas, desde a infância até meus setenta anos, mostrados em pinceladas na crônica citada na inicial.    
Gostaria de mencionar nesta crônica, como agradecimento, mesmo se tratando texto escrito posteriormente, mas não tem problema, porque o seu sentido tem exata conexão com o sentimento da gratidão, que foi escrito pelo querido mestre Paulo Santiago Filho, que disse em razão do agradecimento postado dias depois do meu aniversário, nestes termos: “Putz, que alegria. Muito bacana mesmo. Aristóteles disse: ‘A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las’. Esse é o seu caso, Mestre Adalmir, com mais um adendo meu: “A gratidão é o mais nobre dos sentimentos’. Em você esse sentimento é mais do que evidente. Parabéns por tudo e obrigado pelo que representa para nós. Que DEUS o abençoe cada vez mais.”.
Em conclusão, agradecendo as mensagens de apoio e carinho, pelo transcurso do meu aniversário, esclareço que todos os anjos da guarda citados no texto em referência, já foram devidamente homenageados por mim, por meio de dedicatória, crônica ou citação em artigos, todos publicados em livro, mostrando a minha autêntica forma de reconhecimento pelos benefícios que eles fizeram para mim e que jamais serão esquecidos, diante da importância e da contribuição à minha história de vida.
Brasília, em 13 de fevereiro de 2019