quinta-feira, 7 de março de 2019

A consciente pequenez da humanidade


O mentor da Revolução Bolivariana disse que tinha horror de gente rica, nestes termos: “Ser rico é ruim, é desumano. Eu condeno todos os ricos”.
É mais do que óbvio que os socialistas sabem, melhor do que ninguém, dizer uma coisa e praticar exatamente o contrário, como, por exemplo, que a igualdade social é verdadeiro milagre para a pobreza, só que o resultado disso é bastante visível na Venezuela, em que os pobres são realmente iguais no sofrimento, na ditadura, no desrespeito aos direitos humanos e na completa ausência de liberdades e democracia, diante da falta de alimentos e remédios, com a fartura e generalizada falta de assistência do Estado, mediante a prestação dos serviços básicos da sua incumbência.
Caso o comandante do chavismo ainda estivesse vivo, ele certamente teria gigantescas dificuldades para justificar a maneira nababesca como vivem seus herdeiros e o resto da cúpula do governo socialista, porque, enquanto a maioria absoluta dos venezuelanos nem consegue administrar a pindaíba e a miséria, os filhos da elite chavista vivem em plena opulência, nadando em dólares e gastando com o dinheiro do Estado, circulando em jatinhos privados, se hospedando em hotéis de luxo e posando com maços de dólares nas redes sociais, em verdadeira ostentação própria do socialismo, onde alguns esbanjam riqueza, outros padecem no mar das amarguras e do sofrimento impingidos pela desumanidade intrínseca desse famigerado e desumano sistema.
Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, a mais conhecida face da nova elite bolivariana é representada pela filha mais velha do ex-comandante, cujo pai a chamava carinhosamente de “Heroína”, que hoje mora em Nova York, EUA, bem distante do epicentro das graves crises sociais, onde ostenta o cargo de vice-embaixadora na ONU.
De acordo com a revista Forbes, ela é a mulher mais rica da Venezuela e esconde fortuna, cerca de US$ 4 bilhões, em bancos americanos e europeus, ou seja, o dinheiro, conseguido sabe-se lá de que maneira, encontra-se fora do seu país. 
Já a filha caçula do ex-comandante estuda na Universidade Sorbonne, em Paris, e é assídua nas redes sociais, postando fotos ao lado de celebridades e carros de luxo. 
A referida garota causou furor na internet, em certa ocasião, ao publicar foto segurando um leque de notas de dólar, cuja imagem irritou os venezuelanos, que já sofriam severas restrições para comprar moeda estrangeira.
A mãe delas, que era divorciada do ex-comandante, defendeu a filha, dizendo, pasmem, que “Eu disse a ela que o erro não foi tirar a foto. Foi publicá-la em um meio onde há pessoas ignorantes, que não respeitam os outros.” .
O atual hobby do filho do ex-comandante, como principal passatempo, é muito simples, qual seja, apenas fazer uso  de aviões do Estado, para flanar com os amigos em ilhas do Caribe. 
Seguindo essa mesma linha de vida própria da burguesia bolivariana, os filhos das principais autoridades do poder ditatorial venezuelano também não ficam a dever, como no caso da filha de um dos homens mais importantes do chavismo, que é assídua no Instagram, como principal socialite na capital bolivariana, onde se apresenta como influencer e cantora.
Segundo a reportagem, um dos enteados do ditador “... torrou US$ 45 mil em 18 noites no Hotel Ritz, um dos mais caros de Paris.”. 
Como se vê, não há a menor dúvida de que, à vista dos fatos mostrados pela reportagem em apreço, filhos de autoridades do regime socialista não se cansam em exibir verdadeiras façanhas de luxo, riqueza e opulência, evidentemente com base em recursos talvez desviados dos cofres públicos, porque seus país foram ou são apenas servidores do Estado, como militares e motorista de ônibus, devendo, possivelmente, enorme dificuldade para esclarecer e justificar a origem da dinheirama que os mantém no topo da plena e tranquila bonança.
No lado inverso da vida social da Venezuela, até parece que a população vive em outro universo, de extremas e horrorosas pobreza e miserabilidade, com fartura apenas de muitas carências e dificuldades, onde o pouco que ainda existe é rigorosamente racionado, obrigando o povo a passar por tremendas privações, inclusive da ajuda humanitária, que até poderia amenizar a terrível dor do sofrimento, por decorrência de tratamento de extremas crueldade e desumanidade.
O quadro de horror da fome ficou estampado por meio de reportagem mostrada por jornalista da Univisón, maior TV em espanhol dos EUA, com a filmagem de algumas pessoas comendo lixo em Caracas, que, de forma surpreendente, serviu não para a adoção de medidas saneadoras do grave problema da forme, mas sim para que o ditador bolivariano mandasse prender a equipe e a colocasse em voo para Miami.
É induvidoso que a atual história social da Venezuela, conforme ilustra a reportagem em apreço, oferece o verdadeiro retrato do extrato social daquele país, absolutamente fiel e irretocável sobre o que seja o real sentido do regime socialista/comunista, em que os integrantes do poder, aqueles que têm força de comando e direção do Estado, que funciona normalmente sobre rígido controle sobre as pessoas e as riquezas, porque tudo, gente e patrimônio, pertence ao Estado e nada funciona sem a vontade estatal, têm o domínio pleno da situação e gozam dos privilégios, enquanto a população, o povo, apenas é obrigada a comungar com os atos de barbaridade, monstruosidade e desumanidade, submetida que é às privações de alimentos e remédios, aliadas aos maus-tratos da perda da individualidade pessoal e das liberdades humanas e democráticas.
Ou seja, quem se encontra no comando do país tem direito ao usufruto das benesses e prerrogativas próprias do monstruoso regime socialista, conforme mostram os fatos, com base no qual a nação é dividida em castas sociais: os donos do poder ou a classe dominante e o povo, que é a escória social.
O certo é que o principal fundamento da igualdade social é reservado exclusivamente para a população pobre, que foi levada a essa situação com a perda de seus bens materiais e da sua dignidade, porque sequer ela pode reclamar, que, se fosse possível, seria aos próprios verdugos que antes garantiam os milagres do regime socialista, que, depois de implantado, toda população pobre passa realmente à submissão da igualdade social prometida, apenas nivelada, de forma isonômica, em apenas extremo sofrimento, a exemplo do que vem acontecendo literalmente na Venezuela.
É imperioso que os brasileiros sejam despertados da letargia profunda da ignorância, da torpeza e da leviandade, tomando como base viva e efetiva a monstruosa degradação social da Venezuela, em que as pessoas foram levadas à condição de mero objeto de massa de manobra pelo regime socialista, diante de vividos e indiscutíveis exacerbados riscos de vida submetidos à população daquele país, para se conscientizarem sobre os reais malefícios que o socialismo pode causar à sociedade, a despeito da intransigência da sua injustificável defesa, sem evidência de qualquer benefício social, senão para classe dominante, que vem sendo feita por pessoas e partidos de esquerda tupiniquim, absolutamente de forma irresponsável e inconsequente.
A verdade é que a esquerda não tem interesse de explicar os reais sentidos do que seja a filosofia do moribundo socialismo, com as suas duas indefectíveis perversas faces: opulência da classe dominante e decadência, martírio e sofrimento da escória, representada pelo povo, a quem se prometia mar de bondade, por meio dos programas sociais oficiais, a exemplo do Bolsa Família, normalmente em forma clássica de isca social, com a distribuição de assistência no seio da classe mais pobre e carente, que não tem condições de perceber o real objetivo do socialismo: a dominação plena da sociedade, que passa a ser escrava do Estado.
O exemplo prático e efetivo da Venezuela só confirma a aludida assertiva, por não deixar a menor dúvida sobre o altíssimo grau de periculosidade que o regime socialista oferece à população que não tem qualquer influência política, ou seja, quem defende o poder socialista não tem interesse senão em se beneficiar da situação, em especial a perpetuação no poder, na forma de ditadura, como a da Venezuela, tendo pouquíssima ou nenhuma importância o que resultar depois com a população pobre, à vista da tristeza e do atual sofrimento dos venezuelanos, que, mesmo passando fome e morrendo de doenças, justamente por falta de alimentos e remédios, nada disso é relevante, porque é preciso, frise-se, manter o poder socialista, que foi capaz de impedir, recentemente, de forma criminosa, desumana e monstruosa, ajuda humanitária, somente porque ela vinha da oposição ao regime ditatorial.
Os brasileiros, com o mínimo de sentimento cristão e humanitário no coração, não importando aqui a sua ideologia política, precisam compreender, principalmente, a dureza das insensibilidade e crueldade demonstradas pela cúpula socialista venezuelana, ao rejeitar, de forma proposital, ajuda humanitária para quem passa forme e não tem alternativa para saciar o seu martírio causado também pela terrível falta de alimentos.
Infelizmente, nada disso foi suficiente para a esquerda tupiniquim se convencer de que esse ato de selvageria e crueldade contra o ser humano, o nosso semelhante, se tornasse  motivo suficiente para sentimento de desprezo ao ditador, que continua venerado e aplaudido por ela, como se nada tivesse acontecido de massacrante conta o ser humano, em verdadeiro reconhecimento de que o homem cada vez mais se animaliza e se apequena diante da insensatez presente na ideologia política.  
Como dizia o comandante da famigerada Revolução Bolivariana: “o capitalismo é mesmo o reino do egoísmo. Ser rico é ruim, é desumano. Eu condeno todos os ricos.”, enquanto, naturalmente para ele, se vivo fosse, e seus seguidores, inclusive para, de resto, a esquerda, ser “bom e gostoso” é praticar a efetividade do socialismo, tendo como princípio massacrante, cruel e desumano a defesa da igualdade social, exatamente na forma como exercida na Venezuela, em que a população que ainda tem condições emigra, para fugir do inferno do sofrimento ou do risco de morrer de fome e/ou doença.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em  de 7 março de 2019

quarta-feira, 6 de março de 2019

O sentido da omissão


Em vídeo que foi postado na internet, a despeito de descordarem da reforma da Previdência, na forma da proposta formulada pelo presidente da República, ao Congresso Nacional, a presidente da República afastada e o ex-presidente da República petista, de modo particular, já defenderam o aumento da idade mínima na previdência, evidentemente na época em que o problema estava sob a responsabilidade deles.
No passado, a ex-presidente disse, ipsis litteris: “Todos os países desenvolvidos, todos eles, buscaram aumentar a idade mínima para acessar à aposentadoria.”.
Nessa mesma linha, o ex-presidente afirmou que, in verbis: “... é preciso, na medida que avance cientificamente a nossa sobrevivência, a nossa longevidade, você não pode ficar com a mesma lei que você tenha há cinquenta anos atrás. É preciso que você avance.”.
Desta feita, os referidos políticos trabalham com afinco para dificultar a aprovação da reforma em apreço, dando a entender que, quanto pior, melhor, sob o pretexto de que a reforma da Previdência objetiva prejudicar a classe trabalhadora.
Essa é a falta de coerência absolutamente normal de quem adora a demagogia e a adota como princípio, que se pronuncia sobre os fatos exatamente em harmonia com a sua conveniência e estritamente de acordo com o momento político, como mostram os fatos em referência.
Vejam-se que o mencionado político já postou vídeo, agora, descendo o malho na reforma da Previdência, afirmando que o governo quer tirar direito dos pobres trabalhadores e negando os pontos verdadeiramente positivos do projeto, pelo simples fato de se buscar tão somente o equilíbrio fiscal.
          Ou seja, é preciso que a população tenha consciência cívica e procure se interessar em conhecer a verdade sobre os fatos, não acreditando piamente em quem não demonstrar ter personalidade quanto à avaliação precisa sobre o mesmo fato, quando ora é a favor e ora é contrário, sem demonstrar o mínimo remorso quanto à sua descarada incoerência.
É preciso que o homem público seja sincero, mas, sobretudo, que ele comprove a sua sinceridade, nas palavras e nos pronunciamentos, para ter condições do merecimento do respeito da opinião pública.
          Aliás, seria conveniente que as pessoas que discordam da reforma da Previdência também tivessem o espírito público, em termos de cidadania e brasilidade, para oferecer sugestão apropriada ao caso, capaz de contribuir para o saneamento da grave crise da Previdência, mostrando os malefícios das medidas indicadas pelo governo e apresentando outras que sejam inteligentemente suficientes para o aperfeiçoamento e a modernização do sistema previdenciário, que não traga mais sacrifício para os trabalhadores, porque criticar apenas por criticar somente demonstra perda de tempo.
Nesse caso, o ideal é que as boas ideias sejam expostas em benefício da sociedade, que tem sido permanentemente prejudicada justamente diante da falta de sugestão à altura das dificuldades enfrentadas na gestão de tão importante sistema para o país, chegando ao ponto extremo de o governo precisar optar pela reforma que vem desagradando a todos, que apenas lamentam, mas não oferecem alternativa de solução.
Causa espécie que muitos daqueles que hoje criticam a reforma em causa já tiveram excelentes e suficientes oportunidade e poder para corrigir os graves problemas da Previdência, mas nada fizeram e agora não se tocam em descer o malho.
Inegavelmente, isso somente mostra o verdadeiro sentido da omissão, da incompetência e da irresponsabilidade, por permitirem que política totalmente ineficiente e ineficaz continuasse intocável, cujas consequências são o resultado do estrago refletido na Previdência ano-luz do ideal que ela se encontra, na atualidade, razão da reforma absolutamente inadiável que propõe o governo, como forma de solucioná-lo, sob pena de a crise apenas inviabilizar o sistema de que se trata, em prejuízo insanável para todos que dependem da Previdência pública.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 6 de março de 2019

terça-feira, 5 de março de 2019

Questão de princípios religiosos


Recentemente, em atitude histórica, o Vaticano realizou a primeira cúpula para discutir um dos temas mais relevantes para a Igreja Católica, que tem sido o seu preocupante calcanhar de Aquiles, nesse momento difícil, qual seja, o abuso sexual de crianças e adolescentes no seu seio, que tem sido objeto de constantes e perturbadoras denúncias.
A expectativa sobre o resultado positivo do encontro foi plenamente atendida, tendo sido decidido, com a liderança do papa, que a igreja não pode aceitar mais que crimes tão hediondos continuem a ser cometidos sob o manto da impunidade, sendo necessária, em contraposição, resposta dura à questão da pedofilia, diante do enorme e iminente risco do rebanho de Jesus Cristo debandar cada vez mais, exatamente por completo descrédito das autoridades eclesiásticas.
As dificuldades para a discussão de tema bastante espinhoso para a igreja se arrastam de longa data, mas, desde o início de pontificado do atual papa, vez por outra, ele vinha à tona, sempre contando com a disposição dele para o enfrentamento desse câncer que tem sido capaz de não somente de infernizar, mas de vergonhar a Igreja Católica.
Mesmo se tratando de tema de notória degradação da ética e da moral cristãs, existe, de maneira absolutamente incompreensível, a ala conservadora da igreja que se opõe e resiste à sua discussão, justamente porque ela é composta por religiosos que ainda dominam parte importante da instituição e participa, em cumplicidade, em complô para dificultar a apuração dos casos de pedofilia na igreja, talvez por acreditar que a melhor forma de abafar o horrorosa escândalo é manter os religiosos criminosos escondidos em paróquias nos confins do mundo ou não se fazendo comentários sobre eles.
No discurso de abertura do encontro, sob o sugestivo título de “A proteção de menores na igreja”, o papa foi bastante enfático, ao afirmar que “O povo de Deus nos olha e espera não condenações óbvias e simples, mas medidas concretas e eficazes”.
Nem precisa de esforço para se compreender que são visíveis e alarmantes os estragos, principalmente psicológicos, causados por membros da igreja às vítimas de abusos sexuais e isso exige punições severas e extremamente exemplares, para que haja solução, em benefício tanto para a própria instituição como para a comunidade religiosa de todo mundo.
Convém que os delinquentes pedófilos sejam identificados, punidos e sejam obrigados a pagar por seus terríveis pecados, porque a impunidade tem o condão de estimular as mentes doentias e perversas contra vítimas inocentes e indefesas.
No encontro, o papa disse que ”Estendia a mão a todos que foram violentados na sua inocência e assegurou que a escória que se apresenta como representante de Deus será varrida do mapa.”.
A comunidade católica mundial nutre a esperança de que esse vaticínio papal seja realmente objeto de efetividade, com a limpeza moral da Igreja Católica, medida essa extremamente necessária, que já vem com bastante atraso, depois de muito martírio vivido pelas vítimas.
A verdade é que alguns bons exemplos já vêm sendo mostrados pelo papa, que, na véspera do encontro histórico no Vaticano, decretou a excomunhão de um padre goiano, em razão de ter abusado sexualmente, pelo menos, 11 ex-freiras e ex-noviças, além de outro caso modelar da eliminação de um cardeal da igreja, diante da constatação de violência contra seminaristas e outros religiosos.  
A igreja católica precisa compreender que a sua sobrevivência depende não somente da transparência e da verdade, mas, em especial, da implacabilidade contra os abusos que são cometidos em nome de instituição de extrema respeitabilidade, que precisa restabelecer a sua dignidade perante o rebanho de Jesus Cristo, que foi indiscutivelmente o modelo de ser humano a ser sempre seguido, por ter sido indiscutivelmente a maior autoridade, em termos de amor ao próximo.  
Não há a menor dúvida de que a solidez e a pertinácia nas boas intenções do papa, na tentativa de colocar a Igreja Católica no plano da modernidade da história, constituem verdadeiro galardão capaz de coroar o seu pontificado, a despeito da inconciliável fúria dos religiosos incomodados e insatisfeitos com a destemida atitude de transparência, modernidade e limpeza moral da instituição de Jesus Cristo.
Embora a Igreja Católica não represente toda humanidade mundial, já merecia ter sido dado esse grito de reafirmação e de libertação da sua clausura bastante prejudicial aos anseios apenas de evangelização, com base nos princípios instituídos por quem mais teve o dom da influência religiosa mundial, justamente porque a palavra de Deus não pode ceder à deturpação que vem sendo dada por religiosos imbuídos de sentimentos demoníacos.
Há que se reconhecer o valoroso empenho do papa em resistir à força da ala tradicional da igreja, na sua missão espinhosa e corajosa de combate aos casos indignos que não podem continuar no seio da instituição que tem o dever da disseminação somente das práticas do bem e do amor entre os seres humanos, tal qual assim era o verdadeiro desejo de Jesus Cristo.  
Percebe-se, com muita clareza, que nasce real esperança, à vista da demonstração de interesse do papa, tanto de enfrentar os trogloditas da ala conservadora da igreja como de punir os criminosos que agem desrespeitosamente em nome Deus, de que os tempos de impunidade e de olhos fechados para as atrocidades contra vítimas inocentes podem estar por um fio ou até mesmo com os dias contados, porquanto, doravante, não haverá perdão para a omissão das autoridades eclesiásticas, à vista da obrigatoriedade da purificação moral da igreja, que precisa ser irreversível.
Espera-se que, com o resultado desse importantíssimo encontro para a discussão de abusos sexuais a menores, onde foi batido o martelo sobre a necessidade da limpeza ética e moral da Igreja Católica, não somente as excomunhões, mas outras punições duras aos religiosos com índole criminosa e deformada passem a ser frequentes, justamente para a eliminação, em definitivo, das práticas tão perversas e desumanas contra fiéis ingênuos e indefesos, por serem atos dissonantes dos saudáveis princípios e fundamentos do cristianismo, que se funda em linda, relevante e valiosa missão evangelizadora dos ensinamentos construtivos e edificantes disseminados desde Jesus Cristo, o idealizador e fundador dessa santa instituição milenar, que precisa urgentemente restabelecer, na prática, o verdadeiro sentido da pureza moral. 
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 5 de março de 2019

segunda-feira, 4 de março de 2019

A bem da verdade...


Certamente com o viés populista, próprio da sua personalidade política, o presidente da República petista postou vídeo com sua imagem, disseminando discurso contrário à reforma da Previdência apresentada pelo governo.
O petista centraliza alegação de que o governo quer colocar a culpa pelo déficit previdenciário sobre as costas dos trabalhadores mais pobres, afirmando que não se trata de reforma, mas sim de desmonte da Previdência, em que o povo trabalhador, o trabalhador rural, os deficientes em geral serão prejudicados, porque, na verdade, trata-se de tentativa da retirada de direitos do trabalhador, para justificar a solução da déficit fiscal.
O político entende que o rombo nas contas previdenciárias somente se resolve com o aumento de emprego e com o aumento de impostos sobre a classe mais rica, inclusive sobre as exportações.
A classe política e as pessoas sensatas não têm a menor dúvida de que ou se faz a reforma da Previdência ou então o caos pode ser instalado em definitivo e somente as pessoas desinformadas ou imbuídas de outros propósitos que não o da verdade sobre os fatos demonstram opinião contrária à sua aprovação.
Embora o governo e os entendidos falem abertamente sobre a urgente necessidade da reforma em causa, é preciso que seja mostrada à população a origem do rombo das contas previdenciárias, com a indicação dos governos responsáveis por ele.
Quem acha que o petista diz a verdade, basta lembrar que a presidente da República afastada deixou a marca astronômica de 13 milhões de desempregados e expressivo rombo nas contas previdenciárias e não fez absolutamente nada para estancar a sangria no déficit previdenciário.
          Essa conversa de se criar mais tributo para sanar as contas da Previdência não passa de demagogia barata, porque as aposentadorias são pagas com as contribuições dos trabalhadores, à luz da legislação de regência.
Todo mundo sabe que o dinheiro da Previdência sempre foi desviado pelos governos para solucionar pagamentos referentes a outras origens, inclusive para atendimento de obras públicas faraônicas, cujas retiradas nunca foram repostas e tudo ficou por isso mesmo, ficando a Previdência no prejuízo.
É preciso que haja auditoria para se mostrar para onde foi o dinheiro da Previdência, com retroação há pelos menos cinquenta anos, para depois se verificar se é preciso alguma reforma ou se basta apenas que o governo devolva o dinheiro da Previdência empregado em outras finalidades públicas.
Além disso, é preciso fazer levantamento sobre as grandes empresas devedoras, inclusive estatais, que devem bilhões de reais à Previdência e contribuem fortemente para o rombo das contas previdenciárias.
O governo petista não fez reforma da Previdência, salvo uma reformulação no setor público, obrigando que os aposentados passassem a pagar a Previdência, embora não seja novidade que o próprio petista reconhecesse a necessidade dela.
Segundo o governo, o projeto em causa tem robusteza, justiça e coerência, caso seja aprovado na forma como foi enviada ao Congresso Nacional, evidentemente a depender de possíveis desidratação, para atender interesses de lobbys, corporativismo ou conveniências partidárias, à vista da manifestação espetacular e desfocada da realidade do petista-mor.
O governo espera que a reforma possa restituir mais justiça  ao sistema, permitindo o progressivo equilíbrio das contas públicas, que é exatamente o cerne da sua proposição, conforme a sua justificativa.
A verdade é que a maioria das pessoas desconhece a exata realidade da Previdência brasileira, o que se pode atribuir à deficiência de comunicação do governo, que poderia ser mais incisivo quanto ao detalhamento sobre os fatos relacionados com os déficits, os assegurados/aposentados, o custeio da Previdência e principalmente as suas receitas efetivamente arrecadadas, porque seus números são simplesmente alarmantes e preocupantes.
Ao que se sabe, a arrecadação total da União, que não é pouca coisa, está comprometida com a Previdência, em, pasmem, 52%, ou seja, os gastos somente com essa rubrica atingem o montante de mais da metade de toda receita federal, que atingiu a cifra de R$ 693 bilhões, em 2018, tendo sido contabilizado o déficit anual de R$ 266 bilhões, o equivalente a quase 39%.
Se nada for aprovado, para estancar a sangria financeira, já há previsão de que os gastos vão se elevar para o valor de R$ 750 bilhões, com o déficit de R$ 292 bilhões.
Também há estimativa de que as despesas previdenciárias crescem em ritmo constante de 8% ao ano, que é mais do que o dobro do crescimento nominal do Produto Interno Bruto (PIB).
Comparativamente com o percentual, o Brasil gasta mais com a Previdência que qualquer país do mundo, em que pese ainda contar com população mais jovem, em termos de dependência ao sistema previdenciário.
A análise mais fria que possa ser feita, à luz dos número trabalhados, se não houver radical reformulação da Previdência, o crescimento econômico se torna completamente impossível e as conta públicas serão progressivamente desidratadas pelos constantes rombos desse descontrolado sistema, considerando que a sua degradação não de é agora, porque a sua origem vem de governos passados, inclusive de quem se arvora em passar mensagem mentirosa e irresponsável, porque a sua obrigação é mostrar a verdade e contribuir para a busca de solução digna e decente, como fazem os homens públicos que criticam com base em elementos consistentes e fundamentados.
O petista demonstrou que desconhece o texto da reforma proposto pelo governo, porque ela mexe sim com privilégios, enquanto ele tenha dito que não.
Quem acha que o petista fala a verdade, é melhor conhecer um pouco mais sobre o projeto da reforma em apreço e verá que que ele precisa também conhecê-lo, para não ficar dizendo inverdades, em momento impróprio, procurando apenas agitar o ambiente político, mesmo porque ele prometeu se envolver com a derrubada da proposta em foco, quando se sabe das limitações de quem se encontra encarcerado, que não tem condições de atuar livremente, como ele teria insinuado nesse sentido.
Aliás, o homem público precisa ser justo e dizer a verdade à população e não apenas fazer discurso demagógico e populista para impressionar seus seguidores, sem a devida objetividade, quando o caso exige o contrário, porque as pessoas precisam entender o verdadeiro problema e se conscientizar sobre a necessidade da reforma ou não, mas com base em elementos consistentes.
Todo brasileiro tem direito sim de criticar e se solidarizar com a opinião de quem quer que seja, mas é preciso que seja acima de tudo responsável, justo e consciente sobre o seu posicionamento, de modo que a sua participação seja capaz de contribuir para a solução do problema e não para tumultuar ainda mais a cabeça das pessoas sobre matéria da maior importância nacional, como é o caso da Previdência, que mexe com a vida de todo mundo.
Na verdade, pelo muito pouco que se tem conhecimento sobre seus números, a mudança da Previdência não é para agradar ao governo, mas sim para se evitar o colapso das contas públicas, no seu conjunto, visto que há enorme dependência dela às arrecadações de outras origens, sob pena de haver sério comprometimento ao desenvolvimento socioeconômico nacional, com enormes prejuízos para a população, diante da estagnação da economia, à vista da diminuição da produção e do aumento do desemprego, fatos que não são nada favoráveis ao bem comum da população em geral.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 4 de março de 2019

domingo, 3 de março de 2019

Repúdio ao preconceito e ao ódio


Não há a menor dúvida de que não passa de indiscutível atraso atribuído à humanidade as manifestações de ódio disseminadas na internet, quando importante político perde um neto.
Sem dúvida, há verdadeira demonstração de falta de educação e desrespeito aos valores da família, aliada à diminuição aos sentimentos da espiritualidade e do amor ao próximo, quando as pessoas proferem, de forma leviana, manifestação de menosprezo ao seu semelhante e o ofende de forma graciosa, como se fossem proprietárias da razão.
Na verdade, isso nada mais é do que pura maldade do ser humano, que se satisfaz quando se manifesta pelo prazer de denegrir a imagem de seu semelhante.
O sentimento humano se mostra perturbador diante da complexa ideológica política, envolvendo a questão partidária, que jamais deveria se confundir o sentimento humano, que ocorre normalmente com qualquer pessoal, indistintamente de ideologia ou qualquer outra forma de pensamento.
No caso da perda de uma criança, esse fato foi elevado a nível de motivação pessoal, embora exigisse apenas forma especial de solidariedade humana e jamais qualquer outra manifestação capaz de causar tripúdio ou menosprezo à figura política do maior petista, conquanto são situações absolutamente diferentes .
Não importa aqui que o avô da criança falecida esteja, momentaneamente,  em situação de enclausuramento, porque isso tem influência na fatalidade em si.
O certo é que as redes sociais são pródigas em mostrar situações embaraçosas, com a evidenciação de ódio político, questões de homofobia e outras formas de segregação social, inclusive com relação ao presidente da República, que não tem sido poupado das agressões destinadas a sujar a sua imagem de homem público.
A verdade é que não falta motivo para a disseminação de preconceito e ódio e as redes sociais estão sempre assoberbadas desses vírus perturbadores das relações sociais.
Na prática, percebe-se facilmente que as pessoas que disseminam preconceito e ódio, por meio da internet, têm no coração sentimentos de pura maldade, que tem sido o principal nutriente que alimenta a sua índole perversa e doentia.
É preciso acreditar na boa-fé da humanidade, na expectativa de que ela é capaz de alimentar muitas esperanças de vida, mas é importante denunciar quem ainda têm a mente atrofiada e distanciada do mundo real, por se imaginar que seja possível a sua transformação em gente do bem e com sentimento de amor ao próximo, sem preconceito e ódio.
As ofensas e as piadas despropositadas são forma de manifestação mesquinha e deselegante, de cunho egoísta distanciado do mundo real, com conotação completamente estranha aos sentimentos humanos de pluralidade e amor.
          Como no mundo virtual, tudo o que se diz viraliza em dimensão incontrolável, com repercussão extraordinária, é aconselhável se pensar muito bem antes de qualquer opinião pessoal, porque a cautela contribui para se evitar estragos incalculáveis contra o próximo.
Infelizmente, o sentimento humano chega a surpreender a própria humanidade, que cada vez mais procura nutrir, com o auxílio da mídia, o enrijecimento do coração, a despeito de situações que não têm correlação entre si e poderiam ser evitadas.
          No presente caso, tem-se situação patética, em que o puro sentimento humano de avô é transformado, extraordinariamente, em motivação política, absolutamente fora do contexto real.
A verdade é que todo mundo tem direito de se expressar, da forma que bem entender e achar conveniente e esse princípio precisa ser respeitado, em atenção ao consagrado Estado Democrático de Direito, mas é muito importante respeitar a dignidade das pessoas que são involuntariamente envolvidas em situação dramática, como no caso da perda de ente querido, que consiste em sentimento próprio da individualidade pessoal, independentemente da ideologia política ou da índole como homem público.
Essas situações precisam ser levadas em consideração de maneira distinta, em atenção, principalmente, no âmbito tanto da civilidade como da formação humana existente em cada pessoa.
É lamentável que a humanidade que acompanha a evolução dos conhecimentos científico e tecnológico, justamente para seu benefício, ainda demonstre enorme dificuldade para se relacionar socialmente, em muitos casos desrespeitando as comezinhas regras de conduta próprias do ser humano, em especial no que diz respeito aos sentimentos pessoais, que são manifestações exatamente diante de momentos especiais.
A terrível situação enfrentada pelo principal político petista, que perdeu um de seus queridos netos, precisa apenas que a sua dor seja compreendida e respeitada, sem nenhuma conotação de outra espécie.
Não obstante, muitas pessoas agem de forma irracional, conceituando situações absolutamente inadequadas e agressivas, enquanto outras aproveitam para enaltecer as qualidades políticas do avô que foi abatido pela dor da perda de neto querido, quando o caso, em si, somente comporta o sentimento de solidariedade cristã e humana, para se compreender o sofrimento de quem passa a ser privado da companhia de pessoa querida.
Nesse caso, qualquer pessoa precisa ter o bom senso, no âmbito estrito dos princípios humanitário e cristã, de tão somente ser solidário com a imensurável dor de avô, como qualquer pessoa normal, por se tratar de fato relacionado com o sentimento humano e não com conduta relacionada com atividade político-partidária, que é própria do homem público e jamais deveria ser lembrada em momento de grave dor.
Queira Deus que seja propiciado o devido conforto à família enlutada, diante da expressiva perda de um anjinho e que a sua alma encontre o descanso da paz celestial.
Brasília, em 3 de março de 2019

sábado, 2 de março de 2019

A superação da aprendizagem

O ex-presidente da República tucano, diante da indústria de boatos e intrigas prevalecentes no âmbito do novo governo, se manifestou sobre a nova crise estabelecida no Palácio do Planalto, com o envolvimento do ministro da Secretaria Geral da Presidência da República.
Em sua conta no Twitter, o ex-presidente da República disse que é comum o que ele chamou de desordem no início de governo, mas entende que a atual  gestão está “abusando”.
O ex-presidente tucano criticou ainda a indevida participação de familiares do atual presidente do país nos assuntos governamentais, diante da possibilidade da criação de clima de desconfiança e intranquilidade, em dissonância com os princípios republicanos.
O tucano afirmou, in verbis: “Início de governo é desordenado. O atual está abusando. Não dá para familiares porem lenha na fogueira. Problemas sempre há, de sobra. O Presidente, a família, os amigos e aliados que os atenuem, sem soprar nas brasas. O fogo depois atinge a todos, afeta o país. É tudo a evitar.
É de se acreditar que o presidente da República vem incentivando que todo mundo, sem a mínima competência, possa vir a público e se manifestar à sua maneira e tentar criar tumulto no seio do governo, inclusive com a participação da filhocracia.
Essa estranha e indevida forma de intromissão é absolutamente inadmissível em governos competentes, sérios e responsáveis, porque é preciso se exigir o respeito à liturgia do principal cargo da República, sob pena de se imperar a bagunça e o descrédito.  
Depois de toda esculhambação possível, envolvendo o poder do país, espera-se que o mandatário da nação se apresse em vir a público, porque é preciso simplesmente dizer uma única palavra, repetindo, com muita ênfase: acabou.
A partir de então, para mostrar a autêntica autoridade de presidente da República, ele precisa chamar para si o controle do país e dizer à nação que a desordem prevaleceu enquanto a sua autoridade esteve fragilizada diante do pré, durante e pós operatório, em que ele esteve sob o domínio da tensão, normalmente causada por essa angustiante e até natural transição.
Em última análise, é preciso que o presidente da República compreenda que, nestes dois meses, já aconteceram muitas desastradas cabeçadas entre integrantes do governo, cujos desacertos devem servir como lição e aprendizagem, de modo que, doravante, a máquina pública deve se esforçar para se buscarem os melhores entrosamento e harmonização entre seus integrantes, como forma da convergência de ações que levem à satisfação do bem comum, evitando-se, a todo custo, divergências prejudiciais à integridade do governo.  
Agora, superadas as fases de indefinição, as altas decisões nacionais e importantes políticas estruturais do Brasil precisam passar para o efetivo controle do Presidente da República, em que tudo terá que ser decidido sob o clima de absolutas ordem e  tranquilidade e na mais perfeita harmonia com os princípios republicanos e os interesses nacionais, não se permitindo mais qualquer forma de curto-circuito no âmbito do governo, que precisa se voltar para o exclusivo enfoque da consecução das políticas públicas, em especial para as ações que exijam prioridades de implementação, em consonância com as finalidades destinadas à satisfação do interesse público.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 2 de março de 2019

sexta-feira, 1 de março de 2019

A importância da auditoria


O atual governo, que havia prometido rios de bondades, muitas novidades e imprescindíveis mudanças, por ter sido eleito com essa bandeira e ainda pela excepcional montagem da equipe de auxiliares com nomes qualificados e renomados, sendo uns conhecidos e outros nem tanto, por enquanto, transcorridos dois meses de existência, tem conseguido colecionar muitas atrapalhadas, muitas expectativas e ainda poucos resultados positivos, evidentemente em função das imensuráveis mudanças prometidas na campanha presidencial.
É óbvio que o seu maior benefício, em termos de extraordinário resultado político fica por conta da descontinuidade de governos do passado, diante dos gigantescos malefícios causados ao progresso do Brasil, à vista, principalmente, da precariedade da prestação dos serviços de incumbência do Estado, consistente nas persistentes e progressivas degeneração e decadência das políticas educacionais, de saúde pública, segurança pública, saneamento básico, infraestrutura etc., tudo funcionando absolutamente em condições imprestáveis, por que comprovadamente de forma ineficiente, sem controle, fiscalização e efetividade dos gastos públicos.
Para piorar esse quadro de desgraçada ineficiência administrativa, governos do passado conseguiram sofisticar a tragédia com a introdução de ingrediente cancerígeno, que foi banalizado na esfera federal, com a potencialização da famigerada e recriminável corrupção, tendo sido  institucionalizada justamente de forma sub-reptícia por meio do desvio de recursos de contratos celebrados por estatais, a exemplo da lamentável roubalheira perpetrada na Petrobras, onde a sangria do dinheiro público era processada por meio de propinoduto abastecendo partidos políticos e desavergonhados políticos, empresários, executivos, lobistas,  entre outros inescrupulosos aproveitadores de dinheiro público.
Certamente que  os brasileiros, com o cérebro por mais mínimo que tenha na caixa encefálica, nutrem desesperada esperança no sentido de que o atual governo tenha dignidade suficiente para não permitir que os cofres públicos sejam tão desgraçadamente arrombados e devassados como foi no passado recente, conforme mostram os horrorosos resultados das investigações levadas a efeito pela competente Operação Laja-Jato, o mais eficiente e genuinamente sistema brasileiro de combate à corrupção e à impunidade, que teve condições de desvendar terríveis sistemas maquiavelicamente engendrados para a subtração de recursos públicos, tendo como eficiente viés o patrocínio de atividades políticas destinadas à continuidade no poder, por meio da absoluta dominação das classes social e política, sendo, neste último caso, operada por meio da espúria compra da consciência de congressistas, em clara demonstração do aviltamento das atividades políticas, em detrimento da prestação dos serviços públicos de qualidade.
Nesse pequeno interregno, o governo já foi capaz de mostrar muitos empirismo, despreparo e inexperiência, que a sensibilidade recomendaria que seria bem melhor que muitos atos fossem evitados por meio de esforços de avaliação quanto ao momento ideal para a sua implementação, notadamente no que diz respeito à indevida participação de membros da família do presidente em assunto de Estado, que jamais seriam possível nem mesmo nas republiquetas, onde, em muitos casos, ainda se permite o respeito aos princípios do bom sendo e da razoabilidade, tendo em vista que os assuntos de interesse da República não podem ser confundidos com questões estranhas às autoridades constitucionalmente revestidas da competência para tanto.
Em se tratando de começo de governo, seriam de extremas conveniência e importância, para satisfação do interesse nacional, que as matérias relevantes pudessem ser resolvidas ou encaminhadas para a sua solução por meio da prévia auscultação da população, mediante a exposição minuciosa dos problemas a serem enfrentados pelo governo, sopesando então a conveniência ou não da sua implementação, já então com base na consagradora manifestação dos brasileiros.
Vejam-se, a propósito, que os principais assuntos já definidos no âmbito do governo, mesmo sob o reconhecimento da maior urgência possível, não resultaria maior prejuízo para a população se houvesse um pouco de demora para a sua definição, porque eles perduram de longa data e mais tempo para a sua solução, de forma adequada e possivelmente definitiva, poderia se traduzir em mais benefício para os brasileiros, depois que eles dissessem sobre a melhor maneira de como gostariam que eles fossem feitos, não apenas sob a imposição do governo.
Os casos mais emblemáticos dizem respeito à pressa para a expedição dos decretos referentes à liberação das armas, as reformas dos sistemas penal e carcerário e a reforma da Previdência, que foram definidos, no âmbito do governo, quando todos os assuntos a que eles se referem são de reconhecida importância, mas o amadurecimento sobre eles, com a participação da sociedade, poderia contribuir para o seu aperfeiçoamento, em benefício da população.
Vejam-se, em especial, a reforma da Previdência, que poderia ter sido facilmente palatável pela sociedade e principalmente pela população alvo das medidas pertinentes, que será obrigada a engolir a seco, goela abaixo, importantes transformações na sua vida, sem que tenha havido o devido respeito sobre a necessidade de ela ser  esclarecida, como é dever de governo digno e responsável, sobre as reais motivações pelas quais a reforma em causa precisa realmente ser implementada, em toque de caixa.
Diante da gigantesca importância na vida da população de trabalhadores, com enorme reflexo no seu patrimônio, em termos de Previdência Social, como o tempo de contribuição e especialmente a expectativa de aposentação, conviria que o governo tivesse a pertinácia de, antes de qualquer medida pertinente à reforma da Previdência, promovesse auditoria, com abrangência de, no mínimo, nos últimos cinquenta anos, para o completo levantamento dos recursos arrecadados e principalmente sobre a sua destinação, com vistas a se averiguar a origem dos gigantescos rombos nas contas do sistema previdenciário, tendo em conta a inobservância do princípio atuarial, que tem muito a ver com o seu equilíbrio econômico-financeiro.
Não é novidade que, desde o ingresso do trabalhador no mercado, já existe ou deveria existir previsão, na atualidade, de que o dinheiro arrecadado dele, durante 35 anos, é suficiente para bancar a sua aposentadoria e isso é feito exatamente com base no sistema atuarial, o que vale dizer que, se observada a norma de regência, jamais seria possível haver déficit na Previdência, sob a garantia de que as contribuições seriam guardadas e somente aplicadas quando o trabalhador se aposentasse, com a garantia de que seu dinheiro foi rigorosamente guardado e controlado sob os cuidados de quem de direito, que pode ser o governo ou a iniciativa privada, conforme o caso legalmente estabelecido.     
Certamente que, nos países sérios, civilizados e com o mínimo de racionalidade, em termos de respeito à dignidade das pessoas envolvidas no problema a ser discutido, apreciado, modificado e reformado, como é o caso específico da Previdência, o governo deveria previamente consultá-las, mas, sobretudo, com a obrigação de mostrar os estudos pertinentes à questão, informando o histórico sobre a origem - com base na auditoria -, com os detalhes acerca do rombo das contas, ou seja, o por que disso, a desgraça econômico-financeira do porvir, com a continuidade da manutenção do sistema falido, a projeção pretendida com as mudanças e principalmente os governos irresponsáveis que contribuíram para os astronômicos déficits previdenciários, certamente com o desvio dos recursos para outras finalidades de Estado.
Todo esse histórico precisaria ser feito com o adjutório de números, em quantidades e valores, de modo que não restasse a mínima dúvida de que realmente ou se faz a reforma ou então somente sobra o pesadelo em forma de abismo sem fim, com relação à contas previdenciárias, ficando a critério dos brasileiros quanto ao que realmente precisa ser feito ou se do jeito que se encontra está bom demais, conquanto ao governo, que foi eleito pela maioria dos brasileiros que compareceram às urnas, só tem única alternativa de cumprir a vontade soberana da população: ou pela realização da reforma da Previdência ou não, simples assim.
Em síntese, os brasileiros esperam e acreditam que já aconteceu o tanto que era permitido ao governo errar em todo o seu mandato, por ter dada clara demonstração de falta de firmeza, coerência e preparo na sua gestão, permitindo que até familiares interviessem em questões de Estado, o que é absolutamente inadmissível para país com as potencialidades do Brasil, e que, doravante, ele passe a concentrar suas atenções para a prioridade das questões de interesse público, não permitindo que elementos estranhos possam ter influência nos destinos e nos negócios que dizem respeito exclusivamente à autoridade do presidente da República, que também precisa ter a humildade de auscultar a população em assuntos de relevância do interesse da população e do Brasil.
Brasil: apenas o ame!
Brasília, em 1º de março de 2019